POBREZA EXTREMA AINDA ATINGE MIL MILHÕES DE PESSOAS

Carlos Fino
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POBREZA EXTREMA AINDA ATINGE MIL MILHÕES DE PESSOAS

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Desde 1981, número de pessoas extremamente pobres caiu pela metade, mas quase 1 bilhão ainda se encontram nessa situação
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pretos, ciganos ou pobres?

Pretos, ciganos ou pobres?
Há ambientes que também conheço mal e por isso faço perguntas antes de afirmações simplistas. Num conjunto de prédios abandonados as pessoas que lá vivem têm água canalizada à disposição em cada casa? Se não têm poderão ter dificuldade em tomar banho, cozinhar etc. Se não podem tomar banho como outros podem não andar limpos como outros. Se vivem em acampamentos os problemas poderão ainda ser maiores. Se não tomam banho como outros poderão ser rejeitados porque não cheiram como outros. Há recolha de lixo como em outros locais? Se não há, há mais mosquitos e maus cheiros e mais vulnerabilidade às doenças. E onde há lixo há tendência para este se multiplicar como os problemas que a falta de condições sanitárias provocam. Há eletricidade? Se não há nem hipóteses de a haver de forma legal, tenta-se obter de qualquer modo, mas pode não chegar para as condições básicas. Se uma criança sai desse bairro ou acampamento para uma escola transporta todas essas circunstâncias e é logo conotado por ser daquele lado. Os resultados escolares podem não ser bons, até porque os pais podem não ter também grandes habilitações escolares e passarem o tempo a ter mais que um emprego mal remunerado ou ficarem desempregados por não terem competências para outros ou não se saberem mexer nos quadros legais e nas práticas quotidianas. A tendência é para reforçar a exclusão social. São todos boas pessoas? Nem todos. Reagem de diferentes maneiras. Mas carregam um peso muito superior mesmo os muitos que trabalham, têm desejos para os filhos, de que não podem cuidar o suficiente, porque trabalham muitas horas, porque têm dificuldades económicas para os colocar em creches e por aí adiante. Reduzir tudo a uma questão de racismo é desvirtuar o problema. E o principal problema é de natureza social. Resolvê-lo demora, porque tudo se reproduz. Já houve tantos bairros de lata em Portugal que já temos dificuldade em lembrar que existiram. Houve e há soluções que não são fáceis mas começam por Paz, Pão, Saúde, Habitação, Educação …

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First song from album À QUEIMA-ROUPA (Portugal, Sassetti, 1974)
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26 multimilionários têm tanto dinheiro como metade da população mundial

Relatório da Oxfam mostra que o fosso entre ricos e pobres se agravou como nunca: o número de multimilionários que têm tanto dinheiro como metade da população mundial tem vindo a descer de forma acentuada – em 2017 eram 43 e em 2016 eram 61.

Source: 26 multimilionários têm tanto dinheiro como metade da população mundial

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antes das revoluções as desigualdades atingem o máximo

 

antes das revoluções as desigualdades atingem o máximo…ainda falta muito?? Chrys Chrystello editor do blogue

EXTREMA DESIGUALDADE

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Oxfam alerta para desigualdade “fora de controle” mundo afora, devido em grande parte a sistemas tributários injustos. Aumento de impostos sobre fortuna dos mais ricos permitiria financiar estudos de milhões de crianças.
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O mar de pobreza que faz das ilhas o lugar de maior risco | Reportagem | PÚBLICO

Açores e Madeira são as zonas do país onde o risco de pobreza é mais elevado, de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, feito pelo INE. Governos das duas regiões garantem estar atentos ao problema.

Source: O mar de pobreza que faz das ilhas o lugar de maior risco | Reportagem | PÚBLICO

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país miserável de gente miserável e empresários que nem esse nome merecem

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Mario Costa

A empresa dos pastéis de nata de Belém, em Lisboa, vende 20.000 pasteis por dia a 1.10€
Produzir um pastel custa 20 centimos.
Fatura 7,9 milhões anualmente e tem lá uma funcionária, há 18 anos, a ganhar 580€.
Foi o jornal Público que denunciou, não foi o Avante !!!
Há “empresarios” que mereciam ser transformados em salsichas !!!!!😡😡😡

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idosos abandonados em hospitais

Ana Nogueira Santos Loura and Tânia Rodrigues shared a link.
O alerta é deixado pelo administrador do hospital, em entrevista à TSF, que admite já ter tomado decisões “de legalidade duvidosa”, suportando a despesa de lares privados.
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AÇORES E POBREZA, EMANUEL CARREIRO

VIVER COM MENOS DE 468 EUROS POR MÊS
POLITICAMENTE INCORRETO
EMANUEL CARREIRO
JORNALISTA
Era uma daquelas reportagens natalícias com o objetivo de apelar à solidariedade social, quando ainda não havia Rendimento Social de Inserção nem Banco Alimentar contra a fome.
Estávamos na segunda metade dos anos oitenta e eu, após um “estágio” parlamentar inconsequente, regressara àquilo que sempre gostara de fazer – televisão. Saiu-me na rifa a dita reportagem. A ideia era fazer o telespetador refletir sobre a desigualdade entre os que iam passar mais um Natal rodeados de conforto, consoada e prendas e os outros, a maioria, os que não teriam nem uma coisa nem outra. Após uma breve pesquisa, encontrei a situação perfeita para reportar. Se ainda hoje o limiar de pobreza anda pelos 31,5%, nos anos oitenta do século passado nem se imagina!
Na Canada do Peixe Assado (um título já de si eloquente) do lado esquerdo, erguia-se uma banda de barracas de madeira e telhado de zinco, que davam abrigo a duas dúzias de almas. Do lado direito, pastagens. E era precisamente aí que se encontrava o que seria o alvo da minha reportagem: um palheiro construído em pedra solta, telhado, com porta e janela. Uma única divisão de chão térreo, que uma cortina de chita dividia em duas. A primeira, à entrada, funcionava como cozinha. Ali havia um fogão ligado a uma garrafa de gás, tachos e panelas e um armário tosco onde deveriam estar pratos e talheres. Não havia chaminé, quando cozinhavam, o fumo saia pelas fendas entre as pedras da parede, por onde também se via o céu e entrava a chuva. Do outro lado da cortina, ficava o único quarto de cama. Contei três camas rudimentares. Nem água, nem luz. A imensidade da pastagem proporcionava uma vasta zona de alívios. Ali viviam, ou sobreviviam, uma viúva, na casa dos quarenta e três filhos menores. Um deles brincava cá fora puxando o que se supunha ser um carrinho, feito com material obtido na lixeira ali perto. Era também a lixeira a céu aberto que os alimentava com os “fora de prazo”, para além da Cáritas e da Conferência de São Vicente de Paula. Todo este viver nos foi narrado pela viúva, que acrescentou ter mais duas filhas crescidas, que viviam nas barracas do outro lado da estrada com os seus “homens”. A reportagem não podia ter saído melhor, o depoimento da viúva, as eloquentes imagens e um texto a puxar ao sentimento caíam a matar!
O Pedro Moura, meu colega na altura, viu a peça e veio de encontro ao que eu já tencionava fazer: Reunimos brinquedos e roupas que os nossos filhos já não usavam, comprámos chocolates, bolachas e biscoitos e, na véspera de Natal, fomos ao casebre da Canada Do Peixe Assado entregá-los à senhora. Foi gratificante ver a alegria da viúva e dos miúdos mas, claro que nada daquilo aguardou pela consoada para ser consumido. Ainda mais quando, por magia, apareceram as tais filhas que moravam nas barracas e os respetivos filhos. Tudo voou em cinco minutos. Diga-se de passagem que as filhas não tinham ar de quem passa fome, eram até anafadas e teriam entre 18 e 19 anos. Perguntámos-lhes pelos “maridos”, se estavam a trabalhar. Uma respondeu que o seu homem era muito doente das costas e não podia trabalhar. Quanto a ela, fazia umas limpezas, quando calhava… O homem da outra trabalhava, mas estava de baixa porque se magoara no serviço (servente de pedreiro, se bem me recordo). Ela não trabalhava porque tinha que ficar em casa a cuidar dos filhos de tenra idade, seus e da irmã quando “dava dias”.
O Pedro e eu não nos arrependemos daquela incursão no submundo da indigência, mas ficou-nos bem claro que a solução para aquela e tantas outras situações, não seria nunca ajudas pontuais. Daí para cá muitas coisas mudaram. As barracas do Peixe Assado deram origem a apartamentos de habitação Social, foi instituído o RMG, depois RSI e surgiram apoios governamentais às rendas das famílias mais pobres. O que é fato é que, apesar de tudo isso, não conseguimos ainda baixar os 31,5% de famílias em risco de pobreza, isto é que vivem com menos de 468 euros por mês.

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POBRES MAIS POBRES

PORTUGAL DESIGUAL

EXPRESSO.SAPO.PT
Apesar das melhorias nas desigualdades económicas e de se ter reduzido o espaço que separa os rendimentos dos portugueses mais ricos e mais pobres, Portugal continua a ser um país muito desigual. Investir na qualificação da população pode ajudar a combater estas desigualdades, dizem os especi…

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LUCRAR COM A POBREZA: A triste verdade escondida nas campanhas de solidariedade, no final todos lucram

Ontem recebi na minha caixa de mensagens um email enviado pelo meu amigo João Esteves, o qual embora de autor desconhecido, dada a importância do tema, não podia deixar de o partilhar. O texto é um

Source: A triste verdade escondida nas campanhas de solidariedade, no final todos lucram

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AO BANCO ALIMENTAR NÃO DOU

BANCO ALIMENTAR É UMA FRAUDE?

Uma fonte idónea e da máxima confiança transmitiu-me que não dava nada para o Banco Alimentar, porque a organização comete fraudes vergonhosas. Que o Banco Alimentar sabe que muitos dos produtos são oferecidos a quem não precisa e que essa gente os vende a mini supermercados. Que muitos dos produtos são levados por fulanas, do tipo da Raríssimas, para as suas casas de luxo. Que há certos produtos, como o arroz e a massa, já foram enviados para países africanos onde foram vendidos. E a Jonet, a tal que tem o apelido do marido e tem a mania que tem sangue azul não vê nada? Não sabe de nada? Ou só sabe receber os beijinhos do Presidente Marcelo que ainda ontem foi lá dar cobertura à alegada fraude?

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PS NOTA DO AUTOR DO BLOG LUSOFONIAS….mas eu há muitos anos que deixei de dar pelo que com isso lucram os supermercados e o Estado….quando quero ajudar alguém faço-o diretamente ou através de alguém em quem confio
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pobreza oculta à vista de todos Tomás Quental

Não eram “muito humildes”, eram muito pobres!

Cinco pessoas morreram intoxicadas numa “habitação”, na localidade de Fermentões, no concelho de Sabrosa. Uma tragédia! O presidente da Câmara Municipal, trajando à Proteção Civil, veio para as televisões manifestar-se consternado. Mas eu fiquei duplamente consternado: com as cinco mortes e com as declarações do autarca.
O presidente da Câmara Municipal disse, nomeadamente, que eram pessoas “muito humildes”. Não eram pessoas “muito humildes”: eram, sim, muito pobres, o que é uma situação muito diferente. As pessoas ricas também podem ser “muito humildes”.
O autarca, ao dizer o que disse, revelou que não existe no concelho de Sabrosa um plano de combate à pobreza, porque se existisse essa família estaria “sinalizada” para ser apoiada. Porque esta é que a verdadeira pobreza e a que merece ser apoiada: pessoas que trabalham, neste caso na agricultura, mas que, pelos seus meios, não conseguem ultrapassar as suas dificuldades. Apoia-se pessoas que não trabalham nem querem trabalhar, mas não se apoia quem se esforça com o seu labor, apesar das circunstâncias.
A “habitação” em que viviam não tem condições mínimas de habitabilidade, como disseram os bombeiros. Mais parece um barraco ilegal, que ia sendo construído aos poucos pelos moradores. Sobre isso o presidente da Câmara Municipal também nada disse, o que significa que desconhece que existem no seu concelho construções ilegais e indignas a servirem de habitações.
O presidente da Câmara Municipal de Sabrosa estava consternado, com certeza que sim, como todos os portugueses ficaram com tão triste situação, mas as suas declarações – ou, pelo menos, uma parte delas – foram, isso sim, “muito humildes”….
E o pior é que situações dessas, de pobres entregues à sua sorte, sem capacidade de reivindicar e sem quem olhe por eles, existem em todo o país.

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