repetindo o conselho de agosto 2020 ao atual chefe do governo regional

18.21. ELEIÇÕES À PORTA COM AS MINHAS SUGESTÕES DE BOA GOVERNANÇA, CRÓNICA 282 – 28.8.2019

Gosto muito do Presidente Vasco Cordeiro, e considero-o um homem íntegro, nem sempre bem assessorado, pelo que tomo a liberdade de sugerir propostas de difícil execução, mas de resultados benéficos para os habitantes. (Nota dezº 2020: não seguiu estes conselhos e agora já não está no governo)

SATA – salvar a companhia, para servir as 9 ilhas do arquipélago e a ligação ao Porto e Lisboa, com viagens interilhas baratas que promovam o turismo interno e as necessidades de deslocação não-turísticas (estudantes, etc.), integrado na política de arranjar transportes aéreos e marítimos como os que operam nas Canárias (não é preciso reinventar a roda, basta copiar)

Acabar com empresas públicas regionais deficitárias (mesmo que aumente temporariamente o desemprego que ora é um emprego falsificado)

Usar as visitas estatutárias e o CES para auscultar o povo de cada ilha e satisfazer os seus anseios, escolhendo os candidatos a representantes da região, através de círculos uninominais, ou participação direta.

Criar um Superconselho de artes e humanidades de pessoas independentes (seis pessoas: música, literatura, pintura, história, 1 doutras ciências, 1 do desporto) para apreciar os pedidos de apoio ao GRA com base nos méritos de cada atividade sem ser por critérios economicistas normais, visando a validade a médio e longo prazo dos projetos propostos.

Isto evitaria o escândalo de 2020 em que uma peça premiada de Álamo Oliveira, “A solidão da Casa do Regalo” pelo Grupo Alpendre, premiada pela Direção Regional de Cultura – creio que em 2000 – fosse recusada pela mesma Direção da Cultura por falta de valor cultural….

Apertar a fiscalização efetiva dos recipientes de RIS (Rendimento de Inserção Social)

Criar uma carteira profissional e cursos profissionais capazes para a restauração e hotelaria para todos os que já estão na atividade e sem a qual futuros candidatos não possam exercer a profissão

Preservar o meio ambiente face à destruição pelo turismo de massas e massificação descontrolada dos fluxos turísticos. Deve meter-se travão aos grandes hotéis, em S Miguel pois ameaçam tornar-se elefantes brancos causando mais desemprego.

Apoiar a agricultura (eu não disse pecuária) e novas produções, tal como na crise da laranja e outras que permitam diversificação de produtos e de mercados de exportação.

Para tal será necessário assegurar, de forma independente, o transporte da produção para centros de distribuição (Lisboa, Porto ou noutros locais)

Incrementar a fixação de investigadores e cientistas nos polos da academia local

Incrementar as ações de fiscalização marítima da enorme zona económica.

Facilitar o investimento da diáspora

Apostar na introdução de novas tecnologias e cibernética na pecuária, agricultura, etc.

Rever e atualizar os Cadernos Eleitorais

Utilizar linguagem simples e coloquial nos comunicados governamentais para que o eleitorado os entenda

Mais haveria a sugerir, como a introdução em termos simples e não-burocratizados de benefícios diretos aos que usam e divulgam produtos locais, medidas de protecionismo das empresas locais (sem dimensão capaz para competirem com as de fora) e por aí adiante… enquanto os aparelhos partidários forem agências de emprego (jobs for the boys) a abstenção não baixa e só favorece populismos e extremismos de direita.