AÇORES COM O PS À PORTA DO PALÁCIO

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Deixar o PS à “porta” do Palácio Jácome Correia
O Partido Socialista, para formar um novo Governo Regional nos Açores com garantias de estabilidade, tem que tomar três posições.
Primeira: assumir perante si próprio e perante o povo açoriano que já não possui maioria absoluta, porque o que se verifica é que os dirigentes socialistas não dão mostras verdadeiras de verificar que o eleitorado deu a vitória ao PS mas não o quer a mandar sozinho. Segunda: o PS tem que descer do “altar” político e dirigir-se aos restantes partidos parlamentares numa atitude de humildade democrática e, no respeito pela vontade popular, negociar a sério com eles, porque precisa deles ou de alguns deles para continuar a governar. Todos os outros partidos reconheceram a vitória socialista, embora mais reduzida. Cabe também ao PS reconhecer, sem tibiezas nem malabarismos de linguagem, que os outros partidos receberam nas urnas um protagonismo e uma influência muito maiores.
Terceira: o PS não condicione nem pressione o seu líder, Vasco Cordeiro. Deixem-no agir livremente, deixem-no negociar livremente e deixem-no encontrar livremente uma solução democrática, no respeito pela vontade popular.
Vasco Cordeiro sobressai na cena política açoriana como a única personalidade capaz de, serenamente, abrir caminho para um novo futuro, para corrigir erros do passado e encontrar novas soluções, em cooperação e concertação com as outras ou outras forças políticas com representação na Assembleia Legislativa Regional. Agora, se se deixar “aprisionar” pelo “pai” ou pelo “filho”, ou pelos dois, obedecendo às estratégias do costume, que deram os resultados que estão à vista de todos, então não vai longe.
Vasco Cordeiro não pode ter receio de mandar o “pai” e o “filho” para outro lado, porque eles são muito responsáveis pela perda da maioria absoluta socialista. O que Vasco Cordeiro tem a fazer – e quero crer que o fará! – é, neste momento histórico, dizer “presente!” e “estou aqui para servir o povo açoriano!”.
Já não se pede a Vasco Cordeiro que coloque o socialismo na “gaveta”, porque há muito o PS nos Açores o fez. Pede-se apenas que deixe o PS à “porta” do vetusto e belo Palácio Jácome Correia, para servir todos os açorianos e resolver os muitos problemas existentes, em ambiente de grande diálogo democrático. Estou certo de que a História não perdoaria a Vasco Cordeiro outra atitude política e cívica!
Maria João Ruivo, Urbano Bettencourt and 8 others
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  • Concordo contigo Tomás. Fizeste uma análise objetiva da situação. Se o que importa é o bem da região, terá de haver um entendimento entre todas as forças que nos representam. Se o que importa apenas é o poder, então..