Fórum de São Paulo reconhece Galiza como nação

Galiza é recoñecida como nación polo Foro de São Paulo, con representación do BNG e Galiza Sempre
31 DE AGOSTO DE 2014 10:00

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“O dereito dos pobos a decidir, que non é admitido polo Estado español, é recoñecido polo foro internacionalista máis importante da esquerda”, afirma Ana Miranda
foro002La Paz, Bolivia, 31 de agosto de 2014.- A XX edición do Foro de São Paulo, o foro internacionalista que reúne a esquerda latinoamericana, rematou onte na cidade boliviana de La Paz, con asistencia máis de 650 representantes de 180 partidos políticos da esquerda, fundacións e organizacións sociais de toda América Latina, así como organizacións políticas de varios continentes.
O BNG e a Fundación Galiza Sempre representaron a Galiza a través da secretaria de Política Internacional do BNG e vogal de exteriores da fundación nacionalista, Ana Miranda, quen estivo en Bolivia para participar na programación deste Foro e para manter diversos encontros bilaterais con organizacións da esquerda latinoamericana. O BNG asistiu xa as edicións de 2003, 2007 e 2010 e conseguiu que Galiza sexa recoñecida como Nación neste evento internacionalista.
foro001A declaración final do Foro resume un plano de acción conxunto de loita contra os gobernos conservadores, neoliberais e excluíntes, e loita conxunta para derrotar o contraataque do imperialismo e das forzas reaccionarias tanto en América Latina como en Europa. Nesta edición valorou as consecuencias das políticas neoliberais, apoiou a loita contra a pobreza e a exclusión social e propuxo procesos de redistribución da riqueza, pola igualdade e a loita contra a discriminación.
Ana Miranda interveu na clausura final deste foro internacionalista transmitindo o saúdo do BNG e da Fundación Galiza Sempre ao Foro de São Paulo e facendo un chamamento á soberanía, á democracia e ao recoñecemento dos dereitos das nacións e transmitiu o respecto do nacionalismo galego aos procesos de soberanía popular dos pobos latinoamericanos.
Chamamento á soberanía
A representante nacionalista agradeceulle ao Foro de São Paulo “o recoñecemento de Galiza como nación e a solidariedade coa situación de crise que atravesa o pobo galego”. “O dereito dos pobos a decidir, que non é recoñecido polo Estado español, é recoñecido polo foro internacionalista máis importante da esquerda e por forzas políticas que son goberno en moitos estados soberanos”, afirmou Ana Miranda. Neste sentido, no Foro foi aprobada por unanimidade unha resolución que recoñece o dereito dos pobos a decidir e, nomeadamente, a consulta soberanista de Catalunya. Tamén o Foro se sumou á declaración de Aiete en favor do proceso de paz do pobo vasco.
Este Foro apoia os candidatos e candidatas das vindeiras eleccións en Bolivia, Brasil e Uruguay para a continuación das transformacións sociais e políticas. O Foro mostrou, ademais, a súa solidariedade co pobo palestino e clamou contra o xenocidio sionista e, así mesmo, solidarizouse co pobo saharauí.

Macau por Ian Fleming (o do 007)

Macau por Ian Fleming
imagens da 1ª edição de Thrilling cities, de Ian Fleming
imagens da 1ª edição de Thrilling cities de Ian Fleming
publicitadas em Viagem por Macau
de Cecília Jorge e Beltrão Coelho

O ouro, de mãos dadas com o ópio, desempenha um papel excepcionalmente secreto em todo o extremo Oriente e Hong Kong e Macau, a minúscula possessão portuguesa a apenas cerca de quarenta milhas de distância, são o eixo deste tráfico clandestino. O rei do ouro do Oriente é o enigmático Dr Lobo, da «Vila Verde», em Macau. Irresistivelmente atraído, gravitei na sua direcção, com o contador Geiger de um escritor de thrillers a pulsar furiosamente.

O Richard Hughes e eu apanhámos o Takshing, um dos três famosos ferries que diariamente cobrem a distância até Macau. Estes ferries nada têm a ver com as decadentes, semi-destruídas e fumarentas embarcações, comandadas por um marinheiro escocês ensopado em whisky que, geralmente, vemos no cinema; são vapores de três cobertas, cómodos e dirigidos com uma precisão profissional. (…)

No extremo norte da Deep Bay está Macau, uma península com cerca de um décimo do tamanho da ilha de Whight, que é o mais antigo entreposto europeu da China. Foi fundada em 1557 e é famosa, principalmente pelo seu farol, o primeiro a ser construído em toda a costa da China. Orgulha-se, também, de ali estarem sepultados Robert Morrison, o missionário protestante que compilou o primeiro dicionário de Chinês-Inglês em 1820; George Chinnery, o grande pintor irlandês da paisagem oriental; e o tio de Sir Winston Churchill, lord John Spenser Churchill. É também conhecida pelas gigantescas ruínas da Catedral de S. Paulo, construída em 1602 e destruída pelo fogo em 1835 e finalmente – tomem bem nota! – pela «maior casa de má fama» do mundo.

No que diz respeito ao seu mais importante cidadão, o Dr Lobo, as características mais interessantes de Macau residem no facto de não haver imposto de rendimento nem qualquer controlo cambial, havendo uma total liberdade de importação e exportação de moeda estrangeira ou ouro e prata em barras. Considerando apenas o caso das barras de ouro, é extremamente fácil para qualquer pessoa chegar de ferry ou hidroavião, ou vir simplesmente da China Comunista, situada a uns 50 metros, do outro lado do rio, comprar qualquer quantidade de ouro, de uma tonelada a uma simples moeda, e sair totalmente às claras, de Macau, com o seu espólio. (…) Estes considerandos tornam Macau um dos locais do comércio mais interessantes do mundo e com muitos segredos.

Ao chegarmos à entrada da baía fomos confrontados com um esplendoroso cenário. O sol punha-se e, na sua esteira, ficava uma espectacular frota de muitas centenas de juncos e sampanas. (…)

A marginal era uma espantosa mescla de gudões apodrecidos publicitando em anúncios descoloridos pelo sol, que eram por exemplo, A FÁBRICA DE ÁGUAS GASOSAS ou a KWONG HUNG TAI FIRECRACKER MANUFACTURING COMPANY, intervaladas com fachadas degradadas de antigas mansões privadas, com os mais requintados, ainda que delapidados, estuques e cantaria barroca. Toda a vida é assim. Uma amálgama dos muito ornamentados estilos europeus do século XVIII, princípios do século XIX, com o mau gosto do moderno betão armado; e de pomposas mas horríveis vivendas. Metade das ruas são vielas empedradas e o outra metade modernas avenidas meio desertas, e onde nos pretensiosos cruzamentos o ocasional riquexó aguarda a desnecessária mudança do semáforo para o verde. Em suma, o local é tão pitoresco e mortiço como um lindíssimo cemitério.

Retemperámo-nos no Macau Inn (Pousada de Macau), no cruzamento da marginal com a Travesa do Padre Narciso. Ali contactámos com «o nosso homem em Macau» e bebemos tépidos gin tonics debaixo da figueira de Bengala, enquanto me esclareciam sobre os quatro «Grandes» que, com o Governo Português em pano de fundo, controlam muito bem tudo o que se passa neste enigmático território. (…) Eram, na altura, e por ordem de importância, o já mencionado Dr P. J. Lobo, que toma conta do ouro; o sr. Foo Tak Yam, que se encarrega do jogo e actividades associadas que poderemos descrever de forma mais lata por «diversões», e dono do Hotel Central (…), e o Sr. Ho Yin, intermediário-chefe nos negócios com a China Comunista. A fortuna dos quatro senhores cresceu durante, e depois da guerra – durante a Guerra, através do comércio com os japoneses, que então ocupavam o Continente chinês, e, depois da guerra, durante a época dourada em que o porto de Macau abarrotava de navios vindos da Europa, no contrabando de armas para a China Comunista. Esses tempos transformaram Macau numa cidade em ebulição, quando uma simples rua, que atravessa metade da cidade, a «Rua da Felicidade», era uma grande e continua vaga de prazer; e quando, mandado construir pelo Sr Foo, o edifício de nove andares do Hotel Central, o maior antro de jogo e vício do mundo, sugava «a nata» dos hedonistas. (…)

Fomos aconselhados a escolher entre o entre o Fat Siu Lau, «O Amantíssimo Buda», na Rua da Felicidade, célebre pelo pombo chinês, e o Long Kee, famoso pelo peixe. Escolhemos o «Amantíssimo Buda», jantámos excelentemente, e dirigimo-nos ao Hotel Central, cuja finalidade e desígnios recomendo vivamente àqueles que se preocupam com os princípios da moral inglesa.

Fui despertado, na manhã seguinte, pelo estrondoso som europeu dos sinos da catedral e o toque suave e distante de cornetins militares. Aperaltámo-nos para o almoço com o Dr. Lobo. Desde que a revista Life trouxe Macau para a ribalta, em 1949, o doutor tornou-se muito desconfiado em relação a escritores e jornalistas, mas o nome mágico de um amigo de Hong Kong até mesmo esta porta nos abriu e portanto, à hora combinada, um «secretário» de aspecto poderoso num maltratado Austin castanho veio buscar-nos. Tínhamos passado a manhã a observar o árduo trabalho de uma cooperativa comunista, no outro lado do rio, admirado a imponente fachada da catedral de São Paulo, sobre a qual os pedreiros japoneses cristãos semearam imensos dragões e esqueletos alados entre os anjos, e tomado nota do hospital fundado por Sun-Yat-sen em 1906.

Nem o Austin nem o desgastado Chevrolet que mais tarde nos transportou de regresso ao ferry, nem a «Vila Verde», que mais se assemelharia a um Wimbledon tropical, dariam a entender que o Dr. Lobo valesse os cinco ou dez milhões de libras que lhe atribuem. À primeira vista, o Doutor, no seu impecável fato azul, engomado colarinho branco e óculos sem aros, parecia mais um gerente bancário ou um dentista (na verdade ele começou a vida como oculista) que se pode encontrar na mais benigna Wimbledon. O Dr. Lobo é de pequena estatura, um chinês-malaio magro, de lábios cerrados e olhos sem expressão. Anda pelos setenta anos de idade. Recebeu-nos cerimoniosamente numa sala de visitas de gosto suburbano, parcimoniosamente mobilada, com um pequeno altar católico por cima da ombreira da porta, uma grande oleografia do séc. XIX representando o céu e o inferno (…). Embarcámos numa inócua conversa sobre os prós e os contras do álcool e do tabaco, nenhum dos quais, segundo nos disse, seduzia o Dr. Lobo.

Um lampejo de interesse brilhou-lhe nos olhos quando referi ter-me constado que ele era um notável compositor amador. O Doutor disse que tinha sido violinista e tinha mesmo dado concertos em Hong Kong. (…) Rapidamente, entregou-nos um disco intitulado «Gems of the Orient», em gravação particular da «His Master´s Voice». (…) O Doutor colocou no gramophone «Waves of the silent Seas» (…).

Mudei de posição, adoptando a postura inclinada, com os olhos fechados, que habitualmente adopto em concertos e ópera. Nada mais podia fazer a não ser pensar noutras coisas até que terminassem os dois lados do disco mais longo que até hoje ouvi. (…) eu comentei algo sobre «espantoso virtuosismo» e «talento multi-facetado». E então, graças aos céus, serviram o almoço.

A sala de jantar do Dr. Lobo está forrada a toda a altura da parede com cristaleiras de vidro lapidado que cintilavam a ponto de incomodar, dando-nos a impressão de estar sentados no meio de um gigantesco candelabro. A sopa morna de macarrão e legumes era prenúncio de uma refeição para esquecer, e portanto, delicadamente, abordei o assunto do ouro. (…)

Permiti-me também ser informal. O Dr. Lobo tinha a reputação de ser um homem muito rico. Não receava ser raptado? (…) Tornou-se mais animado. «Eu tomo precauções» – disse. «Tenho cuidado. Temos uma excelente polícia Macau». (…)

As Tongs ou a Tríades, irmandades criminosas que operam em todas as cidades do Oriente? (…) Tinha ouvido dizer que essas pessoas eram muito poderosas, especialmente no tráfico do ópio. O ópio era um assunto muito triste! O Dr. Lobo tornou-se eloquente. «É um coisa terrível, Sr. Fleming. Essa gente troca todo o seu dinheiro por ópio. Cedo perdem o interesse pela comida e depois pelas mulheres. Tornam-se assexuados, castrados, e desgastam-se (…)».

«Mas que acha do meu café? É mesmo meu, das minhas propriedades em Timor». A conversa derivou para nulidades polidas e era quase chegada a hora de o Dick e eu apanharmos o ferry. Mas primeiro, disse o Dr Lobo, teríamos de ir ver a sua estação de rádio. Saímos para o jardim e, realmente, ali estava um edifício em betão, do tamanho de um campo de squash, a «Rádio Vila Verde», fornecendo, entre outras coisas, entretenimento aos habitantes de Macau. (…) Uma estação de rádio pareceu-me ser um acessório maravilhoso para um homem que negoceia em todos os mercados de ouro em barra do mundo. Boas comunicações são a espinha dorsal do negócio. E foi o que eu disse.

O Dr. Lobo mostrou-se magoado. «Esta estação serve apenas para distrair, Sr. Fleming». «Claro, com certeza» – disse eu, e saímos, voltando as costas ao inocente edifício, para sermos fotografados com o Dr Lobo, pelo secretário, após o que fomos presenteados com um exemplar do «Gems of the Orient», com a devida dedicatória. (…)

Ele é o que parece ser: um operador cuidadoso, astuto, que escolheu um ramo de negócio exótico, que pode ter originado muitos problemas e dissabores nas cadeias de distribuição, para desgosto, sem dúvida, dos grossistas. Cabe-lhe agora a respeitabilidade de todos os milionários que envelhecem, juntamente com os louros da boa cidadania – um doutoramento em ciências indeterminadas e, duas semanas depois de eu ter estado com ele, a nomeação para o cargo de Presidente do Concelho Municipal de Macau, um posto equivalente a Presidente de Câmara.

hotel Boa Vista
imagem da publicidade do Hotel Bela Vista
(Boa Vista, na época) de 1900, e menu de 1989

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livro de receitas açorianas

A luso-americana Maria Lawton publicou um livro de receitas açorianas nos Estados Unidos, “Azorean Cooking: From My Family Table to Yours”, e já vendeu mais de dez mil exemplares.

Livro de receitas dos Açores faz sucesso nos EUA
ILOVEAZORES.NET
http://www.iloveazores.net/2014/08/livro-de-receitas-dos-acores-faz.html#.VADr1TJ_uo0

Álamo Oliveira doa 6 mil livros

Aparte

Muito bem !

“Sendo eu do Raminho e ficando o Raminho distante das duas cidades [da ilha Terceira], achei que seria uma mais-valia para as pessoas consultarem livros, para se fazer recitais de poesia ou apresentações de livros”, explicou o autor, em declarações à Lusa.
alamo
Na Biblioteca Álamo Oliveira, inaugurada hoje, na freguesia do Raminho, do concelho de Angra do Heroísmo, é possível encontrar “muita ficção, muita poesia e muito teatro”, mas também livros de arte e de história, bem como revistas temáticas, suplementos culturais dirigidos pelo escritor e recortes de jornais com textos dele.
No entanto, o grande destaque da biblioteca vai para a coleção de literatura açoriana, guardada ainda na casa do escritor, que continua a viver na sua freguesia natal.

http://www.jornalacores9.net/cultura/alamo-oliveira-doa-seis-mil-livros-a-sua-junta-de-freguesia/
Muito bem !

a história de Vila Franca em fascículos

Aparte

Funcionário municipal publica história de Vila Franca do Campo em fascículos

Um funcionário da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, nos Açores, vai publicar em setembro os primeiros 12 de 60 fascículos sobre a história da primeira capital da ilha de S. Miguel para preservar a memória coletiva.

Câmara de Vila Franca do Campo Texto: Lusa/Açores9 | Foto: Direitos Reservados http://www.jornalacores9.net/cultura/funcionario-municipal-publica-historia-de-vila-franca-do-campo-em-fasciculos/
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AICEP quer conciliar empresas lusas e investimentos chineses em África

Aparte

AICEP quer conciliar empresas lusas
e investimentos chineses em África

O vice-presidente da Agência para a Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) considerou ontem, em Maputo, que as empresas portuguesas podem intermediar os investimentos chineses em países com recursos naturais como Moçambique, atendendo aos conhecimentos que possuem. Para Pedro Ortigão Correia, que falava à margem do X Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, que Maputo recebe até hoje, a inexistência de recursos naturais em Portugal é compensada, nas relações com a China, pelas capacidades das empresas portuguesas, com grande experiência de atuação em economias em desenvolvimento, como Moçambique ou Angola. “Infelizmente, Portugal não tem recursos naturais, mas tem empresas com conhecimentos para explorar essas reservas. Este é o casamento perfeito, porque as diferenças das economias em termos dos seus estágios de desenvolvimento faz com que estes países precisem do apoio das nossas empresas”, afirmou em declarações à Lusa o vice-presidente da AICEP.