trabalham mas são pobres

Mais de um milhão de portugueses trabalham, mas vivem na pobreza

“Em Portugal, temos 10,8% de trabalhadores que são pobres, achámos que era necessário chamar a atenção para esta realidade”, apontou o padre Jardim Moreira.

A Rede Europeia Anti-Pobreza alertou hoje para mais de 1,1 milhões de portugueses que têm trabalho, mas são pobres, apontando que um emprego não basta e que é preciso uma aposta na educação e em melhores qualificações.

Em entrevista à agência Lusa, por ocasião do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza, que se assinala hoje, o presidente da EAPN Portugal adiantou que um trabalho digno é o tema que a ONG escolheu para chamar a atenção para a data.

“Em Portugal, temos 10,8% de trabalhadores que são pobres, achámos que era necessário chamar a atenção para esta realidade, de que não basta ter um emprego para sair da pobreza”, apontou o padre Jardim Moreira.

O responsável sublinhou que “não basta ter um qualquer dinheiro para ter uma vida adequada à dignidade humana, é preciso ter um rendimento adequado, que possibilite satisfazer as necessidades familiares”.

Por outro lado, salientou que há muita gente que tem dificuldade em aceder a empregos mais bem pagos porque lhes falta as qualificações necessárias.

Nesse sentido, defendeu que falar da necessidade de um trabalho digno implica também uma política de formação em educação, sobretudo pensada nos mais novos, “para que eles não fiquem fora do emprego qualificado”. “Senão, não conseguimos sair desta situação”, avisou.

O responsável pela EAPN Portugal apontou as melhorias verificadas nos últimos dois anos com impacto “no nível de vida de muitos pobres”, desde logo pelo aumento dos rendimentos disponíveis ou pelo aumento do valor das reformas.

“Mas a verdade é que ainda continuamos com 18,3% de pobres de rendimentos e chegam aos 23,3% os excluídos”, destacou, considerando que “apesar da melhoria, de modo global, os números não são ainda satisfatórios”.

Jardim Moreira defendeu que é preciso emprego com capacidade de respostas para as necessidades da pessoa ou da família e que, para isso, é preciso que as pessoas tenham mais e melhores qualificações.

“Não basta ter emprego, é preciso qualificar as pessoas para elas poderem ter acesso a empregos mais bem remunerados e terem mais rendimentos”, defendeu o padre Jardim Moreira.

De acordo com o presidente da EAPN Portugal, a pobreza em Portugal é estrutural e, por isso, requer “uma intervenção transversal de vários ministérios”.

Salientou que uma das maiores preocupações são as mães solteiras, um problema para o qual também é necessária uma aposta na educação, na formação e na integração familiar.

“É preciso insistir na formação dos mais jovens para a integração familiar porque fora da família nem se realizam, ficam marginais, não conseguem ter condições de trabalho porque lhes falta toda esta solidariedade familiar que é fundamental para o desenvolvimento das pessoas que a constituem”, explicou.

Sublinhou também que a solução pela educação também tem a ver com o facto de o abandono escolar ainda ser muito elevado e o aproveitamento escolar fraco, havendo “muita gente que passa pela escola e chega ao fim quase sem qualquer qualificação”.

Quanto ao facto de não haver uma estratégia nacional de combate à pobreza desde 2015, Jardim Moreira frisou que isso foi não só um retrocesso em relação ao trabalho que estava a ser feito, como o “ignorar e fechar os olhos à realidade nacional”.

“Foi um erro de justiça para com as pessoas mais vulneráveis”, rematou.

Durante o dia de hoje, a EAPN Portugal vai estar na Foz do Arelho, para o seu X Encontro Nacional, que conta com a presença do ministro do Trabalho, da Solidariedade e de Segurança Social, José Vieira da Silva, e onde vai decorrer o seminário “Trabalho Digno: um alicerce para a paz social”.

Image may contain: one or more people, people sitting and outdoor
Image may contain: one or more people, people sitting and shoes
Image may contain: one or more people
Antena 21

Mais de um milhão de portugueses trabalham, mas vivem na pobreza

“Em Portugal, temos 10,8% de trabalhadores que são pobres, achámos que era necessário chamar a atenção para esta realidade”, apontou o padre Jardim Moreira.

A Rede Europeia Anti-Pobreza alertou hoje para mais de 1,1 milhões de portugueses que têm trabalho, mas são pobres, apontando que um emprego não basta e que é preciso uma aposta na educação e em melhores qualificações.

Em entrevista à agência Lusa, por ocasião do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza, que se assinala hoje, o presidente da EAPN Portugal adiantou que um trabalho digno é o tema que a ONG escolheu para chamar a atenção para a data.

“Em Portugal, temos 10,8% de trabalhadores que são pobres, achámos que era necessário chamar a atenção para esta realidade, de que não basta ter um emprego para sair da pobreza”, apontou o padre Jardim Moreira.

O responsável sublinhou que “não basta ter um qualquer dinheiro para ter uma vida adequada à dignidade humana, é preciso ter um rendimento adequado, que possibilite satisfazer as necessidades familiares”.

Por outro lado, salientou que há muita gente que tem dificuldade em aceder a empregos mais bem pagos porque lhes falta as qualificações necessárias.

Nesse sentido, defendeu que falar da necessidade de um trabalho digno implica também uma política de formação em educação, sobretudo pensada nos mais novos, “para que eles não fiquem fora do emprego qualificado”. “Senão, não conseguimos sair desta situação”, avisou.

O responsável pela EAPN Portugal apontou as melhorias verificadas nos últimos dois anos com impacto “no nível de vida de muitos pobres”, desde logo pelo aumento dos rendimentos disponíveis ou pelo aumento do valor das reformas.

“Mas a verdade é que ainda continuamos com 18,3% de pobres de rendimentos e chegam aos 23,3% os excluídos”, destacou, considerando que “apesar da melhoria, de modo global, os números não são ainda satisfatórios”.

Jardim Moreira defendeu que é preciso emprego com capacidade de respostas para as necessidades da pessoa ou da família e que, para isso, é preciso que as pessoas tenham mais e melhores qualificações.

“Não basta ter emprego, é preciso qualificar as pessoas para elas poderem ter acesso a empregos mais bem remunerados e terem mais rendimentos”, defendeu o padre Jardim Moreira.

De acordo com o presidente da EAPN Portugal, a pobreza em Portugal é estrutural e, por isso, requer “uma intervenção transversal de vários ministérios”.

Salientou que uma das maiores preocupações são as mães solteiras, um problema para o qual também é necessária uma aposta na educação, na formação e na integração familiar.

“É preciso insistir na formação dos mais jovens para a integração familiar porque fora da família nem se realizam, ficam marginais, não conseguem ter condições de trabalho porque lhes falta toda esta solidariedade familiar que é fundamental para o desenvolvimento das pessoas que a constituem”, explicou.

Sublinhou também que a solução pela educação também tem a ver com o facto de o abandono escolar ainda ser muito elevado e o aproveitamento escolar fraco, havendo “muita gente que passa pela escola e chega ao fim quase sem qualquer qualificação”.

Quanto ao facto de não haver uma estratégia nacional de combate à pobreza desde 2015, Jardim Moreira frisou que isso foi não só um retrocesso em relação ao trabalho que estava a ser feito, como o “ignorar e fechar os olhos à realidade nacional”.

“Foi um erro de justiça para com as pessoas mais vulneráveis”, rematou.

Durante o dia de hoje, a EAPN Portugal vai estar na Foz do Arelho, para o seu X Encontro Nacional, que conta com a presença do ministro do Trabalho, da Solidariedade e de Segurança Social, José Vieira da Silva, e onde vai decorrer o seminário “Trabalho Digno: um alicerce para a paz social”.

LikeShow more reactions

Comment

Comments

2,4 MILHÕES DE POBRES

HÁ 2,4 MILHÕES DE PORTUGUESES EM RISCO DE POBREZA

Para estes portugueses é que estes arrogantes e incompetentes (e alguns corruptos conhecidos) deviam governar. Era para estes portugueses que deviam construir casas. Era para estes portugueses que deviam gastar o dinheiro dando-lhes pensões iguais ao salário mínimo.
Era a estes portugueses que deviam suprimir pagamentos de impostos e os descontos para a segurança social deviam ser suportados pelo Estado. Governar é só uma forma de alguns dos ministros e secretários de Estado enriquecerem à custa desses milhões à beira da pobreza, porque só ligam à sua conta bancária, ao seu carro do Estado, ao seu motorista que tem de lhes abrir a porta, às viagens a toda hora (a Macau vão todos). Era por estes portugueses que deviam prescindir dos cartões de crédito que servem para gastar o dinheiro que é nosso. Era por estes portugueses que deviam ter o mínimo de vergonha e não nomear governantes como o Galamba socratino que apenas só sabe mandar bocas contra tudo e todos. A escumalha governante não quer saber dos pobres. Ainda agora deu aos mais pobres uma merda de um aumento na pensão de 6 €. Uma vergonh

ricos e pobres vistos do céu dos ricos

Contrastes entre RICOS e POBRES vistas do ar.
Um conjunto de imagens aéreas revela a divisão dramática entre os ricos e os pobres em países como a Índia, a África do Sul ou México. Captadas pelo fotógrafo de drone Johnny Miller, as fotografias fazem parte do projeto “Unequal Scenes” e desafiam as pessoas à aceitar que a desigualdade é uma realidade.

SICNOTICIAS.SAPO.PT
Um conjunto de imagens aéreas revela a divisão dramática entre os ricos e os pobres em países como a Índia, a África do Sul ou México. Captadas pelo fotógrafo de drone Johnny Miller, as fotografias fazem parte do projeto “Unequal Scenes” e desafiam as pessoas à aceitar que a desigualdade é…

e os pobres onde ficam? Tomás Quental

E os pobres? Onde ficam?

Durante longas décadas funcionou em Ponta Delgada um “asilo” para idosos e idosas pobres.
Não passavam fome, obviamente, mas as condições de internamento, de facto, apresentavam lacunas e deficiências, desde logo porque o edifício era um solar muito antigo e a carecer de obras.
Tratava-se de uma instituição que funcionava desde 1876, fundada por um benemérito, que deixou os seus bens para servir e apoiar os idosos e as idosas pobres.
Com o apoio das instituições públicas regionais, foram realizadas, entretanto, várias obras e remodelações no edifício, conferindo-lhe mais dignidade e maior conforto, adaptando-o às exigências e às regras actuais para a função em causa: servir a terceira idade.
Só que os idosos e as idosas pobres já não têm lá lugar, porque o “asilo” – designação desactualizada, obviamente – “passou” a “lar” para pessoas com boas posses financeiras. Lamento dizer, mas penso que foi desvirtuado o objectivo do fundador: servir idosos necessitados.
Como a social-democracia e o socialismo em quarenta anos não acabaram com os pobres nos Açores, pergunto: onde ficam hoje os idosos e as idosas pobres quando incapacitados?

não é este o sonho americano

-1:22
66,033 Views

American dream or American poverty?

In The United States, more than 40 million people live in extreme poverty. This happens in the country that aims to give lessons from ” democracy ” and ” moral ” to the rest of the world…

SUDÃO DO SUL – SEGUNDO PAÍS MAIS POBRE DO MUNDO

SUDÃO DO SUL – SEGUNDO PAÍS MAIS POBRE DO MUNDO

LAVANGUARDIA.COM
Adut pasó unos meses en Madrid. Se sometió a una operación y vivió en casa del cirujano. Cuando iba de regreso a su país le preguntaron: ¿qué te llevarías de España? ‘Un grifo’, contestó esta…

IDOSOS PORTUGUESES SÃO DOS MAIS POBRES…

Os IDOSOS PORTUGUESES são dos mais pobres da Europa. Em 2012, a média das pensões dos nossos REFORMADOS não chegava aos 400 euros mensais, um valor que fica abaixo do limiar da pobreza.
No meio disto tudo, há quem usufrua de “reformas” absolutamente escandalosas que ultrapassam, largamente, o que é razoável.
Mais sde 40 anos depois do 25 de Abril que nos devolveu e, muito bem, a Liberdade e a Democracia mas ainda não implementou uma maior Justiça Social e a melhoria significativa das condições de vida do nosso Povo.

SICNOTICIAS.SAPO.PT
Os idosos portugueses são dos mais pobres da Europa. Em 2012, a média das pensões dos nossos reformados não chegava aos

SIC Notícias | Idosos portugueses são dos mais pobres da Europa

Os idosos portugueses são dos mais pobres da Europa. Em 2012, a média das pensões dos nossos reformados não chegava aos 400 euros mensais, um valor que fica abaixo do limiar da pobreza. As reformas mais baixas são pagas no interior do País, onde grande parte da população se dedica à atividade agrícola.

Source: SIC Notícias | Idosos portugueses são dos mais pobres da Europa

…Dívida total do país equivale a 70 mil euros por cada português(declaro não ser responsável por nenhuma dívida …

O endividamento do Estado, das empresas e das famílias equivalia, no final de 2015, a 392% do Produto Interno Bruto.

Source: Dívida total do país equivale a 70 mil euros por cada português

ANÚNCIO para os devidos efeitos declaro não ser responsável por nenhuma dívida de 70 mil euros que possam ter contraíso em meu nome, sejam ex-mulheres, filhos, netos ou outras pessoas desconhecidas (ass reconhecida notarialmente)

Desigualdade – Em 2030, 1% da população será dona de dois terços de toda a riqueza do mundo

Com as desigualdades a acentuar-se e uma cada vez mais gorda fatia da riqueza a ser gerada sem produção de bens, o cenário é cada vez mais negro. E deverá arrastar uma contestação dramática

Source: Desigualdade – Em 2030, 1% da população será dona de dois terços de toda a riqueza do mundo