dantes era o papa a suprimir anos agora é o governo

Conhecia dois caso de supressão do tempo. Um deles foi a mudança do calendário chamado da era de César para o calendário da era de Cristo. Em Portugal aconteceu essa mudança no tempo de D. João I: subtrairam-se 39 anos. Ora isto aconteceu em tempos de finais da Idade Média que se reformava. Mais tarde, no séc. XVI, houve necessidade de acertar novamente o calendário (o Sol nem sempre segue as regras humanas e houve algum bom senso no Vaticano). Assim suprimiram-se mais dez dias e seguiram-se mais alguns acertos. Era um tempo em que o Papa tinha um certo prestígio, os países católicos seguiram-no, mais tarde os protestantes, as Igrejas Ortodoxas foram mais relutantes. Mas a mudança era para todos, sem distinção de classe, raça ou género. Hoje assistimos a uma inovação específica: suprimiram-se nove anos, uns tantos meses e mais uns tantos dias aos professores. Não foi preciso benção do Papa nem estudos de astrónomos. Basta que sim e não me parece que seja apenas uma questão de empreendedorismo.

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Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL
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