o voo do milhafre

“AS CIRCUNSTÂNCIAS E O MOMENTO”…

Lá de cima de uma frondosa criptoméria e à beira do seu ninho de onde se avistavam os nossos verdes prados e nossas milenárias serras, o milhafre empurrou gentilmente os seus filhotes para a beira do ninho.
Tinha chegado a hora do seu primeiro voo. O seu coração acelerou com a emoção do momento, sentindo a resistência dos filhotes.
Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? … Pensou o milhafre.
Abaixo da alta criptoméria, só o abismo e o ar para sustentar as asas dos pequenos milhafres.
Apesar do medo e a incerteza no seu subconsciente, o milhafre sabia que era aquele o momento. A sua missão estava prestes a ser completada, restava a tarefa final: o empurrão. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer milhafre, pensou. O empurrão era o melhor presente que naquela altura podia oferecer aos filhos. Era o seu supremo acto de amor.
Um a um precipitou-os no espaço. E, eles voaram!
Às vezes, na nossa vida de ilhéus as circunstâncias fazem o papel de milhafre. São elas que nos empurram para o abismo. Mas quem sabe se não elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.

Do texto “ o equilíbrio e o voo do milhafre!… Publicado no AO Set. 2005 “Opinião”
J. Ventura
(Para bom entendedor m eia palavra basta)

“AS CIRCUNSTÂNCIAS E O MOMENTO”…

Lá de cima de uma frondosa criptoméria e à beira do seu ninho de onde se avistavam os nossos verdes prados e nossas milenárias serras, o milhafre empurrou gentilmente os seus filhotes para a beira do ninho.
Tinha chegado a hora do seu primeiro voo. O seu coração acelerou com a emoção do momento, sentindo a resistência dos filhotes.
Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? … Pensou o milhafre.
Abaixo da alta criptoméria, só o abismo e o ar para sustentar as asas dos pequenos milhafres. 
Apesar do medo e a incerteza no seu subconsciente, o milhafre sabia que era aquele o momento. A sua missão estava prestes a ser completada, restava a tarefa final: o empurrão. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer milhafre, pensou. O empurrão era o melhor presente que naquela altura podia oferecer aos filhos. Era o seu supremo acto de amor.
Um a um precipitou-os no espaço. E, eles voaram!
Às vezes, na nossa vida de ilhéus as circunstâncias fazem o papel de milhafre. São elas que nos empurram para o abismo. Mas quem sabe se não elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.

Do texto “ o equilíbrio e o voo do milhafre!... Publicado no AO Set. 2005 “Opinião”
J. Ventura
(Para bom entendedor m eia palavra basta)