O quase (des) Acordo Ortográfico Francisco G Amorim

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
O quase (des) Acordo Ortográfico

Francisco G Amorim

Data venia, vou dar também a minha opinião sobre o tão falado, discutido e assinado “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.
Foi muito discutido! Os portugueses sentiam-se “donos” da língua, os brasileiros, representando cerca de 85% dos falantes da mesma língua, entendiam que devia chegar-se a um acordo para não se perder a língua em uns quantos novos crioulos, inclusivé o “crioulo de Portugal”. Discutiu-se, zangaram-se e por fim, mesmo de má cara, todos os países lusófonos, communis consenso, decidiram aceitar o que os viri legibus scribundis.

Post, huc et ullc foram surgindo vozes descordantes, sobretudo da parte dos “antigos donos da língua”.

Parece que todos, elogiando muito Fernando Pessoa, se esqueceram da sua célebre frase “a minha pátria é a língua portuguesa”, certamente querendo referir-se também a goeses, minhotos, angolanos, brasileiros, etc.

Quantos Acordos já se fizeram, por consenso ou imposição, desde que se escrevia assim:

“Don Denis pela gra de Ds rey de Portugal y do algarve. A quantos esta cta uire faço saber q eu recebj de ffrey Johanne Guardador e scriva domeu Çeleiyro…”

Foi D. Diniz, no século XIII quem ordenou que se abandonasse o latim para que se escrevessem em português todos os textos oficiais.

Logo no início do século seguinte Dante Alighieri escreve “A Comédia”, introduzindo, para espanto e admiração universal, uma nova língua, a que se chamou italiana.

Em Portugal quem deu todo o valor à língua portuguesa foi Camões, e em Inglaterra a língua só começou a ser uniformizada com a edição da Bíblia e a seguir com os textos de Shakspeare!

Mas desde esse tempo quanto mudou! Poucos hoje sabem ler Camões e raros, ingleses, os originais do seu grande mestre.

Lembro dois grandes escritores contemporâneos que me obrigaram a pesquisar em vários dicionários para os conseguir entender: João Guimarães Rosa e Luandino Vieira.

Rosa escreveu com a popularia verba, Luandino com algo parecido, misturando português com kimbundo, a tal popularia verba dos angolanos, sobretudo de Luanda. E o mestre Mia Couto? O que ele já criou?

Ninguém se queixou dos novos vocábulos apresentados, todos foram sucesso literário, não houve necessidade de “traduzir do “clássico” para o “hodierno”, e continuam a ser livros procurados e edições repetidas.
Vai tempo que em Portugal se falou o arcaico céltico, cartaginês, germânico, latim e árabe. Talvez até o grego com a ortografia cirílica. E o provençal. Podíamos ter feito logo um acordo ortográfico e, quem sabe, universalizar a escrita numa forma única.

Tem-se feito muita brincadeira com palavras que no Brasil e em Portugal têm significados completamente diferentes. Ninguém reclama! Então porque não continua cada um a escrever como entenda, sendo inegavelmente sua a opção? É evidente que só esta geração dos mais velhos não querem – nem eu – trocar o que para nós era certo pelo… futuro. Mas as novas gerações, se seguirem o Acordo vão entender-se melhor! Isso parece evidente.

Ipso factum, um dos pontos que ficaram assentes no Acordo foi não considerar erro quem continuasse a escrever conforme seu consuetudo. Não é erro, será simplesmente arcaico, e cada um dos teimosos sempre será livre de escrever como muito bem lhe apeteça.

Ego in porto navigo, faço uma pequena mistureba, uma espécie de maioneza linguística/ortográfica, e imagino que tenho atingido o intelecto de quem lê. Este parece ser o fundamentum omnis societatis: communicare! Como diriam os nossos vovovôs, intentio rerum!

Parece que o “grande problema”, o pomo da discórdia, gira agora em volta do VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. O Brasil já editou o que estaria prescrito no Acordo. Portugal está no “sim, não, pois…”, reclama, zanga-se e entretanto perde lugar, porque como a edição de um vocabulário desta magnitude exige um financiamento elevado e os restantes territórios com a mesma língua, certamente terão muito mais dificuldades em editá-lo… o Brasil sai na frente. É lógico.

Assinou-se o Acordo, o que significa que todos concordaram. Virou uma espécie de lei aprovada pelos parlamentos e assinada pelos presidentes das repúblicas. Ora se é lei, Dura lex sed lex.

Dixi.

Notas:
1.-Os “alguns” vocábulos em latim mostram que já evoluimos um bom pedaço: pittaciu, do latim, e pittakion do grego! E agora discute uma letra no meio da palavra!
2.- Depois o senhor Graça Moura que me perdoe, mas se retirarmos o “p” de “adopção” não vira “adução” (Jornal “O Globo”, dia 24/03/2012)! Fica simplesmente adoção. Ainda me recordo que, em português, as palavras em geral têm acentuação na sílaba paroxítana, que no meu tempo se chamavam de “graves”! Donde parece depreender-se que não só não necessitam de acento… nem do “p.
3.- O que dizer de: rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher (subst.);jogo (subst.) e jogo (verbo); sede, lugar e sede, avidez; seca, a roupa e seca, falta de água?

28/03/2012

http://www.fgamorim.blogspot.pt/

>O quase (des) Acordo Ortográfico Francisco G Amorim

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IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
O quase (des) Acordo Ortográfico

Francisco G Amorim

Data venia, vou dar também a minha opinião sobre o tão falado, discutido e assinado “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.
Foi muito discutido! Os portugueses sentiam-se “donos” da língua, os brasileiros, representando cerca de 85% dos falantes da mesma língua, entendiam que devia chegar-se a um acordo para não se perder a língua em uns quantos novos crioulos, inclusivé o “crioulo de Portugal”. Discutiu-se, zangaram-se e por fim, mesmo de má cara, todos os países lusófonos, communis consenso, decidiram aceitar o que os viri legibus scribundis.

Post, huc et ullc foram surgindo vozes descordantes, sobretudo da parte dos “antigos donos da língua”.

Parece que todos, elogiando muito Fernando Pessoa, se esqueceram da sua célebre frase “a minha pátria é a língua portuguesa”, certamente querendo referir-se também a goeses, minhotos, angolanos, brasileiros, etc.

Quantos Acordos já se fizeram, por consenso ou imposição, desde que se escrevia assim:

“Don Denis pela gra de Ds rey de Portugal y do algarve. A quantos esta cta uire faço saber q eu recebj de ffrey Johanne Guardador e scriva domeu Çeleiyro…”

Foi D. Diniz, no século XIII quem ordenou que se abandonasse o latim para que se escrevessem em português todos os textos oficiais.

Logo no início do século seguinte Dante Alighieri escreve “A Comédia”, introduzindo, para espanto e admiração universal, uma nova língua, a que se chamou italiana.

Em Portugal quem deu todo o valor à língua portuguesa foi Camões, e em Inglaterra a língua só começou a ser uniformizada com a edição da Bíblia e a seguir com os textos de Shakspeare!

Mas desde esse tempo quanto mudou! Poucos hoje sabem ler Camões e raros, ingleses, os originais do seu grande mestre.

Lembro dois grandes escritores contemporâneos que me obrigaram a pesquisar em vários dicionários para os conseguir entender: João Guimarães Rosa e Luandino Vieira.

Rosa escreveu com a popularia verba, Luandino com algo parecido, misturando português com kimbundo, a tal popularia verba dos angolanos, sobretudo de Luanda. E o mestre Mia Couto? O que ele já criou?

Ninguém se queixou dos novos vocábulos apresentados, todos foram sucesso literário, não houve necessidade de “traduzir do “clássico” para o “hodierno”, e continuam a ser livros procurados e edições repetidas.
Vai tempo que em Portugal se falou o arcaico céltico, cartaginês, germânico, latim e árabe. Talvez até o grego com a ortografia cirílica. E o provençal. Podíamos ter feito logo um acordo ortográfico e, quem sabe, universalizar a escrita numa forma única.

Tem-se feito muita brincadeira com palavras que no Brasil e em Portugal têm significados completamente diferentes. Ninguém reclama! Então porque não continua cada um a escrever como entenda, sendo inegavelmente sua a opção? É evidente que só esta geração dos mais velhos não querem – nem eu – trocar o que para nós era certo pelo… futuro. Mas as novas gerações, se seguirem o Acordo vão entender-se melhor! Isso parece evidente.

Ipso factum, um dos pontos que ficaram assentes no Acordo foi não considerar erro quem continuasse a escrever conforme seu consuetudo. Não é erro, será simplesmente arcaico, e cada um dos teimosos sempre será livre de escrever como muito bem lhe apeteça.

Ego in porto navigo, faço uma pequena mistureba, uma espécie de maioneza linguística/ortográfica, e imagino que tenho atingido o intelecto de quem lê. Este parece ser o fundamentum omnis societatis: communicare! Como diriam os nossos vovovôs, intentio rerum!

Parece que o “grande problema”, o pomo da discórdia, gira agora em volta do VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. O Brasil já editou o que estaria prescrito no Acordo. Portugal está no “sim, não, pois…”, reclama, zanga-se e entretanto perde lugar, porque como a edição de um vocabulário desta magnitude exige um financiamento elevado e os restantes territórios com a mesma língua, certamente terão muito mais dificuldades em editá-lo… o Brasil sai na frente. É lógico.

Assinou-se o Acordo, o que significa que todos concordaram. Virou uma espécie de lei aprovada pelos parlamentos e assinada pelos presidentes das repúblicas. Ora se é lei, Dura lex sed lex.

Dixi.

Notas:
1.-Os “alguns” vocábulos em latim mostram que já evoluimos um bom pedaço: pittaciu, do latim, e pittakion do grego! E agora discute uma letra no meio da palavra!
2.- Depois o senhor Graça Moura que me perdoe, mas se retirarmos o “p” de “adopção” não vira “adução” (Jornal “O Globo”, dia 24/03/2012)! Fica simplesmente adoção. Ainda me recordo que, em português, as palavras em geral têm acentuação na sílaba paroxítana, que no meu tempo se chamavam de “graves”! Donde parece depreender-se que não só não necessitam de acento… nem do “p.
3.- O que dizer de: rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher (subst.);jogo (subst.) e jogo (verbo); sede, lugar e sede, avidez; seca, a roupa e seca, falta de água?

28/03/2012

http://www.fgamorim.blogspot.pt/

angola vai ratificar AO

ANGOLA

Angola vai ratificar acordo ortográfico mas quer introduzir vocabulário nacional

Angola é favorável à ratificação do acordo ortográfico da língua portuguesa, mas com a introdução de termos do vocabulário nacional.
Da Redação, com agência
 

Luanda – O director para assuntos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Ministério das Relações Exteriores de Angola (Mirex), Oliveira Encoge, afirmou, nesta quarta-feira (28), que Angola é favorável à ratificação do acordo ortográfico da língua portuguesa, mas com a introdução de termos do vocabulário nacional.

A declaração foi feita por ocasião do encontro técnico de preparação da reunião deministros da Educação da CPLP, que se realiza sexta-feira (30), em Luanda.

Oliveira Encoge disse que Angola “é parte significativa da língua portuguesa, por isso o país vai contribuir para a sua alteração, no bom sentido”, segundo a agência Angop.

Sobre a data de ratificação do acordo pelo Estado angolano, o diplomata disse ser prematuro apontar uma data, mas que passos estão a ser dados para que, a curto ou médio prazo, isso aconteça.

“A sua ratificação só vai depender de alguns aspectos de ordem organizativa, técnica e académica (…) que vão definir o horizonte temporal para que este acto jurídico aconteça, porque Angola já é parte signatária do acordo”, esclareceu.

Segundo Oliveira Encoge, especialistas da língua portuguesa vão continuar a trabalhar para a melhoria, e posterior, aprovação do acordo ortográfico. 

O diplomata angolano sublinhou ainda que cada país membro da CPLP vai preparar o seu vocabulário nacional, que posteriormente dará lugar a um vocabulário comum, onde estarão espelhados todos os aspectos das línguas nacionais dos estados membros. Com informações da Angop.

>angola vai ratificar AO

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ANGOLA

Angola vai ratificar acordo ortográfico mas quer introduzir vocabulário nacional

Angola é favorável à ratificação do acordo ortográfico da língua portuguesa, mas com a introdução de termos do vocabulário nacional.
Da Redação, com agência
 

Luanda – O director para assuntos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Ministério das Relações Exteriores de Angola (Mirex), Oliveira Encoge, afirmou, nesta quarta-feira (28), que Angola é favorável à ratificação do acordo ortográfico da língua portuguesa, mas com a introdução de termos do vocabulário nacional.

A declaração foi feita por ocasião do encontro técnico de preparação da reunião deministros da Educação da CPLP, que se realiza sexta-feira (30), em Luanda.

Oliveira Encoge disse que Angola “é parte significativa da língua portuguesa, por isso o país vai contribuir para a sua alteração, no bom sentido”, segundo a agência Angop.

Sobre a data de ratificação do acordo pelo Estado angolano, o diplomata disse ser prematuro apontar uma data, mas que passos estão a ser dados para que, a curto ou médio prazo, isso aconteça.

“A sua ratificação só vai depender de alguns aspectos de ordem organizativa, técnica e académica (…) que vão definir o horizonte temporal para que este acto jurídico aconteça, porque Angola já é parte signatária do acordo”, esclareceu.

Segundo Oliveira Encoge, especialistas da língua portuguesa vão continuar a trabalhar para a melhoria, e posterior, aprovação do acordo ortográfico. 

O diplomata angolano sublinhou ainda que cada país membro da CPLP vai preparar o seu vocabulário nacional, que posteriormente dará lugar a um vocabulário comum, onde estarão espelhados todos os aspectos das línguas nacionais dos estados membros. Com informações da Angop.

o blogue vai ao 17º colóquio

o blogue vai estar concentrado no 17º colóquio da lusofonia que ocorre de 30 de março a 3 de abril e voltará com mais força ainda depois daquelas datas

http://lusofonia2002.com.sapo.pt/

para quem tiver a oportunidade informo que dia 29 de março estarei
no Bom Dia Açores da RTP entre as 08.45 e 09.15

http://ww1.rtp.pt/acores/?headline=28&visual=22&tm=epg
e depois estarei no programa da manhã da RDP entre as 09.15 e as 10.00
http://ww1.rtp.pt/acores/?headline=31&visual=17
 divulgando o 17º colóquio e os autores açorianos entre outras coisas...

>o blogue vai ao 17º colóquio

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o blogue vai estar concentrado no 17º colóquio da lusofonia que ocorre de 30 de março a 3 de abril e voltará com mais força ainda depois daquelas datas

http://lusofonia2002.com.sapo.pt/

para quem tiver a oportunidade informo que dia 29 de março estarei
no Bom Dia Açores da RTP entre as 08.45 e 09.15

http://ww1.rtp.pt/acores/?headline=28&visual=22&tm=epg
e depois estarei no programa da manhã da RDP entre as 09.15 e as 10.00
http://ww1.rtp.pt/acores/?headline=31&visual=17
 divulgando o 17º colóquio e os autores açorianos entre outras coisas...

olivença

 Território português ocupado por Espanha desde 1802
 
“ALÉM GUADIANA” – TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE

A inesperada recuperação do português em Olivença

(resumo de acontecimentos de três anos: 2008-2011)

INTRODUÇÃO

Portugal é um País de contradições. Ambiciona ser conhecido, reclama que a sua cultura é pouco divulgada… mas, contraditoriamente, parece envergonhar-se de assumirmanifestações concretas da sua cultura.

Desde 2008 (em Março de 2011, celebrou-se o terceiro aniversário), algo de novo surgiu no panorama cultural português… ou, se se quiser, lusófono.

Previamente, a União Europeia chamou a atenção para a falta de protecção de que a Língua Portuguesa era vítima por parte do Estado Espanhol em Olivença e Táliga (antiga aldeia de Olivença).
Mais importante, na própria Olivença, um grupo de locais fundou a Associação “Além Guadiana”, que, sem se preocupar com a questão, que se mantém, algo discretamente, sobre a soberania legal (ou efectiva) sobre a Região, decidiu meter “mãos à obra”, e começar a lutar pela recuperação da sua cultura e da sua História.
Entenda-se: Cultura e História portuguesas.

Menos de um ano sobre a sua fundação, o grupo conseguia, em 28 de Fevereiro de 2008, organizar uma “Jornada do Português Oliventino”, que decorreu na Capela do Convento português de São João de Deus (em Olivença, naturalmente).

Quer se queira, quer não, fez-se História: pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa manifestava-se livremente em Olivença, com a “cobertura” das autoridades espanholas máximas a nível local e regional.

Quase 200 pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o “herói” do mirandês Amadeu
Ferreira, e outros!

Vale a pena fazer um resumo do que então se passou.

 Carlos Luna


>olivença

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 Território português ocupado por Espanha desde 1802
 
“ALÉM GUADIANA” – TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE

A inesperada recuperação do português em Olivença

(resumo de acontecimentos de três anos: 2008-2011)

INTRODUÇÃO

Portugal é um País de contradições. Ambiciona ser conhecido, reclama que a sua cultura é pouco divulgada… mas, contraditoriamente, parece envergonhar-se de assumirmanifestações concretas da sua cultura.

Desde 2008 (em Março de 2011, celebrou-se o terceiro aniversário), algo de novo surgiu no panorama cultural português… ou, se se quiser, lusófono.

Previamente, a União Europeia chamou a atenção para a falta de protecção de que a Língua Portuguesa era vítima por parte do Estado Espanhol em Olivença e Táliga (antiga aldeia de Olivença).
Mais importante, na própria Olivença, um grupo de locais fundou a Associação “Além Guadiana”, que, sem se preocupar com a questão, que se mantém, algo discretamente, sobre a soberania legal (ou efectiva) sobre a Região, decidiu meter “mãos à obra”, e começar a lutar pela recuperação da sua cultura e da sua História.
Entenda-se: Cultura e História portuguesas.

Menos de um ano sobre a sua fundação, o grupo conseguia, em 28 de Fevereiro de 2008, organizar uma “Jornada do Português Oliventino”, que decorreu na Capela do Convento português de São João de Deus (em Olivença, naturalmente).

Quer se queira, quer não, fez-se História: pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa manifestava-se livremente em Olivença, com a “cobertura” das autoridades espanholas máximas a nível local e regional.

Quase 200 pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o “herói” do mirandês Amadeu
Ferreira, e outros!

Vale a pena fazer um resumo do que então se passou.

 Carlos Luna


IILP chega a Guiné Equatorial e inicia pesquisa sobre falantes de português no País

da AGLP
http://iilp.wordpress.com/2012/03/10/equipe-do-iilp-chega-a-guine-equatorial-e-inicia-pesquisa-sobre-falantes-de-portugues-no-pais/

Equipe do IILP chega a Guiné Equatorial e inicia pesquisa sobre falantes de português no País
Publicado em Março 10, 2012

O IILP já está em Guiné Equatorial com uma equipe formada por três investigadores, que irão fazer um levantamento sobre os falantes do crioulo de raiz portuguesa falado naquele país. Até o dia 28 de março, a equipe se dividirá entre Malabo e Ilha de Annobón, que no século XVI foi habitada por falantes do crioulo da família dos crioulos do Golfo, junto com o Santomé, o Lingué e o Angolar, todos de São Tomé e Príncipe.

De acordo com o diretor executivo do IILP, esta investigação, de que resultará um livro a ser apresentado na cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de julho, em Maputo, é a primeira ação prevista no Protocolo de Cooperação Técnica entre o instituto e a Guiné Equatorial, assinado a 07 de fevereiro passado, em Lisboa.O referido protocolo aponta também a realização em Malabo (capital da Guiné Equatorial) de um seminário nacional de política linguística, para fins de regulamentação, nomeadamente da presença do português no sistema educativo e na comunicação social.

A Guiné Equatorial pretende aderir à CPLP e nesse sentido o português foi já decretado em 2010 língua oficial do país, a par do espanhol e do francês, muito embora os requisitos de adesão tenham muito a ver com questões políticas, como boa governação, democracia e direitos humanos. Gilvan de Oliveira adiantou também à Lusa que ele próprio se deslocará, em princípios de abril, à Guiné Equatorial, a convite das autoridades do país, para analisar a concretização de outros projetos contidos no Mini Plano de Adesão da Guiné Equatorial à CPLP e agora contidos no protocolo de cooperação. Para o diretor executivo do IILP, a forma como a Guiné Equatorial está a avançar com os projetos acordados com o instituto e a disponibilidade manifestada para os custear “mostra bem a vontade” das autoridades de Malabo em juntar-se à CPLP.Apesar da história do IILP ter começado oficialmente em 1989, na primeira reunião de representantes dos países de língua oficial portuguesa que se reuniram em São Luís do Maranhão (Brasil), o projeto só se concretizou dez anos mais tarde, na VI reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP.Os objetivos fundamentais do IILP são “a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais”.O IILP tem uma vocação explícita de articulação de esforços técnicos, científicos e financeiros dos países da CPLP, tanto para a promoção interna como para a promoção externa da língua Portuguesa, desenvolvendo as suas atividades como um órgão colegial desses países, numa perspetiva inovadora de gestão supranacional da língua, segundo se pode ler no portal do instituto.

Fonte: NV.Lusa/Fim

>IILP chega a Guiné Equatorial e inicia pesquisa sobre falantes de português no País

>

da AGLP
http://iilp.wordpress.com/2012/03/10/equipe-do-iilp-chega-a-guine-equatorial-e-inicia-pesquisa-sobre-falantes-de-portugues-no-pais/

Equipe do IILP chega a Guiné Equatorial e inicia pesquisa sobre falantes de português no País
Publicado em Março 10, 2012

O IILP já está em Guiné Equatorial com uma equipe formada por três investigadores, que irão fazer um levantamento sobre os falantes do crioulo de raiz portuguesa falado naquele país. Até o dia 28 de março, a equipe se dividirá entre Malabo e Ilha de Annobón, que no século XVI foi habitada por falantes do crioulo da família dos crioulos do Golfo, junto com o Santomé, o Lingué e o Angolar, todos de São Tomé e Príncipe.

De acordo com o diretor executivo do IILP, esta investigação, de que resultará um livro a ser apresentado na cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de julho, em Maputo, é a primeira ação prevista no Protocolo de Cooperação Técnica entre o instituto e a Guiné Equatorial, assinado a 07 de fevereiro passado, em Lisboa.O referido protocolo aponta também a realização em Malabo (capital da Guiné Equatorial) de um seminário nacional de política linguística, para fins de regulamentação, nomeadamente da presença do português no sistema educativo e na comunicação social.

A Guiné Equatorial pretende aderir à CPLP e nesse sentido o português foi já decretado em 2010 língua oficial do país, a par do espanhol e do francês, muito embora os requisitos de adesão tenham muito a ver com questões políticas, como boa governação, democracia e direitos humanos. Gilvan de Oliveira adiantou também à Lusa que ele próprio se deslocará, em princípios de abril, à Guiné Equatorial, a convite das autoridades do país, para analisar a concretização de outros projetos contidos no Mini Plano de Adesão da Guiné Equatorial à CPLP e agora contidos no protocolo de cooperação. Para o diretor executivo do IILP, a forma como a Guiné Equatorial está a avançar com os projetos acordados com o instituto e a disponibilidade manifestada para os custear “mostra bem a vontade” das autoridades de Malabo em juntar-se à CPLP.Apesar da história do IILP ter começado oficialmente em 1989, na primeira reunião de representantes dos países de língua oficial portuguesa que se reuniram em São Luís do Maranhão (Brasil), o projeto só se concretizou dez anos mais tarde, na VI reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP.Os objetivos fundamentais do IILP são “a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais”.O IILP tem uma vocação explícita de articulação de esforços técnicos, científicos e financeiros dos países da CPLP, tanto para a promoção interna como para a promoção externa da língua Portuguesa, desenvolvendo as suas atividades como um órgão colegial desses países, numa perspetiva inovadora de gestão supranacional da língua, segundo se pode ler no portal do instituto.

Fonte: NV.Lusa/Fim

timor 1512

O PRIMEIRO LIVRO, (do mundo ocidental), que menciona a ILHA DE TIMOR, “O Livro de Francisco Rodrigues”, 1512, (Francisco Rodrigues era Cartógrafo do Rei). Claro que este é um “Fac-simile” bem gostaria de ter o original, esse está na Biblioteca da Assembleia Nacional Francesa, (não será difícil adivinhar como lá foi parar).

 ·  ·  · 2 minutes ago

>timor 1512

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O PRIMEIRO LIVRO, (do mundo ocidental), que menciona a ILHA DE TIMOR, “O Livro de Francisco Rodrigues”, 1512, (Francisco Rodrigues era Cartógrafo do Rei). Claro que este é um “Fac-simile” bem gostaria de ter o original, esse está na Biblioteca da Assembleia Nacional Francesa, (não será difícil adivinhar como lá foi parar).

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 ·  ·  · 2 minutes ago

‘Globo Repórter’ enaltece gastronomia portuguesa

‘Globo Repórter’ enaltece gastronomia portuguesa

por Ana Filipe SilveiraHoje
O correspondente em Lisboa Pedro Bassan
O correspondente em Lisboa Pedro BassanFotografia © Direitos Reservados

Os benefícios da dieta atlântica estiveram em destaque no programa de grande reportagem da TV Globo. Além de ter viajado por Portugal para dar a conhecer alguns dos pratos e ingredientes mais típicos, o correspondente do canal brasileiro em Lisboa, Pedro Bassan, quis saber se a longevidade de Manoel de Oliveira, de 103 anos, pode ser de alguma forma associada à alimentação.

As batatas, a carne, o vinho, o azeite, as sardinhas e o bacalhau estiveram em destaque na reportagem Comida Portuguesa com Certeza!, do programa Globo Repórter, que passou pelo Porto, por Coimbra e zonas de Trás-os-Montes e do Alentejo. E esta viagem pela gastronomia portuguesa pretendeu mostrar que a dieta atlântica reduz o colesterol em cerca de 30% e faz de Portugal uma das nações com menos problemas cardíacos do mundo.
Além da gastronomia e das confrarias espalhadas um pouco por todo o País, o jornalista foi ainda saber qual o segredo de Manoel de Oliveira no que diz respeito à sua longevidade. “Se antigamente os portugueses descobriram o mundo, hoje também nos ensinam a ver o mundo de uma maneira diferente pelos olhos de Manoel de Oliveira”, disse Pedro Bassan, antes de se sentar numa esplanada à conversa com o realizador. E, garantiu este, que os seus mais de cem anos de vida nada têm que ver com a forma como se alimenta, mas com a natureza. Uma “natureza que foi artista quando criou Portugal”, respondeu Bassan, terminando assim a sua reportagem.