fogos em portugal os culpados são muitos

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PERGUNTAS E MEDIDAS. PORQUE ARDE PORTUGAL?

– Já agora qual o papel dos bombeiros sapadores em toda esta temática? Não são eles os profissionais deste País?
O porquê da secundarização do seu papel no combate aos fogos?
– Não existe amadorismo nesse mesmo combate e desorganização a mais nas cadeias de comando não se percebendo quem faz e quem manda o quê?
– Não está na altura de se profissionalizar o corpo de bombeiros de Portugal colocando o comando das situações de crise nas mãos de quem sabe e pode resolver os problemas?
– Não estará na altura de se recriar um corpo de vigilantes das florestas (antigos guardas florestais)?
– Não é admissível que 1500 homens e não sei quantos meios aéreos levem uma semana para combater um fogo como Monchique mesmo que seja um dos mais violentos que já se observou. O que falhou? Quem falhou? O que se poderia ter feito e não se fez?
– O facto de não haver vítimas mortais é de se louvar mas não pode ser motivo de regozijo porque houve, na verdade, mais uma vez, demasiadas falhas e desencontros. E quem pagou foi a floresta.
– É a altura de se saber de facto quem está por detrás disto tudo porque na maioria das vezes é mão humana que está no atear da fogueira em que se transforma Portugal Verão após Verão. Quem são os culpados? Quem são os mandatários?
– Saber o que acontece as dezenas de incendiários que são apanhados todos os anos. O que lhes acontece? Uma multazinha e vão para casa descansadinhos para na vez seguinte tornarem a fazer o mais do mesmo?
– Responsabilizar a sério quem não limpa as matas sejam eles privados ou o próprio Estado (que não dá o exemplo).
– Responsabilizar os que sujam as florestas e não cuidam da natureza (os piqueniques em áreas não permitidas e o atirar lixo e as beatas dos cigarros para as orlas das matas sãio uma praga…).
– Arranjar incentivos para que os privados possam limpar as suas matas , porque muitas vezes não são limpas , não por desleixo mas sim porque não possuem situação financeira desafogada para o fazerem. É que ter uma mata limpa não é algo que se faça uma vez por ano. Deverá estar-se vigilante e procurar fazê-lo com regularidade. Sai caro e, muitas vezes, não existe mão – de – obra humana que o queira fazer.

Há que cuidar da floresta de uma outra forma. Há que criar novos hábitos, novas mentalidades e a assunção de responsabilidades sérias para quem prevarica.. A floresta não pode estar na mão de interesses obscuros em detrimento do bem coletivo. A floresta é nossa e um bem precioso. Para a sua sustentabilidade é necessário que cuidemos dela com amor e carinho. Como um filho ou um ente querido. Quem assim não aje é criminoso e tem assumir as consequências dos seus atos. E tem de ser responsabilizado. Senão passaremos a ter , ano após anos, por esta altura, o coração nas mãos e o horror de ver Portugal transformado numa bola de fogo.

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Sobre AICL lusofonias.net

Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL
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