poesia ao sábado

 

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From: Olegario Paz <[email protected]>
Date: sáb, 5 de jan de 2019 às 09:43
Subject: FW: PorqueHojeEhSabado – 392 [2019.01.05]
To:

 

Olá,

acabadas as férias de Natal, recomeço esperançado em dar continuidade ao programa.

Açorianidade – 321 [José Francisco Lopes, “A paz eterna”. Helena Oliveira-saudade da Graciosa”.

Lopes, José Francisco Tavares Lopes, (1957), advogado, aposentado vítima de ” uma meningite viral que o deixou com vários problemas de memória”, natural da freguesia de Rabo de Peixe, ilha de S. Miguel.

392_José Francisco Lopes_A paz eterna

os cem anos de um grande senhor poeta

além de Allan Ginsberg este um dos maiores poetas do séc XX….

Maré Cheia shared a link.

7 hrs

DOCUMENTJOURNAL.COM
The literary legend discusses the legacy of City Lights, anarchism, and the San Francisco that was with editor Ira Silverberg.

poesia ao sábado

From: Olegario Paz <[email protected]>
Date: sáb, 15 de dez de 2018 às 09:24
Subject: FW: PorqueHojeEhSabado – 391 [2018.12.15]
To:

 

Olá!

Açorianidade – 391 [Luís Costa, “Fica”. Coro Infantil S A de Oeiras, “Bom Natal”].

Costa, Luís Miguel Vieira da Silva, (1983), Ajudante de Reabilitação, poeta, jornalista, natural de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

Votos de muito Boas Festas e de um Novo Ano repleto de alegria e felicidade.

Haja saúde!

Oleg.

391_Luís Costa_Fica

poesia de sábado

390_Helena de mim

———- Forwarded message ———
From: Olegario Paz <[email protected]>
Date: sáb, 8 de dez de 2018 às 08:56
Subject: FW: PorqueHojeEhSabado – 390 [2018.12.08]
To:

Olá!

Açorianidade – 390 [Helena Martins, “Esconso de mim”. Raquel Dutra, “Belaurora”].

Martins, Helena do Natal Machado Mortais, (1961) professora, poeta, natural de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, onde trabalha.

Haja saúde!

Oleg.

poesia ao sábado

388_Ricarda Hilária_Telefone

Olegario Paz <[email protected]>
Date: sáb, 24 de nov de 2018 às 08:29
Subject: FW: PorqueHojeEhSabado – 388 [2018.11.24]
To:

 

Olá.

Açorianidade – 388 [Ricarda Hilária – “Telefone “Tributo – “OQueForHaDeSer”].

Mendonça, Ricarda Hilária Borges de, (1975), assistente técnica, natural da cidade de Praia da Vitória, ilha Terceira.

Haja saúde.

Oleg.

POESIA AO SÁBADO

 

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From: Olegario Paz <[email protected]>
Date: sáb, 17 de nov de 2018 às 09:08
Subject: FW: PorqueHojeEhSabado – 387 [2018.11.07]
To:

 

Olá.

Açorianidade – 387 [Cláudia Martins, “Inertes”. Carlos Alberto Moniz, “Favorita”]

Martins, Cláudia Vanessa Cipriano, (1990), “Escrevivente e viajante”, natural da freguesia de Fajã de Baixo, Ilha de S. Miguel.

Haja saúde.

387_Cláudia Martins_Inertes

POESIA DE SÁBADO

 

From: Olegario Paz <[email protected]>
Date: sáb, 10 de nov de 2018 às 08:54
Subject: FW: PorqueHojeEhSabado – 386 [2018.11.10]
To:

 

Bom dia.

Açorianidade – 386 [Luís Nunes, “Outono”. Vivaldi, “Outono”]

Nunes, Luís Fagundes, (1966), funcionário da Empresa Ideal de Panificação em Angra, poeta popular, natural da freguesia de Porto Judeu, ilha Terceira.

Haja saúde!

Oleg.

386_Luis Nunes_Outono

POETA INFELIZMENTE ESQUECIDO

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Maria Das Mercês Coelho to Açores-poetas mortos,esquecidos

A pesada porta

A casa tinha uma porta

que dava para a América

No Verão

antes do cinema

A casa tinha um grande bengaleiro

gatos no quintal ao pé da roseira

dois andares

uma torre sobre o canal mais S. Jorge ao fundo

Em baixo

no sombrio saguão de azulejo quebrado e velho

em noites com Estrela Polar

Ursa Maior e Cassiopeia sem vento

a pesada porta dava para a América.

Mário Machado Fraião, nasceu na cidade da Horta, ilha do Faial, em 1952, e faleceu a 8 de novembro de 2010 em Lisboa.

LEIA O CADERNO DE ESTUDOS QUE A AICL LHE DEDICOU https://www.lusofonias.net/arquivos/426/Cadernos-(e-suplementos)-de-Estudos-Acorianos/862/caderno-8-mario-machado-fraiao-CADERNOS-DE-ESTUDOS-ACORIANOS.pdf

trova a Manuel Alegre

Da página da professora Paula Cabral: “Em jeito de resposta às últimas intervenções de Manuel Alegre, umas trovas de tourear.
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento fala da desgraça
De um poeta que se desdiz
Pergunto ao poeta que passa
Se acha mesmo graça
À tourada que se festeja na praça
Para gáudio da populaça
Pergunto aos touros que levam
Os ferros com dura crueldade
Mas eles não me sossegam
Não respondem se é maldade
Se é maldade ou se é arte
A tauromaquia, o que me diz?
A resposta chega tarde
Divide o povo do meu país
Pergunto ao vento cálido
Se invocar a tradição é válido
Mas o vento nada riposta
E sopra como amostra
Exemplos de escravatura
Tempos sem abertura
Invocando a mesma história
Em triste passado sem glória
Levam sonhos, deixam retrocessos
Minha pátria é flor manchada
São tantos os graves processos
É por este que a liberdade é ceifada?
A liberdade é um alegre canto
Mas de alegre pouco parece
Se a morte serve o encanto
E o povo com sangue enlouquece.
Vi minha pátria na margem
da civilização a mudar
como quem despreza a viagem
De quem nada quer melhorar
Pergunto à gente que passa
por que vai na arruaça
O touro segue o triste fado
Para servir a alguns de desenfado
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Num ser bestialmente atacado e oprimido
Que sentimento de liberdade é exibido?
Mesmo na noite mais triste
em tempo de bárbara escuridão
Há sempre um animal que em vão resiste
Há sempre um bravo que diz não!”