a saga anual da poupança de tostões e o adiamento da abertura de escolas

Aguns dirão que é uma bomba. Diria que é uma crónica anunciada há muito. Há escolas que não vão abrir na segunda-feira. O caso tem uma história e muitas manhosices da parte de vários governos, que se têm descartado de despesas e de responsabilidades. No tempo da gestão camarária do PS foi feito um contrato de execução na educação: o município ficou com funcionários do Ministério da Educação e despesas relacionadas com a manutenção das escolas do ensino obrigatório e universal de então. Logo se viu que o executivo municipal estava a fazer um frete ao governo de José Sócrates, porque não havia garantia que o governo cumprisse com as verbas necessárias. De mais de trezentos municípios houve uns cem, como Évora naquele tempo. O PSD também aderiu. Nem cumpriu aquele governo nem nenhum dos que se seguiram! Logo após a transferência o Ministério da Educação fez umas contas e decidiu que não eram precisos tantos funcionários (Ministério dixit). Têm passado os anos, alguns funcionários foram-se reformando, outros mudaram de profissão, etc. e nada de substituições. E verbas suficientes para pagar funções do Estado garantidas pela Constituição, cada vez menos. Um dos problemas do endividamento da Câmara, digamos uma herança de fretes e má administração. A Câmara neste e no anterior mandato exigiu o pagamento dos compromissos. Este ano até o Ministério da Educação se comprometeu com mais funcionários. Veio o Ministério das Finanças e disse que não. Foi feita aqui, uma audição pública sobre a Educação no Concelho, por iniciativa da Assembleia Muncipal,onde foram demonstradas muitas das falhas, sobretudo a falta de operacionais para manterem a segurança das escolas e o normal funcionamento. O Ministério assobiou para o lado! Muitos municípios têm denunciado estes contratos de execução, alguns de forma mais radical. Em 3 de julho a câmara de Évora denunciou o contrato. O Ministério nada fez. Neste momento todas as falhas são da responsabilidade do Ministério da Educação, que se mostrou irresponsável nesta situação.

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Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL
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