>PESSOA sou só eu que é

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Será difícil entender o valor do emprego de certas formas linguísticas na poesia de vanguardistas, visionários?

DEVO DEDICAR algumas boas horas das próximas semanas à leitura de “Fernando Pessoa: Uma (Quase) Biografia”, obra do advogado e escritor José Paulo Cavalcanti Filho, membro da recém-empossada Comissão da Verdade.
Para preparar o espírito (e a alma), releio alguns dos tantos poemas de Pessoa que me marcaram, vida afora e adentro. Um deles é o memorável “Poema em Linha Reta” (do heterônimo Álvaro de Campos), que parece ter sido escrito no ano que vem, tal a atualidade (e a intemporalidade) de seus versos. Assim começa o poema: “Nunca conheci quem tivesse levado porrada / Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Qualquer semelhança com os heróis de plástico dos dias de hoje, os metrossexuais, os executivos de toda sorte, os workaholics, as deprimentes figuras que dizem aos quatro ventos que nada é problema, que são felizes etc. (mas dão patadas em Deus e todo o mundo, gritam até com as pessoas mais próximas, cospem fogo pelas ventas, desesperam-se, explodem de dor de cabeça, de estômago etc.) e com sabe Deus mais quem não é mera coincidência.
Pois bem. Vejamos alguns dos versos seguintes do poema de Pessoa: “E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, / Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, / Indesculpavelmente sujo (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho / Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida… / (…) Arre, estou farto de semideuses! / Onde é que há gente no mundo?”.
O verso seguinte é este (parte dele está no título desta coluna): “Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?”. Pois era aí que eu queria chegar. Vá pensando na flexão “é” (do presente do indicativo do verbo “ser”) empregada por Pessoa no trecho “…sou só eu que é vil…”. A julgar pelo que se lê nas gramáticas…
Bem, antes que nos metamos a conversar sobre o caso, lembro uma pergunta que me fizeram numa das muitas feiras do livro de que participei Brasil afora. Um rapaz pediu a palavra e citou uma questão de um concurso público de que ele acabara de participar. Perguntava-se simplesmente qual o erro presente no célebre verso “No meio do caminho tinha uma pedra”, que abre o antológico poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Incrédulo, investiguei e constatei que de fato a tal infame pergunta tinha mesmo sido feita aos pobres candidatos. Na “visão” do “examinador”, há “erro” no emprego do verbo “ter”. Santo Deus! Será difícil entender o valor do emprego de certas formas linguísticas na poesia de vanguardistas, visionários? Será difícil tratar isso com mais sensibilidade, pertinência, inteligência, abrangência?
Pois o verso de Pessoa pode prestar-se a esse tipo de patacoada. Alguém pode perguntar qual é o “erro” e esperar como resposta a forma verbal “é”, que “deveria” ser substituída por “sou” (“Então sou só eu que sou vil e errôneo nesta terra?”). Pobre Pessoa! Pobres poetas! Pobres candidatos! O uso de “é” no poema tem relação direta com a essência da mensagem de Álvaro de Campos. Ao empregar “é” (e não “sou”), o poeta confirma que ele não “É” o único vil e errôneo, ou seja, escancara a hipocrisia alheia e se torna mais verdadeiro e menos vil, ao assumir plenamente a sua verdade, que é a verdade da miséria humana. É isso. 
[Fonte: www.folha.com.br]

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o (des)acordo rasteiramente xenófobo, antibrasileiro, chauvinista e de uma pequenez de horizontes que confrange.

José Cunha-Oliveira 17 May 00:51

é provavelmente um enorme pretensiosismo falar de (des)acordo ortográfico. pressupõe que não se concorda com algo a que não se é chamado a concordar, nem se tem mandato nem qualificação para o fazer. pior, pressupõe que quem tem obrigação profissional de o por em prática pode dar-se ao luxo de não o por em prática. pressupõe que a norma que defendem pode também ser posta em causa, já que ninguém ouviu nem tinha que ouvir a turbamulta intelectual ou intelectualoide da época em que ela foi estabelecida (1911), nem nenhuma das normas anteriores a essa norma pretensamente sagrada e imutável descoberta há 100 anos e já modificada por diversas vezes. tão sagrada e indiscutível que teve contra ela Fernando Pessoa, que adorava os Y e os Ph, mas não ganhou nada com isso, apesar da sua genialidade. pressupõe que, se se pode não concordar com uma norma, todos podem não concordar com a norma ensinada nas escolas. e, por conseguinte, que deixam de existir os erros ortográficos e essas coisas ensinadas pelos professores de Português. que, por conseguinte, deixam de ser necessários.
em parte alguma do mundo a norma ortográfica é estabelecida pelo acordo da turbamulta, seja ela intelectual ou intelectualoide. é algo que é feito regularmente pelas academias de países que partilham a mesma língua, quando pretendem defendê-la da fragmentação das ortografias. é o caso do alemão e do castelhano, entre outras.
mas infelizmente não é nada disso que está em causa na questão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990. o que está em causa é um sentimento rasteiramente xenófobo, antibrasileiro, chauvinista e de uma pequenez de horizontes que confrange. os argumentos sempre utilizados e sistematicamente distorcidos e errados vão ter sempre ao mesmo lado: o antibrasileirismo revoltante.
felizmente, os factos passaram-lhes à frente. o Acordo Ortográfico faz o seu caminho. todos os dias há notícia de nova gente e novos mídia que o aplicam. eles, os pretensiosos que se acham no direito de discordar de algo que não é da conta deles, estão a ficar para trás. xauuuu…
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José Cunha-Oliveira 17 May 00:51

é provavelmente um enorme pretensiosismo falar de (des)acordo ortográfico. pressupõe que não se concorda com algo a que não se é chamado a concordar, nem se tem mandato nem qualificação para o fazer. pior, pressupõe que quem tem obrigação profissional de o por em prática pode dar-se ao luxo de não o por em prática. pressupõe que a norma que defendem pode também ser posta em causa, já que ninguém ouviu nem tinha que ouvir a turbamulta intelectual ou intelectualoide da época em que ela foi estabelecida (1911), nem nenhuma das normas anteriores a essa norma pretensamente sagrada e imutável descoberta há 100 anos e já modificada por diversas vezes. tão sagrada e indiscutível que teve contra ela Fernando Pessoa, que adorava os Y e os Ph, mas não ganhou nada com isso, apesar da sua genialidade. pressupõe que, se se pode não concordar com uma norma, todos podem não concordar com a norma ensinada nas escolas. e, por conseguinte, que deixam de existir os erros ortográficos e essas coisas ensinadas pelos professores de Português. que, por conseguinte, deixam de ser necessários.
em parte alguma do mundo a norma ortográfica é estabelecida pelo acordo da turbamulta, seja ela intelectual ou intelectualoide. é algo que é feito regularmente pelas academias de países que partilham a mesma língua, quando pretendem defendê-la da fragmentação das ortografias. é o caso do alemão e do castelhano, entre outras.
mas infelizmente não é nada disso que está em causa na questão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990. o que está em causa é um sentimento rasteiramente xenófobo, antibrasileiro, chauvinista e de uma pequenez de horizontes que confrange. os argumentos sempre utilizados e sistematicamente distorcidos e errados vão ter sempre ao mesmo lado: o antibrasileirismo revoltante.
felizmente, os factos passaram-lhes à frente. o Acordo Ortográfico faz o seu caminho. todos os dias há notícia de nova gente e novos mídia que o aplicam. eles, os pretensiosos que se acham no direito de discordar de algo que não é da conta deles, estão a ficar para trás. xauuuu…
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os antigos tinham razão

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novo Presidente de Timor-Leste

Timor-Leste. “Cada colher de arroz que os jovens comem, logo a seguir levam uma bofetada dos pais”

Por Edgar Xavier, publicado em 16 Maio 2012 – 03:10 | Actualizado há 16 horas 32 minutos
O novo presidente de Timor-Leste sucede a José Ramos-Horta no domingo, dia em que se assinala também o décimo aniversário da independência do país. Ao i garante que quer usar o serviço militar obrigatório para combater o desemprego
A expressão que está no título é usada por Taur Matan Ruak para descrever o estado actual da maioria dos jovens timorenses. O desemprego preocupa-o, mas defende e deseja que o serviço militar obrigatório seja visto como uma forma de “integração dos jovens no desenvolvimento do país”. A falta de acompanhamento dos jovens timorenses que estudam no estrangeiro é outra das suas preocupações e não se coíbe até de falar no “paternalismo” português que leva a que os estudantes que vêm estudar para Portugal não enfrentem o grau de exigência que deviam. “União” é a palavra de ordem e garante que “os timorenses estão determinados a avançar e não querem perder tempo.”
O bispo de Baucau diz que lhe falta “um bocado de ginástica diplomática”. Como reage a um comentário destes?
Ninguém nasce ensinado, estamos sempre em processo de aprendizagem, e se formos a ver a nossa vida é uma gestão de interesses na sociedade.
Mas não acha que este comentário foi um pouco desadequado?
Não, mas ainda bem que o bispo levantou esta questão. “Então de repente um militar torna-se presidente da República? O que é isto?”, terá ele pensado. Pessoalmente, não é o que me preocupa, mas sim o combate à pobreza e o desemprego. Todos os anos a taxa de desemprego entre os mais jovens sobe a um ritmo vertiginoso e a determinada altura não sabemos como resolver este problema. O serviço militar obrigatório é uma forma, mas não a única, de combater o desemprego e espero que seja compreendido unicamente como forma de integrar os jovens.
Mas esta medida também tem como objectivo pôr os jovens timorenses “na linha” e acabar de uma vez por todas com os grupos de artes marciais?
Durante a campanha presidencial estive em contacto com grupos de artes marciais e a grande preocupação deles era o desemprego. Muitos são casados, vivem com os pais e é uma pressão constante. “Cada colher de arroz que comemos, logo a seguir levamos uma bofetada dos pais”, dizem. Às vezes fico muito emocionado quando ouço histórias deste género.
E em alturas de maior aperto vai saber separar o coração da razão?
Cada decisão tomada é um teste ao nosso espírito de justiça. Punir os culpados e louvar os mais competentes é um dos traços de qualquer governante. Daí que cada caso seja um caso e não haja confusão entre o coração e a razão. As duas complementam-se e foi isso que guiou toda a minha vida. Depois de 36 anos dedicados ao nosso país, o facto de até hoje ser aceite na sociedade, ser respeitado, mostra uma total confiança do povo. Por exemplo, na crise de 2006, não há nenhum outro país no mundo que tenha conseguido resolver um problema como o nosso, com os rebeldes no mato, e sem disparar um único tiro.
Recentemente, a unidade hoteleira detida pela Fundação Oriente, o Hotel Timor, foi apedrejada por um grupo de pessoas no âmbito de uma manifestação não autorizada para assinalar o Dia do Trabalhador. O diferendo laboral com quatro funcionários do estabelecimento esteve na origem desta confusão. Que ilações se podem retirar deste tipo de comportamentos?
Eu não tenho informações pormenorizadas da situação, só pela imprensa. Já viu como é a reacção das pessoas quando perdem o emprego? São respeitados em casa e de repente são despedidos. No final acabam por se descontrolar, porque o pensamento vai logo para o passado. O acto em si é condenável. Apesar do direito ao protesto, partir vidros não é solução. O gerente do hotel até se disponibilizou para dialogar e é de louvar este acto.
É o que tem faltado, o diálogo.
Na minha opinião, perderam a paciência e aproveitaram o facto de ser o Dia do Trabalhador. Muitos dos que participaram na manifestação telefonaram para mim e para a minha mulher. Pusemos à disposição advogados para os ajudar, mas desta vez ultrapassaram os limites, é muito triste.
E relativamente à confusão gerada durante o congresso extraordinário da Associação Social- Democrata Timorense (ASDT), com a presença do ainda presidente José Ramos-Horta? [A meio do congresso, os militantes do partido envolveram-se numa zaragata, com cadeiras e mesas a voar na sala.]
É caricato. Isto mostra que é preciso, em primeiro lugar, haver um entendimento e só depois agir. Ramos-Horta juntou-se a uma facção ilegal, e que não é reconhecida pela lei. Mas tudo isto é um exercício de aprendizagem. [A ASDT foi fundada e presidida por Xavier do Amaral. A relação entre este último e o vice-presidente Gil Alves, ministro do Turismo, Comércio e Indústria, não era pacífica e as divergências políticas levaram à criação de um outro grupo dentro do próprio partido, o Bloco Proclamador. Antes de falecer, Xavier do Amaral pediu a Ramos-Horta que servisse de mediador entre a ASDT de Gil Alves e o Bloco Proclamador, de João Correia. No passado dia 28 de Abril, as divergências chegaram a vias de facto.]
Por falar em Ramos-Horta, o mesmo aconselha-o a enterrar o machado de guerra eleitoral e dialogar com a Fretilin de forma humilde e honesta. Conseguirá ser o árbitro e não apitar e jogar ao mesmo tempo?
Tem de haver um esforço de parte a parte e também de todos os timorenses. O nosso Estado almeja dois grandes objectivos, a paz e o bem-estar. Como presidente, naturalmente, tenho mais responsabilidade e tentarei imunizar interesses e pontos de vista para o bem do nosso país. Irei, obviamente, continuar a dialogar, não só com a Fretilin, mas também com os restantes 26 partidos, muitos deles recém-criados e que não têm a experiência e a forte liderança que a Fretilin detém. Com certeza será mais fácil lidar com a Fretilin, mas espero que não seja o contrário.
E receia que isto venha a acontecer?
A acontecer, será mais pela vaidade e o orgulho, mas espero que isso não suceda. Acredito na liderança da Fretilin e espero que continuem a contribuir para o bem do país. A função do presidente da República é unir os timorenses. Os líderes têm uma responsabilidade maior que todos os cidadãos e sabem como agir.
Numa entrevista recente, disse que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) não tem feito o suficiente para apoiar Timor-Leste no que à divulgação da língua portuguesa diz respeito. Na sua opinião, qual tem sido o maior entrave?
Primeiro há um desnível de desenvolvimento entre os membros da própria CPLP, daí as prioridades serem diferentes. Segundo, não há um esforço comum entre os membros da CPLP. É uma organização com um forte cariz político, os cidadãos pouco sentem essa união. No caso da língua, há dois países que se têm esforçado, Portugal e Brasil, os restantes têm os seus problemas.
O bahasa indonésio e o inglês não representam uma ameaça?
Sim, mas ainda não fizemos o suficiente. Fico contente por saber que recentemente 80 estudantes arrancaram para Portugal para prosseguirem os seus estudos. No entanto, em 2002 entristeceu- -me quando mandámos 300 estudantes e a maior parte deles foi parar a Inglaterra e à Irlanda, para trabalhar. Na altura faltou-lhes um acompanhamento intensivo.
E não receia que venha a acontecer o mesmo com estes 80 estudantes?
Tudo vai depender da forma como os formos acompanhando, porque trata-se de um problema de integração. Sei que hoje a nossa embaixada tem adidos da educação, que acompanham permanentemente a situação dos jovens. É importante verificar se está tudo a correr bem, desde o alojamento, passando pela alimentação, entre outras coisas.
No entanto, os alunos que vão estudar para a Austrália ou mesmo os Estados Unidos também enfrentam as mesmas dificuldades mas acabam por alcançar os objectivos propostos. A integração dos estudantes também tem a ver com a maneira como o país anfitrião os recebe?
O maior problema é o acompanhamento e os alunos enfrentam problemas de variadíssima ordem, desde assistência médica até outros mais simples. Tudo isto influencia o seu pensamento e por vezes ficam de rastos e desistem facilmente. Cuba e Filipinas são bons exemplos, os alunos adaptaram-se bem e é importante a preparação que levam daqui de Timor-Leste. Eu receio que em Portugal possa haver um pouco de paternalismo. Enquanto os estudantes que vão para Cuba ou as Filipinas estão sujeitos àquelas regras e cumprem-nas, em Portugal há muita permissividade, tudo porque é o “timorense coitadinho”.
Mas este estigma do “timorense coitadinho” devia ser afastado.
Mas não afastam e muitas vezes este tipo de atitude faz com que não haja um sentido de disciplina e de entrega. Por exemplo, há uma estudante timorense em Coimbra a estudar Medicina já faz dez anos. Qualquer estudante português que chumbe é corrido da universidade. E isto não é nada benéfico. Em contraste, existem estudantes que são enviados para a Austrália para estudar na Academia Militar. Numa primeira fase têm três anos de Inglês e só depois é que se mudam para a Austrália. Só com nível 6,5 é que estão habilitados a entrar na Academia Militar. No Japão o problema é bem mais complexo. Nos testes é-lhes pedido que respondam a dez perguntas em dois minutos, uma coisa básica para estudantes da primária. Os nossos estudantes timorenses, mesmo com grau universitário, não conseguem resolver e da embaixada japonesa questionam: “General, isto é básico, como é que eles podem aguentar o ritmo se lhes faltam as bases?” Mas nem tudo é negativo, porque em Cuba a melhor estudante entre os estrangeiros era timorense e foi ela a representante para discursar ao lado de Fidel Castro.
Em jeito de conclusão, quais as suas expectativas para as eleições legislativas do dia 7 de Julho?
Para as presidenciais tivemos 12 candidatos e isto representou um teste à paciência do nosso povo. Agora, com 26 partidos, é necessária muito mais. Estou muito optimista e os timorenses estão determinados a avançar, não querem perder tempo. Timor-Leste tem condições financeiras, tem vontade política e acho que este é o momento para avançarmos. Até lá vamos continuar a trabalhar em prol da paz.
Em Dili, Timor-Leste
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>novo Presidente de Timor-Leste

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Timor-Leste. “Cada colher de arroz que os jovens comem, logo a seguir levam uma bofetada dos pais”

Por Edgar Xavier, publicado em 16 Maio 2012 – 03:10 | Actualizado há 16 horas 32 minutos
O novo presidente de Timor-Leste sucede a José Ramos-Horta no domingo, dia em que se assinala também o décimo aniversário da independência do país. Ao i garante que quer usar o serviço militar obrigatório para combater o desemprego
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LIVRO SOBRE COLONIALISMO E DESCOLONIZAÇÃO

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

Voltar – Memória do Colonialismo e da Descolonização

Sarah Adamopoulos

Um livro de História e de memórias, de discursos e identidades
múltiplas.

Em 1975 começaram a voltar a Portugal aqueles que ficaram para o nosso
imaginário e a nossa história recente como «os retornados», mas que, na
verdade, em muitos casos, não «retornaram» pela simples razão de que nunca de
cá haviam saído, nascidos e criados que foram em África, de famílias que para
lá haviam emigrado por vezes há várias gerações.
O regresso deste contingente, calculado em perto de meio milhão de pessoas,
foi segundo uns traumático, segundo outros exemplar. Um problema social e uma
indiscutível riqueza para a sociedade e a economia portuguesas. Passadas quase
quatro décadas, Sarah Adamopoulos foi em busca de memórias dos
que regressaram das várias ex-colónias portuguesas e registou testemunhos e
imagens do Portugal de então que permanecem muito vivas. São retratos de corpo
inteiro de famílias, vidas e mudanças que a todos tocaram, de diferentes formas
e com diferentes graus de desilusão e esperança. A esperança continuará, de
novo ou ainda, virada para essa África? Certo é que a terra que tão marcada
está ainda na identidade de tantos nos é de novo apontada como destino de um
futuro e de uma prosperidade uma vez mais adiados.
Numa época em que, como reporta Diana Andringa no Prefácio,
a tomada de consciência dos povos africanos criou uma identidade irrevogável em
cada cidadão, Voltar é um título que ecoa em duas
direcções e surge para muitos como uma pergunta. Estarão fechadas as feridas
deste regresso?
Desejo um grande sucesso à jornalista Sarah Adamopoulos!

Voltar
Memória do colonialismo e da descolonização
Voltar – Memória do Colonialismo e da Descolonização
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896572846
(1)   Sarah Adamopoulos é jornalista. Nasceu na Holanda em
1964, já foi grega, apátrida e, finalmente portuguesa. Ligada à Internet desde
1996, um dos seus objectivos é conseguir fazer do jornalismo online um
novo caminho para a Comunicação Social. Foi editora do Top 5% WebZine e co-autora da
página  Cyber
Tango
 .
Publicou A Vida Alcatifada (1997), Os
Implicados
(1998), Viver Mata (2001) e a compilação de crónicas
sobre a monoparentalidade Tudo Sobre a Minha Filha (2003). Foi bolseira
do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas em 2002. Fado Menor é
o resultado desse projecto de criação literária.  Sarah é autora do excelente blog a
espuma dos dias”
.
[www.lecumedesjours.blogspot.com]
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Sarah Adamopoulos

Um livro de História e de memórias, de discursos e identidades
múltiplas.

Em 1975 começaram a voltar a Portugal aqueles que ficaram para o nosso
imaginário e a nossa história recente como «os retornados», mas que, na
verdade, em muitos casos, não «retornaram» pela simples razão de que nunca de
cá haviam saído, nascidos e criados que foram em África, de famílias que para
lá haviam emigrado por vezes há várias gerações.
O regresso deste contingente, calculado em perto de meio milhão de pessoas,
foi segundo uns traumático, segundo outros exemplar. Um problema social e uma
indiscutível riqueza para a sociedade e a economia portuguesas. Passadas quase
quatro décadas, Sarah Adamopoulos foi em busca de memórias dos
que regressaram das várias ex-colónias portuguesas e registou testemunhos e
imagens do Portugal de então que permanecem muito vivas. São retratos de corpo
inteiro de famílias, vidas e mudanças que a todos tocaram, de diferentes formas
e com diferentes graus de desilusão e esperança. A esperança continuará, de
novo ou ainda, virada para essa África? Certo é que a terra que tão marcada
está ainda na identidade de tantos nos é de novo apontada como destino de um
futuro e de uma prosperidade uma vez mais adiados.
Numa época em que, como reporta Diana Andringa no Prefácio,
a tomada de consciência dos povos africanos criou uma identidade irrevogável em
cada cidadão, Voltar é um título que ecoa em duas
direcções e surge para muitos como uma pergunta. Estarão fechadas as feridas
deste regresso?
Desejo um grande sucesso à jornalista Sarah Adamopoulos!

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Voltar – Memória do Colonialismo e da Descolonização
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896572846
(1)   Sarah Adamopoulos é jornalista. Nasceu na Holanda em
1964, já foi grega, apátrida e, finalmente portuguesa. Ligada à Internet desde
1996, um dos seus objectivos é conseguir fazer do jornalismo online um
novo caminho para a Comunicação Social. Foi editora do Top 5% WebZine e co-autora da
página  Cyber
Tango
 .
Publicou A Vida Alcatifada (1997), Os
Implicados
(1998), Viver Mata (2001) e a compilação de crónicas
sobre a monoparentalidade Tudo Sobre a Minha Filha (2003). Foi bolseira
do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas em 2002. Fado Menor é
o resultado desse projecto de criação literária.  Sarah é autora do excelente blog a
espuma dos dias”
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RIO: patrimônio mundial da Unesco

BRASIL

Rio de Janeiro se candidata ao título de patrimônio mundial da Unesco

Atualmente, 911 sítios são considerados como patrimônio mundial da Unesco, localizados em 151 países. O Brasil faz parte dessa lista, com 18 sítios.
Da Redação, com agências

Brasília – As autoridades do Brasil apresentaram a candidatura da cidade do Rio de Janeiro ao título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ideia é reunir esforços internacionais na luta pela preservação da cultura e das riquezas naturais de uma área que inclui os principais pontos turísticos cariocas.

Em julho, o projeto da Unesco será analisado em São Petesburgo, na Rússia. Depois, os especialistas votarão a proposta brasileira, apresentada terça-feira (15), para decidir se o Rio deve receber o título.

O público-alvo das apresentações é formado pelas representações diplomáticas dos 21 países com poder de voto na Convenção do Patrimônio Mundial, membros das principais universidades, formadores de opinião, jornalistas e instituições de preservação de todo o mundo.

Atualmente, 911 sítios são considerados como patrimônio mundial da Unesco, localizados em 151 países. O Brasil faz parte dessa lista, com 18 sítios cadastrados – entre eles Brasília, o centro histórico de Salvador e as reservas de Fernando de Noronha.

O Projeto Rio de Janeiro, Paisagem Cariocas entre a Montanha e o Mar foi apresenado pela embaixadora do Brasil na Unesco, Maria Laura da Rocha, pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e pela superintendente do Iphan, Cristina Lodi.

Pela proposta apresentada, as áreas que devem ser incluídas como patrimônio vão do alto do Corcovado até o Morro do Pico, em Niterói. Também devem ser incluídos pontos turísticos conhecidos, como o Parque Nacional da Tijuca, o Passeio Público, o Jardim Botânico, o Parque do Flamengo, a Baía de Guanabara e as orlas de Copacabana – com as praias do Leme, de Copacabana, Urca e Botafogo.

O presidente do Iphan disse que a situação social e econômica da cidade dificulta o trabalho de preservação de suas características naturais. Para Almeida, os grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 216, representam um desafio na luta pela conservação do Rio, que não deve ser feita de forma pontual .

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Rio de Janeiro se candidata ao título de patrimônio mundial da Unesco

Atualmente, 911 sítios são considerados como patrimônio mundial da Unesco, localizados em 151 países. O Brasil faz parte dessa lista, com 18 sítios.
Da Redação, com agências

Brasília – As autoridades do Brasil apresentaram a candidatura da cidade do Rio de Janeiro ao título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ideia é reunir esforços internacionais na luta pela preservação da cultura e das riquezas naturais de uma área que inclui os principais pontos turísticos cariocas.

Em julho, o projeto da Unesco será analisado em São Petesburgo, na Rússia. Depois, os especialistas votarão a proposta brasileira, apresentada terça-feira (15), para decidir se o Rio deve receber o título.

O público-alvo das apresentações é formado pelas representações diplomáticas dos 21 países com poder de voto na Convenção do Patrimônio Mundial, membros das principais universidades, formadores de opinião, jornalistas e instituições de preservação de todo o mundo.

Atualmente, 911 sítios são considerados como patrimônio mundial da Unesco, localizados em 151 países. O Brasil faz parte dessa lista, com 18 sítios cadastrados – entre eles Brasília, o centro histórico de Salvador e as reservas de Fernando de Noronha.

O Projeto Rio de Janeiro, Paisagem Cariocas entre a Montanha e o Mar foi apresenado pela embaixadora do Brasil na Unesco, Maria Laura da Rocha, pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e pela superintendente do Iphan, Cristina Lodi.

Pela proposta apresentada, as áreas que devem ser incluídas como patrimônio vão do alto do Corcovado até o Morro do Pico, em Niterói. Também devem ser incluídos pontos turísticos conhecidos, como o Parque Nacional da Tijuca, o Passeio Público, o Jardim Botânico, o Parque do Flamengo, a Baía de Guanabara e as orlas de Copacabana – com as praias do Leme, de Copacabana, Urca e Botafogo.

O presidente do Iphan disse que a situação social e econômica da cidade dificulta o trabalho de preservação de suas características naturais. Para Almeida, os grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 216, representam um desafio na luta pela conservação do Rio, que não deve ser feita de forma pontual .

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o valor da língua (portuguesa)

http://www.portalingua.info/fr/actualites/article/portugues-valor-economico/

O VALOR ECONÔMICO DA LÍNGUA PORTUGUESA

14/5/2012

As últimas semanas foram marcadas por três eventos de destaque sobre o ensino de português nos Estados Unidos e no mundo: a Conferência da Língua Portuguesa, em Nova York, no dia 20 de abril; o II Curso de Formação Continuada para Professores de POLH (Português como Língua de Herança), de 20 a 22 de abril, na Flórida International University, em Miami; e o Encontro Mundial do Ensino de Português (EMEP), que aconteceu nos dias 4 e 5 de maio, em Fort Lauderdale, durante o Focus Brazil.
“Esses dias foram muito importantes para diferentes grupos se conhecerem, trocarem ideias sobre o que estão fazendo para propagar o idioma”, diz Daniela Kiralyhegy, coordenadora do projeto Manhã Brasileira.
Ao mesmo tempo em que isso representa um crescimento da própria comunidade de língua portuguesa e apoios importantes de grandes instituições, incluindo o Ministério das Relações Exteriores, o Instituto Camões em Portugal, e diversas universidades, a iniciativa também se dá pelo crescente interesse pelo avanço econômico brasileiro e, em consequência, o do valor da língua portuguesa.
Português como instrumento Mary Risner, da University of Florida, fez uma exposição, durante o EMEP, sobre o ensino de português não só como língua de herança, um tema que, aliás, é recente dentro do ensino de português, como também para fins especificamente econômicos.
O Brasil, como parte do BRIC, grupo de países em desenvolvimento que inclui também a Rússia, Índia e China (por isso a sigla), é considerado também o “país do futuro”. Por isso, a tendência é que a demanda do uso da língua cresça ainda mais até 2050, considerando-se ainda o crescimento de Angola, em detrimento da depressão europeia.
Durante um fórum intitulado “A Economia das Línguas Portuguesa e Espanhola”, ocorrido em maio do ano passado, no Instituto Camões, em Lisboa, Portugal, a professora, Dra. Maria de Lurdes Rodrigues, presidente do Conselho Executivo do Fundo Luso-Americano para o Desenvolvimento, afirmou que, até recentemente, o incentivo do ensino da língua era baseado no passado, em manter as tradições, o que foi um erro. “O futuro tem um peso maior. O interesse profissional é maior do que o interesse afetivo e cultural”.
Mais de 250 milhões de pessoas falam português nos oito países que o têm como língua oficial, além de países que contam com grande número de imigrantes que trazem o idioma como língua de herança, como é o caso dos Estados Unidos e do Japão, por exemplo. Estima-se que haja uma diáspora de mais de 10 milhões de pessoas (4,5 milhões de portugueses, três milhões de brasileiros e outras nacionalidades) que falam português fora de seus países de origem.
Um estudo intitulado “A Economia Portuguesa e a Lusofonia”, elaborado este ano pela Espírito Santo Research (ES Research) revelou, no mês passado, que a atividade econômica gerada no mundo de expressão portuguesa representa 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
De acordo com dados de 2010 – os mais recentes até agora disponíveis -, o estudo indica que a expressão mundial da língua portuguesa corresponde a 1,979 bilhões de euros ($2,577 bilhões de dólares), ou seja, 4,6% do PIB mundial, e é falada por 253,7 milhões de pessoas, o equivalente a 3,6% da população do globo.
Neste total, são tidos em conta, por exemplo, os PIB dos países que constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), bem como o da Guiné Equatorial (cuja adesão está em estudo) e de Macau. Só a CPLP contribui com 1,857 bilhões de euros para o PIB mundial (4,3% do total), havendo 249,9 milhões de pessoas falantes da língua de Camões (3,57% da população no mundo).
Língua portuguesa é um diferencial na hora da contratação
Simone Raguzo
A brasileira Daiana, mesmo sem falar inglês, foi contratada para atender clientes quem falam português.
A língua portuguesa tem ganhado tamanha importância nas companhias americanas, onde muitas vezes acaba sendo a única exigência na hora da contratação, e vira prioridade antes mesmo que o inglês.
Foi o caso da paulista Daiana Villas Boas, 29. Em setembro, mudou-se para Miami, devido a uma oferta de emprego aceita pelo esposo. Sem falar inglês e recém-formada em farmácia, área em que atuava até então, ela chegou sem nenhuma perspectiva profissional nos Estados Unidos.
No entanto, Daiana ficou surpresa com a quantidade de vagas para quem fala português e foi contratada no mesmo dia da entrevista, por uma empresa de informática que necessitava, com urgência, de alguém para atender os clientes do Brasil e Portugal.
“Percebo um grande interesse por tudo o que está relacionado ao Brasil e, ao contrário do que pensava, ser brasileiro e falar a língua portuguesa está sendo um grande diferencial no mercado de trabalho por aqui. Fico muito feliz, claro, por ter sido beneficiada por tudo isso, e por saber que as coisas estão mudando para melhor”, ressalta.
Cindy, de 23 anos, filha de brasileiros, também se beneficia da demanda pelo português. Ela trabalha na base aérea americana, na Alemanha, e recebe um salário mais alto pelo diferencial de falar português.
Source : gazetanews.com
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>o valor da língua (portuguesa)

>

http://www.portalingua.info/fr/actualites/article/portugues-valor-economico/

O VALOR ECONÔMICO DA LÍNGUA PORTUGUESA

14/5/2012

As últimas semanas foram marcadas por três eventos de destaque sobre o ensino de português nos Estados Unidos e no mundo: a Conferência da Língua Portuguesa, em Nova York, no dia 20 de abril; o II Curso de Formação Continuada para Professores de POLH (Português como Língua de Herança), de 20 a 22 de abril, na Flórida International University, em Miami; e o Encontro Mundial do Ensino de Português (EMEP), que aconteceu nos dias 4 e 5 de maio, em Fort Lauderdale, durante o Focus Brazil.
“Esses dias foram muito importantes para diferentes grupos se conhecerem, trocarem ideias sobre o que estão fazendo para propagar o idioma”, diz Daniela Kiralyhegy, coordenadora do projeto Manhã Brasileira.
Ao mesmo tempo em que isso representa um crescimento da própria comunidade de língua portuguesa e apoios importantes de grandes instituições, incluindo o Ministério das Relações Exteriores, o Instituto Camões em Portugal, e diversas universidades, a iniciativa também se dá pelo crescente interesse pelo avanço econômico brasileiro e, em consequência, o do valor da língua portuguesa.
Português como instrumento Mary Risner, da University of Florida, fez uma exposição, durante o EMEP, sobre o ensino de português não só como língua de herança, um tema que, aliás, é recente dentro do ensino de português, como também para fins especificamente econômicos.
O Brasil, como parte do BRIC, grupo de países em desenvolvimento que inclui também a Rússia, Índia e China (por isso a sigla), é considerado também o “país do futuro”. Por isso, a tendência é que a demanda do uso da língua cresça ainda mais até 2050, considerando-se ainda o crescimento de Angola, em detrimento da depressão europeia.
Durante um fórum intitulado “A Economia das Línguas Portuguesa e Espanhola”, ocorrido em maio do ano passado, no Instituto Camões, em Lisboa, Portugal, a professora, Dra. Maria de Lurdes Rodrigues, presidente do Conselho Executivo do Fundo Luso-Americano para o Desenvolvimento, afirmou que, até recentemente, o incentivo do ensino da língua era baseado no passado, em manter as tradições, o que foi um erro. “O futuro tem um peso maior. O interesse profissional é maior do que o interesse afetivo e cultural”.
Mais de 250 milhões de pessoas falam português nos oito países que o têm como língua oficial, além de países que contam com grande número de imigrantes que trazem o idioma como língua de herança, como é o caso dos Estados Unidos e do Japão, por exemplo. Estima-se que haja uma diáspora de mais de 10 milhões de pessoas (4,5 milhões de portugueses, três milhões de brasileiros e outras nacionalidades) que falam português fora de seus países de origem.
Um estudo intitulado “A Economia Portuguesa e a Lusofonia”, elaborado este ano pela Espírito Santo Research (ES Research) revelou, no mês passado, que a atividade econômica gerada no mundo de expressão portuguesa representa 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
De acordo com dados de 2010 – os mais recentes até agora disponíveis -, o estudo indica que a expressão mundial da língua portuguesa corresponde a 1,979 bilhões de euros ($2,577 bilhões de dólares), ou seja, 4,6% do PIB mundial, e é falada por 253,7 milhões de pessoas, o equivalente a 3,6% da população do globo.
Neste total, são tidos em conta, por exemplo, os PIB dos países que constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), bem como o da Guiné Equatorial (cuja adesão está em estudo) e de Macau. Só a CPLP contribui com 1,857 bilhões de euros para o PIB mundial (4,3% do total), havendo 249,9 milhões de pessoas falantes da língua de Camões (3,57% da população no mundo).
Língua portuguesa é um diferencial na hora da contratação
Simone Raguzo
A brasileira Daiana, mesmo sem falar inglês, foi contratada para atender clientes quem falam português.
A língua portuguesa tem ganhado tamanha importância nas companhias americanas, onde muitas vezes acaba sendo a única exigência na hora da contratação, e vira prioridade antes mesmo que o inglês.
Foi o caso da paulista Daiana Villas Boas, 29. Em setembro, mudou-se para Miami, devido a uma oferta de emprego aceita pelo esposo. Sem falar inglês e recém-formada em farmácia, área em que atuava até então, ela chegou sem nenhuma perspectiva profissional nos Estados Unidos.
No entanto, Daiana ficou surpresa com a quantidade de vagas para quem fala português e foi contratada no mesmo dia da entrevista, por uma empresa de informática que necessitava, com urgência, de alguém para atender os clientes do Brasil e Portugal.
“Percebo um grande interesse por tudo o que está relacionado ao Brasil e, ao contrário do que pensava, ser brasileiro e falar a língua portuguesa está sendo um grande diferencial no mercado de trabalho por aqui. Fico muito feliz, claro, por ter sido beneficiada por tudo isso, e por saber que as coisas estão mudando para melhor”, ressalta.
Cindy, de 23 anos, filha de brasileiros, também se beneficia da demanda pelo português. Ela trabalha na base aérea americana, na Alemanha, e recebe um salário mais alto pelo diferencial de falar português.
Source : gazetanews.com
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GALIZA Iniciativa Legislativa Popular

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: ILP Paz Andrade (Iniciativa Legislativa Popular) 
Data: 16 de Maio de 2012 15:06
Assunto: Paz Andrade no Parlamento (Comunicado Iniciativa Legislativa Popular)
Para: [email protected]


Apresentam Iniciativa Legislativa Popular “Paz-Andrade” para promover
a língua portuguesa e os vínculos com a Lusofonia



-          A Comissão Promotora registrou hoje a proposta no
Parlamento e defendeu-a ante os três grupos parlamentares

-          O texto, que precisará ser respaldada por 15.000
assinantes, será divulgado em diversos eventos: o primeiro deles
amanhã, dia 17, em Vigo





Santiago de Compostela, 16 de maio de 2012. Esta manhã foi apresentada
no registro do Parlamento da Galiza uma Proposta de Lei por Iniciativa
Legislativa Popular que leva o sobrenome do homenageado do Dia das
Letras Galegas: Valentim Paz-Andrade. A iniciativa procura uma série
de medidas que facilitem o acesso dos galegos ao universo de língua
portuguesa e um maior relacionamento com a Lusofonia. Após a sua
admissão, os promotores devem recolher 15.000 assinaturas para que
seja considerada na câmara.



Entre as propostas do articulado, colocadas ante os representantes dos
três grupos parlamentares da câmara galega (PP, PSOE e BNG), figuram a
progressiva incorporação do português no ensino, o fomento da
participação das instituições e empresas galegas nos foros económicos,
culturais e desportivos lusófonos, a recepção aberta das televisões e
rádios portuguesas e o reconhecimento desta competência linguística
para o aceso à função pública.



Os promotores explicam na exposição de motivos da proposta que “a
nossa língua outorga uma valiosa vantagem competitiva à cidadania
galega em todas as vertentes, nomeadamente a económica, desde que
disponhamos dos elementos formativos e comunicativos para nos
desenvolver com naturalidade no seu modelo internacional”.



Consideram que esta proposta se une ao espírito da comemoração de
Valentim Paz-Andrade, que, para além ser um dos principais impulsores
da indústria pesqueira moderna galega, foi também vice-presidente da
Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que
possibilitou a participação da Galiza nas reuniões para o acordo
ortográfico da língua portuguesa que decorreram no Rio de Janeiro
(1986) e Lisboa (1990).



No seu artigo “A evolución trans-continental da lingua
galaico-portuguesa” de 1968, Paz-Andrade questionava e respondia
afirmativamente à pergunta “¿O galego ha de seguir mantendo unha liña
autónoma na sua evolución como idioma, ou ha de pender a mais estreita
similaridade co-a lingua falada, e sobre todo escrita, de Portugal e-o
Brasil?”. Consciente do potencial “transcontinental” da nossa língua
não só para a sua consolidação como também para favorecer a
potencialidade económica da Galiza, qualificou-a “de una lengua con la
cual pueden entenderse millones y millones de personas, aunque lo
hablen con distinto acento o escriban de forma diferente cierto número
de vocablos” (em Galicia como tarea, 1959). Para a Comissão Promotora
da ILP, “esse potencial global é ainda mais evidente e relevante no
momento atual, onde a crise económica em que está a Galiza contrasta
com o auge de novas potências como o Brasil na América, Angola na
África ou a China, com o enclave de Macau, na Ásia”.



Acto público no Dia das Letras



A Comissão Promotora, em colaboração com a Associação Pró-Academia
Galega da Língua Portuguesa, a Associaçom Galega da Língua e a
Fundação Meendinho organizam uma homenagem a Valentim Paz Andrade e
Celso Emilio Ferreiro no C.S. A Revolta de Vigo amanhã dia 17 às 18:00
onde se apresentará publicamente a Iniciativa Legislativa Popular.





Contatos:



Xosé Morell 619 300 222 ([email protected])

Joám Evans 622 312 831 ([email protected])

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>GALIZA Iniciativa Legislativa Popular

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---------- Mensagem encaminhada ----------
De: ILP Paz Andrade (Iniciativa Legislativa Popular) 
Data: 16 de Maio de 2012 15:06
Assunto: Paz Andrade no Parlamento (Comunicado Iniciativa Legislativa Popular)
Para: [email protected]


Apresentam Iniciativa Legislativa Popular “Paz-Andrade” para promover
a língua portuguesa e os vínculos com a Lusofonia



-          A Comissão Promotora registrou hoje a proposta no
Parlamento e defendeu-a ante os três grupos parlamentares

-          O texto, que precisará ser respaldada por 15.000
assinantes, será divulgado em diversos eventos: o primeiro deles
amanhã, dia 17, em Vigo





Santiago de Compostela, 16 de maio de 2012. Esta manhã foi apresentada
no registro do Parlamento da Galiza uma Proposta de Lei por Iniciativa
Legislativa Popular que leva o sobrenome do homenageado do Dia das
Letras Galegas: Valentim Paz-Andrade. A iniciativa procura uma série
de medidas que facilitem o acesso dos galegos ao universo de língua
portuguesa e um maior relacionamento com a Lusofonia. Após a sua
admissão, os promotores devem recolher 15.000 assinaturas para que
seja considerada na câmara.



Entre as propostas do articulado, colocadas ante os representantes dos
três grupos parlamentares da câmara galega (PP, PSOE e BNG), figuram a
progressiva incorporação do português no ensino, o fomento da
participação das instituições e empresas galegas nos foros económicos,
culturais e desportivos lusófonos, a recepção aberta das televisões e
rádios portuguesas e o reconhecimento desta competência linguística
para o aceso à função pública.



Os promotores explicam na exposição de motivos da proposta que “a
nossa língua outorga uma valiosa vantagem competitiva à cidadania
galega em todas as vertentes, nomeadamente a económica, desde que
disponhamos dos elementos formativos e comunicativos para nos
desenvolver com naturalidade no seu modelo internacional”.



Consideram que esta proposta se une ao espírito da comemoração de
Valentim Paz-Andrade, que, para além ser um dos principais impulsores
da indústria pesqueira moderna galega, foi também vice-presidente da
Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que
possibilitou a participação da Galiza nas reuniões para o acordo
ortográfico da língua portuguesa que decorreram no Rio de Janeiro
(1986) e Lisboa (1990).



No seu artigo “A evolución trans-continental da lingua
galaico-portuguesa” de 1968, Paz-Andrade questionava e respondia
afirmativamente à pergunta “¿O galego ha de seguir mantendo unha liña
autónoma na sua evolución como idioma, ou ha de pender a mais estreita
similaridade co-a lingua falada, e sobre todo escrita, de Portugal e-o
Brasil?”. Consciente do potencial “transcontinental” da nossa língua
não só para a sua consolidação como também para favorecer a
potencialidade económica da Galiza, qualificou-a “de una lengua con la
cual pueden entenderse millones y millones de personas, aunque lo
hablen con distinto acento o escriban de forma diferente cierto número
de vocablos” (em Galicia como tarea, 1959). Para a Comissão Promotora
da ILP, “esse potencial global é ainda mais evidente e relevante no
momento atual, onde a crise económica em que está a Galiza contrasta
com o auge de novas potências como o Brasil na América, Angola na
África ou a China, com o enclave de Macau, na Ásia”.



Acto público no Dia das Letras



A Comissão Promotora, em colaboração com a Associação Pró-Academia
Galega da Língua Portuguesa, a Associaçom Galega da Língua e a
Fundação Meendinho organizam uma homenagem a Valentim Paz Andrade e
Celso Emilio Ferreiro no C.S. A Revolta de Vigo amanhã dia 17 às 18:00
onde se apresentará publicamente a Iniciativa Legislativa Popular.





Contatos:



Xosé Morell 619 300 222 ([email protected])

Joám Evans 622 312 831 ([email protected])

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