A CPLP POR JOSÉ VENTURA

A CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

e a sua XII Cimeira

Fez ontem 22 anos que Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, depois da realização de várias conferências de ministros bem assim da primeira conferência a reunir chefes de Estado e de governo dos países de língua oficial portuguesa, em 1989 que, a 17 de julho de 1996 em Lisboa, e durante a realização da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo dos sete países atrás referidos, surge a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Seis anos mais tarde, em 2002, com a conquista de sua independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo país membro da Comunidade. Depois de um minucioso processo de adesão, em 2014, a Guiné Equatorial tornou-se o nono membro de pleno direito.

Dos nove estados membros da CPLP só oito terão o português como língua oficial; excetuando-se, Timor-Leste que tem uma segunda língua oficial, o tétum. O nono, a Guiné Equatorial tem três línguas oficiais (espanhol, francês e português). Tenhamos em consideração que o português só em julho de 2007 passa a terceira língua oficial da Guiné Equatorial, por decreto-lei promulgado por Teodoro Obiang que justificou a «inclusão do português como língua oficial naquele país como contribuição positiva para aumentar a cooperação no contexto afro-ibérico e luso-hispânico de nações». (não esqueçamos que a Guiné Equatorial é uma das maiores potências petrolíferas)

Difícil compreender como Portugal líder da CPLP (pelo menos assim o entendemos) país democrático, defensor dos Direitos do Homem, tivesse aceite a adesão de um país considerado possuidor de um dos piores registos dos direitos humanos no mundo, um regime autoritário onde se mantém como um dos piores no ranking dos direitos políticos e civis. O tráfico de pessoas sendo destino de mulheres e crianças vitimas de trabalho forçado e tráfego de sexo.

Exemplo da intenção do senhor Teodoro Obiang, está precisamente no abandono, no desaparecimento da cimeira de Cabo Verde, não participando na sessão plenária que deu posse ao novo secretário-geral da CPLP, o embaixador português Francisco Ribeiro Telles, depois de saber que a candidatura da Guiné Equatorial à presidência da CPLP, “já era”.

Atentos a esta importante reunião dos Países de Língua Portuguesa (um dos ativos que temos vinda a referir Portugal ainda possui para além dos Açores e do seu mar), apraz-nos registar as palavras do chefe da diplomacia timorense, que pediu hoje, em Cabo Verde, aos países lusófonos para que apoiem o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) como órgão responsável pela afirmação do português como língua global. Sugestão de bom senso num plenário que denominado “Cultura, Pessoas e Oceanos” tem toda a razão pelo menos nas duas primeiras questões, a Cultura e as Pessoas.

Esperamos que Timor, ultrapasse a situação de conflito politico interno aparente e que, assegurando a Paz que tanto custou a ganhar com o sacrifício de tantos timorenses seja um baluarte de democracia e unidade.

Como não podia, não vou deixar em branco o meu desejo e a minha luta de que, é ver erguidas nos mastros maiores das Bandeiras do universo dos Países de Língua Portuguesa e, para ficar completo o conceito CPLP, as bandeiras da Madeira e dos Açores.

Gostaríamos de respeitar e fazer parte do programa que rege os princípios da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa:

Na Igualdade soberana dos Estados membros;

Na não-ingerência nos assuntos internos de cada estado;

No respeito pela sua identidade nacional;

Na reciprocidade de tratamento;

No primado da paz, da democracia, do estado de direito, dos direitos humanos e da justiça social;

No respeito pela sua integridade territorial;

Na promoção do desenvolvimento;

Na promoção da cooperação mutuamente vantajosa.

Hoje no chamado de “Mandela Day”, 18 de julho, deixamos aos nossos leitores, recordando o grande homem que foi Mandela nesta sublime frase:

“Tudo parece impossível até que seja feito”.

José Ventura

Ribeira Seca da Ribeira Grande

2018-07-18

João Severino · CPLP É PALHAÇADA

CPLP É PALHAÇADA

A CPLP reuniu-se em Cabo Verde e os dois assuntos mais importantes não foram tratados. Portanto, foi mais uma jornada de turismo e uma palhaçada pelos assuntos que nos dizem ter tratado. Timor-Leste nem compareceu.
1. Havia a esperança que fosse aprovada a livre circulação dos cidadãos residentes nos países de expressão portuguesa. Falou-se nisso por alto e não tiveram a coragem de aprovar nada. Se calhar, a máfia que ganha milhões com os vistos esteve por cima.
2. Macau é uma Região autónoma, ex-administrada por portugueses e onde a língua portuguesa é oficial, o que só por si seria argumento suficiente para se ponderar a sua adesão à CPLP. Razão mais que suficiente, e assim se esperava que acontecesse. Nem se falou no assunto.

Para mal dos pecados de quantos ainda tinham esperança que a CPLP fizesse algo de positivo entre os povos dos países com ligação a Portugal e à língua portuguesa, ainda foram aprovar a entrada da ditadura reinante na Guiné Equatorial, cujo presidente nem uma palavra sabe de português.
Algo vai mal no reino da solidariedade lusófona.

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Internacional – Duas dezenas de escritores de língua portuguesa no VIII encontro na cidade da Praia

O VIII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa arrancou hoje, na cidade da Praia, com duas dezenas de participantes e homenagem ao ensaísta, crítico e dramaturgo cabo-verdiano Jaime de Figueiredo.

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