A prioridade das prioridades para o Faial em 2019 | Mente Livre

Meu artigo de hoje no diário Incentivo: A PRIORIDADE DO FAIAL PARA 2019 O ano de 2019 chegou e muitos dos velhos problemas da ilha do Faial mantêm-se sem resolução, outros, após longa e intensa pre…

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os Vinhos açorianos, grandes enólogos e vendedores de gato por lebre

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… um artigo de opinião claro sobre a situação atual dos Açores!!! #azoreswinecompany #azoreswines #senaoéuvadosaçoresnãoéaçoriano

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Os vinhos açorianos são hoje um produto escasso, procurado e quase sempre esgotados e o seu reconhecimento é uma constante por especialistas nacionais e internacionais

JOSÉ GABRIEL ÁVILA VENDEDORES DE BANHA DA COBRA

Cron. Atlantida. transmitida em 14/01/19
Vendedores da banha da cobra

Há muito ouço dizer que os açorianos têm nas suas relações inter-pessoais uma apreciável dose de ingenuidade.
São bastante crédulos, sobretudo para com os bem-falantes vindos de fora e raramente desconfiam do que dizem e apregoam.
Conta-se que há largos anos, um soldado especialista continental que cumpria tropa na base aérea nº 4, das Lajes, bem falante e bem parecido, se apaixonou por uma moça da Terceira. Ao tempo, poucos açorianos conheciam o continente, aonde só se ia de barco. Mas o namoro começou e a rapariga na sua boa-fé tentou saber mais pormenores sobre a família do seu amado, onde vivia e o que fazia. O militar, já experimentado em conquistar corações de donzelas, respondeu-lhe: o meu pai tem uma fábrica de alfinetes e tem sempre que fazer…
A moça aceitou a explicação e contou ao pai. Este, porém, mais desconfiado e experimentado na vida, disse-lhe: Ó rapariga, uma fábrica de alfinetes? Esse homem está a caçoar contigo. Deixa-o e depressa. Ele é um farfante!…
Assim são muitos açorianos. Acreditam em tudo o que lhes dizem e ouvem, vindo sobretudo de gente bem-falante, aparentemente endinheirada, ou que diz ter uns cobres e umas ideias de investimento para esta ou aquela atividade.
Sabendo que somos uma região com potencialidades e poucos investidores, apresentam-se com projetos interessantes e ambiciosos, sobretudo para captarem apoios públicos, pouco lhes interessando se o negócio é ou não rentável e duradoiro. Interessa é sacar umas massas e se o empreendimento não chegar ao fim…o meu já cá canta, e os tribunais com a lentidão que se lhes reconhece, levará tempo a fazer justiça…
Nos últimos anos tem sido aprovados investimentos no turismo e também na saúde que oxalá sejam bem sucedidos e tragam proveitos para a economia e o bem-estar dos açorianos.
Temos, porém exemplos de projetos avultados, com dinheiros públicos que ficaram pelo caminho, sem que o erário público fosse ressarcido.
Presentemente investimentos vultuosos são anunciados na área do turismo.
Sabe-se porém que o boom turístico que estamos a viver, e os lucros daí auferidos, não se tem traduzido em salários dignos para os empregados do setor o que é criticável e injusto.
Por outro lado, a Região corre o risco ficar dependente de interesses e lobis económicos poderosos, sem ter mão na insaciável gula de grupos empresariais que, com falinhas mansas, convencem os mais incautos e desprevenidos…
Quem governa tem de ter mão firme para gerir a causa pública e os dinheiros de todos nós. Ceder aos interesses dos mais fortes e ricos, beneficiando-os com apoios só para aumentar a percentagem de utilização dos apoios comunitários ao investimento, é uma prática pouco saudável e um precedente perigoso. É que mais cedo ou mais tarde, esses senhores, farão o que bem entendem, fecharão as empresas mal se vislumbre uma crise ou recorrerão à corrupção para atingir os seus intentos.
E não se diga que estamos livres ou que sabemos lidar com esses interesseiros e vendedores da banha da cobra.
Cautela! Eles andam por aí à espreita e quando menos se pensa, atacam e com grande matreirice. Sempre assim foi, e hoje muito mais é.

13.01.19

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editorial de Osvaldo Cabral

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Pierre Sousa Lima to Açores Global

ESTRANHOS SILÊNCIOS

O Reitor da Universidade dos Açores fez, na passada quarta-feira, denúncias preocupantes quanto ao funcionamento da academia.
Queixou-se do Governo da República, que se encontra há longo tempo em incumprimento com a universidade açoriana, provocando gravemente problemas à actividade da instituição.
O Secretário Regional da Ciência e Tecnologia esteve presente, em nome do governo, ignorando as queixas e salientando os investimentos que o executivo da região tem previstos para o departamento da Horta.
O silêncio do Governo Regional perante os atropelos do Governo da República não são de agora.
Remetem para um padrão inadmissível numa região que se diz Autónoma e com instituições próprias.
O mesmo acontece com o arrastar da construção da nova cadeia de Ponta Delgada, onde pairam informações duvidosas sobre a sua localização, como muito bem apontou neste jornal o Padre Weber, trapalhadas com bagacinas e outras minudências fúteis.
Depois temos a falta de polícias e os anúncios, de seis em seis meses, de que vai haver reforço, mas tudo continua sempre na mesma e os edifícios também por construir ou requalificar.
Temos também o péssimo funcionamento da distribuição postal em todas as ilhas, que já atinge foros de escândalo, mas das entidades regionais… silêncio absoluto!
E o transporte aéreo de carga? Outro silêncio absoluto!
Vasco Cordeiro, na recepção do Ano Novo, disse que 2019 será “desafiante”, na luta “pela capacidade de sermos nós a decidirmos, através das nossas instituições democráticas, o que queremos para a nossa região”.
Ora, se for como a questão dos professores, que era para esperar pela decisão da República, e com todos esses silêncios, estamos conversados…

(Diário dos Açores de 13/01/2019)

Senhor Presidente, ligue-me na sexta à noite…

Senhor Presidente, ligue-me na sexta à noite…

Caro Senhor Presidente da República,

Na próxima sexta-feira à noite, na RTP-Açores, os jornalistas destas ilhas vão retomar o programa televisivo “Conselho de Redacção”, um espaço de comentário e análise em que participam os jornalistas açorianos, nomeadamente os responsáveis editoriais, que também moderam.

Se V. Exa. estiver em reunião, não nos importamos que a interrompa para nos poder ligar e desejar felicidades!

Claro que não o fará. Fê-lo apenas para a Cristina, porque é sua amiga.

Mas, Senhor Presidente, para a próxima poupe-nos a esta peça de teatro e ligue quando o programa terminar, sob pena de ter agora que telefonar, em directo, para tudo o que é programas de donas de casa e reformados, a quem as nossas TVs dedicam as manhãs.

Percebe-se a sua intenção. Vem na esteira da sua actuação, em estar forçosamente e afectuosamente em todo o lado, tornando-se no Presidente mais omnipresente da nossa democracia.

Mas há coisas que, por tão forçadas ou marteladas, tornam-se no ridículo.

Não foi para isso que os portugueses o elegeram.

Dedique-se mais aos inúmeros problemas que estão a afectar todos os portugueses, especialmente os mais desfavorecidos.

Dispensamos esses telefonemas piegas e apreciamos mais as suas intervenções quando é para pôr o governo na ordem ou para chamar a atenção, como fez na mensagem natalícia, para a credibilidade dos nossos políticos, que anda nas ruas da amargura.

A bem da verdade, nós, jornalistas, aqui nos Açores, também dispensamos o seu telefonema para o tal programa de sexta-feira à noite, preferindo que use o mesmo expediente para ligar, por exemplo, aos responsáveis dos CTT neste país e colocar aquela empresa na ordem, que anda desorganizadíssima aqui nas ilhas, fazendo a distribuição postal como se estivéssemos todos à distância da China, prejudicando inclusivé, muito seriamente, as empresas jornalísticas desta região.

O Senhor Presidente, que já foi jornalista, sabe o que é receber em casa à sexta-feira todos os jornais acumulados da semana?

Pois isto acontece cá, para não falar das encomendas e cartas dos cidadãos, que chegam com semanas e meses de atraso.

Faça os telefonemas que entender Senhor Presidente, mas ponha essa gente a mexer-se, como fez na cerimónia dos Prémios Gazeta 2017, em que manifestou publicamente a sua preocupação pelo que considerou ser uma “situação de emergência da comunicação social em Portugal” o problema do jornalismo e do porte pago da imprensa regional.

Num ambiente tão difícil de gerir, como o que atravessam as empresas de comunicação social, sobretudo a imprensa tradicional, o Estado tem mesmo que intervir, porque, como muito bem disse V. Exa., é uma questão que “de ano para ano vai sendo cada vez mais grave”, alertando que esta realidade está “a criar problemas já democráticos, problemas de regime”.

Quando diz que vivemos um “período dramático da crise profunda da comunicação social em Portugal e, portanto, da liberdade em Portugal e, portanto, da democracia em Portugal”, tem toda a razão, mas parte do problema é por culpa dos políticos e das instituições, que fazem leis estapafúrdias para só complicar as nossas vidas.

Foi bom ouvir a sua mensagem de esperança aos que suportam as dificuldades actuais da comunicação social, porque “este tempo é um tempo de resistência. Vão ter que resistir para poder vencer. Eu vou ver o que posso fazer para ajudar nessa resistência”, porque, como também diz, “vale a pena resistir, pelo jornalismo, pela liberdade, pela democracia em Portugal”, sugerindo a intervenção através de “pequenas medidas”, como o reforço do “porte pago, por exemplo”.

Ora aí está Senhor Presidente, não perca tempo com os programas televisivos das manhãs, pegue no telefone e ligue às pessoas certas para resolver o que é preciso resolver neste país.

Bom ano… e bons afectos!

Janeiro 2019
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimedia RTP-A, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal, Milénio Stadium Toronto)

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a viola da terra no DN

Hoje no Diário de Notícias.

(Sem dúvida, uma grande honra).

“Há um guardião da viola dos dois corações”.

Obrigado à Jornalista Mariana Pereira pela conversa que tivemos, há algum tempo, e que resultou neste artigo. O artigo seria sobre o meu último CD, “9 Ilhas, 2 Corações” e acabou por se tornar muito mais do que isso.

A fotografia é de José Feliciano.

O link do artigo segue abaixo. Para quem quiser ler o artigo completo pode fazer o seu registo. Leva menos de um minuto: é só colocar o email e depois confirmar no email a subscrição.
https://www.dn.pt/…/ha-um-guardiao-da-viola-dos-dois-coraco…

Obrigado ao Miguel Gouveia que me enviou a fotografia que aqui coloco e me alertou para o artigo e ao Bruno Bettencourt que me identificou no link.

Não sei se o artigo saiu na edição impressa. Irei procurar.

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ano novo tudo velho Osvaldo Cabral

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Pierre Sousa Lima to Açores Global

Ano Novo, tudo velho!

Começou um novo ano, mas tudo ainda cheira a velho.
Depois de um 2018 cheio de más notícias e de casos pouco abonatórios para a nossa região, a única esperança é que este 2019 nos traga algo de motivador que supere o desalento com os poderes regionais.
O Presidente da República, na sua mensagem, bem que voltou a apelar para maior seriedade e credibilidade na política, mas o que vamos assistindo no rectângulo e por cá não é nada animador.
O ano começou com aumentos de preços, para não fugir à regra.
Enquanto lá fora baixam as tarifas nos passes sociais dos transportes públicos, cá aumenta-se o preçário, sem compensar os utentes com mais qualidade e alternativa.
Enquanto lá fora já se consegue adquirir combustíveis a um preço mais baixo do que nos Açores, cá sobe-se o imposto encapotado para engordar os cofres vazios da administração regional.
Não se percebe como é que uma região, que pratica o IVA mais baixo do que a média nacional, tenha produtos altamente inflacionados, sendo mesmo possível encontrar lá fora produtos nossos com preços mais baixos do que no nosso mercado local!
Apesar disso, o consumo aumenta e o crédito também dispara.
Não admira que esta região esteja a fabricar mais pobreza, sendo certo, como diz uma das vozes a pregar no deserto, o Padre Norberto, que cada vez mais assistimos ao retirar dos pobres para dar aos ricos.
As desigualdades estão a criar um fosso perigoso em muitas ilhas e até na maior, pelo que se em 2019 não se meter mão a novas políticas, novas acções, novos investimentos e novos pensamentos, então tudo continuará como até aqui, cheirando a velho.

(Diário dos Açores de 06/01/2019)