genocídio no Sudão

Angelo Ferreira shared a link.
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Para tentar abafar o assunto o Governo sudanês desligou a Internet de todo o país durante pelo menos uma semana, de acordo com o Financial Times.No entanto, as Nações Unidas (ONU) já denunciaram as suspeitas de violência sexual, incluindo violações, durante a repressão que as Forças Armada…
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genocídio indigena no Brasil

No Brasil, no séc.XX.

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Frente de Resistência Indigena Guerreiros de Ajuricaba

MASSACRES INDÍGENAS

8 mil índios mortos: O desastre da rodovia Transamazônica, grande “legado” dos militares, segundo Bolsonaro.

■Aos militares de 1970. Ouçam: Nós sabemos o que vocês fizeram a nossos irmãos■

Num dos trechos mais patéticos de sua entrevista a Mariana Godoy na RedeTV, Bolsonaro fez a elegia dos militares, que “trouxeram o Brasil da 49ª para a 8ª economia do mundo

No entanto, o que para ele é “legado” para nós indígenas e para tidos que clamam por justica é um verdadeiro genocídio. Entenda:

As investigações da Comissão Nacional da Verdade (CNV) pela região Amazônica indicam um verdadeiro genocídio de índios durante o período da ditadura militar. Não há como falar em um número exato de mortos devido à falta de registros pois como sabemos nesse período triste da história tudo era escondido.

Os relatos colhidos, apontam que cerca de oito mil índios foram exterminados em pelo menos quatro frentes de construção de estradas no meio da mata, projetos tocados com prioridade pelos governos militares na década de 1970

Os trabalhos da Comissão da Verdade miram os processos de construção e o início do funcionamento das rodovias como a famosa BR-230, conhecida como Transamazônica.

Essa estrada fez parte do Plano Nacional de Integração (PIN), instituído pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, em 16 de julho de 1970, e que previa que 100 quilômetros em cada lado das estradas a serem construídas deveriam ser destinados à colonização. A intenção do governo era assentar cerca de 500 mil pessoas em agrovilas que seriam fundadas

A Transamazônica foi escolhida como prioridade e, por isso, representou uma verdadeira tragédia para 29 grupos indígenas, dentre eles, 11 etnias que viviam completamente isoladas. Documentos em poder da Comissão da Verdade apontam, por exemplo, o extermínio quase que total dos índios Jiahui e de boa parte dos Tenharim. O território dessas duas etnias está localizado no sul do Estado do Amazonas, no município de Humaitá

O Ministério Público Federal no Amazonas também abriu um inquérito para apurar as violações de direitos humanos cometidas contra esses povos no período da ditadura militar. Os documentos indicam ainda que indígenas sobreviventes acabaram envolvidos nas obras em regime de escravidão

Atualmente, a população Jiahui, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), não chega a 90 índios. Antes da construção da estrada, eram mais de mil. Já os Tenharim somam hoje 700 pessoas. Eram mais de dois mil antes da chegada das frentes de construção

Os povos Parakanãs e Beiço de Pau (Tapayuna), uma situada no Pará e outra no Mato Grosso, respectivamente. Diferentemente de outras atrocidades produzidas pela ditadura, os relatos desse período sombrio da história mostram que a perda de várias vidas indígenas se deu justamente por omissão de quem deveria protegê-los: os agentes públicos da Funai.

Eles seriam os causadores da disseminação de doenças graves que dizimaram dezenas de integrantes dessas duas etnias. No início dos anos 70, surtos de disenteria, sarna, gripe e problemas de visão acometeram boa parte da tribo Parakanãs. Em um dos documentos, consta que dezessete índios acabaram mortos por serem contaminados por algumas doenças relacionadas. Dois também ficaram cegos e quatro tiveram os olhos afetados.

Com o objetivo de tomar terras indígenas para projetos de infra-estrutura, muitas vidas foram ceifadas
Devido às inúmeras denúncias seguidas de pedidos de socorro de nativos da região e de médicos que atenderam a tribo, a Funai decidiu investigar a origem do problema. O responsável por produzir um relatório foi o coronel Antônio Augusto Nogueira, chefe da 2ª Delegacia Regional da Funai, no Pará. O militar tentou minimizar as denúncias, removendo dos seus postos os servidores que haviam contado sobre as doenças que levaram à morte os índios.

Em depoimento ao coronel Nogueira, o médico-chefe da equipe volante de saúde da DR, Antônio Fernandes Medeiros, corroborou informações do sertanista da fundação Antônio Cotrim Soares. No relatório, o especialista atestou que o contágio dos índios ocorreu pelos agentes da Funai. No entanto, na mesma página, ele não descartava que a contaminação também pudesse ocorrer pelo contato que os índios tiveram com funcionários da construtora Mendes Júnior. Cotrim, responsável por promover a paz entre a tribo e os fazendeiros da região, fez a seguinte declaração. “Estou cansado de ser um coveiro de índios… Não pretendo contribuir para o enriquecimento de grupos econômicos à custa da extinção de culturas primitivas.”

O documento que o coronel Nogueira encaminhou em 22 de fevereiro de 1972 ao coordenador das operações na Transamazônica, general Ismarth de Araújo Oliveira, insinuava que os depoimentos de Medeiros e Cotrim sobre as mortes decorrentes de doenças provocadas pelo contágio entre os Parakanãs eram duvidosos

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O GENOCÍDIO OCULTADO

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Joao Paulo Esperanca added a new photo to the album documentos (História, etc…).
12 hrs

«Tidiane N’Diaye publicou O Genocídio Ocultado em 2008, mas mais de uma década depois o que acusa de ser um encobrimento de práticas esclavagistas árabo-muçulmanas entre o sétimo e o décimo sexto, quase mil anos, ainda se mantém.
Sem ignorar o tráfico transatlântico que se segue durante quatro séculos, considera que “os árabes arrasaram a África Subsariana durante treze séculos ininterruptos” e que a “maioria dos milhões de homens por eles deportados desapareceu devido ao tratamento desumano e à castração generalizada”.
Para o investigador franco-senegalês, é mais do que tempo de “examinar e debater o genocidário tráfico negreiro árabo-muçulmano como se faz com o tráfico transatlântico”.

– A sua introdução ao ensaio O Genocídio Ocultado é muito violenta. Pode dizer-se que a escravatura arábo-muçulmana foi a mais dura?
– É preciso reconhecer que as implosões pré-coloniais inauguradas pelos árabes destroem sem dúvida os povos africanos, que não tiveram um intervalo desde sua chegada. Como mostra a história, os árabes-muçulmanos estão na origem da calamidade que foi o tráfico e a escravatura, que praticaram do século VII ao século XX. E do sétimo ao décimo sexto século, durante quase mil anos, eles foram os únicos a praticar este comércio miserável, deportando quase 10 milhões de africanos, antes da entrada na cena dos europeus. A penetração árabe no continente negro iniciou a era das devastações permanentes de aldeias e as terríveis guerras santas realizadas pelos convertidos a fim de obter escravos de vizinhos que eram considerados pagãos. Quando isso não era suficiente, invadiram outros alegados “irmãos muçulmanos” e confiscaram os seu bens. Sob este acordo árabe-muçulmano, os povos africanos foram raptados e mantidos reféns permanentemente.
– A recente islamização dos povos africanos excluiu as práticas de escravidão?
– O islão só permite a escravização de não-muçulmanos. Mas em relação aos negros, os árabes utilizaram os textos eruditos como os de Al-Dimeshkri: “Nenhuma lei divina lhes foi revelada. Nenhum profeta foi mostrado em sua casa. Também são incapazes de conceber as noções de comando e de proibição, desejo e de abstinência. Tem uma mentalidade próxima da dos animais. A submissão dos povos do Sudão aos seus chefes e reis deve-se unicamente às leis e regulamentos que lhes são impostos da mesma maneira que aos animais. ”
– Considera existir um “desprezo dos árabes pelos negros no Darfur”. Mantém-se até à atualidade?
– Sim. No inconsciente dos magrebinos, esta história deixou tantos vestígios que, para eles, um “negro” continua sendo um escravo. Eles nem podem conceber que os negros estejam entre eles. Basta ver o que está a acontecer na Mauritânia ou no Mali, onde os tuaregues do norte jamais aceitarão o poder negro. Os descendentes dos carrascos, como os das vítimas, tornaram-se solidários por motivos religiosos. Mas existem mercados de escravos na Líbia! Somente o debate permitirá superar essa situação. Recorde-se que em França, durante o comércio de escravos e a escravatura, havia filósofos do Iluminismo, como o Abade Gregório ou mesmo Montesquieu, que defendiam os negros, enquanto no mundo árabo-muçulmano os intelectuais mais respeitados, como Ibn Khaldun, também eram obscurantistas e afirmavam que os negros eram animais. Nenhum intelectual do Magrebe levantou a voz para defender a causa dos negros. É por esta razão que este genocídio assumiu tal magnitude e continua. No Líbano, na Síria, na Arábia Saudita, os trabalhadores domésticos africanos vivem em condições de escravatura. A divisão racial ainda é real na África.
– Quando se fala de genocídio o holocausto surge logo. Pode-se fazer comparações, apesar da duração temporal, com a do tráfico negreiro árabe?
– Desde o início do comércio oriental de escravos que os muçulmanos árabes decidiram castrar os negros para evitar que se reproduzissem. Esses infelizes foram submetidos a terríveis situações para evitar que se integrassem e implantassem uma descendência nesta região do mundo. Sobre esse assunto, os comentários de uma rara brutalidade das Mil e Uma Noites testemunham o tratamento terrível que os árabes reservavam aos cativos africanos nas suas sociedades esclavagistas, cruéis e depreciativas particularmente para os negros. A castração total, a dos eunucos, era uma operação extremamente perigosa. Quando realizada em adultos, matou entre 75% e 80% dos que a ela foram sujeitos. A taxa de mortalidade só foi menor nas crianças que eram castradas de forma sistemática. Mas 30% a 40% das crianças não sobreviveram à castração total. Hoje, a grande maioria dos descendentes dos escravos africanos são na verdade mestiços, nascidos de mulheres deportadas para haréns. Apenas 20% são negros. Essa é a diferença com o comércio transatlântico.
– Afirma que o tráfico negreiro transatlântico foi menos devastador que o comércio árabo-muçulmano. O que os diferencia?
– Eu só falo de genocídio para descrever o comércio de escravos transaariano e oriental. O comércio transatlântico, praticado por ocidentais, não pode ser comparado ao genocídio. A vontade de exterminar um povo não foi provada. Porque um escravo, mesmo em condições extremamente más, tinha um valor de mercado para o dono que o desejava produtivo e com longevidade. Para 9 a 11 milhões de deportados durante essa época, existem hoje 70 milhões de descendentes. O comércio árabo-muçulmano de escravos deportou 17 milhões de pessoas que tiveram apenas 1 milhão de descendentes por causa da maciça castração praticada durante quase catorze séculos.

– Pode dizer-se que os árabes são os “inventores” da escravatura tal como a definimos hoje?
– Na verdade, foi o Império Romano quem mais praticou a escravidão. Estima-se que em determinada altura quase 30% da população do império era escrava. Quanto à África, deve-se notar que, enquanto a propriedade privada não existia, as pessoas funcionariam em cooperativa. Quando a propriedade privada cresceu, eram precisos mais braços para trabalhar. Foi então que os conflitos começaram e cresceram e os vencidos foram então reduzidos à escravidão. Estima-se que, no século XIX, 14 milhões de africanos estavam escravizados. A escravatura interna existia antes e durante o tráfico árabo-muçulmano e transatlântico. Foram os árabes muçulmanos que começaram o tráfico de escravos em grande escala. Como Fernand Braudel apontou, o tráfico de escravos não foi uma invenção diabólica da Europa. São os muçulmanos árabes que estão na origem e o praticaram em grande escala. Se o tráfico atlântico durou de 1660 a 1790, os muçulmanos árabes atacaram os negros do sétimo ao vigésimo século e foram os únicos a praticar o tráfico de escravos.
– Acusa o mundo árabe-muçulmano de fazer um genocídio meticulosamente preparado. É uma questão de que não se fala porquê?
– Este é realmente um pacto virtual selado entre os descendentes das vítimas e os algozes, que resulta em negação. Este pacto é virtual, mas a conspiração é muito real. Porque neste tipo de “Síndrome de Estocolmo ao estilo africano”, em que tudo se coloca sobre as costas do Ocidente. É como se os descendentes das vítimas tenham decidido nada dizer. Que os estudiosos e outros intelectuais árabes-muçulmanos tentassem fazer desaparecer essa realidade até ser uma mera lembrança dessa infâmia, como se nunca tivesse existido, até pode ser compreendido. No entanto, é difícil perceber a atitude de muitos cientistas – e mesmo de afro-americanos que se convertem cada vez mais para o islão -, pois é uma espécie de auto-censura. É por isso que decidi publicar este livro, uma tentativa para quebrar o silêncio porque a história e antropologia não estão ao nível de uma crença religiosa ou de uma ideologia, mas de factos provados que não podemos esconder para sempre.

– Como vê o papel de Portugal nesse trafico transatlântico?
– Os portugueses tinham acidentalmente capturado um nobre mouro Adahu, em 1441. Este último ofereceu-se para comprar sua liberdade em troca de seis escravos negros e isso ocorreu em 1443. Depois disso, Dinis Dias desembarcou no Senegal e trouxe para Lagos quatro cativos, situação que marca o início do tráfico sistemático. Os portugueses foram, assim, os primeiros a importar escravos para o trabalho agrícola. Eles transportavam entre 700 e 800 cativos por ano desde os postos comerciais e fortes na costa africana. Os pioneiros neste tráfego foi Gonçalves Lançarote em 1444. Em seguida, foi a vez do navegador Tristão Nunes comprar aos mouros um número significativo de cativos africanos, para aumentar o seu número em São Tomé e Portugal. Em 1552, 10% da população de Lisboa consistia de escravos mouros ou negros. Aqui também há um trabalho de memória a ser feito…
– A colonização europeia de África suavizou a anterior crueldade sobre os povos do continente ou manteve-a?
– Se essa colonização pudesse ter um rosto, seria aquele que está na origem de dramas inesquecíveis. Depois dos compromissos históricos dos pensadores iluministas com ideias racistas, desde meados do século XIX que também há teorias que se infiltraram nas cabeças de um grande número de intelectuais como a do racismo científico. Se no início das conquistas, os ingleses apresentavam a superioridade científica e técnica da sua civilização sobre a dos povos “atrasados”, em seguida procuraram uma “justificativa racial” para fazer a colonização. Sociólogos e cientistas britânicos decidiram elevar essa manobra ao apresentar os povos negros como sendo “seres vivos, semelhantes aos animais”. E foram inspirados por uma das referências científicas da época, Charles Darwin, que concluiu o seu trabalho da seguinte forma: “O homem subiu da condição de grande macaco para o homem civilizado, passando pelas fases do homem primitivo e do homem selvagem. O melhor grau de evolução foi alcançado pelo homem branco.” Todas essas construções levaram a calamidades como a do apartheid.

O Genocídio Ocultado – Investigação histórica sobre o tráfico negreiro árabo-muçulmano
Tidiane N’Diaye
Editora Gradiva, 233 páginas»

https://www.dn.pt/…/foram-os-arabes-muculmanos-que-comecara…

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O GENOCÍDIO ESQUECIDO NA NAMÍBIA

Lusa Ponte shared a video.
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-2:33

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Brut

In Namibia, the herreros and the namas were exterminated by the German settlers. It was the first genocide of the twentieth century.

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UM GENOCÍDIO DE QUE NINGUÉM FALA

Henrique Levy shared a post.
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A Europa sempre exportou para África desprezo, ódio, fome, tortura e morte…

Entre 1885 e 1924 o Rei Belga Leopoldo II cometeu talvez o maior genocídio da história da humanidade: assassinou cerca de dez milhões de congoleses. Além disso, claro, escravizou, mutilou e torturou outros milhões. Tudo em nome da exploração de recursos naturais, como marfim e látex, usado para produção de borracha. Hoje Romelu Lukaku, é o herói do time belga na Copa. Ainda assim, conforme Lukaku, o racismo e a agressividade corre nas veias e toma voz no coro da torcida belga, em forma de ataques racistas. Um país, como todos os outros países colonizadores da Europa, que devem suas riquezas àqueles que ainda hoje continuam usando e explorando, em nome do Deus dinheiro, e através de um sistema que nunca foi desenvolvido ou utilizado para oferecer bem estar a todos, mas apenas para uma mínima parcela da sociedade.

No período do domínio belga sobre o Congo, as mãos de crianças a adultos eram cortadas quando estes não atingiam a meta de produção estipulada. Isso, quando não eram mortos.

Quando analisamos a história da humanidade e tomamos consciência de que a maior parte dos atuais países ricos e desenvolvidos no passado foram sanguinários e bárbaros em busca de riqueza e de escravos; e sobre a sociedade atual, que continua a explorar, renegar, construir muros e ampliar fronteiras para que os antes escravizados e hoje explorados permaneçam servindo aos interesses dos antigos (antigos?) colonizadores, parece que perde um pouco todo o brilho e todo o glamour associado a esses “países civilizados”. Visitar um museu europeu e encontrar peças históricas, de nações que foram dizimadas de forma cruel, e que nunca foram ressarcidas, indenizadas ou reconhecidas traz uma sensação de vergonha em relação a nossa própria história, a história da humanidade. É como um tapa na cara, pois se dá conta de toda a crueldade humana, que além de assassinar pessoas por riquezas, continua friamente fazendo de conta que esses fatos históricos ou os atos de violência verbal atuais, de racismo e agressividade, são casos isolados ou que não merecem destaque algum. Devemos passar por cima deles, pois não geram prejuízos aos privilegiados, aos que cometem esses atos ou aos que passam pano para eles.

Somos todos educados para ignorar tais fatos. Somos condicionados a apreciar a beleza e a riqueza e a não questionar de onde vem tanta miséria. Somos comandados a associar a pobreza e a limitação à falta de capacidade, a fraqueza, a tudo que é sinônimo de impuro ou que desqualifica pura e simplesmente. Somos compelidos a dividir a humanidade em raças, pois essa divisão serve ao sistema de exploração que foi criado. Apenas isso. Somos domesticados para considerar como heróis aqueles que causaram os maiores desastres ambientais do planeta, os maiores genocídios, os maiores crimes contra a humanidade. Somos empurrados para fazer parte do sistema globalizado que serve para nos impor todo o lixo e o luxo que é criado com a matéria-prima que exportamos a preço de banana e espelhinhos, e que invadem nossas fronteiras sem pedir licença, a preços que custam nossas vidas em jornadas de trabalho cada vez com menos direitos. Enquanto um europeu exige e consegue jornadas de trabalho cada vez menores em seus países, somos convencidos de que nós e nosso país formam um lixo só, e que o nosso povo precisa engolir empresários com chicote na mão, poluindo nossas terras, nossos alimentos, e a abrir mão de todos os direitos conquistados.

Que Lukaku continue fazendo muitos gols e avance como o melhor artilheiro, e faça história. E que os europeus, aqueles que crescemos ouvindo dizer que são dos países “civilizados”, seus compatriotas belgas, o reconheçam como igual não ‘apenas’ quando ele os serve de forma magistral, acima da média de um ser humano normal, fazendo mais do que eles próprios são capazes. Mas, que o tratem com respeito também quando Lukaku age como qualquer outro ser humano normal.

Já houve tempo, no Brasil, em que negros eram proibidos de jogar futebol em clubes organizados. As portas começaram a se abrir porque os negros se destacaram, por sua capacidade, por sua performance. Mas ainda assim, servem aos que os contratam, e esses contratantes não têm em geral qualquer problema em ver suas estrelas sofrerem com ataques racistas cruéis da torcida que assiste ao espetáculo.

Para as minorias, sejam elas quais forem (homossexuais, mulheres, não brancos, não europeus, etc.), resta sempre o peso de precisar ser acima da média, de trabalhar muito duro, e daí – talvez – vir a ser tratado como ser humano, como um igual. Ou parecido, no máximo. Aos povos dominantes, que se impuseram principalmente através da crueldade e da violência, mantêm-se o privilégio de não precisarem nunca, provar nada para ninguém, de terem sempre seus atos justificados apenas por serem quem são. E a violência, a agressividade, o desrespeito parece que não mudou tanto assim ao longo dos séculos. Apenas alterou-se a forma: de tratamento, de cerceamento, de cercamento, de distanciamento, com muros, com extradições, com passaportes, com fronteiras para quem entra, mas não para quem consome…

#CDC_Coringa
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o genocídio de que não se fala (são negros)

Carlos Fino shared a link to the group: Jornalistas.
19 hrs

SILÊNCIO MEDIÁTICO

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Congo: Un genocidio è in corso, più di 6 milioni di persone (la metà sono bambini sotto i 5 anni!). Sono stati massacrati tra l’indifferenza generale
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Quando você mata dez milhões de africanos, você não é tão mau quanto Hitler

Você vê, quando mata dez milhões de africanos, você não é comparado a ‘Hitler’. Ou seja, seu nome não vem simbolizar a encarnação viva do mal. Seu nome e sua imagem não produzem medo, ódio e tristeza. Suas vítimas não são faladas e seu nome não é lembrado.

Source: Quando você mata dez milhões de africanos, você não é tão mau quanto Hitler

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Fact check: Was Lachlan Macquarie a mass murderer who ordered the genocide of Indigenous people? – Fact Check – ABC News

Was Lachlan Macquarie a “mass murderer who ordered the genocide of Indigenous people” as academic Bronwyn Carlson claims?

Fonte: Fact check: Was Lachlan Macquarie a mass murderer who ordered the genocide of Indigenous people? – Fact Check – ABC News

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