momento poético

564. polir sóis com uma peneira 25 dezembro 2012

 

polir textos é como arear pratas

perde-se sempre algo

nunca se sabe se o brilho que fica

é maior do que o sujo limpo

 

polir amizades é como sacudir o pó

com a gentileza de uma pena

nada se perde nem se transforma

basta um gesto, um telefonema

uma sms, mensagem

talvez apenas um like no Facebook

como se fosse natal todos os dias

 

polir matrimónios é complicado

como diamantes em bruto

pode partir-se a agulha ou o casamento

e em vez de 24 ficam 6 quilates

questão de sorte e perícia

em panos de fina seda

 

polir países é arriscado

as limas devem ser afiadas

à prova de lóbis e governos

cortam-se as esquinas angulosas

talham-se as aparas mais finas

em areias de fina brancura

é como ir ao barbeiro do futuro

ao alfaiate do tempo

encomendar um fato por medida

para dar com a cor do cabelo

e há o risco de cortar o país todo

talhar pessoas trinchar tradições

sem memória nem história

serrar distritos, fender concelhos

encurtar fronteiras até ao mar

e finava-se Portugal em praias e arribas

 

 

polir palavras é bem mais fácil

corta-se uma folha de papel em A4

verifica-se a tinta nos tinteiros

gravam-se carateres como granito

basalto, quartzo ou ametista

lavram-se sulcos como rios

erguem-se sombras como montanhas

sombras de marés vivas

deixa-se a marinar antes do banho-maria

leva-se ao lume brando com pitada de sal

junta-se pimenta a gosto e louro e basilicão

retira-se do fogo e serve-se a gosto

 

sempre sonhei ser poeta

navegar em utopias

escrever cardápios de vida

imensos e belos como o oceano

livres e úteis como o ar

na solidão dos mares açorianos

 

 

chrys chrystello dez 2012

 

 

 

565. solitudes 31 dezembro 2012

 

solidão não me assusta

estar sozinho sim

 

silêncio não me assusta

solilóquio sim

 

inverno não me assusta

cinzento sim

 

multidões não me assustam

estar só no meio delas sim

 

a poesia é uma arma

carregada de solitude

 

 

 

FERNANDO VENÂNCIO E O VOLP DA ACADEMIA

Facebook

15 e 16 de Dezembro de 2012

 

Fernando Venâncio

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 1

Custou-me 40 €. Pesa quase um quilo e meio. Mas não tenham dó de mim.

O novíssimo «VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO ATUALIZADO DA LÍNGUA PORTUGUESA», produzido pela ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA, é uma fonte de delícias.

Irei dando conta da minha observação do volume. A sua elaboração e publicação – lemos na Nota de abertura – «é uma competência» da ACL.

Calem-se, pois, a Porto Editora, mailo ILTEC, maila Priberam, que outro poder mais alto se…

… veremos, então, o que aqui se levanta.

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 2

Primeiro, duas maravilhas.

O «Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa» (VOALP para os íntimos) consagra ÓPTICA e ÓPTICO (termos oftalmológicos), a distinguir de ÓTICO (termo otorrino). Alvíssaras!

Consagra, também, CONCEPÇÃO (e CONCEPCIONAL, CONCEPTIVO, CONCEPTUAL, CONCEPTUALIZAR) a par de CONCEÇÃO (e CONCECIONAL). Louvores!

Ora, raciocinemos. Se é verdade (como julgo que é) soar o P nas formas «concepcional», «conceptivo», «conceptual» e «conceptualizar», infere-se que a ACL consagra, também, a pronúncia CON-CEP-ÇÃO. Será porque é a pronúncia brasileira? Vamos supor que não é isso, e só uma mostra (excessiva) de generosidade.

Mas logo surge um cartão vermelho. Quando se esperaria a inclusão de ANTICONCEPCIONAL e ANTICONCEPTIVO, não: o VOALP só dá ANTICONCECIONAL e ANTICONCETIVO.

Continuaremos.

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 3

Vimos a generosidade das formas CONCEÇÃO e CONCEPÇÃO. Podiam aguardar-se mais bónus destes. Por exemplo, PERCEÇÃO e PERCEPÇÃO, PERCECIONAR e PERCEPCIONAR. Desenganem-se. Só temos direito a PERCEÇÃO e PERCECIONAR (quando eu digo, e muita gente diz, distintamente, PERCEPCIONAR).

Podia esperar-se a generosidade de RECEÇÃO e RECEPÇÃO, de RECECIONISTA e RECEPCIONISTA. Pois não. Só há formas sem P.

Mas ‘pera lá! Junto a RECEÇÃO vem indicado «RECEPÇÃO (B)». Mas porque não se fez o mesmo em PERCEÇÃO? E porque se admitiram, sem uma nota brasileira, CONCEÇÃO e CONCEPÇÃO?

Ó Academia. Isto é para levar a sério?

Prosseguiremos. Levaremos esta cruz ao calvário.

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 4

O VOALP consagra PERSPECTIVA, PERSPECTIVAR, PERSPECTIVO. Não tem formas sem C. Em contrapartida, só contém RESPETIVO.

Como interpretar isto? Que a pronúncia portuguesa é RES-PÈ-TI-VO, mas PERS-PÈC-TI-VA?

O VOALP só consagra ASPETO e ASPETUAL. Mas donde surgiu, de repente, ASPECTÁVEL? Vocês conheciam?

Damos com EXPECTANTE, EXPECTATIVA, EXPECTÁVEL. Óptimo.

Damos, por outro lado, com ESPETRO e ESPECTRO. Mas só vemos ESPECTRAL. Concordais, ó gentes?

Mais um cartão vermelho, este vermelhíssimo. Encontramos «CORRETOR /é/», quer dizer, aquele que corrige, mas ignora-se «CORRETOR», o senhor da Bolsa, com «e» fechado.

Ó Academia! Como te chamar?

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 5

Eu não queria dizer mal nenhum de ARTUR ANSELMO, pessoa que muito estimo. Mas ele é o Presidente da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ACL, portanto o responsável número 1 deste VOALP. Terei de registar, aqui, algumas excentricidades.

Num dos prefácios do volume, que ele assina, escreve RESPECTIVO, o seu VOALP só regista RESPETIVO. Escreve TÃO SOMENTE, mas o Vocabulário impõe (e bem) TÃO-SOMENTE. Escreve SELEÇÃO na pág. XVIII e SELECÇÃO na pág. seguinte. Escreve ENCORPORAR, e o VOALP só conhece INCORPORAR (que ele também usa). Escreve a forma adjectival ACEITAS, e o VOALP só reconhece ACEITES.

Também escreve CONCEPÇÕES, e RECTIFICADAS, e EXCEPCIONAL[MENTE], e ADOPTADOS (tudo na pág. XIX), formas que o seu VOALP indignamente baniu.

João Roque Dias: a tua “CHOLDRA ORTOGRÁFICA” veio, de facto, para ficar.

E com que cara, dizei-me, pode obrigar-se alunos e professores a uma escrita… correta?

Haverá mais. Infelizmente.

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 6

Este VOCABULÁRIO distingue-se dos demais (o da Porto Editora, produzido pelo académico Malaca Casteleiro, e o do ILTEC, que o Governo de Portugal declarou “oficial”) pela informação ortoépica, isto é, relativa à pronúncia.

Assim, regista: ADOÇÃO /ó/, ADOTAR /ó/, CONCEÇÃO /é/, CONCETIVO /é/. E deixa sem anotar CONCEPÇÃO e CONCEPTIVO. No que há certa lógica. Ou um testimonium paupertatis, desculpem-me o atrevimento.

Mas é curioso que registe DIRETA /é/ ou DIRETO /é/, que, sendo de acento tónico, não deveria entrar nestas andança, e que são – objectivamente – simples marcas de má-consciência. (Honra lhes seja!).

Outra coisa. Regista-se ESPETACULAR /é/ e ESPETÁCULO /é. Mas em ESPETADOR não há nenhum /é/. Isto é gravíssimo. Não só ignora a correntíssima forma ES-PEC-TA-DOR, como convida à pronúncia «esp’tador».\

Ó Academia: eu não peço devolução dos 40 €. Só digo que não gastaste um centavo com um CORRECTOR, porra!

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 6A

Transcrevo da pág. 447:

espetacular /pé/
espetáculo /pé/
espetaculoso /pé/
espetada
espetadela
espetado
espetador
espetanço
espetão

Como desejam eles que se leia ESPETADOR?

Mais (e repetindo-me): onde ficou o correntíssimo ES-PEC-TA-DOR?

 

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 7

Comentando um destes «posts», escreveu Ernesto Rodrigues:

«Artur no lugar de Malaca e Anselmo no de Casteleiro? Coitados. A ausência de Malaca é devida a quê: eleições? falta de credibilidade? coisa grave? Gostava que me explicassem.»

Disso nada sei, Ernesto. E duvido que algum dia no-lo digam. Ignoro, mesmo, se temos o direito de sabê-lo.

O que constato é o silêncio absoluto sobre JOÃO MALACA CASTELEIRO neste «Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa».

No seu prefácio, Telmo Verdelho (o maior lexicólogo que este país jamais teve) informa-nos de que, na confecção do VOALP, se fez «uma revisão minuciosa» de outros Vocabulários, entre eles o «Vocabulário Ortográfico da Língua portuguesa» da ABL, de 2009 (que está online), e o «Vocabulário Ortográfico do Português» do ILTEC, mais recente (também online).

A grande ausência é, obviamente, o «Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa», da Porto Editora, elaborado por Malaca Casteleiro, inculcado em 2009 como «a nova Bíblia da língua portuguesa».

Esse Vocabulário existiu? Poderia duvidar-se. Na altura, procurei-o por livrarias em Lisboa, e nada. Pedi ao editor que mo enviasse, e nada. Mas existe. Estive, um dia, com o volume na mão na livraria da Porto Editora, no Porto. Não o comprei. Foi a minha pequenina vingança? Até certo ponto. Mas já então o Vocabulário do ILTEC tinha sido oficializado para Portugal. O da Porto pode, porém, consultar-se online no site da editora.

Torna-se evidente que o académico Malaca Casteleiro mais a sua Academia andam de candeias às avessas. Porquê, exactamente? Qualquer dia a coisa transpira.

Mas nada disto abona na credibilidade do empreendimento ortográfico. O Brasil fez UM Vocabulário. Os nossos TRÊS andam por aí. Um desaparecido em combate, ou em modo zombie. Um pago pelo Estado e por ele tornado oficial. E agora outro, da entidade que, ela sozinha, o devera ter feito.

Devera ter feito? Não, senhores. Nada disto tem o menor sentido.

O aparecimento desta terceira abantesma seria o pretexto mais feliz para, de uma vez por todas, o Estado Português se libertar de um objectivo vexame.

 

 

A DESORIENTAÇÃO ACADÉMICA – 8 (e último)

Terá sentido continuar a mostrar as deficiências do VOALP, o novel Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa? Tem. E por uma razão, simples, mas ponderosa: a da IMPOSSIBILIDADE de algum dia confeccionar esse «VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO COMUM DA LÍNGUA PORTUGUESA» que se nos prometeu, e promete.

O problema foi criado pelo próprio Acordo Ortográfico 1990, ao consagrar a PRONÚNCIA CULTA de cada país de língua portuguesa como primeiro critério da grafia, destronando para segundo lugar a ETIMOLOGIA.

Em si, esta inversão é um progresso. Mas qual é a PRONÚNCIA CULTA PORTUGUESA? Este VOALP poderia tê-la definido, frontalmente, mas ignora a questão (como todos os demais ignoraram). E, no entanto, opera como se ela tivesse sido definida. Alguns exemplos.

O VOALP consagra, e bem, as formas APOCALÍPTICO, DACTILOGRAFAR, EXPECTATIVA e EXPECTÁVEL, FACCIOSISMO, FACTÍCIO, GALÁCTICO, INTERRUPTOR, LACTAÇÃO, JACTANCIOSO, PICTÓRICO, RETRÁCTIL, SECÇÃO, VASECTOMIA. Tudo isto, não obstante desenhar-se algum uso emudecedor da primeira consoante dos grupos. Talvez por isso assinale as formas INTERRUTOR e RETRÁTIL (esta com a enigmática indicação de «adj. unif.». Será «unificado»? Mas de quê, se o Brasil admite as duas formas?).

O VOALP admite DETECÇÃO, DETECTAR, DETECTIVE ao lado de DETEÇÃO, DETETAR, DETETIVE. Admite PERFECCIONISMO, PERFECCIONISTA, PERFECTÍVEL ao lado de PERFECIONISMO, PERFECIONISTA, PERFETÍVEL. Admite SECTOR, SECTORIAL, ao lado de SETOR, SETORIAL. Já não se perdeu tudo.

Mas – e como já assinalei – o mesmo VOALP, admitindo CONCEPCIONAL e CONCECIONAL, só admite ANTICONCECIONAL. Do mesmo modo, admitindo PERFECTÍVEL e PERFETÍVEL, só admite IMPERFETÍVEL. E, ainda, admitindo INDEFECTÍVEL e INDEFETÍVEL, só admite DEFETÍVEL.

Não deveria, porém, o VOALP admitir algumas «facultatividades» mais? Que mais não fosse, para «segurar» a articulação de grupos consonânticos?

Com efeito, ouvimos à nossa volta CARACTERÍSTICA, mas o VOALP só admite CARATERÍSTICA. Ouvimos PEREMPTÓRIO, mas ele só admite PERENTÓRIO. Ouvimos CEPTICISMO, mas ele só admite CETICISMO. Ouvimos RECEPTADOR, RECEPTAÇÃO, mas ele só admite RECETADOR, RECETAÇÃO. Ouvimos OPTIMIZAR, mas ele só admite OTIMIZAR. Ouvimos PERCEPTÍVEL e IMPERCEPTÍVEL, mas ele só admite PERCETÍVEL e IMPERCETÍVEL.

*

Escrevi acima que a confecção de um VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO «COMUM» DA LÍNGUA PORTUGUESA se me afigura, cada vez mais, uma impossibilidade. É que confio, ainda, no discernimento humano. Senão, vejamos.

Este VOALP consagra bastantes facultatividades portuguesas. Fazem-no também o vocabulário da PORTO EDITORA e o do ILTEC. Mas estão, nisso, longe de coincidirem. Só que o vocabulário da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS consagra incomensuravelmente mais, e outras, facultatividades. E o que farão os angolanos, e os caboverdianos, e os moçambicanos, e os demais? O que será para eles consagrável (mas não para os outros) e admissível (mas não para os outros)?

Se o académico VOALP já é a desorientação que aqui se tentou assinalar, que planetária barafunda não se prepara com um Vocabulário «COMUM»? Imagino que, além de mim, já alguém, e esse com responsabilidades, terá enxergado esse abismo de loucura ortográfica.

Mandem, já, para casa os tristes confeccionadores dessa obra monstruosa. Chegam-nos, e sobram-nos, os TRÊS VOCABULÁRIOS deste tresloucada pátria.

 

 

 

 

Comentário:

 

João Pedro da Costa: é claro que há a possibilidade FÍSICA de confeccionar esse Vocabulário. Digo-te mais: secretamente, DESEJO que o façam. Ele demonstrará, definitivamente, a que situação caótica o AO90, desde sempre, estava condenado a conduzir.

Imagina uma fusão (sim, porque é de fusão que se trata, em última análise) de um Vocabulário português com o Vocabulário da Academia Brasileira. Sirvo-me da lista do ILTEC para te dar uma ideia. Importa saber que o Brasil admite p.ex. COLECTA e COLETA, mas Portugal só COLETA. Aqui vai o resultado.

coleção (Brasil, Portugal)
colecionação (Brasil, Portugal)
colecionador (Brasil, Portugal)
colecionador (Brasil, Portugal)
colecionadora (Brasil, Portugal)
colecionar (Brasil, Portugal)
colecionável (Brasil, Portugal)
colecionismo (Brasil, Portugal)
colecionista (Brasil, Portugal)
colecionístico (Brasil, Portugal)
colecta (Brasil)
colectânea (Brasil)
colectâneo (Brasil)
colectar (Brasil)
colectário (Brasil)
colectável (Brasil)
colectício (Brasil)
colectivamente (Brasil)
colectividade (Brasil)
colectivismo (Brasil)
colectivista (Brasil)
colectivístico (Brasil)
colectivização (Brasil)
colectivizar (Brasil)
colectivo (Brasil)
colectomia (Brasil, Portugal)
colector (Brasil)
coleta (Brasil, Portugal)
coletânea (Brasil, Portugal)
coletâneo (Brasil, Portugal)
coletar (Brasil, Portugal)
coletário (Brasil, Portugal)
coletável (Brasil, Portugal)
coletício (Brasil, Portugal)
colético (Brasil, Portugal)
coletivamente (Brasil, Portugal)
coletividade (Brasil, Portugal)
coletivamente (Brasil, Portugal)
coletividade (Brasil, Portugal)
coletivismo (Brasil, Portugal)
coletivista (Brasil, Portugal)
coletivístico (Brasil, Portugal)
coletivização (Brasil, Portugal)
coletivizar (Brasil, Portugal)
coletivo (Brasil, Portugal)
coletor (Brasil, Portugal)

Agora imagina o que será um «Vocabulário Comum» COMPLETO. É muito prático, não é?

 

E que formas valem – e quais não valem – para CABO VERDE, GUINÉ, SÃO TOMÉ, ANGOLA, MOÇAMBIQUE e TIMOR? Imagina-se essa informação inserida na lista acima?

 

 

 

 

Da crise de 2012 ao resgate de 2013 OSVALDO CABRAL

Da crise de 2012 ao resgate de 2013

 

 

Há uma linha profunda que separa 2012 de 2013.

Chama-se “empobrecimento” e parece não ter fim à vista.

No final de 2012 há nos Açores cerca de 20% da população em risco de pobreza (a taxa de risco mais elevada do país), enquanto os mais ricos do país ganham quase 10 vezes mais do que os pobres.

Mais de 50 mil açorianos vão entrar no novo ano a ganhar menos de 400 euros, que é o limiar da pobreza, 21% das empresas regionais vão estar em risco de falência, o desemprego vai continuar a aumentar e poderá atingir os 20% e continuaremos cada vez mais dependentes do exterior, porque não fizemos o trabalho de casa nas últimas décadas.

Ainda acham que há razões para desejar um Bom Ano, sabendo que ele vai ser péssimo?

Eis 10 etapas que marcaram 2012 e que vão perdurar em 2013.

 

  1. “Entroikados” com a crise

 

A crise que se abateu durante todo o ano deixou marcas profundas.

O desinvestimento privado e as dificuldades no acesso ao crédito bancário mexeram com a economia açoriana, apesar da propaganda governamental ao congratular-se com a “resistência da economia regional à crise”.

Por cada semana que passou em 2012, quatro famílias ou empresas dos Açores entraram em insolvência – um aumento de 185% em relação ao ano anterior.

De 2011 para 2012 o desemprego aumentou na região de 9 para 15%!

A nossa balança comercial tem um défice do tamanho da cratera das Sete Cidades.

De todas as empresas da região, apenas 1,4% exportam, o que representa um valor ridículo para uma região que já deveria estar a gerar riqueza suficiente para se tornar menos dependente.

A troika está a pôr muita coisa no seu devido lugar, mas há outras que são nitidamente o resultado da mediocridade política que temos.

 

  1. O fim do ciclo cesariano

 

Foi o acontecimento mais marcante de 2012. O fim da era de Carlos César abre novos caminhos para uma outra geração de políticos.

Vasco Cordeiro, Duarte Freitas, Vitor Fraga, José Manuel Bolieiro e outros da mesma geração não podem falhar, porque representam a única esperança que ainda nos resta no meio de tanto descrédito que a velha classe política assentou durante 2012.

Haja rigor nas decisões e mais mérito nas promoções.

Houve muitos interesses instalados nestas últimas décadas e muita gente a viver à sombra de compadrios políticos.

O facilitismo não pode continuar a imperar numa região tão frágil e com desequilíbrios sociais tão acentuados.

 

  1. Desemprego a galope

 

O desemprego foi o maior flagelo de 2012 e é mais que certo que vai galopar em 2013.

Mais de 20 mil desempregados em ilhas onde o investimento e a criação de riqueza é como agulha em palheiro, este vai continuar a ser o maior problema social dos Açores.

Tudo isto a somar a mais cerca de 20 mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção e a um terço da população que já vive abaixo do limiar da pobreza, estão reunidas as condições para um caldo social explosivo.

Não admira que, de três em três meses, 130 casas sejam entregues à banca e as instituições de solidariedade estejam a abarrotar de pedidos de esmola.

 

 

4. Turismo e SATA

 

O ano fica também marcado pela forte recessão no sector do turismo na região.

Não é só a crise. Foram, também, políticas erradas e uma falta de estratégia confrangedora.

Só em promoção gastaram-se dezenas de milhões nos eventos mais disparatados e sem retorno, desde vacas em Lisboa, camelos nos Açores e paisagens nos táxis de Londres. Foi um fartar de adjudicações por ajuste directo, sites virtuais a rodos e um mar de disparates.

A SATA é, também, uma das principais causas deste descalabro.

A gestão incompreensível da sua política de tarifas agravou o fosso e ajudou a enterrar, ainda mais, um sector já de si desregulado e muito dependente da estratégia dos governos.

Creio que vamos levar muitos anos a recuperar.

Até lá, a imagem que perdura é a mesma do famoso Casino-Fantasma em Ponta Delgada, representando, emblematicamente, a degradação que se vive no sector.

 

5. Universidade e RTP-Açores

 

São duas instituições da nossa Autonomia que representam bem o pensamento de uma certa política cada vez mais discutível: queremo-las como nossas, mas o Estado a pagá-las.

Está visto que não vai ser assim. O Estado vai desobrigar-se, cada vez mais, de responsabilidades nas Regiões Autónomas, com o argumento de que não tem receitas suficientes para chegar a tudo.

A Universidade e a RTP-Açores foram vítimas, em 2012, da nova política que vai fazer escola no Terreiro do Paço, aliada à habitual passividade dos políticos regionais.

Cabe à Região enfrentar, sem medos, o futuro das duas instituições e saber, junto da sociedade, o que é que os açorianos querem para cada uma delas.

Não pode é haver mais demoras.

 

6. Este homem existe?

 

Se o Estado desobriga-se de algumas responsabilidades na Região, a Região também deveria desobrigar-se de algum paternalismo do Estado.

Por exemplo, o Representante da República.

Ele existe? Alguém dá pela falta dele? Serviu para quê em 2012?

 

7. Base das Lajes

 

Nem de propósito. Quem ocupa hoje a cadeira do Representante da República é um Embaixador que esteve bastante envolvido nas negociações com os Estados Unidos, no âmbito dos Acordos de Cooperação, devido à Base das Lajes.

Alguém ouviu uma palavra da figura representativa da república?

A retirada dos americanos haveria de acontecer um dia, porque sabemos que o mundo mudou muito.

O nosso problema, o nosso espanto, é que não nos preparamos para isto.

Como sempre, só acordamos para os nossos problemas quando somos confrontados com o agudizar deles.

Raramente planeamos.

Geralmente chegamos tarde.

 

8. O resgate que vem aí

 

“Memorando de Entendimento entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Região Autónoma dos Açores” – nome pomposo para dizer que, durante os próximos 10 anos, a região passa a ser controlada pelo poder central (vai começar com a nova Lei de Finanças Regionais).

Andamos estes anos todos a gastar à tripa forra, tal como o país, sem cuidar da criaçaõ de riqueza.

Nas últimas duas décadas foram investidos nos Açores cerca de 25 mil milhões de euros, qualquer coisa como 100 mil euros por cada habitante.

Qual a riqueza que tudo isto gerou?

Deste total, é provável que 16,6 mil milhões – dois terços do investimento – terão saído da região para pagar importações, serviços externos, juros de empréstimos bancários, etc.

Mesmo assim, continuamos a gastar sem saber o que produzimos.

Tudo agora vai piorar.

Começando pela saúde, com os três hospitais regionais em falência técnica.

Só de empréstimos bancários, os três hospitais passaram de 7,5 milhões de euros em 2008 para 64,3 milhões em 2009 – 8 vezes mais em apenas um ano.

2012 foi a corda ao pescoço.

Com as receitas próprias da região a cobrir apenas 86% das despesas correntes, como é que vamos continuar a sobreviver?

 

  1. Políticos a mais

 

Em 2012 foi evidente que há instituições políticas e gente delas dependentes a mais no país e na região.

Vasco Cordeiro corrigiu no governo, diminuindo os departamentos e as chefias.

Falta agora a Assembleia Regional, a única que aumentou os seus efectivos e as suas despesas.

Gastar mais de 12 milhões de euros por ano para tanta gente e tão pouco trabalho produzido (o último mês de 2012 foi mesmo de gazeta), é uma provocação para a restante sociedade açoriana, que vive com um rendimento médio de 700 euros.

O escândalo ia sendo maior em 2012 quando se descobriu que, devido ao fantasmagórico aumento de eleitores nos cadernos eleitorais, a Assembleia Regional quase que engrossava para 64 deputados.

Não fosse a pressão pública e os movimentos cívicos, e hoje teríamos um parlamento ainda maior.

 

  1. Desertificação nas ilhas

 

A crise financeira e os problemas associados a toda a economia deixaram escapar um problema muito sério que se começa a agravar no país e na região.

Há fortes sinais de que vamos assistir a um défice demográfico muito acentuado, que pode pôr em causa o futuro de algumas ilhas.

O número de mortes está a ultrapassar largamente a quantidade de nascimentos.

Até ao final de Novembro tinham nascido no país pouco mais de 83 mil bébés, menos 6 mil do que igual período de 2011.

É uma curva que se inclina a 7%. É como se não tivesse nascido 14 vezes toda a população do Corvo.

Nos Açores ainda não são conhecidos os dados totais, mas é muito provável que acompanhe a tendência nacional.

Nos Censos de 2011 a região tinha aumentado ligeiramente a população, mas apenas em S. Miguel, Terceira e Corvo,

Todas as restantes ilhas perderam nuita população e, segundo o pouco que se conhece deste ano, a tendência é para se agravar.

Trata-se de um problema muito complicado para a região.

Numa altura em que se fala tanto de coesão regional e desenvolvimento harmónico, se não houver população não há coesão que resista.

Poderá ser a falência de um projecto e de uma região.

 

Pico da Pedra, Dezembro 2012

Osvaldo Cabral

PESSOA PLURAL Nº2

Caros,

Como nestas coisas nenhuma publicidade é em vão porque alguém não interessado pode sempre reencaminhar para um amigo, aqui vai o número 2 (sim, não o anúncio mas o próprio número,, que atinge as 340 páginas) da revista Pessoa Plural, que acabámos de disponibilizar na rede.
Por favor passem aos amigos eventualmente interessados.
Um grato abraço do
onésimo

ESCOLAS PORTUGUESAS NO MUNDO

Escolas Portuguesas no Mundo

Escolas Portuguesas no Mundo

O GEPE assegura o acompanhamento das escolas públicas portuguesas no mundo, constituindo-se como interface entre estas e os diversos serviços do Ministério da Educação e do Ministério dos Negócios Estrangeiros

A Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DSEEPE) tem por missão garantir a concretização das políticas de gestão estratégica e de desenvolvimento dos recursos humanos da educação afetos às estruturas educativas nacionais que se encontram no estrangeiro, visando a forte promoção da nossa língua e cultura. À DSEEPE compete: a) Definir a rede das escolas portuguesas no estrangeiro; b) Promover e assegurar o recrutamento, seleção e outras formas de mobilidade para as escolas portuguesas no estrangeiro; c) Apoiar a aplicação de políticas de desenvolvimento de recursos humanos no que respeita à formação dos docentes; d) Apoiar a gestão dos estabelecimentos; e) Promover a monitorização do funcionamento e gestão dos estabelecimentos; f) Promover a celebração de contratos de parceria e de interligação com estruturas locais; g) Promover o desenvolvimento das boas práticas de gestão e administração educativa.   GEPE: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação   Escola Portuguesa de Díli A Escola Portuguesa de Díli entrou em funcionamento em 2002. No ano lectivo de 2008/2009, contará com ensino secundário. Sobre a Escola Portuguesa de Díli     Contactos da Escola Portuguesa de Díli Rua de Balide, Santa Cruz Díli, Timor-Leste N.º de telefone: 670 3322070 N.º de fax: 6703310581 Endereço electrónico: [email protected]   A Escola Portuguesa de Luanda A Escola Portuguesa de Luanda possibilita uma formação de base cultural portuguesa, permitindo o alargamento do ensino básico e secundário aos jovens portugueses e angolanos em idade escolar. Contactos da Escola Portuguesa de Luanda Rua N’Gola M’Bandi, n.º 278 Luanda, Angola N.º de telefone / n.º de fax: 244 222329558 Endereço electrónico: [email protected]   Escola Portuguesa de Macau A Escola Portuguesa de Macau, criada em 1998, assegura o ensino curricular em língua portuguesa nos ensinos básico e secundário. Sítio na internet: Escola Portuguesa de Macau Contactos da Escola Portuguesa de Macau: Av.ª Infante D. Henrique S/N R. A. E. Macau N.º de telefone: 853 28572240 N.º de fax: 853 28710473 Endereço electrónico: [email protected] Endereço electrónico dos Serviços Administrativos: [email protected] Sítio na Internet: www.epmacau.edu.mo   Escola Portuguesa de Moçambique A Escola Portuguesa de Moçambique contribui para implementar uma política de cooperação cultural e educativa naquele país africano. Sítio na internet: Escola Portuguesa de Moçambique Contactos da Escola Portuguesa de Moçambique: Av.ª para o Palmar, n.º 562 – caixa postal 2940 Maputo, Moçambique N.º de telefone: 258 21 481300 N.º de fax: 258 21 481343 Endereço electrónico: [email protected]   ESCOLAS PORTUGUESAS NO ESTRANGEIRO Lista de escolas por país

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Foto: LUSA – O ministro da Educação, do Ensino e da Ciência, Nuno Crato conversa com alunos durante a visita à escola Portuguesa de Díli, Timor-Leste, 25 de janeiro de 2012. ANTONIO AMARAL /

prorrogada a data de entrada em vigor do AO1990 no Brasil

Decreto nº 7.875 prorroga o uso do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa no Brasil para 2016
Para ler a íntegra do texto presidencial, clique no seguinte link: http://joaojorgereis.blogspot.com.br/2012/12/decreto-n-7875-prorroga-o-uso-do-acordo.html.

portugueses e brasileiros na Suíça

in diálogos lusófonos

Brasileiros e portugueses no sistema previdenciário suíço

Vivendo entre dois mundos, brasileiros e portugueses nem sempre recebem seus direitos por medo ou por não conhecerem bem o funcionamento do sistema previdenciário suíço.

Grande parte de brasileiros e portugueses vivendo na Suíça já possui a dupla cidadania, ou são cidadãos da comunidade europeia, o que não significa estarem bem informados de seus direitos e obrigações no país.

Na maioria dos casos, a barreira da língua é o que impede logo na chegada de procurarem as informações corretas. Além disso, os que estão ilegais temem procurar seus direitos e ajuda dos órgãos especializados com receio de punições ou expulsão. E isto não é tudo.

O bom conhecimento das leis, no entanto, é o que garante ao trabalhador estrangeiro na Suíça segurança e uma possível economia de impostos. Para evitar surpresas após a carreira profissional, seria necessário, portanto, que todos conhecessem seus direitos e obrigações, adaptando-se o mais rápido possível a esta nova sociedade, na qual as informações existem, inclusive em português.

Depoimentos de vários brasileiros e portugueses que vivem no país mostram claramente que muitos deles, apesar de estarem satisfeitos com o sistema previdenciário suíço, desconhecem o funcionamento do 3°pilar. E, como já era de se esperar, quase todos os entrevistados vivem com um pé na Suíça e outro no país de origem. A maioria espera receber duas aposentadorias e alguns não estão informados a respeito da possibilidade de se retirar o capital depositado no 2° e 3° pilares no caso de deixarem o país.

A lenda brasileira em Berna

A alegre Maria “Marijô” Perrin – que com sua coleção de 4.600 colares entrou para o Livro dos Recordes – é uma aposentada brasileira que acha ter nascido em 1935 e virou personalidade em Berna. Após 18 operações e uma prótese no joelho, ela se diz realizada na Suíça e muito satisfeita com o apoio do sistema previdenciário suíço.
Maria "Marijô" Perrin é uma brasileira aposentada na Suíça.

 


Marijô saiu de ônibus de João Pessoa, Paraíba, ainda muito pequena para trabalhar no Rio de Janeiro com uma patroa paraibana. Estudou em Ipanema, quando foi convidada para trabalhar na casa de um diplomata brasileiro em Berna. Em 1972, realizou seu sonho de criança de conhecer a Europa e viajar de avião.
Muito trabalhadora, serviu nove anos como ajudante de enfermeira em Köniz, perto da capital suíça, e durante vários anos serviu como governanta em asilos da capital helvética. Apesar destes anos todos morando no cantão de Berna, confessa não conhecer bem a previdência social. “Nunca me preocupei muito por confiar nos patrões, confiava que eram honestos e pagavam os 1° e 2° pilares pra mim”.

Mesmo tendo sido casada como um suíço, nunca se diz suíça. Marijô dá uma gargalhada e declara: “A gente não deixa nunca de ser brasileira, sempre tenho uma bandeira do Brasil comigo!”.

Ela diz não ter economias, mas sim anjos da guarda no Brasil e em Berna. Aposentada nos dois países, ela recebe da Suíça uma aposentadoria de dois mil francos suíços por mês e o sistema social de Berna complementa sua pensão, pagando o plano de saúde. Para completar a renda e viajar, a paraibana dança, apresenta-se em pequenos shows e cozinha por encomenda.

“Minha irmã sempre pagou o INSS no Brasil pra mim e hoje minha amiga recebe e paga minhas contas”, conta. Depois de várias hospitalizações, confessa que sempre foi bem tratada como aposentada e como paciente nos hospitais suíços.

Marijô espera não perder sua pensão do Brasil e diz que é segurança psicológica poder voltar e viver tranquila. Sabe que, neste caso, tem direito de continuar recebendo sua aposentadoria suíça, mas nunca entendeu bem o sistema. Hoje, ela se diz muito satisfeita com o sistema de previdência na Suíça, mas, se pudesse escolher, gostaria de ser enterrada no túmulo com a mãe em sua terra natal.

 

Sistema previdenciário: resumo

O sistema de aposentadoria helvético é considerado um dos melhores do mundo.

Na Suíça o trabalhador conta duas fontes obrigatórias: a primeira, mais conhecida como 1° pilar, é o seguro básico para todas as pessoas que residem ou trabalhem na Suíça. Ela é baixa, mas garante que ninguém deixe de ter uma renda mínima quando atingir a idade de abandonar o batente, atualmente aos 65 anos.

A segunda base é a previdência profissional, o chamado 2° pilar, que assegura todos os empregados a partir dos 25 anos de idade e cujo salário anual atinje o limite mínimo anual de CHF 19.350. Ela complementa a renda e é calculada por uma taxa de conversão do capital acumulado durante os anos de trabalho. A taxa atual de conversão do 2° pilar é de 6,4 ou seja, para um capital acumulado de 100 mil francos, ao se aposentar com 65 anos de idade, a pessoa terá um salário anual de 6 mil e 400 francos.

O terceiro pilar é a previdência privada.

Texto adaptado de http://www.swissinfo.ch/por/guia_da_suica/saude/Brasileiros_e_portugueses_no_sistema_previdenciario_suico.html?cid=6994324

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temática literária açoriana

 

 

 

 

 

 

Land of Milk and Money (Tagus Press) is a novel about a fight among the descendants of Azorean immigrants to inherit a Central California dairy farm. Two book events are scheduled in the near future:

 

Sunday, January 20, 2013, 1:00 pm

Portuguese Historical and Cultural Society

St. Elizabeth’s Church, 12th & S Streets, Sacramento

 

Friday, February 15, 2013, 7:00 pm

Books, Inc., Opera Plaza

601 Van Ness Avenue, San Francisco

 

The author will read selected passages and sign copies of his book. (See the link below for the novel’s website.)

 

–TB

 

Anthony Barcellos

Davis, California

[email protected]

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2.

 

 

 

— On Wed, 12/26/12, [email protected]

 

 

 


Publication of The Conjurer and Other Azorean Tales by Darrell Kastin


Tagus Press at UMass Dartmouth, in partnership with the University Press of New England (UPNE), announces the publication of The Conjurer and Other Azorean Talesby Darrell Kastin. This collection of short fiction — inspired by the beauty and magic of the Azorean archipelago — transports readers from the natural to the supernatural.

 

 


Born from the fertile volcanic soil and the sea and mists surrounding the Azorean islands, the characters who inhabit these stories blend realism with magic. Like the nine Muses, each island has its own special attributes. Whether searching for love, power, or meaning, these characters are subject to the whims of Fate and Fortune. Here the commonplace present confronts forces both natural and supernatural. In the Azorean microcosm, they come to represent a far larger sphere, embodying the foibles and idiosyncrasies of humanity the world over.


Darrell Kastin was born in Los Angeles, the son of an Azorean mother and a father of Russian/Jewish descent. He is also a musician and a composer.


Darrell Kastin’s first novel, The Undiscovered Island, won the 2010 IPPY Independent Publisher’s Silver Award for Multicultural Fiction. Kastin’s fiction has received praise from Richard Zimler, author of The Last Kabbalist of Lisbon and The Warsaw Anagrams, who writes: “A lyrical and exuberantly detailed tale of mystery and mythology intimately linked to the unique history and natural beauty of the Azores.” Karen Joy Fowler, author of The Jane Austen Book Club, likewise endorses Kastin’s book as “A story of mystery and magic—magical appearances and mysterious disappearances, mysterious women and magical islands—beautifully and lyrically told.”


The Conjurer and Other Azorean Tales is volume 19 of the Portuguese in the Americas Series published by Tagus Press at UMass Dartmouth, the publishing arm of the Center for Portuguese Studies and Culture. The Series documents the variety and complexity of the Portuguese-American experience by publishing works in the social sciences, history and literature.


 

 

 

Frank F. Sousa
Professor of Portuguese
Director, Tagus Press
Director, Center for Portuguese Studies and Culture
University of Massachusetts Dartmouth
North Dartmouth, MA 02747
Tel. 508 999 8255 begin_of_the_skype_highlighting 508 999 8255 FREE  end_of_the_skype_highlighting
www.portstudies.umassd.edu
www.facebook.com/CenterPortugueseStudiesCulture

 

 

 

 

 

 

boletim FLE dez 2012

 

 

Mesmo sabendo que sem liberdade de aprender e de ensinar não existe verdadeiramente educação, existem muitos inimigos da liberdade que utilizam argumentos falaciosos com os quais tentam condicionar o futuro da escola em Portugal.

Geralmente, aproveitando-se de alguma falta de informação sobre a realidade educativa internacional, sugerem que a introdução da liberdade como alicerce principal da escola em Portugal, é uma experiência inovadora e de consequências imprevisíveis…
Mas isso não é verdade. Ao longo dos últimos anos, o Fórum para a Liberdade de Educação tem vindo a recolher e tratar informação sobre várias reformas educativas, assentes nos valores da liberdade, que têm sido implementadas em vários Países do Mundo e que, ao contrário dos que eles dizem, têm mostrado índices de sucesso que ultrapassam todas as melhores expectativas.
Porque Portugal precisa de um novo paradigma educativo; porque os Portugueses têm o direito de escolher livremente o futuro dos seus filhos; porque é importante que se saiba que é possível reformar e que outros já o fizeram com bons resultados; e porque disso depende o próprio futuro de Portugal; o FLE deixa-lhe aqui a ligação para os dossiers que preparámos com toda a informação sobre as reformas educativas de sucesso, e também as explicações de Francisco Vieira e Sousa sobre a reforma Sueca, Neo-Zelandesa e da Flórida.
FLE – Fórum para a Liberdade de Educação

www.FLE.pt

 

O FLE no Facebook

Canal FLE no Youtube

Documentos FLE

 

Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos

Art.º 26º da Declaração Universal dos Direitos do Homem

 

economia brasileira

Brasil perde posto de 6ª maior economia para Reino Unido

Estadão Conteúdo

 

Um ano após desbancar o Reino Unido na posição de sexta maior economia do mundo, a desvalorização do real nos últimos meses fará com que o Brasil perca o posto recém-conquistado e volte ao sétimo lugar em 2012. A previsão foi feita nesta quarta-feira pelo britânico Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios (CEBR na sigla em inglês). A consultoria, porém, aposta que o Brasil voltará a crescer mais rapidamente e deve voltar a ultrapassar os britânicos em 2014.

Segundo o levantamento, o Brasil deve terminar o ano com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,282 trilhões, pouco abaixo dos US$ 2,443 trilhões previstos para o Reino Unido. “Estamos na disputa cabeça a cabeça com o Brasil há algum tempo. No ano passado, os brasileiros nos ultrapassaram. Este ano, vamos superá-los. A partir de 2014, no entanto, o dinamismo da economia brasileira deve levar o Brasil decisivamente para uma posição acima do Reino Unido”, disse o responsável pela pesquisa e diretor-executivo do CEBR, o inglês Douglas McWilliams.

Mesmo com a previsão de que a economia do Reino Unido deve terminar o ano com crescimento perto de zero ou até uma pequena queda, o Brasil perdeu o posto especialmente pela taxa de câmbio. Como o PIB na pesquisa é calculado em dólares, a subida do dólar de mais de 11% no ano faz com que o tamanho da economia brasileira fique menor quando convertido para dólares. Para piorar o fenômeno, o fraco crescimento da economia nacional também deve ser levado em conta, o que acaba potencializando o efeito do câmbio.

Na pesquisa do CEBR, os cinco primeiros da lista são Estados Unidos (PIB de US$ 15,643 trilhões), China (US$ 8,249 trilhões), Japão (US$ 5,936 trilhões), Alemanha (US$ 3,405 trilhões) e França (US$ 2,607 trilhões).

 

http://br.financas.yahoo.com/noticias/brasil-perde-posto-6-maior-113100209.html

socióloga não acredita no retorno em massa

Socióloga não acredita no retorno em massa de imigrantes brasileiros em Portugal

Gilberto Costa, correspondente da EBC
24/12/2012 12:00
Os brasileiros que vieram para Portugal, especialmente na última década, foram atraídos pela perspectiva de emprego em áreas que não exigiam qualificação, como a construção civil, os serviços de bar e restaurante e o emprego doméstico. Com a crise econômica, essas atividades perderam dinamismo.

Lisboa – Os brasileiros formam a maior colônia de estrangeiros em Portugal. Em março de 2011, conforme o censo, havia 109,7 mil brasileiros. Há tantos pessoas procedentes do país que as brasileiras com 34 anos, solteiras, com ensino médio e trabalhando em serviço de limpeza formam o perfil prevalente entre os imigrantes.

Os brasileiros que vieram para Portugal, especialmente na última década, foram atraídos pela perspectiva de emprego em áreas que não exigiam qualificação, como a construção civil, os serviços de bar e restaurante e o emprego doméstico. Com a crise econômica, essas atividades perderam dinamismo e já pode ser notado um movimento de retorno entre os que se empregaram nesses setores.

A socióloga Filipa Pinho, coordenadora da equipe técnica do Observatório da Emigração e doutora pelo Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), não acredita porém que haverá um regresso em massa para o Brasil porque muitos estabeleceram raízes em Portugal, aguardam a autorização de residência definitiva ou podem buscar emprego em outros países da Europa. A seguir, a entrevista da especialista à Agência Brasil.

Agência Brasil (ABr) – Qual o perfil socioeconômico dos brasileiros que foram para Portugal na última década?
Filipa Pinho – Os brasileiros que emigraram na última década – sensivelmente desde o fim dos anos 1990 – inseriram-se majoritariamente no segmento menos qualificado do mercado de trabalho, os setores da construção, de restauração, comércio e serviços. Isso, independentemente de alguns terem habilitações superiores ao que lhes era pedido. Grande maioria veio sem visto – não é necessário quando vem a turismo – e permaneceu além do prazo estabelecido para turista (90 dias). A regularização se deu ao abrigo de ações extraordinárias ou decorrentes de acordos com o Brasil (como o acordo Lula em 2003).

ABr – O que esses brasileiros ambicionavam quando vieram para cá?
Filipa Pinho – De acordo com as entrevistas que fiz, vinham em busca de oportunidades de melhoria de vida, em uma época em que se queixavam do desemprego no Brasil e em que havia chances de trabalho em Portugal. Na época em que começaram a vir, em geral a partir de Minas Gerais, deu-se a coincidência de os controles para os Estados Unidos terem se tornado mais rígidos, de o euro estar forte em relação ao real e, como disse, de haver oportunidades de trabalho. A informação foi passada por meio das redes de amizade e parentesco, e os migrantes que iriam para os Estados Unidos vieram para cá. Para outros, que nunca tinham pensado em ir para os Estados Unidos pelo fato de não saber a língua, Portugal se tornava uma hipótese atrativa.

ABr – A língua foi a principal motivação para escolherem Portugal?
Filipa Pinho – Foi um conjunto de circunstâncias: oportunidades de trabalho, facilidade em entrar no país, controle rígido da fronteira nos Estados Unidos, euro alto em relação ao real/dólar, a língua, o fato de conhecerem pessoas em Portugal etc

ABr – Em que atividades esses brasileiros se ocupavam? Essas ocupações não interessam aos portugueses?
Filipa Pinho – Homens na construção, no comércio e na restauração, mulheres no comércio, bares e restaurantes, serviços. Não era uma questão de não interessar aos portugueses, era porque havia trabalho: muitos investimentos em infraestruturas para o Euro 2004, quer em construção, quer em serviços associados.

ABr – Os imigrantes brasileiros estão retornando? Pode-se dizer que está ocorrendo um esvaziamento da imigração brasileira? Esse fenômeno tem a ver com a situação econômica de Portugal e do Brasil?
Filipa Pinho – Não necessariamente “em massa”. Por um lado, podem estar retornando ou indo para outros locais, como os portugueses, por causa do desemprego. Se tiverem autorização de residência, o problema é maior porque a renovação dessa autorização só é feita se houver contrato de trabalho. E, quando não há… Mas os brasileiros podem ter permanecido até esgotar o período do subsídio ao desemprego, por exemplo. Por outro lado, haverá muitos brasileiros empregados, com famílias constituídas em Portugal, para quem não fará sentido sair do país. Se tiverem obtido a nacionalidade portuguesa, mesmo a situação de desemprego não os torna ilegais, portanto poderão permanecer. Teremos de esperar novas estatísticas dos próximos anos para perceber os efeitos da crise na população brasileira residente em Portugal. Mas, assim como os portugueses que estão deixando o país, o mesmo pode acontecer com brasileiros, é claro. O fluxo de entrada tem estagnado, sim.

ABr – Há quem parta, mas há quem fique. Há diferença de perfil desses imigrantes brasileiros?
Filipa Pinho – Há: quem está empregado e constituiu família, esse tenderá a ficar. Desempregados, como muitos portugueses, considerarão outras hipóteses migratórias, passem elas pelo retorno ou por uma reemigração.

ABr – Conheço casos de imigrantes brasileiros que voltaram para o seu país e depois retornaram a Portugal, por que isso acontece? Pode voltar a acontecer.
Filipa Pinho – Quando vieram, muitos imigrantes eram jovens. Entrevistei pessoas que vieram com 18, 19, 20 anos, que começaram a sua vida de trabalho e adulta em Portugal. Pode ocorrer que voltem para o Brasil e não se adaptem ou não encontrem trabalho… Não sei, esse caso específico eu não estudei, só posso fazer alguma reflexão sobre o que ouvi.

ABr – Com as dificuldades de conseguir emprego em Portugal, é possível dizer que imigrantes brasileiros poderão disputar trabalho com os portugueses?
Filipa Pinho – Pessoalmente, tenho muita dificuldade em ver essa situação como uma disputa. Há oportunidades ou a falta delas e um conjunto de residentes para as preencher. Eles ocuparão as vagas de acordo com a capacidade para fazer o trabalho. Há profissões em que os brasileiros ganharam visibilidade e estão bem conceituados, como manicures ou na restauração, mas desconheço se ganharão ou perderão quando se trata de contratar brasileiros ou portugueses. Não conheço casos concretos que possam servir de exemplo.

 

http://www.portugaldigital.com.br/sociedade/ver/20074082-sociologa-nao-acredita-em-retorno-em-massa-de-imigrantes-brasileiros-em-portugal

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direitos humanos no Brasil

Direitos Humanos no Brasil

© UNESCO/Nelson Muchagata
O Brasil, com suas acentuadas desigualdades sociais e econômicas, promove diversificadas ações destinadas à promoção e à defesa dos direitos humanos.
A discussão dos Direitos Humanos e as ações técnicas e políticas relacionadas a esse tema, têm mobilizado a mídia nacional e, consequentemente, elevado a consciência da sociedade brasileira sobre assuntos que são extremamente importantes para a promoção da cidadania e para o respeito a aos direitos humanos.
Recentes avanços na promoção dos direitos humanos têm sido constatados. Apesar desse trabalho considerável e inovador de promoção dos direitos humanos:
  • mas não existe ainda clara compreensão da universalidade e indivisibilidade dos direitos humanos: civis, políticos, sociais, econômicos e culturais.
  • existe um número muito alto de pessoas que continua a encontrar grandes dificuldades no exercício de sua cidadania e de seus direitos fundamentais.
A UNESCO acredita que somente pela mobilização de todos os atores direta ou indiretamente envolvidos poder-se-á contribuir para a promoção da cidadania, a consolidação da democracia, a promoção da igualdade, o acesso amplo à justiça e a garantia da segurança. Esses avanços são de importância crucial para que o país venha a construir e consolidar uma cultura de direitos humanos e cultura de paz.
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/social-and-human-sciences/human-rights/

JOSÉ HERMANO SARAIVA HISTÓRIA DE PORTUGAL

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

[Anexos de Margarida Castro incluídos abaixo]

Para quem tiver um pouquinho de tempo !

JOSÉ HERMANO SARAIVA – História Essencial de Portugal (VCl)

Uma Relíquia.

 

 Para arquivar!!!

Remessa para usufruto de ‘n’ destinatários e que merece a mais ampla divulgação.

JOSÉ HERMANO SARAIVA (03 Out 1917 – 20 Jul 2012) 

 O Homem, Português, que nos ofertou a…  “História Essencial de Portugal”

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Volume I – Das Origens à Revolução de 1245-1248

História Essencial de Portugal – Vol.1 (1/6)
http://www.youtube.com/watch?v=-uzlqu2NOSQ
09’56”

História Essencial de Portugal – Vol.1 (2/6)
http://www.youtube.com/watch?v=9XlPeP1oC_4
10’00”

História Essencial de Portugal – Vol.1 (3/6)
http://www.youtube.com/watch?v=zCruQKAtpFQ
10’02”

História Essencial de Portugal – Vol.1 (4/6)
http://www.youtube.com/watch?v=u04KH2MEbLM
10’07”

História Essencial de Portugal – Vol.1 (5/6)
http://www.youtube.com/watch?v=FPA0To1uRXg
10’01”

História Essencial de Portugal – Vol.1 (6/6)
http://www.youtube.com/watch?v=ZePlwZdCphQ
09’17”

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Volume II – De D. Dinis à Conquista de Ceuta (1248-1415)

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (1/7)
http://www.youtube.com/watch?v=XsLY3Qd-Zic
09’56”

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (2/7)
http://www.youtube.com/watch?v=ZNNq_k9UGvs
10’03”

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (3/7)
http://www.youtube.com/watch?v=ZF34r8XvVog
10’03”

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (4/7)
http://www.youtube.com/watch?v=uk9E_v_Pf-M
10’05”

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (5/7)
http://www.youtube.com/watch?v=S4x0SgGCZfQ
10’08”

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (6/7)
http://www.youtube.com/watch?v=SCJhFoCbf20
09’54”

História Essencial de Portugal – Vol. 2 (7/7)
http://www.youtube.com/watch?v=2oWj8k_pnkg
05’39”

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Volume III – Da Expansão à Restauração (1415-1640)

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (1/8)
http://www.youtube.com/watch?v=QPXdY84zYLU
09’59”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (2/8)
http://www.youtube.com/watch?v=JKfh-vIIQks
10’06”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (3/8)
http://www.youtube.com/watch?v=14GECJc1U3M
10’02”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (4/8)
http://www.youtube.com/watch?v=JrK9liH6p9A
10’08”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (5/8)
http://www.youtube.com/watch?v=gg7-ffqsC2E
10’08”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (6/8)
http://www.youtube.com/watch?v=8EybbVk19qA
10’00”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (7/8)
http://www.youtube.com/watch?v=xhu9CELIZeE
10’07”

História Essencial de Portugal – Vol. 3 (8/8)
http://www.youtube.com/watch?v=bVNu5LHxeAk
04’38”

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Volume IV – Iluminismo – Pombalismo – Revolução Liberal e Regeneração (1640-1851)

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (1/8)
http://www.youtube.com/watch?v=NT7hGLzKbRQ
10’00”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (2/8)
http://www.youtube.com/watch?v=628V6j_VgpY
09’59”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (3/8)
http://www.youtube.com/watch?v=lIEgxBW20Fg
09’57”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (4/8)
http://www.youtube.com/watch?v=ElsHl27tGRc
10’00”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (5/8)
http://www.youtube.com/watch?v=A3ehu2OeeXQ
10’01”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (6/8)
http://www.youtube.com/watch?v=Ox0oHzHLeiI
10’06”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (7/8)
http://www.youtube.com/watch?v=1Jmz_O2diFw
04’40”

História Essencial de Portugal – Vol. 4 (8/8)
http://www.youtube.com/watch?v=5xEDbRapnQA
05’46”

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Volume V – Da Regeneração à República (1851-1910)

História Essencial de Portugal – Vol.5 (1/7)
http://www.youtube.com/watch?v=P3eGsVRVs1Y
09’59”

História Essencial de Portugal – Vol.5 (2/7)
http://www.youtube.com/watch?v=lEcn_0u3T5k
09’59”

História Essencial de Portugal – Vol.5 (3/7)
http://www.youtube.com/watch?v=dt1lADmVCLk
10’07”

História Essencial de Portugal – Vol.5 (4/7)
http://www.youtube.com/watch?v=QUXhzzBoQTk
09’57”

História Essencial de Portugal – Vol.5 (5/7)
http://www.youtube.com/watch?v=_9YYN0SloHk
09’59”

História Essencial de Portugal – Vol.5 (6/7)
http://www.youtube.com/watch?v=iGlGIbduRUo
06’08”

História Essencial de Portugal – Vol.5 (7/7)
http://www.youtube.com/watch?v=wSpDeGNHpeM
05’17”

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Volume VI – Do 5 De Outubro à Actualidade (1910-2002)

História Essencial de Portugal – Vol.6 (1/5)
http://www.youtube.com/watch?v=J9-OZr45hgM
14’55”

História Essencial de Portugal – Vol.6 (2/5)
http://www.youtube.com/watch?v=oPL8wQdn45U
14’55”

História Essencial de Portugal – Vol.6 (3/5)
http://www.youtube.com/watch?v=tGxfxh5k1Qs
14’57”

História Essencial de Portugal – Vol.6 (4/5)
http://www.youtube.com/watch?v=4IB3CNd3dpU
14’58”

História Essencial de Portugal – Vol.6 (5/5)
http://www.youtube.com/watch?v=9gx5VxW6Q58
07’08”

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NÃO DEIXEM DE VER E DIVULGAR.
 

   
     
     
     
 

 

 

   

 

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Anexo(s) de Margarida Castro

1 de 1 arquivo(s)

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Diferenças entre normas da língua em Portugal e no Brasil podem acabar depois de um século

 

Publicação: 21/12/2012 13:31 Atualização:
A adoção de um regime comum para a ortografia do português em todos os países lusófonos põe fim ao afastamento do Brasil e de Portugal quanto às normas sobre a escrita do idioma de Machado de Assis e de Eça de Queiroz. Ao longo do século 20, os dois países modernizaram separadamente a maneira de escrever, fizeram suas regras próprias mas apenas, mais de uma vez, ensaiaram aproximação.

Isso foi obtido em 1990, com a assinatura do acordo que só começa a ser ratificado neste século. Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste não criaram normas próprias paralelas, assim como fizeram Brasil e Portugal, porque tiveram independência mais recentemente.

Em artigo publicado no Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa, o linguista luso João Malaca Cateleiro afirma que a separação das ortografias brasileira e lusitana começou em 1911, quando Portugal fez, “à revelia” do Brasil, sua primeira reforma ortográfica. “Começa uma divergência na maneira de ortografar a língua, uma vez que nós começamos a seguir um determinado tipo de ortografia e o Brasil tinha uma regra fixa”, confirma o escritor Vasco Graça Moura, também português.

Segundo Moura, até aquela altura os dois países tinham regras “extremamente confusas”. Na então recente república portuguesa, em cada grupo de quatro cidadãos três eram analfabetos. “Com a simplificação da ortografia, imaginou-se que iria ser combatido o analfabetismo. A ideia era generosa, mas completamente estúpida! Se fosse assim todos os alemães eram analfabetos”, comenta.

Ele destaca que no Brasil também havia um movimento para reformar a maneira de escrever o português. “Eu conheço uma carta de Mário de Andrade dizendo que vai escrever como se fala, e não vai seguir a grafia [adotada] do lado de cá do Atlântico”.

O diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira revela que os dois Estados optaram por ter normas divergentes, que dificultasse o entendimento de um ao outro quase como estratégia mercantilista de composição de normas. “Para que o nosso livro não circulasse aqui e o livro de Portugal não circulasse lá. As nossas histórias econômicas são o contrário da livre circulação da mercadoria”.

João Malaca Cateleiro registra que ao longo do século 20 foram várias as tentativas de resolver as divergências ortográficas entre Portugal e o Brasil, protagonizadas pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. “As datas mais mais relevantes são as de 1931, 1943, 1945, 1971/1973, 1986 e 1990, sendo esta última a do Novo Acordo Ortográfico [em vigência]”

De acordo com Vasco Graça Moura, o movimento de maior aproximação antes da assinatura em 1990 foi em 1945, quando os dois países subscreveram a reforma, mas o Congresso brasileiro negou a ratificação e não houve, portanto, nenhum reflexo no Brasil. “Grande parte das regras daquela reforma corresponde sensivelmente ao que ainda hoje está em vigor em Portugal”, diz fazendo referência ao período de transição do atual acordo, que em Portugal termina em 2015.