nacionalidade à venda»»»????

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O governo abriu, em Janeiro, um inquérito à atribuição de nacionalidade portuguesa a Roman ABRAMOVICH, empresário cúmplice do presidente russo Putin. Já lá vão mais de sete meses e NEM UMA CONCLUSÃO! Exige-se esclarecimento. Se a nacionalidade foi bem atribuída, digam porquê. Se não, RETIREM-LHE A CONDIÇÃO DE CIDADÃO PORTUGUÊS!
Repetirei quinzenalnente este post, até que haja esclarecimento.
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poema de 1973 (chrys c) dedicado ao daniel filipe

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2022/08/e-38-ao-daniel-filipe.pdf

1. e.38. (ao daniel filipe) abril 30, 1973

 

1.

margem insólita de todo o poema

sempre nos habita

algures

a palavra

gesto

talvez sorriso

familiares viajantes de toda a história

pairam sobre a memória do cristal

estrangeiros pensamentos crescem dos dedos

invadem a casa

lavrando

sonhos impossíveis

 

atração eternizada nos transcende

mística magia de rochas por decifrar

fantasiosas

oportunistas

divagam

insustentáveis teses

nos zimbórios da retórica

agnósticos

céticos

espraiam-se fervorosos

 

no grito infeto

a louca viagem

multicolor do tempo

grades de raiva

inaudito flagelo

 

pregaram às janelas do cérebro

holofotes de cura do sono

o crime da estátua

tensas mordaças

hirtas teias

paisagens sem idade

 

supliciaram o templo inerte

do corpo

violaram memórias

confissões sempre retardadas

 

o ódio calmo

sereno companheiro

 

 

anda camarada

cospe-lhes o teu sangue puro

ri-te da dor animal

mas não lhes perdoes

mas não esqueças

 

o tóxico fumo

da indomável vontade

cansá-los-á

rendidos

frustres carrascos

abater-te-ão

e os dentes que te arrancaram

e a língua que não te soltaram

(embora ta cortassem)

e o pensamento que te não aprisionaram

serão a vitória

serão a troça

 

dos teus olhos abertos

dois vulcões de sangue

sem vida tos extirparam

para que morto

os não fulmines

 

 

teus ossos lançados às cinzas e ao mar

entoam canções heroicas

também tu és o nobre canto

resistente

 

 

camarada

nós te ergueremos

bandeira viva

é nossa a luta

é nossa a desforra

é nossa a trova

espada deste canto

 

amigo

a liberdade te pertence

a vida te merece

poema sem tempo

farpa

mista voz desfraldada

livros por habitar

no mundo-do-sem-fim

acorrentadas horas

penosas arqueologias

rastejantes

subterrâneas as vozes

nos invadem

fecundas

as mãos

giz

suor

ironia despojada de lágrimas

truncámos a palavra

deserta

(in)sobrevivente

vencida foi

no letargo da mediocracia.

 

2.

esgotem materiais e humanos

atinja-se a inanição

cooperem operários

técnicos

meros observadores

TODOS

novos

velhos

mulheres

inválidos

crianças

inclusive homens

(à cause du machîsme)

 

reine a desordem

e o caos

não sucumba a vigilância

 

policias ineptos

soldadinhos de chumbo

bombeiros de palha

forças desmilitarizadas

vigilantes

bufos

corpo-de-paz

O IMPORTANTE SÃO AS FARDAS!

mobilizados todos

cursos especiais

de desinfestação

instrução de piqueniques volantes

guerra sem cartel nem quartel

até se estropiar a ORDEM

(abolido temporariamente o trabalho)

 

é perigosa

anda protegida e bem armada

(ao que consta

de fontes fidedignas)

o serviço nacional da malinformação

atento e venerando

tv

jornais

cinema-novo

teatro-de-vanguarda

convocados

haverá comunicados horários concisos

texto único

 

 

congressos-mundiais-de-combate-inútil-reunidos

 

 

(o debate é a base de toda a futilidade polemista!)

 

 

imperioso manter a população

hibernada

estado-de-sítio

recolher obrigatório

em todos os bordeis e lupanares

acerada vigilância

abolida a privacia

e a intimidade

vasculhadas pessoas e haveres

 

obstruam as ruas

com barricadas de papelão

 

(inauguradas em direto pela tv)

 

cidades

estradas

portos

marítimos e aéreos

espiados

como rezam as tradições

francas das fronteiras

 

 

(a burocracia ocupar-se-á do restante)

 

 

antiguerrilheira e apátrida

– infiltrou a ORDEM –

teve o apoio de minorias já detetadas

condenada ao malogro

cresceu

e se fez gente temida

racionados viveres

por estratos sociais

senhas e talões

no mercado negro

dos intelligence services locais

amestrados cães pastores

vigilantes

rebuscam residências

a elite comunizava livros proibidos

 

 

o tesouro com poderes supranormais

emitia metal sonante

descongelados salários da administração

fomentada a espiral inflacionária

falidos pequenos e médios empresários

monopolizado o grande capital

o país crescia

sólido e inabalável

a ORDEM enaltecia a família e a religião

sem amigos nem-conhecidos-de-café

ninguém afrontava a pública militância

viajava-se nos coletivos

preferencialmente amarelos

desajustada tendência aos discursos

do grão-mestre

impostos pagos

residência nos subúrbios

débitos ao merceeiro

jogadores fortuitos de totobolas

– apostas simples –

horários fixos por contratos coletivos

 

os católicos de domingo

funcionários devotados

soletravam o respeito

honestos e pontuais

sem ambições viviam

orgulhosamente sós.

 

 

– então chegou o tempo das flores –

 

 

maculado o vernáculo solo pátrio

desmascararam-se abusos

de vítimas nenhumas

sufocaram-se greves

carregou a polícia de choque

prisões maciças

sem culpa formada

torturas

deportações

nada foi eficaz

o poder legalmente constituído

autoridade irrefutável

caiu

sem pretensas liberalizações subversivas

debilitados os poderes cívicos

a elite dirigente escoiceada e depurada

 

– (eram homens públicos de muito mérito!) –

 

foram traídos pelo povo

a quem não serviam

reconheceu-se autoridade à ONU

entabularam-se negociações com terroristas

(até então guerrilheiros sem pátria)

ignoraram-se imaginosos esquartejamentos de brancos colonos

e a terra una

multirracial porque discriminatória

pluricontinental porque imperialeira

finalmente hipotecou tradições balofas

enterravam-se prósperos futuros planejados

 

(o presente era de crise

mas as previsões mentiam seguras)

 

aprestado o ajuste de contas

alguém houve

pagando com a vida

morte

ou o que preciso fosse

demolida a ameaça

pela população gentia

brotou a voz uníssona e liberta das massas

milhões de vidas salvas

antes de contaminadas

 

 

nascia um jovem continente no velho mundo.

 

Preço do leite deve acompanhar aumento dos custos de produção (quando os salários acompanharem a inflação…. – Jornal Açores 9

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A produção de leite em Portugal continua sob enorme pressão, face aos elevados custos dos fatores de produção (eletricidade, gasóleo, adubos e rações) e a uma previsível baixa na produção de forragem, nomeadamente milho silagem, devido à seca e onda de calor, que poderá ser em alguns casos 50% face aoano passado. Esperava-se que a […]

Source: Preço do leite deve acompanhar aumento dos custos de produção – Jornal Açores 9

poema – excerto 1972

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jogos de portuguerra, a erich maria remarque (abril 1972)

 

….

aqui e agora se medita
inaudito espetáculo revolucionário
ministros‑de‑guerra
em luta corpo‑a‑corpo

nações beligerantes
evitariam gratuito sangue
o povo pagaria imposto
para morrer desfastiado
passaria fome para ter governantes bélicos
a geografia da velhice sobreviveria em paz.