Arquivo mensal: Fevereiro 2025

ainda a restrição de acesso público ao Poço da Ribeira do Ferreiro nas Flores

Views: 3

May be an image of pine marten, deer, tree and text that says "PRIVATE PROPERTY NO TRESPASSIN A PROVA ILHA DAS FLORES dosFACTOS 0S POPULAÇÃO DESCONHECIA QUE TERRENOS SÃO PRIVADOS ま AO"

 

O texto é público e está [estava, até umas horas depois de o colocar aqui, altura em que foi removido] na descrição do AL dos proprietários no Booking.
Não sei se as intenções dos proprietários mudaram. Mas o que escreveram na descrição do seu alojamento local em Santa Cruz indicia a intenção de restringir o acesso a pelo menos alguns terrenos. Incluirão os terrenos contíguos ao Poço da Ribeira do Ferreiro nessa restrição? De acordo com as últimas declarações, na reportagem da RTP, não, ou pelo menos conclui-se que as restrições não atingirão pelo menos alguns dos terrenos contíguos ao Poço.
Em português:
«A propriedade é muito mais do que uma casa de férias, pois serve o propósito de ser um local de retiro pessoal. Ao reservar connosco, também recebe acesso privado ao Jardim das Cascatas de Margaca. Para saber mais, visite o site do Flores Garden Retreat em floresgardenretreat ponto com.»
May be an image of text that says "access The property is much more than a vacation home as it serves its purpose as a place olace for personal retreat. When you book with us, you also receive private to the Margaca Waterfalls Garden. To learn more visit Flores Garden Retreat website at floresgardenretreat dot dot com."
All reactions:

You and 40 others

38 comments
15 shares
Like

Comment
Send
Share
Fátima Henriques

Julgo que o nome Margaça ,fala de plantas,macela,já vi isso por aí.
  • Like

  • Reply
Maria Antónia Fraga

D. Fátima, tem razão, a margaça é aparentada com a macela e com a camomila.

Anabela Freitas Rui Paiva, A Carta e o silêncio

Views: 2

Rui Paiva, A Carta e o silêncio
Uma leitura
Abre-se o livro. Um sobrescrito castanho. Uma carta a sair dele. Os dedos percorrem a página, na esperança de agarrar a carta. Mas a carta não sai. Pura ilusão de ótica! É então este o Silêncio? O poeta não nos mostra a carta, porque é o seu reino?
Volto devagar a folhear o livro. E é a surpresa de encontrar pequenos recados poéticos em papéis de ocasião. Cada um deles com a marca do pintor: na escolha dos suportes, nos desenhos, nas emendas a caneta, na escrita manual e na assinatura também manual.
Continua-se a folhear e a tentar destacar da página o suporte da escrita. Ah! Lá está a folha de registo de um jogo de bridge, apenas colada no seu topo. Além deparo, finalmente, com um sobrescrito solto. A surpresa do encontro. Levanto-o em busca da carta. Em vão, pois também este não traz a carta. A explicação: «chega a carta com selo e tudo/ dentro… vem o silêncio». O leitor percebe agora o jogo dos sobrescritos, o título do livro.
Apetece continuar a folhear e a entrar naquela intimidade da feitura do poema. Uma intimidade provocadora. Na verdade, apenas uma intimidade aparente.
Estamos perante memórias de quem vai em viagem (pela vida?), afinal «uma carta é sempre uma viagem», daí chamar ao livro (ao livro ou ao poema?) carnet de voyages. Memórias de quem vai tomando notas em pequenos papéis que o momento lhe proporciona. Depois recolhe os papéis e cola-os num diário. «Diário gráfico», como lhe chama. Mas «o poeta é um fingidor», porque quando reparamos na elegância, no bom gosto, no jogo suave das cores, no cuidado gráfico, percebemos que essa intimidade é apenas aparente, pois foi maduramente pensada e sabiamente emoldurada em páginas, que também não são páginas, mas apenas chão para a colagem dos poemas.
É agora a altura de agarrar o poema. O que está «pousado na areia» ou que está à espreita em cada folha que o leitor vira, porque afinal «um poema deve ser marinado no olhar». E estes poemas são para ser vistos, mirados longamente para recreio do leitor curioso e atento que aqui pode conversar longamente com esta escrita «a tinta solidária».
Anabela B. Freitas
All reactions:

You, Diana Zimbron and 1 other

Like

Comment
Send
Share