Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa

 

Lançada pela ABL a segunda edição do “Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa”, de Rocha Pombo

A primeira edição data de 1914 – lançada pela Editora Francisco Alves. A atual conta com a direção do Acadêmico e professor Evanildo Bechara

A Academia Brasileira de Letras (ABL) acaba de lançar a 2ª edição do “Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa”, de autoria de Rocha Pombo, sob direção do acadêmico e professor Evanildo Bechara, responsável pelo Setor de Lexicografia e Lexicologia da ABL. De acordo com o presidente da Academia, Marcos Vinicios Vilaça, esta segunda edição vem atualizada com as modificações decididas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entrou em vigor no Brasil em janeiro de 2009. “A Academia se sente muito orgulhosa em lançar esta 2ª edição, tão bem dirigida pelo nosso confrade Evanildo Bechara”, afirmou Vilaça. Evanildo Bechara assina a apresentação da 2ª edição do dicionário de Rocha Pombo, a quem dedica elogios por sua bravura e tenacidade no objetivo de concluir a 1ª edição. O zelo e a honestidade profissional, segundo Bechara, fizeram com que Rocha Pombo se abastecesse nas fontes mais autorizadas e delas conseguisse extrair o material que soube aproveitar para concluir o dicionário. Seu trabalho pode ser medido por apenas um exemplo, se assim quisermos: passado quase um século do aparecimento este Dicionário de Sinônimos, de Rocha Pombo, pode ainda embrear-se com os melhores saídos em nossos dias.
“Rocha Pombo foi o espelho de um homem permanentemente em estado de guerreiro, um bravo lutador. Venceu todas as dificuldades da época e se tornou um intelectual de primeira grandeza. Seu nome completo era José Francisco da Rocha Pombo e, autor de compêndios didáticos, concluiu rapidamente que à bibliografia escolar, assim como ao escritor novel, faltava um importante companheiro: um bom, desenvolvido e atualizado dicionário de sinônimos. À época, o mercado contava somente com antigas produções portuguesas. Trabalhou, lutou e conseguiu com muito esforço editar seu Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa”, afirmou Bechara.
(Fonte: Jornal do Brasil: www.jb.com.br)


“Els límits de la meva llengua són els límits del meu món”
Ludwig Wittgenstein

>Fortalecer a Lusofonia – Frente comum na promoção do português

>

— Em sáb, 2/4/11, Margarida Castro  escreveu:
Assunto: RE: Fortalecer a Lusofonia – Frente comum na promoção do português
Para: “Alcindo Augusto Costa”
Data: sábado, 2 de abril de 2011, 13:50
Caro Alcindo,
 Não vi nenhum inconveniente nem ofensa, nas palavras do Dr Chrys Chrystello, porque o Acordo Ortográfico  entrou em vigor em Portugal – assim como o Tratado de Zamora e o 1º de dezembro – e surgiu, exatamente, pela necessidade de unificar a ortografia e facilitar a consolidação da língua portuguesa em todos os Continentes, onde a maioria nem tem ensino da língua portuguesa com o mínimo de qualidade.
Até mesmo em Portugal o mesmo pode-se dizer. Há 50 anos atrás, em Portugal, os linguajares regionais marcavam grandes diferenças no modo de falar e de escrever, e agora que a norma está sendo exigida, essas diferenças não ocorrem com tanta  disparidade.
O Acordo Ortográfico visou exatamente a maior unidade da língua, para que  o idioma continuasse a ser uma língua de cultura  com expressão universal.
 Nesta minha pequena conversa, que visa contribuir para o Fortalecimento da Lusofonia, acrescento  as opiniões de dois correspondentes, que me escreveram a respeito, em termos que considero  corretos;
 “Estes que são contra a nova ortografia, se esquecem de que nossos governos com caixas mais polpudas (no caso Portugal e Brasil), pouco ou nada fazem para minorar a falta de ensino em África, Timor e demais comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo.
 Não há investimento e muito menos boa vontade, haja vista que o Brasil até hoje só conseguiu ou se dispôs a enviar somente uma turma de professores a Timor-Leste.
 A nova ortografia veio para facilitar os milhões de analfabetos ou semianalfabetos espalhados pelo mundo e que não têm a real oportunidade de poderem se instruir em escolas e material didático decente.
 Tenho dito,
Mauro
 »»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
O acordo foi pensado para nos “unir”. É bom e é formador de uma identidade comum. Quem batalha contra o acordo, no mínimo não está percebendo o quanto ele representa um avanço na consolidação desta identidade linguista comum.
                         Vilson Júnior
E termino com as reflexões do Embaixador de Portugal em França,  Francisco Seixas da Costa,
 «O Acordo Ortográfico tem uma dimensão estratégica»
 * Declarações de Francisco Seixas da Costa, em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, em 13 de abril de 2008, emitida também na RTP 2.
—– O que é que facilitou ter-se agora chegado a um novo compromisso sobre o Acordo Ortográfico: a saída da anterior ministra da Cultura ou o apelo do Presidente da República?
O Acordo está ratificado pelo Parlamento português desde 1991, agora só esteve em causa a sua entrada em vigor. Ora o Acordo tem uma dimensão estratégica e não vale a pena ter qualquer dúvida de que é o Brasil que hoje tem a liderança no plano da promoção da língua portuguesa. Se o Brasil, por exemplo, entrar para o Conselho de Segurança e levar consigo o português como língua oficial, se não levar consigo a matriz comum do Acordo, levará o português que se fala no Brasil. Se queremos promover a língua portuguesa…
——-Mas o inglês não necessitou de um acordo ortográfica para ser a primeira língua franca do mundo. Mais: parte do seu sucesso vem da sua capacidade de incorporar termos de outras línguas. Para quê então uniformizar se o importante é miscigenar?
Estamos a falar apenas de unificar a grafia. A tendência do português é para a língua se afastar mais e mais de país para país e o problema põe-se, por exemplo, quando é necessário assinar um texto comum, internacional. Cada vez que há um encontro entre Portugal e o Brasil, passamos a vida a fazer compromissos para escolher as palavras. O inglês não tem esse problema, está consagrado, enquanto o português vai ter de conquistar o seu lugar. E se o português se consagrar como língua internacional, arriscamo-nos a ficar aqui como uma espécie de dialeto. Temos de compreender que, a nível internacional, não há futuro para a língua portuguesa sem o Brasil.
——E está o Brasil empenhado em fazer do português um instrumento de afirmação externa?
Não esteve, mas começa a estar. O Brasil está a começar a perceber que um instrumento fundamental para a afirmação de um poder à escala regional ou mundial é a afirmação de uma língua. Ora se o português é a quarta língua, em termos culturais, a nível mundial, pois não tem as limitações geográficas do russo, do chinês ou do hindu, significa que tem uma capacidade única de se afirmar.
———-Portugal deve habituar-se à ideia de que será o Brasil a liderar a luta pela afirmação da língua portuguesa?
Não penso que seja uma questão de liderança, antes um problema de realismo entre Portugal, Brasil e até Angola. Temos de olhar para a C P L P como uma comunidade relativamente atípica, porque é única comunidade linguística em que a potência mais importante não é a antiga potência colonial. Talvez isso explique por que razão o Brasil não tem, até hoje, utilizado a C P L P como um instrumento de afirmação da língua. Mas a sensação que tenho é que hoje se começa a perceber que a C P L P pode ser importante para a sua afirmação externa, até porque tem uma agenda muito ambiciosa. Como não há nenhuma dimensão da afirmação externa de Portugal que seja conflitual com a do Brasil, devemos apostar na ambição dessa agenda externa. Até porque houve uma evolução da sociedade internacional no sentido de perceber que o Brasil é uma potência emergente. in Público do dia 13 de abril de 2008
E tenho dito.
 Ou eles dizem  e eu concordo.
 Margarida Castro
— On Fri, 4/1/11, Alcindo Augusto Costa  wrote:
Subject: RE: Fortalecer a Lusofonia – Frente comum na promoção do português
To: “Margarida Castro”
Date: Friday, April 1, 2011, 7:38 PM
Poderá alguém defender e concordar que foi “em termos urbanos e com elevação” que foi solicitado aos apelidados “velhos do Restelo” que “anulem o Tratado de Zamora que cancelem o 1º de dezembro e outras coisas similares”, só porque não concordam com o recente Acordo Ortográfico?
Creio que não.
Daí as reações a esse quase insulto.
 
 Date: Fri, 1 Apr 2011 09:48:08 -0700
 From: margaridadsc
 Subject: Fortalecer a Lusofonia – Frente comum na promoção do português
 To: manfernan1
 Caro Companheiro Manuel Fernandes,
  Estou profundamente chocada com a correspondência de Alcindo Augusto Costa , que julgo ser membro do Elos Clube e que foi Presidente do Elos Internacional,
 dirigida a um grande lutador da lusofonia, aquele que nunca desistiu de promover os Colóquios da Lusofonia em Bragança junto com outros que querem fortalecer a lusofonia e não destruir. Este é como poucos.
  É triste que alguns desrespeitem de forma tão baixa a nossa luta pela família lusófona, onde não pode haver “alguns” que sejam mais do que os outros! Podemos ficar calados?
  Os Elos Clubes vão silenciar esta forma de estar e não estar no movimento Elista? O que dirá a Presidente do Elos Internacional sobre esta verborreia destruidora?
  Quando há tempos o Companheiro me escreveu, eu compreendi bem as suas palavras quando disse, sobre o debate da língua que falamos em comum: ‘sugiro que se faça em termos “urbanos”, com “elevação”, por forma a evitar ferir suscetibilidades, o que em nada ajudará os fins em vista.’
  Com colaboradores como este não vamos a lado algum. Uma Bomba!
  Saudações elistas,
  Margarida Castro

 Segue o que o meu Amigo Chrys Chrystello, Açores, Presidente da Comissão
 Executiva dos Colóquios da Lusofonia, me encaminhou: a correspondência que recebeu de Alcindo Augusto Costa.
 Abaixo as palavras do Dr Chrys e a correspondência ofensiva e injusta do Sr. Alcindo.
  “e insistem estes velhos do Restelo, agora em correio privativo, o melhor é esperar que se vão.” Dr Chrys Chrystello

 ——– Original Message ——– Subject: FW: Português
 Date: Fri, 1 Apr 2011 15:43:19 +0000
 From: Alcindo Augusto Costa
 ASSUNTO: Português
 Estou farto dos traidores que defendem e querem reduzir o secular Portugal a uma província de Castela.
 Estou farto dos que vivendo ainda em Portugal, não se importam e até pretendem que a nossa língua seja abrasileirada e se escreva tal como desde sempre tem sido falada pelos muitos analfabetos do Brasil.
 Estou farto de todos quantos, vendo reduzido Portugal a este extremo da Europa, não querem saber da sua história e ignoram a sua identidade.
 Estou farto de todos quantos apregoando a Lusofonia, pretendem acabar com a língua portuguesa e convertê-la em língua luso-brasileira.
 Presto a minha homenagem aos angolanos e os moçambicanos que são de todos os falantes da pura e correta língua portuguesa, aqueles que melhor a pronunciam e melhor continuam a escrevê-la.
  Todos quantos não gostem da nossa secular língua, tal como em Portugal vem sendo falada e escrita e defendam o seu abrasileiramento, se não vivem no Brasil que lá passem a residir. Em Portugal estão a mais e não fazem cá falta.
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 From: Manuel Fernandes <
 Subject: Acordo Ortográfico… em «direito comparado»
 Date: Monday, March 14, 2011, 6:19 AM

 Julgando compreender a tomada de posição ou, talvez melhor dizendo, a opinião dos que abaixo se expressaram, permitam-me que refira o seguinte:
 Os linguistas representantes do Brasil e de Portugal (que também representa os jovens países da CPLP), são acessíveis (despidos de vaidade) e sempre estiveram recetivos (recetivos) a sugestões potencialmente consensuais.
 Eu mesmo (que só poderia aspirar a ser “intelectual” se tal fosse suscetível (suscetível) de aquisição por osmose (p.e. através de cumprimento por aperto de mão), já lhes dei conhecimento de algumas discordâncias, mas fiquei ciente de que já não era possível introduzir alterações no Acordo Ortográfico já então com aprovação de alguns dos países envolvidos (o mínimo exigível).
 Creio que, se alguém estiver interessado em apresentar alterações dignas de apreço, estas serão aceites para uma próxima oportunidade (que julgo não ocorrer nos próximos anos).
 Quanto aos exemplos abaixo apresentados, eles são de pleno conhecimento dos representantes da Academia de Letras do Brasil – Prof. Doutor Bechara – e da Academia das Ciências de Portugal – Prof. Doutor Malaca Casteleiro.
 Aliás, acerca destes exemplos, confesso que não sou radical, antes pelo contrário, pois aceito que haja evolução, desde que justificável segundo uma lógica que permita um Acordo na verdadeira aceção da palavra, isto é, que seja aceite comummente. (Refiro-me aos países em causa e à uniformidade).
 Há uma palavra que aqui aparece antes daqueles exemplos – FATO (em vez de FACTO) -, que me causa mais engulhos. Mas pior ainda, é o Brasil continuar a usar o acento circunflexo em vez do acento agudo (Antônio, amônio), a letra r que nós já não usávamos em registro e noutras palavras, a letra j em planejar, etc., e manter noutras palavras a letra por nós já não pronunciada.
  Mas se pudermos fazer alguma coisa ainda, sugiro que se faça em termos “urbanos”, com “elevação”, por forma a evitar ferir suscetibilidades, o que em nada ajudará os fins em vista.
 E nestes termos, tudo que surgir de positivo atinente ao fim em vista (se alterar a curto prazo o acordo será difícil, anulá-lo – pura e simplesmente – será impossível).
… E assim, em termos respeitáveis, fácil é chegar a quem está mandatado para o efeito. (Eu mesmo poderei falar com quem de direito, se outros interessados mais qualificados o não quiserem fazer).

 Manuel Fernandes