festa da cabra e do canhoto

FESTA DA CABRA E DO CANHOTO

31 de Outubro 2012 – Cidões / Vinhais

Boa Noite Caros Amigos em todos os graus e qualidades!

Hoje, dia 31 de Outubro, vai ter lugar a “Festa da Cabra e do
Canhoto” em Cidões / Vinhais.

Esta festa tem sido pouco considerada pela maioria dos estudiosos,
relutantes na sua aceitação, por não fazer parte da ideia
estereotipada de que as designadas “Festas de Inverno em
Trás-os-Montes” e as “Mascaradas de Invierno de Zamora” têm
início no solstício de Inverno e terminam no equinócio da
Primavera.

Sendo provavelmente a festa mais antiga e a primeira do escuro
inverno transmontano, nela encontramos os ingredientes mais genuínos
ligados à cultura celta que nesta região transmontana e galega
existem há mais de 3.000 anos, no período que antecedeu a conquista
romana da península ibérica.

Esta festa originalmente designada de _“Samhain [1]”_ (noite de
31 de Outubro a 1 de Novembro) era a comemoração celta mais
importante sendo celebrada em toda a Europa, até à sua conversão ao
cristianismo. Inicia-se com esta festividade o “Ano Novo Celta”
que tinha início com a estação escura, na realidade a verdadeira
passagem de ano.

A _Samhain_ [2] é a festa dos espíritos. O lugar dos espíritos
seria um espaço de felicidade ausente de dor ou fome. Cabia aos
sacerdotes druidas comunicar nesse dia com os antepassados.

Com a destruição da cultura celta e a conversão de Roma ao
cristianismo estas manifestações consideradas pagãs seriam
substituídas na Igreja Católica pelo “Dia de Todos os Santos”
(Festum omnium sanctorum) no dia 1 de Novembro e pelo “Dia dos
Fiéis defuntos” em 2 de Novembro. Recentemente passou-se a celebrar
a festa de índole carnavalesca designada de Halloween ou “dia das
bruxas”.

Desta festividade designada de _Samhain_ [3], ainda permanecem alguns
elementos rituais celtas fundidos com a tradição judaico-cristã em
cerca de quatro aldeias galegas e na aldeia portuguesa de Cidões –
Vinhais.

A singularidade desta festa não permitiu que continuasse a ser
apenas da pequena comunidade de Cidões. Com os anos transformou-se
numa festa frequentada por pessoas de diferentes origens, o que
obrigou à mudança do local por duas vezes.

A nova realidade socioeconómica e os novos públicos, cada vez mais
cultos e exigentes, ditaram uma maior exigência na preparação,
apresentação e divulgação da festa, tratamento dos conteúdos e
apoios institucionais.

Mantendo os horários e os procedimentos rituais dos anos anteriores,
construiu-se um guião adoptado aos novos públicos.

Com efeito construiu-se uma história baseada numa sucessão de actos
tendo como base elementos e personagens conhecidas da cultura celta.

Luís Canotilho 2012

PROGRAMA 2012 DA FESTA DA CABRA E DO CANHOTO

19 HORA – Início das “hostilidades”.

Abertura do Bar – Taska com a oferta de bebidas e petiscos.

Bebidas: Pipo de “Vinho da Terra”; Pipo de “Ulhaque”, Pipo de
Jerupiga e Queimada Celta de Cidões. Café no pote com brasa.

Comidas: Caldo verde, cabra matchorra no pote, feijoada à Cidões no
pote e pão de forno de lenha.

Venda do baralho de cartas dos caretos.

(O bar permanecerá aberto durante a noite. Oferta de castanhas
assadas.)

20 HORA – ESPECTáCULO DO ACENDIMENTO RITUAL DA FOGUEIRA PELA
TRíPLICE DEUSA CELTA CERRIDWEN.

20 HORA àS 22 HORA – Abertura do palco com actuações de gaiteiros
e o Grupo Etnográfico da Casa do Professor de Bragança

21 HORA – ESPECTáCULO DO 1 RITUAL DA QUEIMADA E ESCONJURA PELO
DRUIDA.

21:45 HORA – ESPECTáCULO DO 2 RITUAL DA QUEIMADA E ESCONJURA PELO
DRUIDA.

22 HORA àS 23 HORA – Actuação da “Quadrilha” de Sebastião
Antunes.

22:30 HORA – ESPECTáCULO DO 3 RITUAL DA QUEIMADA E ESCONJURA PELO
DRUIDA.

23.30 HORA – QUEIMA DO “_CABRãO_” (BODE / CHIBO / DEMóNIO).
ESPECTáCULO DE FOGO, LUZ E SONS ESTRIDENTES.

24:00 HORA – ESPECTáCULO DA CHEGADA DO DIABO NO CARRO DE BOIS COM O
ACENDER DAS 13 ESTRELAS DE FOGO.

24:30 HORA – “Virar a aldeia ao avesso”.

00:30 HORA – Actuação do DJ Kitchen com espectáculo de música
celta.

Organização: _Associação Raízes da Aldeia de Cidões. Presidente
– Dr.ª Hortência Pinto._Apoios:_ Câmara Municipal de Vinhais;__
Escola Superior de Educação de Bragança (alunos da licenciatura de
Animação e Produção Artística);__ Centro de Investigação em
Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR);__ Junta de Freguesia de Vilar
dos Peregrinos._

DIRECçãO TéCNICA:

_GUIãO E ELEMENTOS PLáSTICOS – PROFESSOR LUíS CANOTILHO
(DEPARTAMENTO ARTES VISUAIS ESE/IPB)_

_GUIãO E LOGíSTICA – PROFESSOR LUíS CASTANHEIRA (DEPARTAMENTO DA
SUPERVISãO DA PRáTICA PEDAGóGICA ESE/IPB)_

_SOM – PROFESSOR VASCO ALVES (DEPARTAMENTO DE EDUCAçãO MUSICAL
ESE/IPB)_

Links:
——
[1] http://es.wikipedia.org/wiki/Samhain
[2] http://es.wikipedia.org/wiki/Samhain
[3] http://es.wikipedia.org/wiki/Samhain

__________

direitos de autor

Ministra da Cultura defende mais transparência na arrecadação de direitos autorais

Brasília – Em reunião na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, defendeu mais transparência na gestão do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), entidade privada responsável por arrecadar e distribuir direitos autorais.  Leia mais

valter hugo mãe

Valter Hugo Mãe diz que jovens em Portugal vivem “queda no abismo”

Brasília – O escritor português participou na Feira do Livro de Porto Alegre e ficou entusiasmado. Em entrevista ao Portugal Digital, Valter Hugo Mãe fala dessa experiência e da realidade, bem menos agradável, que os portugueses estão a viver. “Há mais que um vazio. Há um desamparo total, uma queda no abismo”, diz o autor de “A máquina de fazer espanhóis”.  Leia mais

o custo por aluno

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COMUNICADO: O CUSTO POR ALUNO

 

Foi com grande expectativa que o FLE – Fórum para a Liberdade de Educação recebeu o relatório do Tribunal de Contas sobre o “Apuramento do Custo Médio por Aluno” nas escolas Portuguesas. Embora incidindo num único ano lectivo, de 2009/2010, esclarecendo ainda o Tribunal de Contas que o valor apurado não considera diversas rubricas, tais como (i) as despesas de investimento (nomeadamente as da Parque Escolar E.P.E e outras despesas em infra-estruturas), (ii) as despesas do MEC imputáveis à administração, manutenção e gestão das escolas estatais (nomeadamente, com a contratação, gestão, avaliação e formação dos professores) e (iii) algumas despesas das Autarquias Locais, os cálculos apresentados permitem-nos perceber que existem muitas e diversificadas alternativas ao modelo actual em vigência que, sem acréscimo de custos para o Estado, permitirão reformar de forma significativa e determinante o sistema educativo Português.
Os inimigos da liberdade de escolha na educação acenam frequentemente com o fantasma do custo para o Estado das escolas privadas. O facto deste relatório evidenciar que este custo é superior nas escolas estatais deve afastar definitivamente os argumentos que pretendem que o Estado diferencie as escolas em função de quem é o seu dono em vez de só e apenas em função da qualidade do seu ensino e da preferência que os pais têm entre elas. A principal utilidade que o relatório traz é a de mostrar que um melhor serviço prestado às crianças e jovens portugueses não pode ter a ver com a questão da propriedade da escola ser privada ou estatal, mas sim com a qualidade da mesma.
Com um sistema educativo assente nos princípios da liberdade de educação, entendida como a liberdade de escolha da escola e de criação de escolas, o aluno passa a ser a única razão de ser de tudo o que tem a ver com a educação, com as escolas a existirem para os alunos e não os alunos para as escolas. Um sistema educativo livre, em que o Estado é apenas regulador e garante da qualidade das escolas, permitirá a Portugal oferecer à próxima geração uma escola, seja ela do Estado ou privada, que usufrui da autonomia necessária, sendo por ela responsabilizada, para adaptar o seu currículo, os seus programas, a sua organização pedagógicas e as suas dinâmicas internas às principais características, anseios e necessidades dos seus alunos.
Assim, teremos uma escola que promove a inovação, o empreendedorismo e a cidadania, representando um passo em frente na consolidação da nossa identidade e da democracia em que vivemos. Sem custar ao Estado mais recursos, a liberdade de educação fomenta ainda a escolha livre e responsável, definindo um novo paradigma de progresso pelo qual todos ansiamos.
Centrar a análise deste relatório na questão dos custos, aproveitando-os para fomentar a discórdia e o divisionismo, é impedir Portugal de aproveitar a oportunidade para assumir a liberdade de educação como o destino de excelência ao qual todos desejamos chegar.
Lisboa, 29 de Outubro de 2012
O Presidente do FLE
Fernando Adão da Fonseca

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PT prepara serviço de armazenamento gratuito na cloud

PT prepara serviço de armazenamento gratuito na cloud

Lisboa – A Portugal Telecom (PT) está a preparar o lançamento de um serviço de armazenamento gratuito na cloud, acessível a todos os utilizadores de Internet, mesmo que não sejam clientes da PT. O novo serviço, que deverá ser lançado a 10 de dezembro, vai oferecer a qualquer utilizador de Internet acesso a 16 GB de espaço de armazenamento na cloud.  Leia mais

Fundação Casa de Rui Barbosa comemora Ano de Portugal no Brasil

Fundação Casa de Rui Barbosa comemora Ano de Portugal no Brasil

Rio de Janeiro – A Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, vai comemorar o Ano de Portugal no Brasil no dia 6 de novembro, com um evento onde será analisada a presença portuguesa nos acervos da instituição.  Leia mais

boletim FLE

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COMUNICADO: O CUSTO POR ALUNO

 

Foi com grande expectativa que o FLE – Fórum para a Liberdade de Educação recebeu o relatório do Tribunal de Contas sobre o “Apuramento do Custo Médio por Aluno” nas escolas Portuguesas. Embora incidindo num único ano lectivo, de 2009/2010, esclarecendo ainda o Tribunal de Contas que o valor apurado não considera diversas rubricas, tais como (i) as despesas de investimento (nomeadamente as da Parque Escolar E.P.E e outras despesas em infra-estruturas), (ii) as despesas do MEC imputáveis à administração, manutenção e gestão das escolas estatais (nomeadamente, com a contratação, gestão, avaliação e formação dos professores) e (iii) algumas despesas das Autarquias Locais, os cálculos apresentados permitem-nos perceber que existem muitas e diversificadas alternativas ao modelo actual em vigência que, sem acréscimo de custos para o Estado, permitirão reformar de forma significativa e determinante o sistema educativo Português.
Os inimigos da liberdade de escolha na educação acenam frequentemente com o fantasma do custo para o Estado das escolas privadas. O facto deste relatório evidenciar que este custo é superior nas escolas estatais deve afastar definitivamente os argumentos que pretendem que o Estado diferencie as escolas em função de quem é o seu dono em vez de só e apenas em função da qualidade do seu ensino e da preferência que os pais têm entre elas. A principal utilidade que o relatório traz é a de mostrar que um melhor serviço prestado às crianças e jovens portugueses não pode ter a ver com a questão da propriedade da escola ser privada ou estatal, mas sim com a qualidade da mesma.
Com um sistema educativo assente nos princípios da liberdade de educação, entendida como a liberdade de escolha da escola e de criação de escolas, o aluno passa a ser a única razão de ser de tudo o que tem a ver com a educação, com as escolas a existirem para os alunos e não os alunos para as escolas. Um sistema educativo livre, em que o Estado é apenas regulador e garante da qualidade das escolas, permitirá a Portugal oferecer à próxima geração uma escola, seja ela do Estado ou privada, que usufrui da autonomia necessária, sendo por ela responsabilizada, para adaptar o seu currículo, os seus programas, a sua organização pedagógicas e as suas dinâmicas internas às principais características, anseios e necessidades dos seus alunos.
Assim, teremos uma escola que promove a inovação, o empreendedorismo e a cidadania, representando um passo em frente na consolidação da nossa identidade e da democracia em que vivemos. Sem custar ao Estado mais recursos, a liberdade de educação fomenta ainda a escolha livre e responsável, definindo um novo paradigma de progresso pelo qual todos ansiamos.
Centrar a análise deste relatório na questão dos custos, aproveitando-os para fomentar a discórdia e o divisionismo, é impedir Portugal de aproveitar a oportunidade para assumir a liberdade de educação como o destino de excelência ao qual todos desejamos chegar.
Lisboa, 29 de Outubro de 2012
O Presidente do FLE
Fernando Adão da Fonseca

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instrumentos medievais e barrocos em Sampa

Exposição em São Paulo apresenta instrumentos musicais do período medieval e barroco

São Paulo – O som do instrumento medieval espineta preenche os corredores da Igreja Santo Antonio, construída por volta de 1590, no centro da capital paulista. Arquitetura, acústica e sonoridade transportam os ouvintes à atmosfera dos concertos de câmara dos séculos 16 e 17. Para a exposição, foram selecionados 19 categorias de instrumentos que reúnem 22 modelos.  Leia mais

mais portugueses para o Ceará

Ceará recebe mais portugueses

Fortaleza – Este ano já foram emitidas no Ceará 131 autorizações de trabalho para cidadãos portugueses, o que representa um crescimento de 42% face ao ano passado. Desde 2009, os portugueses ocupam a segunda colocação no ranking das autorizações de trabalho temporárias e permanentes emitidas para o Ceará. Jorge Chaskelmann, presidente da Câmara Brasil-Portugal, acredita que o movimento poderá intensificar-se.  Leia mais

a culpa é do polvo

 

 

Fio-de-prumo

 

A culpa é do polvo

16 Outubro 2012

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de “boys”, criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público–privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos… Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.

Paulo Morais, Professor universitário

 

 

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mitos sobre sobrenomes/apelidos judeus


                    No desenho ‘Caminhada dos prisioneiros para o auto
                    de fé’, de A. Shoonebeck, um retrato da perseguição
                    aos judeus
                    Foto: Reprodução

No desenho ‘Caminhada dos prisioneiros para o auto de fé’, de A. Shoonebeck, um retrato da perseguição aos judeusREPRODUÇÃO

Na Bahia do século XVII, o professor de um colégio jesuíta perguntou o sobrenome de um de seus alunos. A resposta foi inusitada: “Qual deles, o de dentro ou o de fora”? A história, contada pela historiadora da USP Anita Novinsky em sua dissertação “O mito dos sobrenomes marranos”, exemplifica o dilema dos cristãos-novos brasileiros, nos primeiros séculos do país. Expor ou não o sobrenome da família fora de casa, sob risco de ser identificado pela Inquisição e acusado do crime inafiançável de “judaísmo”? O temor e a delicadeza do tema fizeram com que a genealogia dos descendentes de judeus portugueses no Brasil fosse envolta, por séculos, numa bruma de mitos e ignorância. Nos últimos anos, no entanto, pesquisadores têm revelado surpresas sobre os sobrenomes marranos no Brasil

No final do século XV, os judeus compunham entre 10% e 15% da população de Portugal — somando os cerca de 50 mil locais e os quase 120 mil que cruzaram a fronteira em 1492, quando os Reis Católicos Fernando e Isabela expulsaram toda a população judaica da Espanha. Nos primeiros dois séculos depois do Descobrimento, o Brasil recebeu boa parte dessa população, os chamados cristãos-novos (ou “marranos”, pelo apelido pejorativo da época), convertidos ao cristianismo à força, por decreto de Dom Manuel I, em 1497. Historiadores concordam que um em cada três portugueses que imigraram para a colônia era cristão-novo.

Até recentemente, acreditava-se que esses judeus conversos abandonaram seus sobrenomes “infiéis” para adotar novos “inventados” baseados exclusivamente em nomes de plantas, árvores, frutas, animais e acidentes geográficos. Assim, seria fácil. Todos os portugueses com os sobrenomes Pinheiro, Carvalho, Pereira, Raposo, Serra, Monte ou Rios, entre outros, que imigraram para o Brasil após 1500 devem ter sido marranos, certo? Errado.

— Em minhas investigações, não encontrei prova documental de que nomes de árvores, animais, plantas ou acidentes geográficos tenham pertencido apenas ou quase sempre a marranos — afirma Anita Novisnky, uma das maiores autoridades no assunto.

O que causa confusão, segundo Novinsky, é o fato de que os sobrenomes adotados pelos cristãos-novos eram os mesmos usados por cristãos-velhos, alguns por nostalgia, outros por medo de perseguições. Afinal, no Brasil, os marranos foram perseguidos por 285 anos pela Inquisição portuguesa. Quem demonstrasse apego à antiga religião poderia ser condenado à morte na fogueira dos “autos de fé”, as cerimônias de penitência aos infiéis.

Como identificar, então, quem era marrano? A mais importante pista está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes de judaísmo. Anita Novinsky encontrou exatos 1.819 sobrenomes de cristãos-novos detidos, só no século XVIII, no chamado “Livro dos Culpados”. Os sobrenomes mais comuns dos detidos eram Rodrigues (citado 137 vezes), Nunes (120), Henriques (68), Mendes (66), Correia (51), Lopes (51), Costa, (49), Cardoso (48), Silva (47) e Fonseca (33).

— A Inquisição anotava todos os nomes dos detidos cuidadosamente, como se fosse a Gestapo nazista e mantinha uma relação de bens de cristãos-novos para confiscar — diz Anita.

Isso não quer dizer, no entanto, que todas as famílias com esses sobrenomes eram marranas. Nas investigações, sob tortura, os detidos diziam tudo o que os inquisidores queriam ouvir, acusando vizinhos, empregados e parentes “inocentes”. Fora isso, os sobrenomes eram realmente comuns.

— Não havia nenhum sobrenome exclusivo de cristãos-novos. Até porque eles mudavam sempre que podiam, além de adotarem nomes compostos. Muitos irmãos e esposos adotavam até mesmo sobrenomes diferentes, só para confundir — explica o historiador israelense Avi Gross

O historiador paulistano Paulo Valadares, autor do “Dicionário Sefaradi de Sobrenomes”, no qual destaca 14 mil sobrenomes oriundos de judeus da Península Ibérica, aponta para mais uma complicação: o da mestiçagem brasileira. A grande maioria dos cristãos-novos se misturou depois de uma ou duas gerações com outras culturas e raças.

— Poucos conseguiram manter as tradições judaicas por muito tempo. Algumas famílias tentaram, se isolando em algumas áreas do país, principalmente no Sertão nordestino, e praticando a endogamia (casamentos dentro da família).

Para os aficionados em genealogia, um novo site na internet, o “Name your roots” (que tem versão em português), pode ajudar a descobrir as raízes. No portal, criado há três meses por dois religiosos israelenses, é possível obter explicações e bibliografia gratuitamente sobre sobrenomes marranos comuns no Brasil.

Mas Paulo Valadares alerta que é preciso ir além: identificar se há antepassados portugueses que chegaram ao Brasil nos séculos XVI ou XVII ou se foram citados nos anais da Inquisição até o século XVIII, se a família se estabeleceu em alguma região específica e se guarda tradições “estranhas”. O documentário “A estrela oculta do Sertão”, de Elaine Eiger e Luize Valente, traz exemplos de algumas dessas tradições, que ainda sobrevivem no Nordeste: olhar a primeira estrela no céu, não comer certos alimentos como carne de porco, não misturar carne com leite, vestir a melhor roupa na sexta-feira, enterrar corpos em “terra limpa” (envolto apenas numa mortalha), rezar numa língua estranha e colocar pedras em túmulos.

— Depois de conviver com comunidades do interior do país, percebi como os descendentes de marranos praticam tradições judaicas no dia a dia — conta Luize , que lança, em agosto, o romance “O segredo do oratório” (Record), contando a saga de uma família de cristãos-novos no Brasil.

O médico paraibano Luciano Canuto de Oliveira, que voltou ao judaísmo depois de descobrir suas origens marranas, define sua identidade de modo parecido com a resposta do aluno do colégio jesuíta, há quatro séculos: “Ser marrano é ser judeu por dentro e católico por fora”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/o-mito-sobre-origem-de-sobrenomes-de-judeus-convertidos-5227424#ixzz2AY2hTP9P
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a economia por krugman

 


Assunto: KRUGMAN MAIS POLITICO QUE PRÉMIO NOBEL

http://www.ionline.pt/liv/paul-krugman-era-possivel-acabar-esta-crise-ja-se-eles-quisessem

Paul Krugman. Era possível acabar com esta crise já. Se “eles” quisessem
Por Ana Sá Lopes, publicado em 24 Set 2012 – 11:58 | Actualizado há 4 semanas 3 dias
Os instrumentos económicos existem mas a opinião política dominante proíbe o fim da crise. Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, apela ao fim dessa corrente austeritária, sacrificial e assassina de empregos. Ana Sá Lopes leu e gostava de assinar por baixo

  • D.R.

Nestes últimos três anos caiu-nos uma depressão em cima da cabeça, e o que fizemos? Procurámos culpados. O “viver acima das nossas possibilidades” e “os malefícios do endividamento” são duas cantigas populares dos últimos anos. E, no entanto, antes de a crise ter rebentado na América e de se ter propagado à Europa, o nível de endividamento de alguns dos países do sul da Europa, como Portugal e Espanha, tinha vindo a reduzir-se. Os gráficos estão lá e mostram que sim (como mostram que o gigante alemão também está fortemente endividado). Mas porque é que as pessoas não querem acreditar nisto? Nem sequer apreender o facto de terem sido “praticamente todos os principais governos” que, “nos terríveis meses que se seguiram à queda do banco de investimento Lehman Brothers, concordaram em que o súbito colapso das despesas do sector privado teria de ser contrabalançado e viraram-se então para uma política orçamental e monetária expansionista num esforço para limitar os danos”? A Comissão Europeia e a Alemanha estavam “lá”. E, de repente, tudo mudou.
Uma das maiores dificuldades de lidar com esta crise é, em primeiro lugar, o facto natural de tanto o cidadão comum como Jesus Cristo não perceberem nada de finanças, a menos quando lhe vão ao seu próprio bolso (ou perde o emprego). A outra é o poder da narrativa do “vivemos acima das nossas possibilidades”, aquilo a que Krugman chama a “narrativa distorcida” europeia , “um relato falso sobre as causas da crise que impede verdadeiras soluções e conduz de facto a medidas políticas que só pioram a situação”. Krugman ataca “uma narrativa absolutamente errada”, consciente de que “as pessoas que apregoam esta doutrina estão tão relutantes como a direita americana em ouvir a evidência do contrário”.
Três quartos do livro-manifesto “Acabem com esta crise já” é dedicado aos Estados Unidos, pátria de Krugman. Mas tendo em conta o nosso “interesse nacional”, centremo-nos no que diz sobre a Europa.
Krugman refuta a explicação popular e maioritária sobre a situação actual na Europa – países sob tutela de troika e pedidos de resgate à média de dois por ano. “Eis, então, a Grande Ilusão da Europa: é a crença de que a crise da Europa foi essencialmente causada pela irresponsabilidade orçamental. Diz essa história que os países europeus incorreram em excessivos défices orçamentais e se endividaram demasiado – e o mais importante é impor regras que evitem que isto volte a acontecer”.
Krugman aceita que a Grécia (e Portugal, “embora não à mesma escala) incorreu em “irresponsabilidade orçamental”, mas recusa a “helenização” do problema europeu. “A Irlanda tinha um excedente orçamental e uma dívida pública reduzida na véspera do deflagrar da crise (…) A Espanha também tinha um excedente orçamental e uma dívida reduzida. A Itália tinha um alto nível de endividamento herdado das décadas de 1970 e 1980, quando a política era realmente irresponsável, mas estava a conseguir fazer baixar de forma progressiva o rácio do endividamento em relação ao PIB”. Ora um graficozinho do FMI demonstra que, enquanto grupo, “as nações europeias que se encontram actualmente a braços com problemas orçamentais conseguiram melhorar de forma progressiva a sua posição de endividamento até ao deflagrar da crise”. E foi só com a chegada da crise americana à Europa que a dívida pública disparou. Explicar isto aos “austeritários” é uma tarefa insana. Diz Krugman: “Muitos europeus em posições-chave – sobretudo políticos e dirigentes na Alemanha, mas também as lideranças do Banco Central Europeu e líderes de opinião espalhados pelo mundo das finanças e da banca – estão profundamente comprometidos com a Grande Ilusão e nada consegue abalá-los por mais provas que haja em contrário. Em consequência disso, o problema de responder à crise é muitas vezes formulado em termos morais: as nações estão com problemas porque pecaram e devem redimir-se por via do sofrimento”. Ora é esta exactamente a história que nos conta o governo e que é, segundo Paul Krugman, “um caminho muito mau para se abordar os problemas que a Europa enfrenta”.
Ao contrário do que muita gente possa pensar, Krugman não é um perigoso socialista. E, céus, até defende a austeridade (alguma, mas não esta). Vejam como ele explica a crise espanhola, que considera a crise emblemática da zona euro: “Durante os primeiros oito anos após a criação da zona euro a Espanha teve gigantescos influxos de dinheiro, que alimentaram uma enorme bolha imobiliária e conduziram a um grande aumento de salários e dos preços relativamente aos das economias do núcleo europeu [Alemanha, França e Benelux]. O problema essencial espanhol, do qual derivam todos os outros, é a necessidade de voltar a alinhar custos e preços. Como é que isso pode ser feito?”. O Nobel explica: “Poderia ser feito por via da inflação nas economias do núcleo europeu. Imagine-se que o BCE seguia uma política de dinheiro fácil enquanto o governo alemão se empenhava no estímulo orçamental; isto iria implicar pleno emprego na Alemanha mesmo que a alta taxa de desemprego persistisse em Espanha. Os salários espanhóis não iriam subir muito, se é que chegavam a subir, ao passo que os salários alemães iriam subir muito; os custos espanhóis iriam assim manter-se nivelados, ao passo que os custos alemães subiriam. E para a Espanha seria um ajustamento relativamente fácil de fazer: não seria fácil, seria relativamente fácil”.
Ora, esta maneira “relativamente fácil” de resolver a crise europeia tem estado condenada (vamos ver o que se segue ao novo programa de compra de dívida do BCE, criticado pelo presidente do Bundesbank) pela irredutibilidade alemã relativamente à inflação, “graças às memórias da grande inflação ocorrida no início da década de 1920”. Krugman lembra bem que estranhamente “estão muito mais esquecidas as memórias relativas às políticas deflacionárias do início da década de 1930, que foram na verdade aquilo que abriu caminho para a ascensão daquele ditador que todos sabemos quem é”.
O que trama as nações fracas do euro (como Espanha e Portugal) é, não tendo meios de desvalorizar a moeda – como fez a Islândia no rescaldo da crise com sucesso – estão sujeitas ao “pânico auto–realizável”. O facto de não poderem “imprimir dinheiro” torna esses países vulneráveis “à possibilidade de uma crise auto-realizável, na qual os receios dos investidores quanto a um incumprimento em resultado de escassez de dinheiro os levariam a evitar adquirir obrigações desse país, desencadeando assim a própria escassez de dinheiro que tanto receiam”. É este pânico que explica os juros loucos pagos por Portugal, Espanha e Itália, enquanto a Alemanha lucra a bom lucrar com a crise do euro – para fugir ao “pânico” os investidores emprestam dinheiro à Alemanha sem pedir juros e até dando bónus aos alemães por lhes deixarem ter o dinheirinho guardado em Frankfurt.
Se Krugman defende que “os países com défices orçamentais e problemas de endividamento terão de praticar uma considerável austeridade orçamental”, defende que para sair da crise seria necessário que “a curto prazo, os países com excedentes orçamentais precisam de ser uma fonte de forte procura pelas exportações dos países com défices orçamentais”.
Nada disto está a acontecer. “A troika tem fornecido pouquíssimo dinheiro e demasiado tardiamente” e, “em resultado desses empréstimos de emergência, tem-se exigido aos países deficitários que imponham programas imediatos e draconianos de cortes nos gastos e subidas de impostos, programas que os afundam em recessões ainda mais profundas e que são insuficientes, mesmo em termos puramente orçamentais, à medida que as economias encolhem e causam uma baixa de receitas fiscais”. Conhece esta história, não conhece?

—— End of Forwarded Message

CULTURA E MENTIRAS MIA COUTO

Revista África21

“Cultura e mentiras”, por Mia Couto

Redação revista África21
25/10/2012 09:23
“Grave é fazer uso de uma cultura de falsa identidade do tipo nós africanos somos assim para credenciar a dominação histórica de um determinado grupo ou para justificar o injustificável”.

Brasília – “Grave é fazer uso de uma cultura de falsa identidade do tipo nós africanos somos assim para credenciar a dominação histórica de um determinado grupo ou para justificar o injustificável”

Leio hoje que um terço da população swazi vive numa condição de fome e completamente dependente da ajuda alimentar de emergência. Enquanto isso, chegam notícias que o Rei da Swazilândia gasta milhões de dólares na aquisição de um avião particular e na compra de moradias de luxo para as suas dezenas de esposas.

A justificação usada é que a opulência e ostentação dos chefes africanos é uma questão «cultural». A cultura é, com frequência, usada como lixívia para lavar imoralidades e uma forma de colocar como «estranha e estrangeira» preocupações de mudança. O argumento é este: quem critica o Rei da Swazilândia está culturalmente alienado dos valores «africanos». Invoca-se a tradição «africana» para justificar práticas eticamente inaceitáveis na África dos nossos dias. Na realidade essa «tradição» é invocada de forma truncada, esquecendo-se duas coisas: a primeira é que a tradição também sugere outras obrigações (hoje convenientemente esquecidas) e, a segunda, é que essa tradição é, em grande parte, uma construção feita e refeita ao longo do tempo.

Persiste uma confusão deliberada entre cultura e tradição. A cultura é um grande saco, tão grande que pode lá caber tudo. É muitas vezes um expediente que pode ser usado para sancionar o intolerável. Eu vejo, por exemplo, que se criou entre nós uma desculpa comum para justificar a falta de pontualidade. Não é só entre nós mas em todo o continente. Dizermos chegar atrasado é uma «questão cultural». Mais grave ainda: imputamos essa falta de pontualidade àquilo que uns designam de «cultura africana».

Leia versão integral na edição impressa da revista África21 (N.º 68, outubro 2012). Para assinar a revista contacte: [email protected]

SUBCULTURAS LUSÓFONAS

Ricardo Pereira: “Novelas da Globo continuam a ter grande peso para os portugueses”

Helder Castro
25/10/2012 07:15
O jovem ator português protagoniza, com a brasileira Fernanda Souza, a peça “Um sonho pra dois”. Em entrevista ao Portugal Digital, Ricardo Pereira revela os próximos passos dessa produção teatral e deixa dicas a quem quer fazer carreira na representação.

Brasília – O ator português Ricardo Pereira participa há vários anos em novelas brasileiras. Nos dias 27 e 28 sobe ao palco em Brasília com a peça de teatro “Um sonho pra dois”, em que contracena com a brasileira Fernanda Souza. O galã luso falou ao Portugal Digital das suas expectativas e deixa algumas dicas para quem agora procura trabalho no Brasil.

Pretende levar a peça que vai apresentar neste final de semana em Brasília a outros palcos?

Pretendemos, sim. Agora mesmo estamos com o projecto em Portugal. A peça vai estar em Lisboa de dia 8 de novembro a dia 22 de dezembro e no ano que vem estaremos fazendo temporada no Rio e em São Paulo.

É possível um ator crescer profissionalmente no Brasil fora dos estúdios de televisão?

Claro que sim, o teatro e o cinema são um espaço fundamental para o crescimento de um ator.

Considera que ainda há mercado para as telenovelas brasileiras em Portugal, tendo em atenção o crescimento da produção portuguesa, nomeadamente a da TVI?

Claro que sim. Mas há as novelas muito boas da SIC também, com co-produção da Globo, que têem feito o maior dos sucessos, que foram até nomeadas para melhor novela nos Emmy. E as novelas da Globo continuam a ter um grande peso para os portugueses.

Os atores portugueses têm possibilidade de sucesso no Brasil? Há alguma “receita” baseada no desempenho artístico, na qualidade profissional, ou o fator “sorte” é determinante?

Tudo na vida exige trabalho, tanto nos atores portugueses como em todos os atores que trabalham pelo mundo, acho que nada na vida se faz sem muita persistência e vontade de vencer…

Que experiências, que ensinamentos, os atores portugueses podem tirar da produção brasileira?

Todos nós podemos aprender uns com os outros, é sempre bom [ter] essas trocas culturais, portanto acho que todos nós ganhamos com trocas de experiências e mistura de profissionais dos mais variados países.

O sotaque português é uma barreira muito difícil ao desempenho de um ator?

Não, acho que o ator se deve dedicar para aprender uma língua. Eu tive a ajuda de uma fonodióloga e me entreguei para aperfeiçoar ao máximo, mas acho que também depende das aptidões que cada pessoa tem para falar línguas… Eu, por exemplo, falo inglês, francês e espanhol e me dediquei a aprender.

O que recomendaria a um jovem artista português que pretenda emigrar para o Brasil? E a um jovem brasileiro que queira voar para os palcos portugueses?

Que vão com a vida definida já de um país para o outro, tanto os portugueses que querem vir para o Brasil como vice-versa. Com a pouca oferta de trabalho em Portugal e com muita gente já aqui no Brasil, não é facil e tem de se trabalhar muito.

FRANCISCO JOSÉ VIEGAS ABANDONA GOVERNO

Secretário de Estado da Cultura de Portugal abandona o Governo

Da Redação
24/10/2012 19:44
Francisco José Viegas invocou motivos de saúde para pedir a demissão do Executivo de Pedro Passos Coelho, que ainda não revelou quem será o seu substituto.

Lisboa – O secretário de Estado da Cultura de Portugal, Francisco José Viegas, apresentou a sua demissão. O titular da pasta da Cultura no Governo vai cessar funções por “razões graves de saúde”, segundo fonte do gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Francisco José Viegas tem 50 anos. O escritor entrou para o Governo depois de ter sido eleito deputado pelo PSD nas eleições legislativas de junho de 2011. Viegas ficou então como secretário de Estado da Cultura, uma pasta que não teve direito a Ministério.

O governante foi internado num hospital no Porto no passado dia 15 com uma indisposição súbita, tendo também a sua editora, a Porto Editora, adiado o lançamento do mais recente romance do escritor, “O coleccionador de erva”.

Francisco José Viegas será o segundo secretário de Estado a abandonar o Governo, depois de em março deste ano Henrique Gomes ter deixado o cargo de secretário de Estado da Energia, embora nesse caso os motivos tenham estado relacionados com divergências com outros elementos do Governo quanto à sua actuação.