PROFESSOR MANUEL SÁ COUTO

 

Exmos(as) Senhores(as),

É com elevada consideração que enviamos o convite em anexo, com o pedido de divulgação possível nos V/orgãos de Comunicação Social.
Cumprimentos e elevada estima.
AAA – Aquele Abraço Amigo
JOSÉ SOARES

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PS A AICL agradece ao Sr Presidente da Junta De Freguesia da Lomba da Maia por ter aceite a nossa sugestão oficialmente feita em devido tempo e como constava já do volume ChrónicAçores – volume dois – editado pela Calendário de Letras em 2011 ainda antes da morte daquele ilustre lombadamaiense

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Poupem-nos, por favor… crónica de Osvaldo Cabral

Poupem-nos, por favor…

 

Há espectáculos tristes na política actual que vão marcar várias gerações.

Já nem falo do plano nacional, onde o número de casos nasce todos os dias tão certo como o sol nasce todas as manhãs.

Há políticos que têm o condão de deixar tudo minado por onde passam, descredibilizando todo o resto, até os bens intencionados, que também os há, mas mais raros.

O caso da lista dos candidatos do PSD dos Açores à Assembleia da República é um destes exemplos.

Já toda a gente percebeu que Passos Coelho não vai com a cara de Mota Amaral e quer Berta Cabral a substiuí-lo na liderança dos candidatos às eleições para o parlamento nacional.

O PSD local, em vez de se afirmar e resolver o assunto de uma penada, prefere arrastá-lo em lume brando, submetendo Mota Amaral a um vexame público de quase pedir “pelo amor de Deus” para continuar na lista e Berta Cabral a dar a imagem de que também quer empurrar o seu antigo mentor pela borda fora…

Há espectáculos tristes que não têm explicação, mas este é de puro amadorismo político dos sociais-democratas açorianos, que empurrando o problema com a barriga para a frente julgam que tudo se resolverá por si mesmo.

Quando Duarte Freitas diz que a decisão só será tomada depois de conhecida a estratégia que o partido tomará a nível nacional, o que é que isto tem a ver com a escolha do cabeça de lista pelos Açores?

Seja qual for a estratégia a adoptar, com coligação ou sem coligação, é sempre ao PSD-Açores que caberá escolher o cabeça de lista, pelo que este assunto já deveria estar decidido há muito.

A hesitação só demonstra que há uma deriva para o partido nos Açores se curvar aos órgãos dirigentes de Lisboa, os mesmos que não tiveram vergonha de propor acções disciplinares a Mota Amaral por ter votado contra as propostas orçamentais que Passos propôs para os Açores.

A retaliação é própria de gente fraca e seja qual for a posição, agora, do PSD-Açores – mesmo que não venha a escolher nem um nem outro – será sempre vista como uma posição fraca.

A paz podre que reinou à volta deste assunto no congresso do passado fim de semana é aflitiva para muita gente e só o bom senso – e uma estratégica laringite – não terá levado alguns congressistas a cerrar fileiras.

Se Passos quer ver Berta Cabral no parlamento já devia tê-la convidado a concorrer por um círculo continental qualquer, à semelhança do que fez com Costa Neves.

Submeter tanta gente a este espectáculo é revelador do carácter que se vive no interior dos partidos.

Não está em causa – atenção – o lugar de ninguém, porque eles não são vitalícios e a renovação é um desejo de cada geração, mas sim o modo como se age em política para as pequenas vingançazinhas pessoais ou políticas.

O PSD vai perder as eleições nos Açores, como de resto no todo nacional, mas se quer uma derrota de outra dimensão e desonrosa, pois então que se alie a Artur Lima ou apresente uma lista que não moleste a nomenclatura lisboeta.

Sim, porque uma derrota de 4 contra 1 não é inédita nos Açores.

Aconteceu em 1991, com o PS, e toda gente se recordará do que aconteceu a seguir ao seu líder regional…

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Outro espectáculo a que nos deviam poupar são as permanentes declarações de Sérgio Ávila sobre o “paraíso” em que vivemos.

O Vice-Presidente do Governo Regional pode ser um técnico reputadíssimo, insubstituível nas Finanças, mas como político esbarra sempre contra a realidade.

As suas leituras sobre as estatísticas do desemprego, da situação económica e das finanças públicas não batem certo com aquilo que os açorianos sentem no dia a dia.

É um pouco à semelhança de Passos Coelho.

Quem ouve Sérgio Ávila fica quase convencido de que também temos os “cofres cheios”.

E no entanto, depois do descalabro da SATA, com o governo a dever várias dezenas de milhões de euros, mais as da Atlânticoline, e agora, ao que se sabe, as da famigerada ATA (mais 14 milhões por pagar), percebemos bem (ou talvez nem tanto) a verdadeira dimensão do buraco em que estamos mergulhados com as empresas públicas regionais…

Pico da Pedra, Março 2015

Osvaldo Cabral

(Correio ds Açores; Diário Insular; Multimedia RTP-A; Portuguese Times EUA; Lusopress Montreal)

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Preservação do legado açoriano no Brasil Jornal Diário

Jornal Diário.

Preservação do legado açoriano no Brasil

O subsecretário regional da Presidência para as Relações Externas reafirmou a importância da preservação do legado açoriano no sul do Brasil.

O subsecretário regional da Presidência para as Relações Externas reafirmou, em S. José, no estado brasileiro de Santa Catarina, a importância de se aprofundar a cooperação, em várias dimensões, no âmbito da “preservação, dinamização e divulgação do legado identitário açoriano existente no sul do Brasil”.

Rodrigo Oliveira, que falava no final de um encontro com a Prefeita de S. José, Adeliana Dal Pont, elogiou o trabalho que ali está a ser desenvolvido para “manter viva a cultura local, como é exemplo a arte da olaria que, passados vários séculos depois da chegada dos Açorianos, é considerada o ícone do artesanato de S. José”, município com mais de 210 mil pessoas onde existe uma forte presença da herança açoriana, “em tantas outras dimensões culturais, mas também hoje lembrada através do impressionante Monumento aos Açorianos, na principal praça histórica da cidade”.

“É um orgulho para o povo açoriano saber que esta cidade, fundada por um grupo de 182 açorianos em 1750, ainda mantém viva as tradições e a herança das origens açorianas”, afirmou o subsecretário regional, acrescentando que “é impossível ficar indiferente a esta afectividade que resiste ao tempo e ao espaço”.

Durante o encontro, no qual participaram o director regional das Comunidades, Paulo Teves, e o Superintendente da Fundação Municipal de Cultura e Turismo de S. José, Carlos Eduardo Martins, Rodrigo Oliveira salientou que “os fortes laços afectivos e culturais que unem o município de São José à Região contribuem para a afirmação dos Açores de hoje no mundo”, manifestando a vontade do Governo dos Açores em aprofundar a cooperação institucional com S. José.

Neste primeiro dia da deslocação ao Brasil, Rodrigo Oliveira deslocou-se depois à Igreja Matriz de São José, onde se encontram as insígnias do Divino Espírito Santo que, em Abril de 2013, foram oferecidas pelo Governo dos Açores à comunidade deste município do litoral de Santa Catarina, que integra a região metropolitana de Florianópolis.

“O culto ao Divino Espírito Santo constitui, inequivocamente, um dos pilares identitários do Povo Açoriano, independentemente da distância geográfica e temporal, e representa o este espírito comunitário e solidário que desde sempre tem norteado a forma de ser e estar no mundo dos açorianos”, afirmou Rodrigo Oliveira, que visitou depois a comunidade de Santo António de Lisboa, onde os açorianos chegaram em 1748 e que foi elevada a cidade por D. João V com o nome de Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida.

Rodrigo Oliveira teve a oportunidade de falar com açor-descendentes que ainda hoje mantêm diversas tradições açorianas, como a renda de bilro e a olaria, e tomou contacto com a recuperação cuidada de edifícios históricos, bem como com iniciativas de preservação de técnicas levadas pelos Açorianos, como é o caso dos engenhos de farinha.

Ao final do dia, o subsecretário regional da Presidência participou na sessão solene comemorativa do 289.º aniversário de Florianópolis, cerimónia que contou com a presença do Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Manoel Dias, e do Senador Federal Dário Berger, entre outras autoridades locais, estatuais e nacionais, além de centenas de convidados.

No início da cerimónia, antes da entrega de distinções a diversas individualidades da cidade, elementos da Casa dos Açores, vestidos com trajes tradicionais regionais, entraram no hemiciclo com as bandeiras da Região Autónoma dos Açores e da República Portuguesa, ao som do Hino Nacional português, tendo sido exibido um vídeo com diversas referências à herança açoriana.

“Foi uma cerimónia que demonstrou e honrou, ao mais alto nível e com grande solenidade, a amizade e proximidade entre os Açores e Florianópolis e foi, naturalmente, com grande emoção que presenciamos tantas referências aos Açores e aos Açorianos e a toda a herança que os nossos antepassados comuns aqui deixaram” afirmou o subsecretário regional.

Hoje, Rodrigo Oliveira participa na sessão de abertura do colóquio Núcleo de Estudos Açorianos: 30 anos de História. Preservando a Herança Cultural Açoriana em Santa Catarina e terá encontros com o Secretário de Estado da Cultura e Turismo do governo do estado, Felipe Melo, com o Prefeito de Florianópolis, César Souza Júnior, e com a Direcção da Casa dos Açores da Ilha de Santa Catarina.

JornalDiario

2015-03-24 15:00:00