o valor da cultura no PIB

A CONTRIBUIÇÃO DO SETOR CULTURAL PARA O PIB

No momento em que se discutem formas de mobilização das pessoas para a luta, e todas elas são boas, a propósito da absurda política do Estado face à cultura e seus criadores e produtores, será bom lembrar os números económicos que o setor da cultura gera relativamente ao PIB:
Em 2010, Augusto Mateus, antigo ministro da Economia, publicou um relatório em que considerava que o “sector cultural e criativo havia originado, no ano de 2006, um valor acrescentado bruto (VAB) de 3.691 milhões de euros, empregando cerca de 127 mil pessoas, isto é, foi responsável por 2,6% do emprego e por 2,8% da riqueza criada em Portugal”. No mesmo ano, a indústria têxtil e de vestuário tinha gerado 1,9% e o setor da alimentação e bebidas 2,2%. Entre 2000 e 2006, o emprego total cresceu 0,4%, enquanto nos sectores ligados à Cultura a variação foi de 4,5%. Cinco anos depois, o INE calcula que as famílias portuguesas gastavam em 2011 uma média de 1.073 euros em cultura, equivalente a 5,3% dos gastos totais dos agregados familiares.

Não serão estes dados, elementos bastantes para que se olhe o setor cultural com olhos de ver? Não será já chegado o momento dos criadores e produtores culturais deixarem de jogar o papel de pedintes e exigirem ao estado que melhor trate esta galinha sua dos ovos de ouro?

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O AMOR PELA CULTURA

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Embaixada da Alemanha Brasília

Você sabia que o governo alemão investe mais de 10 bilhões de euros anuais em empreendimentos culturais? 💰💰 O dinheiro é destinado para a renovação de prédios históricos e expansão de museus, financiamento de teatros, escolas de música e orquestras. Saiba mais:

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SEMINÁRIO CULTURA ACESSÍVEL E INCLUSIVA

SEMINÁRIO CULTURA ACESSÍVEL E INCLUSIVA

17 SETEMBRO/ SÃO MIGUEL / 09h30 – 17h00

A Direção Regional da Cultura convida V. Exª. a assistir ao Seminário Cultura Acessível via Facebook Live, através da página da Agenda Cultural Açores https://www.facebook.com/culturacores, a partir das 9h30, no dia 17 de setembro de 2018.

SECRETARIA REGIONAL DA EDUCAÇÃO E CULTURA

DIREÇÃO REGIONAL DA CULTURA
Centro de Conhecimento dos Açores

Palacete Silveira e Paulo – Rua da Conceição

9700-054 Angra do Heroísmo – Terceira – Açores

( +351 295 403000 / 7 +351 295 403001

http://www.culturacores.azores.gov.pt/

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a AICL sempre o disse Portugal entre os cinco países da UE que menos investem na cultura

  • A CULTURA continua a ser um parente pobre da sociedade portuguesa.
    Indicador decepcionante este que chega agora até nós.
    O Eurostat explica que neste indicador são incluídos os gastos com desporto e espaços de lazer, bibliotecas, museus, teatros, serviços de transmissão e espaços religiosos, entre outros.

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CULTURA, QUE É ISSO…?

Cultura & Bellas Artes #71: Estado deixa acervo cultural de 50 milhões do BES para o Lone Star!

O património cultural do antigo BES, avaliado em 50 milhões de euros, ficou nas mãos do fundo de investimento Lone Star. O Governo, tão amigo da Cultura, tem destas coisas. É mais uma das suas “paixões” desapaixonadas!!!

E sobre este assunto, o que tem a dizer o inexistente Ministro da Cultura, ‎Luís Filipe Castro Mendes‎? Well, sendo inexistente, calculamos que nada, certo?

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Álvaro Costa de Matos

Cultura & Bellas Artes #71: Estado deixa acervo cultural de 50 milhões do BES para o Lone Star

O património cultural do antigo BES, avaliado em 50 milhões de euros, ficou nas mãos do fundo de investimento Lone Star. O Governo, tão amigo da Cultura, tem destas coisas. É mais uma das suas “paixões” desapaixonadas!!!

A colecção de moedas raras, fotografias contemporâneas, pinturas, mapas portulanos e livros quinhentistas pode agora ser vendida pelos norte-americanos mas não pode, pelo menos para já, sair do país. Ficamos, portanto, mais sossegados!

De acordo com o jornal Público, a colecção de numismática é de longe a mais valiosa do conjunto cultural que pertence agora ao Novo Banco, estando avaliada em 29 milhões de euros.

Ao somar o peso de cada uma das colecções, é possível subentender que as parcelas valem todas juntas cerca de 50 milhões de euros, ou seja, 5% dos mil milhões que o Lone Star injectou para controlar 75% do Novo Banco: aos 29 milhões das moedas raras, juntam-se 10 milhões de euros em fotografias contemporâneas, dez milhões em 94 pinturas e quatro mapas portulanos e 900 mil euros que correspondem à Biblioteca de Estudos Humanísticos.

Mas se a numismática é a colecção com maior valor monetário, a de fotografia contemporânea será a de maior notoriedade pública. A colecção inclui quase mil fotografias de 300 artistas portugueses e estrangeiros e em Janeiro o seu destino quase certo era o Convento de São Francisco, em Coimbra. Na altura, Ministério da Cultura e Câmara Municipal de Coimbra confirmaram o negócio mas o acordo terá caído por terra já que, sete meses depois, não se conhecem quaisquer desenvolvimentos. Típico!

‘Banquete da Aldeia’, do pintor holandês Pieter Brueghel, é a obra mais valiosa da colecção de pintura do Novo Banco. Avaliada em cinco milhões de euros, estava na sala particular de Ricardo Salgado, ao lado do seu gabinete, onde o então presidente do BES recebia clientes e convidados.

No conjunto de artistas nacionais representados no acervo de pintura agora detido pelo Lone Star incluem-se Vieira da Silva, José Malhoa, Josefa de Óbidos, Silva Porto ou Júlio Pomar. Cerca de vinte destas pinturas – como ‘Ao cair da Tarde e um Coleccionador’, de José Malhoa – estão emprestadas a museus nacionais.

E sobre este assunto, o que tem a dizer o inexistente Ministro da Cultura, ‎Luís Filipe Castro Mendes‎? Well, sendo inexistente, calculamos que nada, certo?

Saber mais: https://www.publico.pt/…/estado-deixou-para-lone-star-patri…

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da cultura nos açores

Pertinente, no mínimo a suscitar discussão, este texto do Leonardo Sousa.

(…) por isso: quando, no festival cultural, se anunciou uma conversa sobre o arquipélago no mapa cultural contemporâneo, eu estava à espera que deitassem as mãos à terra, que houvesse um debate. mas afinal não, não era um debate. era uma coisa (um conceito?) mais higiénica e unissilábica, mais doce e servil, era um «talk». e foi um tal meter açúcar por ali dentro. diga-se que havia certa receita gastronómica: meter o público no microondas, aquecê-lo até estar adormecido (homogéneo), misturar as gemas da auto-biografia, juntar-lhe as claras-em-castelo do extensíssimo curriculum vitae, que hoje passa, toda a gente sabe, por ter vivido uns quantos anos na capital. de um bom currículo pode dizer-se: pessoa muito arejada e viajada pelas capitais do intelecto. e sentaram-se e falaram, alguns deles como se tivessem vindo trazer a electricidade aos Açores, trazendo-nos notícia de dois grandes «booms culturais», o que, quanto a mim, já dizia muito sobre as estranhas intenções deste «talk».
6. acelerou-se-me a pulsação. azedumes à parte, não me convence este conceito de chamar cozido em banho-maria às banhas da Maria. trazer de Lisboa e do Porto os restolhos conceptuais de uma dieta artística ultrapassada desde o início do século passado e dizer assim: «viemos cá para instaurar o contemporaneidade».”

Leonardo Sousa

STRETCH & STALK, LIKE & SHARE

1. o que se passa é o seguinte: o substantivo «cultura» deriva de termos bem mais antigos do que nós, como «cultivo», e aplicava-se, antes de outra coisa, ao trabalho da terra. falamos, portanto, de semente, solo, semeador e fruto. pois bem — aconteceu às mulheres, bem como aos homens, darem-se conta das possibilidades comparativas. ofereceu-se-lhes encontrar em si próprios um solo – interior, espiritual, intelectual – ao qual pudessem também lançar sementes. nisso não se enganaram — a maquinaria agrícola, destinada a cavar e a lavrar o chão de dentro, fez brotar sapatos, livros, música, gastronomia, ciências – mais ou menos exactas – e toda a sorte de fins e produtos. Kant diria: «toda a cultura começa com o indivíduo e irradia a partir dele». mas podemos mesmo dizer assim: a terra de cada corpo destina-se aos frutos.
2. que frutos? antes da palavra «cultura», romana muito antes de portuguesa, os gregos falaram de «paideia», aquilo que hoje podemos designar por desenvolvimento harmonioso das capacidades humanas. numa primeira instância, falamos do indivíduo; numa segunda, falamos do conjunto de indivíduos que forma um corpo social. numa primeira instância, falamos do estado de concretização do potencial de determinado indivíduo; numa segunda, falamos do estado de concretização do potencial de determinada sociedade. em três perguntas: o que posso/podemos fazer? e: que foi que fiz/fizemos? e: que vou/vamos fazer?
3. «cultura» é um rio de longas hipóteses. desde a ideia (a nascente) aos sistemas de hábitos, crenças e vivências (o curso das águas), podemos aplicar a palavra a campos mais gerais ou mais específicos. sempre que a usarmos, estamos confinados a tempo e espaço (a certo eixo do rio). podemos usar o socorro de alguns autores: Williams, Kant, Herder, Goethe, Schiller (certos homens que mergulharam). certo e sabido é que não há maneira de a traduzir por hashtags. falamos de «cultura»: primeiro, de uma ideia, de um propósito; depois, de um meio, de um processo, de uma «techné», de uma habilidade, de uma arte; por fim, de um resultado, de um fruto.
4. que tempo e que espaço? arquipélago dos Açores, 2018. estado do campo: segunda região mais desigual do país. maior taxa de pobreza do país. visibilíssimos apadrinhamentos e pelouros em tudo o que é cargo público. cães-de-guarda bem treinados em tudo o que é direcção susceptível de ferir o poderio. o mesmo poderio de cu tranquilo na cadeira há anos sem conta. uns quantos suplentes para tomar as rédeas dos mal-comportados. periferias povoadas de bairros sociais por onde as caravanas partidárias passam ligeirinhas a distribuir t-shirts e esferográficas. reprodução de pedintes e mendigos a pedir trocos nas esplanadas (eu chamar-lhes-ia «sintoma de coisa bem pior», mas eles chamam-lhes «preguiçosos» e «sanguessugas»). comunicação social atada à trela governativa (quem dá o dinheirinho, quem é?). centros de cidade colonizados de acordo com certo estatuto económico. quem pode pagar uma renda nestes dias? um turista de rendimentos nórdicos?
5. por isso: quando, no festival cultural, se anunciou uma conversa sobre o arquipélago no mapa cultural contemporâneo, eu estava à espera que deitassem as mãos à terra, que houvesse um debate. mas afinal não, não era um debate. era uma coisa (um conceito?) mais higiénica e unissilábica, mais doce e servil, era um «talk». e foi um tal meter açúcar por ali dentro. diga-se que havia certa receita gastronómica: meter o público no microondas, aquecê-lo até estar adormecido (homogéneo), misturar as gemas da auto-biografia, juntar-lhe as claras-em-castelo do extensíssimo curriculum vitae, que hoje passa, toda a gente sabe, por ter vivido uns quantos anos na capital. de um bom currículo pode dizer-se: pessoa muito arejada e viajada pelas capitais do intelecto. e sentaram-se e falaram, alguns deles como se tivessem vindo trazer a electricidade aos Açores, trazendo-nos notícia de dois grandes «booms culturais», o que, quanto a mim, já dizia muito sobre as estranhas intenções deste «talk».
6. acelerou-se-me a pulsação. azedumes à parte, não me convence este conceito de chamar cozido em banho-maria às banhas da Maria. trazer de Lisboa e do Porto os restolhos conceptuais de uma dieta artística ultrapassada desde o início do século passado e dizer assim: «viemos cá para instaurar o contemporaneidade».
7. toda a gente de mãos limpas. ninguém critica, ninguém confronta. no máximo, pisca-se o olho sorridente à perpétua falta de orçamento. mas depois não se manifesta nada à porta da secretaria. (o paraíso é dos mansos e dos amansados). entra-se gabinete dentro, troca-se guloseimas com o director, traz-se para fora um projecto adorável. pode-se muito bem falar de mapa e de contemporâneo, mas de «cultura» não se fala de certeza. não há vestígios de discórdia — de revolver a terra.
8. subsídios: entidade neutra, discreta, imperturbável. cartazes, cobertura mediática, muitas fotografias «com muitos dentes brancos à mostra». enormes portefólios, sinopses maiores do que as exposições. é um vale-tudo de aparatos a mascarar o silêncio geral. e já sabemos por quê: porque se corta a ração a qualquer voz crítica e depois não há nem festinha nem festival, nem de cultura nem de incultura. a estratégia é mais simples do que parece. desde que se mantenham caladinhos aqueles que podem fazer mossa, há dinheiro para todos. menos do que estratégia, isto já nem passa da categoria do negócio. um desafinado no coro e vai tudo à falência.
9. previsão meteorológica: está de chuva. o bairro dos milagres é o bairro dos milagres e o centro da cidade é o centro da cidade, diz esta gente que enche a boca de «cultura» como se falasse de um relógio de marca para levar ao teatro. inteligência não lhes falta, sabem muito bem quanto tempo têm de estar na entrada à espera de posar para a revista. depois podem adormecer em pleno recital — o que importa é envergar a fatiota do parecer.
10. que frutos? laranjas com noventa por cento de casca. apostei com um amigo: quantas vezes achas que, neste «talk», se vai falar de livros? ele apostou duas; eu zero.
11. ganhei a aposta.

 

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Governo dos Açores abre candidaturas para apoios a atividades culturais | Jornal Diário da Lagoa

O prazo para apresentação de candidaturas para o ano de 2019 na modalidade de apoio para aquisição, remodelação, beneficiação, ampliação ou construção de infraestruturas destinadas a atividades culturais, no âmbito do Regime Jurídico de Apoio a Atividades Culturais (RJAAC), decorre entre 15 de maio e 31 de outubro, de acordo com um despacho do Secretário Regional da Educação e Cultura publicado em Jornal Oficial. A este apoio podem candidatar-se os agentes, individuais ou coletivos, regionais, nacionais ou estrangeiros que desenvolvam atividades culturais consideradas de relevante interesse para a Região e que reúnam as condições de acesso fixadas na legislação regional, designadamente no RJAAC. As entidades de natureza pública, nomeadamente empresas municipais e intermunicipais, sejam elas sociedades municipais e intermunicipais, sociedades comerciais constituídas nos termos da legislação comercial ou pessoas coletivas de direito público com natureza empresarial, não são elegíveis

Source: Governo dos Açores abre candidaturas para apoios a atividades culturais | Jornal Diário da Lagoa

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