notícias de Timor 19/5/17 TIMOR HAU NIAN DOBEN

TIMOR HAU NIAN DOBEN

Morreu o ex-vice-primeiro-ministro timorense Mário Carrascalão
PR timorense deverá ser eleito líder de novo partido horas após terminar mandato
Guerrilheiro com "boa caligrafia" recebe primeiro exemplar do livro do Presidente timorense
Ezistènsia PLP La’òs De’it Harame Palku Polìtiku

Morreu o ex-vice-primeiro-ministro timorense Mário Carrascalão

Posted: 18 May 2017 08:12 PM PDT
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Díli, 19 mai (Lusa) – O ex-vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mário Carrascalão, morreu hoje no Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli, disse à Lusa um familiar.

Mário Carrascalão, que foi governador durante a ocupação indonésia e vice-primeiro-ministro após a independência, faleceu um dia depois de ser galardoado com o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste, a mais alta condecoração do país, entregue pelo chefe de Estado, Taur Matan Ruak.

Indicações preliminares apontam que Mário Carrascalão terá sofrido um ataque cardíaco quando conduzia e viajava sozinho no seu carro privado, na zona do bairro do Farol, em Díli. O carro está ainda no local, tendo subido o passeio e embatido contra um poste, conforme constatou a Lusa.

Desconhece-se se o acidente ocorreu antes ou depois do ataque cardíaco.

Testemunhas relataram à Lusa que transeuntes transportaram Mário Carrascalão para o hospital, onde equipas médicas confirmaram o seu óbito.

“Ainda ontem estivemos todos a jantar em família e ele estava muito bem-disposto, foi galardoado e estávamos a celebrar” disse a Lusa a irmã Ângela Carrascalão.

Uma multidão começou já a juntar-se no espaço mortuário do Hospital Nacional Guido Valadares.

ASP//ISG

Lusa/fim

Foto de Presidência da República de Timor-Leste.
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PR timorense deverá ser eleito líder de novo partido horas após terminar mandato

Posted: 18 May 2017 08:56 AM PDT
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Díli, 18 mai (Lusa) – O Presidente timorense, Taur Matan Ruak, deverá ser eleito no sábado, horas depois de terminar o seu mandato, como presidente do Partido de Libertação Popular (PLP), que se candidatará às eleições parlamentares de 22 de julho.

“Deve ser eleito no sábado de manhã. Não tenho qualquer dúvida disso”, disse à Lusa Adérito Soares, intelectual timorense e um dos fundadores do PLP que se apresenta como uma alternativa aos partidos históricos e mais consolidados, Fretilin e CNRT.

O congresso do PLP começou hoje em Díli, praticamente sem publicidade fora das estruturas do partido, com 1.363 delegados e “35 mil fundadores”, como disse à Lusa Abel da Silva, da comissão organizadora do encontro.

Taur Matan Ruak foi, ao mesmo tempo, a ausência mais evidente e a presença mais marcante – pelo menos nas camisolas e nos discursos dos congressistas – no primeiro dia do Congresso do partido que se diz assentar num “princípio de justiça social”.

Praticamente todos os discursos se referiram a Taur Matan Ruak, com alguns militantes a garantirem que, a partir de sábado, o chefe de Estado e ex-guerrilheiro comandará o partido, que nasce sob o lema “Hisik Kosar Ba Moris Diak”, “Suar pelo desenvolvimento e bem-estar”.

‘Vivas’ aos veteranos, ao PLP e a Taur Matan Ruak ouviram-se repetidamente durante o dia.

Inclusive no momento em que um ex-guerrilheiro, L4, chamou os veteranos do PLP, homens que lutaram contra a ocupação indonésia e que serviram, no mato, sob Taur Matan Ruak – o último comandante das Falintil, o braço armado da resistência.

O encontro, que decorre num salão de festas em Díli, arrancou sem que grande parte da imprensa tenha sido informada, sem a presença de dirigentes de outros partidos ou do corpo diplomático.

Taur Matan Ruak confirmou em novembro de 2015, um mês antes do registo oficial do PLP no Tribunal de Recurso, que não se recandidataria à presidência, deixando em aberto a aposta numa corrida ao executivo.

A dúvida passou a certeza quando, já durante a campanha para as presidenciais, Taur Matan Ruak aproveitou uma pergunta de uma observadora eleitoral da União Europeia sobre qual seria o seu futuro para confirmar o que todos em Timor-Leste já discutiam abertamente.

“O Presidente tem um plano para o futuro: o meu partido é o PLP. Quando eu ganhar eu vou ser chefe do Governo. Eu sei que não posso deixar de combater com o CNRT e a Fretilin”, disse Taur Matan Ruak, no encontro em Baucau, em resposta à pergunta da observadora, a lituana Ruta Avulyte Jelage.

O PLP nasce ainda sem que sejam conhecidas as suas políticas e aparenta reunir, por um lado, alguns veteranos da luta e, por outro, um grupo de intelectuais timorenses de entre 30 e 45 anos, formados em grande parte no estrangeiro.

Entre os presentes na sala do congresso estavam, por exemplo, Hugo Fernandes, académico e um dos membros do Conselho de Imprensa e Fidelis Magalhães, ex-chefe da Casa Civil de Taur Matan Ruak, além de elementos da equipa de media do ainda chefe de Estado.

“É uma boa combinação entre veteranos e intelectuais. O programa do partido, a estratégica eleitoral foi um trabalho conjunto de todos, em que todos colaboram”, frisou.

Para já, e entre outros aspetos logísticos, os delegados escolheram a mesa do Congresso. Mesmo antes dos resultados da votação serem conhecidos, já se sabia que a mesa do congresso seria liderada por Saka’Onar (Deométrio Amaral Carvalho) – o seu nome estava no topo das três listas apresentadas, tendo ganho a primeira com 698 votos.

Adérito Soares, que terminou hoje – com a eleição da mesa do Congresso – o seu cargo como presidente interino do partido, explicou à Lusa que o PLP teve um orçamento de pouco mais de 30 mil dólares, reunido com doações de alguns dos “intelectuais” e de “privados”.

“Estamos otimistas de que seremos um poder forte no cenário político de Timor. Terão de contar connosco. Se o voto fosse já daqui a uma semana, conseguiríamos no mínimo 15 lugares”, disse.

Obter 15 lugares no parlamento de 65 implica conseguir, aproximadamente, 126 mil votos.

ASP // FPA

Lusa/Fim
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Guerrilheiro com “boa caligrafia” recebe primeiro exemplar do livro do Presidente timorense

Posted: 18 May 2017 12:44 AM PDT
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Díli, 18 mai (Lusa) – Bersama, “guerrilheiro dedicado, com boa caligrafia” recebeu hoje das mãos do Presidente timorense, o primeiro exemplar de um livro nascido de um relatório de dois anos da resistência, que o primeiro ajudou “a copiar a limpo”.

“Em 1983 este rapaz saiu no levantamento de Kraras. Só tinha a segunda classe indonésia e não sabia nenhuma palavra de português. Mas aprendeu com os líderes da guerrilha a escrever português”, lembrou Taur Matan Ruak, no lançamento do seu livro, em Díli.

“Ser livre é ser capaz de dizer de que não – Um relatório sobre o debate construtivo da nação”, lançado no Arquivo e Museu da Resistência Timorense, em Díli, tem como elemento central o “2º Relatório do Estado-Maior das Falintil referente ao período de dois anos – Agosto 1994 a Dezembro de 1996”.

Atualmente, major nas Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Bersama (Mário Batista) juntou-se aos guerrilheiros que combatiam a ocupação indonésia e recebeu a complicada tarefa de escrever a limpo a “letra difícil” que Taur Matan Ruak admite que tinha.

Depois de três tentativas de copiar o relatório – essencial para perceber a dinâmica do debate interno sobre políticas, ajuste estruturais e eficácia da resistência – Bersama queria desistir: “Ainda tinha erros e ele disse-me: ‘Comandante, eu gosto muito de si, mas quero ir combater'”.

Finda a guerra, Bersama foi o primeiro aluno timorense da Academia Militar Australiana, esteve na China no Curso de Altos Comandos e ficou em terceiro lugar entre participantes de 43 países.

“Por isso acho que mereces tu esta primeira cópia”, disse no lançamento Matan Ruak, dirigindo-se a Bersama.

A obra escrita pelo próprio chefe de Estado há vários anos e lançada, a menos de 48 horas do fim do mandato, recorda alguns dos momentos da ação dos guerrilheiros timorense na luta pela libertação de Timor-Leste contra a ocupação indonésia.

Taur Matan Ruak explicou que o livro pretende ser um contributo para o conhecimento da história da resistência, retratando um “debate incrível, mas sempre com muito respeito e civismo” travado na direção da luta armada.

“Espero que sirva para encorajar os jovens, para perceber que realmente ser livre é ser capaz de dizer não. Só os que têm alma é que têm convicções próprias. De outro modo a sociedade não evolui. Fica estagnada, fica parada”, afirmou.

As referências a nomes de outros responsáveis da luta “não têm a intenção de provocar debates polémicos”, mas antes de “provocar todos a que comecem a escrever e a contribuir um bocadinho” por “respeito para com os jovens das gerações futuras”, disse.

Benjamim Corte-Real, responsável do Instituto Nacional de Linguística de Timor-Leste e a quem coube apresentar uma obra “sobre a história da resistência, contada por um dos seus protagonistas”.

“Ainda falta muito a contar e a descobrir, muito mais sobre o tal mítico fenómeno da resistência timorense, para que melhor possamos contemplar a epopeia da luta do nosso povo e melhor consigamos desfrutar o fruto da libertação da pátria”, disse.

Até que os historiadores olhem para o que ocorreu “com mais tempo, distância emocional, serenidade e objetividade de análise”, este livro pode responder à curiosidade de quem quer saber a história com relatos como este, disse.

A obra foi apresentada na sede do Arquivo e Museu da Resistência Timorense (AMRT), espaço onde funcionou no tempo da ocupação indonésia a repartição dos serviços de educação e antes disso, no tempo português, o Tribunal Provincial.

Um espaço que serve hoje como “casa sagrada” para recordar os “extremos sacrifícios que os heróis chamaram a si em troca da liberdade coletiva” dos timorenses, disse.

Para Corte-Real, o título da obra remete para o que foi o “exercício democrático no contexto da guerra”, uma “prática de diálogo, persuasão de análise” sobre a “possibilidade de ideias, divergências, em busca de convergências”.

“A obra também nos revela o estado de alerta constante daqueles homens a todos os níveis. Homens classificados de bandidos, frustrados, isolados, atrasados. Que não só tinham que fazer a luta armada, mas assumir a acrescida tarefa de acompanhar, corresponder e contribuir para o sucesso das outras duas frentes da luta”, afirmou.

Taur Matan Ruak termina o mandato como Presidente de Timor-Leste na noite de sexta-feira.

ASP // EJ

Lusa/Fim
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Ezistènsia PLP La’òs De’it Harame Palku Polìtiku

Posted: 18 May 2017 12:36 AM PDT
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Tatoli – Jornalista: Zezito Silva -Editora: Rita Almeida – 18 de Maio de 2017

DILI, (TATOLI) – Prezidente Interinu Estrutura Nasionál Partidu Libertasaun Populár (PLP), Aderito de Jesus hateten partidu foun ne’e eziste la’òs atu harame palku polítiku maibé hakarak kontribui dezenvolvimentu liuhosi programa kuandu manan iha eleisaun lejislativa.

“Partidu barak ne’ebé dadaun ne’e eziste tanba prinsípiu demokrátiku maibé PLP mai hakarak hisik kosar ba moris di’ak”, hatutan Prezidente Interinu iha nia diskursu ohin ba loron dahuluk kongresu partidu ne’e iha Delta Nova Komoro.

Tuir nia PLP alin ba partidu hotu, enkuantu laloran mezmu boot, udan maka’as maibé sempre firme nafatin ultrapasa eleisaun parlamentár ne’ebé sei akontese iha 22 jullu.

Nia apela ba delegadu no simpatizante hotu atu labele halo violasaun maibé tenke disiplina, onestidade populár hodi liberta ki’ak no mukit.

Partidu polítiku hanesan mákina ida hodi mobiliza masa iha baze liuhosi konsiénsia síviku atu kontribui no hamutuk ho partidu PLP hodi luta ba libertasaun povu.

Enkuantu, PLP nu’udar partidu foun maibé konjuntura polítika ne’ebé mosu iha Nasaun dezenvolvidu sira mosu, partidu polítiku barak ne’ebé eziste kle’ur maibé povu la fò fiar ba sira no ikus mai partidu foun mak manan hodi ukun, nune’e mós hanesan PLP mosu iha partidu antigu barak ne’ebé eziste.

Kongresu dahuluk ne’e hetan partisipasaun hosi delegadu munisípiu 12 inklui Rejiaun Autonomu Enklave Oe-Cusse Ambeno. Kongresista ne’ebè partisipa besik rihun ida.

Foto hosi, Lorico Aswai’in, Facebook.
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Chrys Chrystello
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