MIRATECARTS tardiamente uma espécie de mea culpa, que não o, é da câmara das lajes do pico

Nota da edição deste blogue se eu por um descuido usar uma expressão da gíria popular e chamar paneleirote ao presidente da câmara, sem querer ser discriminatório, nem homofóbico nem ofensivo, considerando que a palavra é generalizadamente usada em contextos não públicos não merece repúdio. Mais sabendo que o vocábulo da gíria popular inserido num documento interno de análise crítica à notícia acima, mais não foi do que um espontâneo e repentino desabafo de desagrado perante o autarca sem qualquer intenção que configurasse qualquer juízo de valor quanto à personalidade do Sr. Presidente da câmara, admito que a expressão empregue pôde, pelo enquadramento feito por terceiros, embora errado, vir a ter uma conotação pejorativa, o que, acentuo, de modo nenhum corresponde à intenção no momento da sua escrita, pois não passou de uma designação de puro e espontâneo desabafo. Em vez daquele vocábulo da gíria popular poderia ter usado outra expressão, mas no momento foi a que saiu no desabafo referido, o que permitiu leituras apressadas, simplórias, politicamente oportunistas e, estas sim, reveladoras de mentes preconceituosas, pois expuseram na praça pública aquilo que pensam ou julgam conhecer da pessoa do autor deste blogue CHRYS CHRYSTELLO contrito pelas más interpretações que maldosamente possam fazer deste meu desabafo que inadvertidamente publiquei e era para ter ficado no foro interno…
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ESCLARECIMENTO – MAIL À MIRATECARTS

O envio de um mail à MiratecArts, uma associação cultural liderada pelo Sr. Terry Costa, em que usei uma expressão da gíria popular, criou, a uns, entraves profundos de intolerância, com acusações de ser discriminatório, homofóbico e ofensivo, de falha nos direitos humanos e constitucionais; a outros, repúdios social e politicamente oportunistas, de quem defende a liberdade de expressão, mas que, perante uma palavra generalizadamente usada em contextos não públicos, fingem o fim do seu mundo de aparências num país livre que ainda exerce a censura.

Aos demais, a minha crucificação política, sem qualquer palavra de amparo, porque o autor do mail, que acolhe em casa sua, com todo o carinho, uma jovem homossexual, sabem os repudiantes muito bem, nunca foi, não é, nem nunca será homofóbico, esquecendo os mesmíssimos repudiantes o apoio que o autor do mail sempre lhes dedicou, em todos os momentos, em especial nos de infelicidade política.

O vocábulo da gíria popular inserido num documento interno, mais não foi do que um espontâneo e repentino desabafo de desagrado pela situação criada pela MiratecArts em 2017. Na verdade, recordo, em plena Semana dos Baleeiros de 2017, a poucos dias das eleições autárquicas e logo apoiada por um movimento político local que concorria contra a candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal das Lajes do Pico, a MiratecArts “anulou” uma parceria com o Município das Lajes do Pico na realização do evento internacional Azores Birdwatching Arts Festival, de que resultaram significativos prejuízos para o Município das Lajes, económicos e promocionais.

O vocábulo da gíria popular foi escrito, sublinho, sem qualquer intenção que configurasse qualquer juízo de valor quanto à personalidade do Sr. Terry Costa e muito menos sem qualquer intenção que visasse diminuir em nada o seu carácter, o seu comportamento intelectual e social, ou, muito menos, qualquer das suas opções ou orientações sexuais.

Admito que a expressão empregue pôde, pelo enquadramento feito por terceiros, embora errado, ter adquirido uma conotação pejorativa, o que, acentuo, de modo nenhum correspondeu à intenção no momento da sua escrita, pois não passou de uma designação de puro e espontâneo desabafo e até de indignação face a uma nova proposta de parceria apresentada pela MiratecArts à Câmara das Lajes, que era dada a apreciar no momento e de forma informal, quando aquela associação, poucos meses antes, tinha “rasgado” um importante compromisso com a Câmara das Lajes, facto com inegável impacto no plano eleitoral.

Em vez daquele vocábulo da gíria popular poderia ter usado outra expressão, mas no momento foi a que saiu no desabafo referido, o que permitiu leituras apressadas, simplórias, politicamente oportunistas e, estas sim, reveladoras de mentes preconceituosas, pois expuseram na praça pública aquilo que pensam ou julgam conhecer da pessoa do Presidente da Associação Cultural MiratecArts.

Em vez do termo empregue, poderiam, por mera hipótese e em geral, ter sido expressas palavras distintas, como “Chico-esperto”, “Vedeta” ou “Artista” que definissem comportamentos e atitudes de relacionamento, mas nunca a intenção de discriminar alguém, muito menos sob qualquer ponto de vista com conotação com qualquer orientação sexual.

Repito: a expressão empregue, sempre no foro de correspondência privada e que nunca por nunca haveria de ter sido divulgada, semelhante a muitas outras da gíria popular, não é feliz, nem adequada, em especial se tivermos em conta o cargo político que desempenho, não pelo significado que literal, social e até politicamente lhe querem atribuir, mas porque, de modo nenhum, representa, nem na essência nem na forma, o meu modo de estar e de me interrelacionar com as pessoas e com a comunidade.

Impunha-se este esclarecimento em nome da mais elementar boa-fé, a fim de deixar também vincada a minha intenção em normalizar, como institucionalmente é sempre devido, as relações entre a Câmara Municipal das Lajes do Pico e a Associação MiratecArts e, por maioria de razão, a fim de manifestar a minha pública contrição ao Sr. Terry Costa e a todos os que não acharam adequado o uso daquela expressão, no âmbito das minhas funções de Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico que desempenharei até ao último dia deste terceiro mandato, de acordo com a vontade do Povo do Município das Lajes do Pico expressa nas eleições em plena liberdade.

Lajes do Pico, 3 de Setembro de 2018.

O Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico,
Roberto Manuel Medeiros da Silva

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  1. Nota da edição deste blogue se eu por um descuido usar uma expressão da gíria popular e chamar paneleirote ao presidente da câmara, sem querer ser discriminatório, nem homofóbico nem ofensivo, considerando que a palavra é generalizadamente usada em contextos não públicos não merece repúdio. Mais sabendo que o vocábulo da gíria popular inserido num documento interno de análise crítica à notícia acima, mais não foi do que um espontâneo e repentino desabafo de desagrado perante o autarca sem qualquer intenção que configurasse qualquer juízo de valor quanto à personalidade do Sr. Presidente da câmara, admito que a expressão empregue pôde, pelo enquadramento feito por terceiros, embora errado, vir a ter uma conotação pejorativa, o que, acentuo, de modo nenhum corresponde à intenção no momento da sua escrita, pois não passou de uma designação de puro e espontâneo desabafo. Em vez daquele vocábulo da gíria popular poderia ter usado outra expressão, mas no momento foi a que saiu no desabafo referido, o que permitiu leituras apressadas, simplórias, politicamente oportunistas e, estas sim, reveladoras de mentes preconceituosas, pois expuseram na praça pública aquilo que pensam ou julgam conhecer da pessoa do autor deste blogue CHRYS CHRYSTELLO contrito pelas más interpretações que maldosamente possam fazer deste meu desabafo que inadvertidamente publiquei e era para ter ficado no foro interno…

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