morreu Mário Machado Fraião

1.       8 NOVEMBRO 2010 VER CADERNO DE ESTUDOS AÇORIANOS 8
Faleceu em Lisboa, aos 58 anos, o escritor Mário Machado Fraião, natural do Faial
Mário Machado Fraião, um açoriano nascido na cidade da Horta, ilha do Faial, em 1952, mas residente no território continental faz muitos anos. A distância do arquipélago e as vicissitudes da sua vida não limitaram o afeto que transporta pela terra natal, aonde regressa, por vezes, durante o Verão.
Nos últimos anos tem escrito crónicas e recensões de livros destinados aos jornais dos Açores, dirigidos principalmente ao suplemento de artes e letras do Diário Insular.
Quanto à poesia, prefere mencionar os livros Enquanto o Mar se Renova, Poemas do Mar Atlântico e Os Barcos Levam Nomes de Mulheres. Encontra-se representado em várias antologias de poesia açoriana, designadamente em Nove Rumores do Mar, organizada por Eduardo Bettencourt Pinto, publicada pelo Instituto Camões, e On a Leaf of Blue, dirigida por Diniz Borges, edição bilingue da Universidade da Califórnia.
Mestre em História Regional e Local pela Universidade de Lisboa, exercia a sua atividade profissional numa escola do Ensino Secundário.

morreu Fernando Aires

1.       9 NOVEMBRO 2010    VER CADERNO DE ESTUDOS AÇORIANOS 7
Faleceu esta manhã – 9/11/010 – em Ponta Delgada, o autor Fernando Aires, cuja obra iria ser – em tempo – transcrita em excertos nos Cadernos Açorianos dos Colóquios da Lusofonia e extratos dela na Antologia dos Autores Açorianos Contemporâneos da autoria de Helena Chrystello e Rosário Girão a incluir no currículo escolar regional.
Biografia
Fernando Aires nasceu em Ponta Delgada, ilha de São Miguel (Açores) em 1928 e frequentou o Liceu Nacional da mesma cidade entre 1940-1947 onde completou o Curso Complementar de Letras. Matriculado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas. Professor efetivo no Liceu Antero de Quental, cumulativamente orientou estágios pedagógicos durante vários anos e lecionou a cadeira de Psicopedagogia na Escola do Magistério Primário de Ponta Delgada. Aposentou-se na situação de assistente-convidado da Universidade dos Açores, cargo que exerceu de 1975 a 1994. Pertenceu ao grupo que, nos anos 40, fundou o Círculo Cultural Antero de Quental, destinado a introduzir o Modernismo nos Açores. De 1978 a 1989, fez parte da Direção do Instituto Cultural de Ponta Delgada. Está representado na Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, onde tem colaborado desde 1993.
Obras ensaísticas: Faria e Maia e Antero (ensaio, Angra do do Heroísmo, 1961);
 José do Canto Vivo (separata da revista Arquipélago, Universidade dos Açores, Ponta Delgada, série “Ciências Humanas”, nº 3, 1981);
José do Canto – Subsídios para a História Micaelense (1820-1898) (Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 1982);
 Afonso Chaves (separata da revista Açoreana, Ponta Delgada, 1982);
Alice Moderno – A Mulher e a Obra (separata da revista Insulana, vol. XLI, 1985); Delinquência e Emigração em S. Miguel na 1ª Metade do Século XIX (separata da revista Insulana, Ponta Delgada, 1988).
Contos: Histórias do Entardecer (Secretaria Regional da Educação e Cultura, col. Gaivota, 1988. Ganhou o Concurso Literário Açores/88);
Memórias da Cidade Cercada (Lisboa, Edições Salamandra, 1995). Obras autobiográficas: Era uma Vez o Tempo (Diário I, Ponta Delgada, 1988; Diário II, Ponta Delgada, 1991; Diário III, Lisboa, Edições Salamandra, 1993; Diário IV, Lisboa, Edições Salamandra, 1997; Diário V, Lisboa, Edições Salamandra, 1999),
A Ilha de Nunca Mais (ficção, Lisboa, Edições Salamandra, 2000).
Outras páginas sobre o autor:
Títulos