Brasil os militares pressionam: PRTB quer Mourão no lugar de Bolsonaro | Valor Econômico

Sem consultar o PSL, partido do candidato à Presidência Jair Bolsonaro, nem a família dele, o PRTB decidiu ontem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o vice-presidente na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), represente o presidenciável nos debates na TV enquanto Bolsonaro estiver internado por conta de um atentado que sofreu na semana passada. A decisão ocorreu em reunião ontem em Brasília com a presença de Mourão, militares que compõem o grupo do programa de governo do candidato e do presidente do PRTB, Levy Fidelix, que disse que Bolsonaro ainda corre risco e que o vice é preparado para assumir o protagonismo.

Source: PRTB quer Mourão no lugar de Bolsonaro | Valor Econômico

votar no Brasil é assim

Roubartilhado da querida Verinha Sa

“Existem dois tipos de pessoas que votam no Bolsonaro: o José e o Paulo.

O José tem um bom coração, mas não tem muita dimensão do que tá acontecendo no país. Se assemelha aquele seu tio de 50 anos que cresceu em cidade pequena onde a ditadura não fez muito alarde, então se você falar que ele é um mau candidato porque defende torturador, por exemplo, não vai adiantar muita coisa porque não vai alcançá-lo. E eu digo isso observando o movimento aqui em São Fidélis. José não lembra o nome de 5 presidentes que já governaram aqui, muito menos sobre o que fizeram ou deixaram de fazer. Daí não entende muito a fundo da nossa história, nem como se deu a construção do que a gente chama de Brasil. Mas isso é porque o José trabalha muitas horas por dia por um salário bem abaixo do que merece, não teve muita oportunidade de estudar e só quer saber de pagar as contas, botar comida na mesa pra família e ver seu pouco dinheiro investido em imposto sendo aplicado em sua qualidade de vida. José tá puto porque isso não tá acontecendo como deveria ser, e vai votar no candidato que aparenta estar puto com isso também. Sem mais. O papo de aborto, machismo, homofobia, racismo, apologia à tortura… nada disso vai mudar o voto de José. Porque ele tá vendo que o pagamento do mês não tá dando conta, sabe, e ele quer que dê, e nem eu nem você podemos julgá-lo ou simplesmente “cortar laços” como vejo muito discurso por aí. Com o José a gente senta e tenta explicar que existe opção melhor pra presidente.

Já o Paulo… o Paulo tem noção das coisas. O Paulo tem noção do que é machismo, mas ele não liga, inclusive é também. O Paulo assistiu ao vídeo do Bostinha homenageando torturador, mas ele não liga, inclusive quer a ditadura de volta. ELE SABE O QUE FOI A DITADURA E A QUER DE VOLTA MESMO ASSIM. O Paulo estudou, já ouviu falar em dívida histórica, mas ele não dá a mínima e não leva a sério esse papo, obviamente porque é branco e acredita no discurso da meritocracia – apesar de até ter estudado, fecha os olhos pro mundo além do seu umbigo, provavelmente nunca entrou numa favela carioca pra ver como é a realidade de quem vive sem banheiro e sem comida certa no dia seguinte… Simplesmente porque Paulo é egoísta, ele TEM a chance de não ser, mas prefere ser. Com o Paulo, sim, a gente corta relações, porque o voto dele é consciente e afeta diretamente a nossa liberdade.

Mas a gente precisa insistir no José.

Então, toda vez que você pensar em “cortar relações só porque vota no Bolsonaro”, descubra se a pessoa em questão é um Paulo ou José.

Se for José, faz um café e chama pra conversar. Na humildade. Explica as coisas. É preciso ter paciência e diálogo, principalmente diálogo.

O Paulo você manda tomar no cu, mesmo, porque trata-se de um ser humano ruim. Com a índole ruim.”

Após 37 anos, a morte do ex-presidente Kubitschek é considerada homicídio | Brasil | EL PAÍS Brasil

Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo declara que o ex-presidente foi morto em um complô do governo militar

Source: Após 37 anos, a morte do ex-presidente Kubitschek é considerada homicídio | Brasil | EL PAÍS Brasil

OS HEROIS DO BRASIL ERAM TORCIONÁRIOS NA DITADURA…Brasil rumo a nova ditadura?

Dilma Resistente

#EusouLula

O herói de Bozo e Mourão, não poupava nem crianças e nem mulheres grávidas, que eram vítimas de tortura. O que esperar deles.

LEIA MAIS:

BRASIL OS MILITARES JÁ ELEGERAM O PRÓXIMO GOVERNO

BRASIL – MILITARES ´NÃO QUEREM LULA DE VOLTA

BRASIL247.COM
“O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a todos”, disse o gene…
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Sao DiasTucha Está feito o golpe, pobre Brasil.
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Reply18m

Nuno Pereira E, aceitam Temer como presidente !?
Mesmo depois de ser acusado de corrupção.
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Reply16mEdited

José Luís S. Curado Falta só dizer quem é que foi eleito.

Fake news: Magno Malta espalha montagem grosseira com agressor de Bolsonaro em ato de Lula | Brasil 247

“O senador Magno Malta (PR) publicou fake news nas redes sociais. Uma montagem grosseira mostra Adélio Bispo de Oliveira, preso por esfaquear Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, num ato com Lula”, diz texto publicado no Diario do Centro do Mundo

Source: Fake news: Magno Malta espalha montagem grosseira com agressor de Bolsonaro em ato de Lula | Brasil 247

Pesquisador americano diz que EUA apoiaram golpe contra Dilma e em outros países da América Latina | Brasil 247

Em entrevista concedida ao jornalista Brian Mier, o economista norte-americano e co-diretor do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas em Washington, Mark Weisbrot, diz que a “maré cor-de-rosa” vivenciada pela América Latina com a chegada da esquerda ao poder nos últimos anos tem chegado ao fim graças, em grande parte, à participação dos EUA em golpes institucionais , como o ocorrido no Brasil e que resultou no afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff em 2016; ele também destaca a participação dos EUA na investigação da Lava Jato e ressalta que”a gente nem sabe o quanto eles fizeram ou o quanto se envolveram na armação do juiz Sergio Moro na prisão injusta de Lula”

Source: Pesquisador americano diz que EUA apoiaram golpe contra Dilma e em outros países da América Latina | Brasil 247

BRASIL UMA INDEPENDÊNCIA AMBÍGUA

BRASIL – UMA INDEPENDÊNCIA AMBÍGUA
por #CarlosFino
Na imagem – Independência ou Morte, quadro do pintor Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888). Pormenor importante – à esquerda, em baixo, o povo espreita, atónito, de fora…

Há uma dupla ambiguidade no processo de independência do Brasil. Por um lado, decorrente do facto de ser o próprio Príncipe herdeiro da Monarquia lusa que assume toda a crítica à “tirania portuguesa” veiculada por essa mesma Monarquia ao longo de séculos de Antigo Regime e Sistema Colonial; situação que ela própria, por força das circunstâncias, já começara a desmontar parcialmente quando D. João VI, em 1808, pôs termo ao monopólio do comércio e, depois, em 1815, quando elevou o Brasil à condição de Reino Unido.

Por outro, porque o grande impulso imediato para a separação veio de Portugal, que se considerava, na altura, reduzido à situação de “colónia de uma colónia” e que abriu, com a Revolução do Porto de 1820, uma janela de oportunidade crítica de mudança que ensejou ao que restava da Coroa no Brasil, uma vez constatada a inviabilidade de uma partilha de hegemonia com as elites lusas de Lisboa e Porto, assumir as rédeas do seu próprio destino.

Mesmo assim, D. Pedro só se decidiu a romper a ligação com a antiga Metrópole quando se convenceu – pelas exigências imperativas das Cortes em relação ao seu regresso, ameaçando-o de lhe retirar o título sucessório – de que não havia mais hipótese de conciliação.

Visando, antes de mais, obter a salvaguarda do regime monárquico no Brasil, quando este se encontrava ameaçado em Portugal, e a continuação do tráfico negreiro e da escravidão, em que assentava o grosso da economia do Reino Unido do Brasil, a separação surge mais como uma mudança liderada pelos círculos dirigentes da Coroa, com assento no Rio de Janeiro, em aliança com as elites económicas locais, destinada a assegurar a prossecução dos interesses dominantes estabelecidos do que propriamente como transformação revolucionária de cariz anticolonial e libertador.

Mesmo o liberalismo do Príncipe era limitado e condicional à preservação do seu próprio poder – como se provaria rapidamente quando, em 1823, já depois da independência, D. Pedro dissolveu a Assembleia Constituinte do Brasil, outorgando ele autocraticamente, no ano seguinte, uma nova Constituição.

A separação foi, portanto, repita-se, mais induzida pela tenaz oposição das Cortes liberais de Lisboa à partilha de poder sobre o conjunto do Império com os seus “irmãos de Além-Mar”, do que provocada por qualquer movimento independentista de carácter nacional pré-existente à independência.

Não que não houvesse estranhamentos vários e descontentamento político intenso entre as elites locais contra os métodos muitas vezes despóticos dos governadores das capitanias, a ação cada vez mais intolerante do Fisco e o comportamento elitista e exclusivista da nobreza titular, manifestados em revoltas várias que – sobretudo a partir de finais do século XVIII, sob influência do Iluminismo, primeiro, e das revoluções americana e francesa, depois – chegaram a ter, nalguns casos, coloração republicana e até antiescravista.

Havia círculos ilustrados – como em Pernambuco e na Bahia, por exemplo – que queriam mais liberdade e autonomia, mas até à própria declaração da independência, em 1822, não existiu um movimento nacional anticolonial generalizado.

Pelo contrário, pelo menos desde Pombal, as elites locais vinham sendo cooptadas pelo regime monárquico para cargos ao mais alto nível, seduzidas pela ideia da construção de “um grande e poderoso império”, pelo que a preservação da unidade entre os “portugueses dos dois hemisférios” era vista como um valor a preservar e persistiu quase até ao fim, só com manifesta relutância esses círculos tendo acabado por aceitar a ideia de separação, cuja responsabilidade irão, aliás, imputar à intolerância dos deputados da velha Metrópole.

“Independência ou morte”?

Por isso, falar de “Independência ou Morte”, como teria feito D. Pedro às margens do Ipiranga, numa tarde de setembro de 1822, naquele que ficou para a História como o momento emblemático da separação, consagrado nos manuais escolares e na iconografia brasileiros do século XIX, é manifestamente exagerado.

Como assinalou Maxwell, a questão, em setembro de 1822, não era certamente a “morte” e, apenas indiretamente, a “independência”, já que o Brasil era praticamente independente desde 1808 e em 1815 ascendera à categoria de Reino Unido em pé de igualdade com Portugal: “O que estava em jogo no início da década de 1820 era mais uma questão de monarquia, estabilidade, continuidade e integridade territorial do que de revolução colonial.” 1

A questão é complexa e difícil de penetrar porque se encontra encoberta por uma densa nuvem de lugares-comuns consolidados ao longo de dois séculos de formação nacional, em que se projetam sobre o passado colonial de começos do século XIX visões e conceitos desenvolvidos no período de descolonização que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, o que é obviamente um contrassenso.

Como refere Xavier Guerra, “Não se pode comparar a descolonização contemporânea, em que os povos subjugados pela Europa se liberam de sua tutela, com uma independência realizada por descendentes de europeus.” 2

O esquema clássico de interpretação consolidado no senso comum vê o surgimento dos Estados latino-americanos, incluindo o Brasil, como resultado da emergência de nacionalidades que, normalmente ao longo de prolongada luta ou diferentes revoltas, acabaram por ascender à independência, adquirindo existência autónoma como Estados e nações soberanas.

Ora, como já vimos, no período que precedeu o acesso à independência do Brasil, não existia nacionalidade brasileira nem movimento estruturado de âmbito nacional pela independência.

No Brasil, como nos outros países latino-americanos, os fundadores do novo Estado eram todos de origem europeia e partilhavam com a velha metrópole todos os elementos habitualmente referidos como constitutivos de uma nacionalidade: a mesma língua, a mesma religião, a mesma cultura, as mesmas tradições políticas e administrativas…

Só o lugar de nascimento e eventualmente algumas particularidades culturais específicas (atenuadas, entretanto, pela mesma formação que muitos deles tinham na universidade de Coimbra) os diferenciavam dos europeus do outro lado do Atlântico.

Foi justamente isso que fez dizer a Kenneth Maxwell que na América do Sul “o processo de construção nacional se tornou um assunto intrinsecamente incestuoso.”

Nestes termos, a luta fratricida da separação explicará porventura, em termos psicológicos, a intensidade de alguns sentimentos negativos que haveriam de eclodir mais adiante e prolongar-se por mais de um século no relacionamento entre Portugal e o Brasil.

1. MAXWELL, Kenneth, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência, in MOTA, Carlos Guilherme, Viagem incompleta – A experiência brasileira, 2ª edição, Editora SENAC, São Paulo, 2000, p. 186.
2. GUERRA, François-Xavier, A nação na América espanhola: a questão das origens, Revista Maracanan, volume 1, nº 1, UERJ, Rio de Janeiro, 1999, pp. 9-30

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BRASIL – UMA INDEPENDÊNCIA AMBÍGUA
por #CarlosFino
Na imagem – Independência ou Morte, quadro do pintor Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888). Pormenor importante – à esquerda, em baixo, o povo espreita, atónito, de fora…

Há uma dupla ambiguidade no processo de independência do Brasil. Por um lado, decorrente do facto de ser o próprio Príncipe herdeiro da Monarquia lusa que assume toda a crítica à “tirania portuguesa” veiculada por essa mesma Monarquia ao longo de séculos de Antigo Regime e Sistema Colonial; situação que ela própria, por força das circunstâncias, já começara a desmontar parcialmente quando D. João VI, em 1808, pôs termo ao monopólio do comércio e, depois, em 1815, quando elevou o Brasil à condição de Reino Unido.

Por outro, porque o grande impulso imediato para a separação veio de Portugal, que se considerava, na altura, reduzido à situação de “colónia de uma colónia” e que abriu, com a Revolução do Porto de 1820, uma janela de oportunidade crítica de mudança que ensejou ao que restava da Coroa no Brasil, uma vez constatada a inviabilidade de uma partilha de hegemonia com as elites lusas de Lisboa e Porto, assumir as rédeas do seu próprio destino.

Mesmo assim, D. Pedro só se decidiu a romper a ligação com a antiga Metrópole quando se convenceu – pelas exigências imperativas das Cortes em relação ao seu regresso, ameaçando-o de lhe retirar o título sucessório – de que não havia mais hipótese de conciliação.

Visando, antes de mais, obter a salvaguarda do regime monárquico no Brasil, quando este se encontrava ameaçado em Portugal, e a continuação do tráfico negreiro e da escravidão, em que assentava o grosso da economia do Reino Unido do Brasil, a separação surge mais como uma mudança liderada pelos círculos dirigentes da Coroa, com assento no Rio de Janeiro, em aliança com as elites económicas locais, destinada a assegurar a prossecução dos interesses dominantes estabelecidos do que propriamente como transformação revolucionária de cariz anticolonial e libertador.

Mesmo o liberalismo do Príncipe era limitado e condicional à preservação do seu próprio poder – como se provaria rapidamente quando, em 1823, já depois da independência, D. Pedro dissolveu a Assembleia Constituinte do Brasil, outorgando ele autocraticamente, no ano seguinte, uma nova Constituição.

A separação foi, portanto, repita-se, mais induzida pela tenaz oposição das Cortes liberais de Lisboa à partilha de poder sobre o conjunto do Império com os seus “irmãos de Além-Mar”, do que provocada por qualquer movimento independentista de carácter nacional pré-existente à independência.

Não que não houvesse estranhamentos vários e descontentamento político intenso entre as elites locais contra os métodos muitas vezes despóticos dos governadores das capitanias, a ação cada vez mais intolerante do Fisco e o comportamento elitista e exclusivista da nobreza titular, manifestados em revoltas várias que – sobretudo a partir de finais do século XVIII, sob influência do Iluminismo, primeiro, e das revoluções americana e francesa, depois – chegaram a ter, nalguns casos, coloração republicana e até antiescravista.

Havia círculos ilustrados – como em Pernambuco e na Bahia, por exemplo – que queriam mais liberdade e autonomia, mas até à própria declaração da independência, em 1822, não existiu um movimento nacional anticolonial generalizado.

Pelo contrário, pelo menos desde Pombal, as elites locais vinham sendo cooptadas pelo regime monárquico para cargos ao mais alto nível, seduzidas pela ideia da construção de “um grande e poderoso império”, pelo que a preservação da unidade entre os “portugueses dos dois hemisférios” era vista como um valor a preservar e persistiu quase até ao fim, só com manifesta relutância esses círculos tendo acabado por aceitar a ideia de separação, cuja responsabilidade irão, aliás, imputar à intolerância dos deputados da velha Metrópole.

“Independência ou morte”?

Por isso, falar de “Independência ou Morte”, como teria feito D. Pedro às margens do Ipiranga, numa tarde de setembro de 1822, naquele que ficou para a História como o momento emblemático da separação, consagrado nos manuais escolares e na iconografia brasileiros do século XIX, é manifestamente exagerado.

Como assinalou Maxwell, a questão, em setembro de 1822, não era certamente a “morte” e, apenas indiretamente, a “independência”, já que o Brasil era praticamente independente desde 1808 e em 1815 ascendera à categoria de Reino Unido em pé de igualdade com Portugal: “O que estava em jogo no início da década de 1820 era mais uma questão de monarquia, estabilidade, continuidade e integridade territorial do que de revolução colonial.” 1

A questão é complexa e difícil de penetrar porque se encontra encoberta por uma densa nuvem de lugares-comuns consolidados ao longo de dois séculos de formação nacional, em que se projetam sobre o passado colonial de começos do século XIX visões e conceitos desenvolvidos no período de descolonização que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, o que é obviamente um contrassenso.

Como refere Xavier Guerra, “Não se pode comparar a descolonização contemporânea, em que os povos subjugados pela Europa se liberam de sua tutela, com uma independência realizada por descendentes de europeus.” 2

O esquema clássico de interpretação consolidado no senso comum vê o surgimento dos Estados latino-americanos, incluindo o Brasil, como resultado da emergência de nacionalidades que, normalmente ao longo de prolongada luta ou diferentes revoltas, acabaram por ascender à independência, adquirindo existência autónoma como Estados e nações soberanas.

Ora, como já vimos, no período que precedeu o acesso à independência do Brasil, não existia nacionalidade brasileira nem movimento estruturado de âmbito nacional pela independência.

No Brasil, como nos outros países latino-americanos, os fundadores do novo Estado eram todos de origem europeia e partilhavam com a velha metrópole todos os elementos habitualmente referidos como constitutivos de uma nacionalidade: a mesma língua, a mesma religião, a mesma cultura, as mesmas tradições políticas e administrativas…

Só o lugar de nascimento e eventualmente algumas particularidades culturais específicas (atenuadas, entretanto, pela mesma formação que muitos deles tinham na universidade de Coimbra) os diferenciavam dos europeus do outro lado do Atlântico.

Foi justamente isso que fez dizer a Kenneth Maxwell que na América do Sul “o processo de construção nacional se tornou um assunto intrinsecamente incestuoso.”

Nestes termos, a luta fratricida da separação explicará porventura, em termos psicológicos, a intensidade de alguns sentimentos negativos que haveriam de eclodir mais adiante e prolongar-se por mais de um século no relacionamento entre Portugal e o Brasil.

1. MAXWELL, Kenneth, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência, in MOTA, Carlos Guilherme, Viagem incompleta – A experiência brasileira, 2ª edição, Editora SENAC, São Paulo, 2000, p. 186.
2. GUERRA, François-Xavier, A nação na América espanhola: a questão das origens, Revista Maracanan, volume 1, nº 1, UERJ, Rio de Janeiro, 1999, pp. 9-30

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O ATENTADO FALSO A BOLSONARO

ças do Bope não veem o agressor que tenta golpeá-lo com a faca. No vídeo filmado por um dos presentes se vê que a estocada foi bem rápida. https://www.youtube.com/watch?v=c9GiS7LzwVk
5- Os assessores de Bolsonaro confirmam a imprensa que ele estava de colete, como sempre: https://www.gazetaonline.com.br/…/jair-bolsonaro-estava
6- Um dos filhos do Bolsonaro, Flavio, publica no twitter que o pai estava bem e a ferida tinha só sido superficial (o que era de esperar de alguém de colete): https://noticias.bol.uol.com.br/…/bolsonaro-sofre
7- Então de repente Bolsonaro é internado. A imprensa logo diz que a faca pegou ABAIXO DO COLETE: https://www.oantagonista.com/…/bolsonaro-usava-colete…/
8- Flavio apaga o twitter anterior e publica novo twitter dizendo que foi pior do que pensavam. Ele também diz que o pai na verdade, por obra do destino, JUSTO HOJE ESTAVA SEM COLETE: http://www.vozdabahia.com.br/…/bolsonaro_estava_sem
9- A facada superficial virou uma lesão que pegou fígado, intestino, pulmão… pior que tiro de fuzil. http://agenciabrasil.ebc.com.br/…/bolsonaro-foi
10- Bolsonaro que já não queria ir nos debates, e que perdia voto toda vez que abria boca, agora, vejam só, não poderá mais fazer campanha pelos próximos 30 dias! https://www.oantagonista.com/…/bolsonaro-dificilmente…/
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Helena Lacerda

[Vou dar um edit aqui pq tem gente que nao entendeu ainda.]
1-médico sem luva
2- médico de sapato aberto.
3- celular na sala de cirurgia
4-a mascara da mulher não ta tampando o nariz
É tanto erro nessa foto do Bonoro que se não for falso, esses médicos devem ser despedido

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Fernando Soares Campos

A faca passa bem…

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Será que o cara deu a senha pro Bonner?

A FRAUDE ELEITORAL DO ATENTADO AO BOLSONARO

Camisa sem perfuração, o pano branco usado sem nenhuma mancha de sangue, faca sem mancha de sangue, médico atendendo um procedimento “sério” sem luvas e sob a proteção de um colete a prova de bala…

Mauro Ferreira Vamos relacionar o que sabemos: (copiei parte do Humberto Laudari)
– O cara é desempregado.
– Como saiu de SC para MG ?
– Quem pagou o hotel no qual ele está há 10 dias hospedado?
– Quem são as três pessoas que aparecem auxiliando o marginal de esquerda no vídeo ?
– Quem está pagando o advogado do marginal de esquerda ?
– A Associação Médica Brasileira ouviu os médicos envolvidos e declarou – por escrito – que quem deu a facada sabia que estava fazendo e que o intuito era de matar.

Uma ação dessas EXIGE financiamento e articulação. Não foi um ato isolado, mas um ataque terrorista.

Além disso, o que tem de “autoridade” de esquerda tentando dizer que foi ato isolado é tanto e tão veemente que faz muito sentido acreditar no contrário.

(https://www.oantagonista.com/…/quem-fez-sabia-o-que…/)

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O ANTILUSISMO BRASILEIRO 2

(por Roberto Pinho)
Estão procurando as causas do incêndio do Museu Nacional? Vou mostrar apenas uma que é suficiente para entender todo o resto. Os descobridores fincavam, nos lugares recém descobertos, um marco de pedra lioz, resistente a todas as intempéries, com o brasão do Império gravado. Em 1503, segundo alguns historiadores, a expedição de Duarte Coelho plantou um desses marcos em Porto Seguro, onde hoje é o seu centro histórico. Na década de 60, uma revista de circulação nacional foi a Porto Seguro fazer uma reportagem e o repórter procurou o marco para fotografar. Ninguém sabia o que era isto e afirmavam que ele estava enganado, que nunca houvera tal objeto ali. Depois de muita insistência e tendo descrito em detalhes o marco para muitas pessoas, finalmente encontrou um morador que revelou que achava que sabia o que ele estava procurando e o levou ao local onde estava a “pedra”para o repórter confirmar se era aquilo. E de fato era o marco. Querem saber que local era esse? Vou revelar. Era o açougue da cidade e a “pedra”servia de suporte para cortar carne. É mole, ou quer mais?

o antilusismo brasileiro

D. PEDRO I NA HORA DA DESPEDIDA
Depois de ter assegurado a independência do Brasil, em 1822, e garantido em seguida pela força das armas a unidade territorial contra as províncias do Nordeste que preferiam ficar ligadas a Portugal – Pará, Maranhão, Piauí… – D. Pedro acabou por ser alvo de protestos por basear o seu governo nos círculos comerciais e intelectuais mais próximos da antiga metrópole. O nacionalismo que ele desencadeara, acabou por voltar-se contra ele, obrigando-o a abdicar, em 1831. A nação acabava por matar o Império. Podemos por isso remeter a essa data o início de um sentimento antilusitano no Brasil que persiste até hoje. Foram estas as suas palavras na hora da despedida:

“Não nos façamos ilusões. O conflito tornou-se nacional. Os nascidos no Brasil congregaram-se contra mim no Campo da Aclamação. Não querem mais saber de mim porque sou português. Estão dispostos a desfazer-se de mim por não importa que meio. De há muito esperava isso, e anunciei-o após minha viagem a Minas. Meu filho tem sobre mim a vantagem de ser brasileiro. Os brasileiros prezam-no. Governará sem dificuldade e a Constituição garante-lhe seus direitos. Renuncio à Coroa com a glória de acabar conforme comecei – constitucionalmente.”

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