Parabéns ao Professor Sobrinho Teixeira pela sua nomeação como Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Parabéns ao Professor Sobrinho Teixeira pela sua nomeação como Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

SECRETÁRIO DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
Sobrinho Teixeira, nomeado secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no âmbito a renovação governamental em curso.
https://www.diariodetrasosmontes.com/…/sobrinho-teixeira-no…
#ipb #bragança #mirandela #sobrinhoteixeira #trasosmontes

João Sobrinho Teixeira é o novo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

DN.PT
Quinze secretários de Estado tomam posse na quarta-feira de manhã. O primeiro-ministro decidiu manter cinco dos que já ocupavam cargos no governo e indicou dez novos.

MALBUSCA, AIR CENTRE E O RESTO…

Paulo Ramalho shared a post.

47 mins

Raul Castanho

“Memórias de uma gueixa”, o AIR Center e a base de satélites em Santa Maria

Recentemente, passou na RTP2 o filme “Memórias de uma gueixa”, lançado em 2005. O filme passa-se no Japão, antes da segunda guerra mundial, e começa com a venda de uma criança – Chiyo – pelo seu pai, pescador, a uma casa de gueixas. A Chiyo, ao tornar-se gueixa, seria expectável ter o seu patrono ou danna, homem rico, às vezes casado, com quem manteria relações pessoais. Sem vida própria, ficava assim Chyio entregue à sua sorte. Retomaremos esse assunto adiante.

Foquemo-nos agora no Air Center. O desenvolvimento de atividades de índole espacial tem tido por parte do Governo Regional dos Açores uma especial atenção, reconhecendo o potencial que este setor representa para “áreas fundamentais como a meteorologia e as alterações climáticas, o oceano e as energias renováveis, quer na vertente de investigação científica, quer na transferência de conhecimento para o setor empresarial” (in Resolução do Conselho do Governo n.º 5/2017).

Tendo em conta a pretensão do Governo Regional dos Açores (Governo), aliada à tendência de elevado crescimento no mercado de observação da Terra com pequenos satélites, bem como o reconhecimento internacional que os Açores são um dos locais no top dos melhores sítios para instalar uma base espacial para lançamentos de pequenos satélites, estavam criadas condições para se negociar um projeto a que se designou de Centro de Investigação Internacional dos Açores (Air Center). Mais, houve por parte do Governo o empenho em garantir a sua sede nos Açores (na ilha Terceira), onde se perspetiva a fixação de recursos humanos altamente qualificados e de indústria associada às áreas de interesse do Air Center.

Certamente, uma peça fundamental para a viabilização do projeto em questão seria a existência de uma base de lançamento de satélites, pois sem isso não haveria acordo. Aí surge Santa Maria.

Vejamos alguns factos:
• Hélene Huby, diretora de divisão da inovação aeroespacial da Airbus, revelou que um estudo aponta os Açores como “um dos locais no top dos melhores sítios para instalar uma base espacial para lançamentos de pequenos satélites (jornal O Público, 20/04/2017).
• Nuno Ávila Martins, da empresa portuguesa de engenharia aeroespacial Deimos, fala num crescimento de mais de 10% no sector de observação da Terra com pequenos satélites, perspetivando-se 300 a 400 lançamentos todos os anos, nos próximos anos (ibidem).
• O responsável da Deimos afirmou, também, que os estudos apontam para Santa Maria como local preferencial para lançamento de satélites por, entre outras razões, ter menor densidade populacional, tendo a ilha “só” cerca de cinco mil habitantes (ibidem).
• Num estudo da Universidade do Texas (EUA), encomendado pelo Ministério da Ciência, os especialistas dão um parecer favorável ao projeto – base espacial em Santa Maria -, mas deixam avisos e conselhos. Os especialistas afirmam que é preciso fazer mais estudos acerca da segurança, impacto ambiental, entre outros (ibidem).
• Em abril de 1996, a notícia que o governo espanhol estudava a possibilidade de construir um Centro de Lançamento Espacial em El Hierro (a mais pequena ilha, remota e despovoada do arquipélago das Canárias) fez despertar os alarmes na população. Após tamanha contestação popular, e após as universidades de La Laguna e Las Palmas emitirem parecer negativo sobre o porto espacial, alertando para o perigo de se estar a hipotecar o futuro de El Hierro, o projeto caiu por terra. Anos mais tarde, em 2015, a associação ecologista local Ossinisa dava o alerta: a ilha de El Hierro voltava a ser alvo da indústria aeroespacial. Após contestação liderada pela Ossinisa, o empreendimento pareceu abortar. (In “DiarioElHierro.es”, 03/04/2018).

Na verdade, pretende-se instalar a sede do Air Center na ilha Terceira (representa 22,9% da população açoriana), mas lançar os satélites em Santa Maria, alegando-se que esta última é uma ilha que tem só cinco mil habitantes (representa 2,2% dos residentes nos Açores).

É certo que quando se fala em projetos para Santa Maria, é natural que isso suscite interesse nos marienses, pois a criação de emprego e a dinamização da economia local são música para os ouvidos. Mas há que analisar o que se ganha e o que se perde, os benefícios e os custos associados (onde os riscos não podem ser ignorados).

Sugiro que recordemos um pouco a história.

Em 1980 o Governo optou pela utilização da Base Aérea das Lajes como porta de entrada e saída dos voos intercontinentais regulares do arquipélago, reservando para Santa Maria os voos das escalas técnicas (Resolução nº 36/80 do Governo Regional dos Açores). Na verdade, S. Maria representa 2,2% dos açorianos, sem grande representação no momento das eleições regionais.

Mais tarde, surgiu uma nova esperança para os marienses: a Zona Franca de S. Maria. Presumo que os residentes tenham pensado, à época, na dinamização da ilha, com a criação de postos de trabalho e num novo ânimo da economia local. Não questiono a boa vontade dos governantes de então, mas o resultado é conhecido.

Também não questiono a importância de um projeto como o Air Center para os Açores. Questiono sim o interesse real para os marienses com a criação de uma base de lançamento de satélites em S. Maria, onde benefícios (criação de postos de trabalho local e benefícios económicos para a ilha) me parecem reduzidos e os custos elevados (risco de explosão e de contaminação do solo, do mar e do ar, restrições e interdição de estradas e de acesso dos habitantes e visitantes a zonas habitacionais próximas da zona de lançamento, incluindo a Praia Formosa, e perda de atração turística).

No estudo da Universidade do Texas, os especialistas afirmam que é preciso fazer mais estudos acerca da segurança e impacto ambiental. Que estudos foram feitos nestas áreas? Que informação foi divulgada aos marienses, de forma transparente, sobre estes assuntos?

El Hierro, a mais pequena ilha do arquipélago das Canárias (pouco povoada, como Santa Maria, e com fraco poder de voto), insurgiu-se contra a existência de uma base de lançamento de satélites por entender que esse investimento não lhes servia.

Estou com Santa Maria no pensamento e veio-me à memória a história de Chiyo.

Raul Castanho
(Publicado no jornal O Baluarte, em set/18)

a Malbusca porque sim

Algumas questões incómodas e verdades inconvenientes, , a propósito de um spaceport em Malbusca.

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Pierre Sousa Lima to Açores Global

Foguetabraze
Foguetões ou foguetório?

Há duas razões para fazer o Spaceport em Santa Maria, uma é porque sim e a outra é porque sim. Ou seja porque alguém quer, porque alguém decidiu, porque alguém entende que isso é muito bom para a Ilha, e para os Açores, para Portugal e imagine-se para a humanidade.
Mais uma vez, como todas as outras vezes, as Ilhas dos Açores estão no meio dos apetites geoestratégicos ao serviço da guerra. Isto é o que ninguém nos diz. Sim porque é de guerra e de tecnologia ao serviço da guerra que se trata não só mas também e principalmente.
Se é bem verdade que a nossa importância geoestratégica e geopolítica apenas existe precisamente quando terceiros a valorizam, caso contrário não passa de uma posição geográfica, também é bem verdade que nem sempre devemos estar recetivos à entrada de estrangeiros no nosso território de forma a o transformarem definitivamente e irremediavelmente. Já foi assim num passado de emigração e fome que alguns, os que se safaram, entendem que foi muito bom.
O caso do denominado “Spaceport de Santa Maria”, ainda mal explicado, apesar do esforço do Governo e dos seus defensores, é um desses casos em que uma intervenção ao nível ambiental, social e no âmbito mais vasto do político terá consequências irreversíveis. Por isso, carece de uma avaliação séria e dos seus efeitos a longo prazo.
A quando da avaliação de possíveis localizações,
Ponta Delgada da Ilha das Flores foi uma das hipóteses em cima da mesa. Desde logo essa hipótese estava comprometida pelo estatuto de reserva da biosfera. No entanto, numa visita rápida, alguns técnicos estrangeiros colocaram-na de parte por causa da reduzida dimensão e operacionalidade da pista de aviação. No entanto, um desses técnicos deixou escapar ao seu anfitrião um desabafo: “ vocês não estraguem este paraíso”.
Se formos revisitar as notícias de 2000 a 2006 sobre a estação de rastreio de satélites da ESA em Santa Maria, também, ela ia trazer muitos empregos e muito desenvolvimento. Nem na fase de construção o trouxe (a empresa que a construiu faliu quase de seguida). Conclusão, a Região construiu um edifício, expropriou terrenos, concedeu à ESA para utilização, tudo isso custou muito dinheiro aos nossos impostos e nós (Ilha de Santa Maria) ganhamos mais um posto de trabalho, um emprego de segurança privado a auferir o ordenado mínimo regional. Pronto admito, numa rotação de 24 horas de serviço são pelo menos 3 empregos.
Esta agora nova solução para os velhos problemas é só mais uma, mais um “covaneiro” ( caso de estudo quando se fala de fraude na Ilha) que vai enganando com papas e bolos aqueles que preferem viver na ilusão de que vai vir alguma coisa de fora do que fazer cá dentro..
Mas a maior fraude está naqueles que defendem que a tecnologia a ser utilizada é limpa, o combustível será Gaz Natural Liquefeito e não haverá perigo de contaminação dos solos, do ar, ruído ou seja lá o que for. Vai ser tudo muito bom, espetacular. Então porque não o constroem em cima das vossas cabeças, nas áreas degradadas deixadas pelos tempos áureos da aeronáutica Civil? Posso indicar, pelo menos dois lugares extraordinários para o efeito. Um é o denominado “tankfarm” e o outro a zona dos emissores. Têm ambos a mesma posição geoestratégica que tem Malbusca e fica tudo muito mais pertinho das vossas casas e dos ambientes urbanos onde gostais de conviver.
Há duas perguntas que são importantes serem respondidas neste momento e que ainda não foram devidamente esclarecidas.
Porquê Malbusca se é tudo feito com tecnologia muito limpinha?
Porquê Malbusca se não é tudo feito com essa tal limpeza toda?

São Lourenço, 22 de Setembro de 2018

*Especialista em generalidades

(Diário dos Açores de 30/09/2018)

SANTA MARIA E PORTO ESPACIAL

Pedro Amaral shared a post to the group: Info: Santa Maria (Açores).

1 hr

Por Santa Maria com Futuro, Bloco de Esquerda

11 hrs

APROVADA POR UNANIMIDADE MOÇÃO DO BLOCO DE ESQUERDA SOBRE O PORTO ESPACIAL

A moção «Pelo Desenvolvimento de Santa Maria com Futuro» apresentada hoje na Assembleia Municipal de Vila do porto pela representação municipal do Bloco de Esquerda foi aprovada por unanimidade. O texto da moção é reproduzido na íntegra após a seguinte introdução.

O Bloco de Esquerda de Santa Maria submeteu-se às últimas eleições autárquicas com uma programa amplamente difundido e divulgado. Nesse programa constava a necessidade de desenvolvimento da ilha que, face ao assunto do porto espacial já estar a ser falado, poderia passar pelo mesmo. Por isso, e tendo em visto o superior interesse dos marienses, os candidatos do Bloco não se amedrontaram da polêmica que o assunto gera e trouxeram-nos para a discussão política. Nesta retiraram-se duas conclusões: a ilha de Santa Maria carece de uma economia diversificada e, assim, este projeto pode ser um passo favorável; no entanto são necessárias cautelas e salvaguardas.

Em momento nenhum o BE adotou uma posição inflexível a favor nem contra a implementação deste projeto. Consideramo-lo benéfico, no entanto é necessário saber aquilo a que nos sujeitamos, ou seja os impactos socioeconómicos e ambientais.

Não entendemos que a se deva gerar uma guerra civil na ilha, mas sim um diálogo informado sobre o assunto, sendo necessário notar que se trata de um projeto de grande complexidade e, portanto, é necessário confiar na palavra dos técnicos e profissionais da área.

Esperamos que a audição que o Bloco de Esquerda Açores marcou com o Secretário Regional do Mar, Ciência e Cultura possa ser usada para todos nós ficarmos mais informados sobre a forma como este processo está verdadeiramente a ser conduzido, podendo a palavra do Sr. Secretário ficar registada. Pelo bem de Santa Maria e dos marienses.

A moção:

«Moção – Pelo Desenvolvimento de Santa Maria com Futuro

Há anos a esta parte o assunto sobre o aprofundamento do investimento tecnológico em Santa Maria é apresentado como uma solução para o necessário desenvolvimento social e económico e cultural desta ilha.
É inegável que a ilha de Santa Maria necessita de alternativas de desenvolvimento que permitam a fixação dos jovens, que atraiam a população qualificada e que permitam uma dinamização da economia que beneficie toda a população mariense.

Desta forma, a implementação de um porto espacial para o lançamento de microsatélites pode significar um passo em frente no que se traduz numa mudança profunda, significativa e necessária do estado atual, onde se destaca a criação de novas infraestruturas e uma maior oferta de emprego, nomeadamente qualificado, salvaguardando sempre o impacto ambiental.

Exige-se, por isso, que todo o processo seja totalmente transparente e que a população mariense participe em todas as fases do processo. A população mariense, a Assembleia e Câmara Municipal de Vila do Porto devem ser informadas ainda, em primeira mão, de todos os passos com vista à concretização do projeto, assim como dos impactos socioeconómicos e ambientais previstos.

Assim, a Assembleia Municipal de Vila do Porto, reunida em sessão ordinária no dia 28 de setembro de 2018, delibera:

– Expressar a congratulação com os investimentos na área tecnológica e espacial na ilha de Santa Maria, entre os quais o recente anúncio do porto espacial, desde que garantida inequivocamente a segurança das populações, a saúde pública e a proteção ambiental;

– Exigir total transparência no processo e constituição do porto espacial, com divulgação pública de toda a informação relevante, especialmente à população mariense, com conhecimento da Assembleia Municipal e Câmara Municipal de Vila do Porto, em todas as fases do projeto, garantindo a sua participação;

– Exigir estudos rigorosos, credíveis e independentes sobre todos os impactos relativos ao projeto do porto espacial, sendo fundamental a sua divulgação e debate público.

Desta moção deve ser dado conhecimento ao Governo da República, à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aos Grupos e Representações Parlamentares nela representadas e ao Governo Regional.»

AUTARCAS CONTRA CIENTISTAS

Partilha-se artigo de opinião sobre o “Processo da Praia”, da autoria de Tomás Samora, com o título “A justiça não faz ciência” e publicado no jornal Diário Insular.
O quadro que aqui a ilustra é do julgamento das Bruxas de Salem.

Concorda-se com os argumentos de Tomás Samora.
“Isto faz-me lembrar o julgamento de Dewayne Johnson, o contínuo que supostamente desenvolveu um tipo de cancro terminal devido ao uso abusivo de Roundup (Glifosato) e que processou a Monsanto (Bayer) e que com isso arrecadou 289 milhões de dólares em compensações.
Os tribunais não decidem nem determinam o que são factos científicos.
E gostava de discutir o porquê que julgamentos como o de Dewayne Johnson e agora este contra o Professor Félix Rodrigues são inerentemente problemáticos.
Citar decisões judiciais é uma tática extremamente comum entre os negadores da ciência (os anti-vacinas fazem isso a toda a hora), mas não é uma táctica logicamente válida porque os tribunais não determinam o que é e/ou o que não é um facto científico.
O primeiro grande problema é que os jurados ou o juiz não são especialistas no campo científico em questão. Como já disse antes, e várias vezes até, a ciência é complicada. São necessários anos de pesquisa, estudo e experiência prática para aprender tudo o que é necessário saber para poder avaliar adequadamente a convergência das evidências científicas. A noção de que um júri ou juiz não treinado vai dominar o campo científico em questão no decorrer de um julgamento é um absurdo.
Além disso, é especialmente ridículo quando se considera que as condições do tribunal envolvem, intrinsecamente, dois lados opostos, argumentando como se tivessem mérito equivalente.
Para explicar de outro modo, é extremamente fácil escolher evidências para dar o ar de que a ciência não está resolvida num problema ou, pior ainda, que o consenso científico é o oposto do que realmente é, e num tribunal, um advogado fará exactamente isso. Eles são obrigados a argumentar a favor de uma determinada posição, independentemente se essa posição é realmente apoiada pela convergência de evidências.
Deixem-me tentar com um exemplo. Imaginem que têm algum problema com o vosso coração que querem que seja diagnosticado, e alguém lhes sugeriu que o problema pode derivar de algum aspecto particular de vossas dietas (ou seja, você come X e acha que X é mau para o coração). Então, é tomada uma de duas abordagens para descobrir se a dieta é a causa do problema.
Na primeira abordagem, é obtido conhecimento de várias organizações científicas respeitadas para examinar as evidências científicas de que X pode levar a problemas cardíacos. Esses corpos de especialistas altamente treinados e experientes passam meses ou até anos analisando sistematicamente os estudos sobre esse tópico. O exame de todas as evidências que eles obtêm em última análise concluem que não há evidências convincentes de que X contribua para problemas cardíacos.
Na segunda abordagem, constróis um júri, ou delegas a decisão a um juiz, usando os mesmos critérios de um tribunal, arranjas dois advogados para debater o assunto, tal como num tribunal. Um deles tenta convencer o júri/juiz de que X causa problemas cardíacos, e o outro tenta convencer o júri/juiz de que X não causa problemas cardíacos. Em vez de examinar sistematicamente todas as evidências, os dois advogados escolhem evidências que apoiam a sua posição, tentam jogar com as emoções do júri, trazem testemunhas “experientes” escolhidas a dedo, etc. No final do julgamento, o júri/juiz conclui que X causa problemas cardíacos (o que é o oposto do que os comités científicos encontraram).
Qual conclusão lhes parece mais confiável?
A que foi descoberta por especialistas que passaram meses, ou até mesmo anos, examinando cuidadosa e sistematicamente todas as evidências disponíveis, ou a que foi obtida por não-especialistas baseando a sua decisão na comparação de duas representações extremamente tendenciosas das evidências?
Eu acho a resposta óbvia.
Para ser claro, eu não estou a dizer que os cientistas são infalíveis ou que as conclusões das organizações científicas são declarações definitivas da realidade.
Isso seria um apelo à falácia da autoridade.
O meu ponto é que o sistema do tribunal é fundamentalmente faltoso e não confiável para a determinação de factos científicos. O facto de um júri/juiz decidir que X causa Y é completamente irrelevante para qualquer debate científico. Não tem relação com a realidade, e só um louco confiaria nisso em vez de confiar nos numerosos estudos e revisões de alta qualidade e meta-análises daqueles estudos que foram sistematicamente revistos por equipas de especialistas. Se algo é ou não um facto científico, deve ser determinado pela pesquisa real, e a opinião de um júri/juiz sobre essa pesquisa é irrelevante.
O que eu acho que a Câmara Municipal da Praia da Vitória deveria fazer era convidar/incluir o Professor Félix Rodrigues nas suas pesquisas científicas, fazer dele um membro da equipa de cientistas que realmente querem o melhor para a população desta ilha.
E dizendo a verdade, eu sou angrense mas vou a Praia da Vitória desde miúdo e digo-vos com toda a delicadeza e honestidade, a água é intragável desde que me lembro.
É preferível comprar água engarrafada que arriscar a confiar palavra de quem subsiste/lucra com certo produto visto que nunca irá admitir que o seu produto não é confiável, pondo em causa a fonte do seu rendimento.
Mesmo que o tribunal decida a vosso favor não quer dizer que tinham ou têm razão, apenas significa que o tribunal decidiu a vosso favor.”.

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Quem quer criar e explorar um porto espacial nos Açores? | Espaço | PÚBLICO

Audição dos interessados na construção de uma base de lançamentos de pequenos satélites na ilha de Santa Maria começa hoje e termina a 31 de Outubro. Os lançamentos podem começar em 2021.

Source: Quem quer criar e explorar um porto espacial nos Açores? | Espaço | PÚBLICO

quem muito Mal busca, destruirá a ilha e a Malbusca

“Poesia” a mais?

A ilha de Santa Maria, nos Açores, ao longo dos últimos 40 anos, tem sido muito sacrificada.
Quando a aviação internacional, com aparelhos mais modernos e com maior autonomia em termos de combustível, deixou de ter necessidade de fazer escalas em tão grande número no Aeroporto Internacional de Santa Maria, a ilha sofreu muito com isso, porque a estrutura aeroportuária era o “motor” da economia local.
Houve uma grande redução de empregos directos e indirectos, menor recurso a hotéis e restaurantes e menos consumo de produtos locais.
Como um mal nunca vem só, o Governo Regional da altura decidiu transferir a chamada “placa aérea internacional” do Aeroporto de Santa Maria para o Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, passando a ser feitas aqui praticamente todas as escalas internacionais ainda necessárias.
Conclusão: o Aeroporto de Santa Maria – um belíssimo Aeroporto do ponto de vista técnico e operacional, é preciso não esquecer – ficou praticamente “às moscas”, servindo quase apenas os voos domésticos. Ainda estão à vista, muito degradadas, casas nas imediações do Aeroporto que serviam de moradia a muitos funcionários e respectivas famílias. Uma tristeza!
Vieram então com a ideia de que a alternativa para dinamizar a economia da ilha seria criar uma Zona Franca, que ia captar muito investimento e proporcionar muitos postos de trabalho. Tudo treta! Nunca houve “Zona” e muito menos “Franca”…Foi criada no papel, mas nunca funcionou em termos reais.
Agora vêm o Governo da República e o Governo Regional dos Açores com a ideia de criar em Santa Maria um porto espacial para o lançamento de microssatélites…Não haverá aqui “poesia” a mais?