história dos açores solar do Fisher

O Solar do Fisher foi construído por Guilherme Fisher, supõe-se que em meados do Século XVII. Nessa altura apenas foi executado o corpo central do Solar e, só mais tarde, no Século XVIII, foi construída a Capela dedicada a Sant’Ana e o portão que tem no seu cimo o brasão dos Fisher e a data gravada de 1789, data do início da Revolução Francesa.
Na altura da construção da Capela vivia no Solar o Capitão-Mor da Lagoa Guilherme Fisher Borges Rebelo.
Das origens do Fisher não se conhece nada de concreto. Consta, no entretanto, que vieram para os Açores no início do Século XVII ou pouco antes, fugidos às perseguições levadas a cabo pelo Rei Henrique XVIII contra os católicos, entre os quais se encontrava o famoso Cardeal Fisher que foi por ele mandado decapitar. Por esta razão teria a família deste fugido para a ilha Terceira, tendo um destes Fisher casado com uma senhora Micaelense Berquó, de São Miguel, casamento este que deu origem à família ainda existente em Ponta Delgada, Fisher Berquó de Aguiar.
O Solar foi vendido em princípios do Século XIX à família Faria e Maia e sua irmã.
O Solar foi comprado em 1968, quase em ruínas, pelo Engº Jaime Sousa Lima e esposa Helena Le Velly de Sousa Lima, que procederam à sua cuidadosa restauração e neste começaram a habitar com os seus filhos a partir de 1972 com o aspecto que tem actualmente e com a designação de Quinta de Sant’Ana ao Fisher.
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É um apelido muito antigo, nobre e de origem Inglesa. Guilherme Fisher e seu irmão Ambrósio Fisher, filhos do gentleman Ricardo Fisher e de sua esposa Ana Mennig e netos de Eduardo Fisher que era cavaleiro-fidalgo e natural de Great Walshigam, antiga povoação do condado Norfolk onde registam armas em 1563, vieram da Inglaterra para os Açores em 1600. O dito Ambrósio casou na Ilha do Faial e o seu irmão Guilherme na ilha Terceira onde, com a sua mulher, Dona Appolónia da Cruz Tavares, estabeleceu um opulento e rico solar, impondo no respectivo vínculo a obrigação de que todos os seu sucessores chamariam Guilherme Fisher a todos os seus primogénitos. Esta família veio a enlaçar com a de apelido Berquó pelo casamento de Dona Maria Anna Guilhermina Fisher com o seu primo João Maria da Câmara Berquó da Ilha do Faial.
As armas do apelido Fisher, conforme as que pertenciam ao benemérito e heróico Cardeal Fisher e como as que foram registadas em 1573 pelo gentleman Eduardo Fisher são, em campo vermelho, um golfinho de ouro armado de vermelho, e um chefe de prata com catorze arminhos negros em três faixas, tendo o do meio quatro arminhos, e as outras cinco cada uma.
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