mitologias e páscoa

 

 

 

Aos amigos,

Um poucochinho de mitologia e um Feliz dia de Pascoa

 

                                   

                                    Hipnos e Tânatos

                                    Fonte Wikipédia livre

                                          Hipnos                              

Na concepção da sociedade atual, com tantas motivações para se ficar alerta, o dormir é, para muitos o mesmo que perder tempo, um roubo de horas vividas, um exercício para a morte. Desde a antiguidade a mitologia dava ao sono, processo biofisiológico rítmico, cíclico, subordinado a estímulos elétricos e neuropsíquicos, a importância para manter o homem em estado hígido.  Os grandes estudiosos do assunto, psicólogos e pesquisadores da mente, são unanimes: há no domínio de Hipnos, deus do sono, filho da noite (Nyx) e de Érebo (a treva primordial), irmão de Tânatos, deus da morte, outro mundo ainda não totalmente desvendado, que comanda o subconsciente e  favorece a criatividade.  Quando esse processo neuropsíquico é afetado por doenças (físicas ou psíquicas) ou por comportamentos que prejudiquem a rotina, aparece a insônia que, frequente, mina a qualidade de vida.  Dormir o que se precisa ajuda a manter-nos física e psicologicamente saudáveis, mantém-nos vivos.

Aqueles que, por necessidade ou tipo de trabalho, são obrigados a trocar o dia pela noite, necessitam de mais tempo para descanso e de algumas compensações financeiras e sociais,  como aposentadoria mais precoce.  Mas nem sempre o preço pela falta de sono é só esse. Os pesquisadores são enfáticos;  a falta de um sono reparador leva a um déficit cognitivo e motor, a alterações de humor, a fadiga crônica, a maiores riscos de acidentes e erros que prejudicam os relacionamentos sociais e familiares. A história mostra essa tendência. Relatos de tragédias como a do Titanic(1912),  a do petroleiro da EXXON Valdez (1989), a da usina nuclear de Chernobyl (1986), foram acidentes que ocorreram à noite, quando equipes submetidas a longas jornadas de trabalho sem o descanso necessário, com privação de sono, tiveram falhas ou cometeram mais enganos que o normal.   Embora não divulgado a priori, soube-se posteriormente que a equipe de manutenção do ônibus espacial Challenger havia trabalhado exaustivamente na noite anterior, para reparar o defeito numa peça do tanque de combustível. Problema que ficou aparentemente resolvido… até a explosão do ônibus.

Mas como tudo tem exceções, há também aqueles que julgam a noite a parte do dia mais produtiva, pela quietude e sossego de que se dispõe. Poetas, escritores, artistas, cientistas, cérebros diferenciados há que encontrem nessa ocasião o seu melhor tempo. O Nobel de Química de 2003, R. MacKinnon disse: “Meus momentos mais produtivos são aqueles em que não consigo dormir”. Em geral são mentes privilegiadas que conseguem funcionar tanto pela atividade cerebral racional, como pela intuição, quando esta está liberada, sem o controle e censura da racionalidade, como um caleidoscópio que pelo movimento ao acaso mostra novas e inesperadas formas de visão.  Para os filósofos a intuição é uma modalidade rápida, fugaz, privilegiada de conhecimento, que tem papel decisivo na criatividade, seja artística ou cientifica. Mesmo nestes casos, as pesquisas comprovaram que o repouso noturno aguça duas vezes mais o sentido intuitivo dos que repousam, do que os que não repousam adequadamente. Logo Hipnos tinha razão em se deitar numa cama de penas macias, numa caverna escura junto a uma das margens do Lethe, o rio do esquecimento. Dormir não é perda de tempo, dormir faz bem à vida.   

Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 30/03/13

o

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timor lorosae notícias 31 março 2013

TIMOR LOROSAE NAÇÃO – diário


LABEH LOKE ESKOLA DIPLOMA MULTIMEDIA JORNALISMU

Posted: 30 Mar 2013 11:45 AM PDT

Kuarta-Feira, 27 husi Marsu 2013
Dili, Direitor Eskola Vokasional Lalenok Ba Ema Hotu (LABEH), Rui Manuel da Silva ba reporter CJITL konfirma avizu ne’ebe oras ne’e distribui iha sidade laran  katak  LABEH loke ona ba publiku Eskola Diploma Profesional ba Multimedia Journalism (TV, Radio, Printing no Online).
Iha nia servisu fatin, Kampung Baru, Rui haktuir katak Diploma Profesional ne’e kompletu ho fasilidade hanesan Internet Wireless, Libraria Jornalismu, ekipamentus Radio no TV, iha mos Studio Radio FM ne’ebe sei sai fatin pratika ba estudantes.
“Ami iha dosente ne’ebe atu hanorin mesak S2 no S1, Experencia servisu iha media tinan barak, iha nivel nasional no mos internasional, maluk dosente sira ne’e inklui Edgar Xavier ne’ebe servisu tinan tolu ho SAPO.TL no dosente seluk maka Pelagio Doutel no Antoninho Bernardinho ne’ebe hasai kursu komunikasaun social husi Estados Unidos  Amerika no Australia” Haktuir Rui.
Ba CJITL, Rui hatutan katak ba etapa ida ne’e LABEH sei simu deit estudantes na’in 50, Prosesu rejistrasaun sei to’o iha loron 12 Abril 2013. (CJITL/Ofelia)
PEDRO LAY HALO AUDIENSIA HO PR KONABA SERVISU OPERADOR INTERLIGASAUN FOUN

Posted: 30 Mar 2013 11:40 AM PDT

Kuarta-Feira, 27 husi Marsu 2013
Dili, Iha Segunda feira semana ne’e (25/3), Prezidente Repúblika (PR), Taur Matan Ruak, simu audiénsia Ministru Transporte no Komunikasaun, Pedro Lay, iha Palásiu Prezidente Nicolau Lobato hodi informa kona ba serbisu Ministeriu nian liuliu iha parte transportes aério no marítima.
Ministru Pedro Lay hafoin enkontro haktuir katak  mai esplika ba Prezidente kona ba prosesu serbisu Ministeriu nian no Prezidente fó hanoin, fó sujestaun oinsá mak bele hadi’a liu mekanismu serbisu nune’e bele atinji obejetivu.
Liu ida ne’e Minstru Pedro Lay informa mós ba Chefe Estadu kona ba serbisu operador telekomunikasoens iha Timor-Leste hanesan; Timor Telecom, Vitel no Telkomsel ne’ebé asina ona akordu interligasaun entre kompanhia tolu ne’e hodi fó espasu ba klientes sira atu bele liga ba operador sira seluk. (*/CJITL)
TELEKOMCEL – TT LOKE INTERNET GRATUITA IHA MERKADU MANLEUANA

Posted: 30 Mar 2013 06:01 AM PDT

Radio Liberdade Dili – Tuesday, 26 March 2013 – Written by sumariu jornal Independente
Radio Online Fonte Jornál Independent  – Atu atrai komunidade sira hodi sosa sasan iha merkadu Manleuana, Telecomcel ho Timor-Telecom (TT) loke internet gratuita iha merkadu ne’e.
Ministru Comersiu Industria no Ambiente (MCIA), António da Conceição informa, kompañia Telecomcel ho TT oferese internet gratuita iha merkadu ne’e hodi apoiu governu atrai ema barak ba merkadu ne’e.
Internet gratuita ne’e hahú estabelese wainhira MCIA loke feira durante loron hat (22-26 marsu) iha merkadu Manleuana hodi fan produtu.
“Governu serbisu hamutuk ho TT no Telecomcel sei fasilita ba imi internet gratuita iha fatin ida ne’e”, dehan António, (22/3) foin lalais.
Internet grtuita ne’e sei kontinua nafatin no MCIA mos sei koopera hamutuk ho Banku Nasionál Comersiu Timor-Leste (BNCTL) hodi loke nia espasu iha merkadu ne’e. atu nune’e bele iha ligasaun direita ho negosiante sira no idozu sira mos bele simu sira nia osan iha fatin ne’e.
Iha fatin hanesan, reprezentante  TT, Manuel hateten, Apoiu politika Governu hodi oferese internet gratuita ba publiku.
Manuel promote, bainhira governu loke merkadu hanesan ne’e iha distritu hotu TT pronto oferese internet gratuita. Loke internet gratuita, Manuel dehan, hodi sadik mos Timor-oan atu asesu para buka mos matenek no halo peskiza.
Manuel husu atu komunidade ne’ebé mak uza internet tenki ho didiak tanba internet bele lori ema bá matenek nomos bele lori ema ba buat a’at. “Internet mos bele estraga mentalidade no prestiju Timor-oan nian,” dehan Manuel.
Entretantu, reprezentante kompañia Telecomcel,  José Lay dehan, Telecomcel fó mós internet gratuita iha merkadu Manleuana hodi dada ema ba vizita merkadu ne’e n sosa sasan iha merkadu refere.
Aliende internet gratuita kompañia rua ne’e mos sei loke sira nia loja iha merkadu refere hodi fan sira nia produtu. ***
COREIA DO NORTE DECLARA “ESTADO DE GUERRA” COM COREIA DO SUL

Posted: 30 Mar 2013 03:14 AM PDT

Jornal i – Lusa – foto Reuters
A Coreia do Norte anunciou hoje que entrou em estado de guerra com a Coreia do Sul, informou a agência de notícias sul-coreana, Yonhap.
“A partir de agora, as relações inter-coreanas entraram num estado de guerra e todos os assuntos entre as duas Coreias serão tratados de acordo com o protocolo de guerra”, anunciou a Coreia do Norte numa declaração que vincula todo o governo e instituições do país.
Ameaças. Exercícios militares levam Coreia do Norte a apontar mísseis aos EUA
Joana Azevedo Viana – Jornal i
Rússia veio pedir calma às partes envolvidas para evitar que “espiral fique fora de controlo”
É um exercício da musculatura militar que começou na madrugada de ontem e que está a preocupar a comunidade internacional: perante exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, a Coreia do Norte pôs as suas bases de mísseis em estado de prontidão para um ataque a alvos em solo norte-americano e a bases militares que o país tem no Pacífico.
A notícia foi avançada em primeiro lugar pelos media estatais norte-coreanos, dizendo que o líder do país, Kim Jong-un, aprovou um plano de preparação para ataque imediato a alvos americanos. Horas depois, no rescaldo de um encontro com líderes militares, o jovem líder do regime terá dito “que chegou a hora de acertar contas com os imperialistas dos Estados Unidos perante a situação prevalecente”, citado pela agência estatal KCNA. “Qualquer provocação imprudente da parte das suas forças estratégicas gigantes e nós atacaremos sem misericórdia o território dos EUA, as suas bases militares em teatros operacionais no Pacífico, incluindo [as ilhas do] Havai e Guam, e as suas bases na Coreia do Sul”, acrescentou.
As acções estão a ser vistas pelos analistas como retaliação pelo uso de dois bombardeiros B-2 pelos EUA, que sobrevoaram a Coreia do Sul na quinta, em mais uma fase da série de exercícios militares que os países têm levado a cabo.
Os media em Pyongyang avançaram depois, ao início da tarde em Lisboa, fotografias e pormenores da “reunião de emergência” de Jong-un com líderes militares, na qual definiram a estratégia de possíveis ataques com mísseis aos alvos americanos citados. A capital tornou-se, a essa hora, palco de uma manifestação de apoio à decisão do líder por milhares de cidadãos e soldados.
Ao mesmo tempo, a agência estatal sul–coreana Yonhap citou fontes militares norte-coreanas a informarem de movimentações de tropas e veículos nas instalações de mísseis de médio e longo alcance do regime liderado por Jong-un, confirmando o estado de alerta para atacar os EUA “a qualquer momento”.
Perante a escalada de tensões, a comunidade internacional e os analistas desdobraram-se em avisos e análises da situação. A Rússia veio de imediato pedir calma a Washington, Seul e Pyongyang, sublinhando o actual “ciclo vicioso” que se vive e lembrando que as sanções aprovadas no início do mês pelo Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte são “adequadas” e “consensuais”.
“A situação pode ficar fora do controlo e está a caminhar para uma espiral de um ciclo vicioso”, disse o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, pedindo “a todas as partes que não exercitem o seu músculo militar”. “Estamos preocupados com o facto de estarem a ser tomadas acções unilaterais nas proximidades da Coreia do Norte, com aumento da actividade militar, depois da reacção adequada e colectiva do Conselho de Segurança”, acrescentou em conferência de imprensa.
Por sua vez, os EUA criticaram a ameaça. “Os Estados Unidos são perfeitamente capazes de se defenderem e aos seus aliados”, disse a porta-voz do Pentágono, a tenente-coronel Catherine Wilkinson. “A retórica belicosa da Coreia do Norte e estas ameaças segue um padrão projectado para aumentar as tensões e intimidar os outros.” A Casa Branca veio acrescentar que esta acção só “isola ainda mais o país”.
Quase todos os analistas excluem a hipótese de uma guerra, admitindo porém a hipótese de bombardeamentos semelhantes aos que em 2010 mataram quatro cidadãos de uma pequena ilha sul- -coreana e 46 tripulantes num navio de guerra de Seul. Kim Yong-Hyun, especialista em assuntos da Coreia do Norte da Universidade sul-coreana de Dongguk, disse à AFP que as declarações do regime de Pyongyang “não devem ser interpretadas como sinal de guerra iminente”, sendo “uma reacção esperada ao voo dos B-2”.
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PÁSCOAS

RAFAEL CARVALHO FOI O TOCADOR DE VIOLA DA TERRA NO 19º COLÓQUIO E ESCREVE ASSIM SOBRE A PÁSCOA

Domingo de Páscoa… quando acordávamos sabendo que no pequeno-almoço já podíamos ir ao folar procurar o nosso ovo, descascar e comer com um belo copo de café com leite…

mesmo aquelas casquinhas irritantes de ovo que ficavam sempre coladas já faziam parte do gosto e seguia tudo barriga a baixo…

era tão divertido o dia de comer o folar como o dia em que minha mãe cozia a massa e nos deixava passar o pano com os ovos batidos por cima dos folares… e a gente andava de roda na cozinha desde o bater a massa até sair o último folar do forno…

e folares não eram muitos… que ovos também não eram em abundância.

depois era o milho cozido com sal, era e é, até a “beiça” ficar assada de tanto comer enquanto íamos vendo pela centésima vez os Dez Mandamentos…

Não era Páscoa sem dar o Ben-Hur, Quo-Vadis ou os Dez Mandamentos… mesmo aquele mini-série “UN Bambino ChIamattO Jesus” (nem sei escrever) que a gente já não podia digerir todos os anos pela mesma altura, fazia parte da tradição.

Ao acordar neste Domingo também aparecia (às vezes) um ovo de Páscoa, pequenino, que minha mãe escondia lá pela sala e a gente procurava num frenesim. Um a cada um… ou mesmo um coelhinho pequenino, não importava, tudo marchava…

E era também normal, antes do almoço, ficarmos a assistir à bênção Urbi et Orbi.

Um excelente Domingo de Páscoa a todos, cada um com as suas memórias e tradições passadas e/ou atuais.

POESIA

Nas pontas estão o Torga e o Nemésio. E Os outros?

Além do Torga e do Nemésio nas pontas, estão, da esquerda para a direita, um que eu não sei quem é, depois o Afonso Duarte e depois o Quintela.

Abraços.
Eduino (de Jesus)
TORGA59_n

nas pontas estão o Torga e o Nemésio. E Os outros?

“PENITÊNCIA”Este viver de líricas fragrânciasfaz-me corar,lá, onde a minha alma é toda-a-gente

como Deus manda.

Nas pálpebras a lágrima – o aljôfar,

como se diz no bem falar romântico;

dentro, a secura nua e crua dos desertos

onde não há sombra nem pão.

Ponho a minha casaca de cometas,

a ígnea farda de falar às musas,

e olho os esfarrapados

com literária piedade e o coração calado.

Caridade, perdão; Rainhas Santas

de palavras a passar na procissão das frases

e, se me tocam na pele,

fecho-me rápido como os dedos no cabo de um punhal.

Assim, estar assim, dói!

(neste doer de pôr em rezas…)

– Vamos! Quero o caminho de Estar para Ser;

talvez esta hora traga a da feliz viagem!

Esta hora!… a minha última descoberta:

terra fiel de paraíso ou horta?

Se vem chuva do céu, no céu me espero?

Se há água só nos poços, sobe ou desço?

Triste Vasco da Gama

no Mar das Trevas das perguntas velhas,

gastas, regastas, roídas

como cachimbos em segunda mão!

Ai, um pouco do travo do Eclesiastes!

– Vanitas vanitatum! (em latim

estas coisas ressoam bem melhor…)

enfim! Rei ou Poeta – figura de passar.

Confesso: não me confesso

para que me cuspam filosofias e saberes.

Quero a certeza de abraçar irmãos

para ser e sermos antes que a morte venha!

Quero o que negue em nós

o animal raivoso, a besta impura;

mas não quero o pecado de não ter pecados

enquanto houver pecadores.

ANTÓNIO DE SOUSA in “Sete Luas”, Lisboa, 1954 – 2ª edição

Unlike ·  · Share · 54 minutes ago ·

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Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores, http://oz2.com.sapo.pt

nas pontas estão o Torga e o Nemésio. E Os outros?
“PENITÊNCIA”

Este viver de líricas fragrâncias

faz-me corar,

lá, onde a minha alma é toda-a-gente

como Deus manda.

Nas pálpebras a lágrima – o aljôfar,

como se diz no bem falar romântico;

dentro, a secura nua e crua dos desertos

onde não há sombra nem pão.

Ponho a minha casaca de cometas,

a ígnea farda de falar às musas,

e olho os esfarrapados

com literária piedade e o coração calado.

Caridade, perdão; Rainhas Santas

de palavras a passar na procissão das frases

e, se me tocam na pele,

fecho-me rápido como os dedos no cabo de um punhal.

Assim, estar assim, dói!

(neste doer de pôr em rezas…)

– Vamos! Quero o caminho de Estar para Ser;

talvez esta hora traga a da feliz viagem!

Esta hora!… a minha última descoberta:

terra fiel de paraíso ou horta?

Se vem chuva do céu, no céu me espero?

Se há água só nos poços, sobe ou desço?

Triste Vasco da Gama

no Mar das Trevas das perguntas velhas,

gastas, regastas, roídas

como cachimbos em segunda mão!

Ai, um pouco do travo do Eclesiastes!

– Vanitas vanitatum! (em latim

estas coisas ressoam bem melhor…)

enfim! Rei ou Poeta – figura de passar.

Confesso: não me confesso

para que me cuspam filosofias e saberes.

Quero a certeza de abraçar irmãos

para ser e sermos antes que a morte venha!

Quero o que negue em nós

o animal raivoso, a besta impura;

mas não quero o pecado de não ter pecados

enquanto houver pecadores.

ANTÓNIO DE SOUSA in “Sete Luas”, Lisboa, 1954 – 2ª edição

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o lugar da ponta delgada

UMA ESTRATÉGIA BEM CONSEGUIDA

O lugar da ponta delgada: Colonizados sim!

olugardapontadelgada.blogspot.pt

“Esta cidade da Ponta Delgada é assim chamada por estar situada junto de uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as outras da ilha, quase rasa com o mar, que depois, por se edificar mais perto dela uma ermida de Santa Clara, se chamou

Sábado, Março 30, 2013

Colonizados sim!

Quando o sentir-se colonizado já de si cria repulsa, é duplamente revoltante assistir à impreparação, falta de cultura e estatuto, e completa falta de prestígio e civilidade dos que (embora umas vezes mais hábil, outras de forma mesmo atabalhoada) da “colónia autónoma” só se lembram para humilhar e/ou “sacar”. E não são só “relvices”, como a de equivaler as Assembleias Legislativas do Açores e da Madeira a Assembleias Municipais. São também muitas outras “aldrabices”, como a putativa “extensão da plataforma continental”, milagre geofísico com o qual se pretende abocanhar as riquezas do Mar dos Açores, aliás, como outrora foi feito com as do Brasil, Índia, Angola …, ou até a mais recente “sacanice” ao reduzir o conceito de solidariedade à autorização de acréscimo do endividamento camarário para responder a uma questão que claramente afecta os Açores em geral, não só uma ilha, muito menos um só município!
O preconceito colonial português é velho, e quando muda é para pior. Se há diferenças entre os “velhos colonialistas” e os “colonialistas da nova vaga” estas em nada favorecem os actuais. Uns, os de então, escorados pelo que à época se pensava sobre o assunto, pelo menos não ignoravam que muito antes da Índia, Angola, Moçambique, Cabo Vede e S. Tomé, já os Açores reivindicavam a sua independência. Os de hoje são, quase todos, “uns relvas”!
“A Administração Colonial Portuguesa” (Carneiro de Moura, Livraria Clássica Editora, 1910) é prova de como o tempo passa mas “a escola” permanece. Vale bem uma leitura na íntegra, mas, até porque ajuda a perceber muito do que ainda hoje acontece (e quanto mais de direita for a “administração colonial” tanto pior), deixo-vos com esta parcela da pág. 14 da referida obra:
“ (…) A colonização portuguesa da Madeira e dos Açores está de há muito no regime pleno de assimilação, e Cabo Verde, Angola, Índia, S. Tomé e Moçambique têm sido regidas quase inteiramente pelas leis gerais da metrópole. Mandam deputados ao parlamento, e até se lhes aplica a urdidura política administrativa do continente. E no entanto é nos Açores que as tendências separatistas são mais notadas, de onde não se pode concluir que a política de assimilação não evita a independência das colónias, que alguns julgam ser mais facilitada pelo regime da autonomia.”

Já vai longa esta quaresma. Boa Páscoa!

A.O. 30/03/2013; “Cá à minha moda” (revisto e acrescentado e com outro título) 

arqueologia subaquática nos Açores

 

O inicio da arqueologia subaquática nos Açores – vindo directamente de uma outra era geológica (1997), eis o segundo dos 3 Bombordos dedicado à baía de Angra do Heroísmo.

https://vimeo.com/62997404

Os naufrágios da baía de Angra – 1997

vimeo.com

Os primórdios da aventura, numa outra era geológica.

FERNANDO PESSOA É VÍTIMA DE “FACEJACKING”

Fakebook dos Escritores, onde Fernando Pessoa é vítima de “facejacking”

Já imaginaste uma conversa no Facebook entre os heterónimos de Pessoa e Luís de Camões, D. Sebastião e Almada Negreiros? Rafael Martínez deu-lhes vida e criou contas aos génios da literatura que, agora, se encontram no “Fakebook dos Escritores”

Texto de Ana Mota e Pedro Santos Ferreira/ JPN • 26/03/2013 – 15:25

 

Pega-se em grandes autores clássicos e contemporâneos como Fernando Pessoa (e heterónimos), Luís de Camões, Dan Brown e Stephen King, e inventa-se a sua conta no Facebook. A brincadeira de Rafael Martínez começou há pouco mais de um mês e já é um sucesso.

 

Em entrevista ao JPN, o autor do “Fakebook dos Escritores” explica como tudo começou. Inicialmente, o objectivo era pôr vários autores a conversar em banda desenhada. Contudo, como não foi possível e, até agora, não se proporcionou, os escritores foram “introduzidos” numa nova realidade: o Facebook.

 

Quem visita a página, apercebe-se que o escritor que está mais vezes “online” é Fernando Pessoa, isto por interesse próprio de Rafael e porque a obra do autor de “A Mensagem” é a que mais o intriga e fascina. Aproveitando os heterónimos (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis), Rafael Martínez tenta transportá-los para “o nosso mundo”.

 

Mas o que leva um jovem português de 23 anos a pensar e escrever diálogos humorísticos entre escritores que marcam a cultura e a literatura internacional? A ideia surgiu de uma brincadeira que Rafael costuma ter com os amigos e que consiste em supor o que é que personalidades com grande formalidade, diriam ou pensariam sobre determinado assunto, através do Facebook — tudo graças ao interesse despertado pelo professor de Língua Portuguesa, durante o ensino secundário.

 

Os números estão a exceder as expectativas de Rafael Martínez, visto que a página conta com mais de 15 mil seguidores no espaço de dois meses. No entanto, Rafael garante que a ideia da banda desenhada “ainda é uma hipótese” para o futuro. Para já, a hipótese é a “transposição de algumas coisas para formato de vídeo”, algo que não está totalmente definido, afirma o jovem.

 

A página foi fundada a 28 de Janeiro e, desde aí, Padre António Vieira já foi rejeitado pelos peixes, Alberto Caeiro já perdeu as ovelhas, Fernando Pessoa foi vítima de “facejacking” e Luís de Camões já desvalorizou o feito de Michael Phelps.

 

joaquim morais alves um macaense de trás-os-montes

JOAQUIM MORAIS ALVES, era secretário-geral da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), sendo um dos colaboradores próximos de Stanley Ho. Natural de Vila Real, veio a Macau com 16 anos e por aqui ficou até o último dia da sua vida em 27 de Março de 2003. Não era por acaso que os seus amigos lhe apelidavam de “Macaense dos Trás-os-Montes”.
Sempre dedicado às mais variadas formas a vida pública desempenhou funções de grande responsabilidade, entre outras, as de presidente do Leal Senado de Macau, presidente da Comissão de Implementação da Língua Chinesa na Administração de Macau e membro do Conselho Judiciário de Macau. Foi fundador da Companhia de Electricidade de Macau. Foi ainda presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) , presidente da delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa e presidente do Comité Olímpico de Macau.
Deputado à Assembleia Legislativa, em duas legislaturas distintas: em 1980-1984, eleito por sufrágio directo pela lista da Associação para a Defesa dos Interesses de Macau (ADIM), encabeçada por Carlos d’Assumpção; e em 1996-1999, nomeado pelo Governador de Macau.
A sua acção pública em prol de Macau e das suas gentes, valeu-lhe o título Cidadão Emérito de Macau conferido pelo Leal Senado. E de Portugal foi agraciado com os t’tiulos de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (1973), Grande Oficial da Ordem do Mérito (1995), Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999) e, atítulo póstumo, o de Grã-Cruz da Ordem do Mérito (2005).
Até sempre, amigo!
Wednesday at 05:13 · 

OCUPAÇÃO DA ILHA TERCEIRA

Neste ano de 2013 comemora-se o 70º aniversário da assinatura do Acordo dos Açores e do desembarque britânico na Ilha Terceira…
Se quiser saber mais, leia este meu artigo publicado em 4 partes em História dos Açores…
Conheçam o início da presença estrangeira na Base das Lajes que dura até hoje ininterruptamente!
http://historiadosacores.tumblr.com/post/42780247622/a-terceira-e-a-neutralidade-portuguesa-durante-a-ii

A Terceira e a neutralidade portuguesa durante a II Guerra (1ª parte)

historiadosacores.tumblr.com

por Francisco Miguel Nogueira A II Guerra Mundial foi um dos acontecimentos mais marcantes da História do Mundo Contemporâneo. Portugal, apesar de não ter participado diretamente na guerra, viu-se…

meter a viola no saco (açores)

Uma Saudade neste sábado de Páscoa.

Antigamente arrumavam-se as violas no inicio da quaresma e as mesmas só saiam do saco/armário/local de arrumação, no Domingo de Páscoa, na festas da Ressurreição.

A Viola acompanhava o luto das gentes

Orquestra de Violas da Terra 2013 – Saudade

www.youtube.com

Orquestra de Violas da Terra 2013 – Saudade 44 tocadores de Viola da Terra de Várias Escolas e

timor lorosae notícias 30/3/13

TIMOR LOROSAE NAÇÃO – diário


CPLP responsabiliza Brasil por dificuldades no Instituto de Língua Portuguesa

Posted: 29 Mar 2013 12:01 PM PDT

JSD – JLG – Lusa
Cidade da Praia, 29 mar (Lusa) – O secretário executivo da CPLP admitiu hoje à agência Lusa que o instituto que promove o idioma de Camões, com sede em Cabo Verde, está com “muitas dificuldades” financeiras e burocráticas devido ao Brasil.
Murade Murargy falava à agência Lusa na Cidade da Praia momentos depois de chegar a Cabo Verde, oriundo da Guiné-Bissau, para uma visita oficial de três dias a convite do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, e aludia à situação de impasse em que vive o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP).
“O IILP está com muitas dificuldades, sobretudo financeiras e burocráticas. Um dos maiores contribuintes, o Brasil, ainda não pagou a sua contribuição e não aprovou o orçamento, deixando o instituto num sufoco financeiro”, disse, lembrando que a maioria dos restantes membros da CPLP já cumpriu com as obrigações financeiras.
A questão é uma das que o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai analisar com o diretor executivo do IILP, Gilvan de Oliveira, numa reunião agendada para terça-feira na sede da instituição.
Murargy, cuja visita oficial a Cabo Verde começa na segunda-feira, indicou à Lusa que, na Cidade da Praia, irá analisar com as autoridades cabo-verdianas vários aspetos ligados à atividade da organização, cujo objetivo, defendeu, deve ser repensado, bem como os relacionados com a crise político-militar na Guiné-Bissau e a adesão da Guiné Equatorial à CPLP.
Sobre a adesão da Guiné Equatorial, Murargy referiu que esteve recentemente em Malabo, onde conversou com as autoridades locais sobre a proposta, lembrando que, aos poucos, a Guiné Equatorial está a cumprir o estabelecido, dando como exemplo a oficialização da Língua Portuguesa e a abertura de uma embaixada em Lisboa.
A Guiné Equatorial, cujo Parlamento foi dissolvido na semana passada, vai realizar eleições legislativas em maio próximo, pelo que o assunto voltará a ser abordado na reunião de julho do Conselho de Ministros da CPLP, em Maputo, acrescentou, sem avançar mais pormenores sobre o estado do processo de adesão.
O moçambicano que substituiu à frente da CPLP o guineense Domingos Simões Pereira em 2012, questionado pela Lusa sobre a situação na Guiné-Bissau, onde esteve nos últimos dias, admitiu tratar-se de um processo “difícil e complexo”, embora se esteja a caminhar para a conclusão de um Pacto de Regime e de um Roteiro de Paz.
“Reuni-me com as autoridades guineenses e com muitas personalidades locais e começou-se a trabalhar para o Pacto de Regime e para o Roteiro de Paz, para que haja um futuro Governo inclusivo para preparar as eleições” previstas para antes do final do ano, sublinhou Murargy.
Sobre a vinda a Cabo Verde, que surgiu a convite do chefe do executivo cabo-verdiano, Murargy salientou ser a primeira vez que está no arquipélago e que pretende refletir com as autoridades locais o futuro da CPLP, para que a organização “não fique colada” à imagem de mais uma instituição internacional.
Indicando tratar-se de uma ideia que surgiu numa conversa recente com o chefe da diplomacia cabo-verdiana, Jorge Borges, o secretário executivo da CPLP salientou a importância de Cabo Verde na reflexão, pois trata-se de um país “com um bom prestígio internacional”, já de rendimento médio e com uma “boa governação”.
Na Cidade da Praia, de onde parte para Lisboa na noite de 05 de abril, Murargy será recebido em audiências pelo Chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, o presidente do Parlamento, Basílio Ramos, e o primeiro-ministro, José Maria Neves, proferindo, no último dia, uma palestra subordinada ao tema “Repensar a CPLP”.
Durante a estada no arquipélago, o secretário executivo da CPLP terá também encontros de trabalho com Jorge Borges e com as ministras cabo-verdianas da Educação e Desporto, Fernanda Marques, e Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, para analisar a questão da segurança alimentar e nutricional, “transversal à saúde e educação”.
No programa oficial estão ainda previstas visitas à Fundação Amílcar Cabral, presidida pelo ex-Chefe de Estado cabo-verdiano Pedro Pires e com sede na Cidade da Praia, e ao Centro de Formação Médica Especializada (CFME-CPLP).
A 04 e 05 de abril, já fora da esfera oficial, Murargy participa, ainda na Cidade da Praia, na Conferência Luso-Francófona de Saúde (COLUFRAS), que congrega um crescente número de instituições, associações e profissionais da saúde dos países francófonos e lusófonos, principalmente do Brasil e do Canadá.
GOVERNU TL TETU HELA PROPOSTA SRIWIJAYA HODI TROKA BATAVIA

Posted: 29 Mar 2013 11:55 AM PDT

Tempo Semanal  – Wednesday, 27 March 2013
Hafoin de kompania aviasaun Batavia bangkruta daudaun ne’e situasaun vou Dili Denpasar no Denpasar dili kaer husi kompania uniku deit ona maka Merpati nune’e duni Governu timor Leste buka hela dalan atu buka kompania aero seluk hodi troka Batavia.
Ministru Pedro Lay  rekuinsese katak governu dadaun ne’e simu ona proposta uniku husi kompania Sriwijaya. Ministru ne’e hateten lia hirak ne’e ba jornalista sira hafoin de sorumutuk ho Presidenti da Republika Taur Matan Ruak iha palaciu Aitarak laran Dili.
Tuir Pedro Lay hateten katak hanesan hotu-hotu hatene katak agora presu tiket mos sa’e nune’e parte governu liu-liu husi servisu aviasaun civil sei halo servisu hodi kontrola lala’os sira ne’e.
“Ida maka tenke haree presu ninian husi Merpati no ida seluk mos tenke haree ho lalais buka alternativas kona ba aviaun ne’ebe atu mai iha ne’e ninian. Ne’e duni komapnia ida maka hatama ona ninia proposta. Hanesan uluk ha’u temi tiha ona katak Sriwijaya hatama ona proposta mai. Mas agora tekniku sira sei hare karik dokumentus balun sei kompleta. Mas iha tempu badak ami hare on aba opsaun ida ne’e. Mas ba futuru ita mos buka tan alternativas atu kompania sira seluk atu tama mai,” dehan Pedro Lay.
Iha parte seluk wainhira jornal ne’e dada lia ho representante kompania Sriwijaya Air iha Dili foin lalais ne’e hateten katak sira nia parte hatama duni ona proposta no sira kompleta ona dokumentus sira ne’ebe governu husu.
“Ami kompleta ona proposta sira ne’e no ami planea atu lalais uitoan hodi halo atendimentu ba komunidade imor Leste husi no mai Dili,”  Agus Sujono representante Sriwijaya hateten.
Parte Sriwijaya mos informa ba publiku kona ba kondisaun kompania aviasaun sriwijaya. “Sriwijaya hanesan kompania aviasaun Indonesia ne’ebe inklui iha kategoria numeru terseiru bo’ot, ami iha nota ne’ebe maka di’ak relasiona ho on time performance ne’e tuir departamentu transpostasaun Indonesia.”
Sriwijaya Air mos halo ona operasaun ba nasaun vijinus Indonesia ninian iha Asean. “Ami nia aviaun mos semo ona ba Malaysia ho Singapora. Ne’e hanesan provas ida ba governu no povu Dili bele simu ami,” Agus hateten.
Sriwijaya Air ninia emar mai iha Dili dala rua ona hodi apresenta sira nia proposta no kompleta proposta maka hatama uluk ona. “Ha’u mai dahuluk fulan ida kotuk. Iha tempu ne’eba ami mai hasoru Senhor Ministru Transportasi hodi hato’o ami nia esperanca atu atende viajen entre Dili Denpasar no Denpasar Dili. Ami halo bu’at ne’e tan ba ami hetan ona apoiu husi departamentu transportasi Indonesia ne’ebe dehan ami iha direitu trafik atu semo mai iha ne’e.”
Representante Sriwijaya optimista katak Governu bele tetu sira nia proposta tan ba, “reasaun senhor Ministru ninian mai ami poxitivu tebes. Senhor Ministru pozitivu tebes wainhira simu ami. Senhor Ministru welcome tebes ami. Nia hakarak atu realiza lalais vou ne’e.”
Sriwijaya lakohi halo monu ba rai fiar ne’ebe mai husi governu RDTL mak sira promote katak, “certamente, ami sei foo bu’at ne’ebe mak di’ak nian ba vou Dili Denpasar. Inklui tuir kapacidade run way iha ne’e maka ami sei uza aviaun 737-500 win. Ne’e aviaun teknolojia foun no modern. Iha klase mistura hanesan iha klase bisnis no ekonomia ninian,” nia esplika.
Iha ema balun ne’ebe karik la kuinese Sriwijaya air bele kestiona kona ba kualidae  servisu Sriwijaya ninian maibe Representante Sriwijaya hateten katak, “Maskapai Sriwijaya semo ba cidade hat nolu reisn ida iha Indonesia inklui Malaysia ho singapora. No Sriwijaya iha aviaun 37 no husi aviaun sira ne’e balun sai hanesan aviaun foun no modern liu hanesan 737-800 next generation ne’e ami iha aviaun lima. Husi 737-500 ami iha aviaun sanolu resin rua no aviaun 737-400 hamutuk aviaun 12 no restu ne’e seluk,” esplika Agus antes fila ba Indonesia foin lalais ne’e.
ALFANDEGA KAPTURA KONTEINTOR HAT HUSI KOMPANIA TOLU

Posted: 29 Mar 2013 11:51 AM PDT

Tempo Semanal – Wednesday, 27 March 2013
Autoridade alfandegas TL Deskonfia Kompania Manipula Manifestu hodi hatama Subar Karreta mai Timor Leste  nune’e autoridade alfandegas iha ponte kais Dili atua hodi priende konteintor hat ne’ebe tula karreta hamutuk 12 mai nasaun ne’e.
Iha  loron sorin, 27/03/2013 parte kustom iha portu Dili deskobre tan konteintores ho kapacidade 40 fit, tolu ne’ebe ninia manufaktura la hanesan ho sasan ne’ebe iha konteintor ninia laran.
Iha konteintor Dryu ho numeru 9502770 ne’ebe hatama husi kompania Sky ne’ebe ninia edifisiu besik liuron bo’ot ba Komoro ninian.  Konteintor rua seluk ho numeru 9646813 no konteintor ho naran CAIU no numeru 8070351 ne’ebe deskonfia haruka ba kompania Marcalas no mos konteintor ida tan maka DAYU 9096259 ne’ebe diriji ba kompania Ato City iha besik kampong Alor.
Iha Konteintor hat ne’ebe deklara dehan sasan uzadus maka iha laran ne’e customs sira deteta deklarasaun la hanesan ho sasan iha konteintor ninia laran tan ba iha konteintor hat ne’e ninia laran mesak karreta luxu hamutuk sanolu resin rua. Karreta sira ne’e maioria pajero no Prado ida.
Tuir autoridade Kustoms ida iha Portu Dili ne’ebe husu atu labele publika ninia naran tan ba la iha autorizasaun atu fo komentariu ba jornal maibe nia hateten ba jornal Tempo Semanal katak, “kompania ne’e deklara iha ninia manifestu katak iha konteintor sira ne’e sasan uzadus maka iha laran.”
Nia hatutan, “maibe ami deskonfia tan ba foin semana ida liu ami kaer konteintor mai husi komapnia sira ne’e ida hatama karreta hitu inklui maluk ida ninia jeep.”
Kompania importador karreta sira ne’ebe mai husi Singapora ho Xines balun servisu hamutuk ho ema Timor oan balun atu halakon taxa ba estadu maibe wainhira hetan hanesan ne’e kompania sei selu multa bele to’o 200% ba estadu maka sasan bele liberta.
Tuir observasaun iha Portu dili iha lokraik besik tuku lima Oras Timor leste Vice PM Fernando de Araujo Lasama halo visita urjenti ba halo inspeksaun ba sasan sira ne’ebe kaptura husi Kustoms sira iha portu Dili hamutuk ho Ministru Transporte Komunikasaun, Pedro Lay ho Vice Ministra Financas.
Tuir dadus ne’ebe iha Kompania sira ne’e la’os komete erru hanesan ne’e ba dala uluk maibe beibeik ona. “Ita la hatene bainhira los maka nai ulun sir abele foti medidas forte hasoru kompania Auto City por izemplu nia komete sala hanesan ne’e fila-fila ona,” Autoridade Customs ida seluk ne’ebe lakohi atu ninia naan mos publika.
“Ami pernah kaptura ona kompania ida ne’e ninia sasan no ninia modus operandi hanesan hotu. Maibe la hatene kala ema ne’e besik liu ba partidu balun iha ukun ne’eba ne’ebe ita labele halo bu’at ida,” nia hateten.
Mericio Akara husi Luta Hamutuk dehan, “implementador lei sira lolos la bele halimar ho ema bosok ten sira ne’e! Se lae, nasaun ne’e sai fatin ba mafia sira.”
CIVIL SOCIETY CONTINUES TO CLAIM AGAINST CRIMES OF OCCUPANCY INDONESIA

Posted: 29 Mar 2013 04:17 AM PDT

Civil society continues demands for justice for victims of human rights abuses during Indonesian illegal occupation of Timor-Leste
ETLJB 24 March 2013 -The Timor-Leste National Alliance for an International Tribunal (ANTI) had demanded justice for the victims of the 24-year illegal occupation of East Timor by Indonesia and has appealed to the Timoese state not to ignore the rights of victims.  The text of the joint statement by ANTI follows.
24 March is the International Day for the right to the truth and justice for victims. The decision to allocate this day for the victims of human rights violations was made pursuant to United Nations Human Rights Council Resolution No. A/HRC/Res/14/7 in  2010.
The Human Rights Council decided to make this date an historic occasion to honor Oscar Arnulfo Romero, a Bishop from El Salvador, who because of his support, courage and sacrifice fought for and defended victims of human rights violations which eventually resulted in him being murdered. Therefore, the UN decided to choose this day as the international day for the right to the truth and justice for victims.
Timor-Leste is a new member of the international community and the 194th member of the UN, and therefore is a ‘guardian’ of this day, especially seeing that Timor-Leste is a ‘victim’ of human rights violations that occurred during the 24 year illegal occupation by the Indonesian Soeharto regime. Therefore, Timor-Leste also has a moral obligation to commemorate this day and continue to push for the promotion of victims’ rights to truth and justice, to also provide a lesson that can be ‘learnt’ by future generations to prevent others from becoming victims of human rights violations.
The demand for victims’ rights to truth and justice is not only aimed at satisfying victims, but also for the current generation and future generations. The truth is a historical treasure of a country that prevents the reoccurrence of such incidents in the future. History does not just concern heroism displayed during a violent struggle, but it should also encompass the suffering of victims, so that we can all understand this human suffering to prevent further suffering.
“The truth must be revealed, studied and handed down to the current generation and future generations. Therefore, we must not be afraid to find the truth and admit our ‘dark’ past or merely try to ‘cover it up’ with the heroics of the past. We have to be honest and accept our past so that we can learn to distance ourselves from ‘arrogant’ behavior”; said the Vice President of National Victim’s Asosiation Timor Leste, Mrs. Maria da Gloria.
This also applies to the right to justice, as it does not just uphold the interests of victims of human rights violations. Justice is always a basic human need. Now we should all be ‘hungry for justice’ and future generations will continue to require this right.
Therefore if we do not have the courage to provide justice for the past, it will not be possible for our country to fulfill its obligation to provide justice now and in the future, such as (corruption, misuse of authority, domestic violence, etc.).
“This principle of justice must be firmly upheld and cannot be modified in accordance with the desire of the ‘elite’ and especially not because of authority wielded by perpetrators. The problem that there is no capacity to achieve justice is not a reason to ignore and violate these principles. The capacity to achieve justice is relative and it is the responsibility of the entire international community”; said  Sisto dos Santos, Coordinator of ANTI.
This day is commemorated to remember and to raise the awareness of all State leaders regarding how important it is for member countries (including Timor-Leste and Indoneseia) to fulfill their obligations to take action to uphold the rights to truth and justice for victims of human rights violations.
Therefore, those of us who have come together under the Timor-Leste National Alliance for an International Tribunal (ANTI) together with the victims and families of the victims demand the following:
1.      For the National Parliament to fulfill its constitutional obligations to enact policy and law so that the State of Timor-Leste can meet its obligations to uphold the right to truth and justice for victims as well as citizen’s;
2.      For the National Parliament to place the drafting of a law on a Reparations Program and the Memorial Institution back on the agenda, which is necessary to meet the State’s obligation to acknowledge that no solution has been provided regarding the suffering of the victims. During the second legislative period veterans’ issues were prioritized and were resolved, therefore we are sure that the current legislative period will prioritize victims’ issues;
3.      We request for the State of Timor-Leste to sign and ratify the International Convention on Forced Disappearances to facilitate the repatriation of Timorese persons who were taken to Indonesia during the Indonesian occupation.
4.      We request for the government of Timor-Leste to examine and adhere to the MOU that was signed by the governments of Timor-Leste and Indonesia regarding recommendations from the Commission of Truth and Friendship, especially the recommendation to establish a Commission for Missing Persons to discover those Timorese who were forcibly disappeared during the Indonesian occupation.
5.      We request for the international community, especially the UN Security Council, to uphold its responsibility regarding the crimes against humanity process in Timor-Leste for past crimes in order to break the chain of impunity in Timor-Leste and other countries.
6.      We request the support and solidarity of international organizations such as Amnesty International, ETAN, Forum Asia, AFAD, ICTJ, TAPOL, ICG to continue to struggle and advocate for a crimes against humanity process in Timor-Leste as the UN totally failed to complete this process.
Dili, 22 March 2013
1. Komite 12 de Novembru
2. Timor-Leste Victims Association
3. Asosiasaun HAK
4.  Judicial System Monitoring Program (JSMP)
5. ACbit (Asosiasaun Chega ba Ita)
6. Fongtil Secretariat
7. Asia Justice And Rights (AJAR) Timor-Leste
8. Timor-Leste Student Front (FMTL)
9. MDI (Mata Dalan Institute)
10.  Haberan Institute
11.  KSI (Kadalak Solimutu Institute)
12.  Ita Ba Paz
13.  Fokupers
14.  CDI
15.  KBH (Knua Buka Hatene)
ETLJB also supports ANTI.
Source: ANTI Joint Statement 22 March 2013. Edited by Warren L. Wright. Image: Photo by Warren L. Wright 2008
 *Title TLN
LAST ADF TROOPS LEAVE EAST TIMOR

Posted: 29 Mar 2013 04:05 AM PDT

Radio Australia – photo Reuters
The last group of Australian Defence Force members deployed in East Timor have returned to Australia.
The final group of Australian Defence Force members who’d been stationed in East Timor have returned to Australia.
The withdrawal of the International Stabilisation Force yesterday marks the end of a 14-year involvement after the force was deployed during the country’s security crisis.
The ADF says the Australian-led force restored public order and stability to the country, and built relationships with the East Timorese people.
The ISF ended its operations in East Timor in November last year and the last remaining infantry personnel returned home two months later.
At its peak the force was made up of more than a thousand soldiers.
The Defence Force says 24 Australians will remain in the country to provide training to East Timor’s Defence Force.
Some equipment and vehicles have been given to the East Timor government.
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RUI CINATTI POESIA

Susana Reis and Daniel Braga like a post.

a cultura como bem económico

ENSAIO

A Cultura como bem económico, quem paga?

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Revisitar os princípios para inspirar as políticas. É este o desafio para avaliar quem deve pagar a factura da cultura.

Cena de “La Traviata”, de Giuseppe Verdi, na Metropolitan Opera em Nova Iorque (em exibição).

 

 

Relacionando o que nos ensina a teoria económica com a realidade que conseguimos ver através das estatísticas e das opiniões é possível concluir que promover a procura faz mais pela cultura do que subsidiar a oferta.
Adaptado da apresentação no colóquio internacional Arte.Política.Economia integrado no Temps d’Images 2012, 30 de Novembro de 2012

 

O objectivo deste trabalho é revisitar alguns princípios básicos da teoria económica para, a partir da sistematização que já se fez sobre a cultura como actividade económica, apontar os caminhos de propriedade e financiamento que melhor promovem a eficiência e equidade. Ou seja, que maximizam quer a produção como o acesso a bens culturais usando o mínimo de recursos.
Deve o Estado pagar com os impostos a cultura? Todas as actividades? Só algumas? E como escolher para maximizar a eficiência e a equidade? É esta reflexão que coloquei como desafio.
O que nos ensina a teoria económica
Comecemos por revisitar os princípios (‘back do basics’). Um exercício que nos permite pela sistematização e abstracção perceber o que estamos a escolher e se estamos a fazer as melhores escolhas.
A primeira constatação geral e que se aplica a toda a economia é: o mercado não é totalmente e puramente livre. Como diz Ha-Joon Chang em “Things they don’t tell you about capitalism”* o mercado livre, na sua pureza, não existe, em nenhuma actividade. Os graus de liberdade são politicamente definidos. Pode parecer absurdo, mas se o mercado fosse livre, sem atrito, sem restrições, hoje existiria trabalho infantil – quando se iniciou a sua proibição começou-se com crianças de 9 anos e gerou grande controvérsia no Reino Unido – assim como seria livre a escravatura, o comércio de droga ou de órgãos humanos.
A primeira restrição ao mercado livre é o conjunto de valores éticos e morais de uma sociedade, em permanente mudança, e que se são reflectidos nas leis e regulamentos de um Estado.
O provisionamento de bens culturais, quanto se produz e quem paga o que se produz – o Estado através dos contribuintes ou o consumidor – começa desde logo por estar limitado pelas fronteiras dos valores de uma sociedade.
A segunda condição à liberdade do mercado está relacionada com a natureza do bem oferecido. Há bens que gozam de “externalidades”, efeitos, positivos ou negativos, que não se conseguem internalizar no valor económico do bem. O exemplo mais popular é o da utilização da água do rio por uma indústria, que o polui mas que não internaliza esse efeito nos seus custos e, como tal, também não o reflecte no preço.
As “externalidade” positivas dos bens culturais são os argumentos mais usados para justificar a presença do Estado como produtor, distribuidor e financiador das actividades culturais. Muito simplificadamente o argumento é este (muito semelhante ao da educação ou da saúde): quando uma pessoa beneficia de um bem cultural, toda a sociedade ganha com isso. Se eu comer uma maçã, sou eu, e apenas eu, que retiro disso benefícios, se eu for a um museu todos ganham por eu saber mais sobre a herança cultural do país, fomenta a unidade cultural. Ou ainda outras actividades económicas, como o turismo, ganham por existir o museu, o teatro, a dança. São as externalidades que tendem a ser usadas como argumentos para ser o Estado a fornecer todo o tipo de bens culturais. Mas esse atributo não chega para se concluir que tem de ser o Estado a produzir, pagar e distribuir.
Temos de revisitar o conceito de bem público, um caso particular de externalidade. Nos bens públicos não se verifica nem a possibilidade de apropriação da utilidade que oferece – ou seja, não se conseguem excluir os consumidores que não pagam – nem se reduz a oferta pelo consumo – ou seja, o facto de uma pessoa consumir não elimina a possibilidade de outros o fazerem como acontece por exemplo com uma maçã que só pode ser comida uma vez. A defesa ou a iluminação pública são os exemplos mais intuitivos de bens públicos.
São estas características de “não expulsão” e “não rivalidade” desses bens que justificam que seja o Estado a pagar, com os impostos, o seu provisionamento. O Estado, em princípio e tendo já como referência os valores da sociedade, só deve chamar a si o provisionamento de bens públicos.
Finalmente, e mantendo-nos no universo determinado pelos valores da sociedade e a característica do bem cultural é preciso agora dissecar as diversas fases de provisionamento de bens e serviços culturais – o investimento, a produção e a distribuição – para avaliar se é o Estado, com os impostos dos cidadãos que deve estar e pagar todos os produtos e em todas as fases.

 

Em conclusão diria que a decisão de provisionamento de bens e serviços culturais nas vertentes de “quem investe, quem produz e quem distribui”, o Estado ou os privados, deve ser tomada tendo como referência três princípios orientadores:
1. Os valores da sociedade expostos pelas preferências reveladas pelo consumo de bens culturais e que pode e deve ser desenvolvida pela educação;
2. As externalidades: gera a actividade efeitos externos positivos que justifiquem a presença do Estado como produtor e/ou financiador?
3. A característica do bem: é ou não um bem público e, sendo um bem público, é possível, através da regulamentação, corrigir essa sua característica (assim aconteceu com as estradas);

 
E este quadro de análise deve ser usado para decidir pela presença ou ausência do Estado nas três fases de provisionamento de bens culturais: o investimento, a produção e a distribuição. Porque na esmagadora maioria dos casos o Estado pode ter de pagar o investimento mas a produção e distribuição dos bens podem ser realizadas pelo sector privado. Dependendo dos casos, através de contratos de concessão. (Não é popular falarmos em concessões nos dias que correm mas não há princípios que se possam aplicar se um Estado é fraco e se deixa capturar por interesses privados, em vez de defender o interesse público).
Qual é o retrato europeu nas preferências e consumo?
As estatísticas, as sondagens e os inquéritos permitem-nos traçar as fronteiras, ainda que possam ser desfocadas, das preferências dos cidadãos, reflectindo os seus valores, assim como as externalidades das actividades culturais. Fazemos agora uma viagem rápida a esses dados usando como fonte o que há de mais recente, dados do Eurostat**.
Quem deve lançar as iniciativas culturais? Usando o Eurobarómetro que se dedicou a este tema em 2007, conclui-se que a maioria dos europeus considera que é o Governo (50%) que está na melhor posição para concretizar os planos que reforçam a cultura e para promover a diversidade cultural, seguindo-se as instituições europeias (44%) e os cidadãos (37%). Independentemente do que percepcionam como cultura – que varia com a idade -, a esmagadora maioria dos inquiridos (77%) consideram que a cultura é importante. E quanto mais elevado é o grau de educação, maior a importância assumida pela cultura.
Quanto gastam e em que gastam?
Uma das aproximações às preferências da sociedade é também, apesar de todos os problemas, a despesa familiar em actividades culturais. De acordo com o Eurostat, com dados de 2005, a cultura correspondia a 3,9% das despesas familiares na União Europeia, por cada mil euros gastos, 39 euros são aplicados em bens culturais. Portugal ficava ligeiramente abaixo da média, com cerca de 3%, à frente de países como a Espanha e a Itália. Quando se desagregam essas despesas verifica-se que, em média, na EU, 80% dos gastos iam para sete de 14 bens culturais.
Qual a participação em actividades culturais?
Cerca de metade (45%) das pessoas na União Europeia declaram ter participado numa actividade cultural nos últimos 12 meses que vão desde cinema, espectáculos ou um espaço cultural, que pode ser um museu ou uma galeria, de acordo com dados do Eurostat relativos a 2006. A educação é o factor sócio-cultural mais importante na determinação da participação cultural – pessoas com níveis culturais mais elevados tendem a participar mais. Não existem diferenças significativas na participação cultural segundo o género, com excepção da leitura: as mulheres tendem a ler mais livros e os homens mais jornais. Portugal não compara mal, excepção feita ao cinema.

 

Quanto pesa a economia da cultura?
Em 2009, a cultura representava cerca de 1,7% do emprego total na UE, em Portugal 0,9%. E a UE exporta mais do que importa bens culturais: em 2009 as exportações foram 1,4 vezes as importações. Não é o caso de Portugal: as exportações representavam 30% das importações (0,3 vezes). Os livros representavam quase 80% dos bens culturais exportados por Portugal e os jornais lideravam as importações.
A cultura potencia o turismo (ou a externalidade objectiva)? Ainda de acordo com o Eurostat, que usa o Eurobarómetro, a cultura é apontada como o segundo motivo de atracção turística. Confrontados com a necessidade de poupar nas férias, os europeus da UE preferem cortar nos restaurantes e nas compras do que nas actividade culturais.

 

O que se retira da teoria e dos factos?
Eis as conclusões possíveis:
1. Educação, educação e educação… Se estamos num tempo de recursos financeiros públicos escassos que impõem escolhas difíceis, o Estado deve orientar os impostos dos cidadãos para a educação. O investimento na educação em geral e no domínio das artes em particular (educação musical visual) altera as preferências dos cidadãos levando-os a valorizar mais a cultura. Daqui resulta não só a maior disponibilidade dos cidadãos em verem os seus impostos aplicados em actividades culturais como em pagarem pela cultura.
2. Investir no que garante maiores externalidades positivas: numa fase de menor desenvolvimento e elevada restrição financeira o dinheiro dos contribuintes deve ser usado nas actividades que garantem externalidades objectivas, como a atracção de turistas, a redução do défice externo vias exportações (o que o turismo também faz) e a educação.
3. O Estado deve ficar apenas onde tem de ficar. O investimento em museus, monumentos ou arquivos pode ter de ficar no Estado., Mas a exploração pode ser concessionada a privados avaliando-se pelo seu custo e benefício se se justifica uma compensação.
4. Nunca permitir que se considere que há almoços grátis: mesmo quando subsidia ou compensa o Estado deve exigir uma prestação de serviço em troca.
Termino com uma pequena história: há uns anos um amigo recebeu um subsídio para fazer um filme de animação. Fez o filme, passou-o entre especialistas e por aqui se ficou. Perguntei, mas o Estado não te pediu para pelo menos fazeres um circuito pelas escolas mostrando o filme e explicando como se faz? Não. Isto são almoços pagos pelos contribuintes, investimentos sem retorno.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/a_cultura_como_bem_economico_quem_paga.html

 

 

*Chang, Ha-Joon, “Things they don’t tell you about capitalism’ 
** Cultural Statistics 2011, Eurostat Pocket Books, http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-32-10-374/EN/KS-32-10-374-EN.PDF