crónicas açorianas traduzidas

  1. a) Graciosa, Land of Pianos” by Victor Rui Dores / Translated into English by Katharine F. Baker:

https://www.rtp.pt/acores/comunidades/graciosa-land-of-pianos-by-victor-rui-dores-translated-into-english-by-katharine-f-baker-_55496

&

b) “Graciosa, terra de pianos”, de Victor Rui Dores:

https://www.rtp.pt/acores/comunidades/graciosa-terra-de-pianos-de-victor-rui-dores_55495

  1. “The New Wave of Luso-Canadians”:

The New Wave of Luso-Canadians

https://www.rtp.pt/acores/comunidades/emanuel-melo-the-new-wave-of-luso-canadians_55241

poesia porque hoje é sábado

—- Mensagem encaminhada ———-
De: Olegario Paz Data: 30 de setembro de 2017 08:21
Assunto: Fw: PorqueHojeHeSabado – 335 [2017.09.30]
Para:

Bom dia.

Açorianidade – 335 [Jacome Correa, “Ode aos autores do movimento políco-micaelense do dia 1º de Maio de 1821”. Duo Anticiclone, “Saudade de S. Jorge”].

Correa, Francisco Ignacio Jacome (1792-1822), militar, professor, natural de Ponta Delgada, ilha de S. Miguel onde residiu e trabalhou, tem vindo a falecer na freguesia de Fenais da Luz da mesma ilha.

Haja saúde!

Oleg.335_Francisco I. Jacome Correa_Ode

Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” Vol. VIII.

entre os mil poemas há um meu…., há outro da nossa associada Barbara Jursic…e mais 998

Estimados Autores,

É com muita satisfação que partilho convosco, no link em baixo, o Booktrailer da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” Vol. VIII.

Sintam-se à vontade para o partilhar se for a Vossa vontade.

Espero que gostem.

Um abraço amigo e até Sábado,

Gonçalo Martins
Founder & CEO

Chiado Editora
Break Media Group

poemeto

Ó Vida – pontapé de saída…! (*)

… na vida, o ponta-pé de saída
ignora o apito final da partida;
os insultos aos atletas do Bem
são lancetadas à valentia
dos peregrinos em busca do Além…

           – Irmã-verdade !... não te deixes apequenar 
           na ‘feira-da-ladra’ da memória.
           Não consintas que a tua sina
           aceite ordens dos marechais da história
           medalhados pelos cardeais da rotina...


           Afinal, chegámos ao fim? De que finalidade?
           Dizem que o “fim” é vírgula esquecida
           no cruel decreto da eternidade;  
           E o presente? Coitado – fingido lampejo da vida,
           escondido no mistério da escuridade...

Presente! Ó presente! – ninguém te sente:
sentimos apenas a brisa de promessas
que o provisório nos consente…
Atina! O eco do sermão da felicidade
é linguagem que ninguém entende…

                               ----- ***** ----- 

(*) oração-poética “imaginada” no adeus aos Açores (Outono, 1980)
(um dos pometos a ser incluído no livro “Mirante Poético”)
João-Luís de Medeiros
Ranho Mirage, California

TIMOR POESIA DE FERNANDO SYLVAN

Full page photo

Boa tarde,

No domingo, dia 27/08 pelas 15h30 o tema literário em debate é “Fernando Sylvan, centenário do escritor timorense”.

O grupo KLIBUR FUNU-NA’IN NAROMAN irá moderar a conversa com dois oradores especiais, alguns convidados e apresentar poemas recitados e musicados do autor.

Com o apoio da Fundação Oriente em Timor-Leste.

Participe e assista!

ode a são miguel: Esta ilha é linda, mas digo-vos do outro lado dela só há mar

  1. CRÓNICA 108 – MOINHOS Porto Formoso, 15 setembro 2011

Como já escrevi, muitas vezes, existe um pequeno recanto nesta costa norte onde encontro sempre uma versão muito minha do Éden, a praia quase deserta com dez pessoas apenas, na sua maioria, turistas, e uma esplanada toda para mim, para bebericar a minha “italiana” (café supercurto) e a garrafa de águas sem gás muito gelada que são companheiros fiéis das minhas leituras, este ano dedicadas a José Martins Garcia, prolífico autor infelizmente liberto de penar no mundo dos vivos.

Apesar de ser notável a sua obra, hoje serve apenas para deleite dos curiosos e estudiosos, grupo no qual ainda me incluo.

Ouço as ondas aqui onde o mar é rei e senhor de todas as horas.

fui ao lado outro da ilha
lá onde nunca ninguém vai
e vi que era verdade
só há mar, nada mais
por todos os lados menos por um

A terra é um mero escolho lançada como um grão de poeira no deserto, no meio deste Grande Mar Oceano para colorir o mar em tons de verde que é a cor desta ilha.

A terra é finita e bem mais nova que o mar, saídas das entranhas do fogo, em eflúvios de magma, a mágica lava que encanta e seduz quem a vê à distância segura de um qualquer abrigo.

O mar, condescendente, acedeu a envolver a ilha no seu manto de espuma, fez dela o seu brinquedo, entretendo-se a burilar as suas abruptas escarpas, nalgumas baías acedendo mesmo a depositar uns grãos de areias fina e enegrecidas sem jamais deixar de as lavar, pondo e tirando a seu bel-prazer, mas sempre lavando, lavando, lavando, sem nunca as deixar brancas.

Para preservar o seu brinquedo evitou dotar a ilha de angras ou portos naturais, fáceis acessos a forasteiros, assim evitando que a viessem perturbar com seus botes.

A ilha quer-se sozinha, sem invasores, e assim ao longo dos tempos sempre se repeliram as investidas desde os fenícios, aos mouros, corsários ingleses e outros repetidamente remetidos à proveniência sem mais danos do que raziarem as terras, tomarem cativos os habitantes para venderem como escravos e usando as suas mulheres para outros fins soezes como era hábito naqueles tempos.

Os que foram ficando, tementes a deus, tornaram a cultivar a terra, arando os solos que a fúria dos fogos e tremores das entranhas da terra ia vomitando, tentando aplacar essa fúria e castigo divino com preces, procissões e romarias.

Nesta ilha, de costas voltadas ao mar, como a maioria das suas igrejas, todos passam o ano a olhar para o próprio umbigo, seja ele de vacas leiteiras raçadas de alpinistas que poluem montes, lagoas e ribeiras, sejam campos de milho, batatas, beterraba, inhame ou outros frutos da terra que as generosas chuvas insistem em regar de forma copiosa até conseguirem mais do que uma colheita ao ano.

Enquanto no Faial e Pico e outras ilhas do Triângulo, as pessoas vivem do mar e para o mar, na Ilha de São Miguel Arcanjo, elas ignoram-no, esquecendo já que era o único passaporte de saída para a alforria do feudalismo que imperava nas ilhas e as agrilhoava.

Nesta pequena baía dos Moinhos de Porto Formoso sem baleias à vista, nem golfinhos ou tubarões as ondas vão cumprindo o seu ritual lunar, e eu aqui, parado, a vê-las, a ouvi-las deixando-me encantar com o seu ritmo, a sua cadencia incerta que as leva para longe, lá, onde só o pensamento conta e a vontade dos homens não domina.

Hoje, não me sinto náufrago nem perdido, apenas marinhante de águas profundas embalados pelos ténues ventos que me levam à deriva.

Ah! Como gostava de perpetuar momentos destes e torná-los permanentes, libertar-me da escravatura que nos impõem como preço de vivermos.

Aqui, neste paraíso que o inverno torna bem agreste as palavras fluem como ondas e vêm desaguar sempre numa qualquer folha de papel.
A mente liberta-se das peias do quotidiano e voga ao sabor do mar, como se viver fosse útil ou até necessário. Por vezes, é preciso sair de dentro das ameias do meu “castelo” e vir sentir-me liberto nesta prisão sem grades que as ilhas todas tendem a ser.

Podemos, afinal, ser livres dentro de uma prisão e não precisamos de voar como os pássaros, nem nadar como os peixes, basta uma dose de mar e sol, e deixar a mente vaguear, vogando no salgado das ondas …

Esta ilha é linda, mas digo-vos do outro lado dela só há mar….

Ouço as ondas aqui onde o mar é rei e senhor de todas as horas.

fui ao lado outro da ilha
lá onde nunca ninguém vai
e vi que era verdade
só há mar, nada mais
por todos os lados menos por um

relembrando o meu poema feliz Maria Nobody

relembrando o meu poema feliz Maria Nobody (com letra) gravado composto e dirigido por Ana Paula Andrade ao piano em dezº 2015, no Conservatório de Ponta Delgada e com a excelente voz de Helena Castro Ferreira

letra:
509 (maria nobody, à maria mãe, pico, 9 agosto 2011)

maria nobody
de todos ninguém

de alguém
de um só
maria nobody
com body de jovem

maria só minha
assim te sonho
assim te habito

maria nobody
de todos ninguém

maria nobody
mãe
amante
mulher
minha maria

maria nobody
de todos ninguém
nem sabes a riqueza
que a gente tem

maria nobody
de todos ninguém

maria só minha
dos filhos também
maria nobody
mais ninguém tem.

algumas das outras versões aqui:
1. maria nobody de Chrys Chrystello (Maia 2013 (piano Ana Paula Andrade, soprano Helena Ferreira, violoncelo Henrique Constância) https://www.youtube.com/watch?v=WSG9_XVsXjM / http://youtu.be/ qjY8NQDNc9I https://www.youtube.com/watch?v=flhODrQYThQ
2. maria nobody (conservatório de ponta delgada, outº 2013 (piano Raquel Machado, barítono Miguel Rodrigues) https://www.youtube.com/watch?v=TiEXA8RN0yY https://www.youtube.com/watch?v=olv0WLIcBnU
3. maria nobody (piano Ana Paula Andrade, soprano Raquel Machado, violoncelo Henrique Constância, violino Carolina Constância) colóquio Seia 2014 http://www.youtube.com/watch?v=XS-H6SpIXrU /
4. Maria Nobody de Chrys Chrystello por A P Andrade e voz de Carolina Constância 24º colóquio Graciosa 2015 2015 https://www.youtube.com/watch?v=JHUOEPKJEvI /
5. Maria Nobody (versão pop, fado tango poemas açorianos musicados Pedro Teixeira, Paulo Peixoto e Joana Costa da EBI no 21º colóquio moinhos abril 2014, Maia) http://youtu.be/h6zzoHtGaFQ / https://www.youtube.com/watch?v=OkM8_nr3jrI
6. Maria nobody pelos Bruma na EBI Maia 26º colóquio out 2016 Maria Nobody pelos Bruma – Pedro Teixeira e Joana Costa da EBI Maia https://www.youtube.com/watch?v=F4-u6nbEg9A&list=PLwjUyRyOUwOKyMkaiepZif1C_4tvtkeRI&index=10

poesia açoriana Porque hoje é sábado

Bom dia.

Açorianidade – 331 [Rui Peixoto, “Lenda das hortenses”[sic]. Eugénia Lima, “Flor Bravia”].

Peixoto, Rui Pedro Raposo da Silva, (1953-2015), poeta, natural de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, residiu e trabalhou na cidade da Horta e em Lisboa onde veio a falecer.

Nota:

A oitava série do phes (PorqueHojeEhSabado), programa de divulgação de versos de açorianos, naturais ou de afeição, chegou ao fim. Entraram semanalmente nos computadores de cerca de cento e cinquenta leitores/ouvintes quarenta e dois poemas de outros tantos autores. É justo agradecer a todos os que deram o seu contributo, seja na colheita de dados, seja oferecendo inéditos, seja nos comentários sempre motivadores. Bem hajam.

Haja saúde!

Oleg.

331_Rui Peixoto_Lenda dos Hortenses

poesia porque hoje é sábado

De: Olegario Paz Data: 17 de junho de 2017 08:14
Assunto: Fw: PorqueHojeEhSabado – 330 [2017.06.17]
Para:

Bom dia!

Açorianidade – 330 [Armando Moreira, “Rumor das hortências”. Henrique Matos (bandolim) e João Ornelas (violão), “Doce Esperança”].

Moreira, Armando (1954) escritor, dramaturgo, artista plástico, natural de Vila Franca do Campo, ilha de S. Miguel.

Haja saúde!

Oleg.

330_Armando Moreira_Rumor das hortensias