LIVRO NOVO

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http://www.dvseditora.com.br/lancamentos/5-licoes-de-storytelling-fatos-ficc-o-e-fantasia.html# Este livro, 5 Lições de Storytelling, assemelha-se a uma conversa íntima. Não se assuste com a forma que James joga a narrativa e manipula as nossas emoções. Há um propósito por trás disso: ensinar. James nos desliga deste mundo para nos ligar num mundo em que nos leva a entender como funcionam as estórias e como podemos melhor utilizá-las na gestão de empresa, na construção de uma peça de entretenimento e, sobretudo, na vida.

PÃO DE LÓ OU BOLO DE CASTELA

 

Castella do Paulo
Uma receita centenária
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Reza a História que em 1543 os portugueses chegaram ao Japão, levando com eles alguns ingredientes que vieram a mudar a gastronomia da região. O que nós acabámos de descobrir é que há um cantinho do Império do Sol Nascente em Lisboa que mantém a receita que há 470 anos levámos para terras nipónicas. Nós chamamos-lhe pão de ló, mas por aquelas bandas (e também por cá), adoptou o nome de Castella: um bolo que junta a tradição portuguesa a ingredientes japoneses, como o chá verde. O que não entra na receita são corantes nem conservantes, nem neste nem em nenhum doce tradicional à venda nesta casa de chá, que é um dos mais tradicionais cantinhos do Japão em terras lusas.

AUSTRÁLIA E A ESPIONAGEM SOBRE TIMOR

ASIO acusada de entrar no escritório do advogado austraLiano que representa Timor-Leste

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4th December, 2013By Beatriz Wagner

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Desfile militar em Díli

Desfile militar em Díli (by BW)

 

O advogado australiano Bernard Collaery, representando Timor-Leste em processo de espionagem que abre amanhã, contra a Austrália, junto ao Tribunal de Haia, na Holanda, disse que o seu escritório de advocacia foi objeto de uma busca por parte da Organisação Australiana de Inteligência e Segurança, a ASIO, com o objetivo de prejudicar o processo para o seu cliente: o país vizinho.

Timor-Leste quer rever uma parte do acordo do petróleo assinado entre os dois paises, acusando a Austrália de ter espionado, fazendo escuta em quartos de hotel e em telefones, em 2004, durante negociações do acordo do petróleo e gás natural no Mar de Timor.

Bernard Collaery acusa a ASIO de realizar buscas, além do seu escritório, também na sua casa, apreendendo documentos e silenciando um denunciante vital – um whistleblower – pouco antes do caso abrir oficialmente em tribunal.

mercado mundial da língua portuguesa

Mercado mundial vai abrir as portas a quem fala português

Língua figura entre as dez mais requisitadas em duas décadas

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Brasileiros no exterior

Oportunidade. Amadeus Ruty conseguiu emprego fácil em Londres
PUBLICADO EM 26/11/13 – 04h00
JÁDER REZENDE

A língua portuguesa figura entre os dez idiomas estrangeiros que mais serão requisitados nas próximas duas décadas no mercado de trabalho do Reino Unido, de acordo com estudo do Instituto British Council. É a primeira vez que a língua de Camões entra nessa seleta lista, compartilhando o status com o espanhol, árabe, francês, mandarim, alemão, italiano, russo, turco e japonês.

http://www.otempo.com.br/mercado-mundial-vai-abrir-as-portas-a-quem-fala-portugu%C3%AAs-1.751583

O relatório “Languages for the Future” (línguas para o futuro), que analisa as prioridades linguísticas do Reino Unido, frisa que a seleção de idiomas baseia-se “em fatores econômicos, geopolíticos, culturais e educacionais, incluindo as necessidades das empresas inglesas acerca de seus negócios com o exterior, prioridades diplomáticas e de segurança e a relevância na Internet”.

No estudo, além do fato de o português ser o quinto idioma mais usado na internet, os autores destacam a utilização do idioma como língua de trabalho da União Europeia e em outros organismos internacionais, como a Organização dos Estados Íbero-Americanos, União Africana, Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e a União das Nações Sul-Americanas.

Emprego fácil. O mineiro Amadeus Ruty, 22, estudante de comércio exterior, acaba de retornar de uma temporada de quase um ano em Londres, onde foi fazer estágio para conclusão do curso. Ele conta que durante sua permanência no Reino Unido conseguiu colocação imediata em três empresas, assim que declarou sua nacionalidade. “Em um desses trabalhos lidei com muitos indianos de Goa, onde o português ainda é falado por boa parte da população, em função do domínio de Portugal naquele Estado, que durou mais de 400 anos”, diz.

Para Amadeus, a exigência de outras línguas para atuar no mercado externo já é uma tendência nos grandes grupos. “Até então, o inglês e o alemão eram os principais idiomas para aqueles que pretendiam garantir um bom emprego. Hoje esse leque está se abrindo, e o português está mesmo em ascensão em diferentes partes do mundo”, observa.

Considerada a sexta língua mais falada no mundo e a quarta na Europa (ficando atrás somente do inglês, espanhol e francês), o português é dominado hoje por mais de 250 milhões de pessoas. Na internet, nossa língua é utilizada por 80 milhões, bem mais que o alemão (72 milhões) e o francês (59 milhões).

curiosidade Hino Esloveno traduzido para Português

O BRINDE

 

1.

A vindima, meus amigos

chegou ao fim, e o doce vinho

abrasa as veias num instantinho

acende o coração e os olhos

afoga pois

as preocupações

torna esperança as aflições.

 

2.

A quem será primeiro

levantado o brinde, meu irmão

Deus, protege a nossa nação

e o povo esloveno inteiro

irmãos que têm

o mesmo bem

da mesma Mãe gloriosa provêm.

 

3.

O trovão do céu soado

parta o inimigo do meu povo

p’ra que livre como dantes, de novo

viva o meu lar tão bem amado,

caiam por fim

as cadeias do ruim

que nos ataram vezes sem fim.

 

4.

Unidos na concórdia

vivamos ditosos outra vez

todos os filhos da Eslávia de vez

mão na mão na venturosa glória

e o poder

p’ra enobrecer

de novo e justo nos há de pertencer.

 

5.

Deus guarde as moças nossas

lindas e cheias de graça

não há nenhuma tal raça

que igualável a elas fosse

os seus filhos

nos seus trilhos

meterão medo aos inimigos.

 

6.

Aos nossos jovens, um brinde,

que sóis a nossa esperança

para que nenhuma desavença

o amor à pátria esvaneça,

depois de nós

sereis vós

a defenderem-na intrépidos.

 

7.

Vivam os povos todos que aspiram

ver finalmente o dia abençoado

em que sob todos estes sóis que brilham

a querela será coisa do passado

e cada filho da pátria

enfim livremente viverá

não diabo mas bom vizinho o próximo será.

 

8.

Por último, meu povo amado,

ergamos os cálices, saúde,

reunidos na fraterna atitude

nos mesmos pensamentos ligado

que muito mais

viveremos em paz

todos nós, gente de bom coração.

 

 

 

Prevod/Tradução: mag. Barbara Juršič

PORTO FORMOSO um filme (Açores)

Porto Formoso, Açores – Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

EM DEC 1, 2013 IN FIM-DE-SEMANA PERFEITOONE COMMENT

Levámos Amaya Sumpsi até à ilha de São Miguel para estrear junto das personagens principais o documentário que ali realizou ao longo de oito anos. Com os pescadores da pitoresca vila de Porto Formoso viajámos no tempo e, de regresso ao presente, abrimos os olhos para algumas das mais belas paisagens do planeta.

Amaya Sumpsi por/by Marisa Cardoso

Cheio que nem um ovo, o barracão das festas é um contentor de emoções. Uns choram, outros riem, outros desatam a bater palmas espontaneamente. Por vezes, faz-se um silêncio profundo e até as crianças se aquietam de olhos presos na tela vendo desfilar os barcos de pesca, as gentes da terra e os testemunhos dos pescadores, homens simples esculpidos nas ondas do mar, homens sábios com a vida que esgrimem argumentos, consoante interesses e meras opiniões, ora a favor, ora a desfavor da construção do porto de pesca de Porto Formoso.

Já lá vão dois anos desde que o polémico porto foi inaugurado, alterando para sempre a paisagem que dá nome à terra e que permanecia quase intocada há 500 anos. E é sobre isso mesmo o documentário Meu Pescador, Meu Velho que a espanhola Amaya Sumpsi quis estrear em primeira mão neste pedaço de paraíso à deriva no Atlântico: a ilha de São Miguel, nos Açores. Sobre isso e sobre um tema atual, o desenvolvimento sustentado, a eterna guerra entre o que permanece, mantendo a genuinidade dos lugares, e o que se transforma, em nome do progresso, formatando o mundo num estereótipo. Certo é que, desde que Amaya aqui chegou, em 2005, muito mudou em Porto Formoso.

Mas hoje é dia de festa em honra de Nossa Senhora da Graça, a padroeira, e no barracão adjacente às festas, ao lado da quermesse – recheada de bibelots indecifráveis – César é herói por um dia. “Ó meu rapaz, tu falaste muito bem”, dizem-lhe, e ele, ao lado da namorada, ora incha de orgulho, ora encolhe os ombros de vergonha. Estranhamente, o aplauso ao documentário é unânime. E não há quem se chateie com os pontos de vista antagónicos apresentados. César aparece várias vezes, desfiando redes no cimo de um monte e dizendo de sua justiça. Sobre Porto Formoso e sobre este mundo, “o que temos”.

Lá fora, as modinhas regionais e os hits pimba, já vão fazendo esquecer a polémica construção do porto – “a gente acaba por se habituar, não é? Qualquer dia ninguém se lembra de como isto era antes”. E cá dentro, põem-se mesas e desfilam petiscos bem temperados e bem regados, brinda-se ao futuro, que o passado, esse já está registado pelo olhar de uma madrilena que veio para os confins do mundo e se apaixonou pelas paisagens, pelas pessoas, e pelas suas vidas.

Porto Formoso por/by Marisa Cardoso

Na rota do chá

Os nossos cicerones deste fim-de-semana, Amaya Sumpsi e Eduardo Ventura, conheceram-se há dez anos aqui mesmo em São Miguel (ela veio estudar através do programa Erasmus, ele dava aulas) e do seu projeto conjunto de vida já nasceram, entre outras coisas, uma filha, Mia, e este documentário. Enquanto nos conduzem por estradas que desembocam em horizontes de infinito para, a seguir, serpentearem sinuosamente entre muros de pedra à beira mar, em direção à costa norte da ilha, vão-nos apontando lugares e recapitulando histórias.

No bairro do Caranguejo, o bairro dos pescadores de Rabo de Peixe e um study case sociológico, os esforços de integração resultaram em curiosos arruamentos. “Podem ser pobres, mas não lhes falta imaginação”, ri-se Eduardo, enquanto pasmamos perante casas totalmente personalizadas, ao contrário do que é comum encontrar-se num típico bairro social. As fachadas estão pintadas ao gosto do freguês, com cores garridas (verde, amarelo, vermelho, rosa choque) e ostentam nichos com santos da devoção, corações sagrados, cabeças de cavalo em cerâmica e até esfinges egípcias, evocando civilizações distantes num quotidiano feito das agruras do mar e das redes de pesca. “As pessoas aqui são diferentes”, justifica Amaya, enredando-nos num aceso debate sobre a dialética inclusão/exclusão.

Não fosse o poder da paisagem que se alcança a partir do miradouro de Santa Iria ter-nos tirado o pio e continuaríamos a discussão. Mas o que se contempla do alto desta falésia impõe silêncio. O necessário para abrir os pulmões, respirar fundo e agradecer a dádiva ao criador, uma prece pela natureza que, quando é assim, de um belo quase supra terreno, nos eleva a alma.

Amaya Sumpsi - Miradouro de Santa Iria/Santa Iria viewpoint por/by Marisa Cardoso/ 2013

Com a alma lavada e o espírito renovado, é tempo de alimentar o corpo e não há melhor sítio para o fazer em Porto Formoso do que o restaurante Maré Cheia, o do Carlinhos, que na altura em que Amaya começou a filmar Meu Pescador, Meu Velho era a tasca de serviço à produção. Como tudo em redor, evoluiu, e pelas mesas enfeitadas com motivos marinhos, passam agora as melhores lapas grelhadas do mundo, uma sopa de peixe e deliciosos bocas negras e enxaréus grelhados, “há sempre peixe da época”, acompanhados por arroz de lapas, pimentas da terra e cebola curtida (marinada em vinagre de vinho tinto e especiarias).

Vamos a pé até à vizinha praia dos Moinhos que, depois das obras para construir equipamentos de apoio, e segundo Carlinhos, “ficou toda vanguardista”. Sobre a areia negra vulcânica da praia, a coisa mais vanguardista que encontramos é o triquini prateado de uma emigrante com os cabelos pintados de loiro e uma fita na cabeça.

Novamente de carro, subimos a encosta verdejante, para visitar a fábrica de chá Porto Formoso que, a par da Gorreana, sobreviveu aos tempos em que as únicas plantações de chá da Europa existiam aqui, no norte de São Miguel, com plantas trazidas do Brasil no século XVIII, curiosamente para fins ornamentais. À medida que fazemos um roteiro pela antiga fábrica, observando velhos tabuleiros de rolagem e outra maquinaria, contam-nos a história da empresa fundada por Amâncio Maia nos anos 20 do século passado, e, em paralelo, a do início da produção industrial do chá, quando, em 1878, por iniciativa da Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense, chegaram à ilha dois chineses “que fumavam ópio e que por cá ficaram deixando descendentes”.

Fábrica de chá/Tea factory por/by Marisa Cardoso

No alpendre de madeira com vista para os campos de cultivo do chá que desembocam lá longe no mar, degustamos os aromas do Orange Pekoe, do Pekoe e do Broken Leaf, imaginando os preceitos, as tradições e os jogos populares da colheita “à moda antiga” que todos os anos, no primeiro fim de semana de maio, é recriada pela Fábrica de Chá Porto Formoso. E agora que já passa da hora que os pontualíssimos britânicos impuseram ao mundo para saborear as virtudes terapêuticas das tisanas, há que regressar à vila e encher com 200 cadeiras o barracão onde Amaya vai fazer a première do seu documentário.

 

Encontro de amigos

Depois da excitação da noite anterior, entre aplausos, modinhas brejeiras e conversas com amigos, sabe bem acordar com o som das ondas a embaterem nas rochas e com a janela cheia de mar.

O pequeno-almoço é servido numa das bonitas salas da Casa das Calhetas, na Calheta, – onde estamos alojados – que servia de apoio à atividade agrícola de um morgadio cujos registos de propriedade datam de 1723. Num cenário que respira História, a pequena História que inesperadamente nos espreita em inúmeros recantos de Portugal,  e enquanto dá o pequeno-almoço à filha, Amaya recupera algumas das histórias recolhidas ao longo de oito anos e de 60 horas de filme. “Ficou tanta coisa de fora”, resume, como se a conclusão deste capítulo da sua vida fosse o final feliz de uma história de amor.

E por falar em amor, há muitos amigos para visitar nesta passagem relâmpago por um lugar de afectos. “Não tive qualquer espécie de apoio para fazer este filme. Sem os amigos, incansáveis, teria sido impossível.” É com alguns deles que passamos a manhã, num vale rasgado por um riacho e respetivo moinho, a brincar com cães e a apanhar morangos silvestres. Trabalhar nunca foi tão fácil!

Os reencontros continuam a celebrar-se à hora do almoço, em São Brás, no restaurante Cantinho do Cais, onde nos espera um festim épico. As favas ricas, a bola da sertã e os chicharrinhos fritos com inhame e recheio (migas) são um prenúncio de felicidade que se prolonga no polvo guisado e que acaba em perfeito êxtase num célebre molho de peixe, uma espécie de ensopado em que nadam apetitosas postas de cântaro, raia e abrótea. “Que se lixe a cozinha molecular!”, dispara Eduardo, para gáudio do proprietário, Jorge Alberto, que começou por ter uma minúscula tasquinha familiar em Porto Formoso. Um dos seus filhos, que está a terminar o doutoramento em Física e que nas férias dá uma mãozinha a servir à mesa, ri-se e acrescenta: “Vamos ver!” Motivo mais do que suficiente para a conversa à mesa regressar ao tema tradição/inovação e ao bairro do Caranguejo de Rabo de Peixe. Diana Diegues, a amiga de Amaya que também é a produtora do documentário, trabalhou com a comunidade de pescadores e assistiu à descaracterização de uma tribo “com regras sociais muito específicas a quem impuseram uma maneira de viver e que, de repente, se tornou moda nos gabinetes e observatórios sociológicos comunitários. Bastava aparecer Rabo de Peixe para os projetos serem aprovados.” Resultado? “O Clube Naval e o Centro de Artes e Ofícios estão fechados e existem incongruências como um campo de futebol ao lado de um centro de astronomia. Alguém estava com a cabeça nas estrelas!”

Depois de terminarmos em beleza mais uma garrafa do excelente vinho branco da ilha Terceira e de nos abandonarmos nos braços dos deuses com umas queijadas de queijo de cabra, seguimos viagem a cantarolar, deslumbrando-nos com a magnificência das paisagens que constantemente se renovam. Mais rural e bucólica aqui, mais ampla ali, do miradouro do Pico do Ferro, antevendo a lagoa vulcânica das Furnas, montes verdes que se despencam no mar, os olhos postos mais além, no azul pintalgado dos matizes fúcsia, vermelho e laranja que anunciam o fim do dia.

É já de noite quando deixamos os corpos escorregarem para dentro das águas termais da Poça da Dona Beija, nas Furnas, uma formação de piscinas naturais com água quente a 39º, cujas qualidades terapêuticas começam por nos proporcionar um bem-estar tão intenso que quase nos sentimos a levitar.

Poça da Dona Beija/Dona Beija thermal pool por/by Marisa Cardoso

E é ainda em puro estado de graça que, na manhã de domingo, descemos ao porto de pesca de Porto Formoso para uma sessão fotográfica de despedida. Preparando-se para a procissão, um dos acontecimentos do ano, os pescadores lavam e vestem de flores os seus barcos que, mais logo, hão de sulcar os mares de todos os dias, desta vez para agradecer à virgem a abundância do peixe e a proteção divina. Lá está mestre Dídiu, o fiel conselheiro de Amaya, com o seu acervo de conhecimentos sobre a pesca e sobre os pescadores da terra, lá está também Paulo Jorge, que aos 38 anos de vida já leva 30 de mar e que é a prova viva de que, em Porto Formoso, os tempos estão mesmo a mudar: “Este barco pesca tudo. Até turistas!”

texto Patrícia Brito fotos Marisa Cardoso

Frelimo reconhece vitória eleitoral do MDM em Nampula

Moçambique:Frelimo reconhece vitória eleitoral do MDM em Nampula 

Maputo – O partido governamental Frelimo felicitou o candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na oposição, pela vitória obtida nas eleições de domingo no município de Nampula, no norte do país.  Leia mais

 

 

Renamo apresenta ao governo moçambicano proposta para observadores e mediadores das conversações

Maputo – A Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, apresentou ao secretário do Conselho de Ministros do governo os termos de referência para a indicação de mediadores e observadores nacionais e internacionais, visando a viabilização das conversações que estão praticamente paralisadas após 24 rondas sem resultados.  Leia mais

Cabo Verde apela à abolição definitiva da escravatura

Presidente de Cabo Verde apela à abolição definitiva da escravatura

Praia – A escravatura é “o mais abjeto crime perpetrado pelo Homem contra a Humanidade” e ainda persiste no mundo, pelo que ninguém pode furtar-se ao combate pela sua abolição definitiva, diz o presidente de Cabo Verde.  Leia mais

prémio heroi do ano – universidades de terceira idade

A Direção da RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade) e o
Instituto Politécnico de Bragança (IPB) têm o prazer de comunicar que o
Presidente-fundador da RUTIS e professor da Escola Superior de Saúde do IPB,
Dr. Luis Jacob, recebeu o prémio “Herói do Ano 2013” da revista Visão, que
premeia personalidades que se destacaram na ação social.  

Este prémio é o fruto do trabalho do nosso presidente ao longo dos anos em
prol dos mais velhos e vem no seguimento do recente reconhecimento da RUTIS
como um projecto modelo a nível europeu pelo trabalho realizado durante o
ano europeu do envelhecimento activo, 2012. Recordamos que o Dr. Luis Jacob
é Conselheiro do Conselho Economico e Social do Estado Português. 

Ver http://visao.sapo.pt/ja-sabemos-quem-sao-os-nossos-herois=f759331 e
participação no programa “Prova oral” da Antena 3,
http://rsspod.rtp.pt/podcasts/at3/1312/2766456_146936-1312022036.mp3 

Luís Jacob Jacinto, 42 anos (1º Prémio). 

Tem uma longa carreira solidária, que começou no início da juventude, com
muitas e diversas ações de voluntariado. Em 1997, foi nomeado diretor
técnico do Centro Paroquial de Almeirim, onde criou a Universidade Sénior de
Almeirim e onde começou a desenhar a ideia de fundar a Associação Rede de
Universidades da Terceira Idade (RUTIS), para apoiar e promover o movimento
das Universidades da Terceira Idade ainda muito incipiente na altura. Hoje,
a associação tem 218 universidades, 37.000 alunos e 4.500 professores
voluntários, sendo a maior do mundo. É licenciado em Educação Social pela
Escola Superior de Educação de Santarém, doutorando em Gerontopsicologia,
professor do ensino superior e autor de diversos livros. Em 2011, em
parceria com a Microsoft e a Inforlândia, ainda criou o primeiro computador
específico para seniores - o sénior virtual.

escola pública

O modelo de escolas públicas com gestão privada que defendemos para Portugal, em linha com o conceito de “Serviço Público de Educação” que está associado ao projecto de tornar livre a escolha da escola no nosso País, não permite que as escolas seleccionem os alunos. No entanto, em muitos países com modelos diferentes, a selecção é aceite, embora, na prática, ela não seja significativa. Afinal, a grande selecção existe quando há propinas a pagar, o que não acontece nas escolas de que temos vindo a falar e que defendemos para Portugal.

NOTA ADICIONAL: O Fórum para a Liberdade de Educação defende que as escolas públicas, sejam de gestão pública ou privada, devem ser irredutivelmente proibidas de seleccionar os alunos, sob que pretexto seja. Para existir liberdade de forma efectiva, é condição essencial ser garantido a todos os alunos, sem excepção, a possibilidade de escolherem uma determinada escola. Só dessa forma se garante a todos – e obviamente aos mais desfavorecidos – a possibilidade de optarem pela escola que consideram mais adequada. Como é evidente, em caso de excesso de procura, compete ao Estado prefigurar o quadro de selecção que vigorará. Ou seja, critérios como a proximidade geográfica relativamente à escola ou o facto de existirem irmãos a frequentar uma determinada escola, poderão configurar argumentos que definem os critérios de selecção. Uma vez satisfeitos estes critérios, se ainda existir excesso de procura, o Fórum para a Liberdade de Educação defende que deve ser feito um sorteio entre o excesso de procura e a oferta disponível em cada escola. Mas, por regra, liberdade pressupõe que seja para todos e, desta maneira, as escolas públicas, sejam de gestão pública ou privada, não devem poder seleccionar os alunos que as frequentam. Como é evidente, a diversidade de experiências realizadas um pouco por todo o Mundo trouxeram diversas opções e critérios que foram evoluindo à medida que se testavam as possibilidades existentes. Mas, de facto, para que um sistema educativo seja livre, é condição sine qua non que todos tenham acesso à escolha.

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Portugal: AGUIAR BRANCO. NEGOCIATA DOS ESTALEIROS

Posted: 03 Dec 2013 12:39 PM PST

Balneário Público
A negociata do governo com a Martifer vem mais ou menos explicada no Expresso. Sendo assim, Aguiar Branco, ministro da Defesa, que tem a tutela dos Estaleiros de Viana do Castelo, oferece de mão-beijada os estaleiros a uma empresa que até nem tem no seu historial “experiência na construção de navios mas sim de barcos e barquinhos para navegarem no rio Douro” – disse-o o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo. Porém, esse facto por si só não é entrave de monta, nem outros, para o ministro do ataque, digo, da Defesa. Pior ainda é a negociata e os milhões que saem dos bolsos dos contribuintes para financiar a Martifer ao longo de anos, assim como os milhões a pagar aos trabalhadores… pelo Estado (por nós) quando aquilo que o ministro e o governo alegam é que não há dinheiro para recuperar os Estaleiros nem as “regras” da UE permitem (mas para a negociata já permite). Preparem a carteira (os que ainda a usam e têm lá alguma notinha) para pagar à Martifer e a quem mais vier. Diz o Expresso no título “Portugueses pagam para a Martifer utilizar Estaleiros de Viana do Castelo” que a negociata está engendrada do seguinte modo: “Cada português pagará 2,18 euros pela subconcessão dos Estaleiros de Viana à Martifer, mas a fatura pode aumentar até 46,28 euros para resolver quase todos os problemas.” Ora se isto não é dar um grande abanão na árvore das patacas à custa dos esbulhados portugueses o que é? Fica a pergunta. E no Expresso diz mais ainda: “O Estado deverá receber um total de 7,05 milhões de euros em rendas que serão pagas pela Martifer para utilizar os terrenos e o equipamento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) até 2031. Mas muito antes disso, o Estado terá de pagar até janeiro de 2014 cerca de 30 milhões de euros para despedir os 609 trabalhadores dos ENVC.” Boa negociata. O Estado (o governo) recebe pouco mais de 7 milhões e vem roubar aos contribuintes portugueses várias paletes de milhões de euros para oferecer a uma empresa que entra no clube do É Fartar Vilanagem e que agora promete mundos e fundos mas que decerto foi contagiada com o vírus do Bando de Mentirosos chefiados por Passos Coelho e fica, como o governo, sem crédito. O governo (Estado) recebe 7 milhões e oferece quantas dezenas de milhões esbulhados aos portugueses? Boa negociata a deste Aguiar Branco. Branco… e opaco, não transparente. Por essas e outras aumentaram os ricos em Portugal à custa do desmesurado e desumano aumento dos pobres portugueses miserabilizados. Ora se isto, a negociata, não é dar um grande abanão na árvore das patacas à custa dos esbulhados portugueses o que é? Expliquem, sem sofismas.
Manuel Tiago
Leia mais em Balneário Público
Portugal: SOBRE A INCOERÊNCIA

Posted: 03 Dec 2013 12:34 PM PST

Triunfo da Razão
Se fizermos o exercício de recuar até ao mês de março de 2011, lembramo-nos da facilidade com que o PEC IV do então primeiro-ministro José Sócrates foi chumbado. Dessa feita, o discurso da estabilidade política e das idiossincracias dos mercados esvaiu-se com a maior das facilidades.
Recorde-se que a consequência desse chumbo protagonizado pelos actuais primeiro ministro e vice terá sido o acentuar dos custos para o financiamento da economia portuguesa. Com esse chumbo chamou-se a atenção dos mercados para a instabilidade política em Portugal e consequentemente forçou-se a solução troika com o seu programa de assistência financeira.
Ora, os mesmos que hoje clamam por consensos, estabilidade política e afins para não inquietar os mercados e para não piorar a já difícil situação portuguesa são os mesmos que se calaram aquando do chumbo do PEC IV ou que até contribuiram directamente para esse chumbo.
Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e seus acólitos são especialistas em incoerência e, como tal, podem oferecer interessantes lições sobre o tema. Mas como os factos, sobretudo em política, tendem a cair nas malhas da efemeridade, essa incoerência acaba por ser esquecida ou desvalorizada.
Ana Alexandra Gonçalves
Leia mais em Triunfo da Razão
Moçambique: Membros da Renamo impedidos de comunicar com advogados em Nampula

Posted: 03 Dec 2013 12:29 PM PST

Verdade (mz), Nampula
A Liga dos Direitos Humanos acusa o Comando Geral da Polícia da República de Moçambique de estar a impedir o acesso dos advogados aos 31 membros da Renamo detidos há mais de dois meses no Comando Provincial de Nampula, acusados de estarem envolvidos nos ataques armados ocorridos no distrito de Rapale.
Segundo a Liga dos Direitos Humanos, quando solicitada pela Renamo para prestar assistência jurídica aos seus membros, enviou uma equipa de advogados para junto das autoridades policiais e judiciárias da cidade de Nampula darem andamento ao processo.
Estranhamente, “o Comando Provincial da PRM em Nampula, sob orientação do Comando Geral, não permitiu o acesso dos advogados da Liga aos detidos que se encontram naquele local, violando o disposto no n°. 4 do artigo 63 da CRM, que consagra o direito do advogado de comunicar pessoal e reservadamente com o seu patrocinado, mesmo quando este se encontre preso ou detido em estabelecimento civil ou militar”, refere a LDH.
Entretanto, através de contactos efectuados com os familiares dos detidos, a Liga diz ter sido possível apurar que as detenções foram efectuadas entre os dias 24 de Outubro e 19 de Novembro do ano em curso, mas que até ao dia 27 de Novembro os detidos não tinham sido presentes a um juiz da Instrução Criminal para a legalização da prisão, conforme o disposto no artigo 311 do Código de Processo Penal (CPP).
Os familiares dos detidos relataram, igualmente, que não tem sido permitido o fornecimento de alimentos aos detidos, sendo que esta, de acordo com a LDH, não é prática do Comando da PRM naquela província providenciar alimentação aos detidos nas suas celas, razão pela qual, receia pela detorioração da situação humanitária dos detidos.
Alguns detidos podem ter sido executados
A Liga dos Direitos Humanos refere ainda que Cristiano Ganizane Chapolene Bero, detido na sua casa na Cidade de Nampula, no dia 18 de Novembro, terá sido executado no dia 23 de Novembro na zona de Napone, distrito de Nampula-Rapale e Fernando Malique, detido em Chipene, no distrito de Memba, terá sido vítima de graves actos de torturas e neste momento desconhece-se se ainda vive.
Assim, a LDH chama a atenção das autoridades do Estado Moçambicano para observar as leis internas, começando pela Constituição da República de Moçambique e os vários instrumentos internacionais que Moçambique aderiu como são os casos do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos, a Convenção Contra a Tortura, normas essas que proíbem execuções sumárias, tortura e garantem o direito à defesa e ao justo julgamento a todos os arguidos, sem nenhum tipo de discriminação, independentemente do crime cometido, seja de natureza civil ou militar.
A LDH recorda às instituições de defesa e segurança do Estado de Moçambique, que a Constituição da República não está suspensa e as restrições dos direitos fundamentais devem observar os termos consagrados na lei fundamental.
Nestes termos, a LDH condena todos os actos tendentes a vedar o direito de acesso à justiça daqueles cidadãos e solicita desde já, a intervenção do Ministério Público para pôr termo as graves violações dos Direitos Humanos que vêm se verificando nas celas do Comando da PRM na Província de Nampula.
RENAMO APRESENTA TERMOS DE REFERÊNCIA PARA MEDIADORES E OBSERVADORES…

Posted: 03 Dec 2013 12:25 PM PST

… DO DIÁLOGO COM GOVERNO
Maputo, 03 Dez (AIM)
–O partido Renamo, o maior da oposição em Moçambique, apresentou ao secretário do Conselho de Ministros os termos de referência para a indicação de mediadores e observadores Nacionais e Internacionais, por forma a se prosseguir com o diálogo que já soma sensivelmente 24 rondas sem sucessos assinaláveis.

O diálogo encravou depois da Renamo, que liderou 16 anos de guerra civil terminada em 1992, exigir a presença, na mesa do diálogo com o governo, de observadores e mediadores nacionais e internacionais.

Em comunicado de imprensa hoje recebido pela AIM, a Renamo reitera que para as “negociações com o governo” tem apenas uma única delegação, chefiada por Saimone Macuiana, tendo, o Presidente do Partido, Afonso Dhlakama, criado uma equipe de ‘especialistas’ para assuntos de Defesa e Segurança, que somente serão requisitados para assessorar o grupo quando se abordar ‘o ponto 2 da agenda’ atinente as Forças de Defesa e Segurança ou quando se chegar a fase de preparação da reunião de alto nível entre o Presidente do Partido RENAMO e o Presidente da República, Armando Guebuza.

No mesmo documento, a RENAMO propõe, para este mês de Dezembro, três sessões semanais, como forma de se esgotarem os pontos essenciais ainda este ano.

Sobre os termos de referência para a indigitação de ‘observadores nacionais e internacionais, bem como de mediadores nacionais e internacionais’, a Renamo refere que “estes poderão ser encontrados, a nível nacional, na Sociedade Civil moçambicana, entre personalidades de reconhecido mérito e idoneidade, nos vários estratos sociais que compõe o mosaico cultural, social, académico, Religioso do nosso país e a nível Internacional, na SADC, UNIÃO AFRICANA, UNIÃO EUROPEIA, EUA, e ONU’.

Quanto a operacionalização, a Renamo propõe que os convites sejam assinados conjuntamente pela RENAMO e pelo Governo, dirigidos a cada uma das organizações.

De acordo com a Renamo, os observadores indicados deverão acompanhar as conversações e tomar notas sobre elas e que devem ser informados sobre a data, local, hora, e agenda das conversações.

No tocante a conduta, este partido avança que “eles deverão ser imparciais no cumprimento de seus deveres, e, não devem, em nenhum momento, exprimir tendenciosidade ou preferência em relação às partes; realizar suas actividades sem interferir nas negociações; abster-se de fazer comentários pessoais ou prematuros sobre suas observações, quer seja à media ou a pessoas interessadas, e limitarão seus comentários a informações gerais sobre a natureza de suas actividades como observadores”.

Propor a metodologia das conversações; acompanhar, coordenar e moderar as conversações; fazer a síntese no final de cada sessão de conversações, são parte das propostas de tarefas específicas pela Renamo.

(AIM) Delfina Cupensar (DAC)/mz
Rafael Marques quer reabertura de investigação em Portugal ao vice-PR angolano

Posted: 03 Dec 2013 11:48 AM PST

Em causa estão 400 milhões de dólares dos negócios de Manuel Vicente, diz o activista
Voz da América
O activista e jornalista angolano Rafael Marques disse hoje que é preciso que se continuem as investigações às actividades económicas em Portugal do vice presidente angolano Manuel Vicente.

“Em causa estão 400 milhões de dólares e é preciso explicar como estes valores foram parar a Portugal e que negócios é que o vice-presidente tem para movimentar estes fundos,” disse Marquem para quem “é preciso garantir que de facto não tenham sido fundos provenientes dos cofres do estado ou em esquemas que tenham facilitado o uso da sua posição como gestor da Sonangol para ilicitamente acumular fortuna pessoal”.

Marque falava á Voz da América para confirmar que tinha pedido a abertura da instrução do caso de alegado rimes financeiros que envolvem o vice-Presidente angolano, Manuel Vicente.

Isto depois de na semana passada a procuradoria da república portuguesa ter arquivado um inquérito ao vice-Presidente, a Francisco Higino Lopes Carneiro e à empresa de telecomunicações Portmill instaurado na sequência de uma «averiguação preventiva, assente em queixa apresentada pelo ex-embaixador de Angola Adriano Teixeira Parreira, por denúncia de transacções financeiras em bancos e instituições financeiras portuguesas».

Rafael Marques tinha sido ouvido pela polícia judicária portuguesa na sequência de entrevistas e artigos que escreveu denunciando a alegada corrupção.

A procuradoria portuguesa disse que «Manuel Vicente, Francisco Higino e a empresa apresentaram elementos documentais de suporte das transacções financeiras detectadas nas suas contas bancárias, assim como fizeram prova de rendimentos compatíveis com as operações referidas».

Manuel Vicente e Francisco Higino «não têm antecedentes criminais em Angola, por crimes precedentes de branqueamento de capitais, nem processos-crime em investigação», referia a nota da procuradoria, que justificava o arquivamento do inquérito com a «inexistência de crime precedente» e «a apresentação de elementos documentais de suporte das transacções financeiras, detectadas nas contas bancárias».

Mas a procuradoria portuguesa disse também que devido á posição de Manuel vicente como vice presidente de angola este tinha recebido “um tratamento distinto” tendo em conta o “interesse nacional”

Rafael Marques disse que a decisão da procuradoria tinha sido política e que por aconselhamento do seu advogado “que é cidadão português” tinha decidido pedir a reabertura do processo.

Na foto: Manuel Vicente

Ouça a entrevista aqui

Angola: OBRIGADO SENHOR PRESIDENTE PELA PERSEGUIÇÃO

Posted: 03 Dec 2013 11:33 AM PST

Willam Tonet – Folha 8, 30 novembro 2013
Hoje tenho mais certezas do que dúvidas e sinto-me envergonhado por saber que o mais alto magistrado do país, o senhor Presidente da República de Angola, montou uma máquina impiedosa que tudo faz para inventar, prejudicar, prender e, pouco falta, para assassinar por pensar diferente, como tem acontecido com outros angolanos. É quase uma obsessão mental, um temor, um grande receio em relação à minha pessoa. “É William fez, é William não fez, é William comunicado, é muita oficialidade e propaganda sem necessidade, e isso porque não faço parte do grupo de corruptos e delapidadores do erário público”.
Senhor Presidente, a perseguição feita pelo regime por si capitaneado, não pauta pela lisura nem pela honradez, recorre amiúde, sem a menor sombra de escrúpulos, a métodos que frisam a ilegalidade e apenas são aceites por não haver equidade que valha em certos meios jurídicos ligados ao partido no poder e à sua pessoa, enquanto presidente de Angola, que se posiciona, apenas como sendo presidente dos angolanos do MPLA&CIA, o que resulta numa persistente mostra de senilidade, sem sentido nem juízo. Desde calúnias de fuga ao fisco a prisões arbitrárias, passando pelo roubo de computadores do F8, comunicados despropositados e mentirosos do bureau político do MPLA/JES, mais a retirada da carteira profissional e agora a tentativa de anulação do diploma, tudo é feito para me combater e desacreditar através de métodos “pidescos” e lamacentos.
Senhor Presidente, quanto ao diploma, desde já uma prenda de Natal; ofereço-lhe o papel, porquanto o verdadeiro, alojado no meu “disco duro mental,” é marca registada que tanto atemoriza o seu regime e está livre de confisco.
Senhor Presidente, longe de qualquer petulância, só pessoas mal formadas, mesquinhas e incompetentes podem agir de forma tão saloia. Eu não me formei a cabular, nem encomendei teses de mestrado e doutoramento, logo, confio na competência jurídico-profissional, não precisando por isso de bajular nem de cartão de comité de especialidade de partido político, para trabalhar em Angola ou no mundo. Exemplos, para quê? Pode crer, o facto de o seu regime cancelar todos os meus títulos e documentos é como chover no molhado, pois numa nova Angola que havemos de ter, talvez a breve trecho, o quadro será diferente, haverá maior justiça, democracia para todos, paz verdadeira na prática e o fim da discriminação contra quem pense diferente.
Senhor Presidente, a perseguição contra mim não é mera coincidência e como tal, deveria envergonhar os seus actores, enquanto projecto demoníaco, só possível em ditaduras com dirigentes intolerantes e sem verticalidade.
Senhor Presidente, admito e aceito a fidelidade dos algozes ao seu serviço, USP/UGP, sem preguiça, os agentes do SINSE (Segurança do Estado), cumpridores cegos ou a DNIC, detentores de esquadrões da morte segundo o Supremo Tribunal Militar, cravarem o meu corpo de balas no Campo da Revolução (como fizeram ao nacionalista do MPLA, Sotto Mayor, sem ter cometido crime algum) ou na Fortaleza São Miguel (onde assassinaram Nito Alves, sem julgamento). Experiência para isso não falta do lado executor, ela está à mão de semear…
Senhor Presidente, acredite, até tinha uma certa admiração por si, como pessoa, e sentia-me confortado, talvez, ingenuamente, por o considerar a suprema instituição da isenção, democracia, imparcialidade e justiça. Enganei-me!
Senhor Presidente, a minha pessoa atemoriza-o tanto ao ponto de lhe tirar o sono? Olhe que são muitas as situações de ilegalidade contra um cidadão, demais os indícios de maldade, má-fé e discriminação. Ainda que diga o contrário é isso que acontece, a justiça está do avesso, e subvertida está a sua natureza, pois não parte do crime para o autor, mas sim do autor para o crime.
Senhor Presidente, com todas estas e outras situações, a reputação de Angola, como país soberano mas dependente do petróleo, está a arrastar-se nas ruas da amargura. Com efeito, quem pode acreditar num país ou num governo que não respeita sequer os acordos académicos? Ninguém! Os diplomatas e empresários estrangeiros, mesmo sabendo como é fácil fazer dinheiro pelo recurso a uma certa corrupção de Estado, hesitam em investir na nossa Angola, porque o país está eivado da perfídia que reina nas relações de negócios onde a lei muda quando mais convém e transforma o que é legal em ilegal.
Senhor Presidente, os esbirros do ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, ao invalidar o acordo assinado entre a AWU e a UAN, bem como todos os documentos académicos que atestam a conclusão da formação graduada e pós-graduada na American World University, apenas demonstraram e puseram a nu o desnorte governativo e a sua demoníaca maneira de pensar política. Quem age de forma cega, corre o risco de tanta bestialidade, que facilmente se questiona a sua capacidade, para tão nobre empreitada.
Senhor Presidente, acredite no que lhe vou dizer: precisa urgentemente de um ministro de Ensino Superior com mais competência e visão, mas se for para premiar a incompetência, peço perdão, este serve-lhe perfeitamente, tanto mais que, tendo sido um dos governantes mais indisciplinados enquanto secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, ao ponto de não respeitar a ministra (coincidentemente, esposa do director de gabinete do presidente do MPLA), foi premiado… Ora, na realidade, quem age com irresponsabilidade, marginalizando a lei, não pode garantir um ensino superior de excelência, nem uma imagem séria do governo, ao agir por emoções partidocratas.
Senhor Presidente, nesta passada discriminatória de, recorrentemente, serem marginalizados homens competentes pela simples razão de não pensarem como os bajuladores do templo, azo é dado aos augúrios de retaliações violentas, o que muito provavelmente mais cedo ou mais tarde acabará por acontecer, se nada for feito.
Senhor Presidente, a incoerência desta quadrilha de teólogos políticos, levou-os, pouco mais ou menos, a dar um arroto de ilegalidade que se transformou em borrada fedorenta que envergonha o nosso país pois o resultado da sua estupidez redundou na apresentação formal de uma prova límpida e indesmentível de que a anulação compulsiva da validade do diploma de mestrado de William Tonet e suspensão da carteira de advogado, sentença lavrada pelo procurador adjunto da República, no decorrer do julgamento do “Caso Quim Ribeiro”, de quem eu era um dos advogados, não era anulação nenhuma, e que, portanto, a minha expulsão da defesa era totalmente ilegal, pois não sendo possível anular o que foi antes anulado, o meu diploma era válido nessa altura! Vergonha, perfídia, maquiavélica destilação de ódio!
E hoje, Senhor Presidente, pergunto-me como é que um ministério do Ensino Superior não tem juristas capazes de evitarem esta borrada jurídica? Felizmente esta não é a visão do verdadeiro MPLA, pese o partido ser refém de JES. O MPLA que conhecemos, no passado, tinha mais lisura, cumpria acordos, envergonhava menos os seus militantes. Goste-se ou não, a verdade é que a decisão actual desta anulação peca por defeito, pois enquanto simples decisão, não pode sem fundamentação anular vínculos anteriores. Isso é de lei, mesmo se sabendo ser este Governo avesso à lei e à própria Constituição por si próprio lavrada.
Senhor Presidente, ao caucionar toda esta perseguição, enquanto Presidente de Angola, está a permitir que se vá longe demais na maldade e no desrespeito aos angolanos de boa-fé. O senhor converte-me em seu principal inimigo, como se não tivesse mais nada com que se preocupar, a nível do país e familiar, principalmente, enquanto pai e avó.
Senhor Presidente, dedique o seu tempo, não a perseguir um cidadão, mas ao bem-estar dos angolanos, à consolidação da paz, mas na pratica diária e não no verbo inócuo. Deixe, ao menos, um legado ao país, para não ser lembrado apenas como anti-democrata, discriminador e insensível para com os que pensavam diferente de si.
Senhor Presidente, construa, nestes últimos tempos, uma imagem de verdadeiro patriota, não uma imagem próxima do imperador César, mas de Martin Luther King. Será demais? Talvez, mas ao menos tenha um sonho. Ouse, ao menos, sonhar reconciliar os angolanos, todos sem excepção, num dia em que os angolanos do MPLA, os angolanos da UNITA, os angolanos da CASA CE, os angolanos do PRS, os angolanos da FNLA, os angolanos do BD e PP, todos os angolanos possam manifestar-se livremente, sem os bastões e balas assassinas.
Senhor Presidente, sonhe afastar a política de perseguição, de humilhação de prisões injustas e de assassinatos, cometidos por quem tem a sua bênção.
Senhor Presidente, não preciso de lhe implorar nada, pela plena consciência de o próximo passo dos seus homens ser a retirada do Bilhete de Identidade, sob alegação de não ser angolano, pois não se contentam em despojar-me vingativamente de tudo. Mas desde já lhe digo, farei resistência, manifestar-me-ei contra a renovação do actual, BI por ser partidário, contém as imagens de Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, sem qualquer tipo de referendo popular.
Senhor Presidente, vou confessar-lhe, não tenho ódio contra si, mas pena, por estar tão mal rodeado e desguarnecido em relação ao futuro. Mas ainda assim, tenha de mim a certeza que, não sendo possível ao seu governo retirar o meu “disco duro mental”, os meus conhecimentos jurídicos, um dia, quem sabe, numa nova Angola sem discriminação eu ainda lhe possa defendê-lo, a si e, ou, aos seus, como advogado, por lhe fugirem os que hoje tanto o bajulam e o ajudam a errar.
Senhor Presidente, a missão de um governo não pode reduzir-se a credibilizar a incompetência como norma de gestão e promotora da violência extrema, dos julgamentos forjados e dos assassinatos de inocentes, é mais que tempo de provar, nesta altura, em que o país tanto precisa de quadros qualificados, nada justifica prescindir dos angolanos competentes através do estratagema de fuzilamentos selectivos, como aconteceu com o matemático, Mfulumpinga Landu Victor ou com o jovem engenheiro de construção civil, Hilbert Ganga. Hoje matar um ser humano é tão fácil e normal, pelo ruído (in)justificativo da corte de bajuladores do templo, que se divertem com a morte dos angolanos de “segunda categoria” (os que não são do MPLA), abrindo garrafas de champanhe, debitando argumentos esfarrapados.
Senhor Presidente, em nome de Deus, pare com a sua perseguição inútil, pois não lhe devo nada, já o inverso não é verdadeiro. Trabalhei honestamente para o seu gabinete em 1991/1992, mas o senhor não paga, nem restitui os bens perdidos, tudo para eu vegetar à fome e depois rastejar até si, para ser humilhado com migalhas, inferiores às que são deitadas aos vossos cães. Pergunte a José Leitão, Helder Vieira Dias, Fernando Garcia Miala, ao ex-ministro das Finanças, Pedro de Morais e até mesmo ao actual ministro das Finanças, numa altura em que era director nacional do Tesouro.
Finalmente, senhor Presidente, já que me retirou quase tudo, colocou a sua guarda pretoriana, os seus juízes, o seu ministério público, a sua ordem de advogados e a sua imprensa a forjar e a inventar coisas sobre mim, sem direito ao contraditório, mais nada mais lhe resta, senão, como atrás verti, retirar-me a vida, Mas ao menos, diga-me o dia e a hora, para eu poder ver de pé os meus cobardes algozes.
Na foto: William Tonet
Subida de Angola no ranking da Transparência Internacional não significa melhoria

Posted: 03 Dec 2013 11:27 AM PST

Deutsche Welle
Angola é o único país de língua oficial portuguesa que melhora a pontuação no índice de corrupção, divulgado pela Transparência Internacional. Porém, ONG e ativista Rafael Marques desvalorizam o facto.
O relatório de 2013 da Transparência Internacional revela que entre os países de língua portuguesa apenas Angola conseguiu ter mais pontos que no ano passado, passando de 22 para 23, numa escala de 0 a 100, “em que 0 significa que o país é percecionado como altamente corrupto, e 100 que um país é muito limpo”, segundo as notas explicativas que acompanham a divulgação do relatório.
Este ponto vale a Angola uma melhoria de quatro posições, para o lugar número 153 do ranking que ordena os 175 países em função da corrupção percecionada pelos peritos que mais de perto trabalham com o setor público.
Porém, aos olhos de Lucas Olo Fernandes, coordenador para a África Central da Transparência Internacional, esta subida não é vista necessariamente como uma melhoria.
“Em relação a Angola e a outros países, devo dizer que a mudança de um ponto, não é relevante. São mudanças em uma ou duas ou até três pesquisas. Mas não queremos dizer que houve realmente grandes mudanças, talvez alguma coisa aconteceu, talvez alguma lei tenha trazido algum impacto para este índice”, sugere o especialista.
Falta de controlo judicial
Também o ativista angolano dos direitos humanos e jornalista Rafael Marques, premiado este ano pela Transparência Internacional pelo seu empenho no combate à corrupção em Angola, desvaloriza a melhoria.
“As melhorias registadas pelos países tem mais a ver com a perceção internacional, do que fatores internos. Quando olhamos para a grande corrupção em Angola, não há casos que tenham chegado a tribunal. E eventualmente isto leva instituições internacionais a pensarem que há melhorias na transparência”, explica.
“Mas não há, houve até um agravamento da situação”, frisa Rafael Marques.
A título de exemplo, Rafael Marques relata que o Governo angolano pela primeira vez na sua história apresentou a conta geral do Estado de 2011, embora com 18 meses de atraso e sem relatórios justificativos para 70% das despesas.
“Os mais prejudicados com os atos de corrupção são os cidadãos dos países”, relembra Rafael Marques.
Mudança no horizonte
Embora Rafael Marques olhe para melhoria alcançada por Angola com cepticismo, tem esperança na mudança.
“No caso de Angola, a melhoria e a mudança só acontecerão quando este Presidente sair, porque ele é o principal promotor da corrupção em Angola e enquanto ele estiver no poder a corrupção continuará a ser o principal motor da sua governação”, garante Rafael Marques.
A corrupção está principalmente ligada às grandes riquezas naturais do país. De acordo com o colaborador da Transparência Internacional, Lucas Olo Fernandes, o Governo tem de prestar contas e mostrar responsabilidades para com a população.
“Angola tem rendimentos mais altos do que a média dos outros países da região. Mas em Angola, há problemas em ter instituições democráticas fortes para combater os elevados níveis de pobreza e de corrupção”, conclui.
Autoria: Nádia Issufo – Edição: Nuno de Noronha / António Rocha
Portugal: A DÍVIDA, A BARRIGA E A PORTA

Posted: 03 Dec 2013 09:49 AM PST

Fernando Santos – Jornal de Notícias, opinião
Prepare-se: esta será uma terça-feira marcada pela gabarolice do Poder em torno da confiabilidade a ser-lhe alegadamente outorgada pelos mercados internacionais. Não dispondo de um cêntimo para mandar cantar um cego, o país vai usar uma técnica conhecida: empurrar com a barriga uma parcela da dívida de curto prazo. As obrigações de pagamento de 26,9 mil milhões no período 2014/2015 serão arrastadas para 2017/2018 graças à compreensão dos credores e em troca, dirão os especialistas, de um juro “tolerável”. Apesar de tudo.
Longe das batalhas políticas de corredor, será entretanto aconselhável relativizar as previsíveis hossanas audíveis.
É verdade, haverá um alívio no calendário da dívida – mas ela permanecerá, a acumular mais despesa com juros.
Embora em parte caricatural, o comum dos mortais conhece as regras aplicadas pelos credores aos devedores. Uma bagatela de dívida repercute-se em mais e mais exigências de cumprimento dos prazos acordados; pelo contrário, sob pena de um estouro monumental da entidade que concede empréstimo, uma enormidade de dívida leva a mil cuidados de tratamento – muitas vezes só faltando meter o incumpridor numa estufa, não vá uma corrente de ar mandá-lo para outro mundo antes de ter hipótese de satisfazer financiamentos recebidos. Do quotidiano basta ter presente a quantidade de alcatifas vermelhas postas à disposição de devedores de milhões à Banca na tentativa de que mais tarde do que cedo eles cumpram acordos e seja possível fintar imparidades….
Não nos deixemos enganar: o “rolar” da dívida não resolve nada; adia apenas os problemas.
Montada nos bastidores, e por isso condenada previsivelmente ao sucesso, a operação anunciada para hoje será, quando muito, uma parcela de alívio de curto prazo, introduzindo mais e mais pressão no médio e longo prazo. E esse é o ponto de um erro estratégico vulgar nos últimos anos do país: transferir obrigações para fases posteriores, desanuviando o presente mas carregando de nuvens o futuro.
No caso em apreço, é razoável considerar a situação excecional por que passa Portugal como justificativa de uma operação de troca de dívida por dívida. A transferência de responsabilidades por mais três anos, agregando-as a outras, só pode ser boa se o pouquíssimo campo de manobra adquirido for realmente aproveitado para introduzir mudanças de choque no comportamento económico do país e através das quais seja possível aliviar pacotes draconianos de austeridade.
O bom método a aplicar será esse; o mais previsível, mas pouco produtivo, é entretanto o da criação de uma pequena bolsa de resistência suplementar do Governo, ajudando-o a chegar ao final de mandato sob o lema do quem vier atrás que feche a porta. Ou apague a luz.
Portugal: “Aguiar-Branco tratou trabalhadores dos estaleiros como coisas” – Mário Soares

Posted: 03 Dec 2013 09:42 AM PST

Denise Fernandes – Económico
O ex-chefe de Estado critica a “incompetência” do ministro da Defesa e elogia o secretário-geral da CGTP no processo dos estaleiros de Viana.
O ex-presidente da República, Mário Soares, diz que o ministro da Defesa tratou os 600 trabalhadores dos estaleiros de Viana como “coisas”. O histórico socialista critica a “incompetência” do ministro da Defesa, Aguiar-Branco “que só tem criado problemas e nada feito” e elogia o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, no processo dos estaleiros de Viana.
“Com o actual Governo, todos os dias há novas políticas desastradas”, escreve Mário Soares no seu artigo de opinião publicado hoje no Diário de Notícias. “Desta vez a culpa voltou a ser do ministro da Defesa, Aguiar-Branco, que só tem criado problemas e nada feito”, acrescenta o ex-chefe de Estado.
“Agora resolveu atacar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e pôr na rua, como se fossem coisas, 600 trabalhadores. Fez isso de um jacto, depois de lhes ter prometido salvar os estaleiros e garantir o maior número de postos de trabalho. Mas, claro, não cumpriu”, sublinha Mário Soares.
Por sua vez, o ex-presidente da República elogia o líder da CGTP, Arménio Carlos que, como refere, “com o seu dinamismo habitual, foi logo a Viana, para se informar e valer aos trabalhadores”. “Ouvi-o e gostei do que disse. Não se pode, com tanta incompetência – e sem qualquer critério válido – tentar destruir uma cidade capital”, acrescenta Soares.
Mário Soares escreve ainda sobre a actual situação de Espanha e Portugal, afirmando que tem “uma grande vergonha” que os dois Estados ibéricos estejam “perto de ditaduras”. Segundo defende, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao contrário do Governo português, teve “a lucidez” de não deixar a troika no seu país “mas adoptou também a famigerada austeridade, o que veio a dar no mesmo”.
Os dois Estados ibéricos estão, na opinião de Soares, “próximos” da ditadura. “Porque os Estados sociais estão a desaparecer e os sindicatos a não serem ouvidos, como nas democracias é de regra”, sustenta. “Uma desgraça contra a qual é necessário lutar. Claro, pacificamente”, conclui.
Portugal: Greve na Carris com “níveis muito grandes” de adesão – sindicato

Posted: 03 Dec 2013 09:38 AM PST

Económico com Lusa
A adesão à paralisação parcial da Carris continua com “níveis muito grandes”, cumprindo as “expectativas”, segundo Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).
Em declarações à agência Lusa, o sindicalista referiu que os dados de domingo e de segunda-feira à tarde indicam “níveis muito grandes” de adesão.
“Como já tínhamos expectativas, da parte da tarde houve níveis muito grandes de adesão, que se traduziu em algumas carreiras a serem feitas por dois ou três autocarros e nos serões algumas carreiras a ficarem sem nenhum autocarro a funcionar”, afirmou.
Nas oficinas da Carris Bus, a adesão esteve “muito perto dos 100%”.
Durante esta semana de luta, vão decorrer discussões entre as várias estruturas sindicais para eventuais ações de protesto, mas no “concreto ainda não está nada agendado”.
Pela parte da Carris, dadas as “características atípicas” desta greve “não há dados concretos” sobre a paralisação.
Os trabalhadores da Carris estão a fazer greve parcial desde domingo até 07 de dezembro e ao trabalho suplementar durante todo o mês em protesto contra o Orçamento do Estado (OE).
O documento prevê reduções salariais, concessão das empresas públicas de transporte a privados e a redução das indemnizações compensatórias, entre outras medidas.
Brasil: BARBOSA E O VIÉS AUTORITÁRIO – análise Marcos Coimbra

Posted: 03 Dec 2013 07:02 AM PST

Quem lida com pesquisa de opinião vê o aumento do número de eleitores que dizem odiar algo ou tudo na política
Marcos Coimbra– Carta Capital
A figura de Joaquim Barbosa faz mal à cultura política brasileira. Muito já se falou a respeito de como o atual presidente do Supremo conduziu o julgamento da Ação Penal 470, a que trata do “mensalão”. Salvo os antipetistas radicais, que ficaram encantados com seu comportamento e o endeusaram, a maioria dos comentaristas o criticou.
Ao longo do processo, Barbosa nunca foi julgador, mas acusador. Desde a fase inicial, parecia considerar-se imbuído da missão de condenar e castigar os envolvidos a penas “exemplares”, como se estivesse no cumprimento de um desígnio de Deus. Nunca mostrou ter a dúvida necessária à aplicação equilibrada da lei. Ao contrário, revelou-se um homem de certezas inabaláveis, o pior tipo de magistrado.

Passou dos limites em seu desejo de vingança. Legitimou evidências tênues e admitiu provas amplamente questionáveis contra os acusados, inovou em matéria jurídica para prejudicá-los, foi criativo no estabelecimento de uma processualística que inibisse a defesa, usou as prerrogativas de relator do processo para constranger seus pares, aproveitou-se dos vínculos com grande parte da mídia para acuar quem o confrontasse.

Agora, depois da prisão dos condenados, foi ao extremo de destituir o juiz responsável pela execução das penas: parece achá-lo leniente. Queria dureza.
Barbosa é exemplo de algo inaceitável na democracia: o juiz que acha suficientes suas convicções. Que justifica sua ação por pretensa superioridade moral em relação aos outros. E que, ao se comportar dessa forma, autoriza qualquer um a pegar o porrete (desde que se acredite “certo”).
Sua figura é negativa, também por um segundo motivo.
Pense em ser candidato a presidente da República ou não, Barbosa é um autêntico expoente de algo que cresceu nos últimos anos que pode se tornar um grave problema em nossa sociedade, o sentimento de ódio na política.
Quem lida com pesquisas de opinião, particularmente as qualitativas, vê avolumar-se o contingente de eleitores que mostram odiar alguma coisa ou tudo na política. Não a simples desaprovação ou rejeição, o desgostar de alguém ou de um partido. Mas o ódio.
É fácil constatar a difusão do fenômeno na internet, particularmente nas redes sociais. Nas postagens a respeito do cotidiano da política, por exemplo sobre a prisão dos condenados no “mensalão”, a linguagem de muitos expressa intenso rancor: vontade de matar, destruir, exterminar. E o mais extraordinário é que esses indivíduos não estranham suas emoções, acham normal a violência.

Não se espantam, pois veem sentimentos iguais na televisão, leem editorialistas e comentaristas que se orgulham da boçalidade. Os odientos na sociedade reproduzem o ódio que consomem.

Isso não fazia parte relevante de nossa cultura política até outro dia. Certamente houve, mas não foi típico o ódio contra os militares na ditadura. Havia rejeição a José Sarney, mas ninguém queria matá-lo. Fernando Collor subiu e caiu sem ser odiado (talvez, apenas no confisco da poupança). Fernando Henrique Cardoso terminou seu governo reprovado por nove entre dez brasileiros, enfrentou oposição, mas não a cólera de hoje.

O ódio que um pedaço da oposição sente atualmente nasce de onde? Da aversão (irracional) às mudanças que nossa sociedade experimentou de Lula para cá? Do temor (racional) que Dilma Rousseff vença a eleição de 2014? Da estupidez de acreditar que nasceram agora problemas (como a corrupção) que inexistiam (ou eram “pequenos”)? Da necessidade de macaquear os porta-vozes do conservadorismo (como acontece com qualquer modismo)?

Barbosa é um dos principais responsáveis por essa onda que só faz crescer. Consolidou-se nesse posto nada honroso ao oferecer ao País o espetáculo do avião com os condenados do “mensalão” rumo a Brasília no dia 15 de novembro. Exibiu-o apenas para alimentar o ódio de alguns.
A terceira razão é que inventou para si uma imagem nociva à democracia. O papel que encena, de justiceiro implacável e ferrabrás dos corruptos, é profundamente antipedagógico.
Em um país tão marcado pelo personalismo, Barbosa apresenta-se como “encarnação do bem”, mais um santarrão que vem de fora da política para limpá-la. Serve apenas para confirmar equívocos autoritários e deseducar a respeito da vida democrática.
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Brasil: Movimentos repudiam criação de efetivo para conter manifestações em SP

Posted: 03 Dec 2013 06:49 AM PST

Gisele Brito, da Rede Brasil Atual
Movimentos sociais declararam repúdio à iniciativa do comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo de criar um efetivo para atuar em manifestações de rua. O coronel Benedito Roberto Meira, comandante da instituição, afirmou durante evento organizado ontem (28) pelo jornal O Estado de S. Paulo que o efetivo terá 120 homens jovens, com mais de 1,80 metro e treinados em artes marciais. O grupo irá reforçar as forças de repressão que atuam em manifestações na cidade.
Atualmente, policiais montados em cavalos, pilotando motocicletas, da Tropa de Choque e da Força Tática são destacados para os protestos, além do efetivo de patrulhamento.
Segundo assessoria de comunicação da PM, o efetivo não tem data para começar a atuar. O treinamento nas técnicas de luta é comum a todos os soldados, sargentos e oficiais e amplia as alternativas disponíveis ao profissional de segurança pública, de acordo com a assessoria. Mas, para ativistas, as características da capacitação representam a disposição do Estado de agir com violência.
“A própria seleção já indica isso. E essa não é uma resposta que esperamos. É uma resposta militar”, afirma o advogado do grupo Advogados Ativistas, André Zanardo. “Quem selecionava gente com mais de 1,80 metro era Hitler para a SS. Agora vemos o governador Geraldo Alckmin fazer o mesmo contra a população”, compara.
“É um governo sem compromisso com o povo. Com isso, eu não tenho sombra de dúvida que nós temos que nos preparar para o enfrentamento”, acredita o coordenador da Central de Movimentos Populares, Luiz Gonzaga, o Gegê. “Ano que vem terá muita pancadaria. Isso se não matarem alguém. Porque a tática deles é amedrontar o povo. Mas isso não resolve. O que resolve são políticas sociais”, defende.
Para Mariana Félix, integrante do Movimento Passe Livre, responsável pela organização das manifestações do começo de junho, quando se intensificaram os atos de rua em todo o país, a resposta do governo do estado foi um conjunto de ações para reprimir a articulação da população. Nesse sentido foi aprovada ontem a criação de uma comissão especial mista no Congresso para regulamentar dispositivos constitucionais ainda pendentes de um projeto de lei que tipifica e penaliza atos de terrorismo no Brasil e para proibir máscaras em manifestações. “Não entendemos o porquê de os governos direcionarem tanto dinheiro para reprimir e não para atender às demandas sociais”, diz.
Foto: Midia Ninja
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Percepção de corrupção no Brasil não mudou, diz Transparência Internacional

Posted: 03 Dec 2013 06:09 AM PST

Deutsche Welle
Protestos contra a corrupção e prisão de “mensaleiros” não influenciaram posição brasileira em ranking da Transparência Internacional. Brasil segue abaixo da linha dos 50 pontos e ONG diz que há muito por fazer.
O Brasil se manteve estável no Índice de Percepção da Corrupção apresentado nesta terça-feira (03/12), em Berlim, pela Transparência Internacional, uma ONG cujo principal objetivo é a luta contra a corrupção. Entre os 177 países avaliados, o Brasil alcançou a 72ª colocação em 2013, com 42 pontos – um ponto a menos e três posições abaixo em comparação ao ranking de 2012, ficando dentro da margem de erro da pesquisa.
Apesar de a queda não ser grande – a organização considera significativa uma alteração de mais de quatro pontos de um ano para o outro – a situação do Brasil é preocupante. O país, juntamente com dois terços das nações e territórios pesquisados, ainda se mantém no grupo com menos de 50 pontos numa escala de zero (percepção de altos níveis de corrupção) a 100 (percepção de baixos níveis de corrupção).
“Isso não é uma boa notícia, porque o Brasil é um líder que deveria mostrar um melhor resultado”, afirma Alejandro Salas, diretor regional para as Américas da Transparência Internacional, em entrevista à DW. “O país é uma economia emergente de primeiro nível e quer se colocar como um ator internacional relevante, mas, quando se trata de boa governabilidade, está indo mal.”
Uruguai (73 pontos) e Chile (72) foram os países latino-americanos mais bem avaliados. Porto Rico (62), Costa Rica (53) e Cuba (46) também ficaram acima do Brasil. As últimas colocações entre os países americanos são Paraguai (24), Venezuela (20) e Haiti (19), sendo que a liderança na América ficou com Canadá (81), Barbados (75) e EUA (73). A última colocação do ranking foi dividida por Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, com 8 pontos cada.
O índice leva em conta a opinião de especialistas sobre a corrupção no setor público. As pontuações dos países podem ser positivas se existir um amplo acesso a sistemas de informação e normas que regulem o desempenho de quem ocupa os cargos públicos, enquanto que a falta de prestação de contas do setor público, somada a instituições pouco eficazes, são fatores que deterioram essas percepções.
Pontuação média próxima a África e países árabes
Salas afirma que a pontuação média dos países da América Latina é de 39 – valor muito próximo dos países árabes (37) e dos países africanos (33). Em comparação, países da Europa Ocidental obtiveram, em média, 66 pontos – entre eles, a líder do ranking, Dinamarca (91), empatada com a Nova Zelândia –, além da Finlândia (89), com a mesma pontuação da Suécia. A Alemanha ficou na 12ª posição, com 78 pontos.
“Nada contra os países africanos ou árabes, mas a América Latina, onde existem sistemas eleitorais democráticos funcionando, eleições e um pouco mais de liberdade de expressão – coisas que vários países árabes e africanos não têm –, deveria estar mais próxima da pontuação média da Europa do que da África”, diz Salas.
Ele cita que a região latino-americana possui instituições públicas e organizações da sociedade civil que atuam contra a corrupção, além de os países terem assinado tratados e convenções internacionais contra a corrupção e a maioria dos países possuírem leis de acesso à informação pública.
“Mas é preciso usar essa infraestrutura. É como construir uma ponte muito moderna e não poder usá-la. Isso é o que está acontecendo na América Latina: os líderes políticos e a sociedade civil têm a responsabilidade de fazer funcionar essa infraestrutura. Isso explica, na minha opinião, porque estamos tão abaixo e próximos, na pontuação média, de países africanos e árabes”, afirma Salas.
Protestos e caso do mensalão devem melhorar próximos índices
Os protestos que levaram milhões de brasileiros às ruas neste ano, além da aprovação e implementação de leis que combatem a corrupção e a impunidade, tal como a Lei da Ficha Limpa, do Acesso à Informação e a Anticorrupção Empresarial, são avanços importantes, mas que ainda não foram suficientes para aumentar a pontuação do país em 2013. Mas esses fatores deverão influenciar os próximos rankings, já que o índice se alimenta das informações dos últimos dois anos.
“Diminuir a corrupção de um país é um processo de longo prazo, a pontuação não vai melhorar de um ano para o outro. Tivemos muitos fatos positivos, como a Lei de Acesso à Informação, que devem se refletir nos próximos anos. A própria prisão dos mensaleiros é um fato positivo e manda uma mensagem, agora que os políticos poderosos também vão para a cadeia”, diz Josmar Verillo, vice-presidente da Amarribo, braço brasileiro da Transparência Internacional.
Ele diz que, quando a Amarribo surgiu, em 1999, a situação do país era muito pior, já que entrar com um processo na Justiça ou propor a cassação de um político era muito mais difícil por causa da falta de leis que davam acesso a documentos. Hoje, as condições melhoraram e isso deverá se refletir também nos próximos índices.
“Porém, há ainda muito trabalho para ser feito. Estamos longe de padrões escandinavos. Mas existe uma questão cultural que começa a ser vencida, a do ‘jeitinho’ brasileiro, de tentar resolver as coisas da forma mais fácil”, afirma Verillo. “Isso está sendo um processo de mudança cultural e as empresas privadas e o governo têm grande responsabilidade.”
Autoria: Fernando Caulyt – Edição: Alexandre Schossler
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Timor-Leste vai continuar concentrado na arbitragem internacional com a Austrália

Posted: 03 Dec 2013 06:03 AM PST

Díli, 03 dez (Lusa) – O chefe da diplomacia timorense disse hoje que Timor-Leste vai continuar concentrado no processo de arbitragem internacional com a Austrália, depois de a secreta australiana ter confiscado documentos do escritório do advogado que defende a posição timorense.
“Temos um processo e vamos continuar concentrados nesse processo de arbitragem internacional com a Austrália”, disse José Luís Guterres, sem mais comentários ao assunto.
O advogado que representa Timor-Leste na arbitragem internacional relativa ao caso das acusações de espionagem contra a Austrália denunciou hoje que elementos da secreta australiana revistaram o seu escritório alegando razões de segurança nacional.
Em declarações à imprensa australiana, o advogado Bernard Collaery disse que vários agentes realizaram uma busca hoje à tarde ao seu escritório em Camberra e que levaram consigo vários ficheiros eletrónicos e documentos em papel.
Timor-Leste acusou formalmente a Austrália, em final de 2012 junto do Tribunal Internacional de Haia, de espionagem quando estava a ser negociado o Tratado sobre Certos Ajuste Marítimos no Mar de Timor, em 2004.
Na sequência da queixa apresentada pelos timorenses, foi criada uma arbitragem internacional, que vai reunir pela primeira vez esta semana.
Timor-Leste insiste que devido à espionagem os australianos tiveram acesso a informação confidencial sobre o petróleo e o gás no Mar de Timor, relevante para os negociadores timorenses, e que prejudicaram o país durante as negociações do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (CMATS), assinado em 2006.
Com a arbitragem internacional, Timor-Leste pretende ver o tratado anulado, podendo assim negociar a limitação das fronteiras marítimas e, assim, tirar todos os proveitos da exploração do Greater Sunrise.
Aquele campo de gás está situado a cerca de 100 quilómetros da costa sul marítima timorense e, segundo peritos internacionais, se forem delimitadas as fronteiras marítimas de acordo com a lei internacional o Greater Sunrise ficará situado na zona exclusiva económica de Timor-Leste.
O CMATS determina que os resultados da exploração do Greater Sunrise, que vale biliões de dólares, são repartidos igualmente entre os dois países e impede a definição das fronteiras marítimas entre Timor-Leste e a Austrália durante um período de 50 anos.
MSE // VM – Lusa
ASSOCIAÇÃO DE AMIZADE TIMOR-LESTE-CHINA LANÇADA EM DÍLI

Posted: 03 Dec 2013 05:58 AM PST

Zacarias da Costa apresentou ontem a Associação de Amizade Timor-Leste/China (AATLC), mostrando a sua satisfação, na realização de um projeto, que se tornou realidade, a criação da associação de amizade entre esses dois países, numa cerimónia realizada no Timor Plaza.
“A Associação visa genericamente fins de interesse cultural, social, assistencial e educativo, com o intuito de fomentar a amizade, a valorização e a continuidade da herança entre os dois povos” de Timor-Leste e da República Popular da China, citou o presidente da Comissão organizadora Zacarias da Costa, o artigo segundo os estatutos da Associação.

É uma associação sem fins políticos, sem fins lucrativos e sem fins religiosos. Apenas a amizade que existe entre os dois povos, de uma relação que se quer manter sólida e dinâmica entre os dois países no presente e no futuro, segundo o presidente da comissão.

Timor-Leste quer aprofundar, valorizar e promover a sua relação com a China.

“Para além da mistura de sangue que corre nas veias de muitos timorenses, hoje temos relações sólidas e uma cumplicidade que ultrapassou regimes políticos e ditaduras”, disse Zacarias.

O presidente disse ainda que a criação desta Associação é uma contribuição para inspirar a criatividade do povo timorense e expandir e aprofundar o entendimento mutúo dos dois países e ajudar os governos a consolidar essa relação.

Estabelecer pontes para fortalecer as ligações entre os empresários de ambos os países, realização de intercâmbios, conferências e festivais de cultura, desporto e outras atividades serão áreas de dinamização desta amizade e solidariedade entre estes dois países.

O lançamento da AATLC realizou-se no edifício pertencente a uma herança timorense-chinesa, do sr. Jape Kong Su, membro fundador número dois, mas que por motivos de saúde, não pode estar presente.

SAPO TL, com foto

Tailândia: Líder da oposição garante que protestos em Banguecoque vão continuar

Posted: 03 Dec 2013 05:50 AM PST

Banguecoque, 03 dez (Lusa) – O líder dos protestos na Tailândia, o ex-vice-primeiro-ministro no Governo do Partido Democrata (2008-2011) Suthep Thaugsuban, afirmou que as manifestações vão continuar, depois de hoje os seus seguidores terem ocupado as sedes do Governo e da Polícia Metropolitana.
“Podemos celebrar, mas não podemos deixar-nos levar. O ‘regime de Thaksin’ ainda continua”, defendeu Suthep durante um discurso transmitido pelo canal Blue Sky.
“O nosso objetivo é a total erradicação do ‘regime Thaksin’, assinalou, garantindo que não voltará a exercer política no seio das fileiras do Partido Democrata, que integrava como senador até há umas semanas.
Suthep acusa a atual primeira-ministra, Yingluck Sinawatra, de corrupção e de ser um fantoche nas mãos do seu irmão mais velho, Thaksin, que, de acordo com os seus opositores, governa o país a partir do exílio.
O movimento antigovernamental recusou, mais uma vez, parar os protestos em troca da demissão de Yingluck e da dissolução do Parlamento com vista à realização de eleições.
“Novas eleições agora só serviriam para mais compra de votos. Eles compram o seu caminho para o poder”, disse Suthep, numa referência à família Shinawatra e ao partido político que lideram.
“Devemos ser pacientes. Um golpe de Estado leva apenas três horas. A batalha requer tempo porque nós só temos coração e as mãos vazias”, acrescentou, dirigindo-se aos seus seguidores, em declarações citadas pela agência Efe.
Após dois dias de intensos confrontos, os manifestantes conseguiram entrar hoje, sem resistência, nas sedes da Polícia Metropolitana e do Governo na capital tailandesa.
DM // PMC – Lusa
Manifestantes entram nas sedes da Polícia e do Governo na capital tailandesa

Posted: 03 Dec 2013 05:46 AM PST

Banguecoque, 03 dez (Lusa) – Após dois dias de intensos confrontos com as forças de segurança, os manifestantes antigovernamentais conseguiram entrar hoje, sem resistência, nas sedes da Polícia Metropolitana e do Governo na capital tailandesa.
O chefe da autoridade metropolitana, o general Kamronvit Thoopkrachang, indicou, esta manhã, que os agentes não recorreram ao lançamento de gás lacrimogéneo e deixaram os manifestantes entrarem na sede, permitindo que permaneçam nas instalações o tempo que desejarem, indica o diário Bangkok Post.
“Os escritórios pertencem ao povo e foram construídos com o dinheiro dos seus impostos”, apontou o mesmo responsável, em declarações citadas pela agência noticiosa Efe.
O líder do movimento opositor, o ex-vice-primeiro-ministro no Governo do Partido Democrata (2008-2011) Suthep Thaugsuban, instou, num discurso proferido esta noite, os seus seguidores a concentrarem as suas forças no quartel, tendo-se iniciado hoje de manhã o que os manifestantes batizaram de “assalto final”.
Pelo menos oito viaturas da polícia encontram-se calcinadas à entrada da sede do Governo, segundo constatou a Efe, após os violentos confrontos registados esta noite, durante os quais os manifestantes antigovernamentais lançaram, entre outros, cocktails molotov contra as forças de segurança.
No domingo e na segunda-feira, os polícias procuraram dispersar a multidão com gás lacrimogéneo, canhões de água e balas de borracha, enquanto os seguidores de Suthep Thaugsuban respondiam com pedras, garrafas e explosivos artesanais, tentando remover as barreiras de cimento em torno dos edifícios.
Durante a emissão em direto do canal Blue Sky era possível ver a retirada dos agentes antimotim, enquanto os manifestantes retiravam as barreiras e o arame farpado para poderem finalmente aceder ao recinto governamental.
O Centro Erawan para Emergências indicou, no seu mais recente balanço, que os confrontos de segunda-feira resultaram em 119 feridos, a maioria dos quais com problemas derivados da inalação de gases tóxicos.
A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, disse, na segunda-feira, em conferência de imprensa, que não pensa renunciar ao cargo, tal como exigem os manifestantes, voltando a mostrar-se aberta a dialogar com vista a alcançar-se uma solução para a crise política que se instalou no país.
Yingluck Shinawatra qualificou como “inaceitáveis” e como contrárias à Constituição as exigências do líder dos protestos e um dos dirigentes do Partido Democrata (principal partido da oposição) para que ceda o poder a um conselho popular.
Os manifestantes acusam o Executivo eleito de corrupção e de estar a ser manejado, na sombra, pelo primeiro-ministro deposto e irmão mais velho da atual chefe do Governo, Thaksin Shinawatra.
Pelo menos três pessoas morreram durante os confrontos entre apoiantes e oponentes do Governo, na noite de sábado, ocorridos perto da Universidade de Ramkhamhaeng e do estádio Rajamangala, a noroeste de Banguecoque.
A Tailândia vive uma grave crise política desde o golpe militar que, em 2006, derrubou o Governo de Thaksin.
DM // PNE – Lusa
Austrália: AGÊNCIA OFERECEU-SE PARA PARTILHAR INFORMAÇÃO SOBRE CIDADÃOS

Posted: 03 Dec 2013 05:37 AM PST

Os serviços secretos da Austrália ofereceram-se para partilhar informações relativas aos seus próprios cidadãos com entidades congéneres estrangeiras, avança hoje a imprensa citando documentos da Agência de Segurança Nacional dos EUA cedidos por Edward Snowden.
As recentes revelações, com base em documentos facultados pelo ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos EUA Edward Snowden, publicadas pelo The Guardian Australia, indicam que a Defence Signals Directorate (DSD) – uma das principais agências de informações da Austrália – equacionou a possibilidade de partilhar com os parceiros “informação médica, legal ou religiosa”.
Os parceiros a quem a Austrália ofereceu informação incluíam os “Five Eyes” (Cinco Olhos), compostos, além da Austrália, pelos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia, de acordo com o documento, marcado como confidencial, que tem por base notas de uma conferência realizada no Reino Unido em 2008.
Estas revelações surgem na sequência de outras, divulgadas no mês passado, as quais demonstram que as agências secretas australianas tentaram escutar conversas telefónicas do Presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono, bem como da sua mulher e de um círculo interno, desencadeando uma crise diplomática.
Segundo o jornal, o DSD – agora conhecido como Australian Signals Directorate -, a Austrália disse aos seus parceiros globais que poderia partilhar metadados desde que não houvesse qualquer intenção de atingir um cidadão australiano.
Os metadados são as informações geradas pelas pessoas quando usam tecnologias como telefones ou computadores.
Segundo o The Guardian, o documento esclarece que tipo de agências de informação consideraram partilhar informação com as congéneres naquela altura e “confirma que, até certa medida, existe vigilância de dados pessoais na Austrália sem mandado”, refere o jornal.
Geoffrey Robertson, advogado conhecido por estar ligado ao tema dos direitos humanos, citado pelo jornal, defendeu que as revelações aumentaram as preocupações de que agência poderá operar fora do seu âmbito legal.
O senador dos “Verdes” Scott Ludlum também disse que o documento “sugere que a agência poderá ter violado a lei australiana durante cinco anos”, pelo que apelou à abertura de um inquérito.
O primeiro-ministro, Tony Abbott, afirmou não ter razões para acreditar que qualquer lei tenha sido violada.
“A recolha de informação é sujeita à supervisão por parte de uma comissão parlamentar conjunta. É também objecto de uma apertada supervisão por parte do Inspector-Geral de Informação e Segurança”, disse Abbott.
Lusa
Secreta australiana faz rusga a escritório de advogado que defende Timor-Leste…

Posted: 03 Dec 2013 04:01 AM PST

… nas acusações de espionagem
Díli, 03 dez (Lusa) – O advogado que representa Timor-Leste na arbitragem internacional relativa ao caso das acusações de espionagem contra a Austrália denunciou hoje que elementos da secreta australiana revistaram o seu escritório alegando razões de segurança nacional.
Em declarações à imprensa australiana, o advogado Bernard Collaery disse que vários agentes realizaram uma busca hoje à tarde ao seu escritório em Camberra e que levaram consigo vários ficheiros eletrónicos e documentos em papel.
O advogado refere à imprensa australiana que os homens se identificaram como sendo dos serviços de informação australianos, tendo recusado mostrar um mandado de busca, alegando que a operação está relacionada com “segurança nacional”.
“Passaram algumas horas a confiscar todos os documentos e outros registos com base de que era uma questão de segurança nacional”, afirmou o advogado, citado na imprensa.
“Não tenho maneira de conhecer neste momento a base legal destas ações sem precedentes. Realizarem uma rusga ao meu escritório à procura de evidências que estão para ir para a mesa de Haia (Tribunal Internacional”, acrescentou o advogado, que se encontra em Haia.
Bernard Collaery disse também que uma testemunha chave relacionada com o caso timorense, um antigo espião, foi detido numa outra rusga em Camberra.
Timor-Leste acusou formalmente a Austrália, em final de 2012 junto do Tribunal Internacional de Haia, de espionagem quando estava a ser negociado o Tratado sobre Certos Ajuste Marítimos no Mar de Timor, em 2004.
Na sequência da queixa apresentada pelos timorenses foi criada uma arbitragem internacional, que vai reunir pela primeira vez esta semana.
Timor-Leste insiste que devido à espionagem os australianos tiveram acesso a informação confidencial sobre o petróleo e o gás no Mar de Timor, relevante para os negociadores timorenses, e que prejudicaram o país durante as negociações do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (CMATS), assinado em 2006.
Com a arbitragem internacional, Timor-Leste pretende ver o tratado anulado, podendo assim negociar a limitação das fronteiras marítimas e, assim, tirar todos os proveitos da exploração do Gretaer Sunrise.
Aquele campo de gás está situado a cerca de 100 quilómetros da costa sul marítima timorense e, segundo peritos internacionais, se forem delimitadas as fronteiras marítimas de acordo com a lei internacional o Greater Sunrise ficará situado na zona exclusiva económica de Timor-Leste.
O CMATS determina que os resultados da exploração do Greater Sunrise, que vale biliões de dólares, são repartidos igualmente entre os dois países e impede a definição das fronteiras marítimas entre Timor-Leste e a Austrália durante um período de 50 anos.
A imprensa australiana refere também que o procurador-geral George Brandis disse, em comunicado, que autorizou várias rusgas hoje em Camberra.
“Confirmo que hoje, a ASIO (como são conhecidos os serviços de informação australianos) executaram várias rugas em Camberra e ficaram na posse de vários documentos. As rusgas foram autorizadas por mim pelo motivo de que os documentos contêm informação relativa a questões de segurança”, refere.
No comunicado, o procurador-geral refere também que as alegações de que rusgas pretendem afetar ou impedir a arbitragem entre a Austrália e Timor-Leste são erradas.
Para o advogado Bernard Collaery, a rusga é uma forma “óbvia e vergonhosa” de impedir que a justiça seja feita em relação a Timor-Leste.
“Deixei a Austrália há 24 horas. Houve muitas oportunidades, tenho a certeza, de executar as rusgas quando ainda lá estava para lidar com a situação”, disse.
O advogado refere também que os documentos confiscados incluem provas da colocação de escutas pela Austrália na sala do Governo timorense onde decorreram as negociações.
Bernard Collaery disse ainda que tem as provas consigo em Haia e que a rusga não provocará grandes danos no caso de Timor-Leste.
A Lusa está a tentar obter uma reação do Governo timorense, mas ainda não foi possível.
MSE // VM – Lusa
Timor-Leste: FRETILIN PEDE REDUÇÃO DO OGE 2014

Posted: 03 Dec 2013 03:53 AM PST

Os representantes do povo no parlamento nacional pediram ao Estado para reduzir a execução do orçamento geral de estado de 2014 para 1.5 biliões de doláres porque o anterior foi executado com muito menos, segundo o deputado Inácio Moreira da bancada Fretilin, ontem.
“Quando fazemos uma comparação, com a execução do orçamento geral de estado de 2013, é muito fraco. O Fundo para as infraestruturas foi executado em 18%, e o capital para o desenvolvimento foi de 21% do orçamento de 46 milhões”, disse Inácio Moreira.
Por outro lado o presidente da comissão C, no parlamento nacional, Virgilio Dias Marçal informa que o calendário do debate do OGE foi adiado para dia 9 de dezembro.
SAPO TL com STL
Excedente fiscal de Timor-Leste vai diminuir devido à queda das receitas petrolíferas

Posted: 03 Dec 2013 03:48 AM PST

Díli, 03 dez (Lusa) – O excedente fiscal de Timor-Leste deverá “diminuir significativamente” em 2014 devido à redução das receitas petrolíferas, refere o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) num relatório sobre os desafios fiscais do Pacífico para o próximo ano.
Segundo o relatório, divulgado na segunda-feira, o excesso de receitas sobre as despesas públicas vai diminuir devido à redução das receitas petrolíferas e à manutenção dos elevados níveis de despesas pública.
“As receitas totais projetadas para 2014 apresentam um declínio de 41 por cento devido às operações ´offshore´ de petróleo que foram revistas em queda de quase 50 por cento para 1,4 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros). As receitas do petróleo do Kitan e Bayu Undan vão diminuir a médio prazo, depois de terem atingido o pico de produção em 2012”, refere o documento.
No orçamento do Estado para 2014, o governo de Timor-Leste refere que a “produção petrolífera global atingiu o pico em 2012”, adiantando que as “receitas petrolíferas vão cair de forma acentuada para 1,4 mil milhões de dólares em 2014”.
Segundo o governo timorense, a produção do Bayu-Undan atingiu o pico em 2011, tendo começado a diminuir até cessar em 2020, “quatro anos mais cedo que o fim projetado”.
Em relação aos elevados níveis de despesa pública, o documento do ABD salienta que as transferências públicas vão ter um aumento de 22,3 por cento em 2014 devido ao aumento da massa salarial, compra de bens e serviços e aumento dos programas de assistência social para os veteranos, idosos e mães solteiras.
No Orçamento do Estado para 2014, o governo timorense prevê que a despesa com salários e vencimentos em 2014 cresça para 166,9 milhões de dólares (cerca de 123 milhões de euros), o que representa um aumento de quatro por cento em relação a 2013.
Na compra de bens e serviços, está previsto um aumento de 9,2 por cento em relação a 2013 para 435, 6 milhões de dólares (cerca de 321 milhões de euros).
“A economia continua a crescer, mas está a mostrar sinais de desaceleração”, refere o relatório, salientando que o crédito ao setor privado continua a aumentar, mas o ritmo abrandou nos últimos dois anos.
No documento, o ABD refere também que o valor das importações de mercadorias aumentou 28,2 por cento nos primeiros três trimestres do ano, devido à evolução da compra de produtos petrolíferos.
“O valor dos cereais e bens de capital importados caíram 21,2 e 61,2 por cento, respetivamente no mesmo período”, salienta o documento, acrescentando que o registo do número de motociclos aumentou, enquanto as de automóveis de passageiros registaram uma quebra.
O relatório indica também que a inflação anual continua elevada, situando-se nos 12,6 por cento devido ao aumento do preço do arroz e pela alta inflação na Indonésia, de onde Timor-Leste importa a maior parte dos produtos.
MSE // SB – Lusa
Moçambique: UMA VITÓRIA MANCHADA DE SANGUE DE INOCENTES

Posted: 03 Dec 2013 03:41 AM PST

Verdade (mz) – editorial
Qualquer que seja a razão, nada justifica uma guerra, absolutamente nada justifica os horrores que um grupo de indivíduos é capaz de infringir aos outros. Por motivos meramente obscuros, vidas são ceifadas. As últimas eleições municipais puseram a descoberto essa triste realidade. Tratou-se, na verdade, de uma repugnante violação dos direitos humanos perpetrada por um partido que não olhou para os meios para vencer as eleições. Os resultados alcançados pela Frelimo não passam de uma grande mentira. São, na verdade, fruto de um ardiloso esquema, detenções arbitrárias dos delegados de mesa da oposição e do derramamento de sangue de dezenas de cidadãos inocentes.
A vitória da Frelimo é manchada de sangue inocente, para desagrado, dor e até desprezo da população que foi votar e sobretudo dos que, por alguma carga de água, abdicou de exercer o seu direito de voto e dever de cidadania. É, sem dúvida, alarmante o número de abstenções somado aos votos nulos, para vergonha dos vencedores que o são, porque têm como fiéis servidores, na sua mão direita, o STAE e a CNE e, na esquerda, a Polícia e outras instituições do Estado e os seus respectivos vassalos programados para executarem qualquer decisão sem questionar.
Hoje, mais do que nunca, percebem-se os motivos que desencadearam a instabilidade política que se vive no país. Diaboliza-se a Renamo por ter optado pela “guerra” para impedir a institucionalização da ditadura e do monopartidarismo. E “santifica-se” a Frelimo, quando, na verdade, esta mobiliza homens, arma-lhes até aos dentes e torna-lhes perversos para matar sem dó nem piedade cidadãos indefesos. Tudo isso porque a história da luta de libertação de um povo foi transformada na história de um partido. Os dirigentes da Frelimo usam covardemente dessa mesma história para se perpetuarem no poder, marginalizarem os moçambicanos e continuarem a espoliá-los durante tempos sem fim.
É verdade que a Imprensa (oficiosa) também está metida nesta operação. Em conivência com o regime da Frelimo, habilmente lança areia para os olhos do povo com o intuito de domesticá-lo e torná-lo gente sem emoção crítica. A Imprensa oficiosa não só ajudou o regime a encher votos nas urnas e a esconder irregularidades como também apoia no controlo das consciências nas famílias, no interior das escolas e universidades para fabricar homens e mulheres ignorantes, mentalmente estéreis, intelectualmente indefesos e perdidos na alienação. Ninguém questiona a ostentação obscena em que vive um punhado de gente ligada ao partido Frelimo.
Ninguém questiona até quando irá ouvir discursos estupidificantes e sem entranhas de verdade sobre o combate à pobreza absoluta. Ninguém questiona as estranhas reviravoltas na contagem dos votos. Com todos os resultados já divulgados, ninguém se lembrará das promessas feitas na campanha eleitoral, que veio desaguar nas eleições de 20 de Novembro. Promessas essas que não têm nenhuma garantia de virem a ser cumpridas a curto, médio e longo prazo, nem pelos que venceram as eleições passadas e, muito menos, pelos que lhes sucederem no trono.
Leia mais em Verdade (mz)
1 MÊS DEPOIS DA FUGA DE DHLAKAMA, CONTINUA TENSÃO EM MOÇAMBIQUE

Posted: 03 Dec 2013 03:30 AM PST

Um mês após a tomada da principal base do maior partido da oposição, a RENAMO, em Satunjira, e consequente fuga para local incerto do seu líder, Afonso Dhlakama, mantém-se o clima de tensão no país.
O centro de Moçambique continua a viver a pior tensão desde a assinatura do acordo de paz entre o Governo e a RENAMO, em 1992. O clima de tensão político-militar persiste, com o registo de ataques quase diariamente no troço entre o rio Save e Muxungué, no centro de Moçambique, na estrada nacional que liga o sul e o norte do país.
No mais recente incidente, homens armados, alegadamente da RENAMO, realizaram este fim-de-semana dois ataques na região de Muxungué, que se saldaram em três mortos e vários feridos.
Um ponto sem retorno ou uma solução à vista?
Para António Muchanga, membro do Conselho de Estado designado pela RENAMO, a situação piorou desde a tomada da base de Satunjira e a consequente fuga do seu líder, Afonso Dhlakama, para local incerto.
“O desaparecimento do presidente da RENAMO veio complicar ainda mais este processo político sinuoso”, afirma. “Foi um erro estratégico do Governo, se isto continuar, não sei o que vai ser deste país. A maior parte das pessoas que estão a ser perseguidas do lado da RENAMO atacam para não serem atacadas, como forma de se defenderem”, considera.
Já para o analista político Lázaro Bamo houve uma alteração para melhor na vida das pessoas, já que, quer acreditar, se “abriu um novo caminho para a pacificação do país” e terminou “o mito de Satunjira”, onde, de acordo com o analista, “sempre que Dhlakama proferia ameaças, as pessoas recordavam a guerra”.
Desde a tomada da base da RENAMO em Satunjira, nos finais de outubro, muito se especulou em torno de Afonso Dhlakama. Admitiu-se a hipótese de que o líder da oposição pudesse estar morto.
Dhlakama e o diálogo
O Secretário-Geral da Renamo, Manuel Bissopo, que tinha fugido com Dhlakama de Satunjira, desmentiu tais especulações na sua primeira aparição em público, na última semana, em Maputo. “Ele está bem”, garantiu, explicando que “dentro em breve voltará a falar para o seu precisoso povo”. “Está dentro do país e acompanha atentamente o desenrolar dos acontecimentos”.
O analista Baltazar Faiel considera positiva a notícia segundo a qual Dhlakama está vivo e disposto a dialogar, porque, segundo frisou, o líder da RENAMO é um interlocutor válido.
A opinião geral aponta para o diálogo como via para o Governo e a RENAMO alcançarem um acordo que ponha fim ao clima de tensão político-militar. No entanto, na sequência da escalada de ataques no centro do país, o Governo defende a desmilitarização imediata da RENAMO.
“Posições vão aproximar-se”, diz analista
Raul Domingos, atualmente presidente do Partido Democrático de Moçambique e que foi chefe da delegação da RENAMO nas negociações que culminaram com o fim do conflito armado em 1992, contrapõe, afirmando que “não só a RENAMO não deve ter homens armados. A FRELIMO também não deve ter homens armados”. Para o dirigente político, sem “a despartidarização do Estado, da Administração Pública e Forças de Defesa e Segurança, é muito difícil chegarmos a um entendimento sobre o desarmamento da RENAMO”.
A RENAMO abandonou o diálogo com o Governo depois de 20 rondas de negociação, sem consenso, e exige a presença de mediadores e observadores para voltar à mesa negocial. Baltazar Faiel considera um passo positivo o facto de o Governo ter aceite finalmente a presença de observadores nacionais nas negociações.
“Já se deu aqui um passo importante. Penso que o mais fácil é refereir os termos de referência da participação destes observadores. Mas as posições vão-se aproximar”, conclui.
Autoria: Leonel Matias (Maputo) – Edição: Maria João Pinto / António Rocha
Leia mais em Deutsche Welle
Angola: “CHIKOTI MENTIU”, ACUSA DIRIGENTE ISLÂMICO

Posted: 03 Dec 2013 03:20 AM PST

Ministro das Relações Exteriores negou perante corpo diplomático haver perseguição do Islão em Angola
Coque Mukuta – Voz da América
O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, negou sexta-feira, em Luanda, a existência de uma política do governo para perseguir o Islão.
O ministro falava após notícias de que foram destruídas em Angola pelo menos 60 mesquitas.

Segundo Chicoty, a destruição está meramente ligada a procedimentos administrativos relacionados, como a lei que requer o reconhecmento oficial de uma religião antes de poderem operar.

Mas responsáveis muçulmanos afirmam que as palavras do ministro não tem qualquer consistência, atendendo ao que acontece no terreno

David Fungula, vice-presidente daquela comunidade religiosa, reagiu já às declarações do chefe da diplomacia angolana, acusando Jorge Chikoty de ter mentido e de ter tido um discurso sem consistência.

“Eu não posso dizer que o senhor ministro não mentiu, o senhor ministro claudicou”, disse Fungula.

Aquele responsável disse que até organizações de caridade dos muçulmanos são rejeitadas.

“Essas 8 organizações maioritariamente são organizações filantrópicas e nem elas são aceites,” adiantou.

As organizações são a Comunidade Islâmica de Angola, Fundação Islâmica de Angola, Aliança Muçulmana de Angola, Centro Islâmico de Documentação, Liga Islâmica em Angola, Associação Beneficiante de Angola, Associação das Mulheres Muçulmana em Angola, Em nome de Alá e O Clemente e Misericórdias.

Por último, David Fungula reitera haver perseguição por parte do executivo angolano.

“Quando uma ministra afirma nos órgãos públicos que o Islão não faz parte da nossa cultura as entidades não podem vir refutar que não estão contra o islão” concluiu.

Angola cartoon: TRADICIONAL FALTA DE GÁS

Posted: 03 Dec 2013 03:14 AM PST

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livro sobre as máscaras

Caros Amigos, 

O Diretor da Escola Superior de Educação de Bragança, a ERANOS,
Edições e Turismo
Cultural e a Livraria Bertrand de Bragança, têm a honra de convidar
Vossa Ex.ª para a
apresentação do livro Máscara e Danças Rituais de António Pinelo
Tiza, a
realizar no Anfiteatro da E.S.E.B., pelas 10:30 horas do dia 5 de
Dezembro de 2013.

A apresentação ficará a cargo do editor, Dr. Paulo Loução, e do
próprio autor.

 HTTP://WWW.IPB.PT/FILES/201312035ZDA.JPG [1]

	LUíS MANUEL LEITãO CANOTILHO: 

	Visual Arts Coordinator 

	Ph.D. Philosophy and Educational Sciences 

	Instituto Politécnico de Bragança 

	Tel. 00 351 914098885

Links:
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[1] http://webmail2.ipb.pt/HTTP://WWW.IPB.PT/FILES/201312035ZDA.JPG

o zumba açoriano por osvaldo cabral

O zumba açoriano

 

O zumba está na moda em toda a parte.

É uma modalidade desportiva de fitness, mesclada de ritmos latinos e estilos internacionais, com muita coreografia e muita transpiração, mas há quem fique com o corpo sempre na mesma.

É tal e qual a política de turismo na nossa região.

Não falta rapaziada nova envolvida nos organismos oficiais do turismo açoriano, cheios de actividade, estilo e muita coreografia… mas os resultados são os que se conhecem.

Um avião da SATA não é suficiente para albergar esta gente toda a caminho dos inúmeros fóruns, certames, seminários, conferências, feiras, que frequentam amiúde.

Há quem aposte que viajam mais do que os turistas que nos visitam.

Muitos deles acreditam mesmo que uma festarola noctívaga numa discoteca lisboeta, com tudo pago, e mais umas vaquinhas no Rossio, é meio caminho andado para atrair os turistas continentais.

O turismo açoriano está tão encalhado como o Atlântida encomendado pela Atlanticoline.

Como é possível o sector estar a crescer em todo o mundo e a morrer nos Açores?

No ano passado bateu-se o recorde mundial ao atingir-se os mil milhões de turistas, com crescimentos nas Américas, na Europa, na Ásia-Pacífico e até África. Cresceu em Portugal Continental. Porque razão anda a diminuir nos Açores desde 2008?

É claro que o problema são os transportes. A SATA andou nestes últimos anos a estrangular todo o sector.

Mas não é só.

É também o amadorismo dos organismos oficiais na promoção, muita incompetência e muita gente nova sem experiência nenhuma no sector.

O operador açoriano Rodrigo Rodrigues, que conhece bem o nosso meio e o Continente, onde trabalhou até há pouco tempo, disse-o na semana passada – e muito bem – com todas as letras que muitos operadores dizem à boca cheia entre si, mas com medo de declarar publicamente: “(…) temos falhado na estratégia por falta de consistência e falta de visão (…) sim, os transportes aéreos falharam (…) a vinda de “low cost” será sempre positiva (…) a ATA tem uma estrutura totalmente profissional, do ponto de vista dos encargos financeiros e de pessoal, mas que não actua com profissionalismo (…)”.

Em meia dúzia de palavras o especialista fez o diagnóstico.

Eu também não percebo porque se fala agora, outra vez, na encomenda de um estudo sobre o sector.

Pela alma de S. Francisco Xavier (Padroeiro do Turismo), mais um estudo??

Eu já perdi a conta ao número de estudos que se fez sobre o turismo nos Açores.

A euforia do crescimento turístico nesta região, em 2007, foi tão grande, que deu lugar ao deslumbramento, produzindo-se no ano seguinte o estudo mais irracional e irrealista que se fez até hoje nos Açores: o POTRAA.

O Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores previa taxas de crescimento anuais de 7% e um aumento de camas para 15 mil!

Não passámos das 8 mil e, no mesmo ano em que o documento foi apresentado, em cerimónia pomposa, a taxa do turismo baixou 5% e, em 2009, mergulhou para os 11%.

Depois, produziu-se o Plano de Marketing Estratégico, que promovia a “Marca Açores”, de que nunca mais se ouviu falar, e, ainda, o célebre “Plano de Promoção Turística”, em 2010, que esfarelou 30 milhões de euros em promoções delirantes, como sites na internet que não funcionavam ou publicidade em táxis de Londres…

Isto sem contar com a catadupa de estudos que o Observatório de Turismo dos Açores foi produzindo.

Meus senhores: hoje está tudo estudado. Precisamos é de acção!

Vejam o que diz a Directora do melhor hotel design da Europa e, provavelmente, do mundo: “No lado do transporte aéreo funcionam perfeitamente as regras da oferta e da procura e o preço oscila baseado em três variáveis: oscilação da procura, disponibilidade da oferta e momento de compra (…) Este modelo liberal (em conjugação com os hotéis) tem crescido fortemente com o crescimento da internet e proliferação das redes socias (…)”.

Quem o diz é Teresa Gonçalves, Directora do The Vine, na Madeira.

É claro que o zumba na Madeira, mesmo com turismo massivo, é outra música.

Cá, é zumba na caneca…

 

Pico da Pedra, Dezembro de 2013

Osvaldo Cabral

 

(Correio dos Açores; Diário Insular; Multimedia RTP-A; Portuguese Times (EUA); Lusopress Montreal)

 

espionagem australiana e Timor

O chefe da diplomacia timorense disse hoje que Timor-Leste vai continuar concentrado no processo de arbitragem internacional com a Austrália, depois de a secreta australiana ter confiscado documentos do escritório do advogado que defende a posição …

Timor-Leste vai continuar concentrado na arbitragem internacional com a Austrália

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