Portugueses no Hawaii

Muito interessante. Muito mesmo!

RESEARCHJOURNAL.YOURISLANDROUTES.COM
How would you define your Portuguese ancestors who went to Hawaii? You might start by calling them Azorean, Madeiran, and Portuguese. You would call them Caucasian, wouldn’t you? But, would you…

O ROSTO DOS PORTUGUESES NA DIASPORA – 1 Da Participação política dos Emigrantes nas Sociedades de Acolhimento António Justo

 

 

O ROSTO DOS PORTUGUESES NA DIASPORA – 1

Da Participação política dos Emigrantes nas Sociedades de Acolhimento

António Justo

Pelo que pude observar na França e na Alemanha, os portugueses integram-se rapidamente na sociedade de acolhimento, mas não se preocupam suficientemente com a sua presença comunitária a nível institucional ou dos partidos das sociedades de acolhimento.

Independentemente do nível de escolaridade, os portugueses são, genericamente, muito reservados quanto ao empenho politico e organizacional. De maneira geral, destacam-se como personalidades individuais, mas não como grupos organizados.

Felizmente, na França e no Luxemburgo já se observa o acordar de uma geração consciente de que a presença portuguesa na política e na sociedade se torna muito importante para o delinear do rosto português num país de imigração. Esta realidade não seguirá o mesmo caminho na Alemanha. Na Alemanha é necessária não só a estratégia da via individual, mas especialmente a via institucional (associativa).

Notam-se diferenças essenciais na maneira como a Alemanha e a França estabelecem as suas estruturas de relacionamento e ordenamento da vida nacional e na forma como o Estado determina a integração e a interacção entre ele, povo e organizações. Torna-se relevante as formas de participação de determinados grupos sociais (e de interesses) nos processos de decisão política de nações com tradições políticas e administrativas diferentes.

Daí a necessidade de um conhecimento mais próximo das especificidades de cada país para se partir de uma diferenciação de estratégias de afirmação da presença portuguesa nas diferentes nações (isto deveria estar presente na consciência de multiplicadores e na definição de fomento de política associativa por parte do departamento das comunidades (MNE/SECP, Embaixador, Consulados, Missões, associações, etc.).

Na França predomina mais um pluralismo liberal de interesses em que os representantes das associações assumem mais um caracter de actores individuais; não se nota tanto uma cumplicidade de cima para baixo através de uma conivência do Estado com as corporações, ao contrário do que acontece na Alemanha.

Na Alemanha a articulação de interesses dá-se mais através de corporações (fundações, associações, iniciativas, etc.); o acesso ao poder e o contacto do poder com o povo dá-se de forma orgânica institucionalizada. Cria-se assim uma conivência recíproca entre o Estado e as suas corporações. Por isso a colaboração entre Estado-Igreja, Estado-Islão, Estado-Judaísmo, Estado-sindicatos, Estado-partidos, etc., realiza-se numa cooperação de bilateralidade interna; deste modo o Estado alemão assegura a paz do povo na medida em que as corporações mais representativas se tornam também elas coniventes com o Estado numa cooperação recíproca que se revela útil para as duas partes e na súmula um bem para toda a população.

Deste modo a Alemanha fomenta o surgir de corporações com função intermediária dando a impressão de não ser tão independente como o Estado francês. Este sistema de caracter comunicativo interinstitucional é característico e não dá nas vistas a nível social (muitos dos problemas resolvem-se a esse nível, sem terem a necessidade de tanta expressão na praça pública, o que pressuporia uma via mais longa!).

Esta forma de criar consensos e de se implementar interesses discrimina os estrangeiros não organizados em associações intercomunicativas, porque deixam de ter articulação suficiente, uma vez que carecem de mediação legítima e autorizada. Processa-se um mecanismo de acção e controle de cima para baixo (por vezes numa colaboração através de conferências específicas que englobam políticos, administração e a associação de interesses.

Este sistema favorece as maiorias organizadas

Nas relações Estado-estrangeiros, já por força imanente ao sistema, os turcos são beneficiados, não só pelo número mas porque têm um sistema de organização semelhante ao alemão (as associações turcas, todas elas em torno das mesquitas atuam em direcção à sociedade e à política, independentemente do que acontece em baixo (no povo muçulmano), que se quer até afastado das conversações para não se deixarem influenciar por multiplicadores terceiros e assim se manter coesa a estrutura representativa que tem objectivos mais abrangentes do que o povo mas a que este deve ficar alheio). Decisões políticas legislativas e culturais são preparadas e acontecem por via institucionalizada (através de contactos institucionalizados com as associações, numa espécie de corporativismo liberal onde se realiza a articulação de interesses..

Portanto, se na Alemanha poderíamos partir de um corporativismo liberal de participação voluntária de organizações sociais com o Estado, numa França seria talvez mais apropriado falar de um pluralismo liberal de consulta e influência mais individual. Nos países latinos, os mecanismos do poder atuam de outra forma, aparentemente mais liberal e pluralista.

Grupos de interesse sem organizações bem conectadas não contam tanto, num sistema como o alemão; o que os leva a encostar-se a outras etnias grandes e até a favorece-las, embora de interesses, por vezes, antagónicos (p. ex. certas participações em Conselhos de Estrangeiros na Alemanha).

Esta situação observa-se também nos meios de comunicação social da Alemanha que ou só falam de refugiados, de estrangeiros em geral, de turcos ou de judeus!

Interesses não organizados não existem, porque o Estado/Comunas, não negociam com o indivíduo; para tal tem de haver uma organização intermédia representante dos imigrantes portugueses. Em democracia os interesses debatem-se na praça pública através de grupos de interesse, até porque o Estado não é a Caritas! (Na Alemanha, os conselhos de estrangeiros revelam-se como conselhos de mesquitas devido à sua avassaladora presença e às suas estratégias de autoafirmação.)

Assim, o número de membros e a diversidade de interesses de uma comunidade pode debilitar a sua força representativa e reivindicativa, porque a ordem das coisas não é a popular…. Daí a necessidade de uma presença associativa oficialmente implementada, doutro modo tudo fala de uma sociedade pluralista, mas reduzida à expressão dos mais espertos que se afirmam pela organização ou pelo número.

No próximo texto continuarei o assunto, mas descendo mais à realidade que determinam a diferença de formas de participação no processo de decisão política e comportamentos em diferentes Estados.

© António da Cunha Duarte Justo

In “Pegadas do Tempo”, http://antonio-justo.eu/?p=5124

 

__.,.___

Enviado por: Antonio Justo <[email protected]>

 

autonomia e emigração

UMA «AUTONOMIA» AO SERVIÇO DOS INIMIGOS DA AUTONOMIA……

Uma das virtualidades e promessas do regime autonómico instituído em 1976 foi estancar a sangria da emigração e criar condições de desenvolvimento harmónico em todas as ilhas.

Decorridos 42 anos deste regime o que é constatamos? Açorianos a emigrar ou simplesmente a sair ou a virar as costas à sua terra, desiludidos com tudo e com todos, e, por outro lado, cada vez mais portugueses a imigrar para cá e a ocupar os lugares vagos, inclusive na «administração regional», já não falando na administração central e nas tropas aqui estacionadas…..

Convém salientar que este regime «autonómico» é propriedade dos partidos que têm assento nos orgãos de governo próprio (Assembleia e Governo), sejam do «poder» ou da «oposição», e onde todos se cobrem com a mesma manta….

A verdadeira oposição a este regime serviçal de Lisboa não existe formalmente.

A que existe (oposição) está difusa na massiva e progressiva abstenção ou na participação inorgânica de cidadãos que não se reconhecem neste regime em fim de linha e ao serviço dos partidos corruptos portugueses.

@ Ryc

Image may contain: sky, text and outdoor

crianças adotadas por americanos

TEIAS QUE O IMPÉRIO TECEU…..

Portugal, como potência administrante dos Açores, e por via do aluguer da Base das Lajes aos EUA, deixou (… e continua a deixar…) um pesado passivo social, humano e ambiental na Ilha Terceira e nos Açores em geral.

A adopção e saída ilegal de crianças com consentimento do estado português foi um crime hediondo de tráfico humano.

See More

SICNOTICIAS.SAPO.PT
Entre os anos 50 e 80, centenas de crianças açorianas foram levadas para os Estados Unidos da América, de forma legal e ilegal, por famílias de militares norte-americanos, em serviço na Base das Lajes. Muitas delas agora adultas procuram encontrar nos Açores as raízes que perderam e, para qua…

a crise política das migrações Mendo Henriques

A crise política da migração

A maior parte dos debates europeus sobre imigração é mais eco de crises políticas nacionais e projeção de debates partidários do que resposta séria para os recém-chegados.

A atuais políticas de asilo da Europa fracassaram, ao sobrecarregarem os países que recebem mais migrantes. Entretanto, os populistas de direita alimentam medos e falsidades sobre o número de migrantes que chegam à Europa – e seu impacto social .

Desde o pico da crise migratória da União Européia em 2015, a entrada de imigrantes ilegais na UE caiu em 95%. Contudo, como revela o tratamento escandaloso do navio Aquarius, rejeitado por Itália e Malta, é urgente uma reforma do acolhimento.

Os dirigentes europeus acordaram em criar “plataformas regionais de desembarque” no norte da África, com a Agência de Refugiados das Nações Unidas (UNHCR) e a Organização Internacional para os Refugiados. Tais plataformas distinguiriam entre migrantes económicos e refugiados, e obrigariam ao cumprimento dos direitos humanos, para afastar os traficantes de seres humanos.

Depois é necessário rever o Regulamento de Dublin, segundo o qual os requerentes de asilo devem apresentar as suas candidaturas no primeiro país da UE que alcançam; os encargos da migração devem ser partilhados, e não sobrecarregar só a Itália e Grécia, por exemplo. Deve existir a possibilidade de asilo e vistos humanitários em embaixadas e consulados países terceiros. É preciso reprimir as gangues criminosas que exploram pessoas desesperadas e vulneráveis.

Os governos da UE têm já acordados com o Parlamento Europeu cinco projetos legislativos nesta matéria: condições de acolhimento, qualificações para asilo, Reinstalação, Gabinete Europeu de Apoio e a base de dados Eurodac. A relatora Cecilia Wikström, e os grupos políticos, estão há mais de um ano para aprovar o Sistema Europeu Comum de Asilo antes das eleições europeias de Maio.

A recente Cimeira de Bruxelas teve muita cerveja e waffles na Praça. Mas salientou a necessidade de uma parceria com a África, para estimular o investimento, promover a boa governação e ajudar ao desenvolvimento.

Em vez de acordos bilaterais para resolver questões de migração, a Europa deve ter uma resposta coletiva humanitária e eficaz à questão da migração e impedir Os populistas e nacionalistas da UE usam a migração para fins partidários.

Image may contain: sky and outdoor

o caso das crianças açorianas levadas para os EUA

Reportagem da TVI “Passagem para a América”, sobre as crianças terceirenses adotadas por militares norte-americanos. Centenas de crianças foram adotadas informal e ilegalmente. Assunto esse, estudado por Tania Mendes, que, inclusive, participa desta reportagem. O seu estudo, intitulado de “A Infância Abandonada – O Caso Particular da Ilha Terceira” foi editado pela Letras Lavadas.

EUA CRIANÇAS DETIDAS, morre uma criança em detenção

“A child — one of 600 still not reunified with parents or released to a relative — has DIED while in confinement at a Texas Immigration and Customs Enforcement (ICE) Center. Poor care and conditions are suspected as the cause.”
USA, Trump Administration, 2018.

IBTIMES.COM
Immigration lawyer Mana Yegani from Houston claimed in a series of tweets an unidentified child had died while under the care of ICE in a Texas detention center.

UK PASSPORTS TO HONKERS? NO, THANK YOU