vamos perder um excelente deputado europeu

Muitas pontes construídas, muito trabalho consequente e um enorme capital angariado. Um excelente caminho percorrido e um bom activo para o próximo eurodeputado a eleger pelos Açores. A pergunta que resta é o que irá fazer o Doutor Ricardo Serrão Santos a seguir? Aguardo com enorme curiosidade e entusiasmo!

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Eurodeputados portugueses aceitaram o desafio e indicaram os colegas que se destacaram pela positiva e pela negativa nesta legislatura.
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 Autoridade Nacional de Proteção Civil Mais uma oportunidade perdida | AbrilAbril

A Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Proteção Civil aprovada em Conselho de Ministros e promulgada pelo Presidente da República não cumpre os princípios consignados na Lei de Bases da Proteção Civil.

Source: Mais uma oportunidade perdida | AbrilAbril

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RUI RIO E A AUTONOMIA J GABRIEL ÁVILA

Crón. ATLANTIDA transmitida ontem, 25 de março de 2019
E agora?

Tenho lido e ouvido comentários diversos criticando o líder do PSD-A por não ter consensualizado com Rui Rio a candidatura de Mota Amaral.
Fui um dos que critiquei Alexandre Gaudêncio por se ter candidatado ao cargo. É muito jovem e não lhe falta tempo para poder exercer essas funções, livre das responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara da Ribeira Grande. Continuo a manter a mesma opinião.
Gaudêncio, porém, revelou lucidez, sensatez e coragem ao apresentar a Rui Rio o seu melhor trunfo às europeias: Mota Amaral, pois o líder nacional assegurara em campanha, que mantinha um lugar elegível para os Açores.
Quem defraudou o eleitorado social-democrata, e não só, todos os açorianos! foi o Senhor Rio e a sua “entourage”, e não Alexandre Gaudêncio.
O líder regional teve a virtude de perceber que a juventude da sua equipa só se valorizava com a experiência de outros militantes mais antigos – da primeira hora – e que ao fazê-lo daria um novo elãn ao partido que foi sempre vencedor com Mota Amaral.

E agora? Pergunta-se: que fazer uma vez que não há candidato do PSD-Açores?
Agora é arregaçar as mangas e partir para outra: para uma séria reflexão sobre um circulo eleitoral ao Parlamento Europeu, pois a situação amanhã pode acontecer também ao PS. O que está em causa é o regime autonómico, na sua essência, que abala sempre que o centralismo partidário ou governamental ganha uma batalha, calcando aos pés uma conquista difícil de açorianos e madeirenses.
Para tanto, há que refletir se ainda vale a pena as forças políticas se manterem ligadas aos partidos nacionais, mesmo com organismos autónomos, pois, de um momento para o outro, as lideranças fazem letra morta dos estatutos.
Partidos regionais poderão ser a resposta adequada para uma luta constante em defesa da Autonomia Regional dos Açores e da Madeira.
Sei que isto não agradará, sobretudo aos pequenos partidos. Mas também esses tem de se decidir: ou pelos Açorianos, ou pelo Continente.
Nada disto tem a ver nem com separatismo nem com independentismo. Tem a ver, sim, com o exercício democrático do poder que, quanto mais próximo das populações, mais eficaz e transparente é.
Esta é uma luta de todos os açorianos. Quem se colocar de fora será considerado lacaio de forças que não visam o bem comum, mas apenas a sobrevivência e manutenção dos seus serventuários nos lugares do poder.
E isso é contrário à democracia e ao exercício das liberdades. É contra a Autonomia.

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Parlamento Europeu vota a favor do fim da mudança de hora em 2021

No último domingo de outubro de 2021 pode ser a última vez que se muda a hora na Europa. Agora cabe a cada Estado-membro decidir se acompanha a decisão tomada esta terça-feira no Parlamento Europeu. Governo português já assumiu que quer manter as atuais duas mudanças.

Source: Parlamento Europeu vota a favor do fim da mudança de hora em 2021

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açores e pe, por josé gabriel ávila

Eleições ao Parlamento Europeu(Crónica lida hoje (18/03/19) na rádio Atlântida)

A recusa de Rui Rio em integrar Mota Amaral na lista do PSD ao Parlamento Europeu, excluindo assim os Açores de se fazerem representar com mais um deputado em Estrasburgo ainda vai dar muito que falar.
Espero, porém que os políticos continentais e regionais não se percam em discussões estéreis e se entrincheirem em fortins onde ninguém sairá vencedor.
As questões da União Europeia, nomeadamente o seu futuro, devem envolver-nos todos numa séria reflexão que não pode deixar de fora as regiões ultraperiféricas e as suas debilidades.
Se hoje assistimos estupefatos às manifestações desorganizadas dos coletes amarelos, onde se infiltram grupos de desordeiros e de gente sem princípios, essa não é a Europa que luta pela dignificação dos mais de 300 milhões de cidadãos, nem é a forma de atingir metas de integração social de grupos periféricos que a sociedade consumista e neo-capitalista produziu.
A Europa é um espaço de liberdade e de solidariedade que os vários tratados da União reconhecem e procuram implementar. Só que está sujeita aos lobis poderosos económicos e financeiros que não olham a meios para defraudar espetativas dos que acreditam que é possível um bloco coeso e solidário, sobretudo nas regiões e países mais débeis.
Estamos já a assistir a apelos ao voto, a juras dos candidatos em construir uma Europa forte.
São apenas palavras.
Para envolver o cidadão comum no projeto europeu, onde se integra também os Açores e as suas imensas capacidades, os candidaos têm de dizer ao que vêm, que pretendem propôr em benefício dos eleitores, que ideias têm sobre as potencialidades oceânicas do arquipélago, a defesa das águas territoriais, a defesa do ambiente nos mares profundos do Atlantico Nordeste, como se fará a ocupação das zona económica exclusiva que torna os Açores um dos espaços europeus de maior dimensão…o que vão os candidatos e os respetivos partidos fazer para que os Açores sejam muito mais que uma região de produção agro-pecuária de qualidade, e um espaço onde a tecnologia, a ciência e a inteligência virtual ganhem preponderância e façam parceria com o que de melhor dita o pensamento humano.
Os eleitores querem propostas novas. Não sobre apoios do POSEI à agricultura e pescas, que irão continuar, mas propostas sobre as questões da desertificação que afeta gravemente algumas ilhas, os malefícios do envelhecimento populacional, a fixação dos jovens em empregos de tecnologia de ponta; queremos saber que papel vão os Açores desempenhar nas redes marítimas transeuropeias, na recuperação e construção de novos portos de armazenagem de gás natural, na preservação ambiental das zonas piscícolas, nas rotas marítimas, ou até na segurança, face às alterações que possam ocorrer nas parcerias dos blocos militares.
Mais que o subsídio para o leite ou para o ananás, para o vitelo ou para a melhoria das explorações agro-industriais, os açorianos querem saber como vamos avançar na formação profissional adequada à nova economia e serviços; como vamos melhorar a qualidade dos cuidados de saúde para emparceirarmos com os mais avançados da Europa; como é que a Europa social vai fazer para que quem aqui vive, tenha um salário por um trabalho identico a outro trabalhador da França ou da Alemanha, como propôs recentemente o Presidente Francês.
Apelar ao voto e não apresentar propostas que respeitam aos problemas das pessoas, é o mesmo que defender a abstenção que anda na mente de tantos cidadãos.
A democracia é o governo do povo. Cabe-lhe impor os ditames por que ela se deve reger para que os representantes eleitos sejam dignos da vontade que lhes foi expressa.
Apelar ao voto, SIM, mas não se detenham demasiado nesse apelo. É que pode dar-se o caso de os eleitores entenderem que os candidatos sem projeto, não serem seus dignos representantes. O resultado será uma ainda maior abstenção.
Acautelem-se disso os partidos, porque O POVO TEM SEMPRE RAZÃO e penaliza-os.

José Gabriel Ávila

17/03/2019

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O governo lisboacêntrico Por: Manuel Leal

 

O governo lisboacêntrico
Por: Manuel Leal

Por: Manuel Leal

A elite politizada dos Açores carece de uma identidade verdadeiramente açoriana. O bem comum nestes termos é definido ao longo do seu relacionamento com Lisboa. Desta subordinação advêm as suas prerrogativas, o seu modo de vida, e a estatura social e até económica de que goza. Esta comunicação processa-se através da linguagem codificada dos partidos, da burocracia e de instituições lisboacêntricas*.
A obediência às diretrizes e à disciplina interna destas organizações mantém e perpetua a ideia avoenga do império garantindo à Metrópole a exploração dos Açores numa conjuntura neocolonial. O neocolonialismo expressa-se na realidade política e económica destas ilhas. Este domínio económico e político é responsável pela situação caracterizada pelo lucro e as vantagens políticas internacionais que os Açores têm dado à Metrópole, calculado nas vertentes do comércio e da política fiscal em mais de três biliões de euros anuais. A Metrópole, todavia, faz regressar ao arquipélago menos de 300 milhões de euros no mesmo período de tempo.
O ano passado, por exemplo, Portugal vendeu à Roménia doze aviões do tipo F-16, recebidos dos Estados Unidos como parte das comparticipações pelo uso na Terceira da Base das Lajes. Esta transação teve um valor aproximado de duzentos milhões de euros, dos quais os Açores não receberam um centavo.
Lisboa tentou suprimir ao povo português o conhecimento deste evento. Demorou nada menos de oito meses para responder à inquirição apresentada pelo deputado açoriano, João Bosco Mota Amaral, confirmando a transação que o Governo da República pretenderia constituir Segredo de Estado. Se a maior parte daqueles dinheiros fossem devolvidos aos Açores o futuro económico da Terceira poderia ser menos problemático com a criação de emprego sustentável.
Na edição de 30 de janeiro passado do jornal Correio dos Açores, a extensão da pobreza que se verifica no arquipélago ficou bem clara numa reportagem reveladora do isolamento da classe política regional em relação aos setores menos protegidos da população. As entrevistas feitas com algumas das vítimas corroboraram esta realidade. Um pescador da Vila Franca do Campo, de 40 anos de idade, Roberto Estrela, resumiu esta situação no lamento “A escravidão acabou, mas hoje todos os pescadores são escravos”.
Por outro lado, quando o governo divulga que “Todas as famílias em dificuldades e sinalizadas têm o apoio da Ação Social” o problema parece relacionar-se com as implicações do processo de “sinalização”. É inadmissível, por exemplo, que um jornalista e a sua família passem fome não obstante estar empregado. A propaganda governamental sugere que há aspetos da política de ação social suscetível de promoção da subjugação social através de um processo de condicionamento psicológico ou habituação. Como escreveu Santos Narciso no Atlântico Expresso de 26 de janeiro, com dificuldade se separariam de um objetivo eleitoralista.
Enquanto prosseguir esta relação caracterizada pela dependência em relação à Metrópole das regalias da elite burocrática e administrativa dos responsáveis pela governação regional, a passividade popular serve os interesses neocoloniais. Por isso são precisos mecanismos de contestação, cuja atividade ponha a descoberto as estruturas da classe e das instituições da engrenagem de opressão latente. O sistema atual coíbe aos açorianos o seu próprio governo sem os cordelinhos da partidocracia metropolitana.
É neste contexto que se torna necessário o abandono dos partidos nacionais e dos seus representantes, em atos coletivos e públicos, repetidos, em voz alta e insistente na repulsa da partidocracia e do neocolonialismo que protege. Os pescadores e todos os trabalhadores naquelas condições humilhantes não têm, necessariamente, que assumir uma postura apática perante as políticas que visam sobretudo o bem-estar da classe política e dos seus apoiantes na burocracia. “O povo unido jamais será vencido”. Nenhum governo poderá sobreviver à prisão de uma multidão.
As manifestações de impugnação da ideia e da prática imperial não surgem, no entanto, sem um trabalho do empoderamento através da libertação psicossocial e política das vontades e do descontentamento que se reflete na abstenção eleitoral em todas as ilhas. Trata-se de uma responsabilidade que cabe aos açorianistas, num movimento de consciencialização das estruturas académicas, políticas e trabalhistas que principia com a participação da juventude escolar. É através das estruturas básicas e sociomentais da memória coletiva que se tece e enraíza a identidade social.
Os 6-de-junho de todos os povos fizeram-se com causas justas em apoio da evolução que as transformaram em movimentos vitoriosos. Cada família empobrecida, cada cidadão desempregado, cada doente carecido de cuidados médicos, cada estudante carecido de apoio financeiro para prosseguir os seus estudos, desde os potenciais atos policiais injustos à insensibilidade dos beneficiados da conjuntura partidocrática e neocolonial constituem uma oportunidade de inquirição popular e justa.
A agitação neste sentido não ilude ou falseia, nem estimula a violência. Reafirma, informa e difunde, e persiste na tese de que o sistema opressivo desfigura ou esconde. Os Açores são mantidos numa situação neocolonial, opressiva, através dos agentes coniventes do poder lisboacêntrico que formam a elite do poder regional.
* Não encontrei esta palavra composta nos vários dicionários da língua portuguesa que consultei. O significado, porém, é óbvio: que tem Lisboa no centro ou que Lisboa é considerada o centro.
2015-02-02

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AÇORES NO PE, FARSA E ILUSÃO

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10 hrs
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Roberto Y. Carreiro

FARSA E ILUSÃO

Nos últimos dias, a nível político, os Açores foram varridos por uma onda de indignação, pelo facto do PSD português e o respectivo líder não terem colocado em lugar elegível um representante açoriano às próximas eleições para o Parlamento Europeu, e que neste caso, era nem mais nem menos do que o Dr. Mota Amaral, ex-Presidente do Governo Regional, ex-Presidente da Assembleia da República e um fundador do seu próprio partido.

De facto esta decisão do PSD nacional, com a chancela do seu líder, Dr. Rui Rio, um provinciano pacóvio, que confunde os Açores (região insular e ultraperiférica da Europa) com a Região Demarcada do Dão, constitui não só uma afronta ao antigo Presidente do GR, como também foi um ataque soez ao nosso arquipélago e às suas gentes.

Mas bem vistas as coisas, o PSD e o seu líder, assim como os restantes partidos e líderes nacionais, para este caso específico ou similar, não têm nenhuma obrigação em escolher um «açoriano» para exercer esse cargo dentro da lista dita nacional ao PE.

É preciso que os Açorianos – de todas as ilhas e de todas as tendências políticas – entendem duma vez por todas, que estão (e estarão sempre dependentes, caso não se mexam para o efeito, nem tirem o rabo do sofá…..) sempre dependentes dos humores, da vontade e dos interesses pessoais e partidários dos líderes e das direcções nacionais dos partidos com sede em Lisboa.

Como nada está escrito que obrigue que um açoriano por direito próprio seja incluído nessa famigerada lista, a única coisa que os de cá devem esperar é que Lisboa (aqui representada pelos estados maiores dos partidos corruptos portugueses) seja benevolente e caridosa.

Aconteceu com esta candidatura falhada como poderia ter acontecido com a candidatura do partido rival.

E não vale a pena alegar que era «tradição» incluir um representante dos Açores nessa ou noutras listas, pois em política a tradição era verde, passou um burro e comeu-a….

@ Ryc

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a afronta de Rui Rio

A AFRONTA DE RUI RIO … AOS AÇORES

Ou, do PSD Português ao seu Consulado (representante institucional nos Açores) PSD-A

Enquanto os açorianos não tiverem a verdadeira “coragem” de tomarem a divisa que nos deixaram de “antes viver livres que em paz sujeitos“, continuarão a ser considerados, o que Alexandre Gaudêncio agora descobriu, de “portugueses de segunda”.

Chegou o momento da “cabala” o ocultismo gerado à volta do candidato do PSD-A ao Parlamento Europeu nas Eleições que se aproximam, ser anunciado pelo todo poderoso líder do PSD-P (sim P de português).

Para o mesmo, (Rui Rio) que sempre acompanhado do seu sorriso matreiro todas as vezes que tal situação se apresentava, dava umas desculpas esfarrapadas e ardilosas como lobo matreiro à entrada da sua toca, espreitava o momento de dar o golpe fatal na sua ingénua vítima.

De nada serviu a tentativa de sedução do PSD-A aquando da luta de galos protagonizada por Luís Montenegro/Rui Rio pela luta do poleiro, na qual, o anunciado candidato às eleições para o PE pelos sociais democratas açorianos indicavam, Mota Amaral, foi um dos apoiantes em Congresso do Sr. que agora o descarta.

Como era de esperar, confirma-se a não presença, de um candidato social democrata açoriano na lista apresentada pelo PSD-P entregando-se os interesse dos Açores à candidata madeirense que não desfazendo, até é muito natural que não conheça os Açores nem se identifique com a “açorianidade” a qualidade própria do que é ser açoriano, do nosso caráter especifico, cultural e histórico (porque queiram ou não queiram os DDT (os donos disto tudo) como nos habituamos a adjetivar os governantes portugueses, nós somos donos de uma História que nos é pelos mesmos impedida de ser ensinada nas nossas escolas. Como pode alguém que não nascido nestas Ilhas de Bruma, ter sentimento de amor ou de grande afeição pelos Açores.

Só açorianos como Natália Correia, Vitorino Nemésio, assim como muitos outros vultos da nossa cultura, o souberam mostrar e transmitir ao mundo em nosso nome, os sentimentos que acima nos referimos.

Tal comportamento fundamentado em táticas político-partidárias de um “narcisismo nacionalista” com requintes colonialistas, levam a ter a certeza de que os políticos portugueses têm uma ideia redutora da grandeza dos Açores e no seu peso a nível mundial. Por alguma razão vemos muitos olhos postos nestas nossas, mas muito nossas ilhas atlânticas.

Os do PSD-P tentam com a não inclusão de açorianos nas suas listas às eleições para o Parlamento Europeu fazer ignorar a relevância do papel histórico que os Açores têm vindo a ter na construção das Regiões Ultraperiféricas no seio da União Europeia, escamoteando a dimensão atlântica e estratégica que os Açores conferem a Portugal e que, o poder nele instalado procura sonegar a quem os mesmos negam reconhecer como Povo.

Naturalmente que desconsiderado o PSD-A, e nomeadamente João Bosco Mota Amaral, ferido na sua histórica vida política, muito mais foi vilmente afrontado o Povo açoriano independente das suas ideologias políticas.

A Alexandre Gaudêncio resta-nos dizer que não basta a meia voz dizer o “antes morrer livres do que em paz sujeitos” Há que mostrar aos senhores do Portugal por eles chamado de Continente, a “têmpera” a força, o vigor, a integridade, a austeridade de princípios dos açorianos (para ele em particular – dos ribeira-grandenses em especial)

Se Rui Rio e os seus seguidores, na oposição já fazem aos Açores o que estão a fazer, imaginemos quando chegarem ao poder.

A nós, Açorianos só nos resta dar a resposta adequada, na exigência do respeito que merecemos lutando por uma revisão constitucional que corrija o termo de Estado Unitário, liberte os açorianos de criarem os seus próprios partidos de exclusivo ADN açórico, sejam eles de índole, regional, separatista ou independentista.

É da nossa História – os açorianos, sempre se sentiram desconfortáveis dentro do «reino» que os explorava e os espezinhava, e sempre aspiraram a serem donos do seu próprio destino. Não é por milagre que a divisa e o slogan – «LIVRE ADMINISTRAÇÃO DOS AÇORES PELOS AÇORIANOS». surge no tempo. A nossa aspiração autonomista e até independentista não é de hoje já vem de longe. É parte da nossa História.

Por hoje terminamos assim: se esta gente na oposição já trata os Açores assim, imaginem quando chegarem ao poder.

José Ventura

2019-03-15 Ribeira Seca RGR

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O enxovalho foi maior Osvaldo Cabral

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Pierre Sousa Lima to Açores Global

O enxovalho foi maior

Rui Rio acaba de provar que é um líder politicamente descompensado em relação às Autonomias Regionais.
A atitude do PSD nacional tem uma dimensão muito mais profunda, porquanto este partido é tradicionalmente e historicamente o partido das Autonomias, desde Sá Carneiro e os restantes fundadores.
Ao quebrar este peso histórico, Rui Rio assina uma sentença de morte política nos Açores.
O líder do PSD não só enxovalhou o PSD-Açores – tal como aqui escrevemos há uma semana -, como ousou enxovalhar Mota Amaral, cujo currículo político está acima e a léguas do de Rui Rio, e teve ainda o descaramento de apresentar um argumento que é um enxovalho para os açorianos e para a Região Autónoma dos Açores.
Ao decretar que a candidata da Madeira será a representante das Regiões Autónomas, quis dizer que Mota Amaral ou outro açoriano não têm capacidade para representar a região. E ao determinar que a candidata madeirense terá que contratar um assessor dos Açores no seu gabinete em Bruxelas, passou um atestado de menoridade aos açorianos face aos madeirenses.
Um líder com esta visão merece uma resposta à altura por parte do PSD-Açores, já que o eleitorado açoriano certamente saberá responder adequadamente no dia das eleições.
Não basta o PSD-Açores decidir, apenas, que não fará campanha eleitoral.
E a seguir ao 26 de Maio, volta tudo ao mesmo como se não tivesse acontecido nada?
Se Alexandre Gaudêncio quer atenuar, minimamente, esta sua primeira estrondosa derrota, tem que ir mais longe e cortar em definitivo com as orientações da Comissão Política Nacional.
A sobrevivência política de Gaudêncio dependerá muito de como vai lidar com esta enorme contrariedade. Se for tacticamente dócil, ou frouxo, os eleitores não o perdoarão, pelo que só lhe resta uma atitude firme e de ruptura. É uma questão de honra.
Até porque, agora, só lhe restam as eleições regionais do próximo ano.
Depois desta derrota interna, vai ter a segunda no dia 26 de Maio e uma terceira nas legislativas de Outubro.
E uma ruptura significa manter o PSD-Açores nas estruturas nacionais, mas assumir a sua autonomia interna em pleno, anunciando que se desliga de qualquer orientação política do líder nacional, não convidando nenhum membro da Comissão Política Nacional a vir aos Açores nos próximos meses eleitorais, elaborar uma lista às legislativas sem dar cavaco às orientações nacionais e esperar pelo resultado de Outubro, em que, provavelmente, Rui Rio terá a pior derrota de sempre do PSD, a acreditar nas últimas sondagens, levando-o à expulsão da liderança.
Paulo Rangel já anunciou que virá aos Açores, certamente acompanhado pela “representante das Regiões Autónomas”.
A única resposta ao anúncio provocatório é o PSD-Açores decidir que não lhe dará nenhum apoio logístico e nenhum social democrata açoriano cair no ridículo de acompanhar a comitiva no périplo regional.
Por outro lado, mais do que não fazer campanha, o PSD-Açores devia dar uma indicação de voto aos seus militantes, porque abrir a porta à abstenção não é o mais indicado para um partido que se advoga defensor do combate ao fenómeno (apesar de se prever que vamos ter a maior de todas no dia 26 de Maio).
E aqui tem várias alternativas: como protesto, apela ao voto em branco ou apela ao voto nulo (basta escrever no boletim “Antes morrer livres, que em paz sujeitos”), ou dá liberdade de voto a todos os militantes, para que possam votar conforme a sua consciência.
Numa democracia madura e num sistema político com mentalidade aberta, como nas democracias anglo-saxónicas, em vez do fundamentalismo partidário que se vive no nosso país, o voto óbvio a recomendar nestas circunstâncias devia ser na única voz dos Açores que vai estar em Bruxelas: André Bradford.
Porque se o objectivo é termos voz no Parlamento Europeu e nos corredores de Bruxelas e se “os Açores estão acima do partido”, então é mais do que óbvio que o único representante açoriano devia merecer uma votação maciça para se apresentar com um mandato forte lá fora.
Claro que não é isto que vai acontecer.
E quem fica a perder, mais uma vez, somos todos nós, açorianos.

Osvaldo Cabral

(Diário dos Açores de 15/03/2019)

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