cidade francesa homenageia cesária évora

CABO VERDE

Cidade francesa dá nome da cantora cabo-verdiana Cesária Évora a rua do município

Da Redação
25/09/2012 10:17
O nome da cantora cabo-verdiana Cesária Évora será atribuído a uma rua da cidade francesa de Saint Denis, na região metropolitana de Paris.

Praia – O nome da cantora cabo-verdiana Cesária Évora será atribuído a uma rua da cidade francesa de Saint Denis, na região metropolitana de Paris.

Depois do líder histórico da luta anti-colonial de Cabo Verde e Guiné Bissau, Amílcar Cabral, cujo nome foi dado, em 2008, a uma rua de Saint Denis, agora é a “diva dos pés descalços” que recebe a distinção.

Uma rua em Saint-Denis, na França, será baptizada com o nome da diva dos pés descalços, Cesária Évora, natural do Mindelo.

Saint Denis é conhecida em França por acolher tradicionalmente migrantes de diversas nacionalidades, entre eles portugueses e dos países africanos lusófonos. Várias ruas e avenidas da cidade têm o nome de personalidades que se destacaram nas lutas pelos direitos humanos, como Myriam Makeba, Rosa Park, Fatlima Bledhar, Simone Bernier e Amílcar Cabral, entre outras.

Grande parte da carreira artística de Cesária Évora, falecida em 17 de dezembro de 2011, aos 70 anos, foi feita em França, onde recebeu diversas homenagens, tendo sido condecorada pelo governo.

Em 2004 conquistou um prémio Grammy de melhor álbum de world music contemporânea e o ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, distinguiu-a, em 2009, com a medalha da Legião de Honra entregue pela ministra da Cultura francesa Christine Albanel.

 

feira pan-amazónica do livro

Relação entre Brasil e Portugal em debate na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro

Da Redação, com agência
25/09/2012 02:00
O historiador português Jorge Couto analisou a relação entre os dois países, destacando os ambientes de tensão que diminuiram apenas após a Constituição brasileira de 1988.

Belém – A XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, em Belém, capital do Pará, região norte do Brasil, iniciou segunda-feira (24), o “Seminário do País Homenageado”, que reúne uma série de palestras e conferências realizadas por convidados portugueses e brasileiros.

No primeiro dia de encontro, os historiadores Jorge Couto e Maria Angela Dominguez foram responsáveis por traçar um panorama geral, avaliar a presença e a contribuição dos portugueses no Brasil entre os séculos XVI e os dias atuais.

O historiador português Jorge Couto apresentou o tema: “Relações luso-brasileiras: da independência à atualidade”, no qual fez uma análise geral desta convivência, desde a Independência do Brasil passando por fases importantes como República, Estado Novo, Ditadura Militar até 2012, fazendo sempre um paralelo entre as nações.

Jorge Couto explicou que a relação entre os dois países foi marcada mais por climas de tensão do que de calmaria durante toda sua existência, mas que desde 1988, quando o Brasil aprovou a Constituição, pós golpe militar, a convivência entre as nações passou a ser pacífica, de respeito e de interesse mútuo.

“Quando o Brasil anuncia a independência as relações entre o reino de Portugal e a elite econômica brasileira, que já indicava alguns desgastes, foi completamente comprometida, e assim foi, com os dois países sempre em dissonância, até o final do século XX, quando ambas as nações já viviam estados democráticos de direito e puderam dialogar com igualdade”, explicou Jorge Couto.

A também historiadora Maria Ângela Dominguez tratou de um período menos extenso e de uma relação mais específica, a do intermediário do reino Portugal e sua ação no sertão brasileiro, usando como exemplo os Bandeirantes paulistas e os missionários que agiram na Amazônia. O tema da palestra foi: “Esquecido de Deus e a viver entre as feras: intermediários e poderosos do sertão na Amazônia de meados de setecentos”.

A política de ocupação e aculturação dos povos tradicionais da América portuguesa se intensifica no período proposto pela historiadora. Além disso, o agente dos intermediários no território português foi responsável pela demarcação das fronteiras do império luso na américa. “O trabalho dos Bandeirantes foi importante na definição da fronteira Sul e Oeste do território, definindo américa portuguesa e brasileira”, disse Maria Ângela.

Na Amazônia o objetivo principal, além da ocupação, era a aculturação dos indígenas. Ensinar português e a religião oficial do reino era um dos métodos para lograr êxito neste processo, no entanto, o decorrer do século XVIII, alguns intermediários começaram a atuar em próprio benefício, que segundo a historiadora: “causou uma cisão de interesses entre a Coroa portuguesa e os agentes do sertão”, avalia. Países irmãos que tiveram uma história recheada de conflitos assim foi a relação entre Brasil e Portugal. As informações são da agência Pará.

escolaridade obrigatória

 

 

A partir deste ano escolar os jovens que frequentam o 9ª ano passam a ter de andar mais três anos na escola. Sabia que de acordo com os dados do Eurydice, Portugal passa assim a ser o País da Europa onde a idade de conclusão da escolar é maior e a estar no pequeno grupo dos oito sistemas Europeus (em 40) em que a duração do ensino obrigatório é superior a dez anos?

 

Estará todo este esforço em linha com a eficácia educativa que desejamos e com os resultados pelos quais todos ansiamos?

 

 

 

 

Dados retirados do estudo Eurydice “Compulsory Education in Europe” que pode consultar AQUI. Clique AQUI e aceda ao site do FLE para conhecer melhor esta problemática e os números em questão.

 

Diário de Educação

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FLE – Fórum para a Liberdade de Educação

www.FLE.pt

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Documentos FLE

 

Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos

Art.º 26º da Declaração Universal dos Direitos do Homem

 

 

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brasil e portugal em belo horizonte

Brasil e Portugal à Mesa em Belo Horizonte

Da Redação
24/09/2012 07:00
Com o convite das empresas Riberalves e Pif Paf e apoio de entidades e empresas como a CCA-Portugal Digital, Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, Eurocâmara, Qualimpor e Decanter, o chef Ivo Faria comandará o “Brasil e Portugal à Mesa”.

Belo Horizonte – A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil-Minas Gerais e a sua confraria eno-gastronômica promovem, no dia 3 de outubro, em Belo Horizonte, o jantar “Brasil e Portugal à mesa”.

Com o convite das empresas Riberalves e Pif Paf e apoio de entidades e empresas como a CCA-Portugal Digital, Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, Eurocâmara, Qualimpor e Decanter, o chef Ivo Faria, confrade de honra dos enófilos da Bairrada, em Portugal, comandará os sabores do cardápio elaborado para o encontro harmonizado com vinhos portugueses no restaurante Vecchio Sogno, na capital mineira.

Confira o cardápio do “Brasil e Portugal à mesa”, elaborado pelo “chef” Ivo Faria:

ENTRADA:
Involtino de vegetais com salada de desfiado de pato e sorvete de azeite.

1° PRATO:
Confit de tomate com bacalhau ao forno, grão de bico e crocante de linguiça semi defumada ao molho pil pil.

2° PRATO:
Paleta de cordeiro com vegetais cozidos em baixa temperatura e passado de batata com alho poro.

SOBREMESA:
Creme brûlée de milho sobre creme de ovos em leite e sorvete de pistache com frutas vermelhas.


RESERVAS E INFORMAÇÕES:

(31) 32131557

[email protected]

__._,_.___

simpósio em toronto 28 e 29 setembro

 

 

PROGRAMA                                                                             28 ï setembro ï sexta-feira

9:15 Sessão de Abertura

Meric Gertler, Reitor Faculty of Arts and Sciences

Paul Gooch, Presidente do Victoria College

Pedro Moitinho de Almeida, Embaixador de Portugal

Afonso Cardoso, Cônsul do Brasil

Ana Paula Laborinho, Presidente do Camões, Instituto da Cooperação

e Língua

Josiah Blackmore, Diretor, Espanhol e Português, Universidade de Toronto

Manuela Marujo – Diretora Associada, Português, Universidade de Toronto

 

9:30  Conferência de abertura

 

Desafios de uma política de língua portuguesa para o o mundo

Ana Paula Laborinho, Presidente do Camões, Instituto de Cooperação e Língua

 

10:15 -10.30    Pausa para café

 

11:00 12.00 Painel 1 Português – Língua Internacional

 

Moderador – Josiah Blackmore, Universidade de Toronto

 

Projeção mundial e valor económico da língua portuguesa na era da globalização

João Malaca Casteleiro, Universidade Clássica de Lisboa

 

A importância da unificação ortográfica para a expansão e difusão da língua portuguesa no mundo moderno

Evanildo Bechara, Academia das Letras do Brasil

 

Leitora de português – uma experiência triangular de diferentes geografias e gramáticas de língua

Aida Baptista, ex-leitora do Camões, Instituto de Cooperação e Língua

 

 

12:30    Almoço

 

 

14:30 -16:00    Painel 2 – A Palavra à Literatura

Moderador – Ricardo Sternberg, Universidade de Toronto

 

O fascínio de Gabriela na televisão e no écran

Hudson Moura, Universidade Ryerson

 

As irmãs de Gabriela: mulheres trabalhadoras no cacau

Frank Luce, Universidade de York

 

Antologia Bilingue de autores açorianos

Helena Chrystello, Escola EB 2,3 da Maia, Açores, D.R.E.

 

Momento artístico e de convívio

 

 

 

 

29 ï setembro ï sábado

 

 

9:30-10:30   Painel 3 – Português – Língua de Afeto, Identidade e Património

Moderadora – Rita Rolim, Universidade de York

 

Panorâmica do ensino do português no Canadá

Ana Paula Ribeiro, Coordenação do Ensino de Português no Canadá, Camões

 

Alunos de português na Universidade de Toronto – reencontro e descobertas

Manuela Marujo, Universidade de Toronto

 

Percursos na língua portuguesa: língua de afeto, de estudo e de trabalho

Maria João Dodman, Universidade de York

 

10:30 -11:00  Pausa para café

 

11:00 -11:30 Abertura da Sessão de Cartazes

 

Portuguese Language – tipping the scales for a successful career/life – Língua Portuguesa:

Peso decisivo na balança para uma carreira/vida de sucesso

 

11:30 -13:00   Painel 4 – Novas Tecnologias e Aprendizagens do Português       

Moderador – José Pedro Abreu Ferreira, Universidade de Toronto

Os colóquios da lusofonia – da utopia à realidade

Chrys Chrystello, Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia (AICL)

 

A criação de um ambiente virtual de aprendizagem de Português Língua Estrangeira

Luís Aguilar, Universidade de Montreal

 

Um manual [email protected] na rede: O Manual Português ComunicAtivo

Vitália Rodrigues, Universidade de Montreal

 

O ensino do Português Língua Estrangeira e o papel das Novas Tecnologias no

desenvolvimento da competência comunicativa e intercultural

Ana Clotilde Thome Williams, Universidade de Northwestern, USA

 

 

13:00-14:00 – Almoço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14:00-16:30 Painel 5    ”A Diáspora e a Língua Portuguesa”

Moderador – Júlio Vilela, Consulado Geral de Toronto

 

A diplomacia da língua portuguesa e a diáspora

Manuela Bairos, Chefe de Gabinete, Secretaria de Estado das Comunidades

 

O papel da mulher portuguesa na diáspora na divulgação da língua portuguesa

Ilda Januário, pesquisadora, Universidade de Toronto

 

Histórias de vida: ASAS para voar – lançamento do projeto na diáspora portuguesa

(Academia Seniores Artes e Saberes)

Manuela Aguiar, Presidente da Assembleia Geral Associação Estudos Mulher Migrante

 

Prémios

 

Pedro da Silva Merit Award – Aluno do Programa de Português (Major/Specialist)

Ana Ochoa, Responsável, Caixa Geral de Depósitos

 

Prémios aos melhores alunos de Português 2012 – primeiro ao quarto ano

 

Agradecimentos a:

 

 

 

             

Consulate General

of Portugal in Toronto

            


 

 

 

 

 

                                ROSA DOS VENTOS:

         PORTUGUÊS NOS QUATRO CANTOS DO MUNDO

 

 

 


 

festival da lusofonia no 18º colóquio

 

sessões culturais do 18º colóquio: FESTIVAL MUSICAL “ESTOU LÁ” – DIA 6 23 HORAS


A Pró AGLPcobra 12.00 € de entrada ao concerto (PESSOAS INSCRITAS NOS COLÓQUIOS NÃO PAGAM).
abaixo toda  a info do Festival  “Estou Lá” que estamos a organizar em Ourense dentro dos Colóquios da Lusofonia.ver o cartaz e a música do Festival (letra e música de Xoán Curiel). http://www.youtube.com/watch?v=bFsviv81Rv8




Festival “ESTOU LÁ”. Músicas da Lusofonia.
6 de outubro, sábado,  às 23h00, no Auditório Municipal de Ourense

Estamos lá, na in-consciência coletiva que nos une, 
nas canções de embalar que nos arrastam até praias quentinhas e acolhedoras, 
nas vozes das nossas avós que ainda têm na memória palavras que estão lá, 
nos sons que oferecem as cantoras e cantores de cá, de lá, de tão perto, de muito longe…
Às vezes, estamos lá, mesmo sem querer estarmos e é quando reparamos em que estamos cá também, onde nasceu a língua.

O Festival  “Estou Lá” forma parte da programação dos XVIII Colóquios da Lusofonia e da FITO (Festival Internacional de Teatro de Ourense. Os XVIII são os dias 5, 6 e 7 de outubro de 2012 no Auditório Municipal, organizados pola AILC (Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia) a AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa) e a  Pró- AGLP.

Este é programa do Festival:

Apresenta Jurjo Martins

Artistas:

Eneida Marta: (http://www.myspace.com/martaeneida) (Guiné Bissau)

Najla Shami (http://www.myspace.com/najlashami) (Galiza- Palestina)

Couple Coffee ( Luanda Cozzetti e Norton Daiello) (http://www.myspace.com/couplecoffee) (Brasil)

Xoán Curiel  http://www.myspace.com/xoancuriel (Galiza)

João Afonso (http://www.myspace.com/joaoafonsomusic) (Portugal)

Banda:

Serginho Sales (teclado) http://www.myspace.com/serginhosales (Brasil)

Paulo Silva (percussão) http://www.myspace.com/paulosilvasambafunkmantra (Brasil)

Pablo Vidal (Baixo) (Galiza)

O preço do bilhete é de 12€

Mais info: http://www.facebook.com/EstouLafestivaldalusofonia

 FESTIVAL MUSICAL “ESTOU LÁ” – Apresentação de Xurxo Martíns (ouça aqui a melodia ESTOU LÁ)

Artistas:

ENEIDA MARTA: (http://www.myspace.com/martaeneida) (Guiné Bissau);

NAJLA SHAMI (http://www.myspace.com/najlashami) (Galiza – Palestina);

Couple Coffee (Luanda Cozzetti/Norton Daiello) (http://www.myspace.com/couplecoffee) (Brasil);XOÁN CURIEL http://www.myspace.com/xoancuriel (Galiza);

JOÃO AFONSO (http://www.myspace.com/joaoafonsomusic) (Portugal).

Banda: Serginho Sales (teclado) http://www.myspace.com/serginhosales (Brasil),

Paulo Silva (percussão) http://www.myspace.com/paulosilvasambafunkmantra (Brasil),

Pablo Vidal (Baixo) (Galiza)

regressar

o regresso das bruxas

O regresso das bruxas
by Luiz Fagundes Duarte on Saturday, 22 September 2012 at 08:09 ·

Li numa edição recente do DI que as bruxas chegaram a Florianópolis com os açorianos que ali aportaram em meados do século XVIII. Esta frase, a propósito de um livro para crianças lançado recentemente pelo escritor brasileiro Cláudio Fragata, cujo título – Uma História Bruxólica – não engana ninguém, pôs-me em pé os poucos cabelos que me restam.

Uma sensação que se me afigurou mais aguda depois de ter lido o romance The Undiscovered Island [A Ilha Encoberta], do escritor americano Darrell Kastin, onde tropeçamos em casas assombradas, navios fantasmas, sereias merencóricas e descendentes de Inês de Castro que deambulam por estas nossas ilhas, sobretudo no Pico e no Faial, em busca de homens desaparecidos no mar e de papéis enigmáticos por eles deixados em terra (este romance muito interessante e bem feito, apesar de publicado em 2009, ainda não teve, que eu saiba, uma tradução para Português, sendo de supor que os professores de “literatura açoriana” da Universidade dos Açores já terão metido mão à obra, como seria seu mister).

Mas que não se enganem os meus queridos leitores: se eu fiquei de cabelos em pé (e mais: com pele de galinha por todo o corpo) não foi com medo das bruxas que os nossos antepassados exportaram para o Brasil, ou dos fantasmas que escritores norte-americanos com ascendência açoriana teimam em vir desmascarar nas nossas Ilhas Afortunadas. Não senhores! Eu fiquei assim, porque me apercebi de que andamos a desperdiçar capital.

Ou seja, e no que diz respeito às bruxas, e embora o escritor brasileiro não diga que as bruxas açorianas emigraram todinhas para Santa Catarina (acho que sempre nos ficaram algumas por cá, embora, provavelmente, não as de melhor qualidade), a verdade é que se um povo despreza aquilo que de melhor tem e o deixa partir-se portas afora – como terá acontecido com as nossas simpáticas bruxinhas dos tempos pombalinos, ou, mais recentemente, com a nossa agricultura – poderá, no mínimo, ser apelidado de louco: tanta falta que nos faz um bom grupo de bruxas que nos ajudem a resolver os nossos problemas actuais… E sejamos honestos: não creio que o programa eleitoral da dr.ª Berta Cabral, por muitos plim-plins que ela faça com a sua varinha mágica, consiga levar-nos a algum lado sem a ajuda de uma boa bruxa – até porque é muito possível que, entretanto, o governo da República que ela apoia e pelo qual anseia, e que se nos tem revelado o melhor exemplo de Casa Assombrada que possamos imaginar, dê o seu derradeiro suspiro – fornecendo assim matéria fresca para um novo romance do supradito escritor americano.

Bem vistas as coisas, faltam-nos as bruxas, sobejam-nos os fantasmas…

 

 

Luiz Fagundes Duarte 22 September 08:11

 

 

(no diXL, de Angra do Heroísmo)

um notável graciosense

  • Hoje a emoção surpreendeu-me com este artigo da Rádio Graciosa. Obrigado avô!

    Eurico Vieira da Costa, nasceu a 19 de Março de 1905 na localidade de Dores, freguesia e concelho de Santa Cruz da Graciosa.

    Filho de uma família de agricultores, Eurico Costa concluiu a quarta classe nas escolas da ilha. Casou novo e teve quatro filhos.

    Eurico Costa era o que pode dizer-se um “empresário nato”, com uma capacidade empreendedora única e que muito deu à ilha Graciosa.

    A sua actividade sempre foi a de comerciante e foi numa parceria com o senhor Medina que formou a Costa e Medina Lda., o seu primeiro negócio virado para as fazendas e miudezas.

    Também se dedicou ao fabrico de licores que eram devidamente engarrafados e rotulados, produtos de qualidade que eram também exportados. Possuía vinhas e por isso empregava um grande número de pessoas, para cobrir todas as suas áreas de negócios.

    Mais tarde a sociedade Costa e Medina Lda é desfeita e Eurico Costa fica sozinho à frente do negócio, que continua a expandir, enquanto o seu antigo sócio fundou a Ilha Branca.

    Sempre cheio de ideias, foi de Eurico Costa que surgiu o primeiro negócio de bordados, possibilitando às mulheres da época ajudar financeiramente os seus agregados familiares. Trazia os bordados para a ilha já impressos, distribuía pelas bordadeiras, que recebiam o pagamento assim que os entregavam na sua loja. Muitos bordados da Graciosa saíram da ilha. Ainda na área da costura, foi pelas suas mãos que chegaram à ilha as famosas máquina de costura Oliva.

    Eurico Costa tinha sempre novas ideias de negócios, algumas adquiria-as quando viajava e via que havia uma área em que podia existir uma oportunidade de negócio.

    Abriu na ilha uma pequena fábrica de Pirolitos, um género de refresco gaseificado que muito sucesso teve na altura. Para este negócio, tal como no dos licores comprou maquinaria necessária ao engarrafamento e rotulagem.

    Na sua actividade empresarial consta ainda a produção de vinho, tendo sido sócio fundador da Adega Cooperativa da Ilha Graciosa. Criou porcos, pois vendia os animais já abatidos e desmanchados, para fornecer às empresas de navegação, para que as tripulações consumissem a bordo durante as longas viagens por mar.

    Foi do filho mais novo que tomou conhecimento das potencialidades das algas e foi neste novo negócio que começou a envolver a família, conseguindo estendê-lo a outras ilhas, nomeadamente Flores e São Miguel.

    Eurico Costa possuía um lagar onde as algas eram tratadas para depois serem vendidas aos japoneses que adquiriam estes produtos, o “ágar ágar”, para os usar na medicina, entre outras áreas. A empresa de algas de Eurico Costa não só comprava as algas às pessoas que lhe vendiam, recebendo de imediato conforme o peso destas, mas chegou a ser proprietária de uma embarcação que com mergulhadores conseguiam apanhar algas de melhor qualidade. Esta apanha acontecia a uma grande profundidade e os mergulhadores conseguiam o ar necessário através de um compressor que estava a bordo da embarcação.

    A visão empreendedora levou-o ainda a abrir a primeira sala de cinema da Graciosa, devidamente equipada, negócio que abriu sozinho, mas que mais tarde deu a explorar.

    Quando deixou as algas, manteve a loja aberta desta vez para venda de artigos para a pesca, caça submarina, era o único estabelecimento da ilha a ter para venda fatos de mergulho. Foi nesta loja, sua antiga residencia, perto da matriz que passou os últimos anos da sua vida, em contacto com o público, tal como ele gostava, pois era nos clientes e amigos por lá passavam que encontrava as conversas animadas que bastante gostava.

    Era um homem alegre e bem-humorado tanto nos negócios como junto da família.

    Na sua loja que se arquitetaram os convívios que deram origem ao Santa Cruz Sport Club, com Eurico Costa a pertencer à equipa de futebol “Os Pretos”, a que deu origem ao clube.

    Eurico Costa era um homem muito bem-disposto e tinha um grande sentido de humor e alegria que sempre manteve ao longo da sua vida.

    Faleceu a 29 de Dezembro de 1991 de causas naturais, tinha na altura 86 anos de idade.

    Um Graciosense que deu muito à sua ilha e população e por isso é recordado com muito carinho pela população da ilha.

    Um graciosense notável a quem a Rádio Graciosa presta homenagem.

    Notável desta semana é Eurico Vieira da Costa ~ Rádio Graciosa

    rgraciosa.blogspot.com

PERSEGUIÇÃO A MONTEIRO LOBATO

Perseguição e condenação das obras de Monteiro Lobato

MONTEIRO LOBATO, UM GÊNIO, UM BRASILEIRO

Vera Vassouras*
Inventam-se formas de fazer publicidade do racismo contra brasileiros. Uma lástima. Pior, um arranjo que envolve uma instituição que tem como finalidade a luta pela extinção do racismo, sendo uma delas uma Secretaria do Governo, todos sustentados pelos impostos pagos pelo pobre, e negros.
Pergunta-se, ainda uma vez, por que essas instituições não promovem ações contra o Estado e seu racismo institucionalizado? Um jovem servidor público negro perdeu seu emprego por ter ofendido um Ministro do Judiciário com sua presença, quando à espera do uso de um caixa eletrônico. Alguma instituição decidiu processar o Ministro? Na Líbia, cidadãos negros estão sendo mortos e perseguidos por nazi-sionistas internacionais e não conheço nenhuma manifestação das instituições contra o genocídio organizado em defesa de uma raça.
Os livros escolares, secularmente, adestram as crianças para o racismo e preconceito, elogiando heróis-genocidas e mantendo na ignorância das revoluções da resistência, negando conhecimento da vida e obra de nossos heróis nacionais, índios, negros e mestiços.
O que está, realmente, por trás da perseguição à memória e à obra de Monteiro Lobato?
Nas DEZENAS de obras nas quais a criança, o jovem e o adulto têm a possibilidade de conhecer a mitologia, a filosofia dos povos, as lendas, a história e o folclore nacional, a ciência, a antropologia, enfim, a todo o leitor poderá abrir as portas ao conhecimento e, portanto, à liberdade que a verdadeira cultura promove. As Instituições são remuneradas para lutar contra o racismo, ao desconhecer a obra, limitam-se a cumprir as ordens da estrutura racista de poder, no qual, a premissa é manter o brasileiro na ignorância do trabalho desenvolvido por seus irmãos, seus iguais, seus heróis nacionais e, no caso de Monteiro Lobato, um gênio da literatura mundial, gerado em terras brasileiras.
Uma prova da perseguição e condenação das obras de Monteiro Lobato. O precioso livro “A ONDA VERDE O PRESIDENTE NEGRO” não é citado, aliás, esconde-se esta obra como o mapa de um tesouro.
Algumas frases encontradas no livro explicam a condenação dos capitães do mato a serviço da institucionalização do racismo:
No conteúdo da ONDA VERDE, Monteiro Lobato analisa e destrói toda a fantasia da exploração das terras paulistas, um grito em favor da natureza e da verdade, jamais citado pelos autodenominados verdes:
“A região era todo um matareu virgem de majestosa beleza.
Rasgara-o a facão o bandeirante antigo, por meio de picadas; o bandeirante moderno, machado ao ombro e facho incendiário na mão, vinha agora, não penetrá-lo, mas destruí-lo.”
“Desfez em decênios a obra prima que a natureza vinha compondo desde a infância da terra.”
Nada mais soberbo – e nada desculpa tanto o orgulho paulista – do que o mar de cafeeiros em linha, postos em substituição da floresta nativa.”
“Nada lhe detém a ofensiva irresistível… nem a mentalidade altista, loucamente esbanjadora, do fazendeiro.”
“A propriedade, cria-se hoje, como outrora, pela conquista do mais forte, pela espoliação levada a cabo pelo mais audacioso, pelo mais despido de escrúpulos.”
“Mas surge o grileiro e tudo se transforma… terras legitimamente, legalmente “apropriadas”. Ao partir para o sertão ele deixou em casa, na gaveta, os escrúpulos da consciência. Vem firme, vem “feito” como um gavião. Opera as maiores falcatruas; fabrica firmas, papéis, selos; falsifica rios e montanhas; falsifica árvores e marcos; falsifica juízes e cartórios; falsifica o fiel da balança de Temis; falsifica o céu, a terra as águas; falsifica Deus e o Diabo. Mas vence. E por arte dessa obra-prima de malabarismo, espoliando posseiros ou donos, sempre firmados na gazua da lei, os grileiros expelem das terras, num estupendo parigato, todos os “barbas ralas” que ali vivem parasitariamente, tentando resistir ao arranque da civilização.”
“Responde o café:
– Minha forme está acima da moral, e eu só conheço as leis do meu apetite.”
Ora, se mudarmos os cafezais por plantações de soja, milho e algodão transgênico, o assunto é o mesmo, o grilo foi transformado em agronegócio e a falsificação depende ainda dos negócios da instituição dentro do Congresso e nas lutas perdidas por tradição nos tribunais dos latifúndios.
Na mesma obra, ao tentar explicitar os mecanismos do GRILO, Monteiro Lobato afirma que o grilo é o “viveiro onde se fermenta a aristocracia dinheirosa de amanhã.”
“As velhas fidalguias da Europa entrocam no banditismo dos cruzados. Ter na linhagem um facínora encoscorado de ferro, que saqueou, queimou, violou, matou à larga no Oriente, é o maior padrão de glória de um marquês na França. Ter entre os avós um grileiro de hoje vai ser o orgulho supremo dos nossos milionários futuros. Matarás, roubarás, são os mandamentos de alto bordo do decálogo humano, eternos e irredutíveis…”
“GRILO É UMA PROPRIEDADE TERRITORIAL legalizada por meio de um título falso; grileiro é o advogado ou “águia” qualquer manipulador de grilos; terras “grilentas” ou “engriladas”, as que têm maromba de alquimia forense no título.”
“O grileiro é um alquimista. Envelhece papéis.”
“Não há exagero no cálculo de três milhões, sabendo-se que há grilos de 200, 300 e 400 mil alqueires – territórios equivalentes à metade da Bélgica, quase a Saxônia, e tamanhos como antigos ducados e principados alemães.”
“… Jeca Tatu aprenderá nela a perdoar com generosidade o erro dos fracos e a punir com dureza o crime dos fortes. E aprenderá ainda a mover-se, a correr, a nadar, a ser homem com H maiúsculo em todas as situações da vida.
O Brasil de amanhã não se elabora, pois, aqui. Vem em películas de Los Angeles, enlatado como goiabada. E a denominação yankee vai se operando de maneira agradável, sem que o assimilado o perceba.”
O PRESIDENTE NEGRO
Nesta obra, que mereceria um simpósio para discussão, Monteiro Lobato mistura conhecimento científico, a política eugenista dos americanos, exportada à América Latina, e a vitória sempre anunciada da raça branca contra uma população negra cujos cérebros perderam a capacidade do pensamento individual e solidário.
E como a denúncia de racismo contra a memória de um dos maiores brasileiros, tem por desculpa educação, verifique-se que o ano da ficção é 2228, todavia, a política da escola hospício continua em todos os continentes e tem a pretensão da imortalidade.
“A criança tinha na América de 2228 uma importância capital. Toda a vida do país girava-lhe em torno. Era a criança, além do encanto do presente, o futuro plasmável como a cera. Os maiores gênios da raça se consagravam a estudá-la, para com tão dúctil matéria prima ir esculpindo a obra única que apaixonava o americano – o Amanhã… Sua Majestade Baby era o Luiz 14 do século.
“… A raça branca, afeita à guerra como a última ratio da sua majestade, desviava-se da velha trilha e impunha um manso ponto final étnico ao grupo que a ajudara a criar a América, mas com o qual não mais podia viver em comum. Tinha-o como obstáculo ao ideal da Super-Civilização ariana que naquele território começava a desabrochar, e, pois não iria render-se a fraquezas de sentimento.
A raça ferida na fonte vital pendeu sobre o peito a cabeça como a planta a que opodador estrangula a circulação da seiva. Ia passar. Estéril como a pedra, iria extinguir-se num crepúsculo indolor, mas de trágica melancolia.
E passou…”
MONTEIRO LOBATO, UM GÊNIO
Monteiro Lobato é um gênio que está além de quaisquer acordos judiciais. Nem os denunciantes – que evidentemente desconhecem sua obra- tampouco os julga-dores que, na origem, pertencem à tradicional aristocracia ariana nascida do engodo e da ignorância, têm direito, cultura ou competência para julgar sua obra. As verdades ali contidas não podem ser aprisionadas em tempos processuais, tampouco em políticas de alienação das massas, ou suas palavras podem ser manipuladas fora do tempo e do contexto.
Esse processo contra sua memória nada mais é do que uma das facetas do arianismo psicopata que têm como finalidade manter essa artificial supremacia branca, tão nefasta ao afastar os brasileiros do espírito de solidariedade, sob a fachada do racismo, como se nada mais houvesse a fazer do que macular a honra de um sábio brasileiro que, por sua obra, denúncia com seu silêncio iluminador, os atores desse circo montado como seres imbecilizados e imbeciliza-dores.
Monteiro Lobato está além, muito além do Sítio do Pica-pau Amarelo. A moto-serra-caneta tenta derrubar sua árvore do conhecimento, mas Lobato sobrevive apesar da perseguição dos capitães do mato de todas as raças, de todos os matizes e de todas as instituições.
*Advogada

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http://jornalrecomeco.blogspot.pt/

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CAMÕES ENSINO A DISTÂNCIA

Ensino a distância: Centro Virtual Camões abre candidaturas para novos cursos

Com vista à abertura do 1.º semestre do ano letivo 2012/2013, estão a decorrer até ao dia 9 de outubro, no Centro Virtual Camões, candidaturas para os seguintes cursos:

Cursos de especialização (creditados com ECTS)

106_12 Curso de especialização pós-graduado: Portugal e os Pós-Colonialismos
401_12 Tradução e Tecnologias de Informação Linguística

Cursos de formação contínua de professores (creditados pelo CCPFC)

202_12 MIPL2.0 – Materiais Interativos para Português Língua Segunda na web 2.0
203_12 Laboratório de Escrita Criativa – Nível Introdutório
211_12 Ferramentas da Linguística Computacional para Ensino do Português

Cursos de Português para fins específicos

305_12 Laboratório de Escrita Jornalística
307_12 Português para Negócios

Cursos de Português para estrangeiros

302_12 Portuguese for foreigners, level 1
303_12 Portuguese for foreigners, level 2
304_12 Português para estrangeiros, nível 3

Candidaturas a abrir brevemente:

Pragmática Linguística e Ensino do Português: A Comunicação Oral e Escrita (curso creditado pelo CCPFC)

Mais informações em http://cvc.instituto-camoes.pt/ensino-a-distancia/novos-cursos.html

http://cvc.instituto-camoes.pt/ensino-a-distancia/novos-cursos.html

cvc.instituto-camoes.pt
Cursos a distância 2011/2012 – 1º semestre, inscrições até 9 de outubro de 2011

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MORREU ELSA RODRIGUES DOS SANTOS

Morreu a professora portuguesa Elsa Rodrigues dos Santos especialista em literaturas da África lusófona

Da Redação
20/09/2012 14:45
Faceceu na noite de terça-feira, em Faro, sul de Portugal, aos 73 anos, vítima de doença súbita, a professora universitária Elsa Rodrigues dos Santos, especialista em literaturas da África lusófona.

Lisboa – Faleceu na noite de terça-feira, em Faro, sul de Portugal, aos 73 anos, vítima de doença súbita, a professora universitária Elsa Rodrigues dos Santos, especialista em literaturas da África lusófona.

Natural de Moçambique, Elsa Rodrigues dos Santos publicou diversos trabalhos considerados referência para o estudo das literaturas dos países africanos de língua portuguesa.

Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, era profunda conhecedora da literatura de Cabo Verde, tendo baseado a sua tese de mestrado na obra do poeta Jorge Barbosa.

 

ELSA E A SLP APOIARAM O 1º E 2º COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

classe média duplica no brasil

Secretaria de Assuntos Estratégicos diz que mais da metade dos brasileiros estão na classe média

Da Redação, com agência
20/09/2012 16:15
A pesquisa classifica como classe média os que vivem em famílias com renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019 e têm baixa probabilidade de passar a ser pobres no futuro próximo.

Brasília – Atualmente mais da metade da população brasileira (53%) fazem parte da classe média, o que significa um total de 104 milhões de brasileiros. Nos últimos dez anos, foram 35 milhões os brasileiros incluídos na classe média. Os dados foram divulgado nesta quinta-feir (20) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República no estudo Vozes da Classe Média.

A pesquisa classifica como classe média os que vivem em famílias com renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019 e têm baixa probabilidade de passar a ser pobre no futuro próximo.

De acordo com o estudo, a expansão desse segmento resultou de um processo de crescimento do país combinado com redução na desigualdade. A estimativa é que, mantidas a taxa de crescimento e a tendência de queda nas desigualdades dos últimos dez anos, a classe média chegue a 57% da população brasileira em 2022.

Os dados indicam que a redução da classe baixa foi mais intensa do que a expansão da classe alta. De 2002 a 2012 ascenderam da classe baixa para a média, 21% da população brasileira, enquanto da classe média para a alta ascenderam 6%.

O ministro da SAE, Moreira Franco, destacou o importância do crescimento da classe média para movimentar e impulsionar a economia do país, pois essa fatia da população responde por 38% da renda e do consumo das famílias. “Em torno de 18 milhões de empregos foram criados na última década, esses empregos formais foram associados a uma política adequada de salário mínimo que deu ganhos reais acima da inflação aos brasileiros”, disse Franco.

O crescimento da renda da classe média tem sido maior do que o do restante da população, de acordo com os dados apresentados no estudo. Enquanto na última década a renda média desse segmento cresceu 3,5% ao ano, a renda média das famílias brasileiras cresceu, no mesmo período, 2,4% ao ano.

“A classe média brasileira vai movimentar em 2012 cerca de R$ 1 trilhão”, estimou Renato Meirelles, do instituto de pesquisa Data Popular, que participou da elaboração do estudo.

O estudo usa como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Data Popular.

pepetela passou o tempo dos partidos

REVISTA ÁFRICA21

“Passou o tempo dos partidos?”, por Pepetela

Redação revista África21
20/09/2012 10:11
“Os partidos são cada vez mais aparelhos desumanos, constituídos de instrumentos e peças, sem sangue nem nervo”.

Brasília – Um humorista italiano, Beppe Grillo, ganhou algumas câmaras municipais em Itália. Já antes o excêntrico Berlusconi fartou-se de reinar em Roma, criando e desfazendo partidos da noite para o dia. Na Grécia, um antissistema de esquerda ameaçou ganhar as eleições, pondo de parampas toda a União Europeia.

Já há tempos um palhaço foi eleito para deputado no Brasil (nunca mais ouvi falar dele, talvez por ter deixado de usar o nariz vermelho). Na circunspecta Alemanha, o Partido dos Piratas vai crescendo e pode mudar os equilíbrios do poder (eles só querem ter a liberdade de copiar e fazerem downloads na Internet sem serem chateados). Alguns exemplos de como a política já não é a secura a que estávamos habituados e enveredou pela imaginação libertária. Ao menos, uma nota de pimenta na rigidez do fato e gravata.

Não escondo a admiração que nutro pelos que rompem os sistemas e têm a coragem de parecer extravagantes para, pelo menos, animarem a maralha. A vida seria uma monotonia intragável sem eles. Agora, por culpa dos mesmos de sempre, essa tendência vem ganhando a política. E me divirto a ver os aparelhísticos (isto é, aqueles que vivem dos aparelhos partidários, género um jotinha que não estuda nada e vai fazendo a sua vidinha na Juventude do Partido, esperando ter idade para ser promovido para o Partido, aos pulos e gritos de apoio ao chefe nas manifestações de boné na cabeça, de preferência com uma estrela, até conseguir uma ascensão no próprio Partido e acabando por morrer, sem dentes, mas membro do Comité Central, uma vida recheada de vitórias e felicidade pelo dever cumprido!).

Os partidos são cada vez mais aparelhos desumanos, constituídos de instrumentos e peças, sem sangue nem nervo. Por isso, quando se vislumbra no horizonte qualquer coisa como uma máquina de reciclar ou compactar os instrumentos, eu fico com esperanças, um partido a menos.

Leia versão integral na edição impressa da revista África21 (N.º 67, setembro 2012). Para assinar a revista contacte: [email protected]

 

professores abandonam Timor

Sem pagamento, professores do Brasil deixam Timor-Leste

20 de setembro de 2012 | 8h 09

BRUNO DEIRO – Agência Estado

Um grupo de professores brasileiros que há quase sete meses foi para o Timor-Leste para participar de um programa de cooperação acadêmica acusa a única universidade do país asiático de não cumprir o acordo. O acordo está previsto para durar até novembro, mas nesta sexta-feira (21) o sexto dos 30 docentes do projeto retornará ao País antes do prazo por causa do atraso nos salários, que não são pagos desde junho.

 

 

De acordo com os professores, há dificuldades para obter informações sobre os atrasos na Universidade Nacional do Timor-Leste (UNTL). “O reitor se recusa a nos receber e está fora do país”, diz Flávio Tonnetti, que faz parte do grupo. Segundo ele, a maioria tem recorrido à ajuda de amigos e familiares, além de empréstimos em banco, para se manter no Timor-Leste.

 

Depois de uma seleção feita no final do ano passado pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, os professores viajaram em fevereiro para dar aula de português, biologia e química e receber um salário mensal de US$ 3,5 mil, que seria bancado pela universidade timorense. “Recebemos o primeiro pagamento somente em maio”, diz Carlos Gontijo, de 29 anos, que deu aulas de língua portuguesa e retornou em junho. “Ficávamos em um hotel cujo dono aceitou receber depois as diárias de hospedagem e alimentação. Mas teve gente que não aguentou e voltou antes.”

 

É o caso de Alexandre Marques, de 33 anos, que retornou no início de maio, graças à ajuda de um grupo de professores de uma escola portuguesa em Dili. “Eles juntaram dinheiro e pagaram os cerca de US$ 300 para a remarcação da passagem”, diz o professor de português, que mora em Cotia e abriu mão de dois empregos para viajar. “Sustento minha família e achei que conseguiria juntar algum dinheiro, mas tive de voltar porque estava acumulando dívidas lá e aqui.”

 

O Timor-Leste é uma ex-colônia portuguesa que foi ocupada pela Indonésia entre 1975 e 2002, período no qual o uso do português foi proscrito. Com a independência, em 2002, o português voltou a ser uma das línguas oficiais, mas faltam professores para ensiná-lo aos jovens.

 

Atrasos

 

Sem contrato assinado, os professores entraram no país com um visto provisório de turista, que expirou em 30 dias. O contrato foi modificado duas vezes até ser consolidado. A UNTL alegou uma questão burocrática para o primeiro atraso no pagamento e a demora na assinatura do contrato: o estatuto da entidade não permite que o valor seja repassado diretamente aos professores estrangeiros. A gestão dos recursos ficou por conta da Fundação das Universidades Portuguesas (FUP), que efetuou o primeiro pagamento no fim de maio.

 

O Mackenzie, que segundo os professores teria garantido informalmente que o acordo seria cumprido, lembra que o edital previa responsabilidade total da universidade timorense pelo pagamento. “A única atribuição do Mackenzie é monitorar o desenvolvimento das atividades acadêmicas, nada interferindo no pagamento dos salários dos docentes. Mesmo com o problema do atraso de salários, as atividades acadêmicas transcorrem dentro dos prazos previstos”, defende-se a entidade.

 

A principal queixa do grupo que continua no Timor-Leste sobre o novo atraso é de que desta vez não há esclarecimentos. “O cenário é pior, pois as relações estão desgastadas e não temos qualquer previsão de resolução”, afirma Tonnetti. O Itamaraty afirma que o governo brasileiro não tem relação com o convênio firmado entre o Mackenzie e a UNTL, mas está tentado a ajudar informalmente. No último dia 7, durante um evento na embaixada em Dili, os professores cobraram ações de autoridades timorenses, mas não tiveram resposta.

 

O Mackenzie diz ter recebido um comunicado da FUP que garante que o pagamento será feito ainda nesta semana. O jornal O Estado de S. Paulo tentou entrar em contato com a entidade portuguesa, mas não obteve resposta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Sem pagamento, professores do Brasil deixam Timor-Leste

20 de setembro de 2012 | 8h 09

BRUNO DEIRO – Agência Estado

Um grupo de professores brasileiros que há quase sete meses foi para o Timor-Leste para participar de um programa de cooperação acadêmica acusa a única universidade do país asiático de não cumprir o acordo. O acordo está previsto para durar até novembro, mas nesta sexta-feira (21) o sexto dos 30 docentes do projeto retornará ao País antes do prazo por causa do atraso nos salários, que não são pagos desde junho.

 

 

De acordo com os professores, há dificuldades para obter informações sobre os atrasos na Universidade Nacional do Timor-Leste (UNTL). “O reitor se recusa a nos receber e está fora do país”, diz Flávio Tonnetti, que faz parte do grupo. Segundo ele, a maioria tem recorrido à ajuda de amigos e familiares, além de empréstimos em banco, para se manter no Timor-Leste.

 

Depois de uma seleção feita no final do ano passado pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, os professores viajaram em fevereiro para dar aula de português, biologia e química e receber um salário mensal de US$ 3,5 mil, que seria bancado pela universidade timorense. “Recebemos o primeiro pagamento somente em maio”, diz Carlos Gontijo, de 29 anos, que deu aulas de língua portuguesa e retornou em junho. “Ficávamos em um hotel cujo dono aceitou receber depois as diárias de hospedagem e alimentação. Mas teve gente que não aguentou e voltou antes.”

 

É o caso de Alexandre Marques, de 33 anos, que retornou no início de maio, graças à ajuda de um grupo de professores de uma escola portuguesa em Dili. “Eles juntaram dinheiro e pagaram os cerca de US$ 300 para a remarcação da passagem”, diz o professor de português, que mora em Cotia e abriu mão de dois empregos para viajar. “Sustento minha família e achei que conseguiria juntar algum dinheiro, mas tive de voltar porque estava acumulando dívidas lá e aqui.”

 

O Timor-Leste é uma ex-colônia portuguesa que foi ocupada pela Indonésia entre 1975 e 2002, período no qual o uso do português foi proscrito. Com a independência, em 2002, o português voltou a ser uma das línguas oficiais, mas faltam professores para ensiná-lo aos jovens.

 

Atrasos

 

Sem contrato assinado, os professores entraram no país com um visto provisório de turista, que expirou em 30 dias. O contrato foi modificado duas vezes até ser consolidado. A UNTL alegou uma questão burocrática para o primeiro atraso no pagamento e a demora na assinatura do contrato: o estatuto da entidade não permite que o valor seja repassado diretamente aos professores estrangeiros. A gestão dos recursos ficou por conta da Fundação das Universidades Portuguesas (FUP), que efetuou o primeiro pagamento no fim de maio.

 

O Mackenzie, que segundo os professores teria garantido informalmente que o acordo seria cumprido, lembra que o edital previa responsabilidade total da universidade timorense pelo pagamento. “A única atribuição do Mackenzie é monitorar o desenvolvimento das atividades acadêmicas, nada interferindo no pagamento dos salários dos docentes. Mesmo com o problema do atraso de salários, as atividades acadêmicas transcorrem dentro dos prazos previstos”, defende-se a entidade.

 

A principal queixa do grupo que continua no Timor-Leste sobre o novo atraso é de que desta vez não há esclarecimentos. “O cenário é pior, pois as relações estão desgastadas e não temos qualquer previsão de resolução”, afirma Tonnetti. O Itamaraty afirma que o governo brasileiro não tem relação com o convênio firmado entre o Mackenzie e a UNTL, mas está tentado a ajudar informalmente. No último dia 7, durante um evento na embaixada em Dili, os professores cobraram ações de autoridades timorenses, mas não tiveram resposta.

 

O Mackenzie diz ter recebido um comunicado da FUP que garante que o pagamento será feito ainda nesta semana. O jornal O Estado de S. Paulo tentou entrar em contato com a entidade portuguesa, mas não obteve resposta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Sem pagamento, professores do Brasil deixam Timor-Leste

20 de setembro de 2012 | 8h 09

BRUNO DEIRO – Agência Estado

Um grupo de professores brasileiros que há quase sete meses foi para o Timor-Leste para participar de um programa de cooperação acadêmica acusa a única universidade do país asiático de não cumprir o acordo. O acordo está previsto para durar até novembro, mas nesta sexta-feira (21) o sexto dos 30 docentes do projeto retornará ao País antes do prazo por causa do atraso nos salários, que não são pagos desde junho.

 

 

De acordo com os professores, há dificuldades para obter informações sobre os atrasos na Universidade Nacional do Timor-Leste (UNTL). “O reitor se recusa a nos receber e está fora do país”, diz Flávio Tonnetti, que faz parte do grupo. Segundo ele, a maioria tem recorrido à ajuda de amigos e familiares, além de empréstimos em banco, para se manter no Timor-Leste.

 

Depois de uma seleção feita no final do ano passado pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, os professores viajaram em fevereiro para dar aula de português, biologia e química e receber um salário mensal de US$ 3,5 mil, que seria bancado pela universidade timorense. “Recebemos o primeiro pagamento somente em maio”, diz Carlos Gontijo, de 29 anos, que deu aulas de língua portuguesa e retornou em junho. “Ficávamos em um hotel cujo dono aceitou receber depois as diárias de hospedagem e alimentação. Mas teve gente que não aguentou e voltou antes.”

 

É o caso de Alexandre Marques, de 33 anos, que retornou no início de maio, graças à ajuda de um grupo de professores de uma escola portuguesa em Dili. “Eles juntaram dinheiro e pagaram os cerca de US$ 300 para a remarcação da passagem”, diz o professor de português, que mora em Cotia e abriu mão de dois empregos para viajar. “Sustento minha família e achei que conseguiria juntar algum dinheiro, mas tive de voltar porque estava acumulando dívidas lá e aqui.”

 

O Timor-Leste é uma ex-colônia portuguesa que foi ocupada pela Indonésia entre 1975 e 2002, período no qual o uso do português foi proscrito. Com a independência, em 2002, o português voltou a ser uma das línguas oficiais, mas faltam professores para ensiná-lo aos jovens.

 

Atrasos

 

Sem contrato assinado, os professores entraram no país com um visto provisório de turista, que expirou em 30 dias. O contrato foi modificado duas vezes até ser consolidado. A UNTL alegou uma questão burocrática para o primeiro atraso no pagamento e a demora na assinatura do contrato: o estatuto da entidade não permite que o valor seja repassado diretamente aos professores estrangeiros. A gestão dos recursos ficou por conta da Fundação das Universidades Portuguesas (FUP), que efetuou o primeiro pagamento no fim de maio.

 

O Mackenzie, que segundo os professores teria garantido informalmente que o acordo seria cumprido, lembra que o edital previa responsabilidade total da universidade timorense pelo pagamento. “A única atribuição do Mackenzie é monitorar o desenvolvimento das atividades acadêmicas, nada interferindo no pagamento dos salários dos docentes. Mesmo com o problema do atraso de salários, as atividades acadêmicas transcorrem dentro dos prazos previstos”, defende-se a entidade.

 

A principal queixa do grupo que continua no Timor-Leste sobre o novo atraso é de que desta vez não há esclarecimentos. “O cenário é pior, pois as relações estão desgastadas e não temos qualquer previsão de resolução”, afirma Tonnetti. O Itamaraty afirma que o governo brasileiro não tem relação com o convênio firmado entre o Mackenzie e a UNTL, mas está tentado a ajudar informalmente. No último dia 7, durante um evento na embaixada em Dili, os professores cobraram ações de autoridades timorenses, mas não tiveram resposta.

 

O Mackenzie diz ter recebido um comunicado da FUP que garante que o pagamento será feito ainda nesta semana. O jornal O Estado de S. Paulo tentou entrar em contato com a entidade portuguesa, mas não obteve resposta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sem-pagamento-professores-do-brasil-deixam-timor-leste,933222,0.htm