contaminação na Terceira

Partilha-se notícia do jornal Diário Insular com o título: “IMAGENS DO LNEC REVELAM REALIDADE PREOCUPANTE, DIZ FÉLIX RODRIGUES”, com o subtítulo- “Falta de profissionalismo “atroz” na descontaminação”.

As imagens dos trabalhos de alegada descontaminação na Base das Lajes, no “site” 3012, revelam uma realidade preocupante: solos contaminados, molhados, a escorrer, a serem manuseados de forma pouco profissional e sem conhecimento técnico.
A opinião é do especialista em poluição, Félix Rodrigues, com base no relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) apresentado na última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA.
Nesse documento, produzido depois de uma visita à ilha Terceira, em outubro de 2018, há imagens dos locais que estão a ser intervencionados pelos norte-americanos. É o caso do “site” 3012, o “Abestos Dump Site”, onde existirão três bacias com amianto e “eventualmente outros resíduos de origem desconhecida” – bacias que nunca foram localizadas por sondagem geoelétrica.
“São imagens preocupantes, porque mostram os solos contaminados, enlameados, a escorrer por todo o lado… Isto revela falta de perícia e de conhecimento técnico em poluição para os manusear. Há uma falta de profissionalismo atroz de alguém que não sabe os riscos associados a esse manuseamento”, avança.

DESCONHECIMENTO
O problema ganha contornos mais gravosos quando não se sabe onde estão as bacias onde foram colocados os contaminantes.
O problema, aliás, é assumido no relatório do LNEC.
“As informações disponibilizadas para este ‘site’ são escassas, sendo indeterminados o número e a localização das bacias, bem como os resíduos eliminados. Os materiais contendo amianto eliminados nas baciais terão sido aparentemente colocados em sacos e depositados com uma camada de solos de cobertura com 2 metros de espessura”, pode ler-se no documento.
A grande questão, diz Félix Rodrigues, é que o LNEC não se preocupa em saber onde estão as bacias e os contaminantes em causa.
De facto, refere o relatório, os estudos promovidos em 2010, com recurso a prospeção geofísica, “não permitiram a definição espacial e em profundidade das áreas das presumíveis bacias de deposição”.
Segundo o investigador e professor da Universidade dos Açores, não é admissível que o LNEC revele esta leveza em relação ao desconhecimento.
“É um absoluto contrassenso que não se saiba onde estão colocadas coisas que podem ser perigosas”, sustentou. Os resídios são classificados em todo o lado em diversas categorias. Não podemos apenas dizer que existem resíduos de origem desconhecida é preciso saber a sua tipologia.
Segundo Félix Rodrigues, a não realização de mais estudos sobre os contaminantes daquele local significa o prejuízo daqueles que vierem a utilizar o espaço em causa no futuro.
“O LNEC diz que basta remover os solos, sinalizá-los e cobri-los com vegetação que fica tudo bem, mas não fica tudo bem relativamente à sua gestão. Há um conjunto de poluentes variados que não foram identificados e se não foram identificados não os podemos classificar como perigosos ou não. Por outro lado, se não sabemos onde estão, qual a sua profundidade, não podemos gerir este local. É uma foram inconsequente de gerir os riscos. É que quando nós pensamos nestas questões, temos de pensar nas gerações futuras e há aqui uma ausência total de pensamento em relação a isso”, considerou.
É preciso, entende, fazer toda a recolha da história existente sobre o “site” em causa e continuar a fazer as sondagens, nomeadamente utilizando outras técnicas.
“Não podemos considerar que os resíduos que existem são resíduos de origem desconhecida e não fazer nada quanto a isso. Eles podem ser inócuos, mas também podem não o ser”, referiu.

CHUMBO, HTP E PAH
O que se sabe, segundo o relatório do LNEC, é que no local, nas amostras dos solos superficiais, foram encontrados chumbo, hidrocarbonetos totais de petróleo (HTP) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH), até 0,30 metros de profundidade.
Ora, lembra Félix Rodrigues, o amianto (que não se sabe onde está localizado) é “relativamente inerte”, isto é, dificilmente se degrada, e pode ser perigoso quando inalado, ou seja, se for desenterrado, podendo provocar problemas graves nos pulmões; mas o chumbo e os hidrocarbonetos não representam menos riscos – pelo contrário: são poluentes que perduram nos solos com as suas características físicas e químicas, podendo influenciar a saúde de que entrar em contacto com esses agentes.
A solução adotada no local, entende o LNEC, é adequada. Para o especialista em poluição, volta a levantar-se a questão do destino dos solos alegadamente retirados.

RELATÓRIO DISPONÍVEL
Entretanto, a Câmara Municipal da Praia da Vitória fez saber, ontem, que já recebeu o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil produzido a pedido do Ministério dos Negócios Estrangeiros para a última reunião da Comissão Bilateral.
O documento está disponível no sítio online da autarquia.

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Comments
  • Orlando Lima Este é um local em que a julgar pelos contaminantes encontrados à superfície, foram depositados solos contaminados, muito provavelmente como solos de cobertura dos buracos de aterro. Digo buracos porque nos três aterros utilizados não foi instalada nenSee more
  • Sun Prali Mas os responsaveis são todos amigos do regime… Se esse lindo serviço foi feito, foi feito com conivencia politica, certo? Ora se investigarem… Vão descobrir que a culpa se extende do PSD ao PS… quem manda e tem as familias todas a trabalhar na fSee more
  • Carlos Ribeiro Está zona é a que está no final da pista, perto da Caldeira das Lajes?

    Félix RodriguesFélix Rodrigues replied

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SIC Notícias | Será que há um urso no norte do país?

Vestígios de um urso-pardo foram encontrados na região do Barroso.

Source: SIC Notícias | Será que há um urso no norte do país?

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CONTAMINAÇÃO NA ILHA TERCEIRA

Partilha-se notícia publicada hoje no jornal Diário Insular com o título: “DESCONTAMINAÇÃO LIGADA A DERRAME DE COMBUSTÍVEL”
e subtítulo: ” Estado português aciona NATO/SOFA para Cabrito”.

O Estado português vai acionar o acordo NATO/SOFA para lidar com o processo de descontaminação do Cabrito, zona da ilha Terceira que foi percorrida por pipelines de combustível e que verificou derrames ao longo de décadas.
A declaração conjunta da 40ª Comissão Bilateral Permanente Portugal- Estados Unidos da América, que se realizou em dezembro, avança apenas: “A Comissão Bilateral Permanente foi informada de que o pedido formal relacionado com o derrame de combustível no pit 18 do oleoduto do Cabrito está a ser finalizado pelo lado português, com vista a ser submetido ao 65th Air Base Wing (comando americano das Lajes) através do mecanismo de reclamações previsto no Acordo sobre o Estatuto das Forças da NATO (SOFA) artigo VIII”.
DI tinha apontado, em 2017, para o facto da “chave” para o processo de descontaminação residir no acordo NATO/SOFA.
O Acordo de Cooperação e Defesa entre a República Portuguesa e os Estados Unidos da América não prevê nada de concreto em matéria ambiental, mas, no entanto, remete para o NATO/SOFA (Status of Forces Agreement), o acordo multilateral estabelecido entre os estados membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Em concreto, o Acordo das Lajes refere que “os membros da força ou do elemento civil não podem ser demandados nos tribunais portugueses para satisfação de pedidos de indemnização de natureza cível resultantes de ato ou omissão em serviço”, sendo que “estes pedidos serão satisfeitos judicial ou extrajudicialmente por Portugal, que será reembolsado pelos Estados Unidos da América nos termos do artigo VIII, nº5, do NATO SOFA”.
O artigo indica que, no caso concreto de uma indemnização pela poluição causada na Terceira, o estado Português teria 25 por cento da indemnização a definir para pagar, ficando os EUA responsáveis pelo restante. “Quando apenas seja responsável um estado de origem, o montante da indemnização será repartido à razão de 25 % para o estado local e 75 % para o estado de origem”, define o NATO/SOFA.
Em abril do ano passado, já várias vozes defendiam que o processo de “descontaminação” ao longo do pipeline do Cabrito tinha sido mal conduzido.
Segundo o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, na altura ouvido pela Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT), no Cabrito e na Cova das Cinzas os pipelines foram removidos e inertizados de forma eficaz, mas ficaram por descontaminar os terrenos envolventes, afetados por um derrame ocasional, fora do âmbito dos trabalhos de remoção e inertização.
“Os EUA pagaram indemnizações pelos prejuízos causados a esses proprietários, mas não foi feita a descontaminação dos terrenos”, disse, salientando que esse processo devia também ser garantido pelos norte-americanos.
Segundo o governante, em 2016 a intervenção incidiu sobre 12,5 km de condutas e foram retirados 218 mil litros de combustível e 23 metros cúbicos de solos.
Também ouvidos pela CAPAT, o professor da Universidade dos Açores Félix Rodrigues e o antigo funcionário da secção de Ambiente da Base das Lajes, Orlando Lima, apontaram para o que consideravam ser um deficiente trabalho de descontaminação.
“Houve um derrame grande no Cabrito em 2016, depois de já se ter alertado para o problema da remoção do pipeline e da sua inertização. Afinal, não tinha sido feita. Foi retirado o pipeline. Não tenho conhecimento da remoção dos solos que foram contaminados por esses derrames enquanto se fazia a própria remoção ou mesmo durante o seu uso”, afirmou Félix Rodrigues.

Face nuclear
A zona do Cabrito tem sido notícia também devido à suspeita de que o Pico Careca armazenou armamento nuclear no passado, com uma série de reportagens emitida pela TVI no final de 2018 a abordar o problema.
Uma das reportagens apresentou os resultados de análises a amostras de solos, realizadas pelo laboratório radiológico independente francês CRIIRAD.
Bruno Chareyron, diretor do CRIIRAD, viajou, em julho do ano passado, até à Terceira, depois de este laboratório ter identificado radiatividade artificial na ilha. Foram retiradas várias amostras de diversos locais.
“As medições que fizemos não nos permitem considerar que esta poluição é de origem local. Pode muito bem tratar-se do fallout global, porque, entre os anos de 1945 e 1980, houve mais de 500 ensaios nucleares na atmosfera”, afirmou, na reportagem do canal de televisão.
No entanto, avisou: “O nosso estudo é muito preliminar e mostra, mesmo assim, uma contaminação que merece ser aprofundada”.
Chareyon estranhava as conclusões tiradas pelo Laboratório de Segurança Radiológica do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, que atribui a presença de alguma radiação artificial aos acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima e também aos testes nucleares efetuados na Guerra Fria pelos EUA, União Soviética e China, cujas consequências se propagaram pelo globo. “Não fazemos, de todo, as mesmas constatações. Por exemplo, os níveis de Césio 137 que medimos em certos solos em volta do Pico Careca são, digamos, dez vezes mais elevados, por vezes vinte vezes mais elevados que os níveis que foram medidos pelo organismo oficial português. Também ficámos bastante surpreendidos com o relatório de 2017, que dá impressão de ter sido redigido para banalizar a realidade”, disse.
O acionamento do NATO SOFA, contudo, não parece vir a abordar este problema, focando-se, de acordo com a declaração da última reunião bilateral Portugal-EUA, na contaminação por derrame de combustível.
Em abril do ano passado, o Congresso norte-americano exigia ao Departamento da Defesa dos Estados Unidos da América que produzisse um estudo sobre os sistemas de armazenamento de combustível da Base das Lajes.
A medida estava incluída num grupo de emendas à Lei para a Defesa dos Estados Unidos da América (National Defense AuthorizationAct for Fiscal Year 2018).
“Este relatório deve incluir uma avaliação de impacto da contaminação de solos devido aos sistemas de armazenamento de combustível pertencentes ao Departamento da Defesa na Base das Lajes, incluindo uma avaliação das causas da fuga do Pipeline do Cabrito”, avançava o documento.
Investigadores como Félix Rodrigues consideram que é necessário conhecer melhor a dimensão e a natureza da poluição existente na zona do Cabrito, para reunir os argumentos para acionar o NATO/SOFA de forma abrangente

Defende investigador Félix Rodrigues (UAç): Descontaminar às claras.

É sempre assim, explica o investigador da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues: “Os processos de contaminação ocorrem às escondidas, de forma intencional ou acidental. Já os processos de descontaminação têm de ser realizados às claras, com a maior transparência possível”.
Félix Rodrigues utiliza o argumento para defender que os vários processos de descontaminação, incluindo o que se possa desenrolar no Cabrito ao abrigo ao acordo NATO/SOFA, devem ser seguidos por cidadãos e entidades regionais, com informação transparente disponibilizada ao público em geral.
Quanto ao Cabrito, teme que o processo se venha a revelar, uma vez mais, incompleto. “O que há é um conjunto de suspeitas, documentadas, apresentadas de forma muito clara pela TVI sobre armazenamento de materiais nucleares. Depois, quanto ao armazenamento de combustíveis e aos derrames que ocorreram e que estão registados, é difícil discutir em qualquer âmbito a questão da poluição, quando ninguém sabe onde foram colocar os resíduos resultantes de hipotéticas descontaminações”, lamenta.
Sublinha que tem sido o próprio Estado português a desvalorizar a dimensão do problema. “Tem sido apresentado um conjunto de argumentos,sistematicamente desvalorizado pelo governo português e pelos responsáveis norte-americanos. Não sei que resultados se podem esperar, sobretudo quando é o Estado português que aciona este acordo”, afirma.
A fotografia que uso nesta ilustração é da autoria de José Maria Botelho.

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A CONTAMINAÇÃO NA ILHA TERCEIRA

Partilha-se notícia do jornal Diário Insular de hoje com o título: “REAÇÕES DE PORTUGAL E EUA À LIMPEZA AMBIENTAL NA BASE DAS LAJES NÃO COLAM COM A OPINIÃO DO ESPECIALISTA EM POLUIÇÃO”

“Descontaminação satisfaz Bilateral, mas inquieta Félix Rodrigues”.

Em dezembro, a Comissão Bilateral Permanente Portugal/EUA manifestou-se satisfeita com a descontaminação. Uma posição contrária à de Félix Rodrigues.
“Registou desenvolvimentos”, “congratulou-se” e “aguarda com expectativa” são as expressões utilizadas pela Comissão Bilateral Permanente Portugal/Estados Unidos da América (EUA) em relação ao processo de descontaminação na Base das Lajes. A posição daquele órgão não seria expectável, tendo em conta a análise de Félix Rodrigues, especialista em poluição, ao relatório de acompanhamento das atividades nos locais contaminados, desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
No documento – que resulta da última reunião da Comissão Bilateral Permanente, que decorreu em Lisboa, em dezembro – os dois países referem que “continuam empenhados” em promover a transparência sobre o processo e que registam “os desenvolvimentos em curso” nos locais 3001, “Main Gate”, e 5001, “SouthTankFarm”.
Já nos locais 3001, “MainPowerPlant”, e 5013, “MilitaryHighwaySpill”, a Comissão Bilateral Permanente Portugal/EUA “aguarda com expectativa” o possível encerramento do processo de limpeza ambiental.
Quanto ao mais, do ponto de vista do organismo, há boas notícias.
“Com base na avaliação e recomendações do LNEC, a Comissão Bilateral Permanente congratulou-se com o encerramento dos seis seguintes locais: 2008 – ‘OldPesticideShop’; 2009 – ‘Transformer Yard’; 3005 – ‘SevenHydrantsArea’; 3006 – ‘RefuelingMaintenance’; ‘RefuelingTruckStill Stand’; e 3012 – ‘AbestosDump Site'”.
Nos últimos dias, Félix Rodrigues, também investigador e professor da academia açoriana, analisou o relatório “Estudos complementares no âmbito dos processos de reabilitação ambiental relacionados com a utilização da Base das Lajes pelos EUA”, produzido pelo LNEC.
Nesse documento, fala-se, precisamente, dos locais onde, segundo Portugal e os EUA, o processo de descontaminação está concluído e onde, de acordo com o laboratório, não são necessárias intervenções adicionais.
Segundo o especialista em poluição, todo o documento constitui uma análise superficial ao problema. Não há, considerou, provas técnicas e científicas sobre uma efetiva descontaminação ambiental. O que há, disse, são observações e, inclusive, opiniões.
“O LNEC não faz qualquer análise – limita-se a fazer observações qualitativas e até, eventualmente, a emitir as opiniões de alguém que visitou o local”, concluiu.
Nos últimos dias, Félix Rodrigues insistiu no facto de, nos locais alegadamente intervencionados, e na sua opinião, estarem em causa processos de mitigação de riscos e não de descontaminação efetiva.
“Estão a tentar enganar as pessoas. Chamem-lhe o que quiserem, mas isto não é descontaminação. Se descontaminar fosse só colocar bagacina sobre a terra, eu próprio teria pago essa intervenção do meu bolso”, avançou o académico na edição de ontem do DI.
Félix Rodrigues manifestou preocupações, ainda, quanto ao paradeiro das terras que, de acordo com o LNEC, foram retiradas dos locais contaminados.
“O que foi feito aos solos, que destino lhes foi dado? Foi feita a incineração? Quando se retira terra de algum lado, ela tem de ir para outro lado qualquer e os EUA não a importaram, de certeza. Aliás, também é preciso que se diga que quando há uma contaminação desta natureza, é preciso fazer um trabalho de biorremediação. Não consta que isso tenha sido feito”, afirmou.
As imagens que acompanham o documento também inquietaram o especialista em poluição. Em causa estão fotografias de solos alegadamente contaminados, molhados e revolvidos.
“São imagens preocupantes, porque mostram os solos contaminados, enlameados, a escorrer por todo o lado… Isto revela falta de perícia e de conhecimento técnico para os manusear. Há uma falta de profissionalismo atroz de alguém que não sabe os riscos associados a esse manuseamento”, referiu.

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Comments
  • Ivan Vieira Félix! Uma forma de descontaminar o solo instantaneamente é colocar todo o material recolhido em bacamartes e dar tiros aos pombos. Em seguida come-se os pombos. Esse eu sei que funciona. Que tal?
  • Joao Diniz E depois de um bom guisado de pombo com batata guisada convidamos o Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Ministro da Defesa, o Ministro do Ambiente, os responsáveis do LNEC o Embaixador dos Estados Unidos e o Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória para o respasto já agora bem regado com verdelho fresquinho dos Biscoitos.
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Ministro da Defesa diz que houve “evolução positiva” na descontaminação da ilha Terceira – Açoriano Oriental

O ministro da Defesa Nacional disse, esta terça-feira, que o último estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre a contaminação de solos e aquíferos na ilha Terceira ainda não está concluído, mas registou uma “evolução positiva”.

Source: Ministro da Defesa diz que houve “evolução positiva” na descontaminação da ilha Terceira – Açoriano Oriental

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contaminação nas Lajes

Partilha-se artigo de hoje do jornal Diário Insular com o título:
“FÉLIX RODRIGUES SOBRE A ANÁLISE DO LNEC À CONTAMINAÇÃO NA BASE DAS LAJES”, e subtítulo:
“Vanádio e hidrocarbonetos podem estar relacionados”.

O vanádio detetado na Base das Lajes, nomeadamente no “site” 3005, pode não ser de origem natural. A opinião é do especialista em poluição, Félix Rodrigues, que não descarta a possibilidade de aquele elemento estar associado à contaminação por hidrocarbonetos.
O professor da Universidade dos Açores falava ao DI a propósito do relatório de acompanhamento do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) aos trabalhos de alegada descontaminação na infraestrutura militar da ilha Terceira.
Nesse documento, o organismo refere-se ao “site” 3005, também identificado como “Seven Hydrants Area”, onde sublinha ter detetado vanádio “em concentrações típicas deste ambiente hidrogeológico”.
Segundo o investigador, trata-se de uma análise simplista.
“Vejamos: também poderíamos dizer que o petróleo não é de origem artificial, pois resultou de uma transformação de milhares de plantas durante milhões de anos. Aliás, todos os elementos que existem nos hidrocarbonetos existem na superfície terrestre. O que os torna perigosos é a sua concentração – serem de foro natural não significa que não sejam preocupantes. Só que há outro aspeto: em todos os locais onde ele foi detetado há uma associação aos hidrocarbonetos. Há, efetivamente, uma lógica de associação das duas coisas. O que não se pode é dizer que não há, sem fazer prova disso”, sublinhou.
A questão, aliás, entende Félix Rodrigues, também deve levantar dúvidas ao próprio LNEC, que continua a avaliar a existência desse parâmetro, mesmo defendendo que a sua origem é natural.
“Se é natural, porque é que se analisa? Se o vanádio não serve para nada, porque é que se analisa e se gastam recursos com essa análise? E como é distinguem uma coisa da outra? Quando detetam hidrocarbonetos e vanádio, ele é de origem natural, quando não detetam hidrocarbonetos, mas detetam vanádio ele natural é… Não faz sentido, com todos os dados que existem, que não se faça uma correlação entre os dois elementos”, sustenta.

ANÁLISE DA ÁGUA
Também no “site” 3005 – um complexo vedado que compreende os edifícios T-722 e T-721, 14 depósitos subterrâneos, filtros de combustíveis, uma plataforma de reabastecimento de camiões, uma rede de tubagens, um separador de óleo/água e sete pontos de reabastecimento, construídos em 1954 – foram detetados, em 2010, hidrocarbonetos sobrenadantes na água subterrânea.
Mais tarde, avança o LNEC, estudos promovidos pelos norte-americanos concluíram que as concentrações de contaminantes detetadas na água tinham valores inferiores aos limites definidos na legislação do Canadá, tendo-se concluído que as condições hidrogeológicas superficiais não constituíam risco para a captação de água na infraestrutura militar.
Em outubro de 2018, face a novas análises de monitorização à água – onde “apenas foi detetada a presença de cloretos e de vanádio” – o LNEC defendem não serem necessárias recomendações adicionais para aquele local.
Ora, Félix Rodrigues defende a análise contínuada da água naquele local.
“A monitorização deveria ser mais ou menos constante. Não faz sentido que se analisem as outras águas e esta não, quando tem as mesmas circunstâncias geoquímicas e geofísicas”, sustentou.

MAIS INFORMAÇÃO
Já no “site” 3009 – local de implantação da antiga plataforma de reabastecimento de camiões -, onde foi detetada contaminação por arsénio, chumbo e cádmio, hidrocarbonetos totais de petróleo e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, o LNEC dá nota de uma descontaminação através da substituição dos solos superficiais e da cobertura com vegetação.
De acordo com o relatório de acompanhamento dos trabalhos – apresentado, recorde-se, na última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA – os solos contaminados foram removidos, “cerca de 30 metros cúbicos” ( o equivalente a uma sala de uma casa) e substituídos por solos limpos e vegetação.
De acordo com o especialista em poluição, há questões que voltam a não ser abordadas pelo LNEC. Por um lado, sublinha, a contaminação dos solos em profundidade; por outro, a eficácia das alegadas ações de descontaminação.
“As análises dos norte-americanos revelavam contaminação logo à superfície, com hidrocarbonetos totais de petróleo, mas também, e mais uma vez, em profundidade – provavelmente de hidrocarbonetos que foram migrando através do solo. O LNEC refere a retirada de 30 metros cúbicos de solo, que não é uma grande quantidade, mas não refere nada quanto à profundidade, não sabemos se há ou não poluentes mais abaixo. E volta a colocar-se a questão: se o solo estava contaminado, o que é que fizeram com ele? Ao mesmo tempo, foi colocada bagacina e vegetação no local. A vegetação é aconselhada, de facto, mas depende das condições em que está o solo e sobre isso o LNEC não diz nada”, avançou Félix Rodrigues.

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contaminação na Ilha Terceira

Partilha-se notícia de ontem do jornal Diário Insular com o título: “Embaixador Norte-Americano em Lisboa diz que os EUA estão a trabalhar com “afinco” na descontaminação.
Se asfaltar é descontaminar, então tão fácil que é descontaminar qualquer sítio no blobo.

EUA garantem estar focados na limpeza ambiental na Terceira. Félix Rodrigues já tinha dito que o que está a ser feito não configura qualquer descontaminação.

O embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa, George Glass, diz que o país está a trabalhar com “afinco” na descontaminação ambiental da ilha Terceira.
O diplomata, que falava ontem à margem de uma visita à base de Monte Real, em Leiria, garantiu que já estão descontaminados seis locais identificados na Base das Lajes e que o país está a atuar no sentido de terminar esse processo.
“Nós já concluímos seis locais, vamos concluir outros dois e agora resta uma mão cheia”, disse o diplomata, que referiu que o Governo Regional dos Açores deverá “fazer um anúncio em breve” sobre esta matéria.
A posição assumida por George Glass, recorde-se, colide com a interpretação do investigador Félix Rodrigues, baseada no relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) levado à última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA.
“Estão a tentar enganar as pessoas. Chamem-lhe o que quiserem, mas isto não é descontaminação. Se descontaminar fosse só colocar bagacina sobre a terra, eu próprio teria pago essa intervenção do meu bolso”, avançava o académico na edição de ontem do DI.
Nesse relatório do LNEC, recorde-se, são analisados, precisamente, os seis locais já terminados. Em nenhum deles o organismo reconhece a necessidade de novas intervenções.
De acordo com esse documento, em causa está, sobretudo, a remoção de terras, a asfaltagem e a colocação de cascalho – intervenções que, segundo Félix Rodrigues, não configuram qualquer ação de descontaminação.
Neste sentido, o também professor da Universidade dos Açores acusa Portugal e os EUA de estarem, deliberadamente, a confundir os conceitos de “descontaminação” e de “mitigação de riscos”.
De facto, avançou, as ações levadas a cabo pelos norte-americanos servem exclusivamente para mitigar os impactos “do contacto direto” dos indivíduos com os solos alegadamente contaminados.
“E os indivíduos que lá andam são norte-americanos, ou seja, estão a evitar o risco de contaminação deles próprios”, disse.

BASE É IMPORTANTE
Entretanto, George Glass classificou a Base das Lajes como “fundamental” para a segurança do Atlântico.
O embaixador norte-americano em Lisboa referiu, a propósito, que a dimensão das missões tem vindo a aumentar, tendo-se mostrado, nesse sentido, confiante na manutenção da presença dos EUA nesta infraestrutura militar.
“[A base das] Lajes é fundamental para o que fazemos e para manter a segurança no Atlântico. Está a aumentar no tamanho das suas missões e tem sido um tremendo sucesso nos últimos 18 meses, desde que cheguei”, vincou o diplomata.

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Ilha Terceira e a contaminação

Partilha-se artigo do jornal Diário Insular com o título: “FÉLIX RODRIGUES ACUSA PORTUGAL E EUA DE CONFUNDIREM “DESCONTAMINAÇÃO” COM “MITIGAÇÃO DE RISCOS”.

Remoção de terras, asfaltagem e deposição de cascalho – são estas as ações levadas a cabo pela força aérea norte-americana nos terrenos identificados como contaminados na Base das Lajes. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que visitou esses lugares, entende que não há necessidade de novas intervenções.
A conclusão está vertida num relatório daquela entidade, datado de dezembro de 2018 e apresentado na última reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os EUA.
No documento, são avaliados seis locais – site 2008, “Old Pesticide Shop”, site 2009, “Transformer Yard”, site 3005, “Seven Hydrants Area, site 3006, “Refueling maintenance”, site 3009, “Refueling trucksill stand”, e site 3012, “Asbestos dump site”.
As conclusões do LNEC sobre cada um dos locais contaminados vão ser analisadas nesta e nas próximas edições do DI.

ANTIGA LOJA DE PESTICIDAS
No site 2008, utilizado no passado para fazer misturas de pesticidas, foram identificados derrames de produtos provenientes dessa atividade e do enxaguamento de recipientes no terreno adjacente, coberto com cascalho.
Em 2010, foram reportados, solos com concentrações de pesticidas acima dos Valores de Intervenção estabelecidos na Holanda.
Segundo o LNEC, ainda assim, esses contaminantes estarão a degradar-se, não representando risco de contaminação da água.
“Concluiu-se, no entanto, que estará a ocorrer a degradação e redução destes contaminantes e que não existem riscos acima do aceitável no que se refere ao contacto com esses produtos. Admite-se também que não existe risco de contaminação das águas subterrâneas”, pode ler-se no relatório.
A existência de “concentrações elevadas” de hidrocarbonetos totais de petróleo e de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos também não levanta preocupações ao LNEC.
“De acordo com as informações prestadas pelos técnicos da USAFE [contingente da força aérea norte-americana], os solos superficiais foram substituídos por uma camada de cascalho aplicada sobre um geotêxtil. No decurso destes trabalhos foram contratadas pela 65 ABG novas análises de pesticidas nos solos, no contexto de verificação da segurança dos trabalhadores. Em dois dos três locais amostrados obtiveram-se resultados superiores aos Valores de Intervenção da Holanda, em particular no que se refere ao Clordano e ao DDT”, adianta o relatório.
Ora, em outubro de 2018, refere ainda o LNEC, os trabalhos já tinham sido concluídos, estando “eliminada a possibilidade de contacto dérmico com solos contaminados”.
Já o revestimento em asfalto está previsto para 2020.
“Face à sua localização e presente utilização, não se apresentam recomendações adicionais neste local”, conclui o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

ISTO NÃO É DESCONTAMINAR
Félix Rodrigues, especialista em poluição, apresenta muitas reservas em relação ao relatório encomendado pelo Ministério da Defesa ao LNEC. De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, Portugal e os EUA estão, deliberadamente, a confundir os conceitos técnicos de “descontaminação” e “mitigação de riscos”.
“Estão a tentar enganar as pessoas. Chamem-lhe o que quiserem, mas isto não é descontaminação. Se descontaminar fosse só colocar bagacina sobre a terra, eu próprio teria pago essa intervenção do meu bolso”, avançou.
Segundo o também professor da academia açoriana, o LNEC limita-se a fazer assunções sobre o risco de contaminação dos aquíferos, sem as suportar com análises e leituras técnicas.
“O LNEC só constata que há intervenção no local e conclui que há degradação dos pesticidas, não havendo risco de contaminação da água, mas não é verdade que estejam a degradar-se. O DDT, por exemplo, foi proibido ao nível mundial precisamente porque persiste no solo. O Clordano é bio-resistente. Em cinco anos pode desaparecer 75%. Mas se não é medido, como é que se sabe se desapareceu?”, questiona.
Também não é verdade, avança o investigador, que não haja risco de migração dos pesticidas para os aquíferos.
“Houve um conjunto de pesticidas detetados em furos de abastecimento de água aos norte-americanos. Foi detetado, por exemplo, ácido aminometilfosfónico, que resulta da degradação do glifosato – que durante muito tempo se disse ser de uso dos agricultores da ilha. Para além disso, foi detetado um conjunto de outros pesticidas, nomeadamente dioxinas de TCDD, extremamente preocupantes, utilizados pelos EUA no Vietname. Até que ponto não estarão a infiltrar-se na água? Foi nos furos que foram encontrados”, refere.
Outra questão levantada pelo investigador tem que ver com a alegada remoção de terras.
“Fala-se na remoção dos solos contaminados, mas não se diz para onde foram e isto é importantíssimo. É preciso saber que gestão se faz dos solos contaminados”, afirmou.
Ora, de acordo com Félix Rodrigues, as ações levadas a cabo pelos norte-americanos servem exclusivamente para mitigar os impactos “do contacto direto” dos indivíduos com os solos alegadamente contaminados. “E os indivíduos que lá andam são norte-americanos, ou seja, estão a evitar o risco de contaminação deles próprios”, disse.

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Produzir baterias para carros elétricos polui mais que anos a guiar um carro a gasolina

Esta já é sabida há muito.. não sei porque o espanto agora…
Por isso as células de hidrogénio são muito mais limpas

MOTOR24.PT
https://www.motor24.pt/motores/ecologia/produzir-baterias-carros-eletricos-polui-anos-guiar-um-carro-gasolina/?fbclid=IwAR1JEQnU3aYkl9bHK9DSs3T8jFG-7eexwtlQ64BJ2CrA_8dxVIoGjfmtL0w
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poluição na Areia Branca

Piki Pereira shared a postfeeling sad.

AREIA BRANCA ESTÁ ASSIM

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Felisberta Moniz Da Silva

1 February at 23:32

Lixu barak iha Area Branca kompostu husi plastiku falun omu, kafe, sampo, kopu bee fatin, no plastiku kiik falun biskuit sira seluk.

Photo no video hasai ohin Gaudencio Souza

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contaminaçao na Ilha Terceira

Partilha-se convosco a notícia de ontem do jornal Diário Insular com o título: “SouthTankFarm e Porta de Armas podem merecer mais medidas”, com uma pequena análise que fiz ao último reltório do LNEC.

Foi divulgado o relatório final do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), relativo a 2018, que fez a “Análise e acompanhamento dos trabalhos de reabilitação para melhoria da situação ambiental envolvente aos furos de abastecimento de água do concelho da Praia da Vitória” em Stemebro de 2018.
O documento centra-se sobre as áreas do Main Gate (Porta de Armas- site 3001) e SouthTankFarm (site 5001).
No que respeite ao site 3001, é concluído que “os principais aspetos a reter sobre os resultados das campanhas de 2017 e 2018 foram a diminuição global da concentração em hidrocarbonetos”.
Para este site 3001, contudo, é adiantado que podem avançar mais medidas de remediação ambiental. “Observam-se oscilações nas concentrações de PAH (por vezes acima dos limiares) e ressurgimento de dois compostos orgânicos voláteis- VOC (ter-butil álcool e tricloroetileno em três piezómetros, embora com valores abaixo da norma, quando existe), indicando a necessidade de iniciar uma nova fase de medidas de reabilitação dentro do Site 3001, agora relativa aos contaminantes em dissolução, mantendo a monitorização”, é avançado no relatório elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
No SouthTankFarm, “embora se tenha registado uma melhoria da qualidade da água, deve ser feita uma reavaliação das causas das oscilações verificadas”.
Os furos de abastecimento de água revelaram valores dentro dos parâmetros de qualidade. Quanto à presença de vanádio, são apontadas causas naturais. Estará “associada à circulação profunda da água nas rochas vulcânicas desta ilha”.
Os dois locais podem ser alvo de mais medidas de limpeza ambiental, uma vez que decorrem mais estudos a pedido do Ministério da Defesa Nacional.
DI falou com o investigador da Universidade dos Açores Félix Rodrigues, que defende que os níveis de precipitação podem estar a influenciar os valores encontrados pelo LNEC.
“Tentei perceber a variabilidade de parâmetros entre o último relatório que o LNEC produziu e este. No último, fiquei com a ideia de que havia uma relação entre a quantidade de precipitação e a quantidade de poluentes que podia ser transportada para o aquífero basal”, começou por explicar.
O início do verão do ano passado foi marcado por uma seca extrema. “Este relatório diz respeito à análise já no final do verão, em que já houve alguma chuva. O que verificamos é que, relativamente ao último, houve um ligeiro incremento de poluentes”, avançou.
A confirmação desta hipótese, diz, surgirá com o próximo relatório. “Esse diz respeito a colheitas feitas no período após chuva mais intensa e, aí sim, é capaz de se verificar que os parâmetros venham a subir”, disse.
Em suma, “os resultados parecem estar influenciados pela chuva, quanto mais chuva há, mais recarga dos aquíferos há e mais transporte existe de poluentes”.
Para Félix Rodrigues o que é necessário é simples: “O que eu defendo há 10 ano é a descontaminação efetiva dos locais e não só monitorização. Esta monitorização demonstra a presença persistente de poluentes, mas com variabilidade grande nas concentrações, o que pode ser explicado por oscilações meteorológicas”.

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Comments
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Barragem no Zêzere com elevado teor de arsénio em risco de ruir

 

Brigida Rocha Brito,Educação Ambiental, comenta no FB

O desassossego do risco e da incapacidade de definir prioridades em tempo útil… Será que é assim tão difícil perceber e antever os resultados que podem advir em situação de catástrofe….??? Senhores, é a saúde pública que está a ser posta em causa… Água que se consome do Fundão até Lisboa…

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Estudo confirma: produtores do “leite de vacas felizes” abusam dos fertilizantes nos solos açorianos. • Paulo Moniz

O sector dos lacticínios é dos principais contribuidores para as emissões de gases com efeito de estufa.

Source: Estudo confirma: produtores do “leite de vacas felizes” abusam dos fertilizantes nos solos açorianos. • Paulo Moniz

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