Dom Pedro II

Acompanhe nosso querido Imperador Dom Pedro II e sua Imperial família pelas páginas deste interessantíssimo blog. Nos passos do Imperador leva o leitor para um passeio na história!

Nos passos do Imperador

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Acompanhe as descobertas sobre as viagens de d. Pedro II pelo Vale do Paraíba.

PORTUGAL RUMO À SUA LENTA EXTINÇÃO (DEMOGRAFIA)

 

Por PATRÍCIA CAMPOS MELLO

ENVIADA ESPECIAL A LISBOA

Portugal vive a crise demográfica mais grave de sua história. O país pode perder 1 milhão de habitantes em 10 a 20 anos –quase 10% de sua população de 10,6 milhões.

 

É catastrófico”, diz João Peixoto, professor da Universidade de Lisboa. “A crise demográfica em Portugal é muito grave, porque junta motivos estruturais, como a queda da taxa de fecundidade, e conjunturais, as emigrações por causa da crise.”

 

Cerca de 100 mil portugueses emigram por ano desde 2010, segundo o governo.

 

São os mais qualificados e mais jovens que deixam o país. Gente como o economista Alexandre Abreu, 34, que vai trabalhar em Timor Leste por dois anos.

 

Ele fez faculdade e mestrado na Universidade de Lisboa e doutorado na Universidade de Londres, estudando migrações e a crise do euro. Grande parte dos seus estudos foi custeada por bolsas do governo português.

 

 

Há dois anos voltou da Inglaterra, mas não consegue emprego fixo em Portugal, porque as vagas foram congeladas no plano de austeridade. Com contrato de meio período, ganhava € 1.000 por mês (cerca de R$ 3.000).

 

“Tentei ficar, mas, com esse contexto de crise, não consegui. Fomos subsidiados pelo governo para atingir essa formação avançada e agora não há empregos aqui.”

 

O declínio da natalidade é antigo na Europa, mas era parcialmente compensado pelos imigrantes, que têm número maior de filhos.

 

Portugal teve queda forte na taxa de fecundidade, hoje em 1,28 filho por mulher. E a crise demográfica do país é mais grave que a de outras nações europeias porque se alia à onda de emigração de mão de obra qualificada.

 

“A crise agravou a queda de fecundidade, porque, quanto maior a instabilidade na vida profissional, menor a vontade de ter filhos”, diz o demógrafo Jorge Malheiros, da Universidade de Lisboa.

 

Os nascimentos vêm caindo. Foram 96.856 em 2011, 89.841 em 2012 e a estimativa para este ano é de 80 mil.

 

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, o número de mortes em Portugal foi 11.868 superior ao de nascimentos entre janeiro e abril deste ano. Associado às emigrações, o país encolhe a taxas aceleradas.

 

“Só não emigram mais portugueses porque outros países também estão em crise”, diz o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

 

A maioria emigra para outros países da Europa, aproveitando-se do espaço Schengen. França, Reino Unido, Luxemburgo e Alemanha são os principais destinos.

Em 2012, calcula-se que Angola tenha recebido 30 mil portugueses, Moçambique, 5.000, e o Brasil, 2.171.

 

Além de Portugal, também Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria e Romênia encolheram em 2011.

 

“A longo prazo, nenhum país consegue ter crescimento econômico forte com regressão demográfica; um país que perde população não tem dinamismo”, diz Jorge Malheiros.

 

Segundo dados do Eurostat, Portugal tem a quarta maior porcentagem de população com 65 anos ou mais da UE “”19,4%. Perde apenas para Alemanha, Itália e Grécia.

 

“E os jovens são mais capazes de assumir riscos, de empreender, então, ao se perderem jovens, perde-se capacidade de inovação no país”, diz o demógrafo.

 

Homem usa megafone durante protesto contra o governo português em Lisboa, em julho

“A mobilidade de quadros é positiva, desde que eles voltem. Hoje não temos forma de atraí-los de volta”, acrescenta José Cesário.

 

A taxa de desemprego de Portugal foi de 17,4% em junho. Mas entre os jovens (abaixo dos 25 anos) é bem mais grave –está em 41%.

 

“Portugal sempre foi um país de emigrantes –emigrar não dói, não aleija, e todos têm um emigrante na família”, diz João Vasconcelos, diretor da Startup Lisboa, que reúne 40 empresas de alta tecnologia e estimula o empreendedorismo. “Mas agora é diferente: todos os melhores alunos, nossa elite, têm como primeira, segunda e terceira opção emigrar”.

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Apesar de iniciativas do governo, interior de Portugal passa por ‘desertificação’

A última escola primária de Felgar, aldeia em Trás-os-Montes, fechou no início deste ano. Tinham sobrado só 12 alunos. Felgar, como o resto do interior do país, vive um processo de esvaziamento.

 

A aldeia, cercada de oliveiras e amendoeiras, faz parte do município de Torre de Moncorvo, que tem 8.572 mil pessoas (Censo de 2011). Em 1960, eram 18 mil.

 

Não se veem jovens nas ruas de pedra de Felgar. São quatro idosos com mais de 65 anos para cada jovem no município.

 

Toda a família de Antonia Maria Salgado, 88, foi embora dali. “Só sobramos eu e minha prima Conceição”, diz. Conceição tem 83 anos.

 

Dois dos três filhos de Antonia morreram. Um não vive mais na aldeia. De seus netos, nenhum ficou em Felgar. Um foi para Angola e outra está na França.

 

Felgar é um retrato da chamada desertificação do interior de Portugal. No interior, o número de municípios que perdeu população aumentou de 173 (entre 1991 e 2001) para 198 entre 2001 e 2011.

 

Também aumentou o número de municípios com decréscimos populacionais superiores a 10% no interior.

 

“Teremos cada vez mais aldeias vazias; isso resulta em um país muito desequilibrado”, diz Jorge Malheiros.

 

Na onda de emigração dos anos 60 e 70, os trasmontanos foram para Lisboa, Porto, França e Alemanha. Muitos agora se aposentaram e voltaram para as aldeias. Mas seus filhos, mais qualificados que a geração anterior, estão quase todos no exterior ou em cidades grandes.

 

O governo fez iniciativas para repovoar o interior. “O turismo rural e a profissionalização da agricultura não foram suficientes para reverter o esvaziamento do interior, principalmente em algumas aldeias em Trás-os-Montes e no Alentejo”, diz o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

 

A jornalista PATRÍCIA CAMPOS MELLO viajou a convite da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, da Tap e do grupo Dom Pedro

 

[Ilustração: Editoria de Arte/Folhapress – foto: Patricia de Melo Moreira /AFP – fonte: www.folha.com.br]

 

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Atividade nos últimos dias:

O espaço Diálogo_Lusófonos tem por objetivo promover o intercâmbio de opiniões
“Se as coisas são inatingíveis… ora!/Não é motivo para não querê-las…/
Que tristes os caminhos se não fora/A mágica presença das estrelas!” Mário Quintana
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Tradução de mensagens :translate.google.pt/
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nova marina ilhéu de Sta Maria Praia Cabo Verde

Projeto da Marina da Praia com capacidade mínima para 176 embarcações

Projecto da Marina da Praia com capacidade mínima para 176 embarcações

O projecto da Marina da Praia, a ser construído no Ilhéu de Santa Maria, tem uma capacidade mínima para 176 embarcações, estando o seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA) em consulta pública até 7 de Setembro.

 

Por se enquadrar entre os projetos suscetíveis de produzirem efeitos no ambiente e sujeitos a avaliação de impacte ambiental, o EIA da Marina da Praia está disponível na Câmara Municipal da Praia e na Direção Geral do Ambiente para consulta pública e recolha de opiniões, sugestões e outros contributos do público interessado.

O promotor do projeto é Lutz Meyer-Scheel, o mesmo que, em Setembro de 2005, constituiu a Sociedade Marina Mindelo, Lda, em São Vicente junto com Kai Brossmann, possuindo ambos “uma longa experiência “em variadíssimos aspetos dos desportos aquáticos e em Turismo.

O Projeto da Marina da Praia tem duas componentes, sendo uma de infraestruturas marítimas constituídas por quebra-mar, via de acesso ao ilhéu, pontões flutuantes, zona de alagem para embarcações de recreio e a outra infraestruturas e superstruturas de apoio em terra como parque de estacionamento, vias de circulação, edifício para a administração e receção, bistrô (pequeno restaurante), edifício para hospedagem e Museu Ecológico (restauração do edifício existente).

De acordo com o EIA, a criação desta marina e a sua implementação na zona proposta vem responder ao Plano Diretor Municipal da Praia que prevê a construção deste tipo de infraestrutura portuária, sugerindo várias opções de localização entre as quais o Ilhéu de Santa Maria.

Na fase de funcionamento do empreendimento, segundo a mesma fonte, preveem-se atividades similares a outros ramos de atividades de prestação de serviços, apresentando contudo “algumas peculiaridades” como o manuseamento de combustíveis para o abastecimento de embarcações em “zonas de alto risco ambiental como são as zonas marítimas”.

Quanto a impactes potenciais a nível do meio físico, o EIA prevê a contaminação de água e do solo através de derrame acidental de hidrocarbonetos, e aumento do nível de ruído.

“Os elevados investimentos previstos no âmbito deste projeto contemplam a utilização das melhores tecnologias disponíveis e o cumprimento das normas de qualidade ambiental tanto na fase de construção como de funcionamento”, contrapõe o estudo.

Melhoria da qualidade de vida da região, aumento da disponibilidade de atendimento de embarcações, geração de empregos, melhoria na qualidade e quantidade de serviços e comércio na região, aumento do nível de segurança, agravamento de trânsito na região, melhoria das infraestruturas urbanas, aumento da demanda de estacionamento, aumento da arrecadação de tributos são outros dos impactes do projeto.

segunda, 12 agosto 2013 09:11

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Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores,

ANIVERSÁRIO DE TORGA

Caros Amigos e Admiradores da obra de Miguel Torga,
Hoje, dia 12 de agosto de 2013, é de festa, de aniversário!!!
Miguel Torga faria, hoje, 106 anos.
A melhor forma de homenagear este nome da Literatura Portuguesa é continuar a divulgar os seus livros.
Como a obra de Miguel Torga continua atual, recordo que a revista “Notícias Magazine” de 21 de julho de 2013 abordava, nas suas páginas, “A Liga das Bestas”, relatando as festas domingueiras dos barrosões que passam a torreira do sol para ver os bois da cada aldeia lutarem pelo primeiro lugar no campeonato. É a glória e o fracasso transmontano explicados num combate entre bovinos. Prefere este espetáculo a um jogo de futebol.
A comprovar esta reportagem escrita, a RTP1 transmitiu, ontem, no Telejornal, uma breve passagem por imagens destas chegas de bois e a sua importância para os barrosões em tempo de verão.
Miguel Torga era um turista imparável e quando se encontrava por terras de “Aquae Flaviae” calcorreava todas as redondezas, admirando as tradições e as paisagens inigualáveis destes montes. Várias passagens diarísticas descrevem as chegas de bois dos concelhos de Montalegre e de Boticas.
Transcrevo duas passagens diarísticas de Miguel Torga que mostram como a obra do Escritor continua atual.
Montalegre:
Montalegre, 28 de Junho de 1956 – Feira do prémio. As elegâncias bovinas da região num concurso de beleza. Mas coisa a sério! (…) Torci quando pude por um bezerra ruiva (…) fiz de jarrão à mesa do júri, apertei a mão aos donos das beldades eleitas, e, no fim, quando esperava ver coroada com uma chega de toiros a minha abnegação pecuária, arma-se tamanho sarilho entre as duas povoações donas das bisarmas à altura da façanha, que parecia o fim do mundo. (…) Nas barbas da autoridade, dispensou galhardamente os actores contratados e, em vez duma turra de bois, ofereceu-me o espectáculo mais sensacional de uma turra de gente. Com esta vantagem para mim: metido também na dança. (…) ” Diário VIII
Boticas:
Carvalhelhos, 3 de Setembro de 1989 – Horas e horas de correria por este Barroso a cabo, num Domingo de romarias, na mira de assistir mais uma vez a uma chega de toiros. Mas não fui feliz. Em todas as aldeias visitadas, o grande acontecimento tinha já acontecido. Restavam dele apenas o doce sabor do triunfo ou o amargo da derrota. Na pega ribatejana, outra expressão da nossa virilidade e vitalidade, é o pegador que está em causa ao saltar da arena. Aqui, é a povoação inteira que se revê na luta entre o seu boi e o boi rival. E o desfecho do combate diz respeito a todos. Por isso, se vence, o deus testicular é festejado até ao delírio, se franqueja e se rende, é amaldiçoado até às lágrimas. (…) Diário XV
Boas leituras.
Um Abraço,
Maria da Assunção Anes Morais
(Chaves)
 

jovem medalhado nas olimpíadas…

 

David Martins conquista medalha de bronze nas Olimpíadas da Matemática

www.imprensaregional.com.pt

http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/pagina/edicao/141/2/noticia/2234#.UgjnUGrPUIc.facebook

O mirandelense David Martins, aluno da Escola Secundária, trouxe para casa mais uma medalha, desta vez de bronze, contribuindo assim para a melhor classificação de sempre de Portugal nas Olimpíadas Internacionais da Matemática, que decorreram na Colômbia.
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timor lorosae notícias 12/8/13

TIMOR LOROSAE NAÇÃO – diário


BRASIL VENCEU III OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA DA CPLP

Posted: 11 Aug 2013 02:39 PM PDT

LAS – MLL – Lusa
Maputo, 11 ago (Lusa) – O Brasil venceu a III Olimpíada de Matemática da CPLP, realizada em Maputo, obtendo uma medalha de ouro e três de prata, numa competição em que participaram ainda alunos de Portugal, Moçambique e de São Tomé e Príncipe.
Portugal, com uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze, classificou-se em segundo lugar, seguido de Moçambique, com três medalhas de bronze.
São Tomé e Príncipe, o outro participante, não conquistou qualquer medalha.
Falando sobre a não comparência dos outros países lusófonos, Ivaldo Quincardete, director moçambicano do Ensino Secundário Geral, disse que Angola e Cabo Verde não justificaram a sua ausência, enquanto Guiné-Bissau e Timor-Leste alegaram a situação política atual que se vive naqueles países.
O evento é uma iniciativa que envolve a participação de jovens estudantes, de até 18 anos, selecionados exclusivamente através da sua competência na disciplina de matemática.
“Depois de uma semana de intensas competições em que usaram como instrumentos o vosso saber, a vossa inteligência, a criatividade e imaginação chegamos hoje ao fim da Terceira Edição da Olimpíada da CPLP”, disse Quincardete.
Dezasseis alunos de países lusófonos participaram esta semana, em Maputo, nas III Olimpíadas de Matemática da CPLP, destinadas a promover o gosto pela disciplina e a desmistificar a ideia de que a Matemática é um “quebra-cabeças”.
Os 16 alunos, menores de 18 anos e a frequentarem entre o 10.º e o 12.º anos, foram submetidos a provas de Matemática, na quarta e na quinta-feira, com vista a apurar-se a classificação final para alunos e países e a premiar os melhores com medalhas.
EXCESSO DE CIDADES NOVAS VAZIAS PREOCUPA GOVERNO CHINÊS

Posted: 11 Aug 2013 02:33 PM PDT

VP – MLL – Lusa
Pequim, 10 ago (Lusa) – Muitas províncias chinesas têm construído bairros inteiros ou cidades que estão praticamente vazias, “por falta de planeamento” face ao ‘boom’ do mercado imobiliário chinês, advertiu hoje um responsável pelo urbanismo no Governo chinês, citado pela agência oficial de notícias Xinhua.
Segundo Runling Qiao, vice-diretor do Centro de Desenvolvimento Urbano da China, “quase cada localidade de tamanho médio ou grande tem planos para construir”, na periferia, apostando numa urbanização rápida para estimular o crescimento económico.
Em muitos casos, as novas plantas das cidades são ainda maiores que as dos municípios que as promoveram e, por vezes, estão quase ou completamente vazias, disse Runling Qiao, cuja instituição que dirige depende do equivalente a um ministério de economia.
“A China tem atualmente um excesso de oferta de cidades”, disse aquele responsável no fórum de desenvolvimento urbano realizado na província oriental de Jiangxi, dando como exemplo o caso de Kangbashi, uma cidade do norte da China, na Mongólia interior, projetada para acomodar 1,5 milhões de pessoas mas que atraiu somente dezenas de milhar de compradores, apesar de ter parques faraónicos, teatros e museus.
Estatísticas oficiais revelam que a terra urbanizada na China aumentou 83,41% entre 2000 e 2010, enquanto a população urbana cresceu apenas 45,12 por cento nesse período.
O Governo central chinês está preocupado com a gestão económica de muitos conselhos locais, fortemente endividados, e, recentemente, anunciou uma auditoria à dívida do Estado, que começou no dia 01 de agosto.
APÓS 31 MORTES, METRÔ SE TORNA REFÚGIO CONTRA ONDA DE CALOR NA CHINA

Posted: 11 Aug 2013 02:28 PM PDT

Terra – Efe
Centenas de pessoas em Xangai, cidade que vive a pior onda de calor em 140 anos, o que causou a morte de 31 pessoas na região, estabeleceram residência temporária no interior do metrô, onde o ar condicionado lhes permite esquecer as temperaturas de mais de 40 graus vividas do lado de fora
Segundo o jornal Oriental Morning Post, em apenas uma estação, a de Xingzhong, na linha 9, foi possível contar até 400 pessoas que passam grande parte do dia sentadas nos corredores de acesso à plataforma.
Sentadas em papelões e esteiras, as pessoas que optaram por essa solução são em sua maioria trabalhadores que passam no local seus horários de descanso para comer ou pessoas de baixa renda que não tenham ar condicionado em suas casas, de acordo com o portal Shanghaiist.
“Muitos vêm para aproveitar as baixas temperaturas, e, para manter a ordem, não faremos nada para impedi-los”, disse um porta-voz do metrô, quem ressaltou que só pede aos novos “moradores” que não fumem, comam ou joguem cartas no local.
Xangai não é a primeira cidade chinesa a recorrer ao subsolo para fugir do calor. Na vizinha Nankín, uma das localidades mais quentes do país, em todos os verões são abertos ao público os antigos refúgios nucleares construídos nos tempos da Guerra Fria por serem locais mais frescos.
Desde julho, o leste da China não teve temperaturas menores que 35 graus, e em uma cidade da região os termômetros chegaram a marcar 43 graus, o verão mais quente já registrado na região em 140 anos de medição.
Dez pessoas morreram em Xangai, 15 na vizinha província de Zhejiang e seis em outras divisões administrativas por causa da onda de calor, um número que é de três a quatro vezes maior que a de outros anos.
JAPÃO TEM ONDA DE CALOR E TEMPERATURAS MAIS ALTAS DOS ÚLTIMOS 6 ANOS

Posted: 11 Aug 2013 02:24 PM PDT

Terra – Efe

Uma forte onda de calor no Japão elevou as temperaturas para mais de 40°C neste sábado em vários pontos do país, as maiores registradas nos últimos seis anos, informou a Agência Japonesa de Meteorologia. Os termômetros chegaram a apontar marca a máxima de 40,7°C nas prefeituras de Kochi e Yamanashi, no oeste e no centro do país, enquanto em 290 pontos de observação situados por todo o arquipélago superaram os 35°C.
A máxima de hoje se situou muito perto da máxima histórica, marcada em 16 de agosto de 2007 na região de Saitama, ao norte de Tóquio, quando foram registrados 40,9°C. Em Tóquio, a temperatura ultrapassou os 37°C, enquanto a oeste da capital, na prefeitura de Yamanashi, chegou-se a 40,5°C.
O forte calor, que segundo os especialistas se deve à finalização antes do previsto da temporada de chuvas, fez com que tanto as redes de televisão quanto os jornais e inclusive os megafones das ruas advertissem a população sobre a necessidade de hidratação. Eles aconselham que as pessoas bebam 1,5 litro de água por dia e evitem sair à rua nos horários de maior temperatura.
Durante o mês de julho, quase 24 mil pessoas tiveram que ser hospitalizadas no Japão devido ao calor. Delas, 27 morreram, segundo dados da Agência Japonesa de Gestão de Incêndios e Desastres. Dos mortos, 48,2% foram idosos, enquanto as pessoas com idade entre 7 e 17 anos são 14,1%.
Do total de atendidos em julho, 644 chegaram em estado grave e tiveram que permanecer mais de três semanas no hospital, enquanto 8.093 puderam sair antes desse período. O dado representa o recorde histórico durante esse mês no país e a é o segundo maior número de hospitalizados devido ao calor. Em agosto de 2010, o número foi de 28.448 casos.
Por outro lado, na prefeitura de Akita (noroeste do país), as fortes chuvas causaram a morte de pelo menos três pessoas, enquanto outras duas permanecem desaparecidas após suas casas terem sido arrasadas pela água e a lama. Na área, que hoje permanece em alerta vermelho, caiu durante o dia de ontem até 270 milímetros de água, com momentos de até 88 milímetros por hora, o que gerou as graves enchentes.
Foto: AFP
EVACUATIONS UNDERWAY AFTER INDONESIA VOLCANO ERUPTION

Posted: 11 Aug 2013 04:16 AM PDT

Radio Australia – 11 August 2013
Indonesian rescuers are seeking to evacuate thousands from an island where a volcanic eruption on Saturday killed six people.
Indonesian rescuers are seeking to evacuate thousands from an island where a volcanic eruption on Saturday killed six people.
Mount Rokatenda, on tiny Palue island in East Nusa Tenggara province, has been sending large clouds of red-hot ash up to 600 metres into the air.
“The activity…remains high and at dangerous levels. There are no signs it will stop erupting any time soon,” Surono, an official from the state vulcanology agency, said.
The volcano threw rocks and ash 2,000 metres into the sky and sent torrents of molten lava onto a beach, killing three adults and three children as they slept.
Activity had been increasing at Rokatenda, one of numerous active volcanoes in the vast Indonesian archipelago, since October and there had been a series of small eruptions before Saturday.
A rescue team is struggling to evacuate some 2,000 people inside a three-kilometre exclusion zone. A group of “traumatised” inhabitants have already left the island.
Team member Bakri Kari said rescue efforts were difficult as roads were blocked by ash and people were reluctant to leave their homes.
“It was tough trudging through hot ground covered in ash that was 10 to 20 centimetres thick,” he said.
“Everything was burnt by the lava.
“People were scared and many were crying. They wanted to get away from the volcano but at the same time they were reluctant to leave their livestock and homes.”
Rescuers have recovered the bodies of the adults killed on the beach but the children are yet to be found, he said.
About 2,000 people had already been evacuated to Flores before Saturday’s eruption, leaving around 8,000 people still on the island.
Indonesia has dozens of active volcanoes and straddles major tectonic fault lines known as the “Ring of Fire” between the Pacific and Indian oceans.
The country’s most active volcano, Mount Merapi in central Java, killed more than 350 people in a series of violent eruptions in 2010.
Photo: Mount Rokatenda sent fast-moving ash onto a nearby beach, leaving three adults and three children dead. (Credit: AFP)
AFP
HORRIFYING TALES OF CHINA’S CHILD ABDUCTION – with video

Posted: 11 Aug 2013 03:56 AM PDT

Harry Fawcett – Al Jazeera
Parents complain of police indifference to their missing children reports and sometimes accuse officers of complicity.
It’s the cynicism and the cruelty at the heart of this story that has made its unravelling so compelling – even for a country all too used to horrifying tales of child abduction and trafficking.
As head obstetrician at Fuping County maternity hospital, in Shaanxi province, Zhang Suxia held a position of utmost trust.
New parents, often of first and only children, looked to her for guidance and medical expertise.
Instead Zhang, 56, is alleged systematically to have stolen and sold newborn babies in a string of crimes stretching back eight years.
Her method is now becoming clear, repeated in accounts by family after family. Fifty-five couples have now come forward with similar allegations.
Zhang would tell parents that their newborns suffered from congenital deformities, perhaps on the verge of death, that medical care would be ruinously expensive. For a small fee, 15 dollars or so, she could arrange for them to be taken away, or their bodies disposed of.
In fact, these children were perfectly healthy. The real money was to be made by smuggling them out of the hospital and selling them to child traffickers.
We spent Saturday in Xue Zhen village, waiting for two such children to be returned home.
The twin daughters, born on May 31 to Qi Kuenfeng and Wang Yanyan, had been separated.
One of them was bought for $7,500 by a woman in Shandong province who had been told she had been given up by a young unmarried mother
Choreographed moment
In the event, seemingly unsettled by the media presence, local officials announced that the reunion would instead take place in the county hospital, next door to the building from which the babies had been stolen.
The parents were brought into a crowded, noisy room, with an official shouting instructions.
Mrs Wang clung to her husband, barely able to stand as what should have been a deeply personal moment was chaotically choreographed for the cameras. Not a proud moment for any of us in that room.
But then the tiny girls were brought in by police, and handed to the couple. Both seemed to draw strength from embracing their daughters.
Two little lives that – from their first moments had been nothing but commodities to be traded – now back with their mother and father.
What would Mr Qi tell them when they were older, we asked.
“I never want them to know of this,” he replied. “I’m afraid such memories would cast a dark shadow over their lives.”
‘I feel shame’
Dr Zhang was exposed by Mr Qi’s village neighbour, Lai Guofeng. His wife Dong Shanshan gave birth to a son in July.
The obstetrician told the couple that the boy was severely deformed as a result of his mother’s syphilis and hepatitis.
In the following days, the family grew suspicious.
Mrs Dong was tested at another hospital and found to be negative for both diseases. They demanded action.
When Mr Lai threatened to jump to his death from a rooftop, police and officials began to investigate in earnest.
Their son was found and returned. But with so many other alleged cases stretching years into the past, these two reunions will be rarities.
And it’s no coincidence that the two families live doors apart in the same village.
In a still more cynical twist, it’s emerging that Dr Zhang targeted parents that she and her family had had long associations with.
People were more likely to trust her, to believe that she was acting in their interests.
Public crackdown
There are no official statistics for child abduction in China. The best estimates run into the tens of thousands every year.
National government has been engaged in a public crackdown since 2009, and thousands of children have been rescued in televised raids.
But many more parents complain at best of police indifference to their missing children reports.
At worst of complicity among corrupt local officials.
For Qi Kuenfeng and Wang Yanyan, at least, there is a second chance to raise their daughters.
We suggested they would be proud of their parents, for fighting so hard to win them back.
But it’s the day he was convinced to give them up that still plays on Mr Qi’s mind.
“No. I feel shame,” he said. “I feel shame.”
Harry Fawcett is Al Jazeera’s Seoul correspondent
FIGHTERS BLAMED FOR YEMENI TROOP DEATHS

Posted: 11 Aug 2013 03:41 AM PDT

Al Jazeera

Raid by suspected al-Qaeda members kills five soldiers guarding gas terminal amid escalating campaign of drone strikes.
Suspected al-Qaeda fighters have killed five Yemeni soldiers in their sleep in southern Yemen, according to local officials.
An official talking to Reuters news agency said that the soldiers were killed early on Sunday in an attack on forces guarding the country’s only liquefied natural gas (LNG) export terminal in Balhaf.
“The attackers arrived in a car at the army checkpoint near the Balhaf terminal. They opened fire with automatic weapons, killing five soldiers before fleeing,” a separate military source told AFP news agency, refering to “al-Qaeda elements” as the perpetrators of the attack.
The attack follows an escalating campaign of drone strikes by the US over the past two weeks after a worldwide travel warning that forced the US to close its embassy in Sanaa, Yemen’s capital, and evacuate some staff.
A drone attack in Yemen’s southern Lahij province destroyed a vehicle travelling on a mountain road and killed the two suspected al-Qaeda members inside it on Saturday, according to local officials and residents.
The attack was the fourth of its kind in the last three days that killed 15 people in total.
Yemen said on Wednesday thatit had foiled a plot by al-Qaeda to seize the port of Mukalla, the capital of Hadramawt province and a major oil and natural gas export hub.
The US closed has closed some most of its embassies and consulates in the Middle East and North Africa since August 4 after reported intelligence intercepts from al-Qaeda suggested an attack is imminent.
The US administration has said it would reopen 18 embassies and consulates except for its Yemen mission, which will remain closed.
Yemen is one of a handful of countries where Washington acknowledges using drones, but it does not publicly comment on drone attacks.
Source: Agencies
AUSTRALIAN LEADERSHIP HOPEFULS HOLD DEBATE

Posted: 11 Aug 2013 04:03 AM PDT

Immigration and economy figure prominently as Prime Minister Rudd goes head to head with conservative challenger
Kevin Rudd, Australian prime minister, is being put under pressure on immigration and the economy in the first debate of the country’s election campaign.
Rudd, who retook the Australian Labor Party leadership in late June, has repeatedly said he is the underdog in the September 7 national poll against Tony Abbott, the conservative opposition leader.
The pair are holding an hour-long televised debate in the national capital Canberra after a full week of campaigning which has seen them crisscross the country seeking votes.
The latest Galaxy poll, published in Australia’s Sunday Telegraph newspaper, showed that while it remained a tight race, Labor’s primary vote fell from 40 to 38 percent while Abbott’s Liberal/National coalition rose from 44 to 45 percent.
In a two-party race between Labor and the conservative coalition, the government was trailing 49 percent to 51 percent, according to the poll of 1,002 voters taken at the end of last week.
“This election is very close,” Chris Bowen, the treasurer, told the Australian Broadcasting Corporation.
“It’s very tight, we’re the underdogs. But this election will be decided on the big picture.”
Al Jazeera’s Andrew Thomas, reporting from Christmas Island where there is a detention centre for migrants, said immigration would be a hot-button issue after Abbot accused Rudd of being unable to protect the country’s borders.
“Kevin Rudd has announced a policy as tough as his political opponent’s, sending refugees to rudimentary camps in Papua New Guinea or Nauru,” our correspondent said.
“Telling would-be asylum seekers that they’ll never end up in Australia is supposed to dissuade them from getting on boats. But the tough border protection message is also for Australian voters.”
He said that though some voters are appalled by the policy and are holding weekly pro-refugee rallies in an attempt to promote the humanitarian case, only the small Greens party is putting refugee rights centre stage.
As well as immigration, the economy will feature as a decade-long resources boom is beginning to unwind, with the central bank this week scaling back its near-term forecasts for economic growth.
“That’s the other big issue here in Australia,” Al Jazeera’s Thomas said.
“The economy seemed to be doing well by international standards but has dipped recently. That, too, will be top of the agenda.”
Abbott, who earlier on Sunday took part in a 14km fun run from Sydney’s Hyde Park to Bondi Beach, said he was ready for the debate at the National Press Club.
“I’m looking forward to it because it’s both of our chances to present directly to the Australian people what are our positive plans for the future,” he told the country’s Nine Network television.
Source: Al Jazeera and agencies
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em defesa da Linha do Tua , linha do Corgo etc

um dos mais ricos patrimónios naturais de Portugal tem sido vítima da incapacidade política de defender  valores imortais como o vale do Tua, sua linha de caminho de ferro….os filmes que adiante se indicam, foram retirados da compilação dos Colóquios da Lusofonia

http://www.lusofonias.net/cat_view/132-imagens-aicl/129-coloquios-braganca/215-rios-tua-douro-etc.html?lang=pt&limitstart=12&view=docman

 

http://www.lusofonias.net/doc_download/947-linha-do-tua.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1682-linha-do-corgo.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1440-tua-5-linhas.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1439-requiem-pelo-tua.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1433-caminho-de-ferro-linha-do-tua.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1558-linha-do-tua-reportagem-sic.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1434-linha-do-tua-2.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1436-linha-do-tua-2006.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1437-linha-do-tua-sic.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1442-pare-escute-e-olhe.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1035-pocinho-a-barca-dalva.html

http://www.lusofonias.net/doc_download/1036-rio-douro-acima.html

 

 

 

JOSÉ SARAMAGO NO BRASIL

 

serao apresentados na terca feira os romances Levantado do Chao e Memorial do Convento

Toda a obra de José Saramago passa a estar publicada no Brasil

www.ionline.pt

Os romances “Levantado do chão” e “Memorial do convento”, de José Saramago, serão lançados na terça-feira no Brasil, concluíndo a publicação da obra completa do Nobel da Literatura português naquele país.De acordo com a Fundação José Saramago, o lançamento dos dois livros

Urbano Tavares Rodrigues: Hei-de ser comunista até ao último instante

do jornal de negócios
Urbano Tavares Rodrigues: Hei-de ser comunista até ao último instante

09 Agosto 2013, 11:57 por Anabela Mota Ribeiro
Há menos de um ano Urbano Tavares Rodrigues deu esta entrevista ao Negócios. Poucos meses antes de fazer 90 anos, o escritor faleceu. O Negócios volta a publicar a entrevista. Leia na íntegra.

Urbano. Não há outro. Comunista até ao fim, latifundiário que concordou que a terra é de quem a trabalha, escritor do Alentejo e da resistência. Nasceu em 1923. Esteve exilado em França, doutorou-se em Teixeira Gomes, integrou a marca do Existencialismo.

 

Foi preso e torturado em Caxias. Fez dos livros uma arma. Andou na guerrilha com Che Guevara. Foi amigo de Cunhal. Admirou e repudiou Gorbachev. Tem fascínio pelas personagens ambíguas. Vive numa casa tão antiga quanto ele, coberta de livros e de pintura. Tem um filho de seis anos que já sabe ler e que faz desenhos cubistas (no final, a mãe mostrou a versão que desenhou de Guernica, de Picasso). É casado com uma mulher muito mais nova, médica psiquiatra, que trata dele e da criança. Está doente. Lançou este Verão um novo livro, duas novelas: “Escutando o Rumor da Vida” e “Solidões em Brasa”. Quanto a nós, país, diz que vem aí um estoiro. Um inevitável estoiro.

 

Vamos começar por um lado que não está directamente relacionado com o livro, que serve de pretexto a esta entrevista, mas que é central em si: ter querido estar com os perdedores. No seu percurso há uma preocupação em não estar ao lado dos cantadores da vitória. Porquê?

Sabe, há uma personagem de que gosto muito na História de Portugal, com a qual tenho certas afinidades. Foi um defensor de causas perdidas. O Prior do Crato.

 

Escreveu inclusive um livro sobre ele, “Os Cadernos Secretos do Prior do Crato”.

Tem uma grande influência no meu crescimento intelectual e na minha obra.

 

Quando é que o percurso dele lhe interessou?

Encontrei-me com o Prior do Crato quando ele saiu (fugiu!, praticamente) do seminário onde estava e se tornou (como dizer?…) um homem à procura de si e recusando as ordens religiosas e o celibato.

 

Prior do Crato era um filho bastardo. Participou na campanha que levou a África D. Sebastião.

D. Sebastião não gostava dele. Tanto que na batalha, em vez de o levar ao lado – porque era um príncipe de sangue real – pô-lo na quinta fila. E foi o que o salvou. D. Sebastião foi liquidado e ele foi confundido com um soldado, preso em circunstâncias menos gravosas, e conseguiu evadir-se.

Também há afinidades no encantamento do Prior do Crato com as mulheres e, ao mesmo tempo, no remorso que está ligado a esse encantamento.

 

Remorso?

Por poder, eventualmente, tê-las prejudicado, ter sido injusto, ter estragado vidas. O Prior do Crato teve isso. Como o meu passado.

 

O seu passado de Don Juan.

Nunca fui um Don Juan. Isso nunca fui, não.

 

Tem fama disso.

O Don Juan é um sedutor com o desejo do império e da sedução. Eu não fui nada disso. Era um menino bonito, tímido, que inspirava ternura nas mulheres. Essa ternura é que arrastava o acto sexual. Se quiser, [era] um Don Juan seduzido, mas não era um sedutor. O sedutor, como o Miguel de Mañara da lenda espanhola, é aquele que quer mesmo seduzir.

 

Sendo filho de grandes latifundiários, há um momento na sua vida em que se põe ao lado daqueles que têm uma condição social diferente da sua. Esta opção acaba por ter expressão na sua literatura e na sua acção política.

A minha primeira relação com o Alentejo é eminentemente poética. Começo a sentir a natureza apaixonadamente, como qualquer coisa de mágico. Essa relação profunda a certa altura transforma-se porque me dou conta das injustiças sociais. Das desigualdades. Enveredo por um caminho que é uma espécie de socialismo cristão.

 

Ainda era crente?

Sim. Deixo de ser por causa da confissão. Se me comprometo, se juro, não cometer os mesmos pecados, [sou absolvido]. E tenho de rezar umas tantas orações. Eu sei de antemão que vou cometer esses pecados… Portanto, aquilo parece-me uma farsa. E repudio completamente o catolicismo.

 

O marxismo aparece por que via?

As primeiras ideias marxistas vêm-me do contacto com o meu primo Fernando Medina, casado com a Maria Eugénia Cunhal, que era comunista. Dá-me a ler pela primeira vez textos do Marx. Tinha talvez 13, 14 anos.

 

Muito jovem.

Sim, sim. Começo a ser marxista, mas ainda com reticências.

 

Reticências que resultavam da sua imaturidade intelectual e pessoal?

Resultavam da ideia que eu tinha do Estaline como uma figura monstruosa, inautêntica, suja. Que mantive toda a vida. Dentro do Partido Comunista cheguei a ter problemas por ser anti-estalinista. Tive também problemas na altura da Primavera de Praga. Fui ardentemente pela Primavera de Praga. Tomei posição pública. Cunhal criticou-me brandamente. Mantive sempre um espírito heterodoxo.

 

Pensei que fosse um ortodoxo.

Nada, nada. O contrário. Eu era muito amigo do Álvaro Cunhal. Tornámo-nos amicíssimos, em grande parte porque éramos ambos artistas. Com sensibilidade para a poesia. Tinha pelo Cunhal uma profunda estima, e falava com ele com grande à vontade. Uma vez disse-lhe: “Acho que era altura de denunciarmos publicamente tudo o que há de podre no estalinismo”. Ele respondeu-me: “Acho que tu às vezes tens teias de aranha na cabeça. És profundamente comunista por coração e hás-de sê-lo sempre”. É verdade.

 

Era comunista de coração, mas de cabeça não era. Ou não era sempre.

Não. Mas hei-de ser comunista até ao último instante!

 

Quer a bandeira do partido comunista sobre a urna?

Quero, quero, quero. Absolutamente.

 

Que significa esse ritual?

É uma ideia de felicidade que só pode ser assegurada pela pureza desse instante. (Deixe-me ver se consigo explicar isto melhor…) É o momento em que tudo se cristaliza, tudo o que há de belo se reúne. É o fim do fim.

 

[O filho António aparece nesse momento e pousa uma pequena taça com smarties, como um adulto pousaria uma taça de frutos secos.]

 

Voltemos aos textos marxistas que começou a ler na juventude. 

Conheci também um autor que me dá o marxismo em segunda mão, o [Henri] Lefebvre.

Em 1961 vou a Cuba no momento do ataque [Baía dos Porcos] e conheço pessoalmente e travo relações de amizade com alguém que ia marcar toda a minha vida: o Che Guevara. Tivemos conversas muito interessantes, algumas, justamente, sobre poesia. “A poesia de alta qualidade, mesmo quando não parece directamente ligada ao processo revolucionário, é sempre progressista. Porque a beleza em si é uma forma de progresso, de aperfeiçoamento do ser humano”, disse-lhe. O Guevara deu-me esta resposta de que nunca me esqueci: “Talvez tu tenhas razão. Mas se puderem dar um jeitinho para o nosso lado, agradeço!”. Isto era o Che.

 

Porque é que se encantou mais com o Che do que com o Fidel?

Devo dizer que o Fidel se limitou a dar-me um aperto de mão, distraído, no final de um comício. Quando veio ao Porto, também não me encantei com ele, embora tenha falado mais. Mas acho que foi um grande homem, caramba.

 

Che tinha uma natureza romântica e revolucionária.

Tinha. E adorava as mulheres. E as mulheres adoravam o Che. Teve uma ligação no México com uma mulher mais velha, que tinha uma grande cultura marxista, e que foi quem fez dele um marxista.

 

Acreditava verdadeiramente no futuro do socialismo?

Ah, sim. Condenou os crimes e abusos da União Soviética quando esteve em Argel, e depois mergulhou naquela absurda guerrilha da Bolívia um pouco por causa disso. Como protesto contra o socialismo degradado. Andei por lá, ao lado do Che.

 

Eduardo Lourenço descreveu-o a si como um mosqueteiro audaz. Era assim que se via? Mais do que tudo, o que o movia era um desejo de intervir socialmente?, mudar o mundo?

Era isso. Estive nas juntas de acção patriótica, durante anos. Funcionava por células. Tinham o patrocínio do Mário Soares. Conheci aí o Palma Inácio. Quando ele não conseguia contactar rapidamente o PC – eu ainda não era militante, mas já tinha pseudónimo, dava dinheiro -, [usava-me]. Tive como controleiro um tipo horroroso chamado Lindolfo. Que traiu. Nalgumas situações difíceis, recorri a um amigo, o Fernando Neto, que era unha com carne com o Palma Inácio. De vez em quando o Fernando Neto arranjava uma casa, a falsificação de um passaporte…

 

Nessas acções, sentia-se um soldado do partido?

Sentia-me um militante.

 

Eu disse soldado e respondeu militante. São coisas diferentes. Um soldado tem o fazer nas suas mãos.

O Palma Inácio é que era um soldado. O Fernando Neto pediu-me para levar o Palma Inácio ao Alentejo, no meu carro. Foi uma coisa aventurosa. Eu era redactor d’O Século, saí à meia noite do jornal. Ele estava com uma cabeleira loura. “Tira lá essa coisa que chama muito mais a atenção do que a tua cara.” Tinha uma coragem fantástica.

 

Se fosse um ortodoxo, sentir-se-ia um soldado? Pergunto de outra maneira: acatava cegamente orientações do partido?

Provavelmente, sim. E, nesse caso, talvez me sentisse um soldado.

 

Depois da queda do muro, quando se começou a desmantelar aquele mundo, o que é que achou que vinha aí?

Primeiro tive um grande entusiasmo com o Gorbachev. Como muita gente. E depois fiquei com um profundo desprezo por ele. Pelo comportamento tão comercial, tão reles, tão oportunista.

 

Imagino o seu horror quando o viu fazer publicidade à Louis Vuitton.

Nojo, nojo.

Bom, primeiro acreditei. Houve um discurso tão lindo… Deve ter sido dos discursos mais lindos da minha vida. Completamente utópico. Do Graham Greene. Num congresso em Moscovo com o Gorbachev, conheci o Gregory Peck, presidente do sindicato dos actores americanos, um homem alto, bonito, e a Claudia Cardinale, militante do Partido Comunista Italiano.

 

Voltou ao que era a União Soviética? Foi muito lá.

Voltei. Surpreendeu-me muito a Geórgia. Nadei entre as alforrecas, no Mar Negro.

 

Foi coerente com aquilo que defendeu e apregoou. Depois do 25 de Abril, doou as suas terras no Alentejo aos que nela trabalhavam. Conte-me a história. Teve hesitações?

Tive alguma hesitação. Mas nós tínhamos andado, o meu irmão Miguel e eu, na propaganda comunista. A dizer, justamente, “a terra a quem a trabalha”. Era uma contradição se não o fizéssemos.

 

Éramos três. O meu irmão Jorge não tinha as mesmas ideias – era um homem que se interessava fundamentalmente pelo dinheiro. Para podermos dar ao Jorge a parte dele vendemos aquilo a um primo nosso, grande agrário. Comprou se lhe garantíssemos que não lhe ocupavam as terras. Garantimos. A nossa parte, minha e do Miguel, ficou para o sindicato dos trabalhadores agrícolas do distrito de Beja. Pedi licença para tirar da minha parte uma pequena parte para ajudar a minha filha a comprar uma casa. Acharam bem. E ela comprou. Ela também está muito perto das ideias comunistas, embora não seja militante.

 

A sua vida teria sido diferente se a sua opção fosse outra?

Teria. Teria sido um homem rico, bastante rico. Não teria vivido todas as privações que tenho vivido. Por causa da falta de dinheiro. Despojei-me de tudo o que tinha.

 

A sua vida foi empolgante. Conheceu o reconhecimento cedo, conheceu muitas pessoas, viveu factos históricos.

É verdade.

 

Contaram-me que em 1971 um jovem lhe trouxe uma carta do estrangeiro. Abriu a carta, meteu umas folhas no bolso, leu as restantes e comentou: “Este homem só fala de mulheres e teatro, é a única coisa que lhe interessa”. Nem uma palavra sobre o conteúdo político da missiva. Por elegância? Por desconfiança? Era um tempo em que não se sabia se o outro era um delator.

Não sei. Mas existia uma grande desconfiança. Lembrei-me agora do meu camarada José Saramago. Ele era o director-adjunto do “Diário de Lisboa” e uma manhã vem direito a mim e mete-me na mão um papelinho. “Não abras agora. Se quiseres, vai à casa de banho e lê”. Era o “Avante” clandestino. Percebi então que o José Saramago já tinha entrado para o partido. Sabia que eu era comunista porque o José Manuel Tengarrinha, que era muito amigo do Saramago, lhe deve ter contado.

 

As minhas relações com Saramago eram muito boas. Ele entrou tarde, mas com coragem, firmeza. Foi um lutador notável.

 

Numa das novelas do seu livro, “Solidões em Brasa”, evoca-se “a longa resistência dos comunistas e outros antifascistas”. Fala-se do poder operário, da “participação dos trabalhadores na gestão desses casarões, em breve nacionalizados, de onde eram expulsos, se é que não tinham já fugido, capitalistas e serventuários da ditadura”. A palavra “capitalista” tinha para si peçonha?

Tinha! [riso] Ainda tem. O António Ramalho Eanes, que é muito meu amigo (é um homem muito sensível, inteligente, cultíssimo, ao contrário do que as pessoas supõem), progressista, embora não seja comunista, veio ver-me cá a casa. Estava aí [aponta para cadeira ao lado]. “Sabe que eu não tenho as suas ideias políticas, mas compreendo que você seja comunista. É comunista não por ódio, mas por amor”. Fiquei muito sensibilizado.

 

Na página seguinte fala do “veneno da insubmissão”. Insubmissão continua a ser uma palavra central em si? O primeiro dos seus livros a ser notado foi “Os Insubmissos”.

Sim, continua. O Nuno Júdice fez uma leitura muito fina e profunda do livro. Diz que é um livro cheio de novidade, até na maneira de contar.

 

“Não quer dizer que não haja coisas boas na União Soviética, porque há, mas os mandantes estão um bocado fossilizados.”

Estavam. Agora é aquele canalha do Putin. Um bandido da pior espécie. Um miserável do KGB.

 

Vítor Córdova, personagem do livro, bem como outros, são inspirados em si? Podemos ler este livro como umas memórias ficcionadas?

Não, não podem. Porque não são. Apesar de terem algumas coisas minhas.

 

Nestas duas novelas há uma enorme exaltação da vida e dos sentidos. Há desregramento numa e noutra, e isto é escrito por um homem de quase 90 anos.

Este livro é um livro que tem elementos mágicos e fantásticos. Tem elementos autobiográficos. O Francisco de Medeiros, um dos personagens centrais, tem muito a ver com experiências minhas. Inspira nas mulheres uma ternura que se transforma em sexo.

 

Fala no começo do livro da “beleza de menino grande e desamparado que as mulheres descobriam em mim”. O seu sucesso estava aqui?

Fui eu. A figura da Lídia [na novela é companheira de Francisco] tem semelhanças com a Maria Judite de Carvalho [escritora que foi casada com Urbano].

 

O personagem Olímpio-Michel também tem muito a ver comigo.

 

Mas esse é traficante de armas e a páginas tantas mata um líder sírio.

Isso é fantástico! É uma história inventada. Olímpico é sempre um homem duplo. E é quem vai morrer no final com a palavra “absurdo” na boca. Ele tentou construir uma vida de beleza, de sonho, e tem um filhinho que anuncia o futuro.

 

Como o seu filho António. Criança que representa o futuro e a esperança?

Meu António. Menino com talento para a pintura, o futebol, a natação, tanta coisa. Valentíssimo. Sai a mim. Não é provocador, mas se o empurram, vai soco que ferve!

 

Era valente de andar ao soco?

Era. Fartei-me de andar à pancada. Porque andei no liceu Camões no tempo da [Segunda] Guerra. Havia os alianófilos, como eu, e os germanófilos. Entre nós havia cenas de pancadaria constantes.

 

O papel das crianças é trazer a esperança e o futuro?

É. Foi um acontecimento extraordinário ter tido o António. A Ana Maria fartou-se de tomar hormonas. Fizemos inseminação. Eu tinha imensas preocupações. Na minha idade há menos esperma e com menos qualidade, e isso podia reflectir-se numa qualquer deficiência física da criança. Tinha cabelo cor de mel, como eu, que agora está a escurecer.

 

Este livro é muito diferente do que lhe conhecemos. A sua literatura de resistência passa muito pela leitura do indivíduo no colectivo em que está inserido.

Há uma novela importante na minha obra, “Os Escombros”, do livro “A Noite Roxa”, que fala justamente disso.

 

Aqui, mais do que tudo, temos sujeitos individuais. E a consciência política não tem a mesma força.

Mas a ideologia aparece, discretamente. Há um momento em que Francisco está a falar num café de Paris com dois sujeitos que fizeram uma pausa, a caminho de Moscovo, e que lhe dizem: “Tu davas dinheiro para o partido”. “Dava e continuo a dar. Desde que mo peçam”. É uma tomada de posição progressista.

 

Ainda não falámos de Portugal.

O Mário Soares, que é um socialista de esquerda, tem uma visão do futuro de Portugal à maneira da Noruega. Mas a Noruega tem circunstâncias especiais. Tem no governo um partido trabalhista, apoiado pelo partido comunista das terras do norte, pelos verdes, e por um partido que se chama social-democrata mas que está à esquerda dos sociais-democratas portugueses, que são neofascistas – os do Passos Coelho. A ideia do Mário Soares é interessante. Não sei se é realizável. A Noruega tem a vantagem de ter petróleo. Tem uma economia com um modo de produção capitalista e uma distribuição socialista da riqueza.

 

Aqui, é capaz de haver um grande estoiro. Um salve-se quem puder. E a esquerda a tomar o poder. Por causa do estoiro que inevitavelmente se vai dar nos mercados. O Mário Soares está a anunciar isso.

 

Porque é que considera o governo de Passos neofascista? É uma coisa muito forte de se dizer.

Porque está a limitar cada vez mais o direito à greve (e encontra formas de limitação). O Passos Coelho é um indivíduo pouco escrupuloso. Não correu ainda com o Relvas porque estão ligados, os dois, em negócios sujos. Insultei o Sócrates quando ele esteve no Governo. Chamei-lhe vários nomes que apareceram na Internet. Trafulha, aldrabão, bandido, etc. Hoje acho que o Sócrates, comparado com o Passos Coelho, é uma pessoa com muitas qualidades. O governante por quem tenho estima, e que é uma figura importante moralmente, é o [António] Guterres.

 

Vai fazer 89 anos. Viveu muito, escreveu muito. Quem é que o impressionou positivamente nos últimos anos?

A Dulce Maria Cardoso e o João Tordo. A Dulce não é só por ser uma grande escritora. É uma mulher que veio ressabiada, retornada, e que, inteligente e sensível como é, foi tomando contacto com a realidade portuguesa; hoje está completamente à esquerda. É muito minha amiga e disse-me: “Só não sou comunista porque tenho um grande amor à minha liberdade, não consigo aliená-la. Mas estou muito perto de si”. O João Tordo também é um grande escritor. Tem um livro admirável, “O Bom Inverno”.

 

Vou aproveitar a frase da Dulce e perguntar-lhe se sentiu que alienava a sua liberdade estando no PC. É menos livre por ser comunista?

Olhe que não. O PC sempre aceitou muito bem a minha heterodoxia por eu ser um grande escritor e por saberem que sou muito sinceramente comunista.

 

(Esta entrevista foi publicada inicialmente a 7 de Setembr

Loanda antiga

in diálogos lusófonos

 

Francisco G Amorim, Rio de Janeiro,  pesquisou:
 
EM LOANDA
A PRIMEIRA REGATA
24 de Janeiro de 1863
Do livro “A Velha Luanda – nos festejos, nas solenidades, no ensino”
De José de Almeida Santos – Luanda 1972
O ano de 1863 trouxe logo no início um acontecimento histórico ressumante de júbilo e de pompas reais: o casamento d’El-Rei D. Luiz I com a princesa D. Maria Pia de Saboia. Em Loanda, o Governador Geral, José Batista d’Andrade, fixava os dias 22, 23 e 24 de Janeiro para as celebrações do real consórcio.
Te-Deum, cumprimentos oficiais, felicitações, baile no Palácio com “cerca de 30 damas loandenses e muitos cavalheiros principais.”
Para o dia 24 – último dos folguedos e cerimónias – estava marcado um festival náutico na baía de Loanda e à noite récita na “Sociedade Dramática 31 de Outubro”. Tratava-se na realidade de um programa em cheio, condigno do fecho das festividades. E muito embora os luandaenses amassem por tradição o teatro, decerto os atrairia vivamente a regata organizada pela jóvem “Associação Naval de Loanda” que criava assim novos interesses nos moradores, arrastando-os para as emoções inéditas da competição, para o gosto ao ar livre, do mar, do saudável prazer do desporto.
Concorriam naturalmente as embarcações de recreio, propriedade dos ricos negociantes e personalidades distintas da terra. Era eles: o escaler “Corisco” do sr. Eduardo Hypolito de Oliveira; “Dona Antónia” do sr. Francisco Barboza Rodrigues; “Segredo” do sr. António Ignacio  Ruas – que alinhavam para a primeira competição – e as baleeiras “Atrevida” do mesmo sr. Hypolito de Oliveira; “Saltarello” do sr. José Malheiro dos Santos; e “Dona Isabel” do Secretário do Governo – que disputavam a segunda corrida.
Também desfilaram na baía embarcações de cinco re­mos, desafiando-se em velocidade e perícia: os escaleres «Raio», do Sr. Hypolito d’Oliveira; «Acaso», do Sr. Ennes da Costa Alonço; e as baleeiras «Augusta», do Sr. Luiz An­tónio de Oliveira Machado; «Carolina», do Sr. António Es­têvão dos Santos; e «Sultana», do Sr. Isaac Izagury. No final, vinha à frente, triunfante, arrancando o primeiro pré­mio, a baleeira «Augusta», seguindo-se-lhe o escaler «Aca­so», que ganhou o segundo trofeu.
Chegada a hora do almoço, abancavam os sócios do «Naval» na casa do consócio Sr. Pamplona, sita na Ilha, o qual reunia à sua mesa sessenta e dois talheres. Para de­pois do repasto estava já fixada a regata de embarcações de vela em que competiriam o «Corisco», armado a «cutter», o «Baio», o «Saltarello» e o «Cavallo Branco». Arrancou o prémio — que consistia em seis libras a serem distri­buídas pela respectiva tripulação — a última destas em­barcações.
Um cutter do século XIX
Pormenor insólito de tragédia ia-o dando uma das ba­leeiras, a«Saltarello», ao voltar-se – felizmente  sem con­sequências de maior, sendo recolhida a tripulação por outra baleeira, a «Sultana», e por um escaler do brigue «Pedro Nunes».
E pouco depois, das mãos do Senhor Governador Ge­ral, recebiam as tripulações das duas baleeiras — a sinis­trada e a salvadora — cerca de 70$000 rs. fortes, produto da subscrição ali efectuada entre os presentes.
À noite, concorriam ao teatro aqueles amantes do des­porto, para, entre muita outra gente, assistirem à repre­sentação de «Um banho nas Caldas», «Uma noite na casa do guarda» e «Porum triz» — sorrindo divertidos nas co­médias e sacolejando-se de hilariedade na farsa.
Findavam assim os festejos realizados em Loanda para celebrar os augustos esponsais de El-Rei D. Luiz com a Senhora Dona Maria Pia de Saboia.
O que foi escrito no «Boletim Official do Governo Geral da Província d’Angola» n.o 5 de 31 de Janeiro de 1863 — Pag. 32
O dia 24 foi escolhido para se efectuar a regata promovida pelaAssociação naval de Loanda, que para esse fim foi instituída nesta cidade. Reuniram-se os sócios na casa do sr. Pamplona, num dos mais commodos e aprasíveis logares da ilha e pouco depois das 9 horas da manhã começou a regata. Houve primeiro duas corridas, uma das embarcações de 4 remos, e outras das de 5 remos.
Para cada uma das corridas havia dois prémios, sendo um de libra e outro de meia libra para cada homem da tripulação. As embarcações de 4 remos eram os escaleres Corisco, propriedade do sr. Eduardo Hypolito d’0liveira;  D. Antónia, do sr. Francisco Barbosa Rodrigues;  Segredo, do sr. António Ignacio Ruas; e as balieiras Atrevida, do sr. Eduardo Hypolito d’0liveira;  Saltarello,do sr. José Malheiros dos Santos; e DIsabel, do secretario do governo. D’estas ganhou o primeiro prémio o escaler do sr. Barbosa Rodrigues, e o segundo a balieira do secretario do governo. Servia de patrão do escaler o sr. Eugênio Augusto d’Andrade, e da balieira o sr. Luiz António Rodrigues. As embarcações de 5 remos eram os escaleres Raio, do sr. Eduardo Hypolito de Oliveira; Acaso, do sr. Hugo Eanes da Costa Alonço; e as balieiras Augusta, do sr. Luiz António d’01iveira Machado; eCarolina, do sr. António Estevão dos Santos; e Sultana, do. sr. Izaac Zagury. Ganhou o primeiro prémio a balieira Augusta, e o segundo o escaler Acaso; os proprietários foram os patrões d’ambas.
Pela uma hora da tarde serviu-se lautamente um lunch de 62 talheres, e em seguida começou a regata das embarcações de vella, que foram o Corisco, armado a cuter, o Raio, o Saltarello, a Sultana e o Cavalo branco, do sr. Hugo Ennes da Costa Alonço, que ganhou o prémio, que era de 6 libras para a tripulação.
Um sinistro, que poderia ter sido de funestas consequências deu logar, passado o momento do perigo, a novas e mais vivas comoções. A balieira Saltarello, da qual servia de patrão o sr. António Ignacio Ruas, ao virar de bordo, voltou-se; foi porem immediatamente socorrida por um escaler do bri­gue Pedro. Nunes, e pela balieira Sultana, de que era patrão o sr. António Este­vão dos Santos. As tripulações das duas balieiras, quando chegaram á ilha, foram recebidas com enthusiasmo, e o sr. Ruas e o sr. Santos receberam não vulgares provas d’estima. Logo ali se promoveu uma subscripção para a gente das duas embarcações e em poucos minutos se juntaram mais de 70$000 reis fortes que foram destribuidos pelo sr. governador geral.
11/08/2013

 

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lenda das sete cidades

Paisagens Açorianas‘s photo.

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LENDA:
Reza a lenda que quando os árabes Tárique ibn Ziyad e Musa ibn Nusair vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental.
Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades.
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada "Nossa Senhora da Penha de França" (nome actualmente vulgar em vários locais e em varias ilhas dos Açores) com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada.
A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros de São João, que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais.
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar.
Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira central do seu vulcão mais emblemático o nome da terra lendária de Sete Cidades.
Ainda hoje, por vezes, a caldeira e o seu gigantesco vulcão vivem no mundo das nuvens. Quem chega ao Miradouro da Vista do Rei, num dos rebordos da caldeira, tem uma visão deslumbrante do Vale das Sete Cidades, que por vezes aparece e desaparece nas nuvens e nevoeiros. É uma região onde as nuvens pairam, entre o céu e a terra. A luz por vezes parece difusa envolta numa névoa de estranho mistério.
LENDA:
Reza a lenda que quando os árabes Tárique ibn Ziyad e Musa ibn Nusair vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental.
Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades.
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada “Nossa Senhora da Penha de França” (nome actualmente vulgar em vários locais e em varias ilhas dos Açores) com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada.
A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros de São João, que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais.
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar.
Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira central do seu vulcão mais emblemático o nome da terra lendária de Sete Cidades.
Ainda hoje, por vezes, a caldeira e o seu gigantesco vulcão vivem no mundo das nuvens. Quem chega ao Miradouro da Vista do Rei, num dos rebordos da caldeira, tem uma visão deslumbrante do Vale das Sete Cidades, que por vezes aparece e desaparece nas nuvens e nevoeiros. É uma região onde as nuvens pairam, entre o céu e a terra. A luz por vezes parece difusa envolta numa névoa de estranho mistério.
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poema a urbano tavares rodrigues

 

Chrys
Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013) assina um dos seus livros durante uma entrevista o ano passado DANIEL ROCHA
O poeta Manuel Alegre escreveu um poema dedicado ao escritor Urbano Tavares Rodrigues, que morreu sexta-feira em Lisboa aos 89 anos.
Na Morte de Urbano Tavares Rodrigues
No dia 9 de Agosto de 2013
houve uma vaga de calor. De certo modo
ele morreu dentro de um seu romance-
Não foi notícia de abertura. Os telejornais
mostraram mulheres gordas em Carcavelos
e um sujeito pequenino (parece que ministro)
a falar de “cultura política nova.”
Mais tarde este dia será lembrado
como a data em que morreu
Urbano Tavares Rodrigues.
__._,_.___
| in diálogos lusófonos

Urbano: o pesar de um país ingrato

JOSÉ JORGE LETRIA
Urbano Tavares Rodrigues foi, tal como Aquilino Ribeiro, que muito admirava como escritor e cidadão, um incansável trabalhador da escrita, tendo escrito praticamente até à véspera do internamento hospitalar a que não sobreviveu. Com plena propriedade poderia Urbano ter dito como Aquilino: “Mais não pude.”
ler a matéria no Público de Domingo
José J. Letria Urbano Tavares Rodrigues foi um criador “inspiradíssimo”
Urbano Tavares Rodrigues foi um criador inspiradíssimo

DR
CULTURA
O escritor Urbano Tavares Rodrigues, que morreu  em Lisboa aos 89 anos, foi um “criador inspiradíssimo e multifacetado” ao longo de 60 anos de carreira e até ao final da vida, afirmou à agência Lusa Jorge Jorge Letria.
O autor e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) lamentou a morte de “um amigo de quase 50 anos”, “uma das grandes figuras intelectuais e cívicas portuguesas do século XX e princípio do século XXI, um homem de uma enorme integridade moral e intelectual”.
Urbano Tavares Rodrigues, catedrático, antigo jornalista, tradutor e escritor, deixou uma extensa obra de ficção e ensaio, da qual fazem parte “A Noite Roxa”, “Os Insubmissos”, “Imitação da Felicidade”, “O Supremo Interdito”, “Nunca Diremos Quem Sois, A Estação Dourada” e o mais recente, “A imensa boca dessa angústia e outras histórias”.
Militante do PCP, passou pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Para José Jorge Letria, Urbano Tavares Rodrigues “foi prejudicado por várias coisas, uma delas foi por ser demasiado generoso num meio social e intelectual que que não costuma reagir muito bem à generosidade. Foi sempre um homem generoso, disponível, solidário e isso fez dele uma pessoa demasiado boa”.
Apesar dessas características, notou Letria, o escritor foi também “um homem de uma grande inflexibilidade e firmeza de princípios”, que deixou uma obra “extensíssima e plurifacetada”.
“É talvez o ficcionsita com a obra mais extensa, mas foi também, e isto está um pouco esquecido, um notável ensaísta”.
A SPA irá editar ainda este ano um conjunto de textos de Urbano Tavares Rodrigues sobre Aquilino Ribeiro e pretende lançar, em formato de papel ou DVD, uma entrevista de três horas feita por José Jorge Letria ao autor em 2012.

timor lorosae notícias 11 /8/2013

TIMOR LOROSAE NAÇÃO – diário


Japão: A TRAGÉDIA DE FUKUSHIMA CONTINUA

Posted: 10 Aug 2013 02:06 PM PDT

Milhares de pessoas correm risco de sofrer de cancro na tiróide. E as fugas de água contaminada continuam. A cada dia, 300 toneladas entram no Oceano Pacífico.
Francisco Sarsfield Cabral – Rádio Renascença, opinião
Em Março de 2011, um sismo seguido de tsunami provocou fugas de água radioactiva na central nuclear japonesa de Fukushima. Mais de dois anos passados, a tragédia não acabou.

Cerca de dois mil trabalhadores da central estão em risco de sofrer de cancro na tiróide. O mesmo risco ameaça mais de dois terços das mulheres que vivem ou viviam nas imediações da central.

Pior ainda, da central de Fukushima continuam a sair fugas de água contaminada. São 300 toneladas de água radioactiva que entram por dia no Oceano Pacífico…

Em Janeiro, um peixe apanhado perto da central apresentava um nível de contaminação radioactiva 2.500 vezes superior ao limite legal. Naturalmente, que está condenada a actividade pesqueira em toda aquela zona.

E em zonas marítimas mais afastadas? Ninguém sabe ao certo, mas as perspectivas são preocupantes. A própria central de Fukushima continua a registar pequenos acidentes. As suas instalações só daqui a 40 anos ficarão totalmente desmanteladas. Entretanto, espalharão o perigo.

Percebe-se que o nuclear tenha recuado no mundo.

CHUVAS TORRENCIAIS NO JAPÃO DEIXAM SEIS MORTOS

Posted: 10 Aug 2013 01:59 PM PDT

Terra
Equipes de resgate japonesas encontraram quatro corpos neste sábado no local de um deslizamento de terra no norte do país, elevando o número total de mortos pelas chuvas que atingem o país a seis. Os corpos de um homem de 93 anos, de sua esposa de 88 anos e de seu filho de 61 anos foram encontrados perto de sua casa na remota Senboku, na cidade de Akita, disse a polícia local.
Cerca de 300 policiais e soldados ainda estavam procurando a esposa do filho, disse um porta-voz da polícia de Akita. A casa da família estava entre as oito construções atingidas por um deslizamento de terra provocado pelas chuvas torrenciais que assolaram a região na sexta-feira, disse o porta-voz. As equipes de resgate também encontraram o corpo de um homem de 58 anos nos escombros na mesma área.
Chuvas fortes atingiram o norte do Japão na sexta-feira e algumas áreas de Akita registraram um recorde de 108 milímetros de chuva em uma hora. A chuva causou deslizamentos de terra e cheias de rios em Akita e na cidade vizinha de Iwate.
Na sexta-feira, equipes de resgate em Iwate encontraram o corpo de uma mulher de 91 anos, cuja casa na cidade de Hanamaki foi atingida por um deslizamento de terra. Também na sexta-feira, a polícia de Iwate encontrou o corpo de um homem de 62 anos que acredita-se que tenha se afogado depois de cair em um rio.
Foto: Reuters
AMBIÇÕES NAVAIS DA CHINA CRIAM TENSÃO NA ÁSIA

Posted: 10 Aug 2013 01:55 PM PDT

A modernização da frota de guerra das Filipinas, ou do Japão, os litígios sobre a soberania de várias ilhas e as demonstrações navais chinesas ilustram, segundo os analistas, a pressão cada vez maior do governo de Pequim para satisfazer suas ambições oceânicas.
O embaixador da China em Tóquio foi convocado nesta quinta-feira pela Chancelaria japonesa, em função da presença prolongada de navios do governo chinês em águas territoriais de um arquipélago em disputa sob administração japonesa e reivindicado por Pequim.
Quatro embarcações da Guarda Costeira chinesa retornaram na quarta-feira para águas territoriais dessas ilhas, situadas no mar da China Oriental e reivindicadas por Pequim, onde continuavam presentes nesta quinta, informou a chancelaria japonesa.
Na China, o arquipélago é conhecido como Diaoyu, e no Japão, como Senkaku.
“A direção do Partido Comunista Chinês tenta marcar pontos políticos e estratégicos, graças às suas novas forças militares”, disse à AFP Rick Fisher, um especialista na esfera de influência chinesa na região.
No final de julho, o presidente Xi Jinping convocou uma mobilização nacional para que a China se transforme em uma grande potência marítima. Essa vontade cada vez mais firme vem preocupando os vizinhos.
Nos últimos dias, por exemplo, a situação parece ter se acelerado, com a compra por parte de Manila de navios de combate de Estados Unidos e França.
Na terça-feira, Tóquio apresentou ao público, pela primeira vez, seu futuro porta-helicópteros, o maior navio militar já construído para a Marinha nipônica desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Por seu tamanho imponente, poderá inclusive ser utilizado como porta-aeronaves polivalente e servir de plataforma de lançamento para caças de aterrissagem vertical.
Em relação à China, as autoridades anunciaram com orgulho, no início de agosto, que cinco de seus navios de guerra deram uma volta completa pelo Japão, passando pelos estreitos do Soya (ou La Pérouse) e de Miyako, no norte e no sul do arquipélago. Pequim interpretou essa circunvalação inédita como a confirmação de que é capaz de “fragmentar” a “primeira cadeia de ilhas” e desbloquear o acesso ao Pacífico.
“A China quer mostrar a seus países vizinhos que tem a intenção de defender seus interesses além de seus territórios marítimos (…) e que não se deterá frente aos fatos, como o último porta-aviões japonês”, explica o analista Jonathan Holslag, do Instituto de Estudos sobre China Contemporânea de Bruxelas (BICCS).
Os observadores afirmam que, nas disputas de soberania, Pequim já não teme desafiar o status quo em vigor, sobretudo, no Mar da China Meridional.
Depois de ter humilhado Manila no ano passado ao assumir o controle de Scarborough, um recife a 200 km das Filipinas, a China continua exercendo pressões diárias nessa zona marítima.
Recentemente, a imprensa chinesa publicou imagens de turistas chineses desembarcando nas ilhas Xisha (arquipélago de Paracelso), objeto de uma grande rivalidade geopolítica com o Vietnã.
Ao mesmo tempo, têm sido divulgadas em alguns blogs especializados imagens de uma estrutura construída em um estaleiro perto de Xangai. Para colaboradores da revista especializada britânica Jane’s, pode se tratar do segmento de um novo porta-aviões chinês. Caso se confirme, será o primeiro navio totalmente construído pela China.
Nas imagens, pode-se ver uma rampa que poderá servir para colocar um sistema de catapultas eletromagnéticas. Diferentemente das catapultas tradicionais, esse sistema permite lançar caça-bombardeiros pesados e mais bem equipados. Hoje, apenas dois países – França e Estados Unidos – dispõem dessa tecnologia.
Se Pequim conseguir fazer isso, será um “grande avanço”, opina Holslag. “Isso permitiria (aos chineses) aumentar em grande medida o número de saídas de seu porta-aviões”.
Ao que tudo indica, está-se diante de uma escalada na região. “Em resposta ao porta-aviões leve que o Japão chama de fragata, a China deve construir seus próprios e verdadeiros porta-aviões”, aconselhou esta semana o jornal chinês “Global Times”, conhecido por seu nacionalismo.
“Por enquanto, o Partido se contenta em travar com o Japão uma guerra virtual entre Guardas Costeiras”, avalia Fisher. “Ainda não houve troca de golpes, mas o confronto é real, e a China pressionará cada vez mais os navios japoneses”, alertou.
Olimpíadas de Maputo da CPLP ajudam a desmistificar “o quebra-cabeças” Matemática

Posted: 10 Aug 2013 01:51 PM PDT

PMA – MLL – Lusa
Dezasseis alunos de países lusófonos participaram esta semana, em Maputo, nas III Olimpíadas de Matemática da CPLP, destinadas a promover o gosto pela disciplina e a desmistificar a ideia de que a Matemática é um “quebra-cabeças”.
Os 16 alunos, menores de 18 anos e a frequentarem entre o 10.º e o 12.º anos, foram submetidos a provas de Matemática, na quarta e na quinta-feira, com vista a apurar-se a classificação final para alunos e países e a premiar os melhores com medalhas.
“Os alunos surpreendem, descobrem-se jovens com um talento espetacular, que descobrem caminhos e estratégias de resolução fantásticos”, disse à Lusa Ismael Cassamo, presidente das Olimpíadas de Matemática da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
Manuel João Horácio, 16 anos, um dos representantes de Portugal e aluno do Colégio Paulo VI, em Gondomar, acredita que a sua participação irá aprofundar a paixão pela Matemática e pelo desafio de resolver problemas novos na disciplina.
“Estar nesta e noutras olimpíadas ajuda-me a cultivar o meu espírito de matemática. É importante ter este espírito olímpico, que nos ajuda a escolher o que possamos fazer no futuro, que, no meu caso, em princípio, estará relacionado com a Matemática”, disse Manuel João Horácio.
Mostrar “a beleza” que é montar o “quebra-cabeças Matemática” é uma das principais motivações pela disciplina do aluno brasileiro Gabriel Toneati, do Colégio Etapa, em São Paulo.
“A matemática é um quebra-cabeças, mas, como qualquer quebra-cabeças, quando você monta, você vê como ele fica muito bonito”, diz Toeati, 15 anos, descrevendo a emoção de desafiar uma das disciplinas escolares mais temidas.
Totalista por ter participado nas três olimpíadas de Matemática da CPLP, a moçambicana Angel Lázaro, 17 anos, acredita que compensa superar as dificuldades colocadas pelos exercícios de Matemática.
“A Matemática não é assim um bicho-de-sete-cabeças; esforçando-nos, faz-nos sentir melhor”, disse.
Os resultados da competição deverão ser divulgados durante o fim de semana.
TOMARENSE LANÇA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE EM TIMOR-LESTE

Posted: 10 Aug 2013 01:46 PM PDT

A campanha tem como objetivo principal abrir uma biblioteca no centro comunitário no suco de Suai Loro para promover a aprendizagem e o desenvolvimento da língua portuguesa, e proporcionar um maior contacto e o gosto pela leitura. Até 30 de setembro poderá fazer o seu donativo.
Tiago Franco, de 37 anos, partiu para Timor Leste há cerca de sete meses, e foi viver para o Suai, 175 quilómetros a sudoeste de Díli, onde trabalha numa cooperação portuguesa na área do ensino e promoção da língua portuguesa.
Confrontado com as necessidades da população, nomeadamente dos mais jovens que carecem de informação para o seu desenvolvimento, Tiago Franco decidiu desafiar os portugueses e timorenses a ajudarem a criar uma biblioteca no suco com a campanha ” 1 Biblioteca e Sorrisos para Timor Leste”. A campanha pretende recolher livros de histórias infantis e juvenis, dicionários e gramáticas de português, artigos escolares e material didático e brinquedos, que, além do centro comunitário de Suai Loro, vão ser distribuídos por zonas de maior isolamento e escolas. A campanha é desenvolvida em parceria com o Centro Comunitário de Suai Loro.
“Embora as crianças frequentem as escolas, aqueles estabelecimentos ainda não reúnem todas as condições necessárias para uma resposta adequada ao ensino”, explica Tiago Franco no seu blogue.
“Apesar dos momentos difíceis que Portugal atravessa há sempre tempo e disponibilidade para sermos solidários. Contamos com a vossa ajuda com a garantia que todos estes donativos serão entregues na presença da minha pessoa e retratados através de fotos a serem visualizadas no blogue da campanha!”, lança o apelo.
Os donativos podem ser entregues nas instituições referidas na caixa, ou enviadas por correio para: Tiago Franco, Morada: E.R. de Suai – Centro de Formação, Apartado 144 – Correios de Díli – Timor-Leste. No entanto cada encomenda (uma simples caixa de cartão) não poderá ultrapassar os 2Kg e o valor é de 3,00€.
Para mais informações visite o blogue de Tiago Franco: www.1biblioteca-sorrisos-suailoro.blogspot.pt
KOLIGASAUN PARTIDU POLITIKU NE’EBE MAK DIAK HODI ALKANZA SUSESU KOMUN

Posted: 10 Aug 2013 01:42 PM PDT

Tempo Semanal – Kwarta, 07 Agustu 2013
Husi: Karlito Nunes
Lalatak formasaun governu iha Timor-Leste hahu IV governu Konstituisional no presente V governu Konstitutional ho formula koligasaun partidaria, iha fenomena koligasaun politika nia laran ne’ebe sempre nia temperatura sai flutuativu. Hare ba natureza, skup , tipu no mekanismu koligasaun ne’ebe mak iha durante ne’e, hakerek nain hakarak sublina liu konaba koligasaun partidu politiku ne’ebe sai ona lalatak solusaun politika formasaun governu iha Timor-Leste.
Forma Koligasaun
Koligasaun hatudu uniaun ida entre partidu politiku rua ka liu, bai-bain ne’e hanesan natureza temporária, hodi hetan influénsia boot liu tan ou forsa duké bele hetan deit husi partidu politiku idaida nian. Koligasaun partidu politiku harí nia forsa husi objetivu komun no meta husi sira nia membru konstituinte nian.
Partidu politiku sira forma koligasaun partidaria ba razaun barak, maibe motivasaun prinsipal hodi forma kualker koligasaun partidu politiku ne’e hodi kontrolu poder no influénsia. Ezemplu, Bankada lejislador bele forma koligasaun votasaun ida hodi manan poder maioria husi votu iha parte balun husi lejislasaun. Forma mos koligasaun wainhira membru sira hein katak bele halo kombinasaun rekursu hodi realiza objetivu espesífiku ida.
Wainhira konstrui koligasaun partidu politiku ida, importante katak membru sira tenki iha objetivu klaru desde husi inísiu. Ho objetivu klaru bele ajuda koligasaun foti desizaun koletiva kona ba buat hotu, husi sira nebé mak tenki konvida para sai membru, para oinsá bele gasta rekursu koletivu sira ne’e.
Tipu Koligasaun Politika
KOLIGASAUN ENTRE PARTIDU RUA KA LIU – Durante eleisaun ida, partidu polítiku bele opta hodi servisu hamutuk para hetan benefísiu mázimu iha órgaun governu nian. Fahe fundu, informasaun no rekursu benefísiu ba partidu sira nebé sai membru.
KOLIGASAUN ENTRE REPREZENTANTE SIRA NEBÉ ELEITU – Dala ruma reprezentante sira nebé eleitu sei servisu hamutuk, ka pelu menus, sira la kontra malu, hodi fo benefísiu ba malu. Koligasaun bele forma husi membru bloku ida ho objetivu ukun hanesan iha hanoin.
KOLIGASAUN ENTRE PARTIDU POLÍTIKU SIRA NO ORGANIZASAUN SÍVIKA – Partidu polítiku ida bele adopta plataforma nebé espesialmente interesante ba organizasaun sivika ida ka liu. Organizasaun sira ne’e bele ajuda partidu hodi mobiliza apoiu ba nia ajenda polítika.
KOLIGASAUN ENTRE ORGANIZASAUN SÍVIKA SIRA –Organizasaun Sívika bele konkorda hodi tau hamutuk rekursu, informasaun no capital polítiku para bele afekta rezultadu husi eleisaun ida ka vota ba iha parte determinada iha lejislasaun.
Ajén & Desvantajén ba Koligasaun
Vantajén hodi harí ka partisipa iha Koligasaun Partidu Politiku ida
Liu husi kombinasaun forsa no rekursu sira, koligasaun dala barak bele hetan susesu wainhira esforsu individual nian ne’e falla. Partidu politiku membru sira iha koligasaun bele alarga sira nia baze apoiu. Formasaun koligasaun permiti para membru koligasaun sira konsentra ba ida-ida nia forsa kona ba objetivu espesífiku ida. Forsa husi membru ida bele sai hanesan frakeza husi membru seluk. Koligasaun bele taka sira nia frakeza tomak hodi halo esforsu nebé forte ba partidu politiku ida.
Koligasaun fahe ezperiénsia no abilidade iha grupu tomak. Membru ida-ida bele alarga sira nia abilidade baze no koñesimentu liu husi koperasaun iha koligasaun. Koligasaun hetan vantajén se aumenta númeru sira – ema barak liu tan hodi hasoru dezafiu, hanesan tempu ka osan. Kompozisaun diversifikada husi koligasaun ida bele servi hodi alarga apelu objetivu ida ba ema oi-oin husi orijin diferente.
Desvantajén hodi harí ka Partisipa iha Koligasaun partidu politiku ida.
Buka fatin ida nebé hanesan ho membru sel-seluk husi koligasaun para bele ejizi kompromisu husi membru ida-ida kona ba prioridade no prinsípiu sira. Ne’e importante katak benefísiu husi kompromisu ne’e importante liu duké prejuízu.
Wainhira halibur ho membru sira seluk iha koligasaun partidaria, membru individual mos bele asosiadu ho aspektu negativu husi grupu sira seluk.
Partisipa iha koligasaun ida mos bele halo membru individual ida bele lakon kontrolu kona ba foti desizaun estratéjika. Membru ida iha obrigasaun, liu-liu ba koligasaun.
Dezafiu sira
Wainhira forma koligasaun partidu politiku ida, ezisti obstákulu no dezafiu sira ba susesu, nebé presiza hare didiak. Sira ne’e bele inklui buat balun tuir mai ne’e:
KONSENTRA BA OBJETIVU SIRA – Husi inísiu formasaun koligasaun ida bele sai perigozu se organizasaun membru sira la hetan akordu kona ba objetivu komun.
MOTIVASAUN – Parseiru koligasaun, ho nível motivasaun diferente bele kauza deskontentamentu entre parseiru sira. Se parseiru hotu-hotu la maneja sira nia influénsia hodi asumi esforsu, nuné motivasaun jeral koligasaun nian bele sofre.
FOTI DESIZAUN – Koligasaun sira presiza harí órgaun foti desizaun nian, hodi determina oinsá bele foti desizaun sira, oinsá aloka rekursu sira no oinsá estratéjia sai prioridade.
REZOLUSAUN BA DISPUTA – Tenki ser iha métodu ida klaru para bele rezolve konflitu nebé halo parte iha estrutura koligasaun nian.
KONFIANSA – Parseiru hotu-hotu iha koligasaun presiza fiar katak kada parseiru servisu hela só ba koligasaun nia susesu no nia objetivu sira. Membru hotu-hotu presiza onestu no transparente iha sira nia negosiasaun iha koligasaun no iha sira nia relasaun, hodi koligasaun nia naran. Suspeita husi parte parseiru ida ka liu, mesmu la iha fundamentu, bele la viabiliza koligasaun.
LIGASAUN FRAKU – Ne’e normal katak koligasaun sei hetan “ligasaun fraku” ka liu tan entre organizasaun membru sira. Individu ka organizasaun balun la bele kontribui barak ba koligasaun nudar parseiru nebé forte. Ne’e importante katak tenki ser identifika pontu fraku sira husi inísiu no nebé bolu “ pontu fraku sira” la bele halo at tamba sira nia falta kapasidade desde inísiu .
Envéz nuné, koligasaun tenki konsentra ba pontu forte sira husi parseiru ida-ida no buka dalan ida hodi servisu besik frakeza individual sira.
KOMUNIKASAUN – Liña komunikasaun nebé los entre membru hotu-hotu husi koligasaun presiza estabelese.
KRÉDITU NO VIZIBILIDADE – Parseiru hotu-hotu presiza hetan rekoñesimentu ba sira nia kontribuisaun.
Harí Koligasaun Partidu Politiku
Wainhira harí koligasaun partidu politiku, pergunta ruma kona saida mak tenki responde hodi hahu? Fator saida mak ita boot presiza konsidera wainhira harí grupu forsa ida nebé efikásia liu?
Defini Objetivu Koligasaun Partidu Politiku
Prosesu harí koligasaun ida hahu ho identifikasaun husi objetivu nebé definidu lolos. Objetivu sei orienta fator hotu ba iha formasaun koligasaun.
Ho objetivu nebé mos iha ema ida-ida ka grupu nia hanoin bele avalia lolos nia oportunidade ba susesu, hanesan entidade mesak ida.
Identifikasaun objetivu bele ajuda partidu politiku ka organizasaun individual identifika sira nia forsa nebé iha para bele uza hodi hetan objetivu, no iha tempu hanesan, identifika sira nia pontu fraku nebé impede susesu.
Ikus liu, objetivu nebé definidu lolos sei ajuda hodi informa organizasaun individual nebé parseiru sira iha poténsia bele lori hodi ajuda hetan susesu objetivu nian.
LIA FUAN XAVI PARA KOLIGASAUN PARTIDU POLITIKU HETAN SUSESU.
1. BUKA MOTIVU KOMUN – Koligasaun tenki ser sempre konsentra ba motivu komun. Konsentrasaun ne’e tenki iha disponibilidade iha pontu sira nebé parseiru hotu-hotu konkorda, no tenki ser evita pontu sira nebé la iha akordu.
2.DEFINI OBJETIVU IDA KLARU – Buka motivu komun iha pontu akordu ida ka rua, Nebé bai-bain bele diriji koligasaun ida ba objetivu nebé klaru.
3.BENEFÍSIU HANESAN – Para membru individual sira iha motivasaun, membru hotu-hotu presiza fiar katak sira fo dadaun ona benefífiu ba koligasaun. Benefísiu husi susesu ba membru individual sira tenki ser hanesan wainhira iha posibilidade.
4.EVITA DESAKORDU – Membru sira husi koligasaun sei la sempre hetan akordu iha kestaun hotu- hotu. Tópiku no kestaun ruma sei la tau iha diskusaun hodi evita desakordu.
5.TENKI SER PREPARA BA NEGOSIASAUN – Koligasaun tenki ser iha vontade hodi halo negosiasaun iha prioridade nebé ki’ik hodi hetan meta nebé boot liu.
6.DEZENVOLVE KONFIANSA NO KOPERASAUN – Tenki ser iha sentimentu konfiansa no koperasaun entre organizasaun membru sira.
7.IHA RESPEITU BA MALU – Parseiru ida-ida tenki respeitu nesesidade, interese no valor husi parseiru seluk.
8.KRIA FUNSAUN NEBÉ DEFINIDU – Parseiru hotu-hotu iha koligasaun tenki ser iha funsaun no responsabilidade nebé klaru no definidu. Parseiru individual tenki komprende laos deit nia funsaun maibe komprende mos funsaun husi parseiru seluk.
9.IHA OBJETIVU KLARU – Meta ka objetivu husi koligasaun partidu politiku tenke ser produz rezultadu klaru. Realizasaun objetivu ne’e tenki ser hatudu momos.
Buka Parseiru Partidu Politiku sira
Identifika parseiru nebé iha poténsia ba koligasaun ne’e simples hanesan identifika ema sel-seluk nebé bele hetan benefísiu husi forma seluk wainhira halao objetivu. Se ita buka parseiru sira nebé hakarak fahe vitória, ita bele buka parseiru hodi fahe karga servisu no kustu hodi hetan vitória. Identifika parseiru nebé iha poténsia hamrik hodi hetan lukru husi realizasaun objetivu ida, ne’e importante hodi identifika ema sira nebé ita iha interese ba, nudar individu ka organizasaun individual ida nebé iha pontu komun ho parseiru poténsial seluk. Buat sira nebé iha komun ne’e bele inklui
PERGUNTA NEBÉ ORIENTADU – Koligasaun ne’e forma halehu pergunta espesífiku nebé iha interese ba nia membru konstituinte sira. Koligasaun sira iha kazu ne’e dala barak temporáriu sei ida ne’e nudar kestaun únika koligasaun nian ka bele sai permanente liu se koligasaun kobre kestaun iha área nebé lao dadaun. Ida ne’e mos importante hodi nota katak interese husi koligasaun ida dala barak kahur malu ho pontu sira nebé hanesan.
Hari hodi Hetan Forsa
Wainhira buka parseiru koligasaun partidu politiku sira, interese komun no motivasaun laos ne’e deit mak tau iha konsiderasaun. Koligasaun partidu politiku sei forte liu tan wainhira kahur hamutuk ho membru sira para bele uza sira nia forsa hodi kobre prioridade nebé presiza no taka frakeza individual. Koligasaun partidu politiku tenki ser hari ho estratéjia, ho nuné, kada parseiru bele lori forsa husi área la hanesan ba tabela servisu ne’ebe susesu. Forsa oin-oin husi organizasaun parseiru forma koligasaun partidu politiku.
Pergunta sira seluk hodi konsidera ba Koligasaun Partidu Politiku nian.
PERMANENTE KA TEMPORÁRIU – Koligasaun partidu politiku ne’e sei forma ho karákter temporáriu ka presiza iha akordu ida para sai permanente? Ida ne’e dala barak determina ho faktu se bele hetan objetivu iha tempu badak, ka se presiza kompromisu ida nebé naruk liu?
DOKUMENTASAUN FORMAL – Ne’e hanesan akordu formal, nota entendimentu, ka modelu dokumentu formal seluk ruma no lei seluk nebé presiza para justifika objetivu sira no limiti ba koligasaun? Akordu formal ida sei elabora para parseiru sira tama ka “Asina” ba koligasaun?
ANÚNSIU – Koligasaun buka anúnsiu no oinsá koligasaun partidu politiku aprezenta sira nia objetivu ba públiku? Iha estratéjia média ba koligasaun no se mak sei sai responsável ba implementasaun ne’e?
ORGANIZASAUN/PESOAL– Koligasaun partidu politiku husu eskritóriu no estrutura organizasaun ida? presiza halo kontratu espesífiku ho pesoal sira para servi koligasaun?
Mantein Koligasaun Partidu Politiku1.5
Formasaun koligasaun ida nebé forte no ho intensaun diak bele sai prejudikadu tamba falla ida para bele rekoñese no rezolve dezafiu sira. Tuir mai ne’e hanesan fator sira para mantein koligasaun.
MANTEIN KONFIANSA – Parseiru sira presiza komunika ba malu hodi hare didiak katak konfiansa no konviksaun nebé harí koligasaun ne’e sei mantein nafatin.
ENKONTRU BA SIRA NEBÉ FOTI DESIZAUN – Enkontru regular parseiru sira nebé foti desizaun ne’e presiza realiza hodi foti lalais desizaun estratéjika no resolve diferensa balun nebé bele mosu.
KOMUNIKASAUN INTERNA – Parseiru sira presiza mantein kanal komunikasaun hodi garante katak parte sira nebé iha interese iha pájina hanesan.
KOMUNIKASAUN EZTERNA– Parseiru hotu-hotu sei presiza hetan akordu kona ba prosedimentu para bele atende meiu komunikasaun no públiku.
Nudar partidu politiku ka membru parseiru, tenki hahu hateke ba pergunta polítika ho matan ida ba númeru husi parte interesadu nebé hetan impaktu husi kestaun sira ne’e. Kada setor polítika iha grupu interese nebé forma koligasaun ho potensial poder boot no iha influénsia. Rekoñese interese boot kona ba pergunta lorloron hanesan abilidade konsiénsia hodi partidu politiku ka membru parseiru koligasaun sira hetan susesu.
Susesu Diak!
PROMOVE BOAGOVERNASAUN – KOMBATE KORRUPSAUN DEPENDE KARAKTER SIDADAUN

Posted: 10 Aug 2013 02:13 AM PDT

Suara Timor Lorosae – August 7, 2013
DILI – Atu promove Boagovernasaun no Kombate Korrupsaun Iha institusaun estadu no Governu, depende ba kareter sidadaun idak-idak nebe Asumu kargu husi Diretur too iha Sekretariu Estadu nomos Ministru iha kada Ministeriu inkliu entidade publiku. Direitur Nasional ba Governasaun Diak, Provedoria Direitus Humanus no Justisa (PDHJ) Ambrosio Graciano Soreas katak PDHJ atu promove boagovernasaun ba iha entedades publiku sira, atu bele kompriende governasaun diak. Ita koalia kona ba hamenus korupsaun no mos Boa Governasaun fila ba iha individu ida-idak ninia mentalidade, ita koalia kona ba korupsaun wainhiria oportunidade nebe mai, hau hanesan entidade publiku presiza iha hanoin atu labele komete iha aktu korupsaun, dehan Ambrosio ba Jornalista, Tersa (06/08) iha Salaun Seguransa Sivil Caicoli. Nia esplika tan katak halo knar hanesan entidade publiku presiza iha hanoin atu halo servisu diak, hodi bele redus korrupsaun iha Timor Leste, liu husi promove governasaun nebe mak diak tan ne’e mak PDHJ fahe informasaun ba institusaun estadu hotu. Informasaun kompletu iha STL Jornal no STL Web, edisaun Kuarta (7/8). Timotio Gusmão
HATUDU DIGNIDADE NASAUN, FETO TL LABELE HALO ABORTU

Posted: 10 Aug 2013 02:07 AM PDT

Suara Timor Lorosae– August 7, 2013
DILI – Atu hatudu Dignidade Nasaun Timor Leste nebe Povu maioria Sarani katoliku, Feto timor oan labele halo abortu ba bebe nebe iha isin, tamba labarik iha direitu atu moris no Abortu kontra dutrina Igreja no mos lei iha Nasaun Timor leste. Tuir Bispu Dioseze Dili Dom Alberto Ricardo husu ba Feto timor oan nebe mak halo abortu labarik iha isin, tan ne’e timor oan tenki hatudu ba mundu Timor Leste iha Dignidade no mos valor, intelegente konfederasaun inkliu prinsipiu moral. Ita tenki hatudu ba Mundu Timor iha Dignidade, Valor prinsipiu morais nian iha tan nee’e Abortu nee’e bandu tamba labarik iha direitu atu moris ita labela hasai sira nia direitu tamba ita povu timor Leste Maioria Sarani katolika, dehan Dom Alberto ba jornalista Segunda (05/08/2013) iha Siminariu Maloa. Dom Alberto esplika tan katak kuandu halo abortu provokadu ou ho laran sala tamba hasai ema nia umanidade, tan ne’e igreja la aseita atu halo abortu nomos soe bebe hafoin partus nebe dala barak halo husi feto sira. Informasaun kompletu iha STL Jornal no STL Web, edisaun Kuarta (7/8). Timotio Gusmão

LER AÇORES DE HOJE PARABÉNS HELENA CHRYSTELLO

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Luisa Costa Gomes Costagomes posted on your Timeline
“Muitos parabéns à Doutora Helena Chrystello, acabei de ver o programa LER MAIS na RTP Açores, bem haja pela pesquisa, trabalho literário e entrega na valorização da cultura e dos autores açorianos. Continuação do maior sucesso para os próximos projetos. Bjs”
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