Views: 0

Vou ser polémica, criticada, crucificada, mas sempre disse ou escrevi o que penso, ou sinto.
– Não somos independentes, não somos autónomos financeiramente, não somos uma bolha isolada do mundo.
– Não temos códigos nem constituição, não temos código civil, das obrigações, penal etc. Logo regemos-nos pelas leis nacionais.
– A nossa Assembleia Legislativa Regional, mesmo quando tem poderes para tal, praticamente ratifica as leis e decretos leis emanados pela Republica.
– Para quem ainda não reparou, grande parte das leis que nos regem até são Europeias; contrapartida ou o reverso da medalha dos milhões que recebemos.
Dito isto, ou aceitamos rejeitar a Constituição e todas as outras leis, ou cumprimos e tentamos altera-las, respeitando os requisitos para o efeito. Queremos peso argumentativo, usem o referendo, e incentivem e apelem ao voto massivo. Façam com que o povo seja ouvido.
O sistema Regional de Saúde é débil até pela nossa condição arquipelágica e facilmente atinge o esforço máximo, donde conter a propagação do vírus ,e as cadeias de contágio, serão a única forma de mantermos a nossa capacidade de resposta. Acresce a este facto, termos uma população envelhecida.
Perante tais factos e, sabendo-se que no fim do estado de emergência, as quarentenas poderiam ser postas em causa, seria necessário gerir todo este dossier com diplomacia;
– ter em conta a forma e modo como eram feitos estes confinamentos os quais nunca poderiam ser mais excessivos que uma pena de prisão por um crime.
– ter em conta, que há açorianos jovens , que optaram por começarem as suas carreiras, noutras paragens, que ficando no desemprego teriam que voltar à sua casa, aqui na Região, ainda que por motivos profissionais não tivessem domicilio fiscal na região, sendo que muitos não teriam 1500 euros para pagarem.
– ter em conta que há um senhor de S. Jorge que faleceu com base numa avaliação de um delegado de saúde, que foi dito que a ida de grávidas a consultas tinha sido um privilégio, que manter uma jovem oncológica com teste negativo num hotel, após se sentir mal (o que acresce ao stress já existente), enquanto há excepções ( das quais excluo os juízes), criaram uma desconfiança acrescida, não pactuante com respostas dúbias.
Acresce que o desconhecimento, quanto aos meios, ás medidas de protecção ao emprego ao longo dos próximos meses, quando o turismo ficará congelado na região nos próximos meses, o que implica uns milhares de empregos em perigo, vão gerando ansia, angustia nalguns casos até revolta.
E porque a Organização Mundial de Saúde já alertou para que o vírus seja endémico, ou seja, teremos que aprender a viver com ele, insistirmos no panico, não será o mais assertivo. Incutir medidas de protecção, garantir abastecimento regular ao arquipélago de mascaras, de viseiras, de acrílicos, de desinfectantes, preparar, construir um local próprio onde se possa ter enfermarias de retaguarda ao Covid, sem colocar novamente em causa todas as outras patologias médicas. É fundamental!
E em jeito de conclusão: discursos e comunicações podem ganhar eleições, mas não colocam comida na mesa. Pensemos no futuro; defendam o bolo dos Açorianos do quinhão de apoios da UE.
Sejamos proactivos e não reactivos, como disse um amigo.
PS- disse ao Dr Vasco Cordeiro que estaria ao seu lado quando determinou as quarentenas ainda antes do estado emergência e mantenho a palavra. Se por motivos de força maior tiver que sair da região farei a quarentena.
(toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou colectivamente, em público ou em particular”.)
