Jürgen Habermas: “Não pode haver intelectuais se não há leitores” | EL PAÍS Semanal | EL PAÍS Brasil

O filósofo alemão, o mais influente do mundo, recebe a El País Semanal em sua casa de Starnberg, cerca de Munique

Source: Jürgen Habermas: “Não pode haver intelectuais se não há leitores” | EL PAÍS Semanal | EL PAÍS Brasil

«DAQUI A 20 ANOS VAI SER UM PESADELO»…

Image may contain: 1 person
Mário Machaqueiro

«DAQUI A 20 ANOS VAI SER UM PESADELO»…

… Diz o escritor Jonathan Littell na importante entrevista que o “Expresso” publica hoje. E a entrevistadora pede para ele desenvolver. Littell desenvolve:
«Vamos estar demasiado ocupados em sobreviver. Se nada mudar, podemos até ter uma guerra na Europa. É matemático: se não fizermos nada acerca das alterações climáticas, as previsões são catastróficas. Agora temos um milhão de migrantes. Imagine 20 ou 30 milhões, a virem de toda a aprte, porque as suas regiões foram destruídas. Nessa altura, toda a gente se vai passar, e muito sangue vai ser derramado. E as democracias ocidentais vão sucumbir nos seus valores elementares – o que é típico da forma como os seres humanos gerem as coisas. Criamos todos estes brinquedos, estes computadores, estes “smartphones”, e nem sabemos como os usar. Uma das mais complexas conquistas da humanidade é utilizada parar tirar “selfies” e fotografias de comida, que partilhamos nas redes sociais.» A entrevistadora observa que Littell «pinta um quadro de alienação generalizada, o reinado do egocentrismo». E o escritor acrescenta:
«Amplificado por estas máquinas, que foram desenhadas para aumentar os traços mais negativos das pessoas. Gostemos ou não do comunismo, o movimento que o originou foi o das pessoas a unirem-se e a tentarem mudar a sociedade. O mesmo aconteceu com as democracias: é sempre a acção colectiva que faz o mundo avançar. Todos estes brinquedos estão a conduzir à desintegração da sociedade, cada um está a olhar para si próprio, a entreter-se e a tirar fotografias. Neste contexto, as pessoas mais estúpidas ficam muito vulneráveis a tipos como Trump ou Bolsonaro. E as pessoas inteligentes estão demasiado ocupadas com as “selfies” para empreender algum tipo de acção. Então, quando Lisboa se tiver afundado no Oceano Atlântico, vão poder fotografar-se enquanto se afogam e vai ser genial! Vão com certeza captar momentos muito bonitos.»

Continuar a ler

EXTREMISMOS VERBAIS DO PAN

O POLITICAMENTE CORRETO NOUTROS PAÍSES QUER MUDAR A LÍNGUA PARA NÃO OFENDER OS ANIMAIS E A MODA CHEGA CÁ …

For my Portuguese friends: Entre animais e deputados do PAN, o meu voto vai para os animais. São incomparavelmente mais sensatos.

SABADO.PT
O partido aderiu à campanha da PETA que pede a alteração de expressões que reforcem comportamentos negativos contra os animais. Mas o PAN não quer criar uma lei para o tema. – Portugal ,…
Depois de a organização não-governamental dos direitos dos animais PETA ter lançado esta semana uma campanha para acabar com expressões que sugiram maus tratos a animais, o PAN gostaria de ver alterações a expressões portuguesas que se referem negativamente ao trato dos animais.

“Pregar dois pregos de uma martelada só” (para substituir “Matar dois coelhos de uma cajadada só”) ou “Pegar uma flor pelos espinhos” (como alternativa para “Pegar um touro pelos cornos”) são algumas das sugestões do partido

“Há expressões que usamos desde pequenos e só anos mais tarde nos questionamos sobre o seu conteúdo”, aifrma Francisco Guerreiro, coordenador da comunicação e membro da comissão política do PAN em declarações ao jornal Expresso, afirmando depois que esta campanha “é um sinal de evolução e a prova de que a sociedade civil, as organizações e as ONG se movimentam nesse sentido”.

PETA: Bringing Home the Bagels Since 1980

@peta

Words matter, and as our understanding of social justice evolves, our language evolves along with it. Here’s how to remove speciesism from your daily conversations.

61,9 mil pessoas estão falando sobre isso

Mas o PAN não quer que estas tentativas se transformem em iniciativas legislativas já que o objectivo não é “condicionar a liberdade de expressão ou a criatividade”. E por isso propõe alterações como “Mais vale dois pássaros a voar do que um na mão”.

A tentativa de mudança de linguagem não é de agora. Em algumas escolas, a canção “Atirei o pau ao gato” já se canta como: “Atirei o pão ao gato, mas o gato não comeu”, para retirar a carga de violência da canção.

“As palavras importam e à medida que o nosso entendimento sobre a justiça social evolui o mesmo deve acontecer à nossa linguagem”, escreveu a PETA, na passada segunda-feira, quando lançou a campanha.

att ALERTA setor de hotelaria e restauração dos Açores

Silvina Aguilar shared a photo.

1 hr

Image may contain: 1 person
Carlos Fernandes

Acreditem, o cliente nunca mais volta!
Anos atrás, Sam Walton, fundador da maior rede de varejo do mundo, a Wal-Mart, abriu um programa de treinamento para seus funcionários, com muita sabedoria. Quando todos esperavam uma palestra sobre vendas e atendimento, ele iniciou com as seguintes palavras:
“Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e espera pacientemente, enquanto o garçom faz tudo, menos anotar meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca usa a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que explica sua desesperada urgência por uma peça, mas não reclama que a recebe somente após três semanas de espera.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, implorando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Você deve estar pensando que eu sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas… Engana-se.
Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!
Divirto-me vendo milhões gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa. Sendo que quando fui lá pela primeira vez, tudo o que deveriam ter feito era apenas uma pequena gentileza, simples e barata: tratar-me com um pouco mais de cortesia.
Só existe um chefe: o CLIENTE. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente ao faxineiro, simplesmente levando o seu dinheiro para gastar em outro lugar.”

o ovo da serpente Moisés de Lemos Martins (estará no 31º colóquio)

É de 1977 o filme Ovo de Serpente, de Ingmar Bergman, com Liv Ullman e David Carradine.
Trata-se de uma metáfora sobre o lento envenenamento da sociedade civil, que levou a Alemanha ao nazismo.

Tal como acontece com o ovo da serpente, em que é possível ver, através da fina membrana, o reptil já inteiramente formado, assim também foi possível observar o monstro, quando a vida democrática brasileira entrava em colapso.

E também em Portugal há muito que o monstro anda a ser chocado.
A entorse autoritária a que Bruno de Carvalho submeteu o Sporting, durante cinco anos, sem que ninguém se tenha mostrado incomodado com isso, é um bom exemplo do que pode acontecer a uma sociedade democrática, abastardada nos seus fundamentos.
E a mesma coisa se passa com as praxes académicas, que Mariano Gago apodou de “práticas fascitas”.
Mas como ler de outra maneira a cultura de caserna e de sarjeta, que graça, hoje, nos campi universitários? Como ler de outra maneira aquele imaginário boçal e imbecil?
Em cortejo de rebanho humano, de verme a remexer a terra, de manada conduzida pela arreata, os campi universitários encenam, o ano inteiro, esta habitualidade de caserna, esta pedagogia boçal, de aprender a dobrar a cerviz, com hordas de sargentos lateiros a reativar em permanência o jogo dos tiranos.

E de tanto andar a ser chocado, o monstro da solução autoritária já não parece constituir uma impossibilidade em Portugal.
Aliás, a Direita democrática portuguesa, que tão bem conviveu sempre com o salazarismo/marcelismo, por que razão não haveria de conviver, agora, com o monstro?

Aqui está o sentido do artigo de opinião, que hoje publico no Correio do Minho.

CORREIODOMINHO.PT
Quando em dezembro de 2015, num momento solene do Brasil, Bolsonaro irrompeu pelo Congresso em grande exaltação e dedicou o voto pela destituição da Presidente Dilma ao Coronel Brilhante Ustra, um esbirro torcionário do tempo da ditadura…

Identity politics’

The dangerous and manipulative character of “identity politics”. Identity politics’ sole purpose is to place people in boxes to manipulate them more effectively. I don’t care what your ancestors did hundreds of years ago; I care about what you have been doing and are doing now. If you want to subscribe to the doctrine of original sin, there’s plenty of organised religions for you to choose from.

100 anos de BARTHES

Eunice Brito shared a post.

15 hrs

Quem foi, afinal, Roland Barthes? Um teórico da literatura? Um crítico literário, teatral, cultural? Um filósofo? Foi tudo isso e, acima de tudo, um escritor que continua a fascinar os mais variados leitores por sua inteligência e seu poder de sedução. Esta segunda (12) marca os 103 anos do seu nascimento #arquivocult

REVISTACULT.UOL.COM.BR

A tinderização do espírito crítico – Repórter Sombra

Estamos na era da informação rápida, da Internet, da acessibilidade quase imediata a todos os conteúdos possíveis e imaginários com a facilidade de sacar de um smartphone do bolso e fazer uma pesqu…

Source: A tinderização do espírito crítico – Repórter Sombra

Moisés de Lemos Martins A multidão e a cidadania – Correio do Minho

A tribo e a multidão não são cidadania, nem comunidade

O Ocidente nasceu da palavra e do pensamento.
Pela palavra e pelo pensamento, sempre nos prometeu a unidade, por estarmos estruturalmente dispersos, sermos múltiplos e divididos.

O Ocidente funda-se, pois, no regime da analogia, com todas as coisas a remeterem para um outro que as explique, nada subsistindo por si.

Este regime, que é literário, está, todavia, a ser substituído pelo regime tecnológico, do computador, da Internet e do digital, que se apoia no número e na medida.

Com a velocidade, a aceleração da vida e a mobilização do humano para as urgências da presente, todas as instituições de promessa entraram em crise: palavra, pensamento, sistema democrático, separação dos poderes de soberania, média, Universidades.

Mas apenas pela palavra podemos prometer.
E recordo, a propósito, Jorge Luís Borges, no poema Unending Gift (dom imperdível): na promessa há algo imortal, porque nela alguma coisa vive para sempre.

A nova ordem produz tribos e multidão; não produz cidadania, nem comunidade.

Quero crer, no entanto, em Friedrich Hölderlin: “lá onde está o perigo também cresce o que salva”.
Nas condições tecnológicas do presente, tenho esperança de virmos a encontrar as soluções para os perigos que temos que enfrentar e para os riscos que estamos a correr.

É este o tema da minha crónica de hoje, no Correio do Minho.

CORREIODOMINHO.PT
Há semanas, na livraria Centésima Página, em Braga, proferi uma conferência, a convite do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. E há dias, aprofundei e a desenvolvi a mesma ideia na Escola Superior de Educação do Instituto…

o que o dinheiro não pode comprar

Uma aula de filosofia na Universidade de Harvard

Com o professor Michael J. Sandel, autor do livro «O que o dinheiro não pode comprar, os limites morais do mercado»

Nota: se fosse cá, a sala estaria provavelmente às moscas….

Image may contain: crowd and indoor