Os segredos que soubemos graças ao WikiLeaks – Outras Palavras

Organização revelou presidentes espionados pelos EUA, o manual de torturas do Pentágono, civis assassinados por soldados sorridentes. Prisão de Assange é um recado: quem apontar os crimes do poder será duramente castigado

Source: Os segredos que soubemos graças ao WikiLeaks – Outras Palavras

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a partir de agora terei o prazer de ser também colunista no Tribuna das Ilhas

a partir de agora terei o prazer de ser também colunista no Tribuna das Ilhas como um bom açorianizado em que me tornei

Chrys CHRYSTELLO (BSc, MA), International Press Card AU #3804

Honorary Lifetime Member MEEA/AJA

#2977131 Australian Journalists’ Association,

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(+351) 296446940, (+351) 91 9287816

Columnist/Colunista Diário dos Açores, Diário de Trás-os-Montes, Tribuna das Ilhas

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alarvidades da manuela moura guedes

Cidalia Cordeiro shared a post.
8 hrs

-1:35

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Pérolas da Urgência

Cara Manuela, é com grande preocupação que me dirijo a si depois da diarreia mental com que nos presenteou durante a sua participação no jornal da noite na última segunda-feira, na SIC. É com preocupação que o faço porque quando algumas fãs me enviaram este vídeo, achei genuinamente que poderia estar a ter um AVC em directo, tendo em conta as idiotices que disse em tão curto espaço de tempo. Mas depois lembrei-me que, regra geral, estupidez não costuma ser um sintoma de apresentação de AVC e por isso fiquei mais descansado.

Mas ainda assim, com ou sem AVC, o que disse em directo preocupa-me. Preocupa-me que num país como Portugal, haja alguém disposto a pagar a outro alguém para ir para a televisão dizer que devia haver desemprego na classe médica. É que se o Zé do café disser isso enquanto serve copos de três ao balcão nós ainda somos capazes de tolerar. Ou se a Cheila que passa o dia em casa a receber o RSI fizer um comentário semelhante nas redes sociais, nós já nem ligamos. Agora, uma pessoa que se intitula de jornalista dizer em directo de de forma premeditada este tipo de coisas leva-me a crer que há algo de muito errado. Com ela, com quem lhe paga para fazer figura de mentecapta e com quem lhe dá audiências.

Seja como for, nós, médicos, gostamos de dar a outra face. E por isso mesmo, eu vou perder algum do meu tempo a tentar elucidá-la sobre a questão sobre a qual se debruçou e da qual não parece perceber muito.

Em primeiro lugar, falou do facto de os melhores alunos deste país irem para a República Checa e para a Inglaterra. Logo aqui fiquei confuso. Por três motivos. Em primeiro lugar, fiquei confuso pela assunção de que os melhores alunos do ensino secundário são os que vão para Medicina. Se foi isto que tentou implicitamente dizer, deixe-me que lhe diga que está errada. Medicina já não é (e desde há algum tempo, diga-se) o curso com média de entrada mais alta do ensino superior. Felizmente esta nova geração já percebeu que estudar doze anos e passar um terço das noites fora de casa não compensa assim tanto. Depois, falou da Inglaterra e da República Checa e mais uma vez deixou-me confuso. A quem se estava a referir exactamente? Aos alunos que vão tirar o curso de Medicina na República Checa? Ou aos profissionais de saúde que emigram para a Inglaterra? É bom que não se confunda, até porque posteriormente disse que depois ficam todos por lá e, pelo menos no que diz respeito aos colegas que estudam na República Checa, isso não é bem verdade. A maior parte volta para Portugal e concorre aos mesmos lugares para entrada no internato que os de cá. E não que haja nada de errado com isso, mas era bom que se dignasse a dizer a verdade em vez de alimentar populismos. E se se estava a referir aos que emigram para a Inglaterra, deixe-me dizer-lhe que dentro da classe de profissionais de saúde nem sequer são os médicos que mais o fazem. E realmente, sacanas desses enfermeiros que são uns gananciosos que acham que só porque tiraram um cursinho de três ou quatro anos já têm direito a ir trabalhar para outro sítio onde não são sistematicamente insultados e desrespeitados por seis euros à hora!

Depois, falou dos médicos cubanos. Provavelmente o maior mito que ao longo dos anos se perpetua na opinião pública portuguesa: o mito de que “andamos nós a pagar o curso a esses sacanas dos médicos para depois irem todos trabalhar pró privado e a gente ficar aqui a ser atendida por esses médicos cubanos”. Mais uma vez, voltamos ao mesmo. Se fosse o Zé do café a formular este raciocínio, ninguém estranhava. Agora uma pessoa que, pelos vistos, tem valor suficiente como jornalista para ter uma rúbrica em horário nobre numa das maiores estações televisivas em Portugal defecar um argumento destes é algo que não me cabe na cabeça. Sabe, dona Manuela, quantos médicos trabalham no Serviço Nacional de Saúde em Portugal? Aproximadamente 29000. Sabe quantos desses médicos são cubanos? 87. Menos de 0.3%. Parece-lhe mesmo um valor assim tão significativo?

Mas se quiser, podemos falar um pouco das motivações desses médicos cubanos que tanto a apoquentam a si e ao Zé Povinho no geral. É que, já que falamos de médicos cubanos, talvez faça sentido perdermos algum tempo a explicar às pessoas que a maior parte desses médicos cubanos decidiu vir para Portugal trabalhar porque em Cuba recebe pouco mais de 50 euros por mês. Se calhar, devíamos falar do facto de que esses médicos, acabam por aceitar vir preencher a falta de médicos em zonas carenciadas do país com vista a um dia poder ir trabalhar para outros países da União Europeia. E sabe porque é que a maior parte desses mesmos médicos acaba por não renovar contrato em Portugal? Porque dos 4000 euros mensais que tanto se apregoa por aí que o Estado lhes paga, apenas 20 a 30% vai para eles. É o equivalente ao salário mínimo. É certo que não pagam renda de casa, nem contas, isso é tudo verdade. Ainda assim, não deixa de ser o salário mínimo. Para onde vai o resto do dinheiro? Que importa isso? O que importa é ir para a televisão dizer idiotices, é disso que o povo gosta. Afinal, quando um programa como o Love on Top é líder de audiências não se pode pedir muito mais em termos de qualidade televisiva.

Depois, falou de outro dos mitos que circula pela opinião públicam portuguesa, o mito dos números clausus das faculdades de Medicina. Para si e para a maior parte dos portugueses, o número de vagas para entrada nas faculdades de Medicina portuguesas são baixas e isso deve-se ao lobby da Ordem dos Médicos, não é? Então convido-a a, um dia, recorrer a uma dessas mesmas faculdades e assistir a uma aula teórica qualquer. Sentadinha no chão, claro está, já que o anfiteatro tem uma capacidade máxima para metade dos alunos que entraram na faculdade nesse mesmo ano. Ou, em alternativa, pode experimentar ir um dia a um hospital público qualquer, que honestamente duvido que frequente. Experimente ter uma consulta dada por um médico com seis alunos atrás dele. Experimente ter o seu médico de família e mais cinco alunos a fazerem-lhe um Papanicolau, por exemplo. Tenho a certeza que vai adorar a ideia de continuar a encher as faculdades de Medicina deste país. E depois, aproveite para ir ter com as dezenas de médicos que anualmente se formam dessas mesmas faculdadese nem sequer conseguem ter vaga para completar a sua formação específica e tente explicar-lhes que o verdadeiro problema deste país é o facto de os médicos serem a única classe profissional que não tem desemprego. O que, a propósito, é mentira. A não ser que considere desemprego o facto de um médico recém-formado nem sequer ter vaga de especialidade para completar a sua formação. Eu não considero. Para mim isso ainda é pior que desemprego. É um limbo. É ficar a meio caminho de lado nenhum. É dispender seis anos de vida a tirar um curso de Medicina para nem sequer poder exercer Medicina. Já para não falar do dinheiro dos contribuintes, que pelos vistos só interessa utilizar como argumento quando se trata de prender os médicos ao SNS, mas subitamente perde a importância quando se trata de abrir mais e mais vagas para atirar centenas de profissionais hiper-qualificados para o caixote do lixo.

Você devia ter vergonha na cara, Manuela. E não, não me estou a referir ao facto de a sua carreira musical se resumir ao tema “Foram cardos, foram prosas”. E também não me estou a referir ao facto de ter conseguido pôr a opinião pública contra si e a favor de um dos piores primeiros-ministros da nossa História. Estou mesmo a referir-me ao facto de sistematicamente presentear o público português a este tipo de diarreia mental, que não ajuda ninguém. Nem médicos, nem doentes.

Sinceramente nunca esperei ter de dizer isto, mas se desistir do “jornalismo” e se voltar a dedicar à música, eu juro que compro o seu próximo CD. Só para não ter de a ouvir novamente dizer alarvidades no telejornal. Além disso, tenho a certeza que vai ficar óptimo pendurado no espelho retrovisor do meu carro.

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jornalismo em cheque

For my Portuguese friends: Tive conhecimento da demissão de Pedro Santos Guerreiro da direcção do Expresso. Como é evidente, não acredito na versão oficial da situação. Estamos numa época perigosa em que os tentáculos de uma esquerda extremista sem competência nem sentido de responsabilidade nem ética, se move vigorosamente para controlar todo o aparelho de Estado, grande parte de banca, um número importante de empresas e toda a comunicação social.

A entrada de famílias socialistas inteiras no governo e no aparelho de Estado faz parte da estratégia de criar um núcleo duro de confiança – comprada, como é evidente – em torno de António Costa. Infelizmente, grande parte dessas pessoas nem tem competência nem ética. Nem mérito, evidentemente.

Esta gente medíocre luta por impor uma sociedade de pessoas dóceis e facilmente manipuláveis. Uma sociedade com a liberdade que o crédito permitir, tirando partido da acefalia geral propiciada por entretenimento. Uma sociedade sem liberdade pois cortou qualquer laivo de responsabilidade às pessoas, para gáudio e abuso de uma trupe de malfeitores.

Não é um país assim que queremos para o nosso futuro.

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Escreve Pedro Santos Guerreiro no Expresso de hoje:

A escolha de ser livre

Entre Polónios e Cláudios, o príncipe Hamlet entrou consciente na ratoeira final porque não já não queria ser rei.

Ouça, estou a falar consigo. Todos temos poder. O poder coletivo de pressionar escolhas, como sociedade informada e ativa. O poder individual de fazer escolhas, como pessoas esclarecidas que tomam opções sobre os outros e sobretudo sobre si próprias. É mais fácil concordar do que discordar, é mais fácil dizer sim do que dizer não, quase sempre a opção certa é a da dificuldade.

Portugal vive em stress pós-traumático, depois da bancarrota de 2011/2014, depois dos bancos rotos de 2014/2019, e andamos de lança-chamas a perseguir fantasmas, a sublinhar a amarelo nomes nas listas de caídos e enquanto isso os sobrevivos reorganizam-se. O legado de ruína tanto serve para espiar os que fizeram mal como para expiar os que se autopreservaram. Podemos passar o resto da vida a pontapear os Varas, Limas e Salgados, os BES, PT e Caixas, os Sócrates e os Pinhos, mas enquanto a justiça trata dos suspeitos, acusados e condenados pelo passado podemos também abrir os olhos para o presente de uma dívida pública disparada, de impostos desenfreados, de uma economia melhorada mas frágil porque dependente, de uma sociedade desigual e de um sistema político que se reordena na captura do poder, na distribuição de intendências e na destruição de independências. A descredibilização dos Conselhos de Finanças Públicas, o tiro o alvo contra os Bancos de Portugal, o esvaziamento das Cresaps, as “pós-verdades” desatadas contra os jornais e as eloquências para subornar plateias são o jogo do poder contra quem o põe em causa.

Mas há síndrome pior: o da relativização moral, o da recriação do contexto bom para o texto mau, a aposição da verosimilhança sobre a verdade, a dança da história e da contra-história que nos engole para um vórtice de infinitudes. Num ano de eleições, é o próximo poder que está a fabricar-se. E a entrega do poder em mãos eleitas está antes nas mãos de quem elege – está nas suas mãos. Lembre o passado, escreva o futuro. Quem olha pelo espelho julga os objetos mais afastados do que realmente estão, mas quem olha para a frente precisa deslindar os efeitos da lenda da Fada Morgana, que dava aos objetos distantes a aparência de coisas maiores.

Essa é a opção coletiva de uma sociedade. Mas a escolha primordial para que o país não caia aos bocados começa por nós próprios, pelas nossas funções e pelas nossas opções. Sim, ouça, estou a falar consigo, depois de cada reta há a vírgula de uma curva e é nessa comissura que nos definimos a nós próprios. Se nos resignamos ou fazemos uma escolha. E se essa escolha é feita pelos valores certos e não pelo agachamento. Preferir o dever cumprido ao dever comprado. Usar o poder da autodeterminação. Escolher a integridade, a independência, o poder de fazer e o poder de abdicar, manter a inocência depois da virgindade, escolher ser livre. Decidir mesmo entre o preto e branco, e não usar a “paleta dos cinzentos” que, como escreve João Luís Barreto Guimarães, “poderia aprimorar a arte da sobrevivência”. Porque mesmo o preto e o branco não são pretos e brancos, o artista plástico Anish Kapoor patenteou o seu próprio preto e Melville precisou de um capítulo inteiro para definir o branco da baleia. De que cor são as suas escolhas? Sim, na sua vida, entre a audácia de uma intenção e a fenda do erro, que consequências assume para si que reivindicaria a outros, que opções contrárias à manada e à debandada toma, de que cor são as suas escolhas?

As minhas são vermelhas, vermelhas de vermelho vermelho, porque escolho a exuberância do “poema ilimitado” que a vida é, à praia mineral das bolhas de mercúrio, esse líquido que não molha, matéria que o dedo não fura. Mas agora estou de novo a falar consigo, porque a escolha por uma sociedade melhor começa pelo que sente e pelo que consente, pelo seu livre arbítrio, pela consequência dos seus próprios valores. No Grande Inquisidor de Dostoievsky, o velho sob julgamento não diz uma só palavra, enquanto o cardeal acusa Jesus de ter semeado o caos com a proposta de liberdade que deu aos homens, defendendo que eles precisam do sossego da servidão. Até ao fim, nem uma só palavra do julgado, que se despede com um beijo. E sai livre.

Sejamos pois livres, informados entusiastas da vida, testemos a embaixada da sorte, escolhamos a intrepidez da escolha certa e determinemo-nos, porque somos nós os escritores das nossas vidas e os leitores de uma sociedade aberta e democrática, “muito além do azul onde oxidados morrem”, como escreveu Cesariny quando nos chamou a Elsinore, porque “entre nós e as palavras, os emparedados / e entre nós e as palavras, o nosso dever falar”, e porque, escreveu Ruy Belo, “ninguém, no futuro, nos perdoará não termos sabido ver”.

Vejamos, pois, e cumpramos o nosso dever falar. O nosso dever escolher. E escolher ser livre, na liberdade de querer tudo e de nada querer, na esperança contínua de que no fim os bons ganham sempre, na prática quotidiana de nos informarmos, pensarmos, termos opinião própria, evadirmo-nos da manipulação e acolhermos em alegria a vida do lado certo, do lado do bem, do lado da justiça. Na peça dentro da peça, Hamlet não prepara a sua tragédia, escolhe ser livre e vive a apoteose. Ouça, estou a falar consigo, vou continuar a falar consigo.

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terror na NZ e irresponsabilidade da comunicação social

Antonio Sampaio shared a post.
2 hrs

Disgusting. Sky News Australia and others are disgusting. Particularly as they are often part of the hate speech that helps breed the sort of wankers like the terrorist that today killed 40 innocent people.

The Guardian

2 hrs

Facebook, which carried the live-stream from the shooter on Friday, co-operated with New Zealand police and deleted the shooter’s accounts.

But Sky News Australia repeatedly broadcast the footage and Ten Daily embedded the footage on its website and social media posts.

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comentadores de TV ou a prostituição de políticos

O Expresso/R, na edição de 2 de março último, publicou um notável trabalho sobre uma “originalidade portuguesa”: 95 políticos têm lugar cativo, como “comentadores pagos”, na rádio, televisão e imprensa escrita.

Ou seja, os média portugueses não estão, sobretudo, ao serviço da cidadania. Em vez de de fiscalizarem o poder político, o poder económico, ou um qualquer outro poder, servem a propaganda.

Aqui está um dos maiores propagandistas da televisão portuguesa, numa das suas

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-2:57

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Geringonça

Não há palavras para descrever o nível de hipocrisia de Marques Mendes sobre o BES/Novobanco. Será possível que ninguém o confronte com a banha da cobra que andou a vender? Se achas que a Clara de Sousa devia, partilha.

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