PARABÉNS os 93 anos do nosso associado137-2017, DECANO Eduíno de Jesus

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OUÇA O SEU POEMA ESCOLHIDO POR MIM , E TRADUZIDO…o poema em duas línguas está em LUSOFONIAS – 2015 Chrys diz Eduíno Cais da Saudade

https://www.lusofonias.net/documentos/video-homenagens-aicl/2281-chrys-diz-edu%C3%ADno-cais-da-saudade.html

E TEM ESTA MUSICALIZAÇÃO DE “SINAL” PELA ANA PAULA ANDRADE

Escrever e falar sobre esse grande mestre que é Eduíno de Jesus não é fácil, a sua multifacetada obra (Poeta, crítico, ensaísta, dramaturgo) não se pode resumir à frase “Entre o Bar Jade e o jornal A Ilha cabia, afinal, o mundo todo e arredores.”

  • Dedicou-se ao teatro (teoria, história e crítica) e às artes plásticas (teoria e crítica).
  • Prefaciou dezenas de obras mas ninguém se pode dar ao luxo de prefaciar a sua vasta obra quando exclama “a reflexão sobre a verdadeira natureza da poesia (que não é uma questão de queda ou de jeito) e do poeta (que vai para além do simples habilidoso)” e denunciava a “tendência para levar à conta de poesia o que não o era ” . Ele tem bem clara a noção de que, em poesia, o “menos” significa o “mais” como disse Assis Brasil.
    • Apesar de episódica, a sua escrita dramática é significativa. Na comédia em um ato Cinco Minutos e o Destino afirma-se partidário da «arte pela arte»: as personagens são remetidas ao anonimato e designadas no diálogo cénico pelo papel que desempenham…
    • Foi conselheiro pedagógico do Ministério da Educação Nacional e, colaborador em estudos literários e linguísticos como Sintaxe Básica do Português, 1982 e procedeu à reforma dos estágios para professores e preparação dos novos formadores. Participou em Introdução à Semiologia de Toussaint (1994)…
    • Em 1979 a Universidade Nova de Lisboa convida-o para reger a cadeira de Teoria da Literatura. Convidado da Universidade Clássica, ali lecionou cursos para estudantes estrangeiros (História da Literatura), no Dept.º de Língua e Cultura Portuguesa, até 2000
  • Tornou conhecida a obra de vários escritores açorianos e criou, dirigiu e colaborou em dezenas de revistas de literatura.
  • Ao ler a magnífica antologia que é Os silos do silêncio sabemos que queremos ficar, tal o ímpeto que nos impele a continuar a leitura até ao fim e a ansiar por mais. Segundo Couto Viana, «há meio século que é apelidado de «poeta modernista». «havendo quem o considere um dos mais significativos simbolistas da «geração de 50». Apesar de uma ou outra influência, o Surrealismo e o Concretismo passam de raspão na sua poesia, onde nem tão pouco se vislumbram ressonâncias da «Presença» ou do Neorrealismo….escreve afetos, emoções e sentimentos, … as encruzilhadas da vida e mitologias do quotidiano.”

Eduíno é um ser extraordinário que há muito transcende com a sua humildade e imensa sabedoria, os portais de qualquer catalogação literária apesar da amizade que nos une sinto-me sempre apoucado ao falar com ele pois não tenho capacidades para abarcar e digerir todos os conhecimentos que o seu pensamento encapsula.

É uma enorme honra tê-lo como nossos associado, na AICL Colóquios da Lusofonia, onde já o homenageamos em 2012, 2015. 2016 e 2019. sendo atualmente o decano dos autores açorianos.

Espero que a sua mente lúcida nos continue a brindar com a sua filosofia enriquecedora. Ainda há dias numa das nossas tertúlias online, nos alertava para o fim da discussão civilizada, pois ninguém sabe discutir, ninguém sabe ouvir, ninguém sabe contrapor argumentos, pois o pensamento, a ciência, o saber foi substituído neste imediatismo atual pelas opiniões infundamentadas. Bem-haja grande mestre pela sua clarividência.

Chrys Chrystello

Presidente da AICL (Colóquios da Lusofonia)

27º BELMONTE 2017

— 17º LAGOA 2012

 

 

26ºLOMBA DA MAIA 2016

 

 

 

E 30º MADALENA DO PICO 2018

 

 

 

27º BELMONTE 2017

 

vacinas seguras

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“NUNCA HOUVE VACINAS TÃO SEGURAS”
Apesar da rapidez com que foram produzidas e que está a causar alguma desconfiança, as vacinas contra a covid-19 são seguras?
São seguras, e muito seguras. Nunca houve vacinas tão seguras porque são tecnologias novas. Foram muito rápidas e as pessoas têm muita desconfiança porque é que uma vacina foi tão rápida. Mas foi rápida porque já sabíamos que para estes vírus – coronavírus respiratórios – e pela experiência que temos com as vacinas contra animais domésticos que eram seguras e eficazes. São seguras porque houve um esforço global de toda a comunidade científica, académica e da indústria para produzir as vacinas. E foram rápidas porque também houve um esforço enorme a nível global para reduzir a burocracia e para, por exemplo, combinar os ensaios clínicos – de fase 2 e 3, que são as duas últimas – num só.
Existem várias vacinas disponíveis e com diferentes formas de administração. Porquê?
Porque são projetos diferentes, são tecnologias diferentes. Por exemplo, nas vacinas de RNA existem duas em que os RNA [ácido ribonucleico ou ARN, em português – uma molécula que imita o vírus] são ligeiramente diferentes e têm potências diferentes. Tem havido alguma insegurança pois as diferentes vacinas têm diferentes dosagens e processos diferentes de administração. Há uma primeira dose, há uma segunda dose, há outras vacinas que só têm uma dose. O que determina a dosagem é o tipo de vacina e o seu fabricante. Por exemplo, a vacina da Pfizer tem duas doses e entre a primeira e segunda toma devem passar entre 21 a 42 dias, e na vacina da Moderna a diferença entre as tomas são 28 dias. Esta diferença foi determinada pelos ensaios clínicos de fase 1, 2 e 3 onde foi estabelecido o intervalo ótimo para proceder à vacinação. Ambas as vacinas são igualmente eficazes por respeitarem esses diferentes intervalos. No caso de outras vacinas, que são um pouco mais potentes na forma como expressam os antigenes – as proteínas, os “pedacinhos” dos vírus – como, por exemplo a vacina da AstraZeneca/Oxford até poderá ser dada apenas uma toma.
Porque é que devemos tomar a vacina contra a covid-19?
A principal razão é para salvar vidas. As vacinas salvam vidas há mais de 100 anos e milhões de vidas todos os anos. Precisamos mesmo de vacinar os grupos de risco. Felizmente as vacinas têm uma grande eficácia na proteção contra a forma mais severa de covid-19, que é o que nós queremos. Esse é o principal objetivo das vacinas: salvar e proteger as pessoas vulneráveis. Depois há um outro objetivo, que é resolver a pandemia. E esse objetivo só se resolve quando uma percentagem da população for imune à doença, e vamos chegar a essa imunidade de uma forma rápida com as vacinas. Calcula-se que essa percentagem seja entre 60% e 70% da população, portanto é muito importante que não só os grupos de risco sejam vacinados, como também uma parcela da restante população para atingirmos essa imunidade.
Pedro Simas: ″Nunca houve vacinas tão seguras″
DN.PT
Pedro Simas: ″Nunca houve vacinas tão seguras″
O virologista do Instituto Molecular da Universidade de Lisboa responde a três perguntas sobre as vacinas contra a covid-19 e fala em especial das duas inoculações que começam a ser administradas em Portugal – a das farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna.
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