A LER – MALVINA SOUSA

A recordar…
Excertos da recensão crítica de José Manuel Santos Narciso ao livro “Até que a violência nos separe”, de Malvina Sousa, na edição de 3 de junho de 2019 do semanário “Atlântico Expresso”, na sua coluna “Leituras do Atlântico”:
«Comecei e não mais parei. Duas centenas e meia de páginas de uma escrita fulgurante, viva, avassaladora, como verdadeiras chicotadas intelectuais. Li-o quase de um fôlego porque, logo nas primeiras páginas notei que parece ter sido escrito também num só fôlego»!
«Atrevo-me a dizer que este livro é um verdadeiro libelo contra a violência doméstica, mas ao mesmo tempo é um testamento de amor e de valores que existem na sociedade e muitas vezes são abafados, por que “o mal e a má notícia é que vendem”.
Malvina Sousa, que não tenho o gosto de conhecer pessoalmente, surpreendeu-me, neste livro, pela capacidade de criar momentos em que a realidade não tem linha que a separe da ficção. Surpreendeu-me pela riqueza narrativa, sempre com as ilhas dos Açores em pano de fundo, com mais incidência em São Miguel, mas com várias outras em evidência e precisa menção de suas paisagens, do seu mar e dos seus viveres e costumes».
«Mas ao lado deste poder descritivo e narrativo, a riqueza dos diálogos ganha aqui neste “Até que a violência nos separe”, uma dimensão muito especial. Há um toque subtil de delicadeza e charme que nos encanta, essencialmente porque sentimos na autora um cuidado especial com o conhecimento psicológico de cada personagem.
Não há medo de “chamar os bois pelo seu nome” e, logo de início, Malvina Sousa chama mesmo “monstro” ao agressor encharcado de cerveja até se babar dormindo em plena sala. Mas também é capaz de cenas de carinho e de amor na “casa de acolhimento”, nos ricos diálogos entre Sónia e Maria. “Isto é de arder”.
Seja-me permitido aqui realçar um aspecto que muito me tocou: o amor maternal que transparece em muitas páginas do livro. E, dentro das preocupações que rodeiam esta questão da violência doméstica, é realmente a mãe e o sentido da maternidade, uma das grandes vítimas.
Estamos perante um romance que todos deveriam ler».
«A violência doméstica manifesta-se de várias formas e muitas vezes, mesmo as vítimas começam por encapotá-la, debaixo dos mais variados argumentos. Até mesmo, por este prisma, o romance de Malvina Sousa é uma obra a ter em conta, verdadeiro repositório de emoções e de lições».
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Pedro Paulo Camara, Luís Soares Almeida and 10 others
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