(1) Resposta de Pedro Luiz de Castro a De onde vem a pronúncia da língua portuguesa do Brasil, que é tão diferente daquela de Portugal? – Quora

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As 36 expressões mais caricatas da Língua Portuguesa | VortexMag

São bem capazes de ser as expressões mais caricatas da língua portuguesa se forem interpretadas à letra. Não fique com macaquinhos na cabeça e veja o artigo nem que a vaca tussa!

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«A PROBLEMÁTICA DA NACIONALIZAÇÃO DE LÍNGUAS EX-COLONIAIS: O CASO DO PORTUGUÊS EM MOÇAMBIQUE

«A PROBLEMÁTICA DA NACIONALIZAÇÃO DE LÍNGUAS EX-COLONIAIS: O CASO DO PORTUGUÊS EM MOÇAMBIQUE
Por: Gregório Firmino
Faculdade de Letras e Ciências Sociais
Universidade Eduardo Mondlane
OBJECTIVO DA APRESENTAÇÃO
• DISCUTIR ASPECTOS RELACIONADOS COM A MOÇAMBICANIZAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA (LP)

QUESTÃO PRINCIPAL
• A LÍNGUA PORTUGUESA É/PODERÁ SER UMA LÍNGUA MOÇAMBICANA(ZINADA)?

HIPÓTESE PARA A DISCUSSÃO
HÁ ASPECTOS LINGUÍSTICOS E (sobretudo) SÓCIO-SIMBÓLICOS QUE JUSTIFICAM O PRESSUPOSTO DE QUE A LP ESTÁ NUM PROCESSO DE NATIVIZAÇÃO (justificando-se assim a sua moçambicanização)

O que é nativização?
Segundo Kachru (1982) a “nativização” (também chamada indigenização ou endogenização ) pode ser definida como um processo de aculturação através do qual uma LWC [língua ex-colonial] se aproxima do contexto sócio-cultural de um país pós-colonial. Através da nativização, uma variedade não-nativa é culturalmente integrada na ecologia social da pós-colónia e adquire novas funções sociais. Além disso, ela desenvolve inovações linguísticas que ganham significado comunicativo e social no contexto destas novas funções.

MOTIVAÇÃO
• Uso da expressão língua(s) moçambicana(s)/língua(s) naciona(l/is) como referência às línguas bantu (nunca tratadas como línguas étnicas)
• Uso da expressão língua oficial como referência à LP (nunca tratada como língua nacional/moçambicana, apesar de ser símbolo da unidade nacional
• Resistência/Contestação/problematização do uso da LP (ex. Lázaro Mabunda: Erro Apocalíptico, artigo no semanário “O País” de 17 e 24/08/2007)

• A questão linguística em África: Discussão perene
• Contestação do uso/oficialização de línguas ex-coloniais
• Elitização social (Djité 1991)
• Afastamento das “massas” da vida nacional (Mazrui & Tidy 1984)
• Alienação cultural (“subjugação espiritual” Ngugi wa Thiongo, 1987)
• Insucesso escolar (Bokamba & Tlou 1980)
• Há vozes com uma visão mais pragmátca (Chinua Achebe, Milton Obote, etc.)

Língua africana (No matter what!)
• “However, Africa has a unique problem stemming from its multilingual situation and the fact that there are a number of ex-colonial languages competing for supremacy in the continent. Since these many foreign languages are known by a very insignificant few, the only way of bringing as many Africans to own our development initiatives is by a shift in the language policy. We must develop our languages for effective communication with the masses. We have proposed Kiswahili as the language best suited for development as a language for the African union. If that is not easy to attain in the short term, we can develop a number of African languages initially. Towards this end we can pick on Hausa for West Africa, Arabic in the north; Zulu in South Africa, Kiswahili in East and Central Africa while encouraging the continued development of Kiswahili. If for valid reasons Kiswahili is not acceptable, I will vote for any other language as long as it is an African language” (ênfase minha, Mohochi, 2002).

“Contudo, África tem um problema único que deriva da sua situação multilingue e do facto de haver línguas ex-coloniais lutando pela supremacia no continente. Uma vez que estas muitas línguas estrangeiras são conhecidas por um número insignificante, a única forma de trazer muitos africanos para as nossas próprias iniciativas de desenvolvimento é através da mudança na política linguística. Nós devemos desenvolver as nossas línguas para se conseguir uma efectiva comunicação com as massas. Nós propusemos o Kiswahili como a língua mais adequada para ser desenvolvida como língua para a união africana. Se tal for não fácil de obter a curto prazo, podemos desenvolver inicialmente um número de línguas africanas. Para este fim, podemos escolher Hausa na África Ocidental, Árabe no norte; Zulu na África do Sul, Kiswahili na África Central e Oriental, ao mesmo tempo que se encoraja o desenvolvimento contínuo do Kiswahili. Se, por razões válidas, Kiswahili não é aceitável, eu votarei por uma outra língua, desde que seja uma língua africana” (ênfase minha, Mohochi, 2002)

Questões prévias para a discussão
• Qual é a situação do Português?
• Até onde a visão generalizante de estudiosos africanistas se enquadra ao caso do Português em Moçambique?
• Língua colonial?
• Língua estrangeira/exógena?
• Língua nacional(izada)?
» Pode haver uma língua que seja símbolo da nação/língua da unidade nacional sem ser língua nacional?
» Por que geralmente não se aceita a designação línguas nacional/língua moçambicana para o Português?

“ (…) Diferentemente de muitos países do continente, a situação da língua portuguesa não é a de uma herança incómoda com carácter provisório enquanto se não encontra uma língua ‘genuinamente’ africana. (…) É um projecto que visa anular todas as consequências da arbitrariedade do traçado geográfico do País, dar-lhe uma identidade nacional e uma consciência cultural, através do povo que nele habita” (Rosário 1982: 64-5).

Nativização do Português?
• Reconstrução linguística
• Novas estruturas gramaticais
• Ex. A música que ela gosta (dela) está a tocar na RM.
• Novas formas lexicais
• Ex. Moleque/empregado doméstico, patrão, cabritar
• Novos usos discursivos/retóricos
• Ex. Dizer que …, Portanto …
• Aquele gajo pá é um grande cabrito!
• (Cf. Gonçalves 1996; Gonçalves 2010)
• Reconstrução sócio-simbólica
• Nova ideologia linguística
• (língua colonial Vs língua “anti-colonial” Vs língua nacionalizada)
• Novas valorizações sociais do desempenho linguístico, que mostram a inserção da língua numa nova ecologia social
• Sotaque
• O Português está a interiorizar-se no contexto sócio-cultural do Moçambique pós-colonial (…). Este processo corresponde ao desenvolvimento de uma nova ideologia linguística, à medida que as autoridades oficiais e a opinião pública percebem e reconhecem o Português como uma língua oficial e língua franca. Entretanto, à medida que a esta ideologia evolui, a língua portuguesa em Moçambique incorpora novas características linguísticas distintivas. Assim, o processo de nativização do Português compreende duas dimensões: uma simbólica, com a emergência de novas atitudes e ideologias sociais face ao uso da língua; e uma linguística, com o desenvolvimento de novas formas de uso da língua (Firmino 2002).

Impacto da nativização
• Expansão do uso da língua (indo para além dos domínios públicos e oficiais)
• Alargamento de utentes da língua (nas suas variadas formas, principalmente nos meios urbanos)
• “O Português em Moçambique pode ser visto como um continuum que oscila desde as formas do “mau” Português (pejorativamente chamado pretoguês) até às formas mais próximas do Português europeu. “ ( cf. Firmino 2002)

A LP NÃO ESTARÁ DESCOLONIZADA?
Descolonizámos o Land-Rover (Albino Magaia)
Já não é carro cobrador de impostos
Nós descolonizámo-lo
Já não é terror quando entra na povoação
Já não é Land-Rover do induna e do sipaio
(…)
Com a nossa luta
Transformámos em amigo este inimigo
Nós, descolonizadores
Libertámos o Land-Rover
Porque também ficou independente, afinal
Transformaram-se os objectivos que servia
E hoje é militante mecânico
Um desviado reeducado
Uma prostituta reconvertida em nossa companheira
Descolonizámo-la e com ela casámos
E não haverá divórcio.
(…)
Descolonizámos uma arma do inimigo
Descolonizámos o Land-Rover

REMATE FINAL (I)
(…) as sociedades africanas nunca foram sistemas fechados imunes à integração de novos elementos e transformações ou mudanças resultantes de influência externa. Antes pelo contrário, elas mantêm estruturas abertas que num processo contínuo permitem que novas realidades e elementos vindos de fora possam ser absorvidos, transformados e adaptados aos contextos africanos. As transformações dos padrões das línguas europeias em África são parte deste processo à medida que se adequam a realidades políticas e sócio-culturais em rápida mudança (cf. Tengan 1994: 128-130, in Firmino 2004: 345).

• Diversidade Linguística em Moçambique
– Coexistência entre LP e várias LB
• Como entender a situação da LP fora da sua relação com as LB?
• Competição ou complementaridade entre LP e LB?
• Como superar alguns efeitos negativos da implantação de LP (desequilíbrios em termos de género, região, idade)?

Bibliografia
Bokamba, E. & Tlou, J. S. (1980). The Consequences of the Language Policies of African States vis-à-vis Education. In Reconsideration of African Linguistic Policies. Kampala: OAU Bureau of Languages, pp. 45-66
Djité, Paulin G. (1991). Langues et Development en Afrique. Language Problems and Language Planning, vol. 15, No. 2, pp. 121-138
Firmino, G. (2002). A “Questão Linguística” na África Colonual: O Caso do Português e das Línguas Autóctones em Moçambique. Maputo: Promédia
Gonçalves, P. (1996). Português de Moçambique- Uma Variedade em Formação. Maputo: UEM
Gonçalves, P (2010a). A Génese do Português de Moçambique. Lisboa: Casa da Moeda
Mohochi, Ernest (2002). Language and Regional Integration: Foreign or African Languages for the African Union? Comunicação apresentada na 10a Assembleia Geral da CODESRIA General Assembly, Kampala, Uganda, 8-12 December 2002
Mazrui, Ali & M. Tidy (1984). Nationalism and the New States in Africa. London: Heinemann
Ngugi Wa Thiongo (1987). Decolonizing the Mind: The Politics of Language in African Literature. Harare: Zimbabwe Publishing House
Rosário, Lourenço (1982). Língua Portuguesa e Cultura Moçambicana: De Instrumento de Consciência e Unidade Nacional a Veículo e Expressão de Identidade Cultural. in Cadernos de Literatura. Coimbra: Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, pp. 58-66
Tengan, A. B. (1994). European Languages in African Society and Culture: A View on Cultural Authenticity. in Putz, M. ( ed. ). Language Contact and Language Conflict. Amesterdam/Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, pp. 125-138

Publicado 22nd January 2012 por Kuphaluxa»
http://kuphaluxa.blogspot.com/…/problematica-da-nacionaliza…

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CLOQUES SINFONIA???????????é do sotaque ou da iliteracia????

acabo de registar AICL colóquios da lusofonia na Nespresso, mas quando acedo à conta surge isto..cloques sinfonia

sei que o meu sotaque português é aquilo que dantes se chamava voz de rádio, ie é quase neutro entre Coimbra e Lisboa de antigamente, mas vejam aqui (carregar para abrir) o que escreveram .cloques sinfonia

dialeto antigo de Monção Riba de Mouro

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Município de Monção

Falar à moda de Riba de Mouro. Um dialeto galaico-português caído em esquecimento que a Maria e a Alda, naturais de Riba de Mouro, estão a recuperar, ouvindo testemunhos e saberes das pessoas mais idosas da freguesia. Reportagem do Porto Canal. Programa “Fora da Caixa”.

PELA BOCA MORRE O PAN, O PAN LADRA, MAS A CARAVANA PASSA.

a propósito da proposta do PAN e da PETA de extirpar os provérbios….. AQUI PROPONHO UMA NOVA VERSÃO EM NOVILÍNGUA PAN (CARREGAR AQUI PARA LER)

creio que devemos começar a revolução já, quase todas as frases em todas as línguas, vejamos por exº em PT as piadas contra os alentejanos, nortenhos e outros…vamos retirar tudo da linguagem até ficar neutra de sexismos, animalismos e alentejanismos.NOVILÍNGUA PAN

 

 

NOVILÍNGUA PAN

A CAVALO DADO NÃO SE OLHA AO DENTE A PAN DADO NÃO SE OLHA AO DENTE
A GALINHA DA VIZINHA É SEMPRE MELHOR QUE A MINHA. A PAN DA VIZINHA É SEMPRE MELHOR QUE A MINHA.
Á NOITE TODOS OS GATOS SÃO PARDOS Á NOITE TODOS OS GATOS SÃO PAN
AGARRAR O TOURO PELOS CORNOS AGARRAR O PAN PELOS CORNOS
ANDARMOS PARA TRÁS COMO O CARANGUEJO ANDARMOS PARA TRÁS COMO O CARANGUEJO
CADA MACACO NO SEU GALHO, CADA PAN NO SEU GALHO,
CALADINHOS QUE NEM UM RATO CALADINHOS QUE NEM UM PAN
CÃO QUE LADRA NÃO MORDE PAN QUE LADRA NÃO MORDE
CHATOS COMO UMA CARRAÇA CHATOS COMO UM PAN
CUIDADOS E CALDOS DE GALINHA, NUNCA FIZERAM MAL A NINGUÉM CUIDADOS E CALDOS DE PAN, NUNCA FIZERAM MAL A NINGUÉM
ENGOLIR UM SAPO ENGOLIR UM PAN
ESPERTOS QUE NEM UMA RAPOSA ESPERTOS QUE NEM UM PAN
FALAR COMO UM PAPAGAIO FALAR COMO UM PAN
FILHO DE PEIXE SABE NADAR. FILHO DE PAN SABE NADAR.
GAIVOTAS EM TERRA TEMPORAL NO MAR. PAN EM TERRA TEMPORAL NO MAR.
GATO ESCONDIDO COM O RABO DE FORA PAN ESCONDIDO COM O RABO DE FORA
GRÃO A GRÃO, ENCHE A GALINHA O PAPO GRÃO A GRÃO, ENCHE O PAN O PAPO
LOURA BURRA LOURA PAN
MACACOS ME MORDAM PAN ME MORDAM
MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO QUE DOIS A VOAR MAIS VALE UM PAN NA MÃO QUE DOIS A VOAR
NÃO ADIANTA LAMENTAR A MORTE DA BEZERRA NÃO ADIANTA LAMENTAR A MORTE DO PAN
O PRIMEIRO MILHO É PARA OS PARDAIS. O PRIMEIRO MILHO É PARA O PAN.
OS CÃES LADRAM, MAS A CARAVANA PASSA. O PAN LADRA, MAS A CARAVANA PASSA.
OVELHA QUE BERRA É BOCADO QUE PERDE PAN QUE BERRA É BOCADO QUE PERDE
PEIXES FORA DE ÁGUA PAN FORA DE ÁGUA
PELA BOCA MORRE O PEIXE. PELA BOCA MORRE O PAN
QUEM NÃO QUER SER LOBO NÃO LHE VISTA A PELE QUEM NÃO QUER SER PAN NÃO LHE VISTA A PELE
SE A FERRADURA TROUXESSE SORTE, BURRO NÃO PUXAVA CARROÇA SE A FERRADURA TROUXESSE SORTE, PAN NÃO PUXAVA CARROÇA
TENHO AQUI “UMA PULGA ATRÁS DA ORELHA TENHO AQUI “UM PAN ATRÁS DA ORELHA
TIRAR “O CAVALINHO DA CHUVA” TIRAR “O PAN DA CHUVA”
UM BURRO CARREGADO DE LIVROS É UM DOUTOR. UM PAN CARREGADO DE LIVROS É UM DOUTOR.
UM OLHO NO PEIXE OUTRO NO GATO UM OLHO NO PAN OUTRO NA LÍNGUA
VAI-TE EMBORA Ó MELGA! , VAI-TE ENCHER DE MOSCAS! VAI-TE EMBORA Ó PAN! , VAI-TE ENCHER DE PAN!
VOZES DE BURRO NÃO CHEGAM AOS CÉUS. VOZES DE PAN NÃO CHEGAM AOS CÉUS

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