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Brasil. PARENTE, O SERPENTE
O BRASIL ACABOU – RESTA UMA REPUBLIQUETA DE IMPUNES CANALHAS NEOLIBERAIS
O MURO DE TRUMP CONTRA A AMÉRICA LATINA
ESTARÁ LIQUIDADA A ADMINISTRAÇÃO TRUMP?

Brasil. PARENTE, O SERPENTE

Posted: 09 Feb 2017 01:37 PM PST

O ranço ideológico guia Pedro Parente, presidente da Petrobras: ele quer desmontar tudo que possa ser instrumento de autonomia brasileira.

Artur Araújo – Carta Maior

Pedro Parente, presidente da Petrobrás, publicou panfleto em um periódico.

(http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/02/1854701-ranco-ideologico-e-vida-real.shtml)

É boa uma de suas afirmações: “(…) a Petrobras defende uma política de conteúdo local que ajude a indústria a ser competitiva globalmente e está disposta a contribuir para isso. A política precisa incentivar a inovação, as parcerias, a produção com qualidade, custos e prazos adequados. (…) Esta é a verdadeira escolha: entre o ranço ideológico, que a poucos beneficia, e a dignidade e o bem-estar que um novo emprego pode proporcionar a milhões de brasileiros e a suas famílias.”.

Só que ao longo do texto – ironicamente intitulado “Ranço ideológico e vida real” – o objetivo real de Parente vai se revelando em sinuosos movimentos. Ele nos conta, por exemplo, que “a exigência de um conteúdo local muito acima da capacidade da indústria impôs prejuízo significativo ao governo e ao setor. Quem diz isso não é a Petrobras, mas o Tribunal de Contas da União, que em auditoria recente concluiu que ‘existe um alto custo da política, em função da baixa competitividade da indústria nacional’.”. Em bom português, isso é cascata.

Nem é necessário lembrar do efeito desastroso do real artificialmente valorizado (para “ancorar a inflação”), cenário que já liquida boa parte da competitividade de quem gera empregos, paga impostos e reinveste no Brasil. Juros internos absurdamente superiores aos internacionais é fator negativo mais do que conhecido. Parente sabe muito bem disso, só tem amnésia interessada.

E mesmo com essa desvantagem competitiva de largada, há, sim, capacidade tecnológica e preços competitivos de fornecedores nacionais de construção pesada; de máquinas & equipamentos; de construção, manutenção, reparos e suporte navais, além de uma enorme gama de bens e serviços correlatos. Só não fala disso quem – por ranço ideológico, acobertamento da vida real e interesses econômicos ocultos – finge que não vê e não quer que ninguém mais veja.

As empresas que estão instaladas de fato no Brasil (pouco importa se seu controle acionário é de brasileiros ou não) não só permitem a geração e absorção local de tecnologia, como reduzem a pressão em nosso balanço de pagamentos (menos royalties a se enviar para o exterior) e são essenciais para a sustentação de uma extensa cadeia de “subfornecedores” locais de insumos, componentes e projetos. Mais uma informação vital ausente do texto de Parente.

O auge do cinismo é atingido quando o presidente da Petrobrás saca duas “histórias de interesse humano”. Escolhe a dedo duas empresas instaladas no Brasil há décadas e que, portanto, são fornecedoras nacionais. Faz de conta que é a elas que se refere a crítica à nova política da Petrobrás, política que privilegia empresas transnacionais que DESENVOLVEM TECNOLOGIA, PROJETAM, FABRICAM, PAGAM IMPOSTOS, GERAM EMPREGOS E INVESTEM FORA DO BRASIL, em detrimento das que aqui operam, com maioria de capital brasileiro ou não.

As histórias de vida dos dois trabalhadores – da Schlumberger e da WEG –, que ele relata em clima emocional, é realmente meritória e entusiasma. E é essa a vida real que Parente quer encerrar. A reorientação que ele quer dar às compras da Petrobrás impedirá que muitas outras empresas instaladas no Brasil se viabilizem. E que muitos outros Adires e Ademires contribuam com suas famílias e com nosso país.

O ranço ideológico guia Parente: quer desmontar tudo que possa ser instrumento de autonomia brasileira. A vida real que ele nos propõe é o atraso: sermos meros entregadores de óleo bruto e deixar que todos os efeitos positivos da cadeia produtiva do setor de petróleo & gás vazem para as sedes dos conglomerados transnacionais que tanto o atraem.

Esse é o bote da serpente.

*Artur Araújo é consultor em gestão pública e privada

Créditos da foto: Agência Brasil

O BRASIL ACABOU – RESTA UMA REPUBLIQUETA DE IMPUNES CANALHAS NEOLIBERAIS

Posted: 09 Feb 2017 11:44 AM PST

Lutamos todos os politizados e sonhadores de um Brasil de justiça social, contra a incompetente, corrupta, violenta e senil ditadura militar e seu terrorismo de estado. Lutamos pela anistia, pelas diretas já, pela volta do regime democrático e pelo fim do regime de exceção. Lutamos, como em outras trincheiras, em difíceis épocas passadas, outros plantadores de sonhos também lutaram, como Getúlio Vargas (que foi assassinado), como Jango Goulart (que foi assassinado), como Leonel Brizola (que teve sua reputação vilipendiada pela Rede Esgoto de Televisão), tudo isso coroando uma luta de direitos trabalhistas a partir também da CLT-Consolidação das Leis do Trabalho, e, enfim, depois, finalmente, resultado de sufrágios eleitorais, com um líder nato saindo do povo; um nordestino migrante da seca. O Brasil com FHC e uma elite, mais ditadores marechais, que insanos levaram o país a bancarrota de ser a decima economia do mundo, mas com o Presidente Lula tornou-se a sexta economia do mundo, com milhões ascendendo a classe média, com brasileirinhos pela inclusão social. O país potência emergente surgindo. Deixando de estar deitado em berço esplêndido, sendo respeitado no planeta. E o Lula, uma lenda viva, um mito. Por isso lutamos. Sonhamos. Para ver a empregada domestica ter direitos, o negro ser reconhecido, o favelado ter moradia, o trabalhador rural ter crédito, o nordestino ver a transposição do Rio São Francisco, a maioria de pobres sair da linha da miséria absoluta, poderem viajar, fazer faculdade, ter um emprego. O Brasil que tanto sonhávamos.

E o Lula, depois de sair do poder com duas vitórias acachapantes, contra uma extrema-direita miolo mole, com alto nível de aprovação, recorde na história da politica mundial, e assim bem cotado elegeu contra tudo e contra todos, a honesta gestora Presidente Dilma. E teve então o fascismo no cio parindo Aécio Neves e o seu PSDB-quadrilha, mais uma mídia abutre, uma justiça amoral cujo símbolo é o Juiz Lalau, condenado/livre (paulistas parasitas adoram corruptos paulistas da gema e sem algemas), uma sociedade caolha de estorvo social, um congresso de lacaios da estrema direita e de agiotas do capitalhordismo amerinacalhado internacional. E assim deram um golpe civil. E derrubaram a presidente, e, servindo-se de um oportunista marionete do arbitro para um regime de exceção, um vice bocó, um impune papagaio de pirata de reaças assumiu como usurpador ilegal o poder que então abrangeu a corrupção, institucionalizou-a, mais uma impunidade por atacado. E o silêncio cadáver da covarde mídia cumplice, da própria justiça caolha e de uma pústula sociedade de vaquinhas de presépios e seus pangarés mentecaptos, quadrúpedes.

E deu no que deu. O Brasil de hoje com ministros corruptos cantando loas ao arbítrio; uma Policia Federal capenga só investigando de um lado; um panaca juizeco de apostila de primeira instância (lembram-se do caçador de marajás?) – se preparando para ser candidato e presidenciável – ministros corruptos tomando posse no grito e a galope para terem fórum privilegiado. E quando se viu, esse customizado ódio todo matou a humilde ex primeira dama Marisa Leticia. A história registrará. E quando pensamos que já tínhamos visto de tudo, de vileza, de escárnio, de arrombações de conquistas sociais, eis que senão quando, o PCC, que é da parceria do PSDB em São Paulo o estado máfia, ergue-se para compor o STF-Supremo Tribunal Federal. E os coxinhas calados, as panelas caladas. Pelo jeito, se o medo do comunismo criou monstros, se o medo do PT criou coxinhas-daslu, o medo da Dilma criou pangarés recalcados, de decrépitos coxinhas Hipoglós a reaças babaquaras. E todos esses amebas juntos fundaram esse anti-Brasil. Esse Brasil que era o mesmíssimo de antes, republiqueta de bananas, das capitanias hereditárias, dos bandidos bandeirantes, da canalha de 64. Um Brazyl assim mesmo, com y e com Z. Porque o Brasil verdadeiro acabou. Vamos pra Cuba? Ou pra Somália? Que o Tucanistão é aqui e agora…

Vamos dividir o Brasil? Vamos separar o joio do trigo? Mas como, se tudo é troio, joio e trigo misturado? Desde as privatizações-roubos da caterva do PSDB et máfias de quadrilhas aliadas, que não víamos essa entrega a preço de banana, em troca de favores, de benesses em bastidores políticos de amigos do alheio; pagando o preço do golpe dentro do golpe. O temeroso presidente marionete com aquela pose de filé de piranha reclamando que pegou o país falido da Dilma. E paradoxalmente e contraditório liberando bilhões para empresas incompetentes oriundas das privatizaçoes-roubos do PSDB. Sujeito renegado no mundo civilizado, na politica internacional, como a vergonhada datada do Brasil neoliberal, quando monta seu circo cínico, apoiado pela mesma Rede Globo que atacou Brizola, atacou a família do Lula, e ataca os sagrados direitos dos trabalhadores, numa reforma que não reforma nada, mas beneficia ainda mais o capital especulativo, e fere históricas conquistas trabalhistas. Um desmanche sem precedente. Que pais é esses? São tantas os picaretas no poder…

O Brasil acabou. Aposentadoria? Pode esquecer. Pré-sal pra Educação? Já era. O neoescravismo da terceirização neoliberal venceu. O povo gado marcado que atacou o PT, geração desorientada pela propaganda enganosa da extrema direita, agora vai perder e sentir no bolso a burrada que fez. Fora Dilma? Fora Lula? Fora PT? Ah Minha Casa Minha Vida, Universidade pra pobre, bolsa família, salário mínimo alto, adeus compinchas. A culpa é de quem?

Falta de cultura, falta de consciente voto ideológico, falta de informação sadia, de jornalismo sério, de um realinhamento popular sem precedentes. Quando era hora de uma gigantesca insurreição geral, uma greve total paralisando o país, porque quem queria um Brasil transparente e se preparando para ser uma das maiores potências do mundo, se sente num cativeiro agora. Somos todos reféns do Temer. Sem direitos, o PCC instalado no poder, a corrupção no comando, quando o usurpador traíra meio zumbi, meio cara de morto-vivo, geração Hipoglós, fazendo beiço e pose, em atitudes palaciais podres, fazendo tipo. E bem que poderia por começar fazendo uma reforma carcerária, botando todo seu partido, seu estafe, seus aliados, seus asseclas, num resort sem grades com juízes de bolso e procuradores de enfeite. Pátria minha? Patriazinha, diria Vinicius de Moraes.

O Brasil acabou. Voltou aquele brasilzinho mequetrefe de antes, de FHC et caterva, o “Pai da fome” (o tal do “sucesso” de seu Plano real gerou milhões de desempregos); e aquilo de utopia e de históricas dividas sociais pagas por quem tanto lutávamos, nossos ideias, e ideais ético-humanitários, todos esses planos de justiça foram extintos numa passada de caneta. O mundo aturdido, a imprensa limpa de fora do país dizendo de golpes dentro do golpe. Os sindicatos pelegos, quando não corrompidos, omissos. E enquanto na rica América cloaca elegem um Trump tantã, SP falido pelo crime organizado do PSDB 25 anos no poder, para sua capital elege um bofe, um fashion janota e boçal, um tal de Doria. Então assim finalmente SP virou o Eldorado do estado mais corrupto do Brasil, em que empresários roubam por ano 90 milhões do imposto de renda. Paulistas adoram corruptos e ladrões. E isso que financia nosso capitalismo ordinário. Ruim com Dilma, honesta? Pior, muito pior com Temer e seus aliados de nefastos olhos grandes, de hediondas mãos grandes, de seguintes graves crimes impunes, de corrupção por atacado, do palácio ao congresso, da câmara ao Tribunal superior. São todos Eikes maravilhas… O crime compensa…

O Brasil acabou. Volta Pedro Álvares Cabral. Vamos devolver o Brasil aos índios?

Dos filhos deste solo, somos estrangeiros nesse Brasil que não aceitamos, não queremos. E não há revolta de facebook, anarquistas de gabinetes, resistência de palavras, greves de redes sociais. Ou paramos esse país, ou derrubamos a bastilha da Rede Globo de Televisão, ou se preparem para o caos institucional, a falência das leis, o regime de exceção ganhando a adesão de bolsanaros caipiras de coliformes fecais, hienas, chacais, abutres e ratos de meios e antros, mais o quinto poder da violência sem precedentes. Quer pagar pra ver? Quando os bandidos das penitenciárias, verem a impunidade dos bandidos de colarinho branco, de togas, túnicas, fardas, patentes, faixa presidencial, as tais autoridades prostituídas dos três poderes, ao trazerem essa luta pra rua, pode pintar uma guerra civil.

Carimbar o passaporte?
Queremos nosso Brasil de volta.
O Brasil acabou.
Chora a pátria-mãe e todos os que sonhavam um humanismo de resultados.
O ódio venceu. “Onde o poder desintegrou-se, as revoluções são possíveis” Disse Hannah Arendt.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer?
Precisamos estocar alimentos. Ou armamentos.

Silas Correa Leite

Verbete: SILAS CORREA LEITE

Professor, conselheiro diplomado em direitos humanos, jornalista comunitário, ciberpoeta e escritor premiado, consta em mais de oitocentos links de sites, até no exterior, entre eles Cronópios, Observatório de Imprensa, Correio do Brasil, EisFluências e outros, Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor, Prêmio Paulo Leminski de Contos, Prêmio Ignácio de Loyola Brandão de Contos, Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo, Gestão Marilena Chauí), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás, Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda), Prêmio Instituto Piaget/Cancioneiro infanto-juvenil, Portugal, vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP-Parceiros do Tietê/Jornal O Estado de São Paulo/Rádio Eldorado) entre outros, publicou em revistas, jornais, tabloides, fanzines, como Revista da Web, Trem Itabirano, Panorama Editorial, Revista Construir, DF Letras, Mundo Lusíada (Portugal), etc.

Autor, entre outros, de Porta-Lapsos, Poemas, All-Print, SP, Campo de Trigo Com Corvos, contos premiados, Editora Design, SC (finalista no Telecom, Portugal), DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Editora Multifoco, GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, romance, GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, romance, e O Menino Que Queria Ser Super-Herói, romance infantojuvenil, ambos a venda site Amazon e do ebook de sucesso O RINOCERONTE DE CLARICE, onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, destaque na grande mídia (Estadão, Diário Popular, Revista Época) inclusive televisiva, por ser o primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, tendo sido entrevistado por Márcia Peltier (Momento Cultural/Jornal da Noite, REDE BAND), Metrópolis e Provocações (TV Cultura), entre outros, e a obra, por ser pioneira e única no gênero, foi recomendada como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, do Mestrado de Ciência da Linguagem da UNIC-Sul de SC, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e tese de Doutorado na UFAL. Seu estatuto de poeta foi vertido para o espanhol, francês, inglês e russo. Contatos: [email protected]

  • em Pravda.ru

O MURO DE TRUMP CONTRA A AMÉRICA LATINA

Posted: 09 Feb 2017 11:09 AM PST

Sem ir muito longe, o muro que Trump pretende construir não vai deter a imigração forçada de latino-americanos porque ela se deve à política externa dos Estados Unidos e sua ingerência na América Latina. Primordialmente. O acosso constante, a intromissão em assuntos internos de outros países que toma como próprios. O saque impiedoso em terras que sempre vulnerou à sua vontade.

Ilka Oliva Corado*

Se especificarmos a migração de centro-americanos e mexicanos para os Estados Unidos e mergulharmos um pouco na história dos últimos 50 anos na região, veremos detidamente o papel desempenhando pelo Plano Condor e pelas ditaduras impostas que permitiram a criação de governos neoliberais que respondem a mandatos estadunidenses.

As pessoas não vão porque é um luxo viver nos Estados Unidos, vão porque são obrigadas a sair de seus países de origem. São obrigadas pelos governos corruptos com políticas clientelistas e impunes que beneficiam as grandes corporações da oligarquia e do exterior.
Estados falidos, as grandes máfias que pululam no sistema de justiça, de educação, de saúde. A carência de uma infraestrutura adequada. A nula oportunidade de desenvolvimento que ofereça e respalde uma vida sadia e integral. As razões estão à flor da pele, são visíveis e palpáveis, não podemos ser imunes à tragédia da migração forçada. Nem nós como cidadãos, nem a mídia e muito menos os governos do país de origem, de traslado e de chegada.

Trump sabe disso e sabe quanto ajudaria eliminar a versão renovada do Plano Condor. Terminar de uma vez com a ingerência das embaixadas estadunidenses ao sul do rio Bravo. Devolver o roubado. Deixar de promover, manipular e levar a cabo golpes de Estado. Tirar dos países latino-americanos as bases militares estadunidenses que não têm nada de missões humanitárias.

Se Trump realmente quer terminar com a migração forçada de latinos para os Estados Unidos, deve cortar totalmente o Plano Mérida, o Plano Fronteira Sul, o Plano Maya-Chortí, o Plano Aliança para a prosperidade e mais para o sul, o Plano Colômbia. Isso para começar. Terminar com o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, o Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, América Central e República Dominicana. O Tratado de Livre Comércio Chile – Estados Unidos. O Tratado de Livre Comércio Peru – Estados Unidos e, é claro, deixar de insistir que a América do Sul concorde com a Área de Livre Comércio das Américas.

Porque todos esses tratados nada mais são que renovações do Plano Condor disfarçados de políticas de inclusão e irmandade entre países; são ingerências de caráter corporativo aceitas pelos governos que só beneficiam as oligarquias e os Estados Unidos. São máquinas de destruição em massa de vidas humanas e do ecossistema da América Latina. Empobrecem ainda mais a região e a destroem.

Enquanto os Estados Unidos não deixarem sua ingerência na América Latina, não haverá muro que seja capaz de deter a migração forçada. Por mais deportações em massa, as pessoas precisam comer e nos Estados Unidos vêm buscar o sustento que lhes nega e lhes rouba seu país de origem.

O triste de tudo isso é que, enquanto se firmam Ações Executivas, e palavras vão e palavras vêm, milhares continuam morrendo na fronteira da morte, milhares continuam sendo sequestrados, torturados e desaparecidos em sua passagem pela América Central e México tratando de chegar aos Estados Unidos. Que governo firmará uma Ação Executiva para deter esse genocídio de indocumentados? Quem se indignará diante de tanta tragédia?

Não é um muro, é a ingerência dos Estados Unidos na América Latina.

P.S: Já que estamos nestas, quando firmará uma Ação Executiva para eliminar o Decreto contra a Venezuela? Aproveitando a feira de firmas de Ações Executivas.

Revista Diálogos do Sul – Opera Mundi

*Colaboradora de Diálogos do Sul, do território dos Estados Unidos

ESTARÁ LIQUIDADA A ADMINISTRAÇÃO TRUMP?

Posted: 09 Feb 2017 10:49 AM PST

Paul Craig Roberts

Esperemos que a administração Trump não esteja a arder de modo fulgurante. O chefe militar de Trump, Gen. Mattis, está a revelar ser verdade a sua alcunha de “cão louco” (“mad dog”). Ele acaba de declarar que o Irão “é o maior estado individual do mundo patrocinador de terrorismo”. sputniknews.com/politics/201702041050338034-mattis-iran-terrorism/ . Ele declarou que a Rússia é a ameaça número um para os EUA. Ele ameaçou intervir nos assuntos territoriais da China.

Eu estava errado. Pensei que o Gen. Mattis fosse uma escolha razoável pois rejeita a eficácia da tortura e, segundo Trump, convenceu-o de que “a tortura não funciona”. Aparentemente Mattis não pode ir além desta percepção, rumo a percepções geopolíticas mais elevadas. Trump precisa despedir Mattis, que foi por ele colocado no Pentágono como meio de normalizar relações com a Rússia.

Não há provas no comportamento do Irão, da Rússia e da China em apoio às visões do Gen. Mattis. A sua definição de ameaça é aquela dos neoconservadores – um país capaz de resistir à hegemonia estado-unidense. Isto [por si] constitui uma ameaça conveniente para o complexo militar/segurança pois justifica um orçamento ilimitado a fim de sobrepujar tais “ameaças”. É este impulso hegemónico que é a fonte de terrorismo.

Se se pode dizer a verdade, há apenas dois países no mundo com aspirações hegemónicas – Israel e os EUA – e eles são as fontes do terrorismo. Israel aterroriza palestinos e tem feito isto durante cerca de 70 anos. Os EUA aterrorizam o resto do mundo.

Todos sabem que terroristas muçulmanos são criações do governo estado-unidense. A Al Qaeda foi criada pela administração Carter a fim de confrontar a ocupação soviética do Afeganistão com o jihadismo. O ISIS foi criado pelo regime Obama/Hillary a fim de derrubar Kadafi na Líbia e depois enviado pelo regime Obama/Hillary à Síria para o derrube de Assad, como o conselheiro de segurança nacional de Trump, Gen. Flynn, ex-director da Defense Intelligence Agency, revelou na TV. O derrube do governo democraticamente eleito da Ucrânia e o assalto dos neo-nazis ucranianos às repúblicas de Donetsk e Lugansk foram também desencadeados pela dupla Obama/Hillary. Todo o terror está associado a Washington e Israel.

O derrube do governo da Ucrânia por Washington é facto incontestável; mas grande número de americanos com o cérebro lavado pensam que a Rússia invadiu a Ucrânia, assim como acreditam nas falsas notícias de que o Irão é um estado terrorista.

A última vez que o Irão iniciou uma guerra de agressão foi na última década do século XIX quando reconquistou o Cáucaso e a Geórgia, os quais o Irão havia perdido para a Rússia.

O Irão nos nossos tempos não cometeu qualquer delito excepto recusar-se a ser um vassalo de Washington.

Além disso, o Irão, e a Síria resgatada pelos russos, são os únicos estados no mundo muçulmano que não são fantoches e meros vassalos dos EUA que nada são por si próprios, nem independentes em política externa, nem independentes em política económica. Só o Irão e a Síria têm políticas independentes.

O Irão é um grande país dotado de recursos energéticos substanciais. O Irão tem uma longa história que remonta a tempos antigos de independência e proezas militares. Hoje o Irão é essencial para a Rússia como um amortecedor para o jihadismo criado pelos EUA que os neoconservadores planeiam exportar para as áreas muçulmanas da Federação Russa. Consequentemente, o Irão é o mais inoportuno dos alvos para Trump se ele pretende restaurar relações normais, não ameaçadoras, com a Rússia. Mas o cão louco do seu chefe do Pentágono irresponsavelmente faz declarações ameaçadoras alegando ser o Irão um “estado terrorista”.

Será que vemos a mão de Israel a actuar nas ameaças contra o Irão? O Irão e a Síria são os únicos países no Médio Oriente que não são estados fantoches americanos. O exército da Síria tem sido temperado pelo combate, razão pela qual precisa de armas a fim de enfrentar Israel apoiado pelos EUA. Tanto a Síria como o Irão estão no caminho da política sionista do Grande Israel – desde o Nilo até o Eufrates. Para os sionistas, a Palestina e o Sul do Líbano são simplesmente o começo.

Israel tem utilizado com êxito os corruptos britânicos e agora os corruptos americanos para restabelecer-se sobre terras das quais Deus a expulsou. Isto não é louvável para a inteligência e moralidade dos governos britânico e estado-unidense. Mas o que significa isso?

Também ouvimos de Mattis e de Tilerson ameaças de intervir na esfera de influência da China. Os nomeados de Trump parecem ser incapazes de entender que não pode haver melhoria nas relações com a Rússia se o regime Trump tem o Irão e a China no seu alvo de mira.

Haverá qualquer perspectiva de a administração Trump poder desenvolver consciência geopolítica? Será que a conversa áspera da administração Trump será suficientemente áspera para derrotar o poder que Israel sionista exerce sobre a política externa dos EUA e sobre os votos do Congresso?

Caso não seja, mais guerra é inevitável.

Durante vinte e quatro anos – oito anos do criminoso regime Clinton, oito anos do criminoso regime Bush, oito anos do criminoso regime Obama – o mundo ouviu ameaças de Washington que resultaram na morte e destruição de milhões de pessoas e países inteiros. A administração Trump precisa apresentar ao mundo uma Washington diferente.

06/Fevereiro/2017

O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/…

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

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