os artilheiros da Birmânia (e os portugueses)

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Rafael Pinto Borges

“I don’t look Portuguese, but I feel Portuguese”

Há na Birmânia quase um milhão de católicos que se reclamam portugueses. Este povo, os Bayingyi, fez-se famoso como gente de guerra, oferecendo à Birmânia os artilheiros que revolucionaram o modo de combater no Sudeste asiático e conduziram à rápida expansão do país. Os Bayingiy são outro exemplo de como a Portugalidade não se resume à língua portuguesa ou a territórios directamente governados pelo Império. Vale muito a pena, pois, ler a recente entrevista de James Swe, português da Birmânia e autor de “The Cannon Soldiers of Burma” – livro curioso sobre esses artilheiros portugueses e católicos que fizeram a glória da Birmânia. Matéria certamente mais interessante que a irrelevância milionária das “europeias”, teatro em que o que se pede dos portugueses é que vão às urnas eleger quem vai traí-los mal ponha o pé na Bélgica.

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