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DA INCESSANTE DESINFORMAÇÃO ANESTESIANTE – CRÓNICA 194, 5.6.18
Os Católicos ultraconservadores repescaram despropositadamente o sermão antigo de 1960, “as mulheres que vestem roupas de homem”, escrito pelo cardeal Giuseppe Siri, arcebispo de Génova. Mas a Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X, sociedade apostólica da Igreja, considerou-o atual para preencher a edição do boletim “O Farol”. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pe. Manuel Barbosa, deu resposta seca, por e-mail. “Não faço comentários sobre o conteúdo do jornal da Fraternidade S. Pio X, é a eles que devem ser pedidos esclarecimentos”. Ponto de partida:
“A roupa masculina muda a psicologia da mulher.” A preleção agarra-se às calças num corpo feminino, como exemplo paradigmático da “imodéstia”. Além da “mudança da psicologia feminina própria da mulher”, afeta-a também “como esposa, por tender a viciar a relação entre os sexos” e, “como mãe das suas crianças, ferindo a sua dignidade ante os seus olhos”. O sermão visa o “decoro” da mulher, para chegar à prédica, o importante “é preservar a modéstia, e o eterno sentido de feminilidade, que, mais do que qualquer outra coisa, todas as crianças continuarão a associar à face da sua mãe”. Depois, torna-se feroz: “Fazemos bem em recordar as demandas severas que as crianças instintivamente fazem à sua mãe, e as profundas e até terríveis reações que nelas se afloram pela observação dos seus maus comportamentos.” Para acrescentar, mais ferino, que “a criança pode não saber a definição de exposição [do corpo], de frivolidade ou infidelidade, mas possui um sentido instintivo que reconhece quando acontecem, sofre com elas, e é amargamente ferida por elas”. A conclusão: “ (…) Quando uma mulher veste roupas de homem”, isso “deve ser considerado um fator, a longo prazo, da desintegração da ordem humana”.

