violência e futebol

Tomás Quental
1 min ·
Violência gera violência!

Quando o presidente do Sporting, numa linguagem absolutamente lamentável e irresponsável, quase aconselhava a baterem em jornalistas, muitos sportinguistas aplaudiram ou relativizaram a questão. Na altura, alguns profissionais da comunicação social foram empurrados e mesmo agredidos.
Bruno de Carvalho esqueceu-se foi que a violência podia um dia virar-se contra o próprio Sporting, como aconteceu hoje. De resto, instigar à violência é crime, nos termos da lei, mas na altura as mais altas instituições do país viraram a cara para o lado, desde o Presidente ao Governo, passando pela Procuradoria-Geral. Estão a ver o resultado?!
Mas o presidente do Sporting não é o único responsável. Não, não é! Outros dirigentes desportivos, também na área do futebol, também têm tido atitudes e proferido declarações absolutamente condenáveis.
Importa acrescentar que também está mais do que na hora de a Entidade Reguladora para a Comunicação Social colocar um ponto final em programas televisivos sobre desporto que são uma vergonha num país que se diz civilizado e democrático, em que os participantes se ofendem, dizem impropérios e instigam também à violência. Eles próprios são violentos uns com os outros. Só falta baterem-se.
O desporto, em todas as suas modalidades e valências, deve ser uma escola de boa convivência e de transmissão de valores superiores. Se, em muitas situações, não é isso que se verifica, então compete ao Estado, em nome do povo português, intervir, usando as competências que a lei democrática confere, para pôr termo a estas situações lesivas do interesse, da segurança e da imagem de Portugal. Urgentemente!