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A homenagem que nunca foi prestada nos Açores a Antero de Quental
Os Açores nunca souberam ou não quiseram homenagear condignamente o maior de todos os açorianos: Antero de Quental. Mas outros souberam e fizeram, para vergonha das instituições açorianas. Vila do Conde, onde Antero de Quental viveu durante dez anos e onde produziu uma parte muito importante da sua obra poética, transformou a sua antiga residência em “Casa Antero de Quental”, que, além de recordar esse facto, funciona como centro de estudos anterianos, decorrendo com alguma frequência conferências e outras iniciativas culturais. O elevado montante que a Câmara Municipal de Ponta Delgada pagou ao mais famoso arquitecto brasileiro pelo projecto de um Museu de Arte Contemporânea que nunca foi construído daria – e ainda sobrava – para criar uma “Casa Antero de Quental”, que também poderia funcionar como repositório de recordações do poeta-filósofo e como centro de estudos anterianos. A memória de Antero de Quental merecia mais consideração dos açorianos!
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