Rainha do crime, Agatha Christie quis matar Poirot, mas desistiu por dinheiro – 04/01/2019 – Ilustrada – Folha

As três obras literárias mais publicadas na história da humanidade são, pela ordem, a Bíblia, o conjunto de peças de William Shakespeare e os 80 livros escritos pela inglesa Agatha Christie.

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Pedro Chagas Freitas não é um iluminado

«Um escritor é uma pessoa como as outras que escreve. Uma pessoa que tem histórias para contar, que talvez veja coisas que os outros não veem.«

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Já lançou 24 livros mas escreveu muitos mais. Está publicado em 20 países e é um dos autores portugueses que mais vende cá e lá fora. – Domingo, Correio da…

Qual melhor plataforma para publicar seu livro?! | Serviços Editoriais | Design do Escritor – produção booktrailer

Da criação dos tipos móveis de Gutenberg às incursões corriqueiras ao universo da leitura na internet, muitos aspirantes a escritor ainda encaram como gigante,

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PEDRO DA SILVEIRA E OS FOGUETÕES

“Um texto de Pedro da Silveira, sobre a Vila de Santa Cruz das Flores em tempo de “invasão francesa”, lembrado pelo enorme Urbano Bettencourt, muito a propósito das declarações recentes do Ministro Manuel Heitor sobre Santa Maria e da vista do ditador chinês Xi Jiping.”
Nuno Barata Almeida Sousa 05/12/2018

REQUIEM

Onde era a Vila com suas ruas e casas
agora é o asfalto do aeroporto.
Onde o Convento ainda a igreja
e talvez sernalhas e ratos
onde era a frescura do claustro.
Já não se vê onde morou James Mackay
e a Rua das Flores foi cortada ao meio.
O Avelar pegou de cabeça e outros
antes quiseram morrer que ver a morte,
cater-pillars e bull-dozers matando a Vila.
Mas onde tudo isso era e eles lá
e os plátanos da Praça e as araucárias
há cem anos guardando a paz das casas,
agora pousam aviões e há franceses.

Longe, numa cidade a que chamam Lisboa,
a Vila rendeu não sei quantos mil milhões
e mil nepotes sentam-se à mesa,
empunham facas e garfos, comem-na,
bebem-na, enfeitam-se, corneiam-se,
vão pensando se outras vilas – «lá na Ilha» –
ainda mais haverá para vender
a japoneses ou russos ou turcos
ou a um qualquer emir atomizado
da Arábia ou de Marte ou de Casa-do-Diabo.

Onde era a Vila não tem importância,
nem James Mackay, nem o Convento – nada!
Também eu se calhar serei vendido
e o preço (de saldo, claro está)
pode dar para dois rissóis com salada
e duas balas de peça

– que os políticos comem
e as fragatas decoram
Nossa Desgraça Lisboa.
1972.
Pedro Da Silveira
«Corografias», 1985

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Faça aqui o download gratuito de 34 contos africanos | Conexão Lusófona

Os contos preservam as características típicas da narrativa africana, quer pela simbologia, quer pelo tom de estória transmitida pela oralidade que é notório em todos eles.

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sugestões AICL para este natal

SUGESTÕES AICL PARA ESTE NATAL

ISBN: 978-989-735-151-8 J. Chrys Chrystello 2 VOLUMES EDITORA LETRAS LAVADAS www.publicor.pt/ Bibliografia geral da açorianidade / J. Chrys Chrystello. – [s.l.]: Letras Lavadas; Lomba da Maia: Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia. 2017. – 2 v. (810, 838 p.): il.; 21 cm. – ISBN 978-989-735-150-1 (v. 1). – ISBN 978-989-735-151-8 (v. 2)

ChrónicAçores: Uma Circum-Navegação de Timor a Macau, Austrália, Brasil, Bragança até aos Açores de J. Chrys Chrystello ISBN: 9789728985547 www.calendario.pt/

Crónica do quotidiano inútil : vol. I-V: 40 anos de vida literária / J. Chrys Chrystello. – 1ª ed. – Vila Nova de Gaia: Calendário de Letras, 2012. – 231 p.: il.; 20 cm. – ISBN 978-972-8985-64-6 dezembro de 2012 ‧ ISBN: 9789728985646 www.calendario.pt/

Coletânea de textos dramáticos de autores açorianos / [compil.] Helena Chrystello, Lucília Roxo. – 1ª ed. – Vila Nova de Gaia: Calendário de Letras, 2013. – 111 p.; 23 cm. – ISBN 978-972-8985-83-7

Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos HELENA CHRYSTELLO Calendário de Letras Edição:12-2011 www.calendario.pt/

Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos HELENA CHRYSTELLO Calendário de Letras Edição:12-2011 www.calendario.pt/

Antologia bilingue de autores açorianos contemporâneos = Bilingual Anthology of Contemporary Azorean authors / Helena Chrystello, Rosário Girão; trad. Chrys Chrystello. – 1ª ed. – Vila Nova de Gaia: Calendário de Letras, 2011. – 237 p.; 23 cm. – Ed. bilingue em português e inglês. – Contém bibliografia. – ISBN 978-972-8985-56-1 Edição:11-2011 www.calendario.pt/

Expresso | Todos os amores são de perdição

Carta/ensaio de amor escrita há 63 anos por Óscar Lopes quando estava preso nos calabouços da PIDE no Porto, encontrada agora no meio de papéis do espólio do professor e ensaísta, revela uma intensa digressão filosófica sobre o conceito de amor

Source: Expresso | Todos os amores são de perdição

MANUEL PINA ESTREIA POSTUMAMENTE NO BRASIL

Carlos Fino
28 mins

Site O Globo

MANUEL PINA ESTREIA NO BRASIL

O português Manuel António Pina (1943-2012), que segundo a lenda se atrasava para seus encontros, estreou na poesia em 1974 com o livro “Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde”. E é também um pouco tarde que Pina estreia no Brasil, mas em tempo e por meio de uma ótima antologia que passa por toda a sua obra. O volume foi organizado por Leonardo Gandolfi, poeta e professor de literatura portuguesa da Unifesp, que também assina um posfácio à edição.

Com pouco mais de 80 poemas, “O coração pronto para o roubo” — cujo título foi roubado de um dos versos do poeta — se propõe a apresentar um conjunto ao mesmo tempo variado e consistente. Dessa forma, dá conta das principais preocupações de Pina, como seu permanente e às vezes um pouco hilário sentimento de desamparo, e de posicionar sua obra como uma das mais consequentes dos anos 1970 para cá, em Portugal e no mundo.

Desde o título, a antologia oferece a noção de roubo como chave de leitura. Pina costumava citar uma ideia de T. S. Eliot segundo a qual os poetas fracos copiam e os fortes roubam, pois roubar implica se apropriar de algo e torná-lo seu. E outra: o roubo possui natureza de “identidade-alteridade”, dinâmica fundamental para entender os poemas do autor. E entendê-los inclusive em relação crítica à tradição literária de uma nação, a portuguesa, que sempre se imaginou como “outra” — conforme Eduardo Lourenço demonstra com brilho em seus ensaios. Nesse sentido a poesia de Pina é essencialmente portuguesa, justamente porque não é, se é que me entendem.

Ladrão que rouba ladrão
Em poema tardio, Pina define a literatura como uma “arte escura de ladrões que roubam a ladrões”, e o escritor, “um ladrão de túmulos, um morto dormindo o sono alheio”. Ele fala mais é de si, naturalmente. São imagens que sugerem não só sua obsessão com a morte, que trata de maneira quase debochada, mas também situam a sua poesia como um pós-escrito à literatura moderna, sobretudo a portuguesa. Em poema-carta endereçado ao poeta surrealista Mário Cesariny, escrito no dia da morte do amigo, Pina termina assim: “A gente vê-se um dia destes por aí”. Verso que não deixa de ser também um belo epitáfio.

A obra de Pina, muitas vezes satírica, é também esta espécie de epitáfio cujo princípio consiste em especular sobre o que seria uma poesia depois do fim, já que o poeta entende que chegou tarde. Ele entende que tudo já foi dito, ou seja, que “uma casa é as ruínas de uma casa”, mas que por isso mesmo é importante seguir dizendo. Mas o quê? E como?

Assim, Pina cria uma relação de esgrimista com as palavras, de extrema precisão e em busca do silêncio: “Já não é possível dizer mais nada/ mas também não é possível ficar calado./ Eis o verdadeiro rosto do poema”.

Quanto à tradição que não deixa de assaltar, um dos deslocamentos que Pina comete à lírica portuguesa é o esvaziamento da emoção, definida por ele como “fruto fútil”. Esvaziamento que se dá, por exemplo, na exímia prosaização do verso (“Poesia, saudade da prosa”) e na construção de um estilo em tom menor. É desse modo que se deve pensar a outra imagem do título do livro, o coração, que se apresenta não como centro organizador de sua poesia, e sim como falta, “pronto para o roubo”: “E o que fala falta-me/ dentro do coração”.

Pina canta um tempo sem glória (“de que não ficará memória”) e, mais importante, elabora uma linguagem para este tempo, necessariamente imperfeita, melancólica, até graciosa: “Eu sei: falta por aqui alguma elevação;/ o modo é menor, a forma epigramática./ Mas tenho gente à espera e a realidade prática (…)”. Também pudera: para ele, a melhor parte da viagem é voltar para casa, onde, aliás, sente-se exilado: “a morte, a vida, os dias sem lugar/ a louça do almoço por lavar”.

Em 2011, ao receber o Prêmio Camões pelo conjunto da obra, que inclui ainda crônicas, teatro e histórias infantis, Pina disse a um dos jurados, o crítico Abel Barros Baptista, que aquela era “a coisa mais inesperada que podia esperar”. É com esta sensação que os leitores brasileiros recebemos “O coração pronto para o roubo”, um dos grandes lançamentos de poesia do ano, junto ao sobreaviso que se lê no poema “A pura luz pensante”: “Aqui estão as palavras, metei o focinho nelas!”

“SCHLESICHES TOR”

É domingo ainda e chove ainda

num vago jardim perdido.

Fora de mim qualquer coisa em mim finda

como em alguém desconhecido.

Como se fosse domingo

no desfeito sonho de alguém

sonhando comigo,

lembro-me (quem?)

de outro jardim, de outro domingo,

indistintamente existindo,

como eu próprio, em mim.

Agora em que jardim

alheio e indiferente

chove em mim para sempre?

Também eu sou outro

transportando um morto.

Autor: Manuel António Pina. Editora: Editora 34. Páginas: 160. Preço: R$ 45. Cotação: Ótimo

OGLOBO.GLOBO.COM
Chegada tardia, mas bem-vinda, mostra lado melancólico e debochado do poeta português, vencedor do Camões em 2011 e morto no ano seguinte
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O LIVRO DO IMPÉRIO de joão morgado

João Morgado shared a post.

OUÇA AQUI https://blog.lusofonias.net/?p=82513

E VÁ À COVILHÃ OU SE NÃO PUDER ESPERE PELA ABERTURA DO 31º COLÓQUIO….

30 mins

COVILHÃ

 

-0:37

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João Morgado

O LIVRO DO IMPÉRIO
Dia 18, Domingo, pelas 16h00, Auditório da Parada (UBI)
Parque de Estacionamento aberto
Participação do grupo Terras de Viri’arte

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