um diplomata pouco diplomático Tomás Quental

Um diplomata pouco diplomata

Só nos faltava vir um ex-embaixador dos EUA em Portugal criticar num livro em termos muito deselegantes e ofensivos o presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores.
O diplomata norte-americano errou no alvo, equivocou-se, para não dizer que foi malcriado, porque o presidente do Governo açoriano é um homem que prima pela educação e pela correção. Há que o reconhecer, independentemente de se concordar ou não com o seu desempenho político e institucional.
O diplomata norte-americano foi pouco diplomata. Ofendeu o presidente do Governo açoriano na sua pessoa e no seu cargo, ofendeu por consequência a sociedade açoriana e ofendeu também a enorme comunidade açoriana que vive nos EUA.
De um país que se diz amigo de Portugal no seu conjunto e da Região Autónoma dos Açores em particular, onde possui uma base aérea militar a troco de umas limitadas contrapartidas, a atitude do diplomata é a todos os títulos estranha, lamentável e condenável.
Poderá dizer-se que o embaixador não representa ou não traduz a opinião dos EUA. O embaixador, pela relevante função que desempenhou, expressou uma opinião que ultrapassa o âmbito pessoal.
O Governo da Região Autónoma dos Açores deveria tomar uma posição pública e institucional, condenando, sem hesitações, a atitude do antigo embaixador, até para que os EUA saibam, se têm dúvidas, que os Açores em particular e Portugal em geral não são terra de ninguém: têm um povo com séculos de história, têm uma soberania firmada em princípios democráticos e têm instituições legítimas que devem ser respeitadas.
Os EUA têm uma base aérea militar na ilha Terceira, mas os Açores não são um “quintal” dos EUA ou um “jardim” para os embaixadores norte-americanos passearem de vez em quando e depois expressarem opiniões muito infelizes. Nunca ninguém nestas ilhas ou destas ilhas se permitiu ofender dignitários norte-americanos.

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Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL
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