Macau 2 estórias e 2 lições para Portugal: de Antº Conceição Jnr

DUAS ESTÓRINHAS BONITAS
Entre as muitas coisas não tão bonitas, e algumas feias que acontecem, deixem-me partilhar duas estórias da chamada Linha da Frente:
Estória 1
Dirigi-me à Direcção dos Assuntos de Tráfego para renovar a carta de condução. Já sabia do que precisava via internet.
Cheguei, fui acolhido pelos guardas que, pelos vistos, também fazem serviço de acolhimento e indicaram-me onde levantar a senha e esperar a minha vez. Ainda não eram 14:30, mas os serviços deste tipo, em Macau não fecham para almoço.
Esperei cerca de 9 números divididos por quatro balcões até chegar a minha vez. Entreguei a senha, receberam a documentação cortêsmente, fizeram o que tinham a processar, e entregaram-me um talão dizendo: pode vir buscar a carta daqui a uma hora. Uma hora???
Fui dar uma volta, comprei o que tinha de comprar, voltei. Um dos guardas reconheceu-me (barbas em Macau são poucas) e tirou-me ele a senha da máquina. Não estava mais ninguém. O meu número apareceu logo. E ali estava a carta de condução. A funcionária pediu-me para ver se estava tudo bem. Verifiquei, disse que sim, e assinei digitalmente a confirmar que tinha levantado a carta de condução. Uma hora, um mimo!!!
Será assim em Portugal?

Estória 2
Numa das raras vezes que viajei pela Singapore Airlines, o avião chegou atrasado. O capitão foi avisando os passageiros que tinham ligações em Singapura que o voo estaria atrasado, que em terra já estavam todos preparados para levar os passageiros com ligações urgentes. Eu não tinha ligação urgente, mas nem por isso deixei de receber de uma hospedeira de terra uma caixa de chocolates suiços, uns deliciosos bonbons e um envelope com uma carta dentro.
A carta rezava mais ou menos assim:
“A Singapore Airlines pede-lhe a maiores desculpas por este involuntário atraso. Por favor aceite esta pequena lembrança do gosto que tivemos em o ter connosco. Se, porventura, não se sentir satisfeito com esta nossa postura, sinta-se no direito de escrever para a nossa empresa (email, endereço, etc.) e será devidamente atendido.
Não escrevi, não foi preciso. Mas se o fizesse tenho a certeza que receberia uma resposta.
Em Portugal, infelizmente, não é assim. Nem na Suíça. É pena!!!

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