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Estado TL condecorados Membros da Solidaridade no dia 30 de Agosto de 2014 Featured
Written by Tempo Semanal Sabadu, 30 Agustu 2014 14:35 font size decrease font size increase font size Print Email Media 0 Comments
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Estado TL condecorados Membros da Solidaridade no dia 30 de Agosto de 2014
Colar da Ordem de Timor-Leste

1. Brian Manning

Brian Manning, de nacionalidade australiana, é condecorado hoje, pelo Estado de Timor-Leste, a título póstumo, com o colar da Ordem de Timor-Leste. Está aqui representado pela Filha Lolita.

A pedido do Dennis Freney, um camarada seu do Partido Comunista da Austrália, Brian visitou Timor-Leste, pela primeira vez, em Setembro de 1974, tendo ficado imediatamente entusiasmado com a perspectiva da independência para Timor-Leste, defendida pela FRETILIN.

Em 1975 visitou novamente Timor-Leste e teve a oportunidade de testemunhar o trabalho político no seio das populações assim como o apoio de milhares de pessoas à FRETILIN, expresso especialmente na manifestação de 20 de Maio de 1975.

Absorveu os ideais constatados no terreno e quando regressou a Darwin, decidiu fazer da causa Timorense, uma causa sua.

Dentre os seus incontáveis trabalhos de campanha na Austrália em prol da luta do povo de Timor-Leste à independência, destacamos os seguintes:

1)Em Novembro de 1975, Brian e outros apoiantes australianos, conseguiram fazer chegar a Dili, por via marítima, seis transmissores de rádio com o simples intuito de criar um meio de comunicação entre a FRETILIN e o exterior. Este equipamento acabou por constituir o único meio de comunicação da Direcção da FRETILIN no interior da pátria com a Delegação Externa da FRETILIN e o mundo, até Dezembro de 1978. Brian foi o homem chave, em Darwin, que garantiu o fluxo de informações da Resistência Timorense para o mundo e vice-versa, durante o período de isolamento de Timor-Leste, imposto pelas forcas do regime de Suharto.

2)O segundo envolvimento mais importante do Brian Manning foi a mobilização dos estivadores para o boicote ao carregamento e descarregamento de navios indonésios logo após a invasão indonésia.
Enquanto teve forças para lutar pela causa Timorense,Brian Manning deu o melhor de si, utilizando inclusivamente os seus parcos recursos pessoais,para influenciar a opinião pública australiana e internacional. Após anos de esforços continuos, Darwin passou a ser uma base de apoio importante à nossa luta de libertação nacional.

Brian voltou a Timor-Leste em 2000 e teve o prazer de saborear a nossa vitória. Infelizmente, o nosso amigo Brian Manning, faleceu a 2 de Novembro de 2013, vitima de uma doença incurável.

2. DENIS FRENEY

Denis Freney, de nacionalidade australiana, é condecorado hoje, pelo estado de Timor-Leste, a título póstumo, com o Colar da Ordem de Timor Leste. Está aqui representado pela sua irmã, Margaret Millar.

Na altura em que começou a envolver-se na campanha a nivel nacional em prol da independência de Timor-Leste, Dennis Frenney já era uma figura proemiente do Partido Comunista da Austrália e já tinha vários anos de experiência de trabalho no jornal do partido “Tribune”, como jornalista.

Em Julho de 1974, Dennis Freney foi contactado por José Ramos Horta, quando este visitou Austrália, pela primeira vez,com o propósito de sensibilizar os australianos sobre o ideal de independência defendido, na altura, pela então ASDT- o gérmen da FRETILIN.

A convite de José Ramos Horta, Denis Freney decidiu visitar Timor-Leste, em Outubro de 1974. Durante uma estada de cerca de duas semanas, visitou Dili, Baucau e Maubisse e teve oportunidade de conviver com outros líderes da FRETILIN, dentre os quais, Nicolau Lobato, Ma ‘Huno Bulerek Karataiano, Vicente Sa’he dos Reis e Alarico Fernandes.

Denis Freney foi, sem dúvida, o pioneiro do primeiro movimento de solidariedade australiana para com Timor-Leste. Timor-Leste passou a ocupar uma boa parte da agenda de trabalhos do Dennis. Com paciência e perseverança, ajudou a estabelecer vários ramos da CIET – Campanha para a Independência de Timor-Leste, em toda a Austrália. Coordenou as emissões públicas da rádio assim como as ligações clandestinas da equipa de rádio, sediada em Darwin, com a rádio Maubere. Trabalhou incansávelmente na produção de um boletim quinzenal – East Timor News– que foi vendido por ele próprio nas ruas de Sydney, distribuído em toda a Austrália e enviado a vários países. Com o seu trabalho persistente de envio de informações para os restantes grupos de solidariedade, partidos e instituições nacionais e internacionais, no período de isolamento de Timor-Leste ou seja , no período mais crítico da nossa Resistência, Denis contribuiu para que o mundo soubesse que a resistencia à ocupação indonésia continuava forte e ajudou assim a travar a campanha indonésia junto da comunidade internacional. Durante este período, Dennis Freney foi alvo de perseguição por parte da polícia secreta australiana mas não se deixou intimidar por isso.

No nosso Timor-Leste, livre e independente, reconhecemos hoje o trabalho árduo de todos os nossos amigos que, incondicionalmente, complementaram o trabalho da Resistência Timorense no exterior do país, dentre os quais, se destacou Denis Freney.

Infelizmente Denis Freney não viveu até ao dia do alcance do ideal pelo qual tanto lutou e doou os melhores anos da sua vida. Dennis, um dos obreiros da Nação Timorense, morreu,em Sydney, em 1995, vítima de uma doença incurável.

3. Greg Shackleton

Greg Shackleton de nacionalidade australiana,é condecorado hoje, pelo Estado de Timor-Leste, a título póstumo, com o Colar da Ordem de Timor-Leste. Está aqui representado pela sua viúva, a sra Shirley Shackleton, Galardoada, no ano passado, pelo Estado de Timor-Leste com a medalha da Ordem de Timor-Leste.

Greg era um jovem e excelente reporter da TV Melboune no canal 7. Começou a interessar-se por Timor-Leste devido as noticias em destaque de ataques regulares na fronteira entre a Indonésia e Timor Ocidental e sobre a guerra civil em Timor-Leste. Em Agosto de 1975, John Maher Director de Noticias de Greg convidou-o a visitar Timor-Leste. Greg aceitou sem reservas. Ele estava habituado a trabalhar em missões perigosas: incêndios, acidentes no mar, etc .Veio a para descobrir a proveniencia dos ataques que os timorenses eram vítimas.

Foi assim que veio a Timor-Leste em 1975 integrado numa equipa de cinco repórteres, do canal nove da Austrália, com a missão de fazer cobertura aos acontecimentos em Timor-Leste durante o período de administração “de facto” de Timor-Leste pela FRETILIN. Os cinco sabiam que os militares indonésios planeavam um ataque à Balibó mas não se deixaram intimidar. Aliás, acreditavam que, por serem jornalistas, não corriam o risco e estavam portanto dispostos a ficar para reportar o ataque indonésio a Balibó. Greg Shackleton decidiu identificar a casa onde estavam alojados pintando a bandeirada Austrália e junto a ela, a palavra Austrália, numa das paredes da referida casa. Foi uma tentativa fracassada. A 16 de Outubro de 1975, os cinco foram bruatalmente massacrados e, até a data, ainda não sabe onde estão os seus restos mortais.

4. Roger East

Roger East, de nacionalidade australiana, é condecorado hoje, pelo Estado de Timor-Leste, a título póstumo com o colar da Ordem de Timor-Leste. Está aqui representado pelo sobrinho Hall…..

Roger East, jornalista autónomo, veio a Timor-Leste durante o período de administração “de facto” de Timor-Leste pela FRETILIN, aconvite de José Ramos Horta com a missão de investigar a fundo e reportar sobre as circunstâncias de morte dos cinco jornalistas do canal nove da Austrália, durante uma incursão indonésia em Balibó, a 16 de Outubro de 1975. .Acedeu ao pedido do Ramos-Horta mesmo sabendo que estava a pôr em risco a sua própria vida.

A invasão indonésia a Timor-Leste era eminente nas vésperas da proclamação unilateral da independência de Timor-Leste pelo Comité Central da FRETILIN mas Roger ficou para cobrir o evento. Na véspera da invasão indonésia, só três jornalistas estrangeiros estavam em Timor-Leste. No dia da invasão indonésia, estava apenas o Roger East. Teve oportunidade de escapar mas preferiu ficar com a sua máquina de escrever convencido que iria dar asas à sua profissão de jornalista num sítio quente.

Roger pretendia subir as montanhas de Timor-Leste com os nossos destemidos combatentes e de lá, reportar com segurança para o mundo sobre as atrocidades indonésias e a resistência inabalável do povo Timorense.Foi impedido de o fazer. Consta-se que Roger East foi levado para o cais de Díli e abatido a tiro no dia 8 de Dezembro de 1975 e que o seu cadáver foi atirado ao mar juntamente com outros tantos timoreses que tiveram a mesma sorte.

O seu projecto de ajudar Ramos-Horta a montar uma agência noticiosa de Timor-Leste ficou por realizar até hoje.

O povo de Timor-Leste perdeu, no dia 8 de Dezembro de 1875, um grande aliado, no período mais crítico da sua história de luta de libertação nacional.

5. Robert Wesley Smith

Robert Wesley-Smith, de nacionalidade australiana, presente nesta cerimónia, distinguiu-se como um dos principais activistas de Timor-Leste, em Darwin, desde os primórdios da nossa luta de libertação nacional.

Começou a actuar pela causa de Timor-Leste após o encontro com José Ramos Horta em 1974 quando este se deslocou a Austrália para pedir apoio dos sindicatos e activistas políticos da Austrália.

Dentre os seus inúmeros trabalhos, destacamos:

– a tentativa de trazer, por barco, para Timor-Leste: comida, medicamentos e equipamento de rádio em Setembro de 1976. Robert e mais três activistas, Cliff Morris, James Zanilis e Manolis foram presos e submetidos a um julgamento que durou dez dias, sob acusação de terem cometido actividades ilegais. Porque o barco foi capturado e a equipa foi julgada, este evento chamou a atenção do público para o drama timorense.

– o seu apoio ao único meio de ligação da Resistência Timorense com o mundo, via rádio estabelecida em Darwin, entre 1976-1978;

– Em Julho de 1978, em protesto contra o fornecimento dos aviões Bronco OV10 e da bomba napalm pelo governo americano à Indonésia, Rober Wesley Smith anunciou que ia queimar um cão num sítio público de Darwin. A polícia ameaçou-o que o prenderia se levasse avante esta acção. Estavam no local activistas, media, polícia e bombeiros. Robert retirou por baixo da camisa um cão brinquedo. Nenhum cão foi queimado. Robert aproveitou a ocasião para chamar a atenção dos presentes que, enquanto eles estavam preocupados que um cão ia ser queimado, centenas de pessoas de um país vizinho, estavam a ser queimadas pela bomba napalm.

– Após o massacre de 12 de Novembro, Robert organizou a primeira manifestação de protesto em Darwin e redobrou os seus actos de solidariedade e a sua total dedicação à nossa causa custou-lhe o emprego no funcionalismo público em Junho de 1992. Sem o emprego que lhe consumia uma boa parte do seu tempo, Robert dispôs de muito mais tempo para organizar eventos e manifestações, para enviar materiais para a Resistência, através da Maria do Céu Lopes, incluindo medicamentos e dinheiro e um laptop para Xanana Gusmão.

Robert esforçou-se para trabalhar em conjunção com outros activistas e grupos de solidariedade assim como com a comunidade Timorense em Darwin. Em 1994, juntamente com os seus dois manos, conseguiu entrar nas Filipinas para participar na conferência da Asia-Pacífico em solidariedade com Timor-Leste. Muitos convidados, incluindo líderes Timorenses foram impedidos de participar devido à pressão do governo indonésio sobre o governo das Filipinas.

O seu trabalho de apoio aos direitos humanos em Timor Leste é conhecido mundialmente, e em 1998, ele foi premiado com o prémio “Denis Freney Memorial Award “ em reconhecimento pelo seu trabalho de solidariedade excelente e de longa duração com o povo de Timor Leste”, na presença do prémio nobel da paz, José Ramos Horta.

Finalmente Robert entrou em Timor-Leste em Outubro 1999 para deparar com um país destruído na generalidade. Aqui trabalhou cerca de um ano para a reconstrução e desenvolvimento de Timor-Leste. Asistiu ao primeiro concerto público no Timor-Leste livre, em 07 de Dezembro e continua interessado em apoiar o nosso país de várias formas, incluindo, o projecto de cidades irmãs geminadas Dili-Darwin e de parcerias de amizade entre as comunidade de Kangaroo Valley -Remexio e as de Bega-Natarbora.

Robert e os seus dois irmãos gêmeos, Martin e Peter, constituíram um trio de manos incansáveis durante anossa luta pela libertação da pátria e é com muito prazer que constatamos hoje, que, no nosso Timor-Leste livre e independente, continuamos a ser acarinhados pelos irmãos Wesley-Smith.

Biografia do Grupo de Medalhas

1. Ken Fry

Ken Fry cidadao Australiano, é condecorado, a titulo póstimo, com a Medalha da Ordem de Timor-Leste. Está aqui representado pela sua viúva, a Sra Audrey Fry e a filha Kerry

O saudoso Ken Fry, de nacionalidade australiana, foi membro do parlamento federal da Austrália, de1974 a 1984. Visitou Timor-Leste 2 vezes como deputado e fez parte do grupo “Deputados por Timor-Leste” que apoiu a causa timorense em Canberra desafiando a política do governo australiano.

Em Fevereiro de 1975, Ken Fry respondeu aos apelos da FRETILIN e organizou uma delegação parlamentar, que incluiu o seu amigo do Partido Trabalhista, o senador Arthur Gietzelt.

Ken falou no Conselho de Segurança da ONU em Abril de 1976, ajudando a obter uma votação contra a invasão de Timor-Leste pela Indonésia.

Em Maio de 1977, Ken Fry concordou em participar numa transmissão de rádio tecnicamente ilegal, de Darwin para Timor-Leste, para conversar com os líderes da FRETILIN.

Foi orador em três instâncias internacionais sobre a questão de Timor-Leste, designadamente, no Conselho de Segurança da ONU em Abril de 1976, na Conferência internacional sobre o Timor Leste em Lisboa, em Maio de 1979 e Tribunal Permanente dos Povos, realizada em Lisboa, em 1981. Manteve a sua posição em ajudar a garantir que o assunto sobre Timor-Leste não fosse removido da agenda das Nações Unidas e nunca desistiu de falar sobre o assunto.

Ken Fry faleceu em Outubro de 2007.

2. Mary MacKillop Institute

Mary MacKillop Institute, sediada na austrália, é aqui representada pelas Madres, Josephine e Susan aqui presentes é condecorada com a Medalha da Ordem de Timor-Leste. em reconhecimento pelos inúmeros actos de solidariedade das irmãs da Congregação de São José e de religiosas de outras ordens assim como dos colegas que tiveram o previlégio de trabalhar e orar juntos, pela liberdade e justiça em Timor-Leste.

Em conjunto, organizaram missas, vigilias e orações por Timor-Leste;
Intervieram em manifestações públicas;
Estabeleceram contactos com políticos e pessoas de influência;
Ajudaram a fazer campanha de Timor-Leste via rádio, televisão e jornais;
Prestaram ajudas incontáveis a vários refugiados timorenses pressionando o governo australiano a conceder-lhes asilo político; e
Deram assistência no sentido de manter e promover a cultura timorense.

3. Andrew Haydon Alcock

Andrew Haydon Alcock, de nacionalidade australiana, aqui presente é condecorado hoje com a medalha da Ordem de Tmor-Leste.

Andrew foi incansável no apoio à causa Timorense, actuando especialmente como membro da CIET em Adelaide, de 1975 a 2002. Era o responsável da Informação e serviu a causa Timorense escrevendo comunicados de imprensa e artigos, concedendo entrevistas e fazendo intervenções públicas em várias ocasiões. Contribuiu para a ligação rádio Darwin-Timor-Leste comprando com dinheiro do seu próprio bolso, dois aparelhos de rádio. Em 1979, organizou uma conferência internacional na Universidade de Adelaide que versou sobre Timor-Leste, Austrália e a Região. Em 1992,fez parte da delegação “ Missão Paz em Timor”que usou o barco Lusitanio Expresso como meio de protestar contra o Massacre de Santa Cruz em 1991 e de mobilizar a opinião pública para apoiar os direitosdo povo de Timor-Leste.

Participou na Conferência de Asia Pacifico sobre Timor-Leste em Kuala Lumpur, Malasia, em 1996. Todos os participantes nessa Conferência foram detidos e deportados , incluindo 3 bispos e dois Timorenses, designadamente, Abel Guterres e Joaquim Fonseca.
Em 2002, ajudou a fundar a Associação Australiana de Amizade com Timor-Leste, um grupo que Estado a apoiar projectos no nosso Timor-Leste livre e independente.

4. Robert Peter Domm

Robert Peter Domm, de nacionalidade Nova Zelàndia, visitou Timor -Leste pela primeira vez, no início do 1970. Após a invasão de Timor-Leste, Robert envolveu-se em várias trabalhos em prol dos direitos do povo de Timor-Leste.

Em 1989, ele foi um dos primeiros estrangeiros a visitar Timor-Leste como turista, após 14 anos de isolamento do país, imposto pelo regime de Suharto.

Em Setembro de 1990, Robert viajou para as montanhas de Timor Leste com o apoio ativo da resistência clandestina e conseguiu entrevistar o líder do Conselho Nacional da Resistência Timorense, Xanana Gusmão, para a Australian Broadcasting Corporation. Foi uma entrevista exclusiva que trouxe ao mundo informações que reforçaram a campanha na frente externa, incluindo o lobbying nos foruns do mundo diplomático.

Robert passou a escrever e a falar amplamente sobre a continuação da resistência armada contra a ocupação indonésia, o crescimento e a força da resistência clandestina, especialmente no seio da geração jovem.

Em 1992, Robert,em co-autoria com Mark Aarons, escreveu o livro “Timor Leste: A Western Tragedy”, (Timor-Leste, uma tragédia do Ocidente) que contribuiu para aumentar a atenção sobre a luta isolada do povo de Timor- Leste pela libertação da pátria. Mais tarde, juntamente com alguns timorenses e australianos, ajudou a fundar a ETRA , East Timor Relief Association, para a recolha de apoios, de carácter humanitário, para o povo de Timor Leste.

5. Helen Hill

Dra. Helen Hill, de nacionalidade Autraliana, visitou Timor-Leste, pela primeira vez, em 1975, para trabalhos de pesquisa para o seu curso de mestrado. Após a invasão de Timor-Leste, ajudou a fundar a AETA – Associaçãode Timor-Leste e Austrália. No início de 1976, escreveu o livro intitulado, “Timor Story” para explicar aos australianos a situação de Timor-Leste. Foi a Nova York para ajudar o Dr. José Ramos Horta no estabelecimento da Frente Diplomática. Em 1984, organizou um evento no “Nacional Press Club” em Canberra, onde Ramos Horta discursou pela primeira vez após a invasão indonésia. Em 1997, fez parte da equipa da Universidade de Victoria, Melbourne que organizou a conferência sobre “Planeamento Estratégico de Desenvolvimento de Timor Leste a pedido do CNRT. A sua tese foi traduzida em 2000 por Adérito de Jesus Soares, Nuno Rodrigues e Nug Katjasungkana e publicada como Gerakan Pembebasan Nasional Timor-Leste e em 2002 como “Sinais do nacionalismo em Timor Leste: FRETILIN 1974-1978”. Manteve-se sempre ligada a Timor-Leste, realizando actividades na Austrália em solidariedade com o Povo timorense. Tem trabalhado em vários projetos, incluindo em programas de desenvolvimento comunitário na Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL). Organizou duas visitas de estudo à Universidade de Victoria, em Melbourne, para os acadêmicos de Timor-Leste e gestores do ensino superior.

6. Muchtar Pakpahan

Muchtar Pakpahan, cidadão Indonésio, líder do sindicato de trabalhadores, é condecorado com a Medalha da Ordem de Timor-Leste. Após o massacre de Santra Cruz ficou bastante sensibilizado com situação e Timor-Leste e, a partir desse período solidariezou-se à luta do Povo Timoresense. Em Agosto de 1994 até 19 de maio de 1995, esceveu um livro com o título “O RETRATO DA INDONÉSIA”. Um dos conteúdos deste livro relata sobre a situação de Timor Leste, tendo sido apresentado na conferência internacional em Lisboa, em 1995 e 1996 para chamar atenção a comunidade internacional.

Em 1996-1998 esteve preso na mesma prisão que Xanana Gusmão. Segundo várias referências, foi libertado pelo Presidente Habibie em 1998. Durante a prisãoconviveu com varios prisioneiros timorenses o que reforçou mais ainda o seu espirito de apoio ao Povo Timorense, mantendo ligação com grupos de estudantes timorenses na Indonésia que apoiavam do seu Povo.

Biografia Grupo de Insígnia

1. Andrew McNaughtan
Andrew McNaughtan de nacionalidade australiana, é condecorado, a título póstumo pelo estado de Timor-Leste, com a insígnia da Ordem de Timor-Leste , é aqui representado por seu primo Nigel

O saudoso Andrew McNaughtan, começou a apoiar a luta de libertação do povo de Timor-Leste a partir de 1992/3.

Aproveitou todas as oportunidades para prestar solidariedade à luta do PovoTimorense, tendo decidiu interromper a sua carreira em medicina para dedicar-se exclusivamene à causa do Povo Timorense. Foi um do principais mobilizadores de cerca de 30.000 pessoas,que se manifestaram nas ruas de Sydney, a 11 de setembro de 1999, para pressionar o governo australiano no sentido de enviar um contingente militar a Timor-Leste para contrapor as barbaridades cometidas pelas forças ocupacionistas indonésias.

Após o referendo de 1999, voluntariou-se para trabalhar como médico no interior de Timor-Leste para ajudar as populações.

Andrew McNaughtan faleceu em Sydney em Janeiro de 2012.

2. Aboerprijadi Santoso
Aboepriyadi Santoso, de nacionalidade indonésia, residente na Holanda, aqui presente é condecorado com a insígnia da Ordem de Timor-Leste.

Em 1978 Aboepriyadi Santoso ouviu falar das actividades dos timorenses na diáspora. Nesse ano, reuniu-se com Abílio Araújo em Paris (França) e ambos debruçaram sobre o problema de Timor-Leste.

Em 1982, começou a trabalhar na Rádio Nederland e através desta via, conseguiu divulgar a questão de Timor-Leste realizando entrevistas com líderes timorenses em exílio e em Timor-Leste.

A partir de 1986, Aboepriyadi Santoso começou a ter dificuldade em visitar a Indonésia porque as suas actividades tiveram como foco a causa sagrada do povo timorense. Só conseguia entrar através de portos ou aeroportos pequenos que, na altura , não tinham controlos eletrónicos, como Batam e Padang.

Aboepriyadi Santoso visitou Timor-Leste, pela primeira vez, em 1993. Em Agosto e veio novamente em Setembro de 1999.

3. Gilbert Frederick Scrine

Gil Scrine, de nacionalidade australiana, presente é condecorado com a insígnia da Ordem de Timor-Leste.

produziu um filme intitulado “BURIED ALIVE: The Story of East Timor”,“ “Enterrado vivo: A história de Timor-Leste”, divulgado em 1989, com a participação de José Ramos-Horta. Ambos divulgaram o filme em vários locais, respondendo a perguntas, recolocando assim o caso timorense nos meios de comunicação social numa altura, em que a questão Timor-Leste estava a esmorecer no seio da comunidade internacional.

Gil ajudou a organizar a“ Australia East Timor Association (AETA), em Sydney.
A pedido de Ramos-Horta, deslocou-se até Dili para estabelecer uma escola de produção de filmes com o objectivo de formar pessoas para a produção de documentários e filmes sobre Timor-Leste mas, essa idéia foi abandonada por falta de fundos.

4. Martin Wesley-Smith

Martin Wesley-Smith, compositor de profissão, de nacionalidade australiana, presente é condecorado com a insígnia da Ordem de Timor-Leste.

Na companhia dos dois manos activistas de Timor-Leste, Robert e Peter, apoiou a causa timorense, a partir de Sydney, de 1976 a 2000, através de vários actos de solidariedade, de entre os quais, o envio de cartas aos meios de comunicação e aos políticos, participação em manifestações de apoio mas, sobretudo, na produção apresentação de peças musicaissobre Timor-Leste em vários países.

Em 1977 Martin compôs uma peça audio- visual intitulada “Kdadalak” (dedicada às crianças de Timor-Leste) com fotografias tiradas antes da invasão pela fotógrafa inglesa Penny Tweedie.Em 1978, ele e seu grupo apresentaram esta peçanum grande festival de música no Japão. Em 1979, nos Estados Unidos da América. Em 1981, na Bélgica e na Holanda e, em 1983, na França. Todas estas actuações, além de muitas outras que se realizaram na Austrália, ajudaram a sensibilizar a comunidade internacional sobre a tragédia em Timor-Leste.

Em 1984, Martin compôs a peça “Venceremos” em resposta à recusa do governo de Bob Hawke em apoiar o povo de Timor Leste. Para além de apresentações públicas, esta peça foi gravada em CD . Em 1986 , produziu uma outra peça intitulada “Silêncio”, em sinal de protesto contra o silêncio dos governos, em particular, da Austrália, perante o apelo do povo de Timor Leste.Em 1988, produziu uma canção dedicada aos cinco jornalistas mortos em Balibó e, em 1991, “Timor e Tremor” e, em 1992, a peça “Balibó” tendo ainda colaborado para um CD de canções de luta, produzido pela banda Australiana, Midnight Oil.

A lista de trabalhos musicais de Martin sobre Timor-Leste, com a colaboração estreita do seu irmão gêmeo, Peter, o escritor, é interminável.

O povo de Timor-Leste tem a sorte de ter a seu lado um trio de manos activistas incansáveis até hoje.

5. Peter Wesley Smith,
Peter Wesley-Smith, de nacionalidade australiana, é condecorado com a Insignia da Ordem de TImor-Leste, esta aqui presente nesta cerimónia, solidarizou-se com o povo de Timor-Leste,a partir do início da década de 1980 e de Hong Kong, onde viveu muitos anos. Em 1983, escreveu um documento de análise, intitulado “Timor Leste e o Direito Internacional” e apresentou-o em seminários realizados em Macau e na Índia, onde foi amplamente divulgado.Outros documentos da sua autoria sobre Timor-Leste, contam-se ainda “ A Lei do Mar e o Timpr Gap” escrito e divulvado em Macau e um outro que debruçou sobre a diversidade cultural e lei em Timor-Leste, que foi apresentado num colóquio, realizado em Bruxelas.Em Hong Kong, onde esteve a leccionar na Faculdade de Direito até 1999, na qualidade de representante da Amnistia Internacional,projectou a questão deTimor-Lesteem seminários organizados pela Amnistia Internacional e numa demonstração pública no Distrito Central de Hong Kong, apresentou a peça “Quito, A Luta Continua”, uma peça de óperaque ele e o irmão Martin, escreveramem 1994, com base na história dramática de um jovem timorense, Francisco Pires. Em 1994, a tal peça foi produzida pela Companhia de Ópera de Sydney. Em 1997, Martin transformou-a numa peça radiofónica que foi gravada em CD e que viria a merecer dois prémios, sendo um deles de grande pretígio na Austrália, na área da composição musical.

Apesar de o governo filipino ter incluído na lista de dez elementos a serem deportados, Peter conseguiu participar na Conferência de Ásia-Pacífico sobreTimor Leste, em Manila, em 1995, como representante da Administia Internacional.

Em 1999, ajudou a fundar a Parceria Kangaroo Valley-Remexio destinada a apoiar a população de Remexio. A sua primeira actividade em benefício desta parceria foi a organização de um concerto pelo coro Anin Murak em 2000. Tem estado a assistir o irmão músico, Martin Wesley Smith, na apresentação de vários concertos para angariação de fundos para esta parceria.

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chrys chrystello

Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL