os AÇORES E O 1º PRESIDENTE DO BRASIL

Séc. XVIII, , Rio Grande do Sul, Brasil

- Os  Pais de Getúlio Vargas  (1º Presidene do Brazil) : Cândida Francisca e o General Manuel Vargas.
 Os Vargas são originários do Arquipélago dos Açores, como a maioria das famílias povoadoras do Rio Grande do Sul que emigraram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. In wikipedia

>> Mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Get%C3%BAlio_Vargas

Fonte: wikipedia
(FF)
Séc. XVIII, , Rio Grande do Sul, Brasil

– Os Pais de Getúlio Vargas (1º Presidene do Brazil) : Cândida Francisca e o General Manuel Vargas.
Os Vargas são originários do Arquipélago dos Açores, como a maioria das famílias povoadoras do Rio Grande do Sul que emigraram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. In wikipedia

>> Mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Getúlio_Vargas

Like ·  · Share · 102 · 56 minutes ago · Edited · 

página global 31 out

PÁGINA GLOBAL


Snowden: O MAIS PERIGOSO DA NSA É QUE NINGUÉM A SUPERVISIONA

Posted: 30 Oct 2013 06:03 AM PDT

O denunciante explica o porquê de as queixas internas terem sido enterradas e porque ele sabe que a Rússia não tem como acessar os arquivos secretos.
Jon Queally, para o Common Dreams – Carta Maior
É isso que o denunciante da NSA Edward Snowden disse, em uma entrevista online para o New York Times, feita este mês, referindo-se à montanha de documentos secretos que ele disponibilizou para jornalistas selecionados em nome do “interesse público”.

Pela conversa, feita por troca de emails criptografados, Snowden diz que abriu mão das cópias dos documentos que ele tinha antes de viajar de Hong Kong para a China, em junho.

“Se membros do governo no mais alto escalão podem quebrar a lei sem medo de nenhuma punição ou mesmo de qualquer repercussão, os poderes secretos se tornam extremamente perigosos” – Edward Snowden.

“Qual seria o valor de carregar comigo outra cópia do material?” disse ele ao Times.

Desde que Snowden foi a público como a fonte das informações vazadas, sempre houve controvérsia se os governos chinês ou russo teriam tido acesso aos arquivos secretos por conta da tentativa de Snowden de fugir do governo dos EUA. Mas essa é a primeira vez que ele explica porque tem tanta certeza de que os arquivos não foram comprometidos.

De acordo com o Times:

“Membros da inteligência estadunidense têm demonstrado grande preocupação com a possibilidade de os arquivos terem caído nas mãos de agências de inteligência estrangeiras, mas o sr. Snowden disse acreditar que a NSA sabe que ele não cooperou com os russos ou com os chineses. Ele disse estar revelando publicamente não ter mais nenhum documento da agência para explicar porque estava tão confiante que a Rússia não havia tido acesso a eles. Ele havia relutado em divulgar essa informação antes, diz ele, por medo de expor os jornalistas ainda mais.

Numa ampla entrevista ao longo de vários dias, Snowden deu respostas detalhadas contra acusações imputadas a ele por membros do alto escalão do governo dos EUA e outros críticos, deu novas informações sobre os motivos que o levaram a ficar tão decepcionado com a NSA e divulgar os documentos, e conversou sobre o debate internacional a respeito da vigilância que resultou das revelações.”

Entre os vários tópicos cobertos pela entrevista, Snowden respondeu especificamente às acusações de que ele poderia ter cumprido esse papel de denunciar seguindo os protocolos internacionais e levando as preocupações dele aos seus superiores na NSA. De acordo com Snowden, tais ações não teriam dado em nada. Novamente, do Times:

“O sr. Snowden disse ainda que dentro da agência havia muitas discordâncias – com alguns, era algo até palpável. Mas ele disse que as pessoas eram mantidas na linha por ‘medo e uma falsa imagem de patriotismo’, que ele descreveu como ‘obediência a autoridade’.”

Ele disse acreditar que se questionasse as operações de vigilância da NSA de dentro, seus esforços teriam sido ‘enterrados para sempre’ e ele teria sido ‘desacreditado e arruinado’. Ele disse que ‘o sistema não funciona’, acrescentando que ‘você deve apresentar os erros justamente para os responsáveis pelos erros’.

Snowden disse que decidiu fazer alguma coisa quando viu uma cópia de um relatório de 2009. O relatório era sobre o programa de escutas sem autorização judicial durante a administração Bush. Ele disse ter encontrado o documento por uma ‘busca de palavras sujas’, descrita como uma forma de o administrador do sistema checar se não há num computador coisas que não deveriam estar lá.

‘Era confidencial demais para estar ali’, ele disse, a respeito do relatório. Ele abriu o documento para ter certeza de que não deveria estar ali, e depois de ver o que era revelado, ‘a curiosidade foi mais forte’, disse Snowden.

Depois de ler sobre o programa, que passava ao largo das leis sobre vigilância, e de ter concluído que aquilo era algo completamente ilegal, ele disse: ‘Se membros do governo no mais alto escalão podem quebrar a lei sem medo de nenhuma punição ou mesmo de qualquer repercussão, os poderes secretos se tornam extremamente perigosos’.

Ele não quis dizer quando exatamente leu o tal relatório, ou falar sobre quando aconteceram suas ações subsequentes de coleta de documentos da NSA para posterior divulgação. Mas disse que ler o relatório o ajudou a cristalizar sua decisão. ‘Não se pode ler algo como aquilo e não se perceber o significado disso para todos os sistemas que temos’, disse ele.

Créditos da foto: Guardian
LIVRO JOGA LUZ SOBRE GUERRA SIGILOSA DOS EUA CONTRA O TERROR

Posted: 30 Oct 2013 05:54 AM PDT

Deutsche Welle
Jornalista americano diz que a CIA se tornou uma organização paramilitar que usa aviões não tripulados para caçar e assassinar indiscriminadamente em nome do combate ao terrorismo.
A campanha contra os inimigos dos Estados Unidos é silenciosa e barata. Os comandantes lutam sem tropa, sentados na frente de computadores nos prédios da CIA (agência de inteligência americana) em Nevada ou no Novo México. As armas são aviões não tripulados, os chamados drones.
“Nos últimos 12 anos, a CIA voltou ao negócio de matar”, diz o jornalista do New York Times Mark Mazzetti, ganhador do prêmio Pulitzer. “Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a CIA se transformou numa organização paramilitar e trava uma espécie de guerra silenciosa.”
Em seu livro The way of the knife, que acaba de ser publicado também na Alemanha, o autor expõe evidências recolhidas em entrevistas com agentes e políticos. Mazzetti fala de um “complexo” que é alimentado pela nova tecnologia dos drones.
“Ele inclui os militares, os serviços de inteligência, assim como companhias privadas mercenárias. Eles criaram em muitos aspectos um novo estatuto que lhes permite matar pessoas em missão secreta”, denuncia.
Fronteiras sumiram
As novas estruturas são resultado dos ataques terroristas do 11 de Setembro, nos quais mais de 3 mil pessoas morreram. Com base na legislação antiterrorismo do governo George W. Bush, segundo Mazzetti, passou a ser permitido matar em nome da guerra contra o terrorismo.
“Desde o 11 de Setembro surgiu como que uma espécie mundo novo”, diz o escritor. As fronteiras entre Exército e o serviço de inteligência começaram a se esvair. “Cerca de 60% dos atuais funcionários da CIA foram recrutados após os ataques terroristas de 2001”, completa o jornalista. Muitos desses agentes teriam apenas uma tarefa: caçar e matar pessoas.
O sucessor de Bush, Barack Obama, continuou com essa política − entre outras coisas, com ajuda de um acordo secreto com o governo paquistanês. As áreas do país que fazem fronteira com o Afeganistão são consideradas refúgio de combatentes talibãs. Desde 2004, a CIA tem operado drones na região.
Os aviões não tripulados disparam mísseis contra casas, carros e áreas onde os militares americanos suspeitam que haja radicais islâmicos. Publicamente, o governo paquistanês protesta contra a violação da sua soberania, mas silenciosamente aprova os ataques. “Há indícios de que os EUA obtiveram permissão para os ataques porque eles também eram dirigidos contra os inimigos do Paquistão”, frisa Mazzetti.
Naquela época, os agentes americanos mantiveram em sua mira um líder talibã, Nek Mohammed, a pedido do Paquistão. Em troca, os EUA receberam direito de sobrevoo. Os ataques contra supostos terroristas foram ampliados. As operações com aviões não tripulados contra suspeitos de terrorismo se estenderam ao Iêmen e à Somália.
Carta branca de Washington
Dependendo do país, a inteligência americana recebe uma carta branca de Washington para tais operações. “No Paquistão, por exemplo, a CIA está autorizada a mirar indivíduos ou grupos sem pedir permissão à Casa Branca”, comenta Mazzetti. Em outros países, como no Iêmen, Obama tem maior controle. “Essas operações antiterroristas são agendadas por um grupo de funcionários da Casa Branca e do governo”, relata o autor.
“Entre os ataques com drones menos controversos estão aqueles dirigidos contra pessoas claramente identificadas”, explica. “Mas também há os chamados signature strikes, dirigidos contra pessoas desconhecidas ou grupos que apresentam comportamento suspeito”, observa. “Quando, por exemplo, um grupo suspeito está tentando atravessar a fronteira para o Afeganistão. Então, há uma licença para um ataque.”
Estes ataques são particularmente controversos, especialmente porque causam muitas mortes de civis. Um deles ocorreu em março de 2011 no Paquistão. Cerca de 40 civis foram mortos no ataque de drone sobre um suposto encontro talibã na região do Waziristão do Norte. A reunião, ficou-se sabendo depois, era, na verdade, um encontro tribal ao ar livre.
Desenvolvimento continua
Os fantasmas invocados pelo governo do Paquistão em 2004 começam agora a assustar. Os protestos contra os drones dos EUA estão aumentando, tanto por parte da população como também do governo. Na terça-feira (22/10), a Anistia Internacional denunciou crimes de guerra no uso de aviões não tripulados.
As autoridades paquistanesas registraram até agora, de acordo com dados da ONU, pelo menos 330 ataques com aviões não tripulados. Neles, cerca de 2.200 pessoas foram mortas.
Segundo dados da rede independente de jornalistas Escritório de Jornalismo Investigativo, sediada em Londres, essa quota é muito maior. Pelo menos 400 das vítimas seriam civis, segundo informações oficiais paquistanesas. Outras 200 são consideradas “não combatentes”.

“O presidente Obama deixou claro, a portas fechadas, que esses ataques no Paquistão continuarão enquanto houver tropas americanas no país. Isso quer dizer que ainda ocorrerão por pelo menos mais um ano”, avalia Mazzetti.

Obama vai ter que explicar isso ao primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, que visita Washington nesta quarta-feira (23/10). Mazzetti também acha que vai ser difícil para o governo dos EUA na hora que tiver que apresentar argumentos contra o uso de drones por outros países. Na China e na Rússia, a tecnologia de combate não tripulado também está amadurecendo.
“A Terra como um campo de batalha silenciosa” é uma visão tão assustadora para Mazzeti como o papel dos drones no cotidiano dos EUA. “A polícia já usa drones para fins de investigação”, ressalta o jornalista. “Tenho certeza de que as autoridades criminais um dia vão permitir o uso de drones armados. Em cinco a 10 anos, isso será normal.”
Autoria: Antje Passenheim (md) – Edição: Rafael Plaisant
Leia mais em Deutsche Welle
A CHINA JÁ NÃO É O QUE FOI

Posted: 30 Oct 2013 05:46 AM PDT

Mário Soares – Diário de Notícias, opinião
1 A expansão da China foi considerável, após a morte de Mao Tse-Tung e a abertura que se seguiu com Deng Xiaoping. Tratou-se, durante longos anos, de uma contradição impossível: o comunismo mais duro com o capitalismo sem regras sociais ou éticas em que só contava o dinheiro.
A China quis rivalizar com os Estados Unidos, uma vez que com a Rússia há muito tempo estava zangada. E pôs-se a comprar dólares, sem conta, peso e medida.
Começaram a aparecer os milionários chineses, sem deixarem de ser comunistas. Mas como se sabe são os hábitos que fazem os monges. Os chineses capitalistas percorreram o Mundo, a comprar tudo o que lhes aparecia e a viver um estilo de vida que nada tinha que ver com o comunismo. Construíram arranha-céus em Xangai e Pequim e compraram empresas por toda a parte e em todos os continentes. E, sobretudo, dólares e mais dólares…
Simplesmente, esqueceram-se que os americanos fabricam dólares e mais dólares, sempre que lhes são necessários. Infelizmente, o mesmo não aconteceu com o Banco Central Europeu e com o euro, na zona euro. Se assim fosse, não estávamos em crise aguda como estamos…
Voltando aos dólares que os chineses compraram – como me disse um antigo ministro chinês, que me visitou recentemente – hoje servem-lhes de pouco…
E agora o Presidente da China, que procura ser um comunista a sério, percebendo que, além dos milionários, começa a haver – porque as coisas são o que são – uma classe média importante e ativa, resolveu meter na ordem os milionários, contra o capitalismo neoliberal, o pior de todos os capitalismos, visto que só respeita o dinheiro e ignora as pessoas e está, por todo o lado, isto é, por enquanto, na União Europeia, a criar crises gravíssimas.
Julgo que a intervenção do Presidente chinês surge tarde de mais. Porque começa a haver, na China, uma classe média e uma intelectualidade que conta e não está nada satisfeita, contaminando os mais pobres, que são como se sabe imensos milhões… A China é hoje um Estado completamente diferente do que foi e muito complexo.
Como irão defender-se os milionários chineses que o Presidente quer castigar? Fugirão da China? Alguns seguramente que sim. Mas os mais visados, certamente que não. Trata-se de um período muito complexo que importa seguir com atenção. Porque não interessa só aos chineses mas ao Mundo em geral.
2 Curiosa semana a que passou
Tive o gosto de receber o presidente eleito do Porto, Rui Moreira, que teve a amizade de me vir dar um abraço, lembrando que fui eu a quem ele falou em primeiro lugar, quando resolveu candidatar-se. E mais. Veio com o meu camarada Manuel Pizarro, que será o seu vice na Câmara Municipal do Porto. O que achei uma excelente ideia. Portas que disse ser o CDS que levou Rui Moreira à vitória, mais uma vez mentiu.
Foi-me muito grato falar com ambos e fiquei certo de que o Porto vai ser muito beneficiado. O meu amigo Miguel Veiga teve razão desde a primeira hora.
Também fui dar um abraço a António Costa no dia em que tomou posse, após a sua esmagadora vitória eleitoral, a correr porque no mesmo dia tinha na Fundação uma homenagem a Fernando Vale, uma figura das mais importantes do socialismo democrático, republicano e maçon. A terceira da série “Vidas com sentido” em que se presta homenagem a todos os grandes líderes do PS já falecidos. O próximo, na quinta-feira, será Manuel Mendes, grande escritor e antifascista, amigo da Acção Socialista, infelizmente bastante esquecido, que morreu antes do 25 de Abril.
Mas o acontecimento mais esperado da semana foi o lançamento do livro do ex-primeiro-ministro José Sócrates, intitulado A confiança no Mundo, sobre a Tortura em Democracia. Mais de mil entusiastas – socialistas, claro, mas não só – estiveram presentes, num dia especialmente invernoso e à chuva, muito tempo, para entrarem.
O primeiro a falar foi o representante da Editora Babel e depois o autor do prefácio, vindo especialmente do Brasil, Lula da Silva. Fez um discurso de quase uma hora, de improviso, em que falou de tudo e constituiu uma lição para os socialistas. Se foi gravado, como julgo, é bom que seja publicado porque será de grande utilidade para os socialistas europeus e como vencer a crise que nos aflige e à zona euro.
Mas, claro, o fundamental da sessão foi o discurso do autor do livro, que é muito interessante e original. Deve ser lido e meditado. Sócrates estudou imenso nestes dois anos e meio que passou em França para tirar o mestrado, com alta classificação, no prestigiado Instituto de Sciences Po.
É hoje uma pessoa diferente. E vai continuar em Paris para fazer o doutoramento. Sem deixar de ser político, tornou-se um académico. Sendo um engenheiro licenciado em Coimbra, é hoje um humanista e um pensador político. Tem hoje uma enorme bagagem cultural, como ficou provado. O que não deixa de ser importante em política, nos dias difíceis que correm.
3 Um excelente exemplo
É indispensável que os juristas – que não estejam só a serviço do dinheiro – e as pessoas de bem admirem e sejam solidárias com o Tribunal Constitucional. Porquê? Porque é uma instituição que fiscaliza a nossa lei suprema – a Constituição – que os titulares do poder juraram por sua honra defender. A independência que tem demonstrado, apesar dos ataques, ameaças e pressões que o Governo indevidamente lhe tem feito, constitui um exemplo a registar. Várias vozes insuspeitas se têm levantado em defesa do Tribunal Constitucional – é verdade – e, obviamente da Constituição. O grande constitucionalista Jorge Miranda, que tanto admiro, assim o escreveu numa excecional entrevista que nos deu a todos no domingo passado. O atual bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto também tem falado, com clareza, em favor do Tribunal Constitucional, como Rui Rangel e Bacelar Gouveia, entre outros magistrados, com acesso à comunicação social.
É certo que a justiça portuguesa está pelas ruas da amargura. Há inúmeros delinquentes, que o nosso povo bem conhece e que andam por aí impunemente, como não me tenho cansado de referir. Alguns até parece que foram escolhidos por isso mesmo, como é o caso do atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que conheci no tempo do impoluto professor Mota Pinto, meu saudoso amigo. Machete parecia-me então uma pessoa séria. Mas deixou de o ser, como se sabe agora.
Porém, o que é ainda mais grave é que responsáveis europeus como a presidente do Fundo Monetário Internacional, a que preside mal a francesa Christine Lagarde, e a Comissão Europeia, pela voz do seu presidente, Durão Barroso, se permitiram intrometer-se no nosso Tribunal Constitucional, fazendo pressão sobre ele. Chegámos ao ponto de um funcionário da União Europeia, representante desta, de nacionalidade portuguesa, permitir pronunciar-se contra a independência do Tribunal Constitucional. Ao que o dinheiro obriga e o que dele resulta…
A tudo isto o Tribunal Constitucional tem resistido em silêncio – como deve – tornando-se um fator de independência e de seriedade.
É um exemplo para nós portugueses – que tanto sofremos, com o atual Governo, que está a destruir o nosso querido País – e merece a solidariedade de todas as pessoas sérias. A nossa Justiça é má, em muitos casos não existe, mas o Tribunal Constitucional, com a sua independência e seriedade, é um bom exemplo para todos nós.
O problema é que o atual Governo não acredita na nossa Constituição, que jurou respeitar. Veremos se o Presidente da República que tem andado tão ausente, para não ser perguntado quanto à defesa da Constituição e do Orçamento (nem se pronunciou sobre ele no Panamá, ao lado do seu protegido primeiro-ministro), terá agora a ousadia de dizer que a Constituição não se come, como disse Passos Coelho? Engana-se redondamente. Porque a Constituição, que só pode ser revista por mais de dois terços no Parlamento – o que não é o caso – estabelece os direitos dos cidadãos, que não podem nem devem ser tratados desigualmente, respeita os sindicatos, o Estado social e o Estado de direito, tudo o que o Governo quer destruir, como aliás, a própria democracia.
Ameaçar o Tribunal Constitucional como o Governo tem feito, e alguns dos que com ele procuram ganhar dinheiro, é algo de inaceitável. Porque implica negativamente com a Constituição e com a democracia. Como vai o Presidente da República, perante tal jogo, reagir em favor dos seus protegidos, tendo jurado a Constituição?
O atual Governo nunca diz o que faz nem explica as condições e sarilhos em que está metido. Depois de destruir o Estado, anda desde janeiro a dizer que vai apresentar um guião sobre a reforma do Estado, que Paulo Portas nunca fez nem fará. Também não explica o que se passa com o erário público e os dinheiros que o Governo gasta com os membros deste Governo que são 54 (ministros e secretários de Estado), chefes de gabinete e inúmeros assessores. Para quê? Os automóveis que todos têm e as viagens que fazem permanentemente com os seus amigos e assessores. Nada do que gastam é conhecido. Mas um dia será.
Quando se souber – e entre o povo empobrecido, muitas pessoas passam fome -, a revolta que existe hoje já praticamente todos os dias pode levar a uma revolução. O Presidente da República não terá consciência disso? Não será por isso que tem estado agora ausente tanto tempo para não falar aos portugueses?
Por isso, o mais depressa possível, temos de defender a Constituição e salvar a democracia. Sob pena de ficarmos com um País cada vez mais empobrecido e sem expressão no Mundo. Que desgraça! Por isso todos os portugueses sérios gritam: Governo rua. Todos os dias e por todo o lado. Com o Presidente calado. Nunca se viu nada assim.
4 A Igreja Portuguesa
A Igreja portuguesa tem estado bastante silenciosa. Como se Portugal não estivesse a ser destruído aos poucos, pelo atual Governo.
Porquê? A cerimónia de Fátima de 13 de outubro teve uma enorme multidão e um representante de Sua Santidade o Papa Francisco. A grande maioria dos peregrinos eram pobres, sem emprego. Por isso, muitos rezaram por um tempo melhor.
Contudo, ao que se disse, o Governo ameaçou ir buscar algum dinheiro a Fátima. Mas não pôde ir tão longe. O Conselho Episcopal falou contra a situação crítica do nosso País e falou bem, Mas quanto ao Patriarca – o emérito e o atual – o silêncio foi a regra. O primeiro falou contra os sindicatos e as oposições e de algum modo disse que era necessário proteger o Governo. Como se a política de austeridade deste Governo fosse uma fatalidade e não mais um erro intolerável, como tem sido. Com a destruição do nosso Estado e o empobrecimento nunca visto das pessoas.
Há muitos portugueses empobrecidos que têm medo de falar. Mas a Igreja, com o sentido da pobreza que deve ter, não é saudável que não o faça.
É certo que a Igreja portuguesa apoiou o salazarismo e a sua estúpida política colonial. Por isso surgiram os católicos progressistas e a Igreja foi respeitada e protegida após o 25 de Abril. Tornou-se, de resto, uma Igreja aberta e progressista, em comparação com a Igreja espanhola.
Quer agora voltar atrás, para que o atual Governo não lhe vá aos dinheiros de Fátima, como a outros bens, casas, etc.? Que grande erro seria!
Polícia chinesa associa “ataque terrorista” em Tiananmen a “extremistas religiosos”

Posted: 30 Oct 2013 05:35 AM PDT

Pequim, 30 out (Lusa) – A polícia chinesa associou hoje o “ataque terrorista” de segunda-feira na Praça Tiananmen, que matou cinco pessoas e feriu mais de trinta, a “extremistas religiosos” do Xinjiang, região de maioria muçulmana do noroeste da China.
Dentro da viatura utilizada naquele “premeditado ataque terrorista” e nas residências dos cinco suspeitos entretanto detidos a polícia encontrou facas, barras de ferro e bandeiras com slogans “extremistas religiosos”, disse a Televisão Central da China (CCTV).
O ataque ocorreu na segunda-feira cerca do meio-dia (hora local) quando um jipe abalroou a multidão que se encontrava no topo norte da Praça Tiananmen e a seguir se incendiou, causando a morte dos três passageiros que seguiam no veículo e de dois turistas.
“Usmen Hasan, a mãe (Kuwanhan Reyim) e a mulher (Gulkiz Gini) conduziram um jipe com matrícula do Xinjiang contra a multidão, matando duas pessoas e ferindo outras quarenta”, disse um porta-voz do Departamento de Segurança Publica de Pequim.
Os três ocupantes do jipe “morreram depois de terem incendiado o veículo com gasolina, indicou o porta-voz.
Pelos nomes, os ocupantes do veículo – assim como os cinco suspeitos detidos (Husanjan Wuxur, Gulnar Tuhtiniyaz, Yusup Umarniyaz, Bujanat Abdukadir e Yusup Ahmat) – parecem ser uigures, a maior etnia do Xinjiang, de religião muçulmana e cultura turcófona, segundo a mesma fonte.
Situada no centro de Pequim, a Praça Tiananmen, com cerca de 40 hectares, é um dos espaços públicos politicamente mais sensíveis e vigiados da capital chinesa. Trata-se também de uma das principais atrações turísticas do país e foi o palco das manifestações pró-democracia da primavera de 1989, esmagadas pelo exército.
“O ataque terrorista de segunda-feira foi perpetrado no coração de Pequim”, disse um repórter da CCTV.
Há três semanas, a imprensa chinesa anunciou que 139 pessoas foram detidas no Xinjiang por advogarem a “jihad” (guerra sagrada) através da Internet.
Em junho passado, um outro “ataque terrorista” atribuído a “extremistas religiosos” causou 24 mortos. Foi o mais violento incidente registado no Xinjiang desde os tumultos do verão de 2009 em Urumqi, a capital da região, que mataram 197 pessoas.
O Xinjiang, um vasto território de maioria islâmica, rico em petróleo e recursos minerais, confina com o Afeganistão, Paquistão e três ex-repúblicas muçulmanas da Ásia Central.
Os uigures constituem 45% dos cerca de 25 milhões de habitantes do Xinjiang.
Algumas organizações que advogam a “jihad” no Xinjiang estão ligadas à Al-Qaida e os seus membros receberam treino militar no vizinho Afeganistão, afirmam as autoridades chinesas.
AC // VM – Lusa
AUSTRÁLIA AJUDOU NA OBTENÇÃO DE INFORMAÇÃO NA ÁSIA-PACÍFICO

Posted: 30 Oct 2013 05:31 AM PDT

Sydney, Austrália, 30 out (Lusa) — A Austrália espiou em vários países da Ásia Pacífico para depois partilhar a informação obtida com os Estados Unidos, garantiu um especialista australiano em informações numa entrevista ao canal ABC.
O Centro Australiano de Sinais partilha os dados que recolhe através dos seus centros locais de espionagem com a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, declarou Des Ball no programa televisivo “Lateline” divulgado pela ABC.
De acordo com este especialista, quatro centros de espionagem australianos participam no programa “XKeyscore”, um sistema desenvolvido pela NSA para obter e analisar uma grande quantidade de dados da Internet.
Estas instalações estão na base de Pine Gap, próxima da cidade de Alice Spring, no centro da Austrália, numa estação nas imediações da cidade de Geraldton, na Austrália Ocidental, e em outros dois centros de espionagem próximos das cidades de Darwin e Camberra.
A Austrália, que tem a segurança como uma das suas prioridades nacionais, vigia as comunicações relacionadas com atividades terroristas, segundo Des Ball.
Um mapa secreto revelado pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden, que revelou a espionagem realizada pela NSA, revela que os Estados Unidos têm centros de vigilância em vários postos diplomáticos na Ásia.
“A Austrália também utilizou as suas embaixadas no estrangeiro com propósitos de vigilância numa operação designada como ‘Reprieve'”, disse Ball.
A Austrália integra há décadas o acordo secreto dos “Five Eyes” (Cinco Olhos), ao qual pertencem os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá e a Nova Zelândia para partilharem informação e evitar a espionagem entre eles.
PNE // PNE – Lusa
Timor-Leste: DESASTRES NATURAIS CAUSAM SEIS MORTOS

Posted: 30 Oct 2013 05:27 AM PDT

30 de Outubro de 2013, 14:26
O secretário da administração do distrito de Lautem, Júlio Maria de Jesus Castro informa que se deu um desastre natural na passada quinta feira no suco de Pirara devido à chuva forte.

Segundo o comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) do distrito Lautem e dos líderes comunitários, três famílias foram afetadas por este desastre natural.

No seguimento o administrador e os líderes comunitários estão a fazer um esforço para conseguir salvar os corpos que ficaram subterrados com o deslizamento da terra, resultando em 6 mortos, incluindo duas crianças.

Após ter recebido a informação da parte competente do distrito de Lautem, o Ministério da Solidariedade Social tratou de enviar caixões, arroz e plásticos para cobrir os corpos.

Para além disto as vítimas irão receber dinheiro oferecido pela PNTL. Por outro lado o vice-primeiro ministro Fernando Lasama de Araújo fez um alerta a todas as comunidades para não construirem casas ao pé das montanhas e nos lugares onde facilmente acontecem deslizamentos de terra.

O mesmo solicita também aos “Lia Na’in” para realizarem um ritual relacionado com o acontecimento no suco Baru onde uma criança de 10 anos foi apanhada por um crocodilo e pede para que as comunidades permaneçam afastadas do mar, nomeadamente na área de Iralalaro.

SAPO TL com STL

Timor-Leste: Ministério da Educação entregou Certificados para 176 professores

Posted: 30 Oct 2013 05:22 AM PDT

30 de Outubro de 2013, 17:27
O Ministro da Educação Bendito Freitas, esta terça feira, distribui Certificados dos cursos de formacão complementar intensivos para 176 professores dos 13 distritos no antigo salão do CNRT, Balide Díli.

Bendito de Freitas disse aos jornalistas após ter feito a distribuição dos certificados, que os mesmos servem para completar os requisitos pedidos pela lei vigente na área da educação, assim os professores estarão aptos para preencher o regime de carreira. Com esta distribuição vai facilitar também a acreditação perante o estado.

Esta formacão baseou-se no conteúdo singular e na parte da ética, no domínio das línguas oficiais para facilitar a tarefa do ensino, assim como encontrarem novas visões do ensino.

A vantagem da formação é de fortalecê-los na parte da ética de modo a tornarem-se professores efetivos e bons formadores.

O Presidente do INFORDEPE Adérito Coreia disse que o curso complementar leva a que os professores pertençam a três regimes de carreira. O certificado indica que eles já estão preparados para o regime de carreira, disse Adérito.

Os 176 professores participaram na cerimónia de entrega dos certificados, o professor Domingos da Costa Cruz disse que da sua parte sente-se orgulhoso porque durante a formação aprendeu muita coisa relacionado com a educação, com estes materiais irá ajudar-nos a melhorar a qualidade do ensino para que os nossos alunos sejam cidadãos responsáveis em Timor-Leste.

SAPO TL

“EXÉRCITO MOÇAMBICANO TENTA OCUPAR BASE DA RENAMO” EM SITATONGA

Posted: 30 Oct 2013 05:09 AM PDT

Homens armados e forças de segurança voltaram a confrontar-se na madrugada de quarta-feira na região de Sitatonga, centro de Moçambique, quando as forças governamentais tentavam desativar uma base militar da oposição, disseram hoje à Lusa várias fontes.
“Soubemos dos ataques e temos informação de que houve baixas de ambos lados. Já foi enviada uma equipa de socorro para retirar os feridos. O hospital está em prontidão neste momento para receber as vítimas”, disse à Lusa Pedro Vidamão, diretor do Hospital Rural de Muxúnguè.
Contudo, as forças governamentais não conseguiram ocupar a base, pela prontidão de resposta dos homens armados em Sitatonga, uma “temida” base da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que tem estado a reagrupar os seus homens, segundo fonte militar.
Ainda hoje, homens armados atacaram a escolta militar de viaturas no troço Save-Muxúnguè, tendo provocado vários feridos, que igualmente estão a ser levados para o hospital, confirmou à Lusa fonte médica.
Este é o terceiro ataque intercalado em cinco dias naquela região, depois de investidas a 29 e 27 de outubro, que resultaram numa morte e 15 feridos, dos quais quatro graves, incluindo o comandante da escolta.
Moçambique vive a sua pior crise política e militar desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, na sequência de confrontos entre o exército e homens armados da Renamo, principal partido da oposição, devido a divergências em torno da lei eleitoral.
AYAC // VM – Lusa – foto António Silva
Forças governamentais atacam Renamo nas matas de Rapale, no norte de Moçambique

Posted: 30 Oct 2013 05:06 AM PDT

Verdade (mz)
Na sequência do clima de insegurança instalado no país, militares das forças governamentais protagonizaram tiroteios na manhã desta terça-feira (29) contra supostos homens armados da Renamo que se refugiaram na zona de Navevene, no povoado de Naphome, no posto administrativo de Caramaja, distrito de Rapale, em Nampula.
Trata-se de homens pertencentes à guarda-pessoal do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se encontravam a guarnecer a residência oficial em Nampula, e terão ido àquela região montanhosa para se esconder.
“Eles sempre diziam que estavam no local aguardando que a situação regressasse à normalidade, e nunca nos passou pela cabeça que se tratava dum eventual retorno à guerra”, disse uma fonte. A nossa fonte confirma igualmente que apesar os supostos homens armados da Renamo estão equipados com armas de fogo de diferentes calibre, mas não responderam às investidas das forças governamentais, que ainda se encontram na região.
Segundo o testemunho do director de uma das escolas primárias daquele povoado, que se encontra na cidade de Nampula, os supostos homens armados da Renamo, cerca de cem, escalaram as zonas montanhosas daquela região há sensivelmente duas semanas, mas sem causarem actos de vandalismo contra a população local.
“Logo que as forças governamentais chegaram avisaram a população local para que não se intimidasse com a sua presença. Mas hoje fomos colhidos de surpresa pois ouvimos disparos. Na verdade tratou-se de uma perseguição levada a cabo pelas forças governamentais contra os homens da Renamo, mas estes não responderam, e acho que ainda se encontram naquelas montanhas”.
O nosso interlocutor disse ainda que, devido à insegurança, a população local viu-se obrigada a abandonar a região, tendo-se refugiado na vila sede de Rapale, sendo que outras preferiram dirigir-se à capital da província, a cidade de Nampula.
Portugal: O PRESIDENTE E O GOVERNO ESTÃO SURDOS

Posted: 30 Oct 2013 04:39 AM PDT

Baptista-Bastos – Diário de Notícias, opinião
Já ninguém confia no Governo.” A frase é lugar-comum, mas adquire um peso maior quando dita por alguém como Luís Campos e Cunha, da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social), e junta–se ao grande coro de indignações que percorre a sociedade portuguesa. Entretanto e por outro lado, Freitas do Amaral esclarece que o Executivo está a defrontar o Tribunal Constitucional no intuito de sair airosamente de uma situação degenerada. Também D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, manifesta o descontentamento que lhe provoca esta gente, lamentando que as alternativas não aparecem. Por último, numa notável entrevista a António José Teixeira, no programa A Propósito, da SIC-Notícias, Carlos do Carmo dizima a actividade do dr. Cavaco, como primeiro-ministro e como Presidente da República, acusando-o de causador de todos os males que nos afectam, por inépcia e falta de percepção histórica. Poucas vezes o nosso drama foi tão claramente enunciado como o fez o grande cantor, claramente emocionado.
A pátria está de pantanas, por uma governação aparentemente impune e alegremente estouvada. Os gritos de desespero que a fome e a desgraça despertam não são ouvidos em Belém. O crime terá, mais tarde ou mais cedo, de ser punido, e cada vez mais se acentuam as responsabilidades políticas e morais de um Governo que o não é, e de um Presidente que não há. Todos os dias da semana há protestos nas ruas, os governantes andam com um batalhão de “gorilas” a resguardar-lhes o corpo, os suicídios aumentam, milhares de famílias não têm pão para pôr na mesa, o País despovoa-se da sua juventude e temos a gelada sensação de que ninguém nos ajuda. Nas Jornadas Parlamentares do PSD-CDS, Paulo Portas, cuja imagem, distorcida e embaciada, está cada vez mais parecida com a do espelho em que se revê, abriu a sessão garantindo que já se vislumbra melhorias na economia. Mas que é isto? Vivemos nesta mentira, neste embuste, nesta pouca–vergonha que degrada a ética republicana e provoca amolgadelas maiores nos valores e nos padrões morais do nosso modo de relação social.
António José Seguro permanece ofuscado por qualquer problema que se desconhece. Nada diz, nada faz, em nada age. Cumplicia-se com o silêncio tenaz dos que se não querem comprometer. E as hostes agitam-se, cada vez mais, no PS, adquirindo proporções de que se registou uma pálida ideia na sessão de lançamento de um livro de José Sócrates. Esta agitação impeliu o antigo ministro Catroga ao beligerante comentário de que o ex-primeiro-ministro do PS deveria ser julgado. Bom. Neste caso e decorrências, o Catroga passaria ao lado? Ele, os que o antecederam e sucederam são santos impolutos e criaturas intocáveis?
O mal-estar que envolve o País tem muito a ver com este distúrbio, da natureza da consciência e de uma identidade própria que eles desagregam.
Portugal: GOVERNO TAMBÉM ABRE GUERRA A CÃES E GATOS

Posted: 30 Oct 2013 04:24 AM PDT

Diogo Pombo – jornal i
Para promover a “detenção responsável de animais”, o governo quer um máximo de dois cães por habitação
Seja um T0 sem divisões seja um apartamento com sete assoalhadas e 150 metros quadrados, o limite não muda: em “fracções autónomas de prédios urbanos e moradias sem logradouro” poderá em breve ser ilegal albergar mais de dois cães ou quatro gatos. Ou quatro animais de companhia, no máximo. Mas se for um criador de raça portuguesa, canina ou felina, aí já lhe será permitido ter dez animais. Estas são duas das alterações que o Ministério da Agricultura e do Mar incutiu na sua proposta de Código do Animal de Companhia. Para já não passa de um “projecto de diploma”, que ainda se encontra em fase de “análise técnica”, carecendo de “qualquer avaliação política”, como explicou ao i a tutela.
O documento, redigido pela Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária, é preliminar e visa, “em primeiro lugar”, evitar “a criação não planeada e indiscriminada de animais”. A justificação, lê-se na cópia do projecto a que o i teve acesso, passa por “reunir num único diploma legal todas as regras em matéria de reprodução, criação, detenção, maneio e comércio de animais de companhia”. Mesmo sem datas ou prazos já definidos para a sua entrada em vigor, as vozes do sector (e não só) já consideraram o projecto “ridículo” e “sem pés nem cabeça”.
As expressões foram das primeiras que Jorge Cid utilizou. “É quase um projecto de um país de terceiro mundo”, defendeu o presidente da Associação dos Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia (AMVCAC), ao argumentar que “não se considerou as possibilidades de as pessoas terem ou não os animais”, além “das suas características”. Em prédios urbanos, o documento diz que “podem ser alojados até dois cães ou quatro gatos por fogo”, não podendo, “no total”, ser ultrapassado “o número de quatro animais” de companhia. A legislação actual estipula um máximo de três cães e quatro gatos por habitação, com o limite conjunto a ficar nos cinco animais.
Na proposta do Ministério da Agricultura, as regras mudam caso a habitação englobe um pátio ou espaço exterior. “Com logradouro de uso exclusivo e nos prédios rústicos e mistos”, explica, o limite passa para “seis animais adultos”. E “nenhuma” razão justifica o alargamento do limite para os criadores de raças nacionais, defendeu Laurentina Pedroso. A bastonária da Ordem dos Veterinários – uma das entidades consultadas pela tutela, em Junho, a par da Associação Nacional de Freguesias e da sua congénere dos municípios – diz que a proposta “só pode e deve ser” alterada, “a não ser que o governo pretenda discriminar todos os outros cidadãos que tenham animais”.
Em matéria de números e limites, nada mais é referido – nem a tipologia e dimensão do apartamento nem o porte e tamanho da raça do animal. “Como é óbvio, não será igual ter dois chihuahuas ou dois Grand Danois num apartamento”, lembra Jorge Cid, pegando no exemplo de duas raças caninas de diferente porte. As queixas do dirigente chegam ao “descalabro” ao explicar que “o projecto de lei” não permite “a uma pessoa que viva numa quinta ter mais de seis cães”. Isto quando “tem condições para ter cinco, seis, sete ou dez”.
O diploma, porém, indica que um “regulamento de condomínio” pode estabelecer “um limite inferior ao previsto” no diploma. Traduzindo, se partilhar um prédio com pelo menos três outros condóminos, e tiver o azar de os vizinhos não gostarem de animais, corre o risco de não poder ter sequer um cão. Um ponto no qual António Frias tem “sérias dúvidas quanto à exequibilidade”. O presidente da Associação Nacional de Proprietários explicou ao i que um senhorio, “em rigor, não pode dizer se quer ou não quer cães e gatos” na casa do arrendatário, pois isso seria “interferir na sua liberdade”. O dirigente assegurou assim que um regulamento de condomínio ou o proprietário do apartamento “não pode proibir um inquilino de ter animais de companhia”.
O presidente dos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia não vê “sequer utilidade” num documento “com 94 páginas” que “tenta regulamentar uma coisa que já é pacífica”. A quantidade de cães ou gatos numa residência, defende Jorge Cid, “não determina o seu tratamento”. Algo que poderia ser analisado caso um “veterinário municipal” se deslocasse à residência e avaliasse “se o dono tem condições para manter os animais em boas condições de bem-estar, higiene e saúde”, sugeriu Laurentina Pedroso.
A bastonária garante que foram “muitos” os pontos em que requereu “alterações fundamentais” ao diploma, como a “inexistência” de coimas para o abandono. Ao i, porém, a tutela apontou “contrariar práticas de abandono” como um dos objectivos da proposta – “trabalhada tecnicamente durante sete anos”.
O projecto estipula também que sejam “imediatamente eutanasiados” os animais recolhidos da rua num estado “que não seja passível de recuperação”, além de não permitir a adopção de exemplares com “doenças infecto-contagiosas ou parasitárias”. Medidas, diz Laurentina Pedroso, que deveriam ser “a excepção, e não a regra”.
O que diz o projecto
Manutenção de cães e gatos
Em “fracções autónomas de prédios urbanos e moradias sem logradouro” o documento restringe até “dois cães ou quatro gatos” por “cada fogo”. No total, o número de animais de companhia não pode exceder os quatro. O limite actual está nos cinco animais (ou três cães e quatro gatos). Nada refere quanto à dimensão e tipologia do apartamento, ou ao tamanho/porte do animal.

Criadores nacionais

No caso dos “detentores de animais de raças nacionais” com o objectivo de “melhoramento e preservação do património genético”, é permitido alojar até dez animais adultos.

Deveres dos donos

Os proprietários devem“assegurar as necessidades básicas de bem-estar” dos animais e “garantir o controlo da sua reprodução, salvaguardar a sua saúde e prevenir os riscos inerentes à transmissão de doenças a pessoas e outros animais”. Além de preservar “a salubridade dos locais e tranquilidade das pessoas”.

Contenção

Qualquer cão ou gato que circule na via pública deve “usar coleira ou peitoral”, que deve obrigatoriamente incluir “o contacto” com o proprietário. Ou seja, a trela. Os cães, aliás, “só podem circular na via ou lugares públicos conduzidos à trela ou com o açaimo funcional”.

Eutanásia

A propostaestipula que devem ser “imediatamente eutanasiados” os animais que cheguem aos centros de recolha“em estado terminal ou em sofrimento, que não sejam passíveis de recuperação. Também “não podem ser destinados à adopção” os exemplares que “apresentem sinais evidentes de doenças infecto-contagiosas ou parasitárias”.
Leia mais em PG
Portugal: COELHO PROTEGIDO, CÃES E GATOS PRÁ RUA

Posted: 30 Oct 2013 04:15 AM PDT

Balneário Público
Dois cães e quatro gatos é quantos animais quadrúpedes a ministra Cristas quer impor como limite nas casas dos portugueses. Não refere outros animais de estimação nem de desprezo. Já avisei o meu feiérrimo coelho Passos que pode ficar descansado porque a ministra Cristas é amiga dos coelhos. E ele foi transmitir a notícia aos outros oito compinchas orelhudos que vagabundeiam pela varanda a abarrotar de caganitas e muito pouco comida por estarem a pão e água, por castigo e desprezo. É que para mim coelhos é para desprezar e sentir o prazer de os ver andar por ali pela varanda ao frio, ao calor, ao sol tórrido… Mesmo assim não morrem, nem adoecem. São de má-raça. Talvez da raça do dia da dita a que Cavaco se péla por homenagear. Ele, tal qual Salazar. Mas voltando aos limites animalescos que cada português pode ter em casa (acreditem porque é verdade) vou ter de me desfazer de dois cães e três gatos para cumprir a lei de Cristas, a ministra que anda a brincar com o país porque a crise já terminou e estamos na melhor das sociedades, e do progresso, e da abastança, etc. Com esta lei vai ser uma alegria ver-mos os cidadãos sem-abrigo acompanhados pelos gatos sem-abrigo e pelos cães sem-abrigo escorraçados das casas por Cristas. Coelhos sem-abrigo é que não, nem constam por limites na lei da escorraça animais. Podemos ter em casa os coelhos que quisermos. Na rua é que não podem andar. Compreende-se a ministra. Imaginem o que aconteceria se a lei do limite dos animais nas casa portuguesas incluíssem os coelhos e tivéssemos de os pôr fora de casa. Andava tudo com uma moca à caça do Coelho para lhe dar traulitadas, descarregar a bílis e ter o que cozinhar na panela. Nem outra atitude seria de esperar, com a fome que vai por este Portugal. Ponto assente: coelhos protegidos, cães e gatos prá rua. Coelho Passos e os outros na minha varanda estão protegidos pela lei Cristas e não vão para a rua. Resta-me o consolo de ver os coelhos na varanda a penarem. Ao menos isso, enquanto a fome cá em casa não apertar, permitindo assim que por agora não os encaminhe para a panela depois de umas traulitadas. Que é o mais certo.
Álvaro Tomeu
Leia mais em Balneário Público
JOAQUIM OLIVEIRA E MARINHO PINTO NA EQUIPA DE EDUARDO DOS SANTOS

Posted: 30 Oct 2013 04:03 AM PDT

Folha 8 – 26 outubro 2013
Joaquim Olivei­ra, presidente e suposto dono da Controlinveste, empresa pro­prietária – entre outros meios – do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Dinheiro Vivo e TSF, e Marinho Pinto (bas­tonário da Ordem dos Ad­vogados portugueses em fim de mandato) também saíram à rua para defender a honra, que dizem vilipen­diada, de Eduardo dos San­tos e do seu regime.
Curiosamente ambos usam a mesma argumenta­ção, dizendo que se ques­tiona sempre a origem do dinheiro de Angola (quase exclusivamente originá­rio de um grupo restrito ligado aos dirigentes do regime) e – note-se – não se questionam os investi­mentos norte-americanos, por exemplo.
Ambos, e é verdade que estão acompanhados cada vez em maior número, es­quecem o que nesta maté­ria é essencial e valorizam, numa atitude mesquinha que só leva em conta o próprio umbigo, o acessó­rio.
Vejamos, fazendo uso dos EUA e de Angola. Os in­vestimentos ditos ango­lanos têm origem no nú­cleo-duro do presidente. Os norte-americanos têm origem em algum núcleo, duro ou não, ligado a Bara­ck Obama?
Quantos anos esteve Bara­ck Obama como presiden­te dos EUA sem ter sido eleito? Eduardo dos San­tos esteve 32 anos. O pre­sidente norte-americano tem limite de mandatos, o seu homólogo angolano não.
As filhas do Barack Oba­ma, ou de qualquer outro presidente, são as mais ri­cas cidadãs do país? Não. As de Eduardo dos Santos são.
Nos EUA, é Barack Oba­ma que escolhe – grosso o modo e no que é aplicável – todos os juízes do Tri­bunal Constitucional, to­dos os juízes do Supremo Tribunal, todos os juízes do Tribunal de Contas, o Procurador-Geral da Re­publica, o Chefe de Estado Maior das Forças Arma­das, os Chefes do Estado­-Maior dos diversos ra­mos? Não.
Em Angola é o Presidente que escolhe.
Na democracia norte­-americana, o poder ju­dicial é independente, o Povo sabe quem elege ou quem não elege. Em An­gola não.
Portanto, os EUA ofere­cem mais garantias de transparência nos seus investimentos do que An­gola. Ou, melhor, do que aquele protagonizado por alguns, poucos, angolanos.
Bem antes dos novos arau­tos da honorabilidade dos investidores angolanos, já em Setembro de 2009, Ângelo Correia – um dos “pais” de Pedro Passos Coelho – aconselhava o lí­der do PSD a falar (bem, é claro) do regime de Eduar­do dos Santos.
Em Luanda, Ângelo Cor­reia considerou (27 de Setembro de 2009) “legí­timos e legais” os investi­mentos feitos por empre­sas angolanas em Portugal.
Em declarações à impren­sa no âmbito das pales­tras sobre o ambiente, o ex-ministro da Adminis­tração Interna do PSD, afirmou “não existir nada no ordenamento jurídico português” que impeça empresários estrangeiros de investirem no mercado luso, procurando gerar ca­pitais e conhecimentos.
“Da mesma forma que os portugueses investem em Angola, é legitimo que os angolanos o façam tam­bém no nosso país. Os be­nefícios são mútuos e em alguns casos Portugal sai mesmo a ganhar porque recebe investimentos em áreas onde não tem pro­dução”, sublinhou, apon­tando o sector petrolífero como exemplo.
Considerando “reaccio­nárias” as pessoas que já então se manifestavam contrárias ao investimento de angolano ligados ao clã presidência em Portugal, Ângelo Correia referiu-se ao investimento da petro­lífera Sonangol na Galp, como sendo uma iniciativa que ajudava a reforçar os laços de cooperação entre os dois estados.
“Nada está a acontecer à margem da lei, portanto, é legítimo que os angolanos escolham determinadas áreas para investir. Quem se manifesta contra é por­que ainda vive no passado e deve, por isso, actualizar­-se. Estamos num mundo globalizados e num mer­cado aberto para todos”, disse o inspirador, mentor e criador da criatura que hoje é primeiro-ministro de Portugal.
De facto, com tantos flo­reados, até parece que tudo é transparente nos in­vestimentos feitos em Por­tugal. Parece mas não é.
Ângelo Correia sabia e sabe isso muito bem. Mas, é claro, há coisas que se sabem mas não se dizem, sobretudo porque isso po­deria ser visto como estar a cuspir no prato onde se come. E Joaquim Oliveira, Marinho Pinto e Ângelo Correia (entre muitos ou­tros) são pessoas de gran­de e bom alimento.
Ao contrário do que dizia Ângelo Correia e agora re­petem o “dono” da Contro­linveste e o bastonário dos advogados portugueses, ninguém cá como lá põe em causa os investimentos angolanos em Portugal. O problema está em que não são investimentos ango­lanos, são investimentos de uma família e de meia dúzia de amigos que quase representa 100 por centro do Produto Interno Bruto do nosso país.
Fossem, de facto, empre­sas angolanas e tudo esta­ria bem. Mas não são. São de um clã.
Aliás, quantas empresas tem o homólogo portu­guês de José Eduardo dos Santos? Que percentagem do PIB português repre­senta, por analogia com o presidente angolano, Ca­vaco Silva?
Ao contrário de Ângelo Correia, os reaccionários não estavam, não estão e nunca estarão contra as empresas angolanas. Estão isso sim (e até ficava bem Ângelo Correia estar tam­bém desse lado) contra o facto de haver meia dúzia de pessoas, todas ligadas ao clã Eduardo dos Santos, que são donas de Angola.
Do outro lado da questão estão os investimentos portugueses em Angola. Que se saiba, legais ou não, transparentes ou não, não pertencem ao núcleo-duro de Cavaco Silva. Mas isso é irrelevante.
Segundo o vice-primeiro­-ministro português, Paulo Portas, o sucesso dos in­vestimentos de empresas portuguesas em Angola é a chave para a manuten­ção de postos de trabalho em Portugal.
Assim, mais de um milhão e duzentas mil pessoas que estão no desemprego fica­ram, valha-lhes ao menos isso, a saber que nada de­vem ao regime que foi pre­sidido por um cidadão que esteve 32 anos no poder sem nunca ter sido eleito.
“O mercado angolano é o primeiro fora da Europa para as nossas empresas, que fazem aqui uma apos­ta muito importante, que fazem aqui investimentos significativos e que ao ter uma posição importante em Angola estão a prote­ger postos de trabalho na rectaguarda, em Portugal”, disse Paulo Portas.
Recorde-se que o comen­tário bajulatório (como todos os que partem de Lisboa) de Paulo Portas veio na sequência de de­clarações do então minis­tro de Estado e da Coorde­nação Económica, Manuel Vicente, segundo o qual Angola não iria reforçar os investimentos no tecido produtivo português.
“Angola é um país cujo crescimento económico é enorme. Tem uma prio­ridade importante que é fazer com que esse cresci­mento signifique também uma melhor distribuição. Tem inúmeros planos nas áreas económica e social para o território angolano e na internacionalização, Portugal foi, é e será im­portante, como se vê to­dos os dias pelos factos”, salientou Paulo Portas.
As relações entre Portu­gal e Angola “são boas e podem ainda ser me­lhores, sempre numa perspetiva duplamente ganhadora. É preciso que os interesses de Portugal em Angola sejam defen­didos e é preciso que os investimentos de Angola em Portugal sejam prote­gidos”, disse Paulo Portas, certamente depois de ter sido suficientemente afa­gado pelos especialistas do regime.
“Há muitas empresas portuguesas presentes no mercado angolano: grandes, médias e peque­nas, e há inúmeros planos para o futuro de Angola onde a participação das empresas portuguesas é relevante e hoje em dia é muito significativa, em sectores importantes, a entrada de capitais ango­lanos em Portugal”, acres­centou Paulo Portas.
Y

CAIS DO SODRÉ MISTÉRIOS DESCOBERTOS

image00111


—-

No Cais do Sodré há mais do que uma praia escondida debaixo do asfalto
Um pouco de História

Enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI foi descoberta debaixo da Praça D. Luís, juntamente com vestígios de estruturas de séculos posteriores.
A descoberta tem menos de um mês.
Os arqueólogos encontraram uma enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI junto ao mercado da Ribeira, em Lisboa.
Feita com troncos de madeira sobrepostos, a estrutura ocupa 300 metros quadrados e data de uma época em que a cidade sofria os efeitos de sucessivos surtos de peste e epidemias, graças aos contactos com outras gentes proporcionados pelos Descobrimentos.
Para continuar a trazer de além-mar o ouro, a pimenta e o marfim que lhe permitiam pagar as contas, o reino investia na construção naval, e a zona ribeirinha da cidade foi designada como espaço privilegiado de estaleiros.
 Os relatos da altura dão conta de uma cidade cheia de escravos vindos de além-mar, mas também de mendigos fugidos do resto do país para escapar à fome.
Os arqueólogos nem queriam acreditar na sua sorte quando depararam com a rampa enterrada no lodo debaixo da Praça D. Luís, a seis metros de profundidade, e muito provavelmente associada a um estaleiro naval que ali deverá ter existido.
“É impressionante: é muito difícil encontrar estruturas de madeira em tão bom estado”, explica uma das responsáveis da escavação, Marta Macedo, da empresa de arqueologia Era.
No Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico o achado também tem sido motivo de conversa, até porque os técnicos desta entidade foram chamados a acompanhar os trabalhos, que estão a ser feitos no âmbito da construção de um parque de estacionamento subterrâneo.
 A subdirectora do instituto, Catarina de Sousa, diz que esta e outras estruturas encontradas são, apesar de muito interessantes, perecíveis, pelo que a sua conservação e musealização na Praça D. Luís é “praticamente inviável”.
Como a escavação ainda não terminou, os arqueólogos acalentam a esperança de ainda serem brindados, em níveis mais profundos, com algum barco submerso no lodo, como já sucedeu ali perto, tanto no Cais do Sodré como no Largo do Corpo Santo e na Praça do Município. “É possível isso acontecer”, admite Catarina de Sousa.
Musealização em estudo.
No séc. XVI toda a zona entre o mercado da Ribeira e Santos era de praias fluviais.
Mas não era para lazer que serviam os areais banhados pelo Tejo.
Na História de Portugal coordenada por José Mattoso, Romero Magalhães conta como, poucos anos após a primeira viagem de Vasco da Gama à India, “a zona ribeirinha da cidade é devassada pelos empreendimentos do monarca [D. Manuel I] e dos grandes armadores”.
Depressa surgem conflitos com a Câmara de Lisboa, ao ponto de o rei ter, em 1515, retirado ao município a liberdade de dispor das áreas ribeirinhas para outros fins que não os relacionados com o apetrecho e reparação das naus, descreve o mesmo autor.
São as chamadas tercenas, locais dedicados à função naval e representados em vários mapas da época.
Mais tarde a mesma designação passa a abranger também o lugar onde se produziam e acondicionavam materiais de artilharia.
O espólio encontrado pelos arqueólogos inclui uma bala de canhão, um pequeno cachimbo, um pião, sapatos ainda com salto – na altura os homens também os usavam -, restos de cerâmica e uma âncora com cerca de quatro metros de comprimento, além de cordame de barco.
Também há uma casca de coco perfeitamente conservada, vinda certamente de paragens exóticas para as quais os portugueses navegavam.
Um relatório preliminar dos trabalhos arqueológicos em curso explica como a zona da freguesia de S. Paulo se transformou de um aglomerado de pescadores, fora dos limites da cidade de Lisboa, num espaço importante para a diáspora: “A expansão ultramarina contribuiu para uma reestruturação do espaço urbano de Lisboa, que se organiza desde então a partir de um novo centro: a Ribeira”.
Em redor do Paço Real reúnem-se os edifícios administrativos.
“É na zona ocidental da Ribeira que a partir das doações de D. Manuel se irão instalar os grandes mercadores e a nobreza ligada aos altos funcionários de Estado, que irão auxiliar o rei (…) na expansão ultramarina e na centralização do poder”, pode ler-se no mesmo relatório.
A escavação detectou ainda restos de outras estruturas mais recentes.
É o caso de uma escadaria e de um paredão do Forte de S. Paulo, um baluarte da artilharia costeira construído no âmbito das lutas da Restauração, no séc. XVII. E também do vestígios do cais da Casa da Moeda, local onde se cunhava o metal usado nas transacções.
Por fim, foram descobertas fornalhas da Fundição do Arsenal Real, uma unidade industrial da segunda metade do séc. XIX.
“Esta escavação vai permitir conhecer três séculos de história portuária”, sublinha outro responsável pela escavação, Alexandre Sarrazola.
 Embora esteja ciente de que a maioria dos vestígios terá ser destruída depois de devidamente registada em fotografia e desenho, o arqueólogo diz que algumas das peças encontradas poderão vir a ser salvaguardadas e mesmo integradas no projecto do estacionamento, como já sucedeu com os vestígios do parque de estacionamento subterrâneo do Largo do Camões – ou então transportadas para um museu.
“Face ao desconhecimento do que ainda pode vir a ser encontrado por baixo da estrutura de madeira do séc. XVI está tudo em aberto”, salienta, acrescentando que a decisão final caberá ao Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico.


 

passagem de ano em são miguel

 


se eu não vivesse cá vinha cá passar o ano….

as lições do Urbano

Urbano Bettencourt shared Dept. de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade dos Açores‘s photo.
Há uma linha que separa
__________________________________

previram – preveram

Há uma linha que separa muito claramente “previram” de “preveram” e esta linha é também aquela que separa o certo do errado. O verbo “prever” (tal como “rever” e “antever”, por exemplo) deriva de “ver”, pelo que se conjuga em todos os tempos e pessoas como esse verbo. 
Estão, pois, erradas as formas presentes nestas frases: eles não preveram as consequências das medidas que tomaram/não preveste o que se ia passar, pois não?/a abertura de mais uma sala de cinema só se justifica se se prever o aumento do público. As versões corretas são as que se seguem: eles não previram as consequências das medidas que tomaram/não previste o que se ia passar, pois não?/a abertura de mais uma sala de cinema só se justifica se se previr o aumento do público.

Há uma linha que separa ______________________________

____ previram – preveram Há uma linha que separa muito claramente “previram” de “preveram” e esta linha é também aquela que separa o certo do errado. O verbo “prever” (tal como “rever” e “antever”, por exemplo) deriva de “ver”, pelo que se conjuga em todos os tempos e pessoas como esse verbo. Estão, pois, erradas as formas presentes nestas frases: eles não preveram as consequências das medidas que tomaram/não preveste o que se ia passar, pois não?/a abertura de mais uma sala de cinema só se justifica se se prever o aumento do público. As versões corretas são as que se seguem: eles não previram as consequências das medidas que tomaram/não previste o que se ia passar, pois não?/a abertura de mais uma sala de cinema só se justifica se se previr o aumento do público.

página global 30 out

PÁGINA GLOBAL


Portugal-Angola: ARQUIVADO PROCESSO A PGR DE ANGOLA

Posted: 29 Oct 2013 04:59 PM PDT

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) arquivou a averiguação que tinha em curso, envolvendo o procurador-geral da República de Angola. Segundo avançou esta noite a RTP1, o despacho de arquivamento vai seguir para Luanda na próxima quinta-feira, por correio diplomático, devendo João Maria de Sousa deverá ser notificado nos dias seguintes.
A averiguação do DCIAP consistia num processo administrativo, aberto na sequência de um alerta do banco Santander Totta, de que o PGR angolano tinha recebido numa sua conta uma transferência de 93 mil dólares, com origem numa empresa offshore, em Dezembro de 2011. O alerta bancário foi dado em cumprimento de uma directiva comunitária, tendo o processo sido instaurado pelo DCIAP para averiguar a existência de eventuais indícios de crimes de branqueamento de capitais e de fraude fiscal.
João Maria de Sousa nunca foi constituído arguido. A transferência tinha origem numa empresa sediada numa zona offshore e que tem relações comerciais com uma empresa angolana que tem como sócio João Maria de Sousa, antigo general que está à frente da Procuradoria de Angola desde 2007.
As investigações a figuras do Estado angolano têm estado no centro da polémica das últimas semanas sobre as relações entre Portugal e Angola. No DCIAP, há ainda outras investigações em curso, envolvendo Manuel Vicente (vice-Presidente angolano), Hélder Vieira Dias ‘Kopelipa’ (ministro de Estado) e Leopoldino dos Santos (consultor do ministro).
Na semana passada, em entrevista a um jornal angolano, João Maria de Sousa avançou que também estão em curso processos a portugueses em Luanda, escusando-se a revelar os nomes, invocando não querer “pagar na mesma moeda e manter o anonimato dessas pessoas” — numa referência à quebra do segredo de Justiça em Portugal. “Quando se está perante situações em que não se conhece bem a origem de determinados dinheiros, que depois são retirados das contas e desaparecem do território angolano, temos de investigar e referenciar as pessoas envolvidas. É disso que se trata”, afirmou.
SOL
BANCOS ANGOLANOS PERDEM RENTABILIDADE

Posted: 29 Oct 2013 04:56 PM PDT

Observatório para a Inclusão Financeira e Estudo Banca em Análise 2013.
Um estudo da Deloitte Angola aos bancos daquele país conclui que houve: “Um crescimento do crédito na ordem dos 26% e dos depósitos a rondar o 9% registado em 2012 e, em simultâneo, uma redução da rentabilidade dos bancos angolanos, em resultado do menor crescimento do produto bancário, aliado a um acréscimo dos custos de exploração e das provisões para crédito concedido. São estas as grandes linhas de análise da banca angolana, que fazem parte da 8ª edição do Estudo Banca em Análise, apresentada pela Deloitte Angola.
Esta iniciativa anual baseia-se na análise profunda ao sector da Banca angolana e resulta da compilação da informação pública disponibilizada pelos bancos que actuam no mercado angolano e pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
A maioria dos bancos portugueses está presente em Angola, nomeadamente o BES, o BCP, o BPI e a CGD.
“Ao longo do ano de 2012, a economia angolana continuou o percurso de recuperação que já tinha iniciado em finais de 2009 e apesar da evolução do sector bancário ter acompanhado esta dinâmica de crescimento, nomeadamente referente aos depósitos e crédito concedido, a análise às demonstrações financeiras dos bancos mostrou a evolução negativa de alguns indicadores da actividade, o que coloca novos desafios à gestão da receita e do risco”, revela este estudo da Deloitte Angola.
Outras conclusões apontam para: o aumento do número de cartões de crédito e débito vivos em cerca de 16% em 2012; quanto à rede de terminais, o número de Caixas Automáticos (ATM) e Terminais de Pagamento Automático (TPA), registaram um crescimento de 24% e 29% respectivamente; o produto bancário do sector bancário nacional aumentou em 2012 para cerca de 350 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 5% face a 2011.
Os dados do Estudo Banca em Análise 2013 foram apresentados num evento que contou na sua abertura com as intervenções do Ministro das Finanças, Armando Manuel e do Governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano.
As intervenções da Deloitte foram asseguradas pelo Presidente da Deloitte em Angola, Rui Santos Silva, bem como a Nuno Alpendre, Partner da Deloitte responsável pela área de consultoria no sector financeiro em Angola, que apresentou a 8ª edição do estudo Banca em Análise.
PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL EM ANGOLA A 20 POR CENTO DA CAPACIDADE

Posted: 29 Oct 2013 04:53 PM PDT

A produção de gás natural em Angola está a funcionar a apenas 20% da capacidade, e apenas no final de 2014 deverá estar a trabalhar em pleno, disse hoje em Luanda fonte da direcção de produção da petrolífera angolana Sonangol.
Paulo Fernandes, que falava à imprensa à margem dos trabalhos do Fórum Indústria de Angola, acrescentou que a quinta exportação de gás natural deverá sair ainda antes da suspensão dos trabalhos de produção para a manutenção das instalações, situadas no Soyo, norte de Angola.
Paulo Fernandes acrescentou que apenas dois blocos, o 17, explorado pela francesa Total, e o 31, pela britânica BP, estão a canalizar gás para a exportação.
“Mas o objectivo é que todos os operadores forneçam o gás para o projecto Angola LNG”, disse.
Os problemas registados no arranque do projecto, que obrigaram a sucessivos adiamentos da saída da primeira exportação, que ocorreu somente em Junho passado para o Brasil, fazem com que a fábrica comece a operar na totalidade “provavelmente” no final de 2014.
Quanto ao acidente registado em Julho, ao largo do Soyo, com uma plataforma ao serviço da petrolífera americana Chevron, aquele responsável da Sonangol disse que vai atrasar apenas a entrega de gás por parte de um operador.
Lançado em 2007 para aproveitar o gás natural resultante da exploração petrolífera, evitando a sua queima, o projecto Angola LNG reúne a Chevron (36,4 por cento), Sonangol (22,8 por cento), BP Exploration (13,6%), Eni (13,6%) e Total (13,6%) e representa um investimento de 10 mil milhões de dólares (cerca de oito mil milhões de euros), prevendo-se que o projecto tenha uma duração mínima de 30 anos.
Os planos iniciais de exportação do gás natural angolano apontavam para o mercado americano, mas as recentes descobertas deste combustível nos Estados Unidos obrigaram Angola a redireccionar o mercado de exportação, tendo optado pelo asiático, dada a competitiva diferença de preços.
O projecto Angola LNG irá recolher, processar, vender e entregar 5,2 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (LNG) por ano, além de propano, butano e condensados, a partir da sua instalação fabril no Soyo.
A capacidade de produção é ainda de 125 milhões de metros cúbicos de gás natural para consumo doméstico.
O projecto Angola LNG deverá garantir a entrada de Angola no Fórum de Países Exportadores de Gás (GECF), que tem apenas cinco membros africanos – Argélia, Egipto, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria.
Angola é já o segundo maior produtor de petróleo na África Subsariana, a seguir à Nigéria.
Lusa/SOL
Um quinto do território da Guiné-Bissau está coberto por áreas protegidas

Posted: 29 Oct 2013 04:50 PM PDT

Cerca de um quinto do território da Guiné-Bissau está coberto por áreas protegidas contra qualquer tipo de exploração de recursos naturais, disse hoje à Lusa o secretário de Estado do Ambiente e Turismo, Agostinho da Silva.
De acordo com Agostinho da Silva, a meta é atingir entre 35 a 40 por cento nos próximos anos, antes de o país se lançar no mercado mundial de carbono – em que se negoceiam permissões para emissão de gases com efeito de estufa.
O governante explicou que a Guiné-Bissau “conseguiu cumprir” o compromisso assumido aquando da conferência mundial sobre as alterações climáticas, no Japão, em 2010, na qual prometeu ter este ano 24,7 por cento do território classificado.
Actualmente existem cerca de uma dezena de áreas protegidas, enquadradas em parques e reservas naturais.
Agostinho da Silva destacou o parque natural de Orango, com ilhas onde existem variedades de hipopótamos, o parque natural das ilhas de João Vieira e Poilão, com espécies raras de tartarugas, e o parque da ilha de Formosa, que recebe todos os anos diferentes espécies de aves migratórias.
Em Julho, o Governo decretou a zona de Dilumbé/Tchetche como área protegida por lei, onde é proibida qualquer tipo de caça e abate de árvore, e prepara-se para fazer o mesmo nas localidades de Bula/São Vicente, “justamente para evitar que se acabem com as sebes (um tipo de árvore)”, naquela zona, declarou Agostinho da Silva.
“Entendemos que daqui a dez anos não será possível termos sebes para a construção de casas devido à forma como esse recurso é explorado actualmente”, notou o secretário de Estado do Ambiente e Turismo.
A lei guineense proíbe a concessão de qualquer tipo de licença de exploração nas áreas protegidas, mas nos últimos anos, mesmo com a proibição, madeireiros têm praticado o corte abusivo da floresta do país, o que tem motivado reacção da população.
Em diferentes zonas da floresta guineense podem ser vistos toros de madeira, fruto de corte de árvores de grande porte.
O secretário de Estado do Ambiente e Turismo diz que o Governo decidiu confiscar toda essa madeira.
“O Governo mandatou-nos, a mim e ao ministro da Agricultura, [para] proceder ao escoamento dos toros de madeira que estão espalhados pelas nossas florestas”, afirmou Agostinho da Silva, sublinhando que doravante essa prática será interdita.
“Quem tentar violar essa disposição do Governo vai ter problemas com a lei”, observou Agostinho da Silva, frisando que mais leis estão na calha.
“Estamos a trabalhar no sentido de criar brevemente uma lei sobre crime ambiental, uma lei sobre a proibição de construção nas áreas protegidas, assim como um regulamento sobre o sistema de áreas protegidas na Guiné-Bissau”, disse.
Agostinho da Silva afirmou que a produção legislativa só não avançou ainda por falta de meios financeiros, já que o país vai ter que contratar peritos internacionais.
Sol – Lusa
Guiné-Bissau vai ter “eleições Gucci” com orçamento inflacionado – Ramos-Horta

Posted: 29 Oct 2013 04:48 PM PDT

Londres, 29 out (Lusa) – A Guiné-Bissau vai ter umas “eleições Gucci”, ironizou hoje o representante especial da ONU José Ramos-Horta, ao revelar que os parceiros internacionais aceitaram um orçamento inflacionado para desbloquear o processo.
“É um orçamento de quase 20 milhões de dólares (14,5 milhões de euros), quando se podia fazê-lo por 10-12 milhões (7-9 milhões de euros)”, admitiu hoje, durante uma mesa-redonda no Instituto Real de Relações Internacionais, conhecido por Chatham House, em Londres.
O valor, disse o antigo presidente de Timor-Leste e prémio Nobel da Paz, foi acordado para pôr fim a uma discussão sobre “orçamentos altamente inflacionados” que se prolongava desde junho.
Expresso – Lusa
CPLP QUER MOBILIDADE DE ESTUDANTES E PROFESSORES NA COMUNIDADE

Posted: 29 Oct 2013 04:45 PM PDT

Lisboa, 29 out (Lusa) – O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Murade Murargy, propôs hoje, em Lisboa, a criação de um programa para promover a mobilidade de estudantes, professores e investigadores entre os Estados-membros.
Murade Murargy, que falava na abertura da 2.ª Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre hoje e quarta-feira, em Lisboa, defendeu uma “reflexão conjunta sobre o espaço do ensino superior, ciência e tecnologia da CPLP”.
O responsável da CPLP levantou a possibilidade da “criação de um programa especial destinado à mobilidade de estudantes, docentes, investigadores e técnicos no espaço da comunidade”, salientando a “importância da circulação do conhecimento académico e científico e da colaboração em redes, e da implementação conjunta de projetos de cooperação”.
“Mantemos a prioridade de atuação futura na criação do espaço de ensino superior da CPLP”, intenção aprovada há cerca de dez anos, disse Murade Murargy.
“Os desafios são gigantescos. Para a concretização do objetivo estratégico de construir um espaço de ensino superior para a CPLP são chamadas as universidades dos Estados-membros”, sustentou.
O trabalho passa por promover a cooperação na avaliação da qualidade do ensino superior e na identificação de critérios e metodologias comparáveis, procurar a harmonização e concertação do desenvolvimento curricular, e realizar programas conjuntos de formação graduada e pós-graduada e de investigação.
Na sua intervenção, Murargy apelou ainda ao aprofundamento das relações económicas e empresariais entre os países da CPLP.
“Atualmente, as dimensões geopolítica e geoeconómica conferem à língua portuguesa um potencial cada vez maior no plano da correlação com outras línguas dominantes, por força dos indicadores de crescimento económico de alguns Estados-membros e pela forte atuação da concertação política e diplomática da CPLP no sistema internacional”, defendeu.
Recordando que o português é a sexta língua mais falada no Mundo, considerou que “o seu valor traduz-se efetivamente num crescente impacto no mundo dos negócios de projeção global”.
Os Estados-membros, acrescentou, “devem promover uma cooperação económica e empresarial entre si e valorizar as potencialidades existentes, conjugando iniciativas para a promoção do desenvolvimento dos povos da comunidade”.
Também na abertura, o presidente da comissão científica da conferência, Ivo José de Castro, lembrou o uso da língua na diáspora, nomeadamente entre as novas gerações, que devem preservar “a memória ativa da língua e da cultura de que são descendentes”, e de estrangeiros, que procuram aprender português para “ler Camões e Pessoa, mas também para fazerem negócios”.
Nesse sentido, o responsável defendeu que a CPLP deve estar preparada para oferecer “um ensino de qualidade”, propondo a criação de um sistema de “certificação internacional de competências linguísticas em português, único, uniforme e homogéneo”.
JH // VM – Lusa
Timor-Leste: MSS chama atenção às comunidades que vivem em zonas de risco

Posted: 29 Oct 2013 04:40 PM PDT

29 de Outubro de 2013, 11:43

O Vice-ministro da Solidariedade Social (MSS) Jacinto Rigoberto de Deus pede a todas as comunidades que vivem em áreas montanhosas, perto do mar e ribeiras para terem os devidos cuidados com os desastres naturais.
“A maioria da nossa população vive nas montanhas, perto do mar e ribeiras, zonas que são mais sensíveis de serem afetadas pelos desastres naturais. Por isso devem ter uma preparação e atenção”, disse Jacinto Rigoberto de Deus.
Virgilio Hornai, presidente da comissão F no Parlamento Nacional disse que se trata de um assunto de Educação, Saúde e de Veteranos.
O mesmo pede ao MSS que crie um mapa que identifique todas as áreas riscos, identificados como perigosos em situações de desastres naturais no país, visto que a época das chuvas está quase chegar. Zonas como Turiscai e Viqueque são consideradas como as de maior risco.
Para além disso é necessário sensibilizar as comunidades neste sentido, principalmente aquelas que vivem em zonas de risco, disse a deputada Olinda Morais do Partido democrático.
SAPO TL com STL
GOVERNO TIMORENSE EM PREPARAÇÕES PARA O DIA 12 DE NOVEMBRO

Posted: 29 Oct 2013 04:36 PM PDT

29 de Outubro de 2013, 15:18
O primeiro ministro Xanana Gusmão reuniu-se ontem com os membros da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) com o objetivo de falar sobre a preparação do dia 12 de novembro e o Massacre Krarás, no Centro Formação Academia de Polícia em Comoro-Díli.
“Temos que fazer uma boa preparação, nomeadamente na área da segurança visto que os dois eventos são muito importantes para a nação e para o povo”, disse Xanana Gusmão no seu discurso.
O primeiro ministro solicitou também à administração Estatal, administradores do distrito e do sub-distrito para se reunirem antes do dia dos eventos.
Neste encontro participaram os comandantes da PNTL dos 13 distritos, assim como o Comandante Geral da PNTL, Longuinhos Monteiro, o segundo comandante da PNTL Afonso de Jesus, o secretário de Defesa Júlio Tomás Pinto e o ministro da Administração Estatal Jorge Teme.
SAPO TL com STL
JORNALISTAS DE TIMOR-LESTE APROVAM CÓDIGO DE ÉTICA

Posted: 29 Oct 2013 04:29 PM PDT

29 de Outubro de 2013, 09:17
Os jornalistas profissionais de Timor-Leste aprovaram o Código de Ética do Jornalismo no último dia do congresso nacional dedicado ao tema “Código de Ética e Conselho de Imprensa um caminho para garantir o profissionalismo do jornalista” que decorreu este domingo, em Díli.
Tito Filipe, o presidente da Associação de Jornalistas de Timor-Leste (AJTL), José M. Ximenes do Sindicato dos Jornalistas de Timor-Leste (SJTL) e José António Belo, representante do Timor-Leste Press Club (TLPC), assinaram o documento em nome de todos os jornalistas.
O código tem dez pontos e deve reger a actividade dos jornalistas em Timor-Leste.
O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, no seu discurso no último dia do congresso, pediu aos jornalistas para exercerem o seu trabalho com profissionalismo.
“Vocês concordaram com este código, por isso, têm de o implementar no vosso trabalho, no dia-a-dia”, disse o presidente de Timor-Leste.
Cerca de 350 pessoas participaram neste congresso, incluindo representantes das Rádios Comunitárias.
Sapo TL e Artis timor
Fotografia: artistimor.com
TIMOR-LESTE PEDE REFORMA NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

Posted: 29 Oct 2013 12:30 PM PDT

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, José Luís Guterres, considerou hoje, em comunicado, fundamental uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoiando a posição do G4.
“É fundamental uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas” e Timor-Leste vai apoiar as decisões tomadas pelo G4, uma aliança entre a Alemanha, Japão, India e Brasil, refere o documento, citando o chefe da diplomacia timorense.
Na semana passada, os embaixadores do Brasil e Japão em Díli entregaram ao ministro timorense um comunicado a insistir na necessidade de reforma daquele órgão da ONU.
“As dificuldades do Conselho de Segurança em lidar com os desafios internacionais, incluindo os atuais, evocaram ainda mais a necessidade de uma reforma para refletir melhor as realidades geopolíticas do século XXI e fazer o conselho mais representativo, eficiente e transparente e, com isso, melhorar a eficácia, legitimidade e implementação das suas decisões”, acrescenta o documento do Governo timorense.
Em setembro, durante a 68ª Assembleia-Geral da ONU, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, considerou “preocupante” a situação observada no Conselho de Segurança da ONU, destacando a “urgência” de uma reforma com a inclusão de novos membros permanentes.
“É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face aos novos desafios do século XXI. Exemplos disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e a paralisia no tratamento da questão israelo-palestiniana”, afirmou a Presidente brasileira, que defende uma reforma do organismo até 2015.
Dilma Rousseff recordou que o ano de 2015 marcará o 70.º aniversário das Nações Unidas e o 10.º aniversário da Cimeira Mundial de 2005, ocasião em que foi feito o pedido para uma reforma com a inclusão de novos membros permanentes e não permanentes no conselho.
“Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje”, afirmou.
Dilma Rousseff criticou ainda o “imobilismo perigoso” gerado pela “recorrente polarização” entre os membros permanentes (EUA, França, Grã Bretanha, China e Rússia), os mesmos desde a criação das Nações Unidas, em 1945.
MSE (FYRO) // VM – Lusa – foto António Amaral
TIROTEIO ENTRE POLÍCIA MOÇAMBICANA E RENAMO EM NAMPULA

Posted: 29 Oct 2013 12:26 PM PDT

Um tiroteio entre a polícia e ex-combatentes da Renamo, principal força da oposição em Moçambique, provocou nesta quinta-feira um morto e quatro feridos em Nampula, noticiou a AFP.
Os contornos do incidente não são claros. Algumas informações indicam que a polícia invadiu um acampamento da Renamo, outras que os ex-guerrilheiros abriram fogo. Foram detidos mais de três dezenas de oposicionistas.
O incidente terá resultado do aumento da tensão entre as autoridades e o principal partido da oposição em Moçambique. Vários ex-combatentes da Renamo terão sido chamados a Nampula pelo líder do partido, Afonso Dhlakama, para um encontro cujo objectivo seria preparar manifestações nacionais “para correr com a Frelimo do poder”, adiantou a agência Lusa. No local estariam cerca de 300 apoiantes da Renamo, que durante 16 anos travou uma guerra civil com a Frelimo, até à paz assinada em 1992.
Os militantes da Renamo já se encontravam no local desde Dezembro. Nesta quinta-feira a polícia desalojou os militantes do partido após o que o porta-voz da polícia de Nampula, João Inácio Dina, garante ter sido uma operação de rotina.
“Era uma patrulha de rotina, mas tivemos de pedir reforços e ripostar quando eles começaram a disparar”, disse Inácio Dina à AFP. Um polícia acabou por morrer depois de ter ficado ferido na cabeça e na barriga, enquanto outro polícia e três membros da Renamo ficaram feridos em resultado dos disparos, adianta a agência francesa.
“Foram detidos 34 guardas do corpo dirigente da Renamo e confiscadas cinco espingardas de assalto AK47, uma pistola e 86 balas”, contou João Inácio Dina.
Os incidentes terão começado de manhã cedo, pelas 5h30. A Rádio Moçambique noticiou no seu site que membros da Renamo dispararam contra um carro da polícia durante a rendição dos agentes que se encontravam no local, o que levou a polícia a ripostar. No entanto, adianta a estação, era já esperada uma acção policial, depois de terem circulado informações sobre a mobilização de uma força de operações especiais para reforçar a vigilância aos membros da Renamo.
A Renamo já tinha acusado o Governo moçambicano de “enviar uma força militar para semear o terror em Nampula”. O partido tem perdido terreno nas urnas desde as primeiras eleições multipartidárias de 1994 e o seu líder ameaçou, no ano passado, mobilizar os antigos combatentes para preparar uma revolta contra o Governo.
Público – Lusa
Moçambique: PR diz que a Renamo “entrou em situação de inconstitucionalidade””

Posted: 29 Oct 2013 12:22 PM PDT

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, considera que “a Renamo entrou em situação de inconstitucionalidade”, a partir do momento em que os ex-guerrilheiros daquele partido da oposição passaram a realizar alegados ataques contra civis, unidades militares e policiais.
Para Armando Guebuza, a suposta inconstitucionalidade da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, resulta da atuação dos ex-guerrilheiros daquela força política que “deixaram de ser guardas do dirigente da Renamo e passaram a instrumento de chantagem contra o Estado”, indica em nota enviada à Lusa o porta-voz da Presidência moçambicana, Edson Macuácua.
“A partir do momento em que os homens armados da Renamo deixaram de ser guardas do dirigente da Renamo e passaram a instrumento de chantagem contra o Estado, começaram a realizar ataques contra civis, contra unidades militares e policiais, a Renamo entrou em situação de inconstitucionalidade, pois, nos termos do artigo 77 da Constituição da República, é vedado aos partidos políticos preconizar ou recorrer à violência armada para alterar a ordem política e social do país”, refere a nota da Presidência moçambicana.
Ao abrigo do Acordo Geral de Paz, rubricado entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Renamo, o movimento devia manter um contingente de guerrilheiros para garantirem a segurança dos dirigentes do partido, mas integrados na polícia, o que nunca chegou a acontecer, continuando esse efetivo em algumas das antigas bases da organização.
A Renamo e as organizações da sociedade civil moçambicanas têm questionado a constitucionalidade da atual ofensiva das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FADM) contra os homens armados do movimento, no contexto da atual tensão política e militar no país.
“Os moçambicanos questionam o senhor Armando Guebuza, chefe de Estado e Comandante em chefe, quem autorizou o uso das FADM para consumar aquele ataque macabro, uma vez que não houve prévia consulta à Assembleia da República, ao Conselho de Defesa e Segurança, bem como ao Conselho de Estado”, disse aos jornalistas a chefe da bancada parlamentar da Renamo.
No entanto, a nota da Presidência moçambicana considera que “a intervenção das Forças de Defesa e Segurança tem amparo e cobertura constitucional nos artigos 265 e 266 da Constituição da República. A força policial e as forças de Defesa e Segurança complementam-se na sua atuação, mas têm esferas de atuação bem definidos mesmo na Constituição da República”.
Citando a Lei Fundamental do país, a Presidência de Moçambique considera que “as Forças de Defesa e os Serviços de Segurança subordinam-se à Política Nacional de Defesa e Segurança”, além de que a sua atuação “visa defender a independência nacional, preservar a soberania e integridade do país e garantir o funcionamento normal das instituições e a segurança dos cidadãos contra qualquer agressão armada”.
“E deve-se sublinhar que a Constituição da República fala de qualquer agressão armada”, destaca a mesma nota, que acrescenta: “pelos alvos dos ataques e tendo em conta a forma como são realizados, não estamos perante uma tensão ou crise político-militar, estamos, sim, perante atos de terrorismo que testam a nossa convicção sobre a nossa firmeza na defesa da paz”.
Portanto, prossegue a o comunicado: “quando a agressão armada tem esta tipificação deixa de ser apenas uma questão de lei e ordem da alçada da polícia e passa a ser uma questão de soberania, integridade territorial, do âmbito de Defesa e Segurança, pois o que está em causa é a soberania do Estado, a integridade do país, o normal funcionamento das instituições e a segurança dos cidadãos, o que exige a intervenção das Forças de Defesa e Segurança”.
MMT // VM – Lusa – foto Jeon Heon EPA
É do interesse de Frelimo e Renamo que não haja eleições” em Moçambique – MDM

Posted: 29 Oct 2013 12:19 PM PDT

Daviz Simango presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e da autarquia da Beira, denunciou hoje a existência de uma “Frenamo”, coligação de Frelimo e Renamo, “com o objetivo de combater” o seu partido no período pré-eleitoral.
“É do interesse comum destes partidos que não haja eleições”, disse hoje Simango, numa entrevista à Lusa, na Beira, capital da província de Sofala, no centro de Moçambique.
“Não faz sentido que haja negociações ou diálogos entre os dois principais partidos, que não vão ceder nas suas posições, para que não haja eleições”, disse.
“É do interesse destes partidos que não haja eleições”, acrescentou Davis Simango.
A Frelimo, no poder, e a Renamo, principal partido da oposição, mantêm, há meses, reuniões inconclusivas, sobre a questão da segurança e dos órgãos eleitorais.
Na última semana, o exército ocupou a base da Renamo, onde se encontrava o seu líder, Afonso Dhlakama, que continua “em parte incerta”.
O MDM, uma dissidência da Renamo, tem nove deputados, de entre 250, e governa as câmaras da Beira, segunda cidade do país, e de Quelimane, a quarta, os únicos municípios que não são detidos pela Frelimo, quando Moçambique se prepara para novas eleições autárquicas, em 20 de novembro.
No entanto, os recentes confrontos entre o exército governamental, e homens armados da Renamo relegaram para segundo plano as eleições e, a 22 dias da sua realização, não são visíveis sinais de campanha eleitoral.
“Há todas as condições para a realização das eleições”, defendeu Daviz Simango, recordando que o MDM vai, pela primeira vez, concorrer a uma votação para municípios.
O presidente do MDM foi eleito para a autarquia da Beira, nos dois mandatos anteriores, como candidato da Renamo, antes de ter cindido com este partido, e Manuel de Araújo tornou-se no edil de Quelimane em eleições intercalares, em 2011.
“Queremos manter a Beira e Quelimane e vamos ganhar mais municípios”, previu Simango, filho de um dos fundadores da Frelimo, Uria Simango, mais tarde caído em desgraça e alegadamente fuzilado, com a mulher, no período pós-independência.
LAS // PJA – Lusa – foto António Silva
Portugal: MARCELO É SIMPÁTICO… MAS É O QUE É

Posted: 29 Oct 2013 12:09 PM PDT

Balneário Público
Os eleitores nos salvem de que depois de Cavaco Silva e o desastre nacional que representa venha outro que tal, cheio de floreados mas da mesma estirpe, do mesmo partido político, do mesmo faz-que-não-faz, só para acrescentar currículo de PR ao de professor universitário. Quem? É evidente que se fala de Marcelo Caetano, quero dizer, Baltazar Rebelo de Sousa – ambos salazaristas… Não. Marcelo Rebelo de Sousa. Filho de Baltazar e afilhado de Marcelo. Bem, o homem é democrático. Diz-se por aí e não há provas em contrário. Mas isso também se dizia de Cavaco e olhem a peste que saiu. Diz o Expresso: “Marcelo Rebelo de Sousa admite candidatar-se às eleições presidenciais de 2016 e já adianta nomes de possíveis adversários.” E esses são: “O amigo americano na UE, Durão Barroso, Santana Lopes, António Guterres ou António Costa… Uma grande choldra excluindo dessa trupe António Guterres. Mas é evidente que nem se vislumbra que Guterres entre nessa corrida. O homem é honesto demais para se disponibilizar a misturas com a podridão que vai na política e nos políticos portugueses. Se assim não for será uma enorme deceção. Está à vista que a direita ressabiada quer continuar em Belém e também no governo se os parvos do eleitorado permitirem. O golpe da volta ao 24 de abril ainda não está consumado. Cavaco está a ficar sem tempo, o CDS e o PSD também, por consequência o governo Passos. Mas é certo que até às próximas eleições tudo farão para esfrangalhar a Constituição da República e o país democrático e de liberdade conquistada sob muito sofrimento, muitas prisões, deportações, torturas e assassinatos. Os salazaristas do século XXI estão nos poderes, querem continuar. Por isso Marcelo dizer que desta vez será candidato. Ou, de outro modo, não dizer como em 1996 que não será candidato “nem que Cristo desça à Terra”. Desta vez será. O golpe de volta ao 24 de abril liberal-fascista ainda não está consumado. Quase que aposto que os portugueses, nas próximas eleições presidenciais, vão alinhar por Marcelo. Que é como quem diz: serão tão estúpidos que votarão no golpe da volta ao 24 de abril com roupagens liberais-fascistas e muitas promessas. Muitas mentiras. Marcelo é um professor simpático, um comentador jeitoso… Mas é o que é lá por dentro daquela cabeça – que traz muito bem escondido desde sempre.
Otávio Arneiro
Leia mais em Balneário Público
Portugal: MIGALHAS

Posted: 29 Oct 2013 12:05 PM PDT

Triunfo da Razão
Depois do anúncio de um Orçamento de Estado devastador para uma boa parte dos portugueses, os partidos da maioria oferecem agora algumas migalhas, ou pelo menos mostram essa intenção.
PSD e CDS anunciaram a intenção de mitigar os efeitos do Orçamento de Estado, procurando subir os valores a partir dos quais haverá corte.
Pensões e salários sofrerão cortes. Ainda assim, procurar-se-á, segundo os iluminados dos partidos da maioria, torná-los menos abrangentes. Tentar-se-á compensar essa menor abrangência com renegociações com as parcerias público-privadas. o valor não deverá chegar a 50 milhões de euros.
Migalhas. A maior parte dos cidadãos afectados continuará a sê-lo, de forma devastadora. A economia pagará a sua factura com uma ainda maior exiguidade do consumo interno. O desemprego continuará a sua escalada. A pobreza e a miséria continuarão a fazer parte de um país apático, suspenso, à espera da próxima pancada.
Ana Alexandra Gonçalves
Ler mais em Triunfo da Razão
Portugal: CAVACO AFASTA CENÁRIO DE ELEIÇÕES ANTECIPADAS

Posted: 29 Oct 2013 11:02 AM PDT

Jornal i – Lusa
Recuperando uma ideia já anteriormente por si defendida, Cavaco Silva recusou que Portugal seja “um país anormal dentro da Europa”
O Presidente da República voltou hoje a afastar o cenário de eleições antecipadas, sublinhando que Portugal “é um país governável” e que o “normal” é os mandatos dos Governos serem cumpridos até ao fim.
“Já disse noutra ocasião que é bom que Portugal seja na Europa um país normal e o normal na Europa, de que nós fazemos parte, é os mandatos serem cumpridos”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações ais jornalistas no final de uma visita à base naval de Lisboa, no Alfeite, onde assistiu a um treino de apoio a ações de proteção civil.
Recuperando uma ideia já anteriormente por si defendida, Cavaco Silva recusou que Portugal seja “um país anormal dentro da Europa”.
Caso contrário, acrescentou, “os outros olham para nós e os mercados também e dizem: ‘aquele país até parece ingovernável’.
“Não é esse o caso, estou convencido que Portugal é um país governável e está a demonstrar que apesar dos pesados sacrifícios exigidos à população, a resposta que ela tem dado tem sido extremamente responsável”, enfatizou o Presidente da República.
Portugal: A GENIAL MEDIDA QUE ACABOU COM A CRISE

Posted: 29 Oct 2013 10:55 AM PDT

Nicolau Santos – Expresso, opinião
Esqueçam o Orçamento do Estado para 2014, o programa cautelar, o segundo resgate! Tudo indica que essas já são preocupações do passado porque o Governo concentra agora atenções noutras áreas.
A boa nova foi conhecida hoje: vai sair legislação que define que, a partir da sua publicação, os portugueses só podem ter em casa dois cães e quatro gatos.
A situação é grave e por isso o Governo mostra-se firme. Não são possíveis outras combinações. Três cães e três gatos. Um cão e quatro gatos ou o contrário. Seis cães. Seis gatos. Esqueçam! O Governo determinou, está determinado.
De uma assentada, o Governo envia várias mensagens. A primeira é que o pior, do ponto de vista económico, já passou. Um Governo que se pode ocupar do número de cães e gatos na nossa casa atribui à situação económica a preocupação do tamanho de um periquito.
A segunda é que o Governo quer resolver o problema do desemprego. E que ideia mais genial essa de limitar o número de cães e gatos numa habitação! Ora para fiscalizar esta decisão serão necessário milhares, se não milhões de pessoas para o fazer. É emprego que se cria, mesmo que na esfera pública. Mas é emprego, c’os diabos!
E a terceira mensagem é de desprezo para com os nossos credores. Estão muito preocupados em receber o dinheiro que nos emprestaram? Pois nós já estamos preocupados com outras coisas, bem mais importantes do ponto de vista civilizacional, cultural, humanístico – o número de animais por habitação! Isto sim é progresso, modernidade, visão de futuro! Pagar o que devemos deixou de ser um problema para nós, o desemprego está em vias de ser resolvido, a crise acabou e a Pátria está salva!
A ESTRATÉGIA DE MERKEL PARA REFORMAR A EUROPA

Posted: 29 Oct 2013 08:13 AM PDT

Der Spiegel, Hamburgo – Presseurop – imagem Patrick Chappatte
A chanceler parece estar finalmente pronta para assumir o seu poder assim como as suas responsabilidades na Europa. Mas uma vez que os seus projetos de reformas vão no sentido dos sociais-democratas, Merkel precisa de um aliado: o presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz. Excertos.
Foi durante um jantar organizado na sede do Conselho Europeu de Bruxelas. Tinham acabado de servir a sobremesa, pouco antes da meia-noite, quando Angela Merkel fez o que os chefes de governo europeus lhe pediam há meses: assumir uma posição de líder. Os países da zona euro devem tornar-se mais competitivos, insistiu a chanceler, o direito de vigilância exercido até à data pela Comissão Europeia já não é suficiente, é preciso criar “um maior compromisso”. O que não significa que a “dimensão social” deve ser ignorada, considerou a líder da CDU. A Europa precisa de dar um “salto qualitativo”.
Angela Merkel está determinada em assumir o cargo de chanceler europeia no decorrer do seu terceiro mandato. Nas últimas eleições, os alemães concederam-lhe mais votos do que alguma vez fizeram, passou a ser vista como “a dirigente política mais poderosa da Europa” (The Economist), e presidirá em breve a uma grande coligação com o segundo partido da Alemanha. Angela Merkel está convencida de que está numa posição de força para promover um projeto que deverá representar o seu legado político: a reforma da União Europeia. No entanto, apesar de, por enquanto, não existir o risco de a moeda europeia acabar, e de a conjuntura da zona euro começar finalmente a dar sinais de vida, Angela Merkel sabe perfeitamente que a crise pode voltar a qualquer momento. Desde a França à Itália, os partidos eurocéticos estão a ganhar terreno, as reformas estão em ponto morto em vários países endividados e os bancos não estão dispostos a conceder créditos.
Dinheiro em troca de reformas
A chanceler decidiu portanto preparar uma série de reformas europeias, e já sabe como impor o seu projeto: com a ajuda dos seus futuros parceiros de coligação – os sociais-democratas – tenciona promover o aspeto “social” da sua política europeia. Trata-se de pôr em prática programas contra o desemprego juvenil, contra a evasão fiscal, bem como um orçamento próprio para a zona euro para relançar o crescimento. Em contrapartida, o direito de vigilância de Bruxelas passará a abranger as políticas financeiras e económicas dos Estados-membros.
Dinheiro em troca de reformas: Angela Merkel tenciona avançar com o seu programa controverso sob uma forma “social-democratizada”. Para tal, arranjou um aliado de peso. Angela Merkel quer fazer aprovar o seu projeto com o apoio do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, que preside à delegação do SPD nas questões de política europeia no quadro das negociações sobre a formação da coligação, e que tem já em mente as próximas etapas da sua carreira: por enquanto, ambiciona ser o cabeça de lista dos socialistas nas eleições europeias do próximo mês de maio. Mais tarde, se conseguir angariar votos suficientes, irá candidatar-se ao cargo de presidente da Comissão Europeia em Bruxelas.
Angela Merkel livrar-se-á finalmente daquele que outrora defendeu, mas que caiu atualmente em desgraça, o atual presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso. Este desfecho permitir-lhe-ia realizar reformas favoráveis ao crescimento e à competitividade em conjunto com Martin Schulz.
Uma estima recíproca
A linha do novo Governo de Berlim é previsível: a ausência total de obrigações europeias, mais dinheiro para os programas de recuperação e um escrutínio alargado a Bruxelas. Para impor este novo rumo, Angela Merkel, apelidada de “Mutti” [mamã] nas suas próprias fileiras, arranjou um novo favorito na pessoa do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. Apesar do executivo do SPD declarar publicamente que “Angela Merkel não é [a sua] melhor amiga”, cada um deles exprime toda a consideração que tem pelo outro depois de os microfones estarem desligados. Martin Schulz reúne-se de forma regular com a chanceler em Berlim, trocam mensagens e elaboram compromissos, sendo o mais recente sobre o orçamento adicional da UE. Ambos se opõem a uma resolução de todos os problemas à escala europeia. E também partilham a mesma opinião quanto aos meios que devem ser utilizados para reforçar a união monetária e económica.
Martin Schulz seria um “elemento de ligação” essencial para a grande coligação. O facto de ser próximo do líder do SPD, Sigmar Gabriel, pode acabar por ser vantajoso para Angela Merkel no plano europeu. As eleições europeias do próximo ano serão as primeiras realizadas de acordo com as condições estipuladas pelo Tratado de Lisboa. Os resultados serão portanto tidos em consideração pelos chefes de governo dos 28 Estados-membros para a nomeação do presidente da Comissão. Martin Schulz, 57 anos, que formou alianças no passado, tem fortes probabilidades de ser nomeado. Pode contar com um vasto apoio no Parlamento e no Conselho Europeu, que supera amplamente os membros da sua família política. Angela Merkel tem noção disso, e aceitaria sem qualquer problema a sua presença à frente da Comissão, nomeadamente porque o social-democrata goza da confiança do Presidente francês, François Hollande. O suficiente para relançar um motor franco-alemão cansado.
Há um único problema para Angela Merkel: enquanto presidente do CDU, não pode apoiar abertamente um membro do SPD. Na campanha para as eleições europeias, os dois futuros parceiros de coligação seguirão caminhos diferentes. No entanto, Angela Merkel esforça-se para não criar novos conflitos inúteis com o social-democrata. Na quinta-feira passada, a elite do Partido Popular Europeu (direita) reuniu-se para debater as próximas eleições europeias. Muitos queriam que o PPE colocasse o seu próprio cabeça de lista para enfrentar Martin Schulz. Angela Merkel e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, expressaram por seu lado fortes reservas. A chanceler quer reservar-se o direito de divulgar o nome do seu favorito para o cargo de presidente da Comissão após as eleições – talvez se trate do social-democrata Martin Schulz.
Uma coisa é clara: toda a ajuda dos sociais-democratas alemães será bem vinda se Angela Merkel pretender impor o seu programa na Europa.
Leia mais em Presseurop
Máquina de vigilância dos EUA se tornou um monstro, afirma especialista em espionagem

Posted: 29 Oct 2013 08:01 AM PDT

Opera Mundi, São Paulo
“Não há terroristas suficientes para manter NSA ocupada, então espionam governantes”, diz Féliz Moreno de la Cova
A NSA (sigla em inglês para Agência de Segurança Nacional) trabalha atualmente com um orçamento bilionário e os funcionários “não sabem o que fazer ou, pior, não sabem como justificar suas próprias atividades”. Esta é a conclusão de Féliz Moreno de la Cova, um dos maiores especialistas mundiais em serviços de inteligência e tecnologia da informação.
Em entrevista publicada nesta terça-feira (29/10) pela agência russa RT, Moreno de La Cova afirma que policiais e todos os funcionários da NSA precisam de algo para viver e “não há terroristas suficientes para deixar todos ocupados”. “Portanto, eles [EUA] precisam espionar pessoas honradas, líderes políticos e todos que venham a cabeça”, analisa.
Moreno de la Cova também destaca que NSA também não é a agência mais importante dos norte-americanos. “Temos o FBI, CIA… Essas são clássicas e mais abrangentes”, afirma em referência a outras entidades norte-americanas que podem trabalhar com vigilância.

O especialista concedeu entrevista no dia que Washington confirmou que Barack Obama não sabia do esquema de espionagem contra os principais dirigentes mundiais até metade de 2013. O presidente norte-americano tinha conhecimento do programa de vigilância da NSA, mas, desconhecia a abrangência e o poder do sistema – capaz de espionar, por exemplo, o celular de Angela Merkel e outros milhões de europeus.

Na foto: Milhares de norte-americanos protestaram no fim de semana contra esquema de espionagem de Washington – EFE
É HORA DE OS ALEMÃES DIZEREM BASTA À ESPIONAGEM – opinião

Posted: 29 Oct 2013 07:44 AM PDT

Deutsche Welle
Interceptação de dados pelos EUA é tamanha que nem aliados escapam. Berlim deve se impor contra a invasão digital, apesar de eventuais consequências para a relação bilateral, opina o articulista da DW Volker Wagener.
Washington, 1972. A sede do Partido Democrata dos Estados Unidos é invadida. Os arrombadores pertenciam aos círculos do presidente Richard Nixon. A tentativa criminosa de adquirir informações sobre a estratégia de campanha eleitoral do grupo oposicionista acabaria custando o cargo ao chefe de Estado republicano, dois anos mais tarde.
Desde então, o escândalo de Watergate constitui uma mancha vergonhosa na cultura política dos EUA. E há quatro décadas o nome é usado como sinônimo para descalabros políticos. Portanto, não é acasoe o escândalo de espionagem pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana ter sido logo apelidado em Berlim como “Handygate” (“Celulargate”, em tradução livre).
Mas quem vai querer comparar a escuta do telefone da chanceler federal Angela Merkel ao escândalo de Watergate? E, no entanto, em princípio a comparação é legítima: na era digital, não é mais preciso pé-de-cabra e lanterna para se arrancarem informações. Os modos de obtenção são outros, o objetivo é o mesmo.
Os americanos fazem tudo o que é possível, mesmo que seja ilegal ou imoral. É o que eles mesmos dizem de si e de suas pretensões de poder. Nesse aspecto, Barack Obama é, acima de tudo, o principal representante dos interesses de seu país – e é por essa perspectiva que olha o mundo. É bem como declarou certa vez o então presidente da França, Charles de Gaulle: os Estados não têm amigos, têm interesses.
E os interesses de Washington são globais. Até onde se sabe, os EUA possuem cerca de 80 centros de interceptação de comunicações ao redor do mundo, dos quais 19 na Europa. Dois cabem à Alemanha, sendo um Berlim, o outro em Frankfurt, centro financeiro e bancário do país. Portanto, um local onde é difícil justificar o monitoramento com o combate ao terrorismo. Tudo leva antes a crer que a intenção seja espionar os círculos das altas finanças. E isso é traição.
Escuta clandestina entre amigos é abuso de poder
A Alemanha tem muito a agradecer aos EUA. Entre outras coisas, os alemães receberam a democracia de presente dos americanos – pois lutar por ela, eles não lutaram. O Plano Marshall é um dos motivos por que o país se tornou o gigante econômico que é, há décadas.
Diante desse pano de fundo histórico, a República Federal da Alemanha – tanto antes como depois da reunificação do país – nunca se emancipou politicamente de Washington por completo. Quase sempre o país se colocou do lado do grande irmão, incondicionalmente. O “não” do ex-premiê Gerhard Schröder à guerra do Iraque foi uma exceção na história recente.
O escândalo de espionagem é, agora, a chance para mais uma cesura. Justamente por a relação Alemanha-Estados Unidos ser tão intensa e indissolúvel, a reação de Berlim deve ser radicalmente nova, no tom e nos atos.
As oportunidades para uma objeção decidida por parte da Alemanha existem. Por exemplo, nas negociações para um tratado de livre comércio entre a União Europeia e os EUA; ou na iniciativa teuto-brasileira de obter uma resolução da ONU contra os americanos.
Independente das consequências, a mensagem deve ser: “Agora chega!” Pois se – passados 70 anos do fim da guerra e 23 da unificação da Alemanha – Washington insiste em se comportar como um invasor digital, então chegou a hora colocar a amizade em questão.
Autoria. Volker Wagener (rc) – Edição: Augusto Valente
Leia mais em Deutsche Welle
Portugal: O INSULTO JÁ CHEGOU A BELÉM

Posted: 29 Oct 2013 05:42 AM PDT

Luís Claro – jornal i

Os presidentes são geralmente mais poupados, mas Cavaco não escapou à radicalização do discurso político
A pena de prisão para quem ofenda a honra do Presidente da República é pesada e pode ir até três anos, mas isso não impediu que a radicalização do discurso político atingisse Belém. Ao ponto de a justiça já ter sido chamada a intervir duas vezes em menos de um ano para decidir sobre insultos lançados contra o chefe de Estado.
A última ofensiva contra Cavaco surgiu no Facebook. Isabel Moreira chamou-lhe “traidor”, depois de Miguel Sousa Tavares ter dito que “nós já temos um palhaço” que dá pelo nome de Cavaco Silva. Como se não chegasse, o ex-Presidente da República Mário Soares lançou uma pergunta provocadora e polémica por causa do caso BPN: “Porque é que o Presidente da República não é julgado?”
Duarte Marques, ex-líder da JSD e deputado social-democrata, saiu em defesa do Presidente da República e pediu que “se cumpram os princípios do Estado de direito, onde o insulto ao chefe de Estado é alvo de penalização criminal”.
O ex-líder da JSD tem uma explicação para os insultos a Cavaco Silva. “A esquerda intelectual nunca suportou bem que alguém de uma família pobre e que subiu na vida tenha chegado à Presidência da República. Nunca ultrapassou esse preconceito”, diz ao i Duarte Marques (ver texto ao lado). À esquerda, o vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro diz que “reprova radicalmente o insulto à figura do Presidente da República”, que deve “merecer de todos nós o mais profundo respeito”. No entanto, pensa que Cavaco Silva não conseguiu acompanhar “as elevadas taxas de popularidade dos presidentes Eanes, Soares e Sampaio” porque os seus antecessores “mantiveram um estatuto suprapartidário e foram sempre os presidentes de todos os portugueses”. “A ideia que há é que este Presidente não se coloca como o Presidente de todos os portugueses”, diz Junqueiro.
“PALHAÇO” E “TRAIDOR”
O último exemplo de como a linguagem se radicalizou veio da bancada do PS. A deputada e constitucionalista Isabel Moreira indignou- -se por Cavaco Silva assumir que poderia não pedir a fiscalização preventiva do Orçamento do Estado para 2014, mesmo que esse fosse inconstitucional. “É este nada, zero, inútil, traidor, autocentrado, calculista, contraditório, que é, formalmente, Presidente da República”, escreveu, no Facebook, a deputada do PS.
Belém não reagiu, mas, em Maio, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que analisasse a entrevista de Miguel Sousa Tavares ao “Jornal de Negócios”, em que o escritor chamava “palhaço” a Cavaco. O caso foi arquivado por a PGR considerar que as declarações de Sousa Tavares se enquadravam no direito à liberdade de expressão.
Menos sorte teve um cidadão de Elvas, que foi condenado a pagar 1300 euros por ter mandado o presidente ir “trabalhar” e lhe ter chamado “ladrão” (um caso que está ainda por resolver).
A crise e a colagem ao governo explicam a fraca popularidade do Presidente, mas o politólogo Carlos Jalali está convencido que o choque com o eleitorado tem outras razões. “A questão das pensões marca a viragem na percepção pública sobre o Presidente”, diz Jalali, referindo-se ao desabafo do Presidente de que a reforma que recebe não chega para pagar as despesas. Coincidência ou não, os maiores insultos contra Cavaco surgiram a seguir a essa polémica.
Leia mais no jornal i
Portugal: MÁRIO SOARES CRITICA MACHETE E GASTOS DO GOVERNO

Posted: 29 Oct 2013 05:27 AM PDT

“Há inúmeros delinquentes” que “andam por aí impunemente” – Mário Soares
Económico
Antigo Presidente da República diz que quando forem conhecidos os gastos do Governo, a revolta “pode levar a uma revolução”.
Num artigo de opinião publicado hoje no Diário de Notícias, Mário Soares também criticou aqueles que atacam as decisões do Tribunal Constitucional (TC) e notou o silêncio do actual Presidente da República.

“O actual Governo nunca diz o que faz nem explica as condições e sarilhos em que está metido. Depois de destruir o Estado, anda desde Janeiro a dizer que vai apresentar um guião sobre a reforma do Estado, que Paulo Portas nunca fez nem fará. Também não explica o que se passa com o erário público e os dinheiros que o Governo gasta com os membros deste Governo que são 54 (ministros e secretários de Estado), chefes de gabinete e inúmeros assessores. Para quê? Os automóveis que todos têm e as viagens que fazem permanentemente com os seus amigos e assessores. Nada do que gastam é conhecido. Mas um dia será”, afirma Mário Soares.

E quando se souber, “a revolta que existe hoje já praticamente todos os dias pode levar a uma revolução”, continua o ex-presidente da República, questionando se Cavaco Silva tem essa noção.

Para Mário Soares, é imperativo defender a Constituição e salvar a democracia e entende que é por isso que “todos os portugueses sérios gritam: Governo rua”. Já o actual Presidente da República mantém o silêncio: “nunca se viu nada assim”, conclui Mário Soares.

O antigo líder do PS aponta ainda o dedo à presidente do FMI, Christine Lagarde, e à Comissão Europeia, dirigida por Durão Barroso, por aquilo que considera uma intromissão no TC.

O histórico socialista também afirma, no seu artigo, que a justiça portuguesa “está pelas ruas da amargura” e que “há inúmeros delinquentes” que “andam por aí impunemente”.

E aqui acrescenta: “alguns até parece que foram escolhidos por isso mesmo, como é o caso do actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete”.

Mário Soares refere que quando conheceu Machete, este parecia “uma pessoa séria”. “Mas deixou de o ser, como se sabe agora”, conclui.

*Subtítulo retirado do texto em destaque PG
Leia mais em Económico
Portugal-Angola: MNE diz que “pequenas coisas” se resolvem com “tempo e vontade”

Posted: 29 Oct 2013 05:01 AM PDT

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, garantiu hoje que as relações entre Portugal e Angola são normais e defendeu que há “pequenas coisas” que se resolverão “com o tempo e a vontade dos homens”.
“As relações nunca deixaram de ser, habitualmente, no quotidiano, normais. Há umas pequenas coisas que o tempo ajudará a resolver e a vontade dos homens”, afirmou o ministro Rui Machete, quando questionado pelos jornalistas sobre a tensão diplomática desencadeada há duas semanas com o anúncio pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, da suspensão da construção da parceria estratégica com Portugal.
Questionado sobre se o Governo português já conseguiu falar com o executivo angolano, o ministro dos Negócios Estrangeiros escusou-se a responder.
“Não vou prestar declarações sobre isso”, disse.
Machete, que falava aos jornalistas após a sessão de abertura da II Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, em Lisboa, foi questionado sobre a ausência do embaixador de Angola em Portugal nesta iniciativa.
Segundo a organização, apenas esteve presente o embaixador de Angola junto da CPLP.
“Não sei, não sei”, referiu apenas o ministro.
José Eduardo dos Santos anunciou a 15 de outubro a suspensão da parceria estratégica entre Luanda e Lisboa.
Alguns dias antes, em entrevista à Rádio Nacional de Angola, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, tinha pedido desculpa a Luanda pelas investigações do Ministério Público português, declarações que provocaram polémica em Lisboa.
Na semana passada, o chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, disse, em entrevista à Televisão Pública de Angola, que Luanda deixou de considerar prioritária a cooperação com Portugal, elegendo África do Sul, China e Brasil como alternativas.
Sobre a realização da primeira cimeira bilateral, inicialmente prevista para o final deste ano e adiada para fevereiro de 2014, o ministro angolano disse não ter “muita certeza” sobre a efetiva realização.
Em resposta, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, declarou que o Governo português dá prioridade à resolução de “todas as perturbações que possam existir” na relação entre Portugal e Angola, que pretende manter e aprofundar.
Lusa
A RELAÇÃO PROMÍSCUA ENTRE ANGOLA E PORTUGAL

Posted: 29 Oct 2013 04:42 AM PDT

Folha 8, 26 outubro 2013

A maneira como foi anunciada o rompimento dos Planos Estratégicos, ou o cessar destes, entre Portugal e Angola, pelo presidente deste país, prova a relação de promiscuidade entre os governantes angolanos e a comunidade empresa­rial portuguesa. Estes tão corruptos como aqueles.
Esta, no capitalismo, é a classe viciada em pro­mover o vício que hoje se combate como o mal dos povos e nações em qualquer nível e escala, no tempo e no espaço. Quan­do se trata de espaço, o que se quer aqui dizer é a internacionalização e até a globalização da corrupção. Esta combatida com certo grau de eficiência em paí­ses democráticos e civili­zados, em que a separação dos poderes é indiscutível e visível.
Em menor medida, Por­tugal se enquadra no civis­mo da democracia, o que torna seguro e confiáveis as instituições deste país para combater o mal que aqui nos referimos. É aqui que entra o poder atribuí­do ao Ministério Público deste país e que lhe per­mite de forma indepen­dente e autônoma ir atrás de bandidos, sejam eles portugueses ou angolanos. Estes livres e poderosos no território nacional não têm condições de impedir que a justiça de um país como Portugal funcione contra os mesmos, já que a roubalheira e o saqueio das riquezas do povo an­golano continuam tendo destino naquele país, ex­-Império e, hoje, paraíso que guarda à sete chaves as delícias maldosas, vin­do das terras de Ekuikui, Mandume e Agostinho Neto!
A corrupção é mesmo assim, sempre se sente injustiçada e perseguida, só não se sente isso em Angola, porque nesse país quem devia perseguir e “injustiçar” os corruptos também é corrupto.
Na verdade, Angola transformou-se num país independente e li­vre para os corruptos; a impressão que dá é que Agostinho Neto decla­rou a independência de Angola para que corrup­tos tivessem um país em que eles pudessem viver sem serem molestados; com direito ainda a terem uma bandeira, um hino, um exército, uma polícia, leis que lhes protegem e, finalmente, um povo que lhes dá apoiou e legiti­midade. Em Portugal não é assim, neste país apesar de suas maldades para com os angolanos, a própria maldade ainda é perseguida! Entre elas a corrupção, que em Ango­la anda livre, se depender faz discursos, da ordens e se declara, ainda, se ne­cessário, herói da nação, com direito a ser respei­tado, no Parlamento e nos Tribunais.
Portugal também é um país de e com políticos promíscuos, mas o profis­sionalismo de seus juízes, promotores e os homens da justiça em geral, faz com que aqueles andem na linha, podem até esta­belecer acordos e contra­tos comerciais, usando o grupo social mais viciado que esta nação tem, por­que precisa gerar empre­gos e riquezas a sua po­pulação. Na crise em que Portugal se encontra tudo pode valer a pena, até um pouco de promiscuidade, com aquele país da liber­dade( Angola). Mas quem não quer mesmo saber de violação de regras é a pro­motoria portuguesa, estes como uma mão da justiça divina estão de parabéns, e estarão sempre, enquanto agirem assim: com impar­cialidade, transparência e autonomia. Virtudes que o Povo Português lhes con­fiou! Agora quem precisa mostrar, declarar e anun­ciar sua independência é Portugal. Que se lixem os corruptos angolanos, estes podem esbravejar, mas as terras de Camões, de Camilo, Bocage e Fer­nando Pessoa, como num campo de batalha, saberá levantar sua bandeira e provar aos corruptos do além mar, que caras feias não estremecem a nação Portuguesa!
Não está demais nesta hora ser solidário com o povo Português, que mes­mo com uma das mãos da troika no seu pescoço, ou­tra sufocando e apertando o seu peito; e ainda uma apertando os seus testícu­los consegue dizer não aos corruptos angolanos!
Eu não consigo manter a emoção e digo: Viva Por­tugal de José Saramago!
MAPUTO E LUANDA ESTREITAM OS LAÇOS

Posted: 29 Oct 2013 04:31 AM PDT

Kumuênho da Rosa, Garrido Fragoso e João Dias – Jornal de Angola
O Presidente José Eduardo dos Santos recebeu ontem de manhã em audiência, no Palácio da Cidade Alta, o primeiro-ministro moçambicano, Alberto Vaquina, com quem avaliou os principais assuntos da cooperação bilateral.
Depois do encontro seguiu-se um almoço restrito a elementos dos governos dos dois países, após o qual Alberto Vaquina disse aos jornalistas que “Moçambique tem grande interesse” em aprofundar e diversificar as relações com Angola de uma forma geral”. “Estamos interessados numa cooperação de carácter geral com Angola e por isso estamos aqui para verificar várias áreas nas quais os dois países possam cooperar com objectivos recíprocos”, declarou.
Angola e Moçambique, referiu, têm objectivos comuns pelo que é normal que haja contactos para troca de experiências entre instituições dos dois países. “Entre dois países irmãos existe uma grande comunhão de ideias e disponibilidade para cooperar, tendo como base as experiências que reúnem”, sublinhou.
Alberto Vaquina disse ter analisado com o Presidente José dos Santos a situação no seu país e os esforços que continuam a ser desenvolvidos contra a pobreza e pela estabilidade política, económica e unidade nacional.

Petróleo

Antes do encontro privado com o Chefe de Estado angolano, Alberto Vaquina visitou o Memorial Dr António Agostinho Neto e o Ministério dos Petróleos, onde conversou como secretário de Estado Aníbal Silva, numa altura em que o seu país se prepara para extrair e explorar gás da Bacia do Rovuma. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Henriques Banze, que integra a delegação moçambicana, falou das áreas de interesse do seu país em relação a Angola:

“Temos tido visitas regulares para a manutenção e reforço desse relacionamento que data dos tempos da luta armada de libertação. Queremos trabalhar no relacionamento político e diplomático, mas também a nível económico”, referiu.
A comitiva moçambicana fez uma visita à SONIL, empresa que presta serviço de apoio logístico às operações das companhias petrolíferas, durante a qual Henriques Banze verificou como o sector privado pode ajudar numa área de desenvolvimento estratégico.

Laços partidários

Alberto Vaquina, na qualidade de membro da Comissão Política da FRELIMO, deslocou-se à sede do MPLA, onde esteve reunido com uma delegação da direcção deste partido chefiada pelo seu vice-presidente, Roberto de Almeida.

“O que se passa em Moçambique é há um partido político que ao invés de fazer a luta democrática pretende forçar uma situação de ameaça generalizada à população, pondo em risco o ordenamento jurídico actual”, disse aos jornalistas Alberto Vaquina, que sublinhou que o seu país tem “capacidade interna para resolver a situação”.
O dirigente da FRELIMO reafirmou o empenho do governo moçambicano em desenvolver o país num ambiente de paz e de estabilidade, dando prioridade ao diálogo e à concertação com todos os intervenientes a cena política interna.
A delegação chefiada por Alberto Vaquina tem hoje um encontro com o ministro da Comunicação Social, José Luís de Matos, e em seguida visita as instalações da Televisão Pública de Angola (TPA), da Rádio Nacional de Angola (RNA) e da Sonangol Holding.
Foto Rogério Tuti
Leia mais em Jornal de Angola

ANGOLA notícias no Google

in diálogos lusófonos

Notícias no Google sobre Angola

Em Angola a concessão de crédito disparou 26% ea captação de Público.pt

Deloitte Angola revelou nesta terça-feira em Luanda que vai criar  pela Deloitte Angola, lê-se que, em 2012, o sector registou “um crescimento do crédito na 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Portugal/Angola. Machete diz que «pequenas coisas» se resolvem Diário Digital

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, garantiu hoje que as relações entre Portugal e Angola são normais e defendeu que há 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Angola e Zimbabwe assinam acordo de cooperação mineiraA Bola

Um memorando de cooperação económica no domínio da mineração foi assinado pelas repúblicas deAngola e do Zimbabwe, esta segunda-feira, em Luanda.
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Angola ainda precisa vencer alguns desafios no sector dos diamantesO País – o Jornal da Nova Angola

A indústria de diamantes em Angola, que começou há 100 anos sob o domínio colonial português, é dominada pela mina de Catoca, o quarto produtor mundial 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Angola assume presidência da Assembleia Parlamentar da AP-CPLPAngoNotícias

A República de Angola vai assumir a presidência da Assembleia Parlamentar dos parlamentos dos países de Língua portuguesa (AP-CPLP) durante a reunião 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Machete diz que Angola está ‘muito na berra’Sol

Em Setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros deu uma entrevista à Rádio Nacional de Angola, em que pediu “desculpas diplomaticamente” pelo facto de 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Team Angola Cables prepara regata Cape to Rio2014Sapo Desporto

Constituída por duas embarcações (Bavaria 55), designadamente Mussulo III e Bille, a representaçãoangolana competirá na prova, que parte da Cidade do 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Empresários portugueses continuam a acreditar em bons negócios Diário Digital

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou no dia 15, em Luanda, a suspensão da construção da parceria estratégica com Portugal, durante o 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
Angola joga pela honra diante do EgitoSapo Desporto

A seleção angolana joga nesta segunda-feira pela honra diante do Egito, depois de duas derrotas consecutivas no Afrobasket em cadeira de rodas que 
Veja todos os artigos sobre este tópico »
“Os fluxos de capital de Angola para Portugal são muito importantes Jornal de Notícias

Lisboa, 25 out (Lusa) – O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, abordou hoje a crise nas relações entre Portugal e Angola, considerando 
Veja todos os artigos sobre este tópico »

http://networkedblogs.com/Qy9lt

 

__._,_.___

crónica de osvaldo cabral

O “bandalho” fiscal

 

Os crimes de abuso fiscal no nosso país, sobretudo os relacionados com a segurança social, são dos mais frequentes e dos mais difíceis de investigar.

Os fiscalistas debatem, há já algum tempo, a natureza dos crimes por abuso fiscal, partindo do princípio que a incriminação tem a ver com o facto de alguém se ter apropriado de verba que não entregou ao Estado, após a respectiva dedução.

A esta omissão há quem defenda que, não se provando que houve apropriação voluntária, o crime passa a ser por infracção de “mera inactividade”, atenuando a pena.

Os legisladores parece não se terem lembrado de uma outra situação, agora ocorrida com os subsídios de desemprego e de doença, que é a segurança social enganar-se na atribuição das respectivas prestações, de forma continuada, e solicitar, mais tarde, aos beneficiários, que reponham as verbas indevidamente pagas.

Copiando o que se passa a nível nacional, o Instituto de Desenvolvimento Social dos Açores está a distribuir pelos beneficiários de subsídio de desemprego e de doença, uma circular a solicitar que sejam devolvidas as verbas de três meses indevidamente pagas.

O caso tem levantado alguma polémica nacional, sobretudo porque as cartas são redigidas sem nenhuma explicação para o sucedido e avançam logo com a ameaça de que, à falta de pagamento voluntário no prazo de 30 dias, “vamos proceder à dedução mensal nas prestações (3) a que tenha direito ou à respectiva cobrança coerciva em processo de execução fiscal”.

Os beneficiários certamente que não terão nada contra a cara laroca da Dra. Paula Ramos, responsável pela segurança social dos Açores e que assina a carta, mas impor uma cobrança “coerciva em processo de execução fiscal” por erros cometidos pelos respectivos serviços de segurança social, não lembraria ao diabo.

Eles fazem a caramunha e depois cobrem com o chicote.

Este estilo autoritário do nosso Estado é bem o exemplo a que chegou o sistema de governação actual, sem nenhum relacionamento de respeito para com o cidadão, nem tão pouco dotado de um mínimo de pedagogia fiscal.

O pior é que não se vê este impoluto fiscal na cobrança aos grandes devedores deste país, como Joe Berardo, ou na região, como é o caso da falida ASTA do célebre Casino da Calheta, nem tão pouco aos que praticam a evasão descaradamente, como a banca, através das off-shores.

Agora que alguns responsáveis políticos introduziram no léxico nacional palavras como “bandalho”, “estupor” e “filho da mãe”, deveriam também abrir concurso, ou fazer uma adjudicação directa, para arranjar palavreado adequado que classifique esta trapalhada fiscal.

Já todos sabemos que a máquina fiscal que nos rodeia é a coisa mais devoradora das nossas vidas.

Ameaçar cidadãos indefesos com mais obsessão fiscal, é pior que o célebre peixe Pacu.

Pois é, alguém tem que sustentar o monstro.

                  ****

VOLUNTARIADO – Ao contrário do Estado, que tudo devora, vão surgindo pela mão de cidadãos anónimos as iniciativas mais moralizadoras de prestação social nestes tempos de crise.

Duas Associações deram nos últimos dias um exemplo gratificante de atitude voluntária em prol da nossa cidadania: a Associação de Mães dos Açores, com a recolha de sangue para um banco de medula óssea, e a Associação de Paralisia Cerebral de S. Miguel.

A primeira dá os seus passos há pouco tempo, enquanto a segunda desenvolve um trabalho meritório já há alguns anos, graças à coragem de muitas famílias, sob a liderança e dinamismo de Teresa Costa.

É um tónico reconfortante assistir à mobilização de tanta gente na nossa sociedade, contribuindo, voluntariamente, para o bem estar de todos.

Estes sim, são um grande exemplo para o tal Estado comilão.

                           ****

LAJES – Não vale a pena chorar sobre o leite derramado.

Há muito tempo que se sabia que a Base das Lajes era assunto arrumado por parte dos EUA.

Só os governos da república e regional é que não perceberam.

Não fizeram o trabalho de casa e deixaram a ilha Terceira ao Deus dará.

Mete dó tanta incompetência e desleixo.

 

Pico da Pedra, Outubro de 2013

Osvaldo Cabral

 

envio de propostas 21º colóquio da lusofonia

Estão abertas as inscrições para o 21º colóquio da lusofonia (atinge-se a maioridade) que terá lugar na Praia dos Moinhos de 24 a 27 de abril de 2014. Sugere-se a todos que marquem já os seus bilhetes de avião a fim de beneficiarem de tarifas mais baratas que rapidamente se esgotam.

Em 2014 teremos como tema principal a

Homenagem a 9 autoras do Arquipélago da Escrita (Açores)

BRITES ARAÚJO, JOANA FÉLIX, JUDITE JORGE, LUÍSA RIBEIRO, LUÍSA SOARES, MADALENA FÉRIN, MADALENA SAN-BENTO, NATÁLIA CORREIA E RENATA CORREIA BOTELHO

outros escritores confirmados: ÁLAMO OLIVEIRA, EDUARDO BETTENCOURT PINTO, JOÃO PEDRO PORTO

– 2 RECITAIS DE ANA PAULA ANDRADE
– 7 sessões de POESIA
– 3 APRESENTAÇÕES LITERÁRIAS
– PASSEIO CULTURAL

– SESSÃO ESPECIAL EM COMEMORAÇÃO 40 ANOS DE ABRIL (poesia e música) Aníbal Raposo, Trio da EBI Maia (
confirmado), Rafael Carvalho e Zeca Medeiros (por confirmar) .

NB: Neste 21º colóquio pretendemos dar a conhecer às comunidades imigrantes nos Açores um pouco da literatura local para uma melhor compreensão do Arquipélago através da sua escrita (a literatura como expressão da alma de um povo) e da posição (muitas vezes) subalterna da mulher na sociedade.

A comitiva do 21º colóquio repetirá a excelente acomodação de 2013 no paraíso da Vista do Vale das Furnas a preços reduzidos em relação a 2013… Consulte preços e ementas/cardápio das refeições.

Igualmente se detalha o 2º Prémio Literário AICL Açorianidade (2014) dedicado a Brites Araújo (género Poesia).

Continuaremos (como em Seia) sem apoios aos participantes (é a cultura que temos em tempo de crise).

consultem a nova página em http://www.lusofonias.net/xx-coloquio.html
ou no portal www.lusofonias.net a qual irá sendo melhorada nas próximas semanas.

-- 
J. CHRYS CHRYSTELLO, 
Presidente da Direção [AICL, Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia]
R. da Igreja 6, Lomba da Maia 9625-115, S. Miguel, Açores, Portugal,
tel.: (+351) 296446940, (+351) 91 9287816/ 91 1000 465/
Faxe:+(00) 181 5301 3682 / (00) 1 630 563 1902,
Correio eletrónico: [email protected]    
Blogues: http://lusofonias.net/aiclblog  / http://coloquioslusofonia.blogspot.com
Portal: www.lusofonias.net 
XX Colóquio (outº 2013) http://www.lusofonias.net/xx-coloquio-da-lusofonia.html
ou  http://lusofonia2005.com.sapo.pt/
----------------------- 
NB: Se não desejar receber mais informações da AICL basta responder a este email com a palavra "REMOVER" no assunto  - (Dec-Lei nº 7/2004 Portugal).

 

 

ADRIANO MOREIRA E A EURÁFRICA

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

Considero obrigatória a leitura do texto do prof Adriano Moreira. Uma aula sobre as relações entre Portugal e África , e o legado dos povos. Adriano Moreira lembra-nos a” Euráfrica, que em todas as épocas, com formas e semânticas variáveis, por vezes invocando a necessidade de destruir Cartago, outras de multiplicar a relação no domínio, finalmente assumindo que a relação mútua, consentida e racionalizada, seria o caminho mais correspondente à igual dignidade e interesses dos povos. Foi esse o projeto dos que, quando do fim da guerra de 1939-1945, pensaram ser evidente que era a cooperação o caminho, e tentaram que a Euráfrica fosse uma ideia força da recuperação, designadamente mediterrânica.” A Euroáfrica e a CPLP são forças a recuperar.

A Euráfrica

ADRIANO MOREIRA

por ADRIANO MOREIRAHoje
As preocupações explícitas de intervenções governamentais europeias, que acumulam as oportunidades de se ocupar do passado em termos de suavizarem as perplexidades com que visivelmente se defrontam para assumir o seu já longo presente, repetem o modelo, tantas vezes repetido, quando é evidente que a bússola não funciona.
Seguindo um livro de qualidade, devido a Douglas Smith, e traduzido em português com o título Gente do Passado, a experiência que relata diz respeito à evolução da Rússia para o sovietismo, e cita uma passagem de um jornal da época (1922), segundo o qual “já não existe nobreza russa. Já não existe aristocracia russa… Um historiador futuro descreverá, com pormenores precisos, como morreu esta classe”.
Nesta crise ocidental, que participamos, o conceito de gente do passado é mais de definição orçamental, para enfrentar o fenómeno da “geração grisalha”, gente do passado cujos impostos contribuíram para custearem a perfeição gestora atual, sem riscos de tributação retroativa.
Todavia, no legado dessa gente do passado, além do embaraçante direito constitucional em vigor, existem projetos que previram a urgência de responder à mudança do mundo, e da ordem que o século XX definitivamente destruiu.
E pelo que toca à Europa, lembra-se a questão da Euráfrica, em todas as épocas, com formas e semânticas variáveis, por vezes invocando a necessidade de destruir Cartago, outras de multiplicar a relação no domínio, finalmente assumindo que a relação mútua, consentida e racionalizada, seria o caminho mais correspondente à igual dignidade e interesses dos povos. Foi esse o projeto dos que, quando do fim da guerra de 1939-1945, pensaram ser evidente que era a cooperação o caminho, e tentaram que a Euráfrica fosse uma ideia força da recuperação, designadamente mediterrânica.
Não vale a pena lamentar que a CCTA (Comissão de Cooperação Técnica com África), juntando, com tal propósito, os países da frente marítima atlântica, tenha morrido sem certidão de óbito conhecida, mas é necessário não esquecer que apenas os países de língua portuguesa conseguiram, muito por decisão do Brasil, criar a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), numa época já difícil, o que o ilustre atual secretário executivo da Organização, Murade Issac Murargy, resumira recentemente (Globo, junho-setembro, 2013) com estas palavras: “Na altura da criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, há 17 anos, Angola estava em guerra, o Brasil tinha os seus problemas económicos e financeiros internos, Cabo Verde, que era estável, fazia parte dos países menos avançados, a Guiné-Bissau tinha o problema que tem, Moçambique tinha acabado de sair de uma guerra, e Portugal tinha entrado recentemente para a União Europeia.”
Neste quadro, nenhuma antiga metrópole, além de Portugal, viu concretizar o projeto. Por isso mesmo, isto é, pela viabilidade demonstrada, por ser um projeto com conceito estratégico definido e a consolidar, não é possível deixar de lidar com sentido de Estado com todos os problemas dessa comunidade, um sentido exigível a todos os órgãos estaduais, que não farão obra de futuro se não mobilizarem com confiança povos, gentes, elites, que possuem memória do passado, e que dão exemplo de cultivar as emergências anunciadoras de futuro, transformando em sabedoria os erros sofridos. Incidentes que firam o projeto e o seu trajeto, atingem o interesse comum, mas sobretudo agravam as dificuldades com que Portugal procura melhorar a circunstância externa e interna em que se encontra.
A diplomacia portuguesa não tem necessidade de ensinamentos para que, em relação a Angola, a tensão criada, com reflexo na opinião pública e seus órgãos, seja objeto de uma rápida política de contenção dos danos. Mas não dispensa que a decisão estratégica governamental não perca tempo.

tautologias

TAUTOLOGIA

 

 

E já agora sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ‘ subir para cima ‘ ou o ‘ descer para baixo ‘. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
elode ligação
– acabamentofinal
– certezaabsoluta
– quantiaexacta
– nos dias 8, 9 e 10,inclusive
– juntamentecom
expressamenteproibido
– em duas metades
iguais
– sintomasindicativos
– há anosatrás
– vereadorda cidade
outraalternativa
– detalhes
minuciosos
– a razão éporque
– anexojuntoà carta
– de sua
livreescolha
– superávit
positivo
todosforam unânimes
– conviver
junto
– factoreal
– encararde frente
– multidãode pessoas
– amanhecero dia
– criaçãonova
– retornarde novo
– empréstimotemporário
– surpresainesperada
– escolhaopcional
– planearantecipadamente
– aberturainaugural
continua apermanecer
– a
últimaversão definitiva
possivelmentepoderá ocorrer
– comparecer
em pessoa
– gritarbem alto
– propriedadecaracterística
demasiadamenteexcessivo
– a seu critério
pessoal
– excederem muito.

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ‘ surpresa inesperada ‘ . Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

Gostou?
Reenvie para os amigos amantes da língua Portuguesa


MIA COUTO

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

Mia Couto

Intervenção na Gala da STV para a atribuição do galardão do “Melhor de Moçambique”

Pensei bastante se estaria ou não presente nesta cerimónia. A razão para essa dúvida era a seguinte: há três dias a minha família foi alvo de várias e insistentes ameaças de morte. Essas ameaças persistiram e trouxeram para toda a nossa família um clima de medo e insegurança. A intenção foi-se revelando clara, depois de muitos telefonemas anónimos: a extorsão de dinheiro. A mesma criminosa ameaça, soubemos depois, já bateu à porta de muitos cidadãos de Maputo.

Poderíamos pensar que essas intimidações se reproduzem a tal escala que acabam por se desacreditar. Mas não é possível desvalorizar este fenómeno. Porque ele sucede num momento em que, na capital do país, pessoas são raptadas a um ritmo que não pára de crescer. Esses crimes reforçam um sentimento de desamparo e desprotecção como nunca tivemos nos últimos vinte anos da nossa história.

Esses que são raptados não são os outros, são moçambicanos como qualquer outro cidadão. De cada vez que um moçambicano é raptado, é Moçambique inteiro que é raptado. E de todas as vezes, há uma parte da nossa casa que deixa de ser nossa e vai ficando nas mãos do crime. Neste confronto com forças sem rosto nem nome, todos perdemos confiança em nós mesmos, e Moçambique perde a credibilidade dos outros.
Esses sequestros estão nos cercando por dentro como se houvesse uma outra guerra civil, uma guerra que cria tanta instabilidade como uma qualquer outra acção militar, qualquer outra acção terrorista.

Este é um fenómeno que atinge uma camada socialmente diferenciada do nosso país. Mas o mesmo sentimento de medo percorre hoje, sem excepção, todos os habitantes de Maputo, pobres e ricos, homens e mulheres, velhos e crianças que são vítimas quotidianas de crimes e assaltos.

Eu falo disto, aqui e agora, porque uma cerimónia destas nos poderia desviar do que é vital na nossa nação. Não podemos esquecer que o nosso destino colectivo se decide hoje sobretudo no centro do País, nessa fronteira que separa o diálogo do belicismo. E todos nós queremos defender essa que é a conquista maior depois da independência nacional: a Paz, a Paz em todo o país, a Paz no lar de cada moçambicano.
Se invoquei a situação que se vive hoje em Maputo é porque outras guerras, mais subtis e silenciosas, podem estar a agredir Moçambique e a roubar-nos a estabilidade e que tanto nos custou conquistar.

Caros amigos

Estamos celebrando nesta Gala algo que, certamente, possui a intenção positiva de valorizar o nosso país. Mas para usufruirmos o que aqui está a ser exaltado, as melhores praias, os melhores destinos turísticos, precisamos de saber o ver o que nos cerca. Na realidade, e em rigor, o melhor de Moçambique não pode ser seleccionado em concurso. O melhor de Moçambique são os moçambicanos de todas etnias, todas as raças, todas as opções políticas e religiosas. O melhor de Moçambique é a gente trabalhadora anónima que, todos os dias, atravessa a cidade em viaturas transportados em condições que são uma ofensa à vida e à dignidade humanas.

O melhor de Moçambique são os camponeses que embalam à pressa os seus haveres para fugirem das balas. O melhor de Moçambique são os que, mesmo não tendo dinheiro, pagam subornos para não serem incomodados por agentes da ordem cuja única autoridade nasce da arrogância.

O melhor de Moçambique são os que anonimamente constroem a nação moçambicana sem tirar vantagem de serem de um partido, de uma família, de uma farda.

Os melhores de Moçambique não precisam sequer que os outros digam que são os melhores. Basta-lhe serem moçambicanos, inteiros e íntegros, basta-lhes não sujarem a sua honra com a pressa de se tornarem ricos e poderosos.

Os melhores de Moçambique não precisam de grandes discursos para acreditarem numa pátria onde se possa viver sem medo, sem guerra, sem mentira e sem ódio. Precisam, sim, de acções claras que eliminem o crime e a corrupção. Porque a par deste galardão que distingue o melhor de Moçambique há um outro galardão, invisível mas permanente, que premeia o pior de Moçambique. Todos os dias, o pior de Moçambique é premiado pela impunidade, pela cumplicidade e pelo silêncio.

Caros amigos,

Disse, no início, que hesitei em estar presente nesta gala. Mas pensei que me competia, junto com todos vocês, a obrigação de construir um evento que fosse para além das luzes e das mediáticas aparências. Nós queremos certamente que esta festa tenha uma intenção e produza uma diferença. E esta celebração só terá sentido se ela for um marco na luta pela afirmação de valores morais e princípios colectivos. Para que a nossa vida seja nossa e não do medo, para que as nossas cidades sejam nossas e não dos ladrões, para que no nosso campo se cultive comida e não a guerra, para que a riqueza do país sirva o país inteiro.

MIA COUTO

25-10-2013